
Paulo Nobre “super” confia nele (Foto: Alex Silva/Estadão)
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Ingressos esgotados com antecedência.
Estádio lotado empurrando o time(?).
Festa linda da torcida.
Apita o árbitro, começa o jogo.
Bola de Ayrton explode no travessão.
Bruno deixa a vaga para as quartas escapar de suas mãos…
Fim de Libertadores para o Palmeiras.
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Como um filme que se repete desde 2002, eis que a realidade mais uma vez nos aplica uma voadora na testa, daquelas que deixaria até mesmo Chuck Norris com inveja.
Não se pode dizer que foi por falta de aviso. Mais do que as cornetas que desde o ano passado clamam por mudanças, esses avisos vinham do desempenho do elenco.
Não é novidade para ninguém que a torcida vem carregando nosso clube nas costas a tempos. Foi assim na Copa do Brasil do ano passado, foi assim em anos anteriores, e será sempre assim. Será mesmo?
Nossa torcida é certamente a mais fanática do país. Parece não importar o quanto o time insista em nos humilhar, lá estamos nós. Torcendo, empurrando, acreditando. Nunca viramos as costas para o campo ou as faixas de cabeça para baixo. Não é de nossa natureza.
Mas será que isso durará para sempre? Será que aquele sentimento que foi talhado em nossas Almas Palestrinas, com muita luta e superação para alcançar as conquistas, permeará as novas gerações de torcedores que surgirão?
As pesquisas estão aí, e por mais que se deva olhá-las com desconfiança, o recado é claro: nossa torcida não está diminuindo, mas está se afastando do time.
Torcida! Quanto tempo vai demorar para as pessoas que comandam o clube perceberem que a chave do sucesso é trazer a torcida para perto do clube? (e antes que a patrulha venha me acusar de predador: estou falando de todas as últimas diretorias que passaram pelo clube, incluindo a atual)
Não é mudança oportunista em programa de sócio torcedor que faz isso. Não é videozinho viral, em HD e com musiquinha de efeito, convocando a massa, que faz isso. Não é ingresso mais barato que faz isso. Não é estádio novo. Não é desconto em produtos de grandes marcas. Não é a contratação de CEO, CFO, C-PQP que faz isso…
TORCIDA QUER TIME FORTE, DISPUTANDO TÍTULOS. Ponto final. Todo o resto é perfumaria, é modernidade inútil, é profissionalismo de fachada.
As regras do jogo mudaram, e por mais que os românticos (e eu gostaria muito que o futebol ainda fosse assim) defendam a valorização das tradições, o alambrado e o sanduíche de pernil nas portas dos estádios, a realidade atual do futebol são as arenas lotadas de torcedores, gerando receita, atraindo investidores dispostos a investir na força da torcida e do clube, e chamando a atenção da mídia.
São os três lados de um triângulo: time forte atrai torcida, que atrai receita, que viabiliza a manutenção de times fortes (ou a montagem de times mais fortes ainda).
Passou a hora de o Palmeiras decidir se será para sempre um clube com um grande passado que olha somente para trás em busca das respostas para o futuro (leia-se insistindo nos mesmos erros), ou se redescobrirá, se reinventará e se adaptará às novas regras do jogo. O qual, diga-se, estamos perdendo de goleada(s).
“Não tem dinheiro”, “o fluxo de caixa está comprometido”, “o time é esse aí”. Ah é!? Então que se explodam todos vocês e toda a super equipe perfumada e “profissional” que tomou conta do clube. Só não venham depois de mais um vexame pedir para a torcida não abandonar o time!
FORAM JUSTAMENTE VOCÊS, DIRIGENTES, QUE ABANDONARAM NOSSA TORCIDA.
Não adianta culpar a arbitragem e não adianta culpar o Bruno. Nossa história mostra que sempre jogamos 11 contra 14, e o Bruno não tem culpa de ser um goleiro fraquíssimo. Culpa tem quem achou por um segundo que qualquer um dos profissionais que participaram do rebaixamento poderia continuar no clube.
Não falo só de jogadores, mas de todo departamento de futebol. Se fala tanto em profissionalismo, pois bem: o que acontece quando um funcionário não produz, não atinge as metas mínimas estabelecidas ou não se comporta conforme as políticas do empregador? Rua! A não ser que a política do Palmeiras seja do bom e barato, daí não dá mesmo para cobrar nada…. opa, pera!
Clube de futebol não é S.A. (quer dizer, vai saber se a Palmeiras S.A. ainda existe né?), portanto no fim do ano fiscal o balanço não tem que apontar lucro, superávit, ou números azuis. Balanço de clube de futebol se faz em dezembro. Ganhou títulos? Meta atingida, acionistas ( = TORCIDA!) satisfeitos. Simples assim.
Portanto, não me venham com essa historinha para porco dormir de que não há dinheiro e que o objetivo é entregar o clube em melhores condições para o próximo. O Palmeiras só melhorará quando voltar a conquistar títulos regularmente, como é da natureza de qualquer clube grande, ainda mais se tratando do CAMPEÃO DO SÉCULO XX. Ou será que alcançamos esse status quitando dívidas?
A verdade é a seguinte: ao invés de ficar choramingando que não há dinheiro, essa diretoria deveria estar correndo atrás de dinheiro novo. Não contrataram o fodão entre os diretores de futebol (desculpem, é CEO)? Não contrataram dois super (ô expressãozinha reveladora) marqueteiros? Cadê as receitas? Cadê jogador?
Cadê o Palmeiras?
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Baixou o Zetti no indivíduo (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)