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Archive for fevereiro \28\UTC 2011


Dessa vez teve dancinha

 

Em um domingo onde aconteceu de tudo, o que faltou mesmo foi um pouco mais de futebol. Pelo menos na visão de quem vos escreve, faltou ambição ao time do Palmeiras em uma partida que começou com superioridade verde, mas que mudou de lado aos 20 minutos, com o gol de Fernandinho.

Felipão não esconde – e já está se tornando repetitivo até demais – que precisa de um camisa 9. Ok! Mas na falta de um matador, foi o técnico adversário quem deu uma aula de como se jogar apenas com atacantes velozes. Enquanto o Palmeiras insistia em cruzamentos altos para o meio da área, onde um solitário gladiador tentava a sorte contra 3 zagueiros altos e muito bons na bola aérea, o trio de velocistas do adversário explorava os contra-ataques, sempre com a bola no chão e com passes diagonais em profundidade, exatamente como se deve jogar contra uma zaga lenta de alta estatura…

Não poderia dar em outra: o Palmeiras rodava a bola na frente da área do adversário mas não conseguia levar perigo enquanto o São Paulo só aguardava os erros de passe (Ah, Tinga! Ah, Assunção! Ah, Araújo!), saindo em velocidade. Foi assim que Fernandinho teve facilidade para invadir a área – com a total complacência de Danilo – e fuzilar a meta verde, sem chance para Deola. 1×0 – E as luzes se apagaram.

No segundo tempo o panorama parecia que não mudaria, até a entrada do pop star da noite. Adriano conseguiu, em 15 minutos, fazer o que Luan levaria 3 anos: Deixou o adversário com 1 a menos e ainda foi o principal responsável pelas chances de perigo criadas no abafa que o Palmeiras fez, aí sim, com a bola passando de pé em pé, e com jogadas em velocidade pelas pontas. Bastaram duas chances para que Adriano empatasse a partida. Na primeira, faltou um pouco de tranquilidade, mas na segunda, com grande jogada de Valdivia e Kleber, ele não perdoou: Cruzado, rasteiro e seco – exatamente como manda a cartilha. Era o empate, com direito a dancinha e tudo.

O Palmeiras poderia ter virado caso Gabriel Silva caprichasse um pouco mais no final do jogo e caso o bandeira não desse aquela ajudinha básica para o time da casa, mas diante do que foi a partida, diria que o empate foi justo. No fim do jogo, como é de costume, o adversário reclamou en-lou-que-ci-da-men-te da arbitragem.

Parece claro – e Kleber fez questão de reforçar isto – que a equipe tem ido melhor com a presença de Adriano em campo. Além disso, alguns titulares “absolutos” já merecem um bom chá-de-banco para repensar algumas coisas: M. Araújo e Tinga especialmente, e Assunção, pois se não acerta as faltas, com a bola rolando não acrescenta em quase nada.

Dentro das circunstâncias o resultado não foi desastroso, mas nos custou a liderança. Em um campeonato onde o nosso maior rival começa a despontar como favorito (e a culpa é nossa!!), não terminar a primeira fase na liderança pode cobrar um preço bastante caro na fase final.

 

 

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/hora: 27/2/2011 – 16h
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Assistentes: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva

Renda e público: R$ 624.981,80 / 26.138pagantes
Cartões amarelos: Miranda e Dagoberto (SAO); Danilo, Kleber e Marcos Assunção (PAL)
Cartões vermelhos: Alex Silva, 12′/2ºT (SAO)
GOLS: Fernandinho, 25′/1ºT (1-0); Adriano Michael Jackson, 38′/2ºT (1-1)

SÃO PAULO:
Rogério Ceni, Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean,Casemiro, Carlinhos, Lucas (36′/2ºT – Rivaldo) e Juan; Dagoberto(36′/2ºT – Willian José) e Fernandinho (29′/2ºT – Xandão).Técnico: Paulo César Carpegiani

PALMEIRAS: Deola, Cicinho, Danilo (Intervalo – Leandro Amaro), Thiago Heleno e Gabriel Silva; Marcos Assunção (16′/2ºT – JoãoVitor), Márcio Araújo, Tinga e Valdivia; Kleber e Luan (10′/2ºT -Adriano). Técnico: Luiz Felipe Scolari

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Junqueira

Nosso maior defensor

Se ainda estivesse entre nós, o zagueiro José Junqueira de Oliveira sopraria hoje sua centésima primeira velinha. Possivelmente o zagueiro mais importante da história do clube, Junqueira conquistou títulos e números expressivos em sua vitoriosa trajetória pelo Palestra Itália e pelo Palmeiras (afinal, foi campeão sob ambas as denominações).

Nascido em Vargem Grande (SP), “Quitinha”, como era conhecido, teve o Palestra como único clube de sua carreira - além de nossas cores, defendeu somente a Seleção Brasileira em partida contra a Argentina, pela Copa Roca de 1940, no próprio Parque Antarctica. Sua estreia no clube foi em amistoso contra o Comercial em Ribeirão Preto; já naquela partida a meta não foi vazada. No Campeonato Paulista que se iniciou duas semanas depois, foi titular, como seria pelos 14 anos seguintes. Originalmente zagueiro pelo lado direito, no Palestra atuava pela esquerda, pois que Loschiavo já ocupava o outro lado. Desnecessário dizer que se adaptou perfeitamente.

Ao longo de seus quase 15 anos no clube, dividiu a zaga com vários outros personagens de nossa história, sendo o mais famoso deles Carnera. Em alguns períodos, como em 1937, ficou na reserva, mas na maior parte de sua passagem foi o senhor da zaga palestrina. Esta longa história, que se encerrou em outro amistoso, no penúltimo dia do ano de 1945 em empate contra o Corinthians, lhe conferiu números expressivos.

Mas, espere: a história de Junqueira não se encerrou naquela partida! Pouca gente sabe, mas Junqueira também foi treinador do Palmeiras por um curto período, pouco após pendurar as chuteiras: de março a maio de 1946. Foram 12 partidas (8V / 3E / 1D) e até mesmo um título, o do Torneio Início do Paulistão. De fato, conquistar troféus era sua sina.

Agora sim, seus números:

- 326 partidas (201V / 73E / 52D), que o tornam o 25º jogador a mais vestir nosso manto. Ao encerrar a carreira, era o segundo: apenas Heitor, nosso maior artilheiro, atuara quatro vezes a mais.

- se considerarmos que Junqueira se aposentou na 968ª partida de nossa história, vemos que ele participou de mais de um terço de todos os jogos que o clube tinha feito até lá.

- 8 títulos paulistas (o tri em 1932/33/34, 1936, 1940, 1942, 1944 e o extra de 1938), recorde do clube, e 1 Rio-São Paulo, entre outras taças. A lista completa, bem como ótimos textos sobre este verdadeiro ídolo verde, pode ser vista aqui. Aproveitando, imagens de uma mostra que o Palmeiras preparou ano passado, para celebrar seu centenário, podem ser conferidas aqui.

- zero gols marcados. Curiosamente, Junqueira é o atleta que mais vezes atuou pelo clube sem anotar sequer um tento (goleiros excluídos, claro)

- 1 estátua no clube. Junqueira foi o primeiro jogador a receber esta honraria, que até hoje divide apenas com Waldemar Fiume e Ademir da Guia.

Junqueira ainda trabalharia por um tempo no Palmeiras, atuando nas divisões de base. Viria a sair da vida para entrar na história em 25/4/1985, aos 75 anos. E, sem dúvida, é uma bela história.

Muito justo

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Valdívia 'pede silêncio' após o segundo gol

Sob ameaça de perder a liderança que conquistou na sexta rodada, o Palmeiras faz uma visita cada vez mais rara ao estádio do Morumbi (onde só jogou uma vez ano passado). O adversário vem em ascensão e é um dos que nos passarão na tabela em caso de triunfo. O que vai prevalecer? O bom desempenho defensivo do Alviverde, com 4 gols sofridos em 10 jogos disputados na temporada, ou o ataque tricolor comandando por Lucas e, talvez, Rivaldo?

Horário e local: domingo, às 16:00, no Estádio Cícero Pompeu de Toledo (também conhecido por ser irmão de um ex-presidente do Palmeiras), com Globo e Band.

Árbitro: será Marcelo Aparecido de Souza, que apitou um Choque-Rei no ano passado. Histórico:

2010 – 3×3 Ituano (c), 2×2 Rio Branco (n), 0×1 São Paulo (f, 4ª rodada do BR)

Pendurados: Luan e Patrik. Próximo jogo: Santo André (c).

Desfalques: Marcos, com problemas familiares, Pierre e Dinei, lesionados. Deola volta ao gol verde

Palpite IPE: Deola; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Valdivia; Luan e Kléber.

Destaques/São Paulo: Carpegiani procura espaço para colocar Rivaldo de titular; para isso deve sacrificar o esquema de três zagueiros que vem sendo usado. Uma possível escalação é Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda, Juan; Rodrigo Souto, Casemiro, Rivaldo, Lucas; Dagoberto, Fernandinho.

Último confronto: no returno no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras até teve mais posse de bola. Mas mal atacou, o rival acertou duas bolas e saiu com os pontos (Lucas, Fernandão)

Última vitória no local do jogo: um golaço há 16 jogos, ou quase nove anos, marcou a vitória pelo Rio-São Paulo por 4 a 2 (Magrão, Claudecir, Alex e Arce; França e Kaká).

Última derrota no local do jogo: na quarta rodada do Brasileiro de 2010, um pênalti desperdiçado por Ewerthon nos instantes finais tirou a invencibilidade do Palmeiras (Fernandão)

Histórico: o São Paulo leva vantagem no confronto, cuja primeira partida data de 1936.

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
283 93 91 99 369 380 151 46 42 63 188 225

O IPE se lembra: na quinta rodada da fase semifinal do Brasileiro de 1993, o Choque-Rei era decisivo – eles haviam empatado entre si na primeira partida e vencido todos os jogos contra Remo e Guarani. Havia apenas uma pequena vantagem do Palmeiras no saldo. E o confronto, que teve Palhinha expulso, Edmundo marcando e César Sampaio fazendo um golaço, definiu quem iria para a final, e depois sairia com a taça.

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1 x 0 Paulista, a nona vitória seguida em 2009

A vitória contra o Comercial foi a décima partida na temporada. Já não se pode dizer que estejamos em fase de muitos testes; todos os reforços estrearam, no máximo alguns esperam pacientemente para virar titulares. E o desempenho foi bom: 7 vitórias, 2 empates e uma única derrota – mas justo qual…

Entretanto, no mercado de ações e no Palmeiras o desempenho passado nunca é garantia de rendimento futuro. Por isso, vamos ver como foram as 10 primeiras partidas do time nos últimos dez anos:

                Campeonatos
Ano   V E D GP GC   P CB L / PL R-SP
2011   7 2 1 14 4   9 1 - -
2010   4 4 2 18 15   9 1 - -
2009   9 0 1 27 8   7 - 3 -
2008   4 3 3 14 10   10 - - -
2007   4 4 2 19 12   9 1 - -
2006   7 2 1 21 11   8 - 2 -
2005   4 2 4 17 16   8 - 2 -
2004   7 1 2 27 13   9 1 - -
2003   5 2 3 18 15   9 1 - -
2002   7 1 2 22 15   - 2 - 8

 

Ano Técnico No período Saldo do ano
2011 Felipão    
2010 Muricy Muricy caiu na 10ª Posições intermediárias
2009 Luxemburgo 9 vitórias seguidas 5º no Brasileiro
2008 Luxemburgo   Vaga na Pré-Libertadores
2007 Caio Jr.   5º no Brasileiro
2006 Leão 7 vitórias seguidas Quase rebaixado
2005 Estevam / Candinho Troca de técnico Vaga na Pré-Libertadores
2004 Jair Picerni   Vaga na Pré-Libertadores
2003 Jair Picerni Eliminação Paulista Título Série B
2002 Luxemburgo Eliminação CB Rebaixamento

 

É interessante notar que 2011 vem sendo o ano mais modesto na produção ofensiva, mas o melhor na defensiva. O argumento que a defesa é mais ou menos a mesma do ano passado não vale - começamos o ano sem usar Vítor, Gabriel Silva e Edinho, e Thiago Heleno jogou boa parte das partidas. E, se é verdade que enfrentamos ataques indigentes, isso não foi diferente dos anos anteriores. Ponto para a equipe deste ano.

Também vale destacar que o ano que começou pior (2005) acabou relativamente bem, com uma vaga na Libertadores obtida na última partida do ano; já o ano que começou melhor (2009) acabou mal exatamente pelo motivo oposto. No fim, a diferença foi uma posição apenas nas colocações finaia – mas quanta diferença que elas (e o meio como foram atingidas, com o time de 2009 se desmanchando na reta final) fizeram. E o desempenho de 2008, único título de 1ª divisão no período, vinha sendo medíocre no início. Mas naquele caso houve grandes mudanças de treinador e elenco de um ano para outro, é compreensível.

Outra curiosidade é que em todos anos que começaram bem (2004, 2006 e 2009 – 2002 foi excluído porque no período houve a eliminação para o ASA) acabamos trocando de treinador ainda no primeiro semestre. Felipão faria bem de poupar parte de seu não desprezível contracheque…

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Adriano fez, mas não dançou

Primeiro, a estatística, posto que faz parte de nosso sangue: das 12 vezes em que podíamos matar a primeira fase em uma partida, só em 4 conseguimos o intento. E nenhuma delas aconteceu no Piauí. Para completar, em suas duas CBs anteriores (1998 e 1999), Felipão também precisou da volta – com planteis muito mais qualificados. Sob esse ponto de vista, não se pode dizer que o resultado tenha sido uma surpresa.

Isto posto, não deixa de ser uma decepção. Na prática, contudo, o efeito é pequeno. Sejamos racionais: eliminar a partida de volta tem no fundo dois efeitos:

- Evitar o pequeno risco de desclassificação (o “pequeno” vale para esse mata-mata, baseado no fato de que, pra começo de conversa, mesmo sem os gols do tal centroavante pelo qual Felipão suplica, ou o Comercial faz dois aqui ou o assunto está encerrado).

- Provocar uma espécie de orgulho, ou sensação de dever cumprido (“era obrigação”), na torcida. Convenhamos: se esta regra da vitória por dois gols não existisse, alguém estaria incomodado se o placar final ontem fosse 2 a o ou 2 a 1? Mudaria muito o risco de ser eliminado?

“Ah, mas podíamos ter uma semana de treinos”. Verdade, mas em nossa opinião as três piores apresentações da equipe no ano ocorreram após semanas sem jogos: contra o Botafogo, na estreia do Paulista, contra o Americana e o Mogi-Mirim. Parece ser melhor botar a equipe pra jogar…

Enfim, ao jogo: o primeiro gol saiu de um erro de saída de bola do time piauiense, como de resto ocorreu com a maioria das jogadas do Palmeiras. Parece que o time esperava que o Comercial entregasse o prato feito, com perdão do trocadilho. Na verdade, o Palmeiras meslou dois sentimentos paradoxais – uma certa ansiedade em evitar a partida de volta, o que infelizmente não se traduziu em volúpia ofensiva, mas sim em algumas entradas excessivamente duras (Maurício Ramos foi amarelado antes dos 10 minutos, João Vítor também não amaciou), e uma grande acomodação após o segundo gol, em que pese uma pequena blitz pouco após o gol de Kléber. A substituição de Valdivia por Chico certamente não ajudou; pode ser que o chileno ainda esteja fora de forma, e que Tinga decepcione jogo após jogo, e que a entrada de Max Santos pudesse forçar uma ofensividade desnecessária, por isso a escolha do camisa 3. Pode ser tudo isso. O fato é que a alteração matou a já pouca eficácia do time, porque ter Patrik como único armador é abdicar do gol. Kléber deve ter se desesperado.

Individualmente, Maurício Ramos, Gabriel Silva e Patrik foram mal. Do lado positivo, Adriano precisa finalizar melhor, mas mostra ser útil. E Valdivia mostra o quão fundamental é toda vez que sai e o time se torna um deserto de ideias; está na hora de ele aguentar uma partida inteira. E as estreias do dia foram as de Adriano como autor de gols e Miguel Bianconi como atleta profissional.

A partida de volta, na próxima quarta, não deve apresentar problemas (até hoje, o Palmeiras ganhou as 10 partidas que fez em casa na primeira fase), e no fim o que vale é a vaga. Antes, porém, um Choque-Rei que não se apresenta promissor, o que nem de longe significa que já entramos derrotados. Que o time não entre num círculo vicioso de um resultado decepcionante gerar outro.

FICHA TÉCNICA

Comercial-PI 1 x 2 Palmeiras-SP

Local: Estádio Albertão, em Teresina (PI)
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Assistentes: Thiago Gomes Brito e Arnaldo Rodrigues de Souza (CE)
Cartões amarelos: Álisson, Tiaguinho, Binha, Izael, Chrislan (Comercial); Maurício Ramos, Valdivia (Palmeiras)
Gols: Adriano 31′/1T, Kleber 1′/2T (Palmeiras); Rafael 30′/2T (Comercial)

Comercial-PI
Neto; Barata, Álisson, Rafael e Tiaguinho; Ivanzinho, Binha (Puchinha), Evandro, Izael (Bezerra) e Zé Rodrigues (Chrislan); Toni
Técnico: Anibal Lemos

Palmeiras
Bruno; Cicinho (Tinga), Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva; Márcio Araújo, João Vítor, Patrick e Valdivia (Chico); Adriano (Miguel) e Kléber
Técnico: Felipão

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Juca Baleia, do Sampaio Correa, foi o 1º goleiro que enfrentamos na CB

O Palmeiras entra nesta quarta na disputa da 23ª edição da Copa do Brasil. Para nós, trata-se da 16ª participação – ficamos de fora de 1989 a 1991 por não obter classificação no Estadual, e em 2001, 2005, 2006 e 2009 por estarmos na Libertadores. E, em uma das edições anteriores, entramos num estágio avançado – foi em 2000, último ano em que os times que jogavam a Libertadores também disputaram o torneio, mas entrando somente a partir das oitavas-de-final.

Portanto, foram catorze participações na primeira fase do torneio (em 1998, ou seja, justo no ano do título, na verdade oficialmente participamos de uma “fase preliminar”, que na prática foi a primeira das seis etapas que persistem até hoje). Eis nossos resultados ao longo dos anos:

2010 – 1 x 0 e 4 x 0 no Flamengo-PI

2008 – 2 x 0 no CENE-MS (sem volta)

2007 – 5 x 0 no Operário-MT (sem volta)

2004 – 3 x 1 na Tuna Luso-PA (sem volta)

2003 – 1 x 0 e 5 x 1 no mesmo Operário-MT

2002 – 0 x 1 e 2 x 1 contra o ASA-AL, num vexame histórico

1999 – 2 x 1 e 3 x 1 no São Raimundo-AM

1998 – 1 x 0 e 3 x 0 no CSA-AL

1997 – 0 x 0 e 7 x 1 no River-PI

1996 – 8 x 0 no Sergipe-SE (sem volta)

1995 – 2 x 1 e 1 x 0 no ABC-RN

1994 – 3 x 1 e 5 x 1 no 4 de Julho-PI (ainda não existia a regra da eliminação da volta, criada no ano seguinte)

1993 – 2 x 0 e 3 x 0 no 4 de Julho-PI

1992 – 1 x 0 e 4 x 0 no Sampaio Correa-MA

Em resumo, estas são as estatísticas do Palmeiras quando debuta no torneio:

- 14 participações

- 13 classificações e uma eliminação

- 12 vitórias, 1 empate e 1 derrota na estreia, com 31 gols feitos e 5 sofridos. Na volta, 10 vitórias.

- 4 eliminações sem jogo de volta (em 11 possíveis)

- 4 visitas ao Piauí, 2 a Alagoas e Mato Grosso, uma a Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Pará e Mato Grosso do Sul

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Pela quinta vez no Piauí, o Palmeiras abre sua 16ª participação na Copa do Brasil. Para alegria do IPE, o adversário é inédito: o atual campeão estadual, Comercial, da cidade de Campo Maior; a partida, no entanto, será na capital Teresina – onde também debutamos ano passado, contra o Flamengo local.

Todos sabem, mas não dá para não repetir: vale a regra tradicional das duas primeiras fases, isto é, vitória fora de casa por 2 gols elimina a volta. Caso o Palmeiras logre este resultado, já sabe quem será seu adversário na segunda fase: o Uberaba. Daí para frente, o caminho começa a se complicar.

Horário e local: quarta, às 21:50, no Estádio Governador Alberto Tavares Silva (o Albertão), com Globo e Bandeirantes.

Árbitro: será o pouco conhecido José de Caldas Souza (DF), que começou a apitar na série A no ano passado. Jamais dirigiu jogos do Palmeiras.

Desfalques: Marcos, Deola, Pierre, Dinei e provavelmente Lincoln.

Palpite IPE: Bruno; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga e Valdivia; Luan e Kléber.

Destaques/Comercial: como o Campeonato Piauiense ainda não começou, a equipe vem apenas treinando e disputando amistosos. Semana passada venceu o Piauí por 4 a 0, e antes disso perdera para o Sampaio Correa por 2 a 1. O principal jogador do Bodão é Zé Rodrigues, autor de 15 gols na campanha do inédito título estadual. O treinador, Aníbal Lemos, também é o mesmo de 2010.

Último jogo no local: como citado, foi a vitória contra o Flamengo-PI, magra e no final da partida (Diego Souza)

Curiosidade: O Palmeiras tem em seu currículo uma única equipe do interior piauiense: o 4 de Julho de Piri-Piri, derrotado 4 vezes nas Copas do Brasil de 1993 e 1994 – anos de título brasileiro. Vem outro em 2011?

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El Matador

O craque da camisa número nove

Evair Aparecido Paulino, ídolo maior de toda uma geração de palmeirenses, assopra hoje 46 velinhas. Difícil descrever tudo o que este mineiro de Crisólia fez pelo Palmeiras, em particular por aqueles jovens que sofreram nos anos 80 e princípio dos 90, mas ele mesmo dá um resumo de sua importância para o clube ao dizer qual a partida mais importante de sua vida: claro, a final de 1993. Nós, que soltamos nossa voz naquela iluminada tarde de sábado, certamente concordamos.

O centroavante foi revelado pelo Guarani, onde foi vice-campeão e vice-artilheiro do Brasileiro de 1986. Dois anos depois, seguiu para o exterior; seu destino, a Atalanta. Foram dois anos e meio e 30 gols (um deles aqui) no clube de Bérgamo, até que o Palmeiras o trouxe como parte do pagamento do clube italiano por Careca Bianchesi.

Evair estreou pelo Verdão no amistoso que inaugurou o novo estádio do Mogi-Mirim, Mogi-Mirim 4 x 2 Palmeiras, em 7/7/1991. E já na primeira partida foi às redes, numa de suas especialidades: a cobrança de pênaltis (nota: nosso leitor Renato conseguiu apontar um único penal desperdiçado pelo camisa 9 em sua passagem pelo clube; foi em 1994, pela extinta Copa Parmalat). Assumiu a titularidade desde o início do Paulista daquele ano. Eram tempos bicudos, no entanto: apenas na 14ª partida daquele torneio o Palmerias conseguiu fazer mais de um gol. Antes disso, no entanto, Evair já disputara seu primeiro clássico – e marcara, aos 41 do segundo tempo, o solitário gol que dera a vitória contra o Santos na Vila Belmiro.

Aquele campeonato terminaria na semifinal, por obra do regulamento que acabou favorecendo o São Paulo, vindo da segunda divisão. Evair encerraria seu primeiro campeonato no clube com 7 dos 32 gols verdes (por lesão, Evair jogou pouco mais da metade das partidas daquele ano). Sua revanche contra o tricolor viria em 8/3/1992, em uma goleada por 4 a 0 na qual o Matador abriu e fechou o placar.

Três semanas depois, no entanto, o então técnico Nelsinho Baptista o afastaria após uma derrota no Derby, junto com Andrei, Jorginho e Ivan. O craque só retornaria depois que Otacílio Gonçalves assumiu o comando – e ainda assim teve que esperar algumas semanas. No todo, foram 5 meses distante dos gramados, entre 29/3 e 6/9 daquele ano. Em sua segunda temporada, a primeira completa no clube, Evair fez 16 gols; o mais importante deles no Derby que impulsionaria o Palmeiras à final do Paulista. Ainda não deu para gritar campeão ali – o Alviverde foi vice-campeão.

Veio 1993, e Evair explodiu: foram dele o primeiro e o último gols da inesquecível campanha que acabaria com a fila de quase 17 anos. No todo, foram 18 gols dos 72 feitos pelo time e a vice-artilharia do certame. Seu ótimo desempenho lhe rendeu algumas convocações para a Seleção, pela qual marcou dois gols, um deles contra a Alemanha. Por causa disso, ficou fora de várias rodadas do Brasileirão, que ele também levantaria. Anotou apenas cinco gols, mas um deles, como de hábito, foi na final contra o Vitória.

O sucesso de 1993 se repetiu em 1994, ainda que tenha sobrado para ele – e para os palmeirenses – a frustração pela não-convocação para a Copa do Mundo. Por ironia, foi justamente seu ano mais prolífico: além de conquistar a artilharia do Paulista, com 22 gols (o Palmeiras não fazia o artilheiro desde 1971, com César), fez no total incríveis 54 gols na temporada, incluindo seu primeiro “hat-trick” pelo clube. O adversário, claro, foi o Corinthians: 4 x 1 em 13/11/1994. No todo, nosso tradicional rival sofreu nove gols do artilheiro (além de um na disputa por pênaltis da Libertadores de 1999) com nossa camisa (e mais quatro por Guarani, Coritiba e Figueirense).

Evair partiu rumo ao Japão em 1995; foram dois anos na terra do sol nascente até ser repatriado pelo Atlético-MG, de onde foi para o Vasco rumo a seu tricampeonato nacional - desta vez, fomos as vítimas. Porém, mesmo com o título, ele não permaneceu no clube carioca, indo para a Portuguesa, onde passaria todo o ano de 1998. Um bom ano lhe rendeu oferta do Corinthians para disputar a Libertadores em 1999.

Epa, Evair no Corinthians? Pois é, foi por pouco. O Palmeiras, que também vinha montando seu esquadrão para a mesma disputa, agiu rápido (bons tempos…), e a apresentação de Rivarola foi ofuscada pela notícia que emocionou milhões de palmeirenses, entre os quais este escriba, que viu a notícia numa banca de jornais em Florianópolis: o Matador estava de volta.

Durante a temporada que nos rendeu a Libertadores, Evair marcou 25 gols, sendo 2 na Libertadores – um deles, como de hábito, na decisão contra o Deportivo Cali. Vindo muitas vezes do banco, o camisa 9 (mas 17 na Libertadores) mostrou um novo repertório. Além dos chutes letais, ele se mostrou cada vez mais um ótimo articulador – Edmundo, dois anos antes pelo Vasco, que também o dissesse. No entanto, a amargura por ter ficado a maior parte da partida contra o Manchester United no banco foi o estopim para sua saída do clube. E assim a partida contra o clube inglês foi sua última exibição com a camisa verde – Evair nem sequer participaria da reta final da Copa Mercosul, disputada após o regresso ao Brasil. Seu último gol havia sido marcado contra o Botafogo, em 6/11/1999.

Evair ainda jogou por São Paulo, Goiás e Coritiba antes de encerrar sua carreira em 2003, com a camisa do Figueirense. O palmeirense lhe releva completamente os quatro gols marcados contra nós (um pela Lusa, dois pelo Coxa e um pelo Goiás). Afinal, muito mais que isso valem as 245 partidas e os 127 gols feitos envergando o manto verde (média acima de 0,5 gol/jogo), que o tornam o sexto maior artilheiro de nossa história. A lista de seus gols pode ser vista aqui.

No aniversário do jogador sobre quem orgulhosamente falaremos para nossos filhos, desejamos ao hoje treinador muitos anos de saúde e felicidade. A mesma felicidade que ele nos proporcionou.



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Mogi Mirim 0×0 Palmeiras

 

Cadê meu centroavante, tchê?

Sonolenta. Assim foi a partida deste domingo entre Palmeiras e Mogi Mirim, disputada sob o forte calor do interior paulista.

Durante os noventa minutos, o que se viu foi um festival de passes errados e finalizações mais erradas ainda. Ambas as equipes pouco criavam, e nas poucas chances que apareciam a bola voava para as arquibancadas ou então parava fácil nas mãos dos goleiros.

A equipe iniciou a partida insistindo nos ataques pelo lado esquerdo, sem muito sucesso. Após alguns berros de Felipão, Cicinho passou a ser mais acionado e algumas chances mais claras apareceram, mas nada que levasse muito perigo à meta do adversário. Nem mesmo a volta de Valdivia foi suficiente para dar criatividade ao ataque verde. Claramente fora de ritmo, o chileno pouco fez, sendo substituído no início da segunda etapa.

A bem da verdade, o jogo foi tão sofrível que fica impossível apontar um jogador que tenha se destacado positivamente. Do lado negativo, entretanto, Tinga parece estar comprometido em disputar com Rivaldo o posto de pior em campo, e não é de hoje. Sabe como é: cabelinho esquisito, chuteira fru-fru e reportagem engraçadinha no Globo Esporte só pode dar nisso mesmo. Muita frescura e nenhum futebol.

O ponto conquistado hoje serviu para manter a liderança do campeonato, mas foi um péssimo resultado. A equipe perdeu grande chance de fazer gordura e ir para o clássico do próximo domingo com tranquilidade. Outra derrota em clássico fará não só a equipe despencar da primeira para a quarta colocação como certamente instalará a primeira crise do ano pelos lados da Turiaçu.

Ainda durante a partida, Felipão mandou um recado para a diretoria via imprensa e cobrou publicamente a contratação de um camisa 9. O gaúcho parece ter perdido a paciência depois de avisar por diversas vezes que a equipe precisa de um matador e também de um meia esquerda. Resta saber como reagirá a diretoria.

Ficha Técnica

Mogi Mirim 0 x 0 Palmeiras

Local: Estádio Romildo Gomes Ferreira, em Mogi Mirim-SP
Público: 7.710 pagantes
Renda: não disponível
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Maria Eliza Corrêia Barbosa
Cartões Amarelos: Everton Dias, Bruno de Jesus, Audálio e Roberto Jacaré (Mogi Mirim); Danilo (Palmeiras)
Cartão Vermelho: Bruno de Jesus (Mogi Mirim)

Mogi Mirim
João Paulo; Maisena (Leonardo), Audálio, Everton Dias e João Paulo Gomes (Fernando); Bruno de Jesus, Baraka, Val (Paulo Isidoro) e Geovanne; Roberto Jacaré e Denílson.
Técnico: Guto Ferreira.

Palmeiras
Marcos; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção (João Vítor), Tinga (Patrik) e Valdívia (Adriano); Luan e Kleber.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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Com aproveitamento de 100% fora de casa no Paulistão, o Palmeiras busca mais três pontinhos em Mogi-Mirim para chegar mais tranquilo ao duro clássico da semana que vem. O time do presidente licenciado Rivaldo vem caindo rodada após rodada e por isso mesmo o Verdão deve se aproveitar do mau momento do Sapão da Mogiana.

Horário e local: domingo, às 16:00, no Estádio Romildo Vítor Ferreira (nome do pai de Rivaldo). Teoricamente o jogo passa na Globo e Band, mas um alerta: tem Corinthians x Santos no mesmo horário, o que significa que ou eles mudarão a grade, ou durante metade do jogo do Palmeiras só se falará no clássico.

Árbitro: será Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral. Histórico:

2010 – 0×1 Rio Claro (f)

2009 – 1×1 Oeste (f)

Desfalques: em princípio, fora os jogadores de contusão longa (Pierre e Dinei), estão todos à disposição.

Pendurados: Luan e Patrik. Próximo jogo: Choque-Rei.

Possíveis novidades: Valdivia deve ficar no banco; Lincoln pode estar junto.

Palpite IPE: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga e Patrik; Luan e Kléber.

Destaques/Mogi-Mirim: a equipe, em 13º lugar com apenas oito pontos, precisa se recuperar dos últimos tropeços (nos últimos 4 jogos – três fora de casa – foram apenas dois pontos). No mais recente, com duas falhas do goleiro, derrota para o Corinthians. O time provável de Guto Ferreira, que substituiu Antonio Carlos Zago (foi para o Vila Nova) é João Paulo; Niel, Audálio, Everton Dias e Cleidson; Baraka, João Paulo Gomes, Val e Geovanne; Roberto Jacaré e Denílson. Este Denílson, vale dizer, foi artilheiro do Mundial de Clubes de 2009, quando atuava pelo coreano Pohang Steelers – fez os quatro gols do clube na competição.

Último confronto: na abertura do Paulista de 2010, uma goleada por 5 a 1, que no fim seria a maior do ano (Diego Souza 2, Léo, Robert, Cleiton Xavier; Geovane)

Última vitória no local do jogo: o estádio ainda se chamava Papa João Paulo II quando o Palmeiras derrotou o Mogi por 2 a 1 no Paulista de 2006 (Paulo Baier, Marcinho; Dinei – não é o nosso). Este foi o jogo em que um gol de Edmundo foi anulado aparentemente porque seu toque de mão foi denunciado pelo repórter Carlos Cereto.

Última derrota no local do jogo: o estádio ainda se chamava Wilson Fernandes de Barros na única vez em que o Palmeiras lá caiu. Foi num amistoso em julho de 1991 justamente para inauguração deste templo, e o Sapão fez 4 x 2 (Evair, Betinho; Demétrio 2, Givanildo e Afrânio)

Curiosidades:

- O Palmeiras foi derrotado pelo Mogi 4 vezes em casa, mas somente uma – esta acima – fora. Depois disso, foram mais 12 encontros no interior, com 4 empates e 8 vitórias verdes.

- Rivaldo enfrentou o Palmeiras quatro vezes pelo Mogi entre 1992 e 1993; marcou um gol. Pelo Palmeiras, foi exatamente o oposto: quatro partidas e um gol entre 1995 e 1996. 

Histórico: o primeiro encontro data de 1946. Nos anos 90, houve grandes jogos, e na maior parte das vezes o Palmeiras levou.

GERAL   CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC   J V E D GP GC
36 24 7 5 77 31   31 20 7 4 60 25

O IPE se lembra: no Paulista de 1995, as equipes chegaram à última rodada da fase semifinal brigando pela vaga na decisão. O jogo era no Palestra Itália, mas o Mogi jogava pelo empate. De nada serviu: em atuação excelente, o Palmeiras fez 5 a 1 e despachou o adversário.

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