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Marrento que só...

Marrento que só…

Vexame vivo na memória, estádio vazio, chuva, muitos desfalques e uma escalação inicial de doer os olhos. Nem mesmo esse coquetel molotov foi capaz de impedir a vitória verde nesta noite.

O jogo começou bastante movimentado. Logo nos primeiros minutos o Palmeiras criou três chances, com Bruno César, Leandro e William Matheus, todos esbarrando em erros de finalização. O Vilhena não assustava, mas contava com alguns vacilos do nosso sistema defensivo para conseguir algumas jogadas de ataque.

Conforme o tempo avançou, o Palmeiras diminuiu um pouco o ritmo, enquanto o Vilhena aguardava a chance de um contragolpe. Aos 18, Marcelo Oliveira lançou William Matheus dentro da área. O lateral dominou bem mas foi bloqueado no chute.

A grande chance da primeira etapa veio aos 35. Leandro tocou para Mendieta, que de calcanhar encontrou Marcelo Oliveira entrando em velocidade. O volante driblou o zagueiro mas na conclusão preferiu encher o pé a deslocar o goleiro, e acabou perdendo o gol.

No segundo tempo a equipe retornou com Serginho no lugar do “atrapalhado” Wellington. A mudança deu mais presença ofensiva à equipe pela direita, mas por mais incrível que pareça, também ofereceu espaços ao Vilhena. Tanto aos 12, em bola defendida por Bruno, quanto aos 26, em bola na trave, os corações palestrinos congelaram.

Como quem não faz toma, no minuto seguinte à bola na trave, saiu o nosso gol. Marquinhos Gabriel, que entrara no lugar de um inoperante Mendieta, fez bela jogada pela direita e cruzou rasteiro para Bruno César que chegou finalizando de trás. Primeiro gol dele com a camisa do clube e comemoração discreta.

Minutos depois, o mesmo Bruno César foi inteligente e se aproveitou da cochilada da zaga do Vilhena para tirar a bola do goleiro, que o derrubou na sequência. Penalti que o próprio camisa 30 cobrou para anotar seu segundo gol na partida, o segundo com a camisa do clube, e dessa vez sem comemoração.

É claro que a classificação de hoje não apaga o vexame de domingo, mas ao menos é uma pitada de tranquilidade para o período de dezoito dias sem jogos que a equipe terá pela frente. Só esperamos que este tempo seja utilizado com inteligência, tanto pela comissão técnica como pela diretoria.

AVALIAÇÕES

- Bruno: justiça seja feita, desta vez evitou uma catástrofe – 7,5

- Tiago Alves: enquanto jogou de lateral até arriscou umas subidas, mas definitivamente não é a dele. No segundo tempo atuou como zagueiro e foi bem  -7

- Wellington: muitos erros de saída de bola que só não custaram caro porque o adversário era muito fraco – 4

- Lúcio: um erro de saída de bola e várias tentativas de levar a equipe ao ataque. Fica com saldo positivo pelo esforço – 7

- W.Matheus: no primeiro tempo se apresentou bastante como opção de ataque. No segundo tempo sumiu – 6,5

- Eguren: partida discreta – 6

- Marcelo Oliveira: ajudou o ataque e quase deixou o dele – 7

- Mendieta: uma centelha de bom futebol em 60 minutos é muito pouco – 5

- Bruno César: de longe o jogador mais acionado da equipe, errou alguns lances bobos, mas decidiu o jogo – 8

- Leandro: tentou algumas jogadas, mas nada de muito animador – 6

- Miguel: tocou na bola pela primeira vez somente aos 22 do primeiro tempo, e errou a maioria das jogadas que tentou – 4

- Serginho: melhorou as jogadas de ataque pela direita e participou da jogada do primeiro gol – 7

- Marquinhos Gabriel: muito bem jogando aberto pela ponta direita, foi dele a jogada do primeiro gol – 8

- Josimar: pegou na bola? Fica sem nota.

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 0 VILHENA (RO)

Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 2 de abril de 2014, quarta-feira, às 22h
Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (CBF-MG)
Assistentes: Luciano Roggenbaum (CBF-PR) e Diego Grubba Schitkovski (CBF-PR)
Público/Renda: 4.430 pagantes / R$ 124.950
Cartões amarelos: Carlinhos, Edilsinho, Júnior, Tayron e Dalton (VIL); Bruno César, Leandro e Eguren (PAL)
Cartões vermelhos: nenhum

GOLS: Bruno César (27′/2ºT) e (31′/2ºT)

PALMEIRAS: Bruno; Tiago Alves, Lúcio, Wellington (Serginho, Intervalo) e William Matheus; Eguren, Marcelo Oliveira (Josimar, 29′/2ºT), Mendieta (Marquinhos Gabriel, 15′/2ºT) e Bruno César; Leandro e Miguel Técnico: Gilson Kleina

VILHENA: Dalton; Júnior, Marinho (Tayrão, 36′/1ºT) e Alex Barcellos; Portela, Maycon (Tiago Silva, 41′/2ºT), Carlinhos, Cucau e Edilsinho; Jaílson (Roallase, 23′/2ºT) e Sandro Técnico: Marcos Birigui

SEPxVIL

Primeiro que este jogo sequer era para acontecer, mas como o Palmeiras não cumpriu sua obrigação em Rondônia, hoje corre o risco de sofrer mais um pouco após a derrota vexatória para o Ituano ainda pelo falecido Paulistão. A lista de desfalques é grande, e a preocupação com as peças de reposição nem pode ser mensurada.

O mínimo que pode ser feito hoje é vencer, e bem. Para honrar a camisa do Palmeiras e amenizar a queda no Paulistão.

Horário e local: quarta (02/04), as 22:00, no Pacaembu (Globo para SP com Cléber Machado, Caio Ribeiro e Gaciba e SporTV2 e PFC1, com Jorge Vinícius e Wagner Vilaron)

Árbitro: será Wanderson Alves de Sousa (MG), que estreia em jogos do Palmeiras, repetindo o acontecido no jogo de ida, quando também tivemos a estréia de um árbitro desconhecido em jogos do Verdão.

Desfalques/Reforços: Wendell, Juninho, Wesley, França, Valdívia, Alan Kardec e talvez Fernando Prass que ainda vai passar por avaliação, desfalcam o Palmeiras. Vinícius reforça o time não sendo relacionado, além de Victorino, Josimar, Serginho, Rodolfo e Miguel, que voltam a ter uma chance.

Pendurados: ainda ninguém.

Próxima partida: Se avançarmos, pegaremos o vencedor de Sampaio Correa-MA x Interporto-TO, que empataram a ida por 2×2. O IPE torce para jogarmos em Tocantins.

Previsão IPE: Fernando Prass; Tiago Alves, Lúcio, Wellington, William Matheus; Marcelo Oliveira, Eguren, Mendieta, Bruno César; Leandro e Miguel

Bola verde IPE: Bruno César, Juninho e Leandro dividem a liderança com nota 8 na primeira partida.

Destaques/Vilhena: O VEC poupou titulares essa semana e deve ir com força máxima para a partida da vida do clube.

Ex-palmeirenses no Vilhena: o lateral-direito chamado Igor Pontes (apelidado Portela), que passou pela base há nove anos.

Palpite IPE: 2×1 com gols de Patrik Vieira e Lúcio

Último confronto: o primeiro jogo em Rondônia, quando vencemos por 1×0.

Histórico: é a primeira vez que recebemos um rondoniano. E também foram poucas as vezes que hospedamos clubes nortistas: em nossas contas, apenas 10, com 9 vitórias e um empate.

O IPE se lembra: pela Copa do Brasil de 1999, recebemos o amazonense São Raimundo no Palestra. E com a base que seria campeã da Libertadores e tudo fomos pro intervalo perdendo de um a zero (o que ainda dava a vaga – fora havia sido 2 a 1). No segundo tempo, eles cansaram, ficaram com 10 e tiveram que trocar de goleiro, o que evitou o vexame: 3 a 1 (Arce, Roque Júnior 2).

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Sem qualquer motivo para celebração, Gilson Kleina completou na queda para o Ituano sua centésima partida na casamata verde (bem como seu 46° ano de vida). Não é pouco: ele já é o 16° treinador com mais partidas pelo Verdão. Antes da Copa chegará a 14° e, se terminar a temporada chegando às oitavas-de-final da Copa do Brasil, entra no Top 10.

Foi tempo suficiente para avaliarmos seus defeitos e virtudes. Estas vinham aparecendo mais claramente este ano, fazendo com que muitos torcedores inconformados por sua renovação ao fim do ano passado se convertessem ou ao menos se resignassem; o fiasco de domingo, porém, dá munição farta e compreensível a seus não poucos detratores.

(para não muretar, mas muretando, eu diria que não é o técnico dos meus sonhos, mas se não ele, hoje quem?)

Como pontos positivos, temos que na média ele não prima pela retranca – a não ser em momentos em que está acuado no cargo, ou em mata-matas – e soube ganhar e unir o grupo, o que é uma qualidade frequentemente subvalorizada: se o time não é brilhante, que pelo menos corram uns pelos outros, e isso eles fazem.

Em compensação, dói na alma a insistência com alguns jogadores claramente desqualificados para atuar no Palmeiras (sim, Vinícius) e, mais que tudo, já está colada a pecha de fracassado em mata-mata, não sem razão: foram cinco eliminações e uma classificação – o Vilhena deve lhe ajudar amanhã. Menos mal que o Brasileiro é em pontos corridos… quem sabe estejamos diante de um Felipão ao contrário? (Já ouço os gritos de ‘herege’).

Para ilustrar seus altos e baixos no Verdão, separamos cinco jogos bem sucedidos e outros cinco que ele preferirá esquecer. A lista está em ordem cronológica, sem intenção de ranqueá-las:

As boas lembranças

Figueirense 1×3 Palmeiras (1º jogo) – logo na estreia, um belo cartão de visitas. O time vinha de três derrotas seguidas, a última no Derby, e só não estava na lanterna porque batia o Atlético-GO no número de vitórias. Estava numa festa e consegui ligar o rádio com 15 minutos. Ouvi que estava 2 a 0 e, claro, desanimei. Mas daquela vez pelo menos era um belo triunfo, que deu um ânimo que infelizmente não durou tanto.

Corinthians 2×2 Palmeiras (24°) – o campeão do mundo contra o rebaixado. O salto alto alvinegro nos ajudou muito, é certo, mas o fato é que o Verdão entrou em campo de cabeça erguida, lembrando-se que não é e nunca será coadjuvante. Saiu atrás, conseguiu a virada e, pena, cedeu o empate, mas foi um alento num período tão desgraçado.

Palmeiras 1×0 Libertad (37°) - a exibição não foi brilhante. Mas foi um daqueles momentos de comunhão entre torcida e time que poucos técnicos conseguem, ainda mais somente 15 dias depois do massacre de Mirassol. O Palmeiras dava mostras de que poderia ir além do que seu frágil elenco lhe parecia permitir.

Figueirense 2×3 Palmeiras (51°) – a situação na série B ainda não era tão confortável (OK, a vitória valeu a liderança, mas a diferença para os adversários era pequena). Esta ótima vitória de virada contra um adversário direto – tanto que também subiu – serviu para tranquilizar elenco e torcida: não haveria mais sofrimento na série B.

Palmeiras 2×0 SPFC (87°) – eram dois anos sem ganhar um clássico; Kleina mesmo tinha perdido dois no Brasileiro de 2012 e empatado todos os de 2013. Naquele domingo, o Palmeiras se impôs amplamente contra o São Paulo e jogou o tabu por terra.

As más lembranças

SPFC 3×0 Palmeiras (4°) – 3 jogos, 3 vitórias. Mas era o clássico que poria a prova o novo treinador. E ali ele fez uma escolha que se provou muito infeliz: a de escalar o já ex-atleta Daniel Carvalho, que havia tido atuação razoável contra o Millonarios no meio de semana. O time parou e fomos feitos de gato e sapato.

Libertad 2×0 Palmeiras (26°) – perder para o time que àquela altura era tido como o bicho-papão do grupo – mas que não se classificaria – até era considerado normal. O problema foi a postura do time, que em momento algum tentou atacar, mesmo saindo atrás cedo.

Mirassol 6×2 Palmeiras (33°) – nesta lista tentei evitar jogos que pudessem ser atribuídos principal ou exclusivamente aos jogadores (caso, por exemplo, da derrota pro Tigre, quando perdemos gols aos borbotões, ou mesmo da eliminação ante o Ituano). Agora, se é verdade que nenhum treinador consegue sozinho fazer o time levar três gols nos primeiros dez minutos, também é fato que depois de encostar no placar com os 3 a 2 não se podia deixar o raio cair de novo. Mas foi assim, num fiasco que nos faz pensar qual catástrofe então causaria sua dispensa. Não, melhor não pensar.

Palmeiras 1×2 Tijuana (43°) – não foi Kleina quem tomou um frango constrangedor. Mas era ele quem comandava a equipe que já vinha jogando mal, e que inexplicavelmente se perdeu em campo, mesmo com 70 minutos e 35000 vozes a favor. Vivemos tais situações repetidamente ao longo dos anos, sim, mas é papel do técnico impedir essa sina.

Atlético-PR 3×0 Palmeiras (62°) – o futuro vice-campeão da Copa do Brasil e futuro terceiro colocado do BR era muito mais time que nós. Mas, de novo, é uma questão de postura. Sem tentar em nenhum momento atacar, apenas segurar o resultado, depois os pênaltis, depois sabe-se lá o quê, naufragamos sem qualquer contestação.

*

Parece claro que Paulo Nobre não irá dispensá-lo sem que o Palmeiras se afunde no começo do Brasileiro, seja por realmente acreditar nele, seja por questões econômicas. Neste caso, é confiar que ele faça o melhor com o melhor elenco que teve nas mãos desde sua chegada (consequentemente em toda sua carreira). Que faça desabrochar talentos ocultos e que tente fazer de vários limões uma limonada. Menos no caso do Vinícius, que aí não tem jeito.

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

Essa doeu. Algumas vezes no passado recente o Palmeiras chegou desacreditado em partidas decisivas e realmente não conseguiu vencer, mas hoje era diferente. A certeza da vitória era tamanha que até deve estar entre os fatores que levaram a mais essa frustração. O devaneio que nublava a visão invariavelmente crítica e criteriosa da torcida alviverde, tão calejada por sucessivos vexames e fracassos, foi por terra.

A  ilusão do bom elenco, da mentalidade diferente, da solidez da equipe, nada disso hoje faz sentido, bastou carecer de 3 jogadores para todo um trabalho virar pó diante do mítico, respeitado e poderoso elenco do Ituano. Se o Palmeiras e o palmeirense aceitarem que foi pela ausência de Valdívia 100%, Alan Kardec e Fernando Prass, e não pelas presenças de Vinícius, Leandro (o 2014 em nada lembra o 2013), Tiago Alves de lateral direito, Bruno-é-só-chutar, Wesley-arrumem-meu-contrato, entre outros que povoam o elenco alviverde, que se deu a derrota de hoje, então realmente estaremos em maus lençóis logo mais quando se iniciarem as competições mais exigentes, por assim dizer. É imperativo contratar e arejar o comando da equipe, pra não pedir a cabeça de Kleina de maneira tão explícita. Ter o time na mão não basta, quem precisa ser amigão da galera é professor de ensino médio, técnico tem que saber treinar, escalar, mexer e conduzir a equipe ao sucesso quando tem a oportunidade.

Hoje a única palavra cabível é vexame. Puro e simples vexame, aquele tipo de vexame que ninguém sequer sonharia passar no centenário, mas que já deveríamos prever que existiria. Títulos deixaram de ser constantes, mas os vexames, esses teimam em estar junto de nós. Mais uma vez o Palmeiras estará do lado errado nas notícias, mais uma vez é aquele que não chegou lá apesar de tudo indicar que chegaria. E outra vez com um time que sequer serve para limpar as botas da história palmeirense.

É hora de ação, o Palmeiras não pode ser passivo, o ano está apenas no começo e ainda tem conserto. Só depende de quem manda na Sociedade Esportiva Palmeiras, ou vão dar um jeito de eximir Paulo Nobre dessa responsabilidade?

Notas:

Prass – parece piada que um dos mais regulares do elenco se lesione justo em uma decisão – 7

Tiago Alves – terrível, não é a dele jogar de lateral direito, cadê o reserva, aliás, cadê o titular?! – 2

Lúcio – umas faltas bobas à la Pierre, no mais seriedade e vontade, a mesma que faltou em outros – 7

Wellington – um erro feio no final, comprometeu no lance do gol – 2

Juninho – se agigantou na campanha, se borrou na decisão – 2

Marcelo Oliveira – joga mais ou menos em várias posições, não comprometeu – 6

Wesley – preguiçoso, desinteressado, descompromissado – ZERO

Mendieta – uma no cravo e outra na ferradura, armou mais contra-ataques contra que a favor – 4

Bruno César – escondido, no segundo tempo apareceu um pouco mais antes de sentir o próprio peso – 4

Alan Kardec – apanhou, lesionou, e o zagueiro criminoso nem cartão tomou – 6

Leandro – preciosista, perdeu a melhor chance do jogo, não serve – 2

Valdívia – deu seus bons passes, tomou seu cartão habitual, não deveria ter entrado meia bomba – 4

Vinícius – esse é um dos maiores mistérios do Palmeiras, não é possível que não tenha alguém que o banque lá – ZERO

Bruno – sua simples presença anima o adversário, não teve culpa no gol que todos sabiam que ele ia tomar – 2

Gilson Kleina – teve uma grande oportunidade de atingir um outro patamar, o de técnico campeão pelo Palmeiras, suas más escolhas custaram caro para uma instituição que merece alguém no mínimo mais preparado do que legal, vaza. – ZERO

 

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 0 X 1 ITUANO

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 30/3/2014, às 18h30
Árbitro: Antonio Rogério do Prado
Assistentes: Fausto Augusto Moretti e Luis Alexandre Nilsen
Público/Renda: 29.166 pagantes/R$ 1.363.977,50
Cartões amarelos: Tiago Alves, Wellington, Valdivia e Vinicius (PAL); Dener e Rafael Silva (ITU)

PALMEIRAS: Fernando Prass (Bruno, intervalo); Tiago Alves, Lúcio, Wellington e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Mendieta (Valdivia, 25′/2ºT) e Bruno César; Leandro e Alan Kardec (Vinicius, 41′/2ºT). Técnico: Gilson Kleina.

ITUANO: Vagner; Dick, Alemão, Anderson Salles e Dener; Josa, Jackson, Esquerdinha e Cristian (Claudinho, 19′/2ºT); Rafael Silva (Gercimar, 40′/2ºT) e Jean Carlos (Marcelinho, 29′/2ºT). Técnico: Doriva

SEPxITU

Vencemos bem nas quartas, mas isso já não importa mais, em jogo único a semi-final pode nos levar à grande final do campeonato que não conquistamos desde 2008. Mais que isso, pode transformar o início do glorioso ano do Centenário Alviverde em festa, depois de tanta incerteza e frustração por estar em paragens nada dignas em 2013, é o que o torcedor merece no momento. Gilson Kleina vai para seu centésimo jogo a frente do Verdão com totais condições de colocar o time na final e seu nome na história.

Horário e local: domingo (30/03) no Pacaembu, as 18:30h (SporTV) com narração de Milton Leite e Maurício Noriega

Árbitro: será Antônio Rogério Batista do Prado, de retrospecto curto e equilibrado, apenas 9 jogos com 4V/3E/2D. Desde 2011 não somos derrotados sob arbitragem dele:

2013 – 1×0 Guaratinguetá (B,c) / 4×0 Oeste (B,c) / 2×2 Corinthians (P,c)

2012 – 0× São Caetano (P, c) / 2×0 Mogi Mirim (P, c)

2011 – 0×1 Corinthians (P, f)

2010 – 4×3 Santos (P, f)

2008 – 2×2 Mirassol (P,c) / 1×4 América-SP (P,c)

Situação na tabela: Como já dissemos antes, a pontuação continua a ser contada para definir quem mandará o segundo jogo da final em casa, segue a mesma coisa com o Palmeiras ‘em 2º’ e o Santos ‘em 1º’.

Desfalques/Reforços: Valdívia não é tratado como dúvida, apesar da lesão no tornozelo. Bruno Oliveira e França seguem de fora.

Pendurados: A lista aumentou muito no último jogo, agora são sete pendurados: Wendel, Wellington, Eguren, Marcelo Oliveira, Valdivia, Mendieta (esse o IPE não divulgou no último boletim) e Bruno César. Próxima partida:  Jogo de ida da final.

Previsão IPE: Prass; Wendel, Lúcio, M.Oliveira e Juninho; Eguren, Wesley, Valdivia e Bruno César, Alan Kardec e Leandro.

Destaques/Ituano: O técnico Doriva tem um desfalque para o jogo, o volante Paulinho, para seu lugar as opções são Marcinho Porpeta ou Marcelinho para um time mais ofensivo e Ewerthon Cabeça e Claudinho para fechar na defesa.

Ex-palmeirenses no Ituano: os meias Marcinho “Porpeta” e Cristian “Mendigo”.

Palpite IPE: 3×1 com gols de Bruno César, Kardec pra assumir a artilharia isolada e Eguren pra cavar uma vaga no time da final.

Último confronto: foi pela fase de grupos do  Paulistão 2014, no Pacaembu – 1×0 gol de Alan Kardec

Última derrota como mandante: jamais perdemos para o Ituano jogando em casa.

Histórico: o primeiro confronto da história entre as equipes acabou com um chocolate palestrino – 7×1 – gols de Zequinha, Américo (2), Vasconcelos (2), Paulinho e Géo.

                   GERAL       CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
24 15 4 5 48 21 23 14 4 5 41 20

O IPE se lembra: pelo eterno Paulistão 1993, o Palmeiras recebeu o Ituano no Palestra (que saudade de casa!) e venceu – 2×0 – gols de Jean Carlo e Edmundo.

Kardec e Wesley colocaram o Palmeiras na semifinal

Kardec e Wesley colocaram o Palmeiras na semifinal

O primeiro triunfo de Gílson Kleina em partidas de mata-mata (a última classificação fora contra o Botafogo, na Sula/2012) veio sem grandes sustos, ainda que com um período preocupante ali no fim do primeiro tempo. Se este time não dá espetáculo, ao menos mostra consistência. Para encarar o Ituano, deve dar – ainda que sem contar com o peru de véspera. E na esperada decisão contra o Santos, não creiam em favoritismo alvinegro.

A escalação de hoje é provavelmente o que temos de melhor (eu ainda gostaria de ver Diogo atuar mais, mas ciente que não é certo que renda mais que Leandro). O time ganha muito no meio-campo com a entrada de Wesley, mesmo que ele não tenha feito grande partida hoje, com gol e tudo. Agora, Marcelo Oliveira volta a ficar sobrecarregado. Contra um time que só deu chuveirinho, OK, mas para a decisão (sim, sim, temos que chegar lá primeiro) será necessário ajustar este desequilíbrio.

O Palmeiras começou a partida com ímpeto, empurrando o Bragantino para trás. Salvo pequenos vacilos individuais, não deu brecha para o Massa Bruta tentar algo – e mesmo eles não estavam lá muito a fim de jogo, ou não fariam cera com 6 minutos. Assim, foi natural que pouco a pouco o Palmeiras chegasse, ainda que quase sempre à base de chutes de longa distância de Bruno César.

E foi num desses chutes, desviado para escanteio, que surgiu o primeiro tento. O zagueiro se atrapalhou, Alan Kardec foi mais ligeiro que o goleiro Rafael Defendi e deu a tranquilidade que o time precisava – o Bragantino bateu São Paulo e Corinthians muito por ter saído na frente e se trancado depois.

O problema é que a tranquilidade se transformou em apatia, e a Linguiça Mecânica tomou fumaças de ofensividade. Pressionou um bocado nos quinze minutos finais da primeira etapa, embora sem grande coordenação. Ficaram ciscando, alçando bolas, sem produzir nada efetivo, até porque a zaga estava bem postada.

O segundo tempo começou péssimo para os dois lados. A bola foi bastante maltratada, o que era melhor para nós; mesmo assim, perigoso. Demorou lá uns 10 minutos para o Palmeiras se lembrar que atacar ainda era permitido, e em cinco minutos foram criadas e desperdiçadas boas chances, até o lance que culminou no gol de Wesley. Faltava meia hora, mas era nítido que só um evento fora do comum poderia recolocar o Bragantino na briga.

Este evento poderia ser a expulsão do como de hábito esquentado Valdivia. Não aconteceu, mas não ficou longe disso. Ele, que agora está pendurado, reflete um problema que nos agoniará daqui por diante: o excesso de pendurados. Contra o Ituano, serão quatro titulares – Wendel, Marcelo Oliveira, Bruno César e o chileno. Mas isso é domingo. Hoje o resto da peleja transcorreu tranquilo, com o rival já se sabendo derrotado e o Palmeiras poupando energias fundamentais para um time que terá 25 horas a menos de descanso que seu próximo rival.

Em resumo: foi um passo sólido rumo à decisão. E aí, meus amigos, poderemos voltar a viver sentimentos já quase esquecidos; afinal, o Palmeiras não fez nenhuma final com clássico neste século XXI. Que comecemos ainda antes do centenário.

Avaliações

Fernando Prass – seguro nas poucas vezes em que foi exigido. 7

Wendel – o Bragantino forçou mais por seu lado, mas se virou bem. 7

Lúcio – atuação firme, parece ter assustado o rival com sua fama. 7,5

Tiago Alves – alguns titubeios (um logo no início), mas nas horas críticas não vacilou. 6,5

Juninho – só foi se soltar no último quarto do jogo. 6,5

Marcelo Oliveira – longe de ser craque, mas bem acima de França e Eguren. 7

Wesley – é o cara que faz o meio de campo ser mais ágil mesmo sem ir tão bem, apesar do gol. 7

Bruno César – não é omisso, mas ainda demora um pouco a engrenar no jogo. Como não aguenta os 90 minutos, tem um pico de rendimento reduzido. 7

Valdivia – partida de razoável para boa, aquém de seu potencial. Pilhado como quase sempre. 6,5

Leandro – sumido em boa parte do jogo, sem ser um desastre. 6

Alan Kardec – já fez o cheque, presidente? 7,5

Eguren - entrou para fazer exatamente o que fez: segurar sem comprometer. 6,5

Patrick Vieira – o jogo já estava resolvido, a bola nem chegou. S/N

Vinicius – aumentou sua estatística de garoto mais jovem a fazer trocentas partidas (quase todas ruins) pelo Verdão. S/N

Kleina – escalou certo, mexeu certo, tirou a inhaca. Vamos ver se dá o passo decisivo nos próximos dias.

Ficha Técnica

Local: Pacaembu, com 25.714 pessoas

Data: 27 de março de 2014, quinta-feira, 21:00

Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra, com os assistentes Vicente Romano Neto e Daniel Paulo Ziolli

Cartões amarelos: Bruno César, Marcelo Oliveira e Valdivia (PAL); Francesco e Geandro (BRA)

Gols: Alan Kardec, aos 21 minutos do 1º T, e Wesley, aos 17 minutos do 2º T

PALMEIRAS:  Fernando Prass; Wendel (Vinícius), Tiago Alves, Lúcio e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno César (Eguren) e Valdivia; Leandro (Patrik Vieira) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina

BRAGANTINO: Rafael Defendi; Yago, Guilherme Mattis e Alexandre; Robertinho, Francesco, Gustavo, Matheus e Léo Jaime; Magno Cruz (Diguinho) e Tássio. Técnico: Marcelo Veiga

Melhores Momentos

SEPxBRA

O jogo mais importante do ano, até aqui, e consequentemente menos importante que o próximo caso o Verdão faça sua parte, ao contrário de uns adversários ai que nos inspiram PENApolense. Os comandados de Gilson Kleina recebem o Bragantino no Pacaembu para as quartas-de-final, em jogo único e com penaltis no caso de empate. É hora de vencer afinal, Gilson Kleina ainda não ganhou em mata-mata. Seria fantástico vencer o campeonato mais tradicional do país no glorioso ano do Centenário Alviverde. Um jogo de cada vez!

Horário e local: quinta-feira (27/03), as 21:00, no Pacaembu (SporTV e Premiere), com Milton Leite e Maurício Noriega.

Árbitro: será Flávio Rodrigues Guerra, cujo histórico registra 7 jogos, com 5V/1E/1D. Curiosidade: é o árbitro dos 4×1 spfc de 2008, com direito a três penaltis pró Palmeiras. Confira o histórico:

2013 – 2×1 São Caetano (B, f)

2012 – 3×2 Guaratinguetá (P, f)

2011 – 2×0 Grêmio Prudente (P, c) / 2×1 Noroeste (P,f)

2010 – 1×1 Mirassol (P, c)

2008 – 4×1 spfc (P,c)

2007 – 1×2 Ponte Preta (P, f)

Situação na tabela: a pontuação da fase de mata-mata será somada à da fase de classificação somente para efeito de determinação de mandos. Passando pelo Bragantino o Verdão encara o Ituano, que ontem venceu o Botafogo-SP na outra partida das quartas.

Desfalques/Reforços: Wesley volta ao time e provavelmente Bruno César volta para o banco de reservas, França e Bruno Oliveira estão no DM.

Pendurados: Wellington, Wendel e Eguren.

Previsão IPE: Prass, Wendel, Marcelo Oliveira, Lúcio e Juninho; Eguren, Wesley e Valdívia; Leandro, Kardec e Vinishow

Destaques/Bragantino: o volante Mateus que era titular não foi nem relacionado, os demais estão a disposição e o Bragantino deve ir de: Rafael Defendi, Yago, Guilherme Mattis e Alexandre; Robertinho, Francesco, Gustavo e Geandro; Léo Jaime, Magno Cruz e Tássio

Olho nele: Léo Jaime é a principal arma do Massa Bruta, o ala que virou atacante tem 3 gols no Paulistão.

Ex-palmeirenses no Bragantino: o goleiro Pegorari está lá por empréstimo.

Palpite IPE: Jogo decisivo, o Bragantino vai dificultar um pouco mas venceremos: 2×1 com gols de Kardec e Lúcio.

Último confronto: foi pela Série B 2013, em Bragança Paulista, vencemos por 2×0, gols de Kardec e Wesley.

Última vitória no local do jogo: foi também pela Série B 2013, primeiro turno – 2×1, gols de Kardec e Valdívia.

Última derrota no local do jogo: O Palmeiras nunca perdeu para o Bragantino jogando no Pacaembu.

Histórico: vantagem absolutamente verde.

                  GERAL      CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
36 19 9 8 59 32 24 12 8 4 39 18

O IPE se lembra: pelo Paulistão 2008 o Palmeiras foi até Bragança Paulista e saiu perdendo por 2×0, teve Marcos expulso em lance que sofreu a agressão, mas Diego Souza, Valdívia, Leandro e Denílson (2x) fizeram o jogo virar festa, 5×2.

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