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Derby merece post, mas este time não. Do goleiro ao centroavante, o onze alvinegro era melhor que o nosso em todas as posições (talvez Tobio rivalize com Cléber). Assim, como discutir o resultado?

Gareca está dando uma feição ao time, mas é aquela coisa: o Palmeiras fez só o que pôde – se trancar e rezar para o rival não acertar nada. Tática sem um mínimo de técnica não leva a lugar nenhum. Estivessem os times ainda em campo e o uniforme de Cássio seguiria engomado.

*

Ficou faltando o último pós-jogo da Copa. Os editores viajaram, mas o time brasileiro é que parecia fora deste mundo. E até a graça do troféu Bola Verde-Amarela ficou pelo caminho. Com os zeros generalizados a partir das semis, quem escapou delas ficou com média bem maior. E era o caso do melhor jogador do time. Assim, Neymar ganhou meio que por W.O.

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Apurar o vencedor do quiz da Copa deu um trabalho desgraçado. Percebo agora que talvez cinquenta perguntas seja um pouco demais para um concurso, porém Inês e o Derby já são mortos.

Enfim, mais de duas semanas após o Galvão Bueno germânico gritar “É Tetrrrrrra”, finalmente notificamos os vencedores. E em breve – muito breve para os atuais padrões deste blog ainda em recesso – você saberá as respostas para as curiosidades que desafiamos os leitores a procurar.

A ressaca é grande, mas ainda há um compromi$$o antes de darmos adeus a Júlio César, Fred, Daniel Alves e outros que não deverão estar nos campos russos em 2018 (mas que podiam talvez estar na Sibéria).

Em busca de honra, da última alegria e diversas outras palavras vazias, o Brasil se despede de sua Copa do mesmo jeito que em 1950: na Capital Federal. Com gosto amargo e esperando sua próxima chance de sediar o Mundial, diria eu que em 2058.

Horário e local: sábado, 12/7, às 17:00, no Mané Garrincha.

Árbitro: será o argelino Djamel Haimoudi, em sua quarta partida na Copa; antes fez 2×1 , 0x0 , 2×3

Desfalques/Reforços: “reforço” seria um novo técnico, presidente, coordenador, centroavante, sei lá. Então não tem ninguém; assim como resta provado que nenhuma ausência pode ser considerada desfalque.

Pendurados: Henrique e Lúcio estão suspensos… peraí, isso é pro clássico de quinta. No caso da Seleção, se alguém tomar vermelho fica de fora da estreia ainda indefinida da Copa América de 2015, no Chile. Próxima partida: Santos x Palmeiras.

Previsão IPE: Jefferson, Maicon, Thiago Silva, David Luiz, Maxwell; Luiz Gustavo, Hernanes, Ramires, William; Fred, Hulk.

Destaques/Holanda: os laranjas estão com menos vontade ainda de encarar essa partida; cansados após duas prorrogações e com um dia a menos de descanso, devem usar muitos reservas. Van Persie, por exemplo, é desfalque quase certo. E o goleiro deve ser Vorm, o que faria com que os holandeses usassem todo seu elenco.

Olho nele: Blind jogou pelo Ajax contra o Palmeiras. Cillessen também, mas amanhã deve ficar fora.

Ex-brasileiros na Holanda: aquele Vamberto ainda existe?

Palpite IPE: com os dois times expostos, 4 a 2 para os holandeses

Histórico: em Copas é o quinto jogo, após eles nos tirarem em 1974 (0x2) e 2010 (1×2) e nós os eliminarmos em 1994 (3×2) e 1998 (1×1, com Taffarel pegando dois pênaltis). Como um todo, são 12 jogos.

O IPE se lembra: fico com a lembrança da “minha” Copa, a de 1994, quando Romário se envergou todo para permitir que a bomba de Branco nos desse um belo triunfo na tórrida Dallas.

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Tal qual um tanque Tiger II rasgando a Europa na segunda guerra, a Alemanha trucidou o Brasil. Destruindo a inocência das cabeças que ainda a tinham, formando caráter a fórceps na molecada que estava vendo o jogo. Obrigando os amantes do futebol a continuarem suas vidas sem olhar pra trás, quem em sã consciência deseja rever o massacre? Tocaram as sete trombetas do apocalipse numa serenata para os brasileiros.

Para não ficarmos absolutamente sem estatísticas ou fatos curiosos relacionados a este massacre, vejamos pois que Klose superou Ronaldo e agora é o maior artilheiro da história das Copas, isolou-se na cabeça da lista com 16 gols. Também devemos dizer que esta é a maior goleada que o Brasil já sofreu em uma Copa. A curiosidade fica por ter sido apenas o segundo jogo na história das Copas a ir para o intervalo com 5 gols para um mesmo lado no placar, antes só o Haiti tinha sido capaz de tal proeza. O Zaire no entanto ainda é o recordista tendo tomado 6 da Iugoslávia nos primeiros 45 minutos, lá na longínqua Copa do Mundo de 1974.

Hoje em qualquer endereço minimamente relacionado a futebol na internet vemos textos inflamados, exigindo que o futebol brasileiro abra os olhos, se modernize, empale Felipão, Parreira, Del Nero, Marin, coroe Mano Menezes, e aquela coisa toda. Como aqui não temos sequer condições de germinar uma esperança por dias melhores, vamos ficar com a resignação, a incapacidade de se obrigar a acreditar no que aconteceu. A humilhação vai ser curtida no azeite da incredulidade e saboreada acompanhada de um petisco feito de coração brasileiro incinerado, assistindo a decisão que ainda pode nos fazer ter de aturar a imagem aterrorizante da rival alviceleste erguendo a Copa do Mundo em pleno solo brasileiro.

Para os diletos leitores deste blog acredito não ser necessária qualquer análise ou tentativa de sugerir o que deva ser feito. Coração Palmeirense está acostumado a vez por outra ver toda a sua expectativa transformada em pó numa acachapante e inesperada derrota tão improvável quanto inacreditável, mas que se faz.

Qualquer nota acima de zero para as atuações nessa peleja seria absolutamente injusta e puxa-saquista. Que sirva para endurecermos mais nosso casco, mas sem perder a ternura, claro. No futebol só há uma opção: seguir jogando.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 x 7 ALEMANHA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data/Horário: 8/7/2014, às 17h
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
Público: 58.141 torcedores
Cartão amarelo: Dante (BRA)
Cartão vermelho: -

Gols: Muller, aos 10’/1ºT (0-1); Klose, aos 22’/1ºT (0-2); Kroos, aos 24’/1ºT (0-3); Kroos, aos 25’/1ºT (0-4); Khedira, aos 28’/1ºT (0-5); Schurrle, aos 23’/2ºT (0-6); Schurrle, aos 33’/2ºT (0-7) e Oscar, aos 44’/2ºT (1-7)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho – Intervalo) e Oscar; Bernard, Hulk (Ramires – Intervalo) e Fred (Willian – 34’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker – Intervalo) e Howedes; Khedira (Draxler – 23’/2ºT), Shweinsteiger, Ozil, Kroos e Muller; Klose (Schurrle – 12’/2ºT): Técnico: Joachim Low.

braale

Semifinal de Copa entre Brasil e Alemanha. Oito títulos mundiais e seis vices. Duzentas e cinco partidas em Mundiais (não são 206 porque em uma única ambos estiveram presentes), o que significa que praticamente uma em cada quatro das 832 partidas da história tiveram uma das equipes.

Um jogo para a história.

Horário e local: terça, 8/7, às 17:00, no Mineirão.

Árbitro: será o mexicano Marco Rodríguez, em sua terceira partida na Copa; antes apitou Bélgica 2×1 Argélia e, principalmente, Itália 0x1 Uruguai.

Desfalques/Reforços: Luiz Gustavo retorna, mas o que é isso comparado à ausência de Neymar? Além do camisa 10 também o capitão Thiago Silva fica de fora, suspenso.

Pendurados: não tem mais amarelo. Perder a última partida, só em caso de vermelho. Próxima partida: Argentina ou Holanda. Sábado ou domingo?

Previsão IPE: Júlio César, Maicon, Dante, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Fernandinho, Oscar; Fred, Hulk.

Destaques/Alemanha: o palpite da casa é que Joachim Löw repita o time que bateu a França, com Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Ozil, Klose e Muller

Olho nele: Schweinsteiger tem sido o mais carismático dos alemães. E também é o grande organizador do time.

Ex-brasileiros na Alemanha: Cacau já não joga pelo Nationalelf.

Palpite IPE: esperando estar errado, 1 a 0 para os germânicos.

Histórico: é apenas o segundo confronto em Copas, após a final de 2002. Mas já foram 21 encontros, com ampla vantagem verde-amarela. Quem diz são os alemães.

O IPE se lembra mal e porcamente: a última vez que as equipes se encontraram em solo brasileiro foi há quase 22 anos. O amistoso de dezembro de 1992 aconteceu em Porto Alegre e foi vencido pelos donos da casa por 3 a 1 (gols do ex-palmeirense Luís Henrique, Bebeto e Jorginho e de Matthias Sammer). Um então palmeirense participou da peleja: Zinho.

 

Sem choro, com gol.

Sem choro, com gol.

Mais um sufoco, mais uma vez classificado. Apesar das dificuldades encontradas nos dois últimos jogos, o Brasil está na semifinal contra os maiores cavalos-paraguaios-alemães da história das Copas. Será nada menos que a 13ª vez que os chucrutes participarão das semis. E mesmo sem Neymar, o Brasil vencerá.

A Colômbia chegou com uma pose de favorita que não cabia a sua inexpressiva história futebolística. Um craque ainda não totalmente pronto, um lateral ex-Parmera que dança e um zagueiro que esteve na final da Libertadores 1999. Todo o resto, Cuadrado e o tal Teo inclusos, não passam de bons jogadores. Foi pouco para o pentacampeão, que apesar de também só contar com jogadores comuns, tem camisa demais.

Pela primeira vez o capitão chorão não se desmanchou em lágrimas no hino, tamanha evolução foi coroada com um gol logo no comecinho. A Colômbia viu que não seria tão fácil assim tirar o Brasil da parada e partiu para cima, abrindo espaços bem aproveitados em contra-ataques, porém todos finalizados de maneira ruim ou salvos pelo goleiro. Hulk mais uma vez teve seus 5 minutos no jogo, tabelou, finalizou, e sumiu. Se o primeiro tempo tivesse terminado 3×0 não seria injusto, mas o 1×0 deixou os adversário esperançosos.

Tanto que os colombianos voltaram determinados a igualar o placar. O jogo era pegado, o juiz, um banana que logo mais protagonizaria um absurdo, deixava o couro comer solto, distribuindo poucos amarelos e apitando de longe. Justo quando a Colômbia pressionava com mais força, o Brasil teve uma falta de longe para bater. Lá foi David Luiz e meteu uma chapa nela, a redonda tomou um efeito misturado com a famosa ‘descaída’ e morreu no fundo das redes. O baque só deixou o selecionado colombiano mais desesperado em ir ao ataque, ainda faltava meio tempo e todas as jogadas procuravam James Rodríguez. Em lance de desatenção da defesa o avante recém entrado no jogo, Bacca, saiu na cara de Júlio César e a este só restou o penalti. James Rodríguez foi para a cobrança e diminuiu, faltando 10 minutos e mais os acréscimos. Pane na defesa brasileira e bombardeio colombiano.

Aí vem o lance que pode turbinar ou implodir a seleção brasileira daqui para frente. Zuñiga entrou criminosamente nas costas de Neymar, com o joelho, e mandou o craque canarinho pro chão. Henrique teve chance de fazer seus primeiros minutos na Copa e o camisa 10 foi para o hospital. Fratura na vértebra L3, fim de Copa para ele. Claro que o juizão puniu Zuñiga… claro que não.

Com a vitória estamos novamente entre os 4 melhores de uma Copa, fato que não acontecia desde a última vez em que conquistamos o objeto de desejo máximo do mundo futebolístico, lá em 2002. É esperar que Felipão enxergue na lesão de Neymar um meio de motivar o time, que provavelmente irá mais fechado no meio contra a ‘temida’ Alemanha. Lembremo-nos que o bigode sempre teve o dom de armar um time sem um grande craque para uma batalha copeira, é o caso no momento. Recordar a Copa do Brasil 2012, ao menos para os palmeirenses, é um alento.

Notas:

Júlio César – escolheu canto na cobrança de penalti, não tinha como evitar a falta no lance – 6

Maicon – um pouco sem ritmo de jogo, ainda assim muito melhor que Daniel Alves tanto na defesa quanto no apoio – 7

Thiago Silva – raiva também é uma emoção – 9

David Luiz – protagonista de um dos golaços da Copa, seguro na defesa – 9

Marcelo – outro jogo nulo – 4

Paulinho – não comprometeu, Luiz Gustavo dá mais segurança pra zaga, no entanto – 7

Fernandinho – bateu preventiva e sistematicamente no tal James – 8

Oscar – ajudou mais na defesa e saída de bola do que na armação – 7

Hulk – vagalume, brilhou por uns 5 ou 10 minutos, não fez o gol e sumiu – 6

Fred – faz o pivô, corta-luz, barreira, só não faz gol, é pouco – 4

Neymar – em que pese sua má atuação, a lesão dele será o ponto determinante da campanha, só de estar em campo divide as atenções da defesa adversária, perdemos esse recurso – 6

Melhore momentos:

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 1 COLÔMBIA

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 4/7/2014, às 17h
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Auxiliares: Roberto Alonso Fernandez (ESP) e Juan Yuste (ESP)
Cartões amarelos: Thiago Silva, Julio Cesar (BRA); James Rodríguez, Yepes (COL)
Cartões vermelhos:

GOLS: Thiago Silva, aos 6’/1ºT (1-0); David Luiz, aos 23’/2ºT (2-0) e James Rodríguez, aos 35’/2ºT (2-1)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes – 40’/2ºT) e Oscar; Hulk (Ramires – 37’/2ºT), Neymar (Henrique – 43’/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

COLÔMBIA: Ospina; Zúñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Guarin, Cuadrado (Quintero – 35’/2ºT) e James Rodríguez; Ibarbo (Adrián Ramos – Intervalo) e Teo Gutiérrez (Bacca – 26’/2ºT). Técnico: José Pékerman.

CBFXCOL

Quartas-de-final: nas últimas duas Copas, o ponto final para a Seleção Canarinho. Mas agora é nossa festa, na nossa casa. Ou será que não? Na Copa das Américas, a Colômbia também invadiu o país e espera ansiosamente a maior partida de sua história.

Horário e local: sexta, às 17:00, no Castelão.

Árbitro: será o espanhol Carlos Velasco Carballo, em sua terceira partida na Copa; antes apitou Bósnia 3×1 Irã e Uruguai 2×1 Inglaterra (saudade da Fan Fest!). Também apitou a derrota do Atlético-MG frente ao Raja Casablanca no Mundial de Clubes do ano passado.

Desfalques/Reforços: Luiz Gustavo, suspenso, fica de fora, dando lugar provavelmente a Paulinho.

Pendurados: Neymar, Thiago Silva, Neymar, Daniel Alves, Neymar, Hulk, Ramires, Jô e Neymar. Vale lembrar que quem passar por este jogo ileso estará salvo, pois os cartões serão zerados. Próxima partida: quem passar encara o vencedor de França x Alemanha, como se você não soubesse.

Previsão IPE: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, Dante, Marcelo; Paulinho, Fernandinho, Oscar; Fred, Neymar, Hulk.

Destaques/Colômbia: como dissemos, é sem dúvida a maior partida da história cafetera. Seriam eles capazes de repetir os 5×0 sobre a Argentina (com 2 de Rincón e 2 de Asprilla) em pleno Monumental de Núñez há 21 anos? Não, mas o time é bom, apesar de não ter pego um verdadeiro desafio até aqui. José Pekerman faz mistério, mas pode repetir o time que passou o carro no Uruguai (2 a 0 ficou barato): David Ospina, Pablo Armero, Mario Yepes, Cristian Zapata, Juan Zúñiga; Abel Aguilar, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado, James Rodríguez; Jackson Martínez, Teófilo Gutiérrez.

Olho nele: meio óbvio, não? James (sim, se fala Râmes, já sabemos) Rodríguez – cunhado do goleiro Ospina – é o capocannoniere do Mundial até o momento.

Ex-brasileiros na Colômbia: nenhum, mas tem Parmera em campo. Rola Armeration?

Palpite IPE: 2 a 1 na prorrogação (Neymar duas vezes)

Histórico: contra o Chile, foram 68 partidas antes das oitavas, sendo três por Copas. Apesar de vizinhos nossos, os colombianos não cruzaram tantas vezes assim nosso caminho: foram 25 jogos, 15 vitórias, 8 empates e somente duas derrotas – uma em BH. Mas os últimos quatro jogos terminaram empatados. Mais você vê aqui.

O IPE se lembra: 15 de novembro de 2000. No feriado da República, o Brasil recebe a Colômbia no Morumbi pelas eliminatórias, na estreia do técnico Emerson Leão.

O goleiro era Rogério Ceni, e toda vez que havia uma falta perigosa a favor o estádio se dividia: são-paulinos eriçados, palmeirenses e corintianos secando a própria equipe verde-amarela. Todas passaram longe do alvo. E toda a torcida, tricolores inclusos, vaiavam compulsivamente nos minutos finais.

No fim, quem gritou mais alto foram os palmeirenses, com o gol na última bola do já milanês Roque Júnior. Aliás, dos onze titulares aquele dia, OITO jogaram ou jogariam depois no Verdão: toda a zaga – Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Júnior – mais César Sampaio, Juninho Paulista, Rivaldo e Edmundo. Do lado colombiano, Yepes já era titular, e olha que faz quase 14 anos…

Foi a única partida da Seleção que eu assisti in loco, e também a última vez que eu pisei naquele estádio cada dia mais obsoleto.

Última e essencial observação: já dissemos que Neymar está pendurado?

 

A centímetros do Mineirazo

A centímetros do Mineirazo

Este texto demorou a sair porque só agora nos recuperamos do catártico jogo. OK, é 95% mentira, mas de fato levou pelo menos duas horas para este redator finalmente relaxar após os pênaltis – e isso que minha torcida é bastante discreta, do tipo quero que ganhe a Copa mas trocaria fácil pelo próximo Paulistão.

O embate começou trazendo uma certa volúpia de ambas as partes; o Brasil mostrava mais caráter que nos jogos anteriores, mas o Chile também era um adversário mais consistente. E, enquanto ambos ainda trocavam jabs, os vermelhos foram ao chão: gol de David Luiz em lance de Jara infelicidade.

O Chile sentiu o golpe prematuro. Era a chance de o Brasil pôr a squadra rossa a nocaute, mas não o fez; pior, Hulk cedeu o empate de bandeja para Sánchez.

Daí para frente, o emocional do Brasil se foi – estranho, já que contra Camarões o time também cedeu o empate e não se abateu, em que pese a óbvia fragilidade dos africanos. Neymar, aquele a quem todos dizem “te vira rapá”, não estava em boa jornada, e o resto da equipe lhe acompanhou.

Também não foi o sufoco que se relatou: o Chile dominou se tanto 20 minutos, ajustado pelas boas trocas de Sampaoli. Mas a língua deles logo foi ao chão, e desde a metade do segundo tempo até o travessão salvador o Brasil mal foi incomodado. Faltou, porém, ímpeto e competência para resolver o jogo antes da disputa na marca fatal.

(Claro, vale lembrar também que a contusão de Medel impediu que a magia entrasse em campo, e fez murchar Osório Furlan e grande parte dos diretore$ e torcedores)

Nos pênaltis, os chilenos aparentemente se afundaram no mar de lágrimas verde-amarelas e pararam no provisoriamente redivivo Júlio César e no poste. Bendita trave do gol do lado direito do Mineirão: salvando o Brasil duas vezes em momentos críticos, merecia ser eleita pela Fifa a melhor em campo.

Avaliações:

Júlio César – uma boa defesa durante o jogo e dois pênaltis depois. Precisa mais? 9

Daniel Alves – a avenida não esteve aberta como em outros jogos, porém também não foi alternativa no ataque. 5

David Luiz – não o acho brilhante, mas sábado ele chegou perto disso. Menos pelo quase seu gol, mais pela liderança, 8

Thiago Silva – buáááááá, Felipão, o moço do IPE vai me dar nota baixa. Briga com ele pra mim! 4

Marcelo – assim como Daniel Alves, melhorou um pouco. 6

Luiz Gustavo – fará falta contra a Colômbia por ter feito falta contra o Chile. 6

Fernandinho – não foi o azougue que se viu contra Camarões. 5,5

Oscar – and the Oscar goes to… banco de reservas, por favor. 4

Hulk – fez de tudo para ser herói, mas Júlio César o salvou de ser vilão. O esforço faz sua nota subir de 3 para 4, e o gol anulado sobe um pouco mais. 5

Neymar – bem marcado (incluindo as marcas deixadas pelas chuteiras chilenas), esteve longe de suas outras partidas. Mas, por mais que se fale que ganha mundos e fundos para isso, respondeu bem à enorme pressão do último pênalti. 6,5

Fred – não jogou, portanto deveria ser sem nota. Mas você quer que eu tasque nota baixa nele, e o leitor manda: 2

Ramires – tem fama de fugir em jogo decisivo. Não chegou a ser o caso desta vez. 5,5

William – entrou para ser o Viola de 1994, mas quase foi o Sócrates de 1986. 4

Jô – para quem está acostumado a ver Tadeu, Dinei, Ricardo Bueno ou Caio, até que não foi tão mal. Para quem esperava um atacante de seleção… 3

Felipão – o time não treina, está uma pilha de nervos, não tem jogada nem variação tática e reza todo dia pra Bruna Marquezine acordar de bom humor. Felipão terá que ser mais Felipão ainda que na Copa do Brasil de 2012.

Ficha Técnica:

Brasil (3) 1 X 1 (2) Chile

Local:   Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 28 de junho de 2014, sábado
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Cann (ambos da Inglaterra)
Cartões amarelos: Hulk, Luiz Gustavo, Jô, Daniel Alves (Brasil); Mena, Silva (Chile)
Gols: David Luiz, aos 18 e Sánchez, aos 31 minutos do primeiro tempo
Pênaltis:  David Luiz, Marcelo e Neymar; Aránguiz e Díaz converteram. Willian e Hulk; Pinilla, Sánchez e Jara perderam

Brasil: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Chile: Bravo; Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez). Técnico: Jorge Sampaoli

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