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Archive for julho \29\UTC 2011

O tradicional bigode fino...

Se ainda estivesse vivo Julinho completaria 82 anos hoje, infelizmente foi convocado para a Seleção do ‘outro lado’ em 2003. Um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, brilhou também pela Portuguesa de Desportos e em terras italianas desfilou sua categoria com o uniforme da Fiorentina.

Depois de ter sido dispensado (!!) das categorias de base do Corinthians (explicado), Julinho foi para o Juventus da Mooca, onde ficou somente 6 meses sendo contratado pela Portuguesa, na Lusa brilhou por 4 temporadas antes de se transferir para a Viola, um caso raro de jogador que foi para a Europa e no regresso veio para o Palmeiras apesar de não ter jogado no time do Palestra Itália anteriormente. No clube italiano Julinho conquistou um título do Campeonato Nacional (1955/56) e dois vice-campeonatos, além de ter sido apontado em 1996 como o melhor jogador da história da Fiorentina.

Já no Palmeiras participou da Primeira Academia, ganhando diversos títulos, entre eles o Super Campeonato Paulista de 59 e o primeiro Campeonato Brasileiro do clube. Julinho ficou no Verdão de 1959 até 1967, o ano de encerramento de sua carreira, jogou 269 partidas e marcou 81 gols, conquistou os Campeonatos Paulistas de 59, 63 e 66, o Campeonato Brasileiro de 60 (Taça Brasil) e o Rio-São Paulo de 65.

Pela Seleção Brasileira disputou a Copa do Mundo 1954 e recusou convocação para a Copa de 1958 por achar que estava tirando lugar de jogadores que atuavam no Brasil, uma vez que era jogador da Fiorentina (qual a chance de alguém fazer isso hoje?). Ao todo foram 31 partidas e 13 gols, entre eles um que calou a maior vaia da história do Maracanã.

Júlio Botelho faleceu em São Paulo, no dia 10 de janeiro de 2003 aos 73 anos. O blog do IPE agradece ao craque pelos serviços prestados, sem dúvida ele foi o maior ponta direita da história do futebol e um dos maiores jogadores da história alviverde.

Intimidade total

Confira duas belas histórias a respeito de Julinho Botelho nos links:

A maior vaia do Maracanã – http://tinyurl.com/42fy2qj

Signore Tristezza – http://tinyurl.com/3fb7zsj

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Após conquistar a primeira vitória fora de casa, a equipe de Felipão recebe o galo mineiro tentando embalar na competição e se aproximar dos líderes. Vamos às informações da partida:

Horário e local: sábado (30/07), às 21:00 (sim, você não está louco!), no Canindé (PPV).

Árbitro: será Sandro Meira Ricci (DF), cujo histórico não é animador:

2010 – 1×1 Goiás (f); 0x1 Atl-GO (f – CB)

2009 – 3×1 Atl-MG (c); 0x2 Flamengo (c); 2×3 Vitória (f)

Situação na tabela: o Palmeiras está em quarto, e o Atlético em décimo terceiro.

Nesse momento, em 2010: em décimo primeiro, o Palmeiras foi à Goiânia e, com um empate por 1×1 contra o Goiás, terminou a rodada em décimo terceiro.

Desfalques: Márcio Araújo e Kleber suspensos. Marcos é dúvida.

Pendurados: Thiago Heleno, Maikon Leite, Wellington Paulista, Maurício Ramos, Marcos Assunção, Luan e Patrik.

Próxima partida: Coritiba (fora)

Palpite IPE: Deola; Cicinho, Thiago Heleno, M.Ramos e Gerley; Chico, Assunção e Valdivia; Maikon Leite, Wellington Paulista e Luan.

Destaques/Atlético-MG: o técnico Dorival Jr. terá os desfalques dos suspensos Toró e Dudu Cearense, mas em compensação terá a volta dos zagueiros Réver e Leonardo Silva, e também a volta do volante Serginho. A provável escalação deverá ser Giovanni; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Richarlyson, Serginho, Mancini e Daniel Carvalho; Magno Alves e Jonatas Obina.

Último confronto no local do jogo: Palmeiras e Atlético se enfrentam no Canindé apenas uma vez na história, há 27 anos! Em 22/04/1984, pelo Torneio Heleno Nunes, o Atlético venceu por 2×1 (Formiga (2); Jorginho).

Última vitória em SP: foi pela Copa Sul-Americana 2010 – 2×0 – (Marcos Assunção e Luan).

Última derrota em SP: foi no interior do estado, mas também vale. Pelo BR-2010, cumprindo tabela, o Palmeiras perdeu para o Atlético por 2×0, no estádio Fonte Luminosa.

Histórico: a vantagem é verde!

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
 65 35 10 18 94 66   43 24 5 14 57 45

O IPE se lembra: em 30/10/2005 o Palmeiras foi ao Mineirão e voltou com os 3 pontos – 3×1 – gols de Washington (2) e Correa.

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A primeira vitória desta camisa branca

Um jogo que serviu pra muitas coisas, entre elas o fim da história “o Palmeiras não vence fora de casa”. Serviu também para vermos um gol (bizarro, sem dúvida) após 17 dias, e para nos afastarmos um pouco da concorrência na briga por uma vaga na Libertadores*. Já na corrida pelo título, não nos permitou galgar posições, mas pelo menos nos manteve junto aos outros vencedores das 21:50 na caça ao líder. Agora o clima no Parque São Jorge, mesmo com um jogo a menos, não deve ser aquela tranquilidade toda demonstrada domingo, após a derrota, como se perder não fizesse diferença alguma.

Também não podemos deixar de ver que  a partida serviu para observar aspectos negativos. Entre estes, a falta de pontaria de Kléber (que, se fez um belo gol de esquerda na estreia contra o Botafogo, ontem exagerou do direito de chutar mal), a omissão de Maikon Leite, o truque de desaparecimento do Mago e, acima de tudo, a inexpressividade de Wellington Paulista. Honestamente, se é para ter um atacante que fica rondando pelos outros setores do campo, Luan faz o serviço melhor (e como é duro escrever isso).

Ao resumo, então: o Palmeiras podia ter matado a partida aos 46 segundos, mas Kléber desperdiçou ótima chance. O Palmeiras seguiu bem, mas não marcou. Aliás, caro leitor, aprenda: se o Palmeiras começa bem, mas em 10 minutos não marca, vá fazer um lanche e só volte no segundo tempo. Você teria perdido no máximo um gol mal anulado, que era até previsto: compensou o que nós levamos domingo do Flu e também foi bisonhamente invalidado. Agora, senhores juízes, estamos quites, OK?

Mesmo depois do terceiro oxo seguido ao fim de 45 minutos, ainda parecia claro que o Verdão conseguiria os três pontos. A superioridade era nítida; seria possível que os pés continuassem tão descalibrados por mais um tempo? Bom, o chute de Maikon Leite no pé da trave, a saída de Valdivia para a inexplicável entrada de João Vítor (pensando bem, se as alternativas são Patrik e Tinga, talvez não seja tão inexplicável assim) e os minutos passando lentamente pareciam encaminhar o time para uma nova igualdade sem gols, ainda mais melancólica em se considerando a profusão de gols em Curitiba e Santos. Pior, o Figueira melhorava e podia até vencer. Mas ao menos ontem, ainda bem, não foi assim.

Isto porque o Palmeiras fez o que faz de melhor nesse campeonato: gols achados de bola parada. Foi assim contra o Atlético-PR, contra o Inter, contra o América e finalmente ontem. Assunção – que vinha jogando mal – mostrou porque nunca sai do time, e Maurício Ramos aproveitou. Daí pra frente, chutão pro mato e sufoco até que Alício Pena Júnior trilou o apito final e vencemos a primeira partida em cinco anos sob o comando do rechonchudo árbitro mineiro (a última fora um 3 a 1 sobre o Botafogo no Rio).

Melhor em campo? Deola foi bem quando exigido, os zagueiros foram competentes, mas Márcio Araújo foi monstruoso. Pena que o único palmeirense que jogou todos os minutos até aqui fique de fora dos embalos de sábado à noite, como também ficará fora Kléber, cujo cartão foi, digamos, evitável.

E Gerley? A impressão inicial foi boa; o moleque come muito feijão, e por isso cruza forte demais, mas isso se ajeita. Mais importante é que não tenha se inibido e que participou bastante. O segundo tempo foi inferior ao primeiro, porém nada que tempo e treino não possam ajeitar (espero!).

Curiosidade: Maurício Ramos é o zagueiro de maior média de gols por jogo no BR: 0,50. No ranking geral, está em oitavo.

*é bom tomar cuidado com essa história de G4, pois se o campeão da Sul-Americana for brasileiro (supondo, claro, que não sejamos nós), ele vira G3.

FICHA TÉCNICA

Estádio: Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data/hora: 27/7/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Fabricio Vilarinho da Silva (GO)
Renda e público: R$ 204.230,00 / 13.421 pagantes
Cartões amarelos: Ygor, Maicon (FIG); Thiago Heleno, Gerley, Maikon Leite, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Kleber (PAL)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Mauricio Ramos, 36’/2ºT (0-1)

FIGUEIRENSE: Wilson, Pablo (Coutinho, 26’/1ºT), João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio, Maicon (Rhayner, 25’/2ºT) e Fernandes; Héber (Elias, Intervalo) e Aloísio. Técnico: Jorginho.

PALMEIRAS: Deola; Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia (João Vitor, 16’/2ºT); Wellington Paulista (Luan, 26’/2ºT), Maikon Leite (Chico, 40’/2ºT) e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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Vindo de dois jogos sem vitória, o Palmeiras vai a Santa Catarina enfrentar o “Furacão do Estreito” tentando a reabilitação no campeonato e seguir na cola dos líderes. Vamos às informações da partida:

Horário e local: Quarta (27/07), às 21:50, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis-SC (Band/PPV).

Árbitro: será Alício Pena Júnior (MG), cujo histórico não é nada animador:

2010 – 2×2 Botafogo (c)

2009 – 2×2 Atl-PR (f)

2008 – 2×3 Goiás (f)

Situação na tabela: o Palmeiras é o quinto colocado. O Figueirense está em nono.

Nesse momento, em 2010: um empate por 1×1 no Derbi faria com que o Palmeiras caísse uma posição, terminando a rodada em 11o. lugar.

Desfalques: Henrique, aprimorando a forma física. Marcos, poupado.

Pendurados: Márcio Araújo, Wellington Paulista, Maurício Ramos, Luan, Kleber e Patrik.

Próxima partida: Atlético-MG (casa)

Palpite IPE: Deola; Cicinho, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Gerley; M.Araújo, M.Assunção e Valdivia; Maikon Leite, Kleber e Luan.

Destaques/Figueirense: com os desfalques do meia Wilson Pitonni e do lateral Bruno, o técnico tetra-campeão Jorginho faz mistério e não revela o time que entra em campo. Os candidatos à vaga na lateral são Coutinho e Pablo. A tendência é que Coutinho seja improvisado, já que Pablo ainda está aprimorando a condição física. A provável escalação deverá ser Wilson; Coutinho, Roger, João Paulo e Juninho; Fernandes, Wellington Sousa, Maicon e Ygor; Rhayner e Aloísio.

Último confronto no local do jogo: Foi um empate em 0x0, pelo BR-2008, ano em que o Figueirense terminaria rebaixado.

Última vitória no local do jogo: Pela 21a. rodada do BR-2007 – 2×1 – gols de Valdivia e Max.

Última derrota no local do jogo: Foi mais um daqueles vexames que o Palmeiras adora impor à sua torcida – 6×1, pelo BR-2006, que causou a despedida de Emerson Leão do Palestra.

Histórico: a vantagem é palestrina.

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
 14 6 6 2 22 16   13 5 6 2 20 16

O IPE se lembra: em 20/07/2005 o Palmeiras foi à capital catarinense e, de virada, atropelou – 4×1 – gols de Nen, Marcinho, Reinaldo e Pedrinho. Curiosamente, foi a estreia de Leão, substituindo Paulo Bonamigo.

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Nada de 'Magia'

Além de todas as polêmicas envolvendo Palmeiras e Fluminense na semana passada, a derrota. Onde mais importa o Verdão não conseguiu se impor e saiu de pasto campo derrotado. O time mais sujo do futebol brasileiro conquistou os 3 pontos e colocou o alviverde para fora do G4.

O jogo começou com um ataque intenso para cada lado, um milagre de São Marcos e só. O Palmeiras foi assustar novamente próximo do fim do primeiro tempo em finalização de Maikon Leite. O Verdão era refém das bolas paradas e mesmo nelas Thiago Heleno e Marcos Assunção não chegaram a exatamente assustar Diego Cavalieri.

Pro segundo tempo o Palmeiras voltou igual enquanto o Fluminense resolveu mexer no ataque. O time carioca pressionou e o Verdão apenas se defendeu, a criação estava muito fraca, Valdívia, Kléber e Maikon Leite não conseguiam se entender, Luan isolado na esquerda também não deu continuidade a nenhuma jogada mais perigosa. Com o ataque praticamente nulo a defesa foi pressionada até ceder o gol em um lance de cruzamento da esquerda em que Marquinho (esse mesmo), completou pras redes, o bandeirinha aliviou e o juizão anulou o tento. Pouco tempo depois, cruzamento da direita e, vejam só, Marquinho mandou pro fundo do gol em nova cabeçada, dessa vez não teve jeito. Mesmo perdendo o Palmeiras não conseguiu criar nada útil e continuou não ‘ofendendo’ a defesa adversária.

Para o próximo jogo, que também é fora de casa, esperamos que Felipão consiga definir uma estratégia de ataque convincente, visto que Luan e Maikon Leite nas pontas e Kléber centralizado não estão rendendo absolutamente nada. Além disso é urgente que Valdívia comece a jogar novamente, sem criação de nada adianta contar com 3 atacantes.

Confira os melhores momentos da peleja:

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE 1 X 0 PALMEIRAS
Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho (Valencia) e Souza (Ciro); Deco (Rafael Sobis) e Fred. Marcos, Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Valdivia (Dinei) e Luan; Maikon Leite (Patrik) e Kleber.
Técnico: Abel Braga. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Gol: Marquinho, aos 29 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Márcio Rosário, Deco, Edinho, Fred (FLU), Thiago Heleno, Márcio Araújo, Cicinho, Maurício Ramos e Rivaldo (PAL).
Renda: R$ 167.550,00. Público: 9.214 presentes, 6.547 pagantes.
Data: 24/07/2011. Estádio: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ).Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR). Assistentes: Gilson Bento Coutinho (PR) e José Carlos Dias Passos (PR)

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O maior estrangeiro artilheiro do Palmeiras

Este sábado, 23/7/2011, marca o centenário de nascimento de um dos grandes de nossa história. Artilheiro e campeão, vitorioso pelo Palestra Itália e pelo Palmeiras, Echevarrieta ostenta simplesmente a maior média de gols entre todos os atletas que fizeram mais de uma partida envergando o manto verde.

Juan Raúl Echevarrieta nasceu em La Plata, na Argentina. E foi pelo Gimnasia y Esgrima local que começou sua carreira, justo quando El Lobo ostentava a maior equipe de sua história. Alternou períodos como titular e reserva entre 1932 e 1938; mesmo sem jogar muito mostrou seu instinto goleador: em 95 partidas, bons 45 gols. Teve depois uma breve passagem pelo Vélez Sarsfield, até cruzar a fronteira rumo ao Palestra Itália, onde teve início a mais bela página de sua carreira.

Em quatro anos de clube, de 1939 a 1942, Echevarrieta brilhou com incríveis 114 gols em 127 jogos, numa impressionante média de 0,9 gols/jogo. Sua estreia se deu logo num Choque-Rei (2×1, 2/7/1939), em que passou em branco. Já na sua terceira partida, no entanto, marcaria os dois gols que deram a virada frente a Portuguesa, que fora para o intervalo vencendo por 2 a 1. Os dois gols não foram um mero acaso: ele marcou em dobro também nas três partidas seguintes, e fecharia a temporada com 22 gols em 21 jogos.

Ao longo de seus quatro anos no clube, Echevarrieta também se destacou por jogar em todas as posições do ataque, o que lhe valeu o apelido de “Homem dos Sete Instrumentos”, expressão portuguesa comum para pessoas versáteis.

Títulos, conquistou dois: primeiro, o Paulista de 1940, o último do Palestra Itália – conquistado numa goleada por 4×1 sobre o São Paulo, na qual, adivinhem?, o argentino marcou duas vezes. Depois, na Arrancada Heroica de 1942, quando ele marcou mais um na primeira partida e primeiro título do clube com o nome atual. Ou seja, ele foi campeão pelo Palestra e pelo Palmeiras, marcando nas duas decisões contra o clube tricolor.

O gol da Arrancada também seria seu último com a camisa verde: Echevarrieta faria apenas mais duas partidas amistosas pela equipe, despedindo-se contra o Santos (1×1, 1/11/1942). Curiosamente, o time da Vila foi exatamente seu destino, e ele estreou lá já justificando sua fama: contra o Madureira, marcou cinco vezes. Posteriormente, atuaria pelo Ypiranga e rapidamente pelo São Bento. Após se aposentar, seguiu vivendo no país, até falecer em Florianópolis, em 23/11/1987.

Quase 70 anos após se despedir, Echevarrieta ainda ocupa a 11ª posição entre os maiores artilheiros verdes, e é o único atleta nascido fora do Brasil a romper a marca dos 100 gols pelo clube.

Por seus números, por seus gols decisivos e por sua presença em momentos importantíssimos de nossa história, reverenciamos o maior estrangeiro a envergar nosso manto, neste dia de seu centenário.

Post relacionado: Uma Seleção Estrangeira

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Após mais uma semana de polêmicas e vindo de uma partida tecnicamente amarrada no meio de semana, o Palmeiras vai até o inteiror do Rio de Janeiro para enfrentar aquele time, que tem um cartola como mascote e vive às custas de planos de saúde e viradas de mesa. Vamos às informações da partida:

Horário e local: Domingo (24/07), às 16 horas, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ (Globo/Band).

Árbitro: será Heber Roberto Lopes (PR). Histórico:

2011 – 0x2 Ceará (f)

2010 – 1×2 Goiás (casa – SA), 2×0 Atl-MG (casa – SA); 3×0 Vitória (casa – SA); 0×1 Corinthians; 1×0 Prudente (fora); 2×3 Cruzeiro (casa);

2009 – 2×1 Vitória (casa); 0×0 São Paulo (fora); 2×2 Corinthians (casa); 0×2 Grêmio (fora).

Curiosidade: o paranaense Heber Roberto Lopes já apitou Palmeiras x Fluminense em diversas oportunidades na carreira. Nosso histórico contra os cariocas com o apito dele é o seguinte:

07/11/2001 – Palmeiras 2 x 6 Fluminense – Palestra Itália (São Paulo)

03/03/2002 – Palmeiras 3 x 2 Fluminense – Palestra Itália (São Paulo)

04/12/2005 – Palmeiras 3 x 2 Fluminense – Palestra Itália (São Paulo)

03/12/2006 – Fluminense 1 x 1 Palmeiras – Maracanã (Rio de Janeiro)

Situação na tabela: o Palmeiras está em quarto, e o Fluminense é o 12o.

Nesse momento, em 2010: o Palmeiras iniciou a rodada em décimo e o empate por 0x0 com o Ceará em Fortaleza manteve a equipe na mesma posição.

Desfalques: Henrique, aprimorando a forma física.

Pendurados: Wellington Paulista, Luan, Kleber e Patrik.

Próxima partida: Figueirense (fora)

Palpite IPE: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite, Luan e Kleber.

Destaques/Fluminense: Ainda tentando embalar neste campeonato, a provável escalação dos cariocas deve ser Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho e Souza; Rafael Sobis e Fred. O novo reforço surpreendeu e treinou entre os titulares, na vaga de Rafael Moura, artilheiro tricolor no ano.

Último confronto no local do jogo: Foi um empate por 2×2 (Marcinho e Juninho Paulista; Gabriel e Leandro) em 21/08/2005, pelo Campeonato Brasileiro.

Última vitória no RJ: Foi em 2007 – 1×0 – com gol de Valdivia.

Última derrota no RJ: essa vai ser difícil esquecer. Foi em 08/11/2009, pelo segundo turno do BR-2009; Simon 1×0 Palmeiras.

Histórico: a vantagem verde é esmagadora.

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
 91 51 15 26 166 133 36 23 9 11 67 52

O IPE se lembra: em 1996, no estádio do Café (PR), o Palmeiras não teve dó do futuro bi-rebaixado e ensacolou, com direito à um golaço-aço de Djalminha – 5×1 – Com gols de Djalminha (3), Cafu e Rincon.

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22 de julho é um dia de grande orgulho para os palestrinos. Mesmo os mais jovens, cuja memória vai até os anos 90 ou 80, reconhecem a importância da Taça Rio (também conhecido como Torneio Internacional de Campeões), na história alviverde – e na do próprio futebol brasileiro, que naquele ano de 1951 ainda sangrava as feridas abertas do Maracanazo.

O esquadrão palmeirense ficou na chave de São Paulo, que contava com Olympique de Nice – FRA (Campeão Francês 1950/51), Juventus – ITA (3º Calcio A 1950/51) e Estrela Vermelha – IUG (Campeão Iugoslavo 1950/51), e estreou vencendo os franceses por 3×0, em seguida bateu os iugoslavos por 2×1 e no último jogo da chave sofreu derrota para os italianos por 0x4. A chave do Rio de Janeiro era formada por: Vasco da Gama – RJ (Campeão Carioca 1950), Sporting Lisboa – POR (Campeão Português 1950), Nacional – URU (Campeão Uruguaio 1950) e Áustria Viena (Campeão Austríaco 1949/1950). Era realmente o torneio dos campeões.

Na semi-final os Palmeirenses se depararam com o Vasco da Gama – a máquina de jogar futebol, segundo o técnico do Áustria Viena; os cariocas eram os francos favoritos a levantar a Taça, mas com uma vitória por 2×1 e um empate sem gols o alviverde assegurou-se na grande final. A outra semi-final foi disputada por Juventus e Áustria Viena, um empate por 3×3 e uma vitória italiana por 3×1 colocou a Vecchia Signora na final.

A final foi disputada em dois jogos no Maracanã: o palco do desastre brasileiro de 1950 estava novamente sediando um torneio mundial e tinha a chance de ver o Brasil levando a taça dessa vez. E assim foi, o Palmeiras bateu a Juventus por 1×0 para um público de aproximadamente 56 mil pessoas, o jogo da volta 4 dias depois era a hora da verdade, a redenção nacional; sendo assim, 100 mil pessoas estiveram presentes para ver o empate por 2×2 e a consagração da equipe da S. E Palmeiras, Campeã do Mundo!

Confira abaixo as fichas técnicas dos dois jogos da final:

1° Jogo – 18/07 – PALMEIRAS 1×0 JUVENTUS
Local: Estádio do Maracanã/RJ   Renda: Cr$ 1.376.975,00 – Público: 56.961 (43.001 pagantes)
Árbitro: Franz Grill (AUS); Auxiliares: Edward Greigh (ING) e Gaby Tordjman (FRA)
Gol: Rodrigues
Palmeiras: Fábio, Salvador, Juvenal, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Ponce de Leon, Liminha, Jair Rosa Pinto, Rodrigues – Téc.: Ventura Cambon
Juventus: G.Viola, A.Bertucelli, S.Manente, Mari, R.Ferrario, A.Piccinini (R.Bizzoto), E.Muccinelli, Karl Hansen, Bonipertti, John Hansen, K.H.Praest – Téc.: Carver

2° Jogo – 22/07 – PALMEIRAS 2×2 JUVENTUS
Local: Estádio do Maracanã/RJ   Renda: Cr$ 2.783.190,00
Público: 100.093 (82.892 pagantes)   Árbitro: Gaby Tordjman (França)
Auxiliares: Greig (ING) e Papovic (IUG)
Gols: Liminha e Rodrigues (PAL) e Praest e Bonipertti (JUVE)
Palmeiras: Fábio Crippa; Salvador, Juvenal, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Ponce de León (Canhotinho), Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues. Téc. Ventura Cambon
Juventus: Viola, Bertucelli, Manente, Mari Jacomo, Parola, Bizzoto, Muccinelli, Karl Hansen, Bonipertti, John Hansen e Praest. Téc. Carver

fonte das fichas técnicas: http://www.campeoesdofutebol.com.br/tab_copario_1951.html

Do Palestrinos podemos conferir um riquíssimo acervo de imagens da época:

Ouça o áudio da narração da final:

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Gerley

Reforço de Caxias, tchê!

O Palmeiras confirmou ontem a contratação por três anos do lateral-esquerdo Gerley Ferreira de Souza, que completa 21 anos no próximo dia 11/9. Apesar de ter nascido em Central de Minas, município mineiro quase na fronteira com o Espírito Santo, o novo reforço fez toda sua carreira desde a base no Caxias-RS.

Destacou-se na boa campanha do time grená no Gauchão deste ano, a ponto de ser eleito o melhor lateral-esquerdo do Estadual; em 15 partidas na temporada, todas como titular, recebeu 3 cartões amarelos e nenhum vermelho. Fez dois gols: um pela Copa do Brasil, contra o Botafogo-PB, e o outro num jogo importante: a final do primeiro turno, contra o Grêmio no Olímpico. O garoto gosta de decisão?

É tido como jogador forte no apoio, sem descuidar totalmente da marcação. Veremos: hoje a maior parte dos laterais sabe (ou pensa saber) avançar, mas tem carências na formação defensiva; seus 1,82 m e 78 kg, no entanto, podem ajudar a intimidar os atacantes adversários.

Provavelmente poderemos julgar rapidamente o investimento de, ao que parece, R$ 1,3 milhão por 50% de seus direitos econômicos: Gabriel Silva está de partida para o Mundial Sub-20, e Rivaldo está longe de encantar torcida e treinador. Parece ser uma boa promessa, vamos aguardar.

Confira abaixo os gols de Gerley em 2011 (momento desabafo: não consigo colocar os vídeos para começarem no ponto certo, nem usando o #t=1m1s. Agradecemos a ajuda dos leitores que consigam fazê-lo). No primeiro vídeo, foi o último gol, aos cerca de 13 segundos; no segundo, o lance está por volta de 56 segundos.

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Foi um não-jogo. Havia uma tensão latente, evidenciada pelas disputas intensas de bola – na maior parte do primeiro tempo, podia-se contar cinco ou seis jogadores num raio de dois metros da pelota. Mas esse clima acabou não sendo suficiente para transformar a partida num jogo de verdade. Basta ver que Marcos fez uma única defesa difícil e teve que sair algumas vezes do gol, enquanto que Felipe saiu com seu uniforme imaculado. No fim, um zero a zero justo, no primeiro tropeço do Palmeiras como mandante neste Brasileiro.

O time escancarou seus méritos e limitações. Uma defesa que dá pouca margem a erros (e estes, em geral, são mais causados por falhas na saída de bola do que por posicionamento, o que não deixa de ser um grande problema) convive com um meio-campo por vezes nulo na criação e que, como citado, erra muito na saída. Nessas condições, sobra sempre para Marcos Assunção, que não vai resolver todas. O Flamengo, por sua vez, foi um espelho do Palmeiras: marcação pesada, bom posicionamento e pouco mais que isso. Mesmo assim, como um Ronaldinho Gaúcho displicente e desinteressado ainda vale mais que um Patrik na ponta dos cascos, o rubro-negro foi ligeiramente melhor na maioria do tempo.

O camisa 40 inexistiu, o que só aumenta a carga sobre Valdivia, que volta no domingo sabe-se lá por quantos minutos. Luan foi mal, e ao que tudo indica está prestes a se despedir; assim, é hora de Felipão ver como irá montar seu time daqui pra frente; Martinuccio é passado sem ter sido presente, e assim o palpite da casa é que Chico vai acabar ganhando uma vaga.

Difícil escolher o melhor do time em uma partida tão nivelada por baixo. Fiquemos com Cicinho, pelo papel importante que teve ao murchar Ronaldinho ainda no princípio do jogo, e Thiago Heleno, cada vez mais senhor da zaga. Kléber, que em nossa opinião terá que comer muita grama (eu havia digitado “grana”, num ato falho talvez não tão falho assim) pra se redimir da palhaçada que criou, fez o que normalmente faz. O lance final – que finalmente trouxe alguma emoção ao jogo – foi feio, mas, quer saber?, não merece mais discussão do que esta linha.

O time segue em sua toada carente de brilho mas consistente. O próximo obstáculo é o Fluminense; ou seja, da novela Kléber saltamos direto para a novela Martinuccio. Mais tensão por aí; será que dessa vez chegaremos ao clímax?

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 0 x 0 Flamengo
Marcos, Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (Tinga) e Luan; Maikon Leite (Dinei) e Kleber. Felipe, Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Junior Cesar; Airton, Willians (Bottinelli), Renato e Thiago Neves (David); Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício).
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Cartões amarelos: Luan, Gabriel Silva (PAL); Ronaldo Angelim, Thiago Neves, Ronaldinho (FLA)
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 20/07/2011. Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Kleber Lucio Gil (SC). Público: 33.575 pagantes. Renda: R$ 977.922,00.

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