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Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Palmeiras e Atlético-MG se encontrarão pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Um dos contendores foi campeão da América ano passado e, ainda que sem aquele futebol e aquele técnico, continua tendo um elenco forte; o outro já nem sabe se leva a competição a sério, uma vez que novamente está com a corda no pescoço no Brasileirão. Mas o jogo de ida será a primeira partida do nosso segundo século, o que pode dar um ânimo redobrado ao elenco. Além disso, há uma semana a vitória do Atlético em sua casa veio só no fim.

O favoritismo, claro, é deles, mas não dá para dizer que o exército de Brancoeverdeleone seja carta fora do baralho.

Ainda mais se considerarmos o histórico dos mata-matas entre as duas equipes. Os gigantes paulista e mineiro já se enfrentaram em duelos de ida e volta por três vezes, cada um por uma competição diferente, mas sempre com algo em comum: no fim, a vaga ficou com o Verdão. O confronto que se aproxima vale mais que todos os anteriores, e é indiscutível que o plantel mais vistoso é alvinegro, mas o Galo que bote a crista de molho, porque assim foram os embates passados:

1. Copa do Brasil 1996: o duelo também valeu pelas oitavas. O Palmeiras havia atropelado o Sergipe por 8 a 0, enquanto os mineiros passaram pelo Vila Nova goiano com duas vitórias (1×0 e 4×1). O time atleticano não era ruim; contava com jogadores como Taffarel e Euller. Mas pegou um Alviverde em momento arrasador, no auge da máquina que goleava seus adversários um a um.

Assim, nem dá para dizer que foi surpresa termos vencido no mesmo Independência que sediará o jogo sob mando deles (2×1 de virada, gols de Luizão – os dois – e Leandro) e aqui (um sonoro 5×0, Rivaldo 2, Cléber, Müller e Cafu). Afinal, essas duas partidas fizeram parte da sequência de 21 vitórias consecutivas daquele elenco que encantou o país – mas que foi parado justamente pelo arquirrival do Atlético na final desse mesmo torneio.

2. Copa Mercosul 2000: o Palmeiras já havia começado a nefasta política do bom e barato, mas mesmo assim o time chegou à semifinal da Mercosul após bater o Cruzeiro nas quartas, frustrando a expectativa por um clássico mineiro (o Atlético passara pelo Boca Juniors).

Só que, enquanto o Galo ia de Velloso, Claudio Caçapa, Mancini, Marques e Guilherme, nós tínhamos Paulo Turra, Tiago Silva e Thiago Matias (apesar de um Arce aqui, um Taddei ali). Mesmo assim, um começo arrasador decidiu prematuramente o confronto: após 3 dos 180 minutos, o Verdão já tinha 2 a 0. No fim, a partida do Palestra terminou 4 a 1 (Tuta 2, Paulo Turra e Basílio; Guilherme); na volta, o Atlético precisava vencer por 3, mas o Palmeiras soube cozinhar o galo (trocadilho involuntário, sério!) no primeiro tempo e liquidou de vez a esperança mineira ao marcar no primeiro minuto da segunda etapa. Acabou vencendo por 2 a 0 (Tuta, Juninho) e se classificando à final, em que daria vexame contra o Vasco.

3. Copa Sul-Americana 2010: na primeira competição por mata-mata de Felipão em sua segunda passagem pelo Palmeiras, o Atlético foi o adversário das quartas-de-final, após termos passado por Vitória e Universitario de Sucre; o Galo, por sua vez, tinha eliminado Grêmio Prudente e Independiente Santa Fé. Os interesses dos adversários, no entanto, eram bem distintos: o Palmeiras tinha a competição como prioritária, já que no Brasileirão estava na zona do não-ata-nem-desata. O Atlético, contudo, vinha passando sufoco no Nacional, e por isso vinha usando os reservas.

O favoritismo, portanto, era nosso dada a diferença de motivação. Na ida, em Sete Lagoas, o Verdão abriu o placar no começo do segundo tempo, e poderia ter ampliado em pênalti pouco depois… se o árbitro Marcelo de Lima Henrique não voltasse atrás com a pressão dos jogadores alvinegros e alegasse um suposto impedimento de Lincoln, sobre o qual o bandeira nada falou. Para completar, só ele viu outro penal, dessa vez a favor dos mineiros. Assim, o que podia ser uma vitória confortável virou um empate em 1 a 1 (Kléber; Obina).

Na volta, porém, não teve jeito. O Atlético, com a corda ainda mais apertada, até lutou – teve ótimas chances, e só foi desistir mesmo após levar o segundo gol depois dos 30 da etapa final – mas acabou caindo por 2 a 0 (Marcos Assunção num gol olímpico, Luan).

Resumo: até hoje foram seis jogos por mata-matas, com cinco vitórias palmeirenses e um empate, 16 gols a favor e 3 contra. Agora, porém, o desafio é maior que todos os anteriores. Será que o Palmeiras mantém a escrita, ou será mais um morto no Horto?

Futebol descalço era comum na Índia

Futebol descalço era comum na Índia

Foram mais de 30 dias para os garimpeiros de internet buscarem respostas para perguntas às vezes fáceis, outras vezes cabeludas. E, de vez em quando, surpreendentes (se não quiser ler mais nada, vá ao menos para a pergunta 30).

Agora, enfim colocamos um ponto final na promoção com as soluções. Antes, porém, cumprimentos aos vencedores.

Em primeiro lugar, ficou Daniel Portero, de Curitiba (PR), que receberá um exemplar de “1942 – o Palestra vai à Guerra”. Já o segundo posto e a cópia de “Jogo Sujo” vão para Eduardo Freitas, de Guarulhos (SP). Por fim, palmas também a Janielbson Silva, de Ipanguaçu (RN), que fica com “Nunca fui Santo”. Parabéns a todos e agradecimentos também aos demais participantes.

Louros concedidos, vamos enfim ao gabarito. Boa leitura!

Parte I – Os causos

1) 1930 – como morreu o capitão francês nesta Copa?

Alex Villaplane foi executado, acusado de colaborar com os nazistas durante a 2ª Guerra. Curiosidade: ele era argelino de nascimento. Não é de hoje que a seleção francesa conta com “estrangeiros”.

2) 1934 – o principal atacante suíço na Itália se caracterizava por algo que usava durante as partidas. O que era?

Leopold “Poldi” Kielholz usava óculos.

3) 1938 – por que Leônidas não jogou a semifinal contra a Itália?

Geralmente se diz que ele foi arrogantemente poupado pelo técnico Ademar Pimenta, que já pensaria na decisão. Na verdade ele estava lesionado – o Brasil havia se classificado apenas dois dias antes e ele não estava totalmente recuperado da partida anterior, que registrou diversas faltas violentas – e o técnico não quis arriscar.

4) 1942/1946 – onde a taça Jules Rimet ficou guardada no período sem Copas?

A taça estava em posse da Itália, então bicampeã. Temendo que a posse caísse nas mãos dos nazistas, o presidente da federação local e vice-presidente da Fifa, Ottorino Barassi, tirou a taça de um banco em Roma e a guardou numa caixa de sapatos sob sua cama.

5) 1950 – por que a Índia, classificada, não disputou a Copa?

Minha resposta favorita deste quiz: porque queria jogar sem calçados, o que a Fifa vetou.

6) 1954 – como era o uniforme da seleção escocesa contra o Uruguai? Por quê? Quanto terminou o jogo?

Considerei certas respostas sobre a cor do uniforme, mas ninguém falou sobre o material, que era a curiosidade. A Federação escocesa achou que o clima na Suíça seria frio; por isso, o uniforme era de lã com mangas grossas e abotoado até o pescoço. A temperatura no dia do jogo estava acima dos 30º, e o Uruguai, de camisas curtas e gola V, ganhou de 7 a 0, sendo que somente no segundo tempo saíram cinco gols.

7) 1958 – a Irlanda do Norte quase deixa de disputar duas partidas dessa Copa. Por quê?

A legislação local, baseada na Igreja Anglicana, impedia a prática de atividades esportivas aos domingos, dia em que essas partidas estavam marcadas. A regra foi mudada em cima da hora.

8) 1962 – na Copa que sediaram, os chilenos tinham um curioso ritual pré-jogo. Qual?

Consumir algum alimento típico do país adversário – queijo suíço antes da estreia, macarrão antes da Itália, vodka antes da URSS e café antes do Brasil. Ignoro se fizeram algo antes da disputa do terceiro lugar contra a Iugoslávia…

9) 1966 – nesta Copa, um estádio recebeu uma única partida. Qual foi o estádio, o jogo e por que isso ocorreu?

Uruguai 2 x 1 França foi disputado no White City Stadium – sede das Olimpíadas de 1908 – porque os proprietários de Wembley, onde o jogo devia ser disputado, já tinham marcado uma corrida de cachorros e se recusaram a cancelar o evento.

10) 1970 – se no tempo normal Brasil x Itália empatassem, o que aconteceria?

O regulamento previa prorrogação e, em caso de manutenção do empate… sorteio! Ainda não havia disputa de pênaltis.

11) 1974 – a final desta Copa começou com atraso. Por quê?

Após a cerimônia de encerramento, esqueceram de colocar as bandeirinhas de escanteio e de meio-de-campo, que na época eram usadas.

12) 1978 – a final desta Copa também começou com atraso. Por quê?

O ponta holandês Van der Kerkhof estava usando um gesso desde o começo da Copa, com aval da Fifa. Mas, na decisão, Daniel Passarella protestou e o juiz ordenou que fosse colocada uma camada extra de curativos, mais macia.

13) 1982 – quem invadiu o gramado para reclamar com o juiz num jogo desta Copa? O que aconteceu depois?

O jogo era França x Kuwait, em Valladolid. De repente, um apito soprou alto na arquibancada, os kuwaitianos pararam por achar que tinha sido o juiz e pronto, gol da França. O príncipe Fahid, presidente da Federação, entrou no gramado para protestar, e no fim o juiz soviético de fato anulou o gol, que não impediu a vitória gaulesa por 4 a 1. O juiz acabou suspenso e o príncipe, multado em 14000 dólares, troco de pinga pra ele. Confiram o vídeo aqui.

14) 1986 – por quê o México organizou duas Copas em menos de 20 anos?

A Copa deveria ocorrer na Colômbia, escolhida 12 anos antes. Porém no fim de 1982 o país desistiu por problemas financeiros. Os três países da América do Norte se propuseram a receber o evento. O Canadá não teve chances, e os EUA foram rejeitados principalmente como vingança da Fifa por quererem alterar as regras do jogo (com shoot-outs em caso de empate e uma linha de impedimento válida mais próxima da grande área, não a partir do meio-campo).
Obs: muitos dizem que o Brasil declinou de convite da Fifa para sediar a Copa. Em sites estrangeiros essa informação não aparece. Honestamente não sei se procede ou não.

15) 1990 – a prorrogação da semifinal entre Itália e Argentina durou 40 minutos. Por quê?

Porque o juiz francês simplesmente esqueceu de olhar o relógio.

16) 1994 – durante o Mundial, duas equipes de F-1 pintaram mensagens provocativas alusivas à Copa. Quais foram?

Jordan e Minardi. A equipe irlandesa pintou nos carros Ireland 1 Italy 0, e, na corrida seguinte, com a Irlanda já fora, os italianos pintaram Italia in Ireland out. A foto? Está aqui.

17) 1998 – o goleiro argentino nessa Copa tomou um cartão amarelo curioso. Qual foi o motivo?

Na disputa de pênaltis contra a Inglaterra, Carlos Roa ficou discutindo com Paul Merson e fazendo cera para enervá-lo. O jogador marcou, mas no fim ele pegou o último pênalti e a Argentina avançou.

18) 2002 – Felipão faria uma última substituição na final, mas não deu tempo pois não houve falta, lateral, etc. Quem entraria?

Kaká

19) 2006 – quantos jogadores do Arsenal participaram desta Copa?

Quinze, ou seja, um time inteiro e mais alguns reservas: Jens Lehmann (ALE), Ashley Cole, Sol Campbell e Theo Walcott (ING), Fredrik Ljungberg (SUE), Kolo Touré e Emmanuel Eboué (CIV), Robin van Persie (HOL), Gilberto Silva (BRA), Thierry Henry (FRA), Johan Djourou e Philippe Senderos (SUI), Emmanuel Adebayor (TOG), José Reyes e Cesc Fábregas (ESP). Rosicky (TCH) já estava contratado, mas oficialmente ainda era jogador do Borussia Dortmund.

20) 2010 – por que a Igreja Batista de Nazaré da África do Sul ameaçou processar a Fifa?

Bem resumidamente, eles alegam ser os criadores da vuvuzela, e queriam uma porcentagem das vendas.

21) 2014 – o comitê que escolheu o logo da Copa (abaixo) era bastante heterogêneo. Quem participou dele?

Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, Paulo Coelho, Hans Donner, Oscar Niemeyer, Ricardo Teixeira e o secretário da Fifa Jérome Valcke

logo-copa-2014
Parte 2 – um pouco de Eliminatórias

22) Só não houve eliminatórias para a primeira Copa do Mundo. Quais países jogaram todas desde 1934?

Portugal, Irlanda e Luxemburgo

23) Que países nunca foram eliminados nas Eliminatórias, com o perdão da redundância?

Brasil e Alemanha. A Itália, muito citada, foi eliminada uma única vez, em 1958, quando ficou atrás da Irlanda do Norte, mesmo contando com Ghiggia e Schiaffino, campeões pelo Uruguai em 1950.

24) Que país-sede também jogou as Eliminatórias?

Valiam duas respostas: Itália em 1934 (ganhou da Grécia por 4 a 0 em Milão e os gregos desistiram do jogo de volta) e África do Sul em 2010 – eles jogaram as eliminatórias porque elas também valiam para a Copa Africana de Nações (não se classificaram, ficaram atrás da Nigéria).

25) Qual país disputou mais partidas de Eliminatórias?

México (157), seguido de Costa Rica e EUA.

26) Zâmbia x Sudão fizeram um play-off na fase inicial das Eliminatórias para 1970. No primeiro jogo, em Zâmbia, 4 a 2 para os donos da casa. Na volta, 4 a 2 para o Sudão. Quem passou e por quê?

O Sudão, pelo absurdo critério de fazer mais gols na segunda partida.

Parte 3 – outros causos

27) “Porque nada tenemos, lo haremos todo”. Quem disse essa famosa frase, qual sua nacionalidade e o que significa “nada”?

Carlos Dittborn, responsável pela organização da Copa-1962 (mas carioca de nascimento), referindo-se ao maior terremoto da história, que devastou o Chile em 1960. O estádio de Arica – um dos quatro usados no Mundial – recebeu seu nome, visto que ele faleceu 32 dias antes do início do torneio.

28) É famosa a história de que o então presidente Médici pediu que Dario jogasse a Copa de 70. Mas houve uma seleção que efetivamente foi toda convocada pelo governante do país. Qual e quando?

O rei Carol II, da Romênia, convocou a seleção que disputou a Copa-1930 e ainda ordenou aos empregadores dos atletas que lhe pagassem os três meses em que estariam de licença.

29) Quem foi Pickles?

O cachorro que encontrou a Jules Rimet sete dias depois de ela ter sido roubada em 1966, quatro meses antes da Copa. Seu dono recebeu 6000 libras (o que hoje equivale a mais de 600 mil reais).

30) A cobrança de falta abaixo, em Brasil 3 x 0 Zaire (1974), ficou famosa. O que levou o jogador africano a fazer isso?

Os jogadores foram ameaçados de morte pelos próprios governantes caso perdessem de 4 a 0. Essa falta aconteceu aos 33 do segundo tempo, e os zairenses estavam compreensivelmente nervosos. Lembrem-se disso na próxima vez que virem esse lance na TV, pois adoram fazer troça dele sem saber o que se passava.

31) A Copa de 1950 teve dois grupos de 4 times, um com três e um com dois, porém seria mais lógico fazer um grupo com 4 times e os demais com três. Por que não foi assim?

Grupos com 4 times têm seis jogos; com 3, têm três, e com 2, apenas um. Se fosse do jeito em tese mais racional, a primeira fase teria 15 jogos. Da maneira que foi, foram 16. Para faturar uns trocados extras, decidiram ter um joguinho a mais e não rearranjar os grupos.

Parte 4 – é penta

32) 1958 – quantos e quais eram os remanescentes de Copas anteriores neste Mundial?

Foram cinco: Mauro, Djalma Santos, Didi, Nilton Santos e Castilho, o único que foi reserva.

33) 1962 – Garrincha foi expulso na semifinal. Como ele pôde disputar a decisão?

A suspensão estava prevista, mas deveria ser ratificada num julgamento. O bandeirinha uruguaio que viu Garrincha agredir um chileno, o que causou sua expulsão, não compareceu à audiência – a história diz que o simpático auxiliar foi convencido a passear no Brasil com uma graninha pra torrar.

34) 1970 – qual jogador desmaiou em campo pouco após o fim de Brasil x Itália?

Rivelino. O público que invadiu o gramado se jogou em cima dele, que desabou e saiu de maca.

35) 1994 – quem seria o batedor do último pênalti na final se Baggio tivesse convertido?

Bebeto

36) 2002 – qual a explicação dada por Ronaldo para criar aquele cabelo Cascão?

O filho dele teria beijado uma foto do Roberto Carlos, por confundi-lo com o pai. Tinha tanto jeito melhor de se diferenciar…

Parte 5 – os primeiros

37) Qual foi o primeiro 0x0 na história das Copas?

Brasil 0 x 0 Inglaterra, em 11/6/1958. Quatro dias depois ocorreria o segundo, Suécia x País de Gales

38) Qual foi a primeira disputa de pênaltis?

Foi na semifinal de 1982: Alemanha 3 (5) x 3 (4) França.

Parte 6 – os mais

Alguns recordistas não tão óbvios.

39) Que jogador participou de mais Copas?

O mexicano Carbajal e o alemão Matthaus, cinco cada

40) Quem tomou mais cartões vermelhos?

O camaronês Rigobert Song e o francês Zinedine Zidane, dois cada.

41) Qual estádio recebeu mais partidas?

O Azteca, na Cidade do México. Entre as 19 partidas que recebeu, estão duas finais de Copa (primazia só agora igualada pelo Maracanã) com cinco gols cada, o jogo do gol de mão do Maradona e Itália 4 x 3 Alemanha, semi de 1970 considerada por muitos o maior jogo da história das Copas.

42) Quem marcou gols em mais Copas?

Pelé e o alemão Uwe Seeler, ambos em todas as Copas de 1958 a 1970, e agora Miroslav Klose, de 2002 para cá.

43) Que país perdeu mais jogos (até a Copa de 2014 começar)?

O México (25 contando o revés diante da Holanda)

44) Que jogador foi capitão de sua equipe em mais partidas?

Aquele que es mas grande que Pelé: Diego Armando Maradona, 16 vezes.

45) Qual país sofreu mais gols?

A Alemanha, disparado. Já atualizado depois da Copa, 121. Em seguida, Brasil (101) e México (92). O Brasil estava atrás do México antes do Mundial começar…

46) Que jogador marcou mais gols em Copas saindo do banco de reservas?

Roger Milla (todos os cinco que fez)

47) Que jogadores disputaram mais partidas de Copa sem nunca vencerem?

Essa era dureza, mas houve quem acertasse. São três: o búlgaro Dimitar Penev, o sul-coreano Kim Joo-Sung e o grande zagueiro chileno Elias Figueroa, com nove partidas cada.

48) Que seleção campeã usou menos jogadores durante a campanha? Quantos?

O Brasil de 1962, que usou apenas 12: a única alteração desde o primeiro jogo foi a troca de Pelé por Amarildo.

Parte 7 – a saideira

Duas perguntinhas que não pude encaixar em outro lugar.

49) Qual o único jogador a disputar 2 finais de Copa por países diferentes?

O argentino Luís Monti, vice em 1930 e campeão pela Itália em 1934.

50) Para concluir, uma porreta: a Fifa recomenda a ida de três goleiros desde 1934. Quantos times efetivamente usaram todos os três durante uma Copa?

Eram quatro até o início da Copa – a Holanda de 2014 se juntou à turma. Os outros casos foram:

- França 1978: o primeiro se machucou ao bater a cabeça na trave na segunda partida. O reserva entrou em seu lugar e tomou o gol que causou a derrota; por isso, na última partida jogou o terceiro.

- Bélgica 1982: Pfaff era o titular, mas depois da primeira partida perdeu a posição por fingir ter se afogado na piscina do hotel (!). Seu reserva foi tão mal na segunda partida que colocaram o terceiro goleiro na despedida

- Tchecoslováqua 1982: o primeiro goleiro estreou, mas sem razão aparente foi substituído na segunda partida. O reserva além de ir mal quebrou o dedo no segundo tempo; o terceiro entrou, concluiu o jogo e também atuou no jogo seguinte

- Grécia 1994: na estreia, 4 a 0 pra Argentina, mudou o goleiro. Na segunda partida, 4 a 0 pra Bulgária, mudou de novo. O terceiro tomou apenas 2 da Nigéria…

E é isso. Até 2018!

Notinhas

Derby merece post, mas este time não. Do goleiro ao centroavante, o onze alvinegro era melhor que o nosso em todas as posições (talvez Tobio rivalize com Cléber). Assim, como discutir o resultado?

Gareca está dando uma feição ao time, mas é aquela coisa: o Palmeiras fez só o que pôde – se trancar e rezar para o rival não acertar nada. Tática sem um mínimo de técnica não leva a lugar nenhum. Estivessem os times ainda em campo e o uniforme de Cássio seguiria engomado.

*

Ficou faltando o último pós-jogo da Copa. Os editores viajaram, mas o time brasileiro é que parecia fora deste mundo. E até a graça do troféu Bola Verde-Amarela ficou pelo caminho. Com os zeros generalizados a partir das semis, quem escapou delas ficou com média bem maior. E era o caso do melhor jogador do time. Assim, Neymar ganhou meio que por W.O.

*

Apurar o vencedor do quiz da Copa deu um trabalho desgraçado. Percebo agora que talvez cinquenta perguntas seja um pouco demais para um concurso, porém Inês e o Derby já são mortos.

Enfim, mais de duas semanas após o Galvão Bueno germânico gritar “É Tetrrrrrra”, finalmente notificamos os vencedores. E em breve – muito breve para os atuais padrões deste blog ainda em recesso – você saberá as respostas para as curiosidades que desafiamos os leitores a procurar.

A ressaca é grande, mas ainda há um compromi$$o antes de darmos adeus a Júlio César, Fred, Daniel Alves e outros que não deverão estar nos campos russos em 2018 (mas que podiam talvez estar na Sibéria).

Em busca de honra, da última alegria e diversas outras palavras vazias, o Brasil se despede de sua Copa do mesmo jeito que em 1950: na Capital Federal. Com gosto amargo e esperando sua próxima chance de sediar o Mundial, diria eu que em 2058.

Horário e local: sábado, 12/7, às 17:00, no Mané Garrincha.

Árbitro: será o argelino Djamel Haimoudi, em sua quarta partida na Copa; antes fez 2×1 , 0x0 , 2×3

Desfalques/Reforços: “reforço” seria um novo técnico, presidente, coordenador, centroavante, sei lá. Então não tem ninguém; assim como resta provado que nenhuma ausência pode ser considerada desfalque.

Pendurados: Henrique e Lúcio estão suspensos… peraí, isso é pro clássico de quinta. No caso da Seleção, se alguém tomar vermelho fica de fora da estreia ainda indefinida da Copa América de 2015, no Chile. Próxima partida: Santos x Palmeiras.

Previsão IPE: Jefferson, Maicon, Thiago Silva, David Luiz, Maxwell; Luiz Gustavo, Hernanes, Ramires, William; Fred, Hulk.

Destaques/Holanda: os laranjas estão com menos vontade ainda de encarar essa partida; cansados após duas prorrogações e com um dia a menos de descanso, devem usar muitos reservas. Van Persie, por exemplo, é desfalque quase certo. E o goleiro deve ser Vorm, o que faria com que os holandeses usassem todo seu elenco.

Olho nele: Blind jogou pelo Ajax contra o Palmeiras. Cillessen também, mas amanhã deve ficar fora.

Ex-brasileiros na Holanda: aquele Vamberto ainda existe?

Palpite IPE: com os dois times expostos, 4 a 2 para os holandeses

Histórico: em Copas é o quinto jogo, após eles nos tirarem em 1974 (0x2) e 2010 (1×2) e nós os eliminarmos em 1994 (3×2) e 1998 (1×1, com Taffarel pegando dois pênaltis). Como um todo, são 12 jogos.

O IPE se lembra: fico com a lembrança da “minha” Copa, a de 1994, quando Romário se envergou todo para permitir que a bomba de Branco nos desse um belo triunfo na tórrida Dallas.

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Tal qual um tanque Tiger II rasgando a Europa na segunda guerra, a Alemanha trucidou o Brasil. Destruindo a inocência das cabeças que ainda a tinham, formando caráter a fórceps na molecada que estava vendo o jogo. Obrigando os amantes do futebol a continuarem suas vidas sem olhar pra trás, quem em sã consciência deseja rever o massacre? Tocaram as sete trombetas do apocalipse numa serenata para os brasileiros.

Para não ficarmos absolutamente sem estatísticas ou fatos curiosos relacionados a este massacre, vejamos pois que Klose superou Ronaldo e agora é o maior artilheiro da história das Copas, isolou-se na cabeça da lista com 16 gols. Também devemos dizer que esta é a maior goleada que o Brasil já sofreu em uma Copa. A curiosidade fica por ter sido apenas o segundo jogo na história das Copas a ir para o intervalo com 5 gols para um mesmo lado no placar, antes só o Haiti tinha sido capaz de tal proeza. O Zaire no entanto ainda é o recordista tendo tomado 6 da Iugoslávia nos primeiros 45 minutos, lá na longínqua Copa do Mundo de 1974.

Hoje em qualquer endereço minimamente relacionado a futebol na internet vemos textos inflamados, exigindo que o futebol brasileiro abra os olhos, se modernize, empale Felipão, Parreira, Del Nero, Marin, coroe Mano Menezes, e aquela coisa toda. Como aqui não temos sequer condições de germinar uma esperança por dias melhores, vamos ficar com a resignação, a incapacidade de se obrigar a acreditar no que aconteceu. A humilhação vai ser curtida no azeite da incredulidade e saboreada acompanhada de um petisco feito de coração brasileiro incinerado, assistindo a decisão que ainda pode nos fazer ter de aturar a imagem aterrorizante da rival alviceleste erguendo a Copa do Mundo em pleno solo brasileiro.

Para os diletos leitores deste blog acredito não ser necessária qualquer análise ou tentativa de sugerir o que deva ser feito. Coração Palmeirense está acostumado a vez por outra ver toda a sua expectativa transformada em pó numa acachapante e inesperada derrota tão improvável quanto inacreditável, mas que se faz.

Qualquer nota acima de zero para as atuações nessa peleja seria absolutamente injusta e puxa-saquista. Que sirva para endurecermos mais nosso casco, mas sem perder a ternura, claro. No futebol só há uma opção: seguir jogando.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 x 7 ALEMANHA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data/Horário: 8/7/2014, às 17h
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
Público: 58.141 torcedores
Cartão amarelo: Dante (BRA)
Cartão vermelho: -

Gols: Muller, aos 10’/1ºT (0-1); Klose, aos 22’/1ºT (0-2); Kroos, aos 24’/1ºT (0-3); Kroos, aos 25’/1ºT (0-4); Khedira, aos 28’/1ºT (0-5); Schurrle, aos 23’/2ºT (0-6); Schurrle, aos 33’/2ºT (0-7) e Oscar, aos 44’/2ºT (1-7)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho – Intervalo) e Oscar; Bernard, Hulk (Ramires – Intervalo) e Fred (Willian – 34’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker – Intervalo) e Howedes; Khedira (Draxler – 23’/2ºT), Shweinsteiger, Ozil, Kroos e Muller; Klose (Schurrle – 12’/2ºT): Técnico: Joachim Low.

braale

Semifinal de Copa entre Brasil e Alemanha. Oito títulos mundiais e seis vices. Duzentas e cinco partidas em Mundiais (não são 206 porque em uma única ambos estiveram presentes), o que significa que praticamente uma em cada quatro das 832 partidas da história tiveram uma das equipes.

Um jogo para a história.

Horário e local: terça, 8/7, às 17:00, no Mineirão.

Árbitro: será o mexicano Marco Rodríguez, em sua terceira partida na Copa; antes apitou Bélgica 2×1 Argélia e, principalmente, Itália 0x1 Uruguai.

Desfalques/Reforços: Luiz Gustavo retorna, mas o que é isso comparado à ausência de Neymar? Além do camisa 10 também o capitão Thiago Silva fica de fora, suspenso.

Pendurados: não tem mais amarelo. Perder a última partida, só em caso de vermelho. Próxima partida: Argentina ou Holanda. Sábado ou domingo?

Previsão IPE: Júlio César, Maicon, Dante, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Fernandinho, Oscar; Fred, Hulk.

Destaques/Alemanha: o palpite da casa é que Joachim Löw repita o time que bateu a França, com Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Ozil, Klose e Muller

Olho nele: Schweinsteiger tem sido o mais carismático dos alemães. E também é o grande organizador do time.

Ex-brasileiros na Alemanha: Cacau já não joga pelo Nationalelf.

Palpite IPE: esperando estar errado, 1 a 0 para os germânicos.

Histórico: é apenas o segundo confronto em Copas, após a final de 2002. Mas já foram 21 encontros, com ampla vantagem verde-amarela. Quem diz são os alemães.

O IPE se lembra mal e porcamente: a última vez que as equipes se encontraram em solo brasileiro foi há quase 22 anos. O amistoso de dezembro de 1992 aconteceu em Porto Alegre e foi vencido pelos donos da casa por 3 a 1 (gols do ex-palmeirense Luís Henrique, Bebeto e Jorginho e de Matthias Sammer). Um então palmeirense participou da peleja: Zinho.

 

Sem choro, com gol.

Sem choro, com gol.

Mais um sufoco, mais uma vez classificado. Apesar das dificuldades encontradas nos dois últimos jogos, o Brasil está na semifinal contra os maiores cavalos-paraguaios-alemães da história das Copas. Será nada menos que a 13ª vez que os chucrutes participarão das semis. E mesmo sem Neymar, o Brasil vencerá.

A Colômbia chegou com uma pose de favorita que não cabia a sua inexpressiva história futebolística. Um craque ainda não totalmente pronto, um lateral ex-Parmera que dança e um zagueiro que esteve na final da Libertadores 1999. Todo o resto, Cuadrado e o tal Teo inclusos, não passam de bons jogadores. Foi pouco para o pentacampeão, que apesar de também só contar com jogadores comuns, tem camisa demais.

Pela primeira vez o capitão chorão não se desmanchou em lágrimas no hino, tamanha evolução foi coroada com um gol logo no comecinho. A Colômbia viu que não seria tão fácil assim tirar o Brasil da parada e partiu para cima, abrindo espaços bem aproveitados em contra-ataques, porém todos finalizados de maneira ruim ou salvos pelo goleiro. Hulk mais uma vez teve seus 5 minutos no jogo, tabelou, finalizou, e sumiu. Se o primeiro tempo tivesse terminado 3×0 não seria injusto, mas o 1×0 deixou os adversário esperançosos.

Tanto que os colombianos voltaram determinados a igualar o placar. O jogo era pegado, o juiz, um banana que logo mais protagonizaria um absurdo, deixava o couro comer solto, distribuindo poucos amarelos e apitando de longe. Justo quando a Colômbia pressionava com mais força, o Brasil teve uma falta de longe para bater. Lá foi David Luiz e meteu uma chapa nela, a redonda tomou um efeito misturado com a famosa ‘descaída’ e morreu no fundo das redes. O baque só deixou o selecionado colombiano mais desesperado em ir ao ataque, ainda faltava meio tempo e todas as jogadas procuravam James Rodríguez. Em lance de desatenção da defesa o avante recém entrado no jogo, Bacca, saiu na cara de Júlio César e a este só restou o penalti. James Rodríguez foi para a cobrança e diminuiu, faltando 10 minutos e mais os acréscimos. Pane na defesa brasileira e bombardeio colombiano.

Aí vem o lance que pode turbinar ou implodir a seleção brasileira daqui para frente. Zuñiga entrou criminosamente nas costas de Neymar, com o joelho, e mandou o craque canarinho pro chão. Henrique teve chance de fazer seus primeiros minutos na Copa e o camisa 10 foi para o hospital. Fratura na vértebra L3, fim de Copa para ele. Claro que o juizão puniu Zuñiga… claro que não.

Com a vitória estamos novamente entre os 4 melhores de uma Copa, fato que não acontecia desde a última vez em que conquistamos o objeto de desejo máximo do mundo futebolístico, lá em 2002. É esperar que Felipão enxergue na lesão de Neymar um meio de motivar o time, que provavelmente irá mais fechado no meio contra a ‘temida’ Alemanha. Lembremo-nos que o bigode sempre teve o dom de armar um time sem um grande craque para uma batalha copeira, é o caso no momento. Recordar a Copa do Brasil 2012, ao menos para os palmeirenses, é um alento.

Notas:

Júlio César – escolheu canto na cobrança de penalti, não tinha como evitar a falta no lance – 6

Maicon – um pouco sem ritmo de jogo, ainda assim muito melhor que Daniel Alves tanto na defesa quanto no apoio – 7

Thiago Silva – raiva também é uma emoção – 9

David Luiz – protagonista de um dos golaços da Copa, seguro na defesa – 9

Marcelo – outro jogo nulo – 4

Paulinho – não comprometeu, Luiz Gustavo dá mais segurança pra zaga, no entanto – 7

Fernandinho – bateu preventiva e sistematicamente no tal James – 8

Oscar – ajudou mais na defesa e saída de bola do que na armação – 7

Hulk – vagalume, brilhou por uns 5 ou 10 minutos, não fez o gol e sumiu – 6

Fred – faz o pivô, corta-luz, barreira, só não faz gol, é pouco – 4

Neymar – em que pese sua má atuação, a lesão dele será o ponto determinante da campanha, só de estar em campo divide as atenções da defesa adversária, perdemos esse recurso – 6

Melhore momentos:

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 1 COLÔMBIA

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 4/7/2014, às 17h
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Auxiliares: Roberto Alonso Fernandez (ESP) e Juan Yuste (ESP)
Cartões amarelos: Thiago Silva, Julio Cesar (BRA); James Rodríguez, Yepes (COL)
Cartões vermelhos:

GOLS: Thiago Silva, aos 6’/1ºT (1-0); David Luiz, aos 23’/2ºT (2-0) e James Rodríguez, aos 35’/2ºT (2-1)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes – 40’/2ºT) e Oscar; Hulk (Ramires – 37’/2ºT), Neymar (Henrique – 43’/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

COLÔMBIA: Ospina; Zúñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Guarin, Cuadrado (Quintero – 35’/2ºT) e James Rodríguez; Ibarbo (Adrián Ramos – Intervalo) e Teo Gutiérrez (Bacca – 26’/2ºT). Técnico: José Pékerman.

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