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Archive for setembro \29\UTC 2011

Revelado pelo Coelho, Éder jogou no Palmeiras

Depois de um dos maiores micos dos últimos anos – e olha que a lista é grande – o Palmeiras volta a campo sábado para não fazer mais do que a obrigação de derrotar o América, lanterna do campeonato com 99,5% de probabilidade de rebaixamento. É o tipo de jogo em que qualquer coisa diferente dos 3 pontos faz a panela de pressão ficar mais perto de explodir.

Horário e local: sábado, 1/10, às 18:00, no Canindé (PPV)

Árbitro: será Jaílson Macedo Freitas (BA). Seu histórico completo (novidade!) é de 3 jogos, com 1V/2D. Os mais recentes (no caso, todos) foram:

2009 – 2×1 Atlético-PR (c)

2008 – 1×4 Inter (f), 0x2 Sport (f, BR)

Situação na tabela: o Palmeiras está em 8º, com 39 pontos, apenas 2 abaixo da zona da Libertadores; o Coelho, na rabeira, tem apenas 19 e está a 4 rodadas do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Nesse momento, em 2010: após 3 vitórias seguidas, o Palmeiras ficaria no empate contra o Santos na Vila e cairia da oitava para a nona posição. 

Desfalques: milagrosamente não há suspensos; Cicinho está lesionado e Kléber, se bobear, sofre o “efeito Chicão” e nem pro banco vai…

Pendurados: Henrique, Marcos Assunção, Luan, Tinga, Rivaldo e o lesionado Cicinho. Próximo jogo: Santos (f)

Palpite IPE: Marcos; Márcio Araújo, Henrique, Maurício Ramos, Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção, Valdivia; Luan, Fernandão, Maikon Leite

Ex-palmeirenses no América: são dois, o zagueiro Gabriel (que está lesionado e não deve jogar) e o sempre temido (por nós) Fabio Júnior, atualmente no banco.

Destaques/América: Givanildo Oliveira tem problemas de contusão; além de Gabriel, o zagueiro William Rocha, o lateral-esquerdo Gílson, o volante Dudu e o atacante Alessandro estão no DM; destes, provavelmente só o LE deve atuar. Em compensação, o zagueiro Everton Luiz, trazido da Lusa, deve estrear. A equipe deve alinhar com Neneca (Kléber cobrando pênalti, nem pensar); Marcos Rocha, Everton Luiz, Anderson, Gílson; Leandro Ferreira, Amaral, Luciano, Rodriguinho; Kempes e André Dias. 

Último confronto: no turno, um Palmeiras ainda em terceiro quase ganhou, depois quase perdeu, e ficou no 1 a 1 (Maurício Ramos, Alessandro)

Última derrota no local do jogo: o Palmeiras jamais perdeu para o Coelho fora de Minas Gerais.

Última vitória no local do jogo: na última vez que as equipes se encontraram em São Paulo, vencemos no Palestra por 3 a 1 pelo Brasileiro-01 (Pedrinho, Lopes e ele, Fábio Júnior; Fabrício)

Histórico: são 16 confrontos desde o longínquo amistoso de dezembro de 1939 vencido pelo Palestra por 6 a 1. De lá pra cá, uma ampla vantagem verde, sendo que no Brasileirão estamos invictos:

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
16 9 4 3 32 18   9 5 4 0 13 6

O IPE se lembra: as equipes se enfrentaram no Estádio Independência na última rodada da fase de classificação do BR-1998. O Palmeiras era o líder, enquanto o América era o primeiro time fora da zona de rebaixamento. No fim, o empate por 1 a 1 foi ruim para ambos: o Palmeiras viu o arquirrival ultrapassá-lo, e o Coelho, por causa do gol de Oséas aos 42 do segundo tempo, foi ultrapassado pelo Paraná e voltou à Série B.

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Apenas um comentário para cada jogador a mais que tínhamos:

1. E eu que achava que os 6 a 0 seriam o maior vexame do ano.

2. Há pelo menos quatro anos que nosso amigo PC, comentarista assíduo deste blog, diz que é imprescindível trocar 100% do elenco para tentar tirar esse espírito derrotado dos atletas. Eu sempre fiz ressalvas, mas hoje dou a mão à palmatória: é esperar esse ano medonho se arrastar até o fim e então trocar absolutamente TODOS os jogadores desse plantel covarde, omisso e incompetente. Pra não falar de comissão técnica e dirigentes.

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Aliviado pela primeira vitória em jogo “normal” em dois meses – o Derby é um capítulo à parte – o Palmeiras vai ao Cerrado em busca de sua segunda conquista fora de casa. O adversário é uma pedra recente em nosso caminho, e vem reagindo no Brasileiro. Não será fácil, mas, para alçar voos mais altos, é necessario encarar este tipo de grande desafio (OK, exageramos). Bom, aqui vão os detalhes do duelo dominical:

Horário e local: domingo, 25/9, às 18:00, no Estádio do Governo do Estado de Goiás, o popular Serra Dourada (SporTV)

Árbitro: será Francisco Carlos Nascimento (AL), que  nos apitou uma única vez, há poucas semanas:

2011 – 1×3 Botafogo (f)

Situação na tabela: o Palmeiras está em 7º, com 38 pontos, 2 abaixo da zona da Libertadores; o Dragão, com 34, está em 11º .

Nesse momento, em 2010: pela primeira e única vez o time chegaria a três vitórias seguidas, ao bater o Inter por 2 a 0. Mas manteria o oitavo lugar. 

Desfalques: Chico, suspenso; Cicinho e Valdivia, lesionados.

Pendurados: Henrique, Tinga, Rivaldo e o lesionado Cicinho. Próximo jogo: América (c)

Palpite IPE: Marcos; Márcio Araújo, Henrique, Maurício Ramos, Gabriel Silva; João Vítor, Marcos Assunção, Tinga; Luan, Fernandão, Kléber

Ex-palmeirenses no Atlético-GO: há apenas um, mas é atacante – trata-se de Anselmo, que marcou ontem. Xi…

Destaques/Atlético-GO: o volante Bida recebeu o terceiro amarelo contra o Vasco. Sem ele, mas com a confiança em alta após um empate com o líder – e uma sequência de dez jogos com apenas uma derrota – Hélio dos Anjos pode escalar seu time com Márcio; Joílson, Leonardo, Anderson, Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Ernandes, Vítor Júnior; Juninho, Anselmo

Último confronto: no turno, 2 a 0 na boa estreia do atual camisa 7 (Maikon Leite, Marcos Assunção)

Última derrota no local do jogo: jogando com os reservas, o Palmeiras levou 3 a 0 em jogo que não ia tão mal – “só” 1 a 0 – até Danilo ser expulso no começo do segundo tempo (Gilson, Róbston 2x).

Última (e única) vitória no local do jogo: num amistoso em 1973, o Palmeiras fez 3 a 0 (Leivinha 2, Pio). Não foi exatamente no local do jogo, pois aquela partida ocorreu no demolido Estádio Olímpico Pedro Ludovico.

Histórico: o primeiro jogo foi esse amistoso aí de cima. De lá pra cá, é chato dizer, mas somos fregueses, graças ao vexame no aniversário de 2010. Mas dá pra empatar o confronto nesse domingo.

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
7 3 0 4 9 11   3 1 0 2 2 6

O IPE se lembra: houve um amistoso em 11/7/1998, que numa chuva de gols terminou 4 a 3 para os goianos. O curioso é que este dia era véspera da final da Copa do Mundo entre França e Brasil; por essa razão, evidentemente quase não se falou nessa partida na época.

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Fala menos, joga mais… que tal?

Desregulou.  O Palmeiras deixa de lado a regularidade de empates e mergulha em uma vitória, a primeira do returno. Com gol do zagueiro Palmeirense Cearense Thiago Matias, o Verdão enfim respira na tabela e se vê a 8 pontos do líder, agora ou vai ou racha, a próxima partida fora de casa pode determinar uma reação real ou frustrar e mostrar que a alternância de resultados continuará. Vamos torcer!

O jogo começou com o Palmeiras indo pra cima e tentando finalizações, entretanto, a noite parecia ser de consagração para o goleiro do Vozão, Kléber tentou, Fernandão tentou, Luan por duas vezes, e nada da bola passar, até que em uma finalização primorosa do zagueirão Thiago Matias, depois de bola cabeceada por Luan, a gorduchinha encontrou-se com o barbante, já nos idos dos 43′ da etapa inicial.

Para a segunda parte o Palmeiras tentou ampliar o marcador no começo, vendo que o negócio não estava funcionando (com Tinga na armação, por quê Felipão, por quê?) e o porco ameaçava ir pro brejo, o ímpeto foi refreado mirando preservar a elasticidade do placar e Felipão preferiu acabar com a ‘criatividade’ sacando, ora vejam só, Tinga para a entrada de João Vitor, é muita emoção amigo! o jogo se arrastou até a entrada de Maikon Leite aos 40′, pouco tempo depois de começar a castigar a grama o garoto recebeu bom passe de Kléber (o bom de grupo) e driblou o goleiro mas a finalização parou nos pés do volante-salvador-da-pátria-nordestina Eusébio.

O clamor de Felipão por reforços (vá lá que nem todos que foram pedidos vieram) fica agora parecendo muleta de manco, já que na hora da utilização eles normalmente são preteridos por improvisações, no mínimo, bizarras, como ontem Tinga na meiuca (lembrando que o rapaz era 2º volante na Macaca) e na rodada passada rivaldo, aquele que não honra o nome, na LE. Deixe nos comentários sua opinião sobre uma melhor formação (pelo menos em tese) para o Palmeiras descer da montanha russa e pegar o próximo trenzinho Libertador da América.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 X 0 CEARÁ

Estádio: Canindé, em São Paulo (SP)
Data/hora: 22/9/2011 – 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Renda/público: R$ 189.789,00 e 6.629 pagantes
Cartões amarelos: Marcos Assunção, Luan e Chico (PAL); Heleno e Roger (CEA);
Cartões vermelhos:-
GOLS: Thiago Matias (contra), 43’/1ºT (1-0);

PALMEIRAS: Deola; Márcio Araújo, Maurício Ramos, Henrique e Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção (Thiago Heleno, 47’/2ºT), Tinga (João Vitor, 23’/2ºT) e Luan; Kleber e Fernandão (Maikon Leite, 39’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CEARÁ: Fernando Henrique; Boiadeiro (Thiago Humberto, 13’/2ºT), Fabrício, Thiago Matias e Vicente; Michel (Eusébio, intervalo), Heleno, João Marcos e Rudnei; Roger (Marcelo Nicácio, 20’/2ºT) e Washington. Técnico: Estevam Soares.

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No primeiro turno, o Palmeiras chegou à sexta rodada invicto, mas caiu em Fortaleza. Agora, é o contrário: são cinco jogos sem vitórias. Para acabar com essa seca e ainda sonhar com algo (que não custa nada), é necessário derrotar o Ceará. Eis as informações do confronto:

Horário e local: quinta, 22/9, às 20:30, no Canindé (PPV)

Árbitro: será Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), que derrotou o catarinense Paulo Bezerra no sorteio. Magalhães jamais apitou alguma partida nem da Série A, nem da Copa do Brasil. Que tenha sorte.

Situação na tabela: o Palmeiras está em oitavo, com 35 pontos, dois abaixo da zona da Libertadores; o Ceará, com 27, está em 15º e periga terminar a rodada na zona de rebaixamento.

Nesse momento, em 2010: em sua melhor partida no BR-2010, o Palmeiras bateu o Flamengo no Rio por 3 a 1 e chegou ao oitavo posto, com 35 pontos (igual agora, mas com um jogo a mais). 

Pendurados: Henrique, Chico, Tinga, além do suspenso Rivaldo e do lesionado Cicinho. Próximo jogo: Atlético-GO (f)

Desfalques: Marcos, poupado; Rivaldo e Gerley, suspensos; Cicinho e Valdivia, lesionados.

Palpite IPE: Deola; Márcio Araújo, Henrique, Thiago Heleno, Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção, Patrik; Luan, Fernandão, Kléber

Ex-palmeirenses no Ceará: são quatro, o que é muito preocupante: os atacantes Washington e Roger e os zagueiros Edmílson e Thiago Matias.

Destaques/Ceará: sem o destaque Oswaldo, suspenso, Estevam Soares pode escalar Fernando Henrique; João Marcos, Fabrício, Thiago Matias e Vicente; Heleno, Michel, Rudnei e Thiago Humberto; Felipe Azevedo e Washington

Último confronto: no turno, 2 a 0 para o Vozão (Washington, Thiago Humberto)

Última derrota no local do jogo: o Palmeiras jamais perdeu para o Ceará em São Paulo.

Última vitória no local do jogo: pela Copa do Brasil-1998, o Palmeiras goleou por 6 a 0 no Palestra na caminhada para o título (Zinho 2, Alex, Paulo Nunes 2, Cris).

Histórico: o primeiro jogo foi um amistoso vencido pelo Palestra Itália em Fortaleza por 5 a 2 nos idos de 1938. De lá para cá, apenas duas derrotas, só uma delas pelo BR – a do último jogo.

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
20 11 7 2 47 14   11 7 3 1 22 5

O IPE se lembra: você se lembra do atacante Fernando, que teve uma passagem rápida em 1997? Pois é, dos três gols que marcou pelo Palmeiras, dois foram na goleada por 5 a 0 contra o Ceará pela Copa do Brasil daquele ano.

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Entrou pra história da cidade

“O time que morreu líder e nasceu campeão”. A cada 20 de setembro devemos nos lembrar desta frase, e deste título vital para a consolidação imediata da nova identidade do clube. Já pensou se naquele domingo de 1942 o Alviverde falhasse contra o São Paulo, e o rival erguesse a taça no fim de semana seguinte? A jovem Sociedade Esportiva Palmeiras já começaria com fama de pé-frio, e as consequências disso poderiam ser muito grandes para uma instituição que vivia um momento muito delicado, devido à forte política contra italianos (e alemães, e espanhóis…) vigente no período.

Afinal, foi o primeiro Estadual disputado sem o nome de Palestra Itália; nas primeiras dezoito rodadas o clube atuou como Palestra de São Paulo, e em 14 de setembro foi registrado o nome atual. Assim, foi na tarde do dia 20 que o clube adentrou o Pacaembu carregando a bandeira nacional, para divulgar seu novo nome e mostrar que o Palmeiras – desde sempre – sabe ser brasileiro, ostentando a sua fibra.

A foto mais famosa da história do clube

Há inúmeros ótimos textos sobre o dia em que o São Paulo fugiu de campo, revoltado pela marcação de um pênalti quando o placar já nos apontava 3 a 1. Aqui, porém, vamos falar da campanha inteira, algo a que nem sempre se dá o devido valor – uma grande injustiça, pois chegamos àquela decisão graças ao que fizemos nas 18 partidas anteriores.

Desde o começo daquele torneio, ficou claro que o título ficaria nas mãos do Trio de Ferro, pois eram poucos os tropeços destes times: o Corinthians empatou contra o Santos na 3ª rodada, mas venceu quatro das primeiras cinco partidas; da mesma forma, o Palestra empatou com a Lusa no segundo jogo, mas venceu os demais sete jogos iniciais. O São Paulo, por sua vez, venceu todos os seis primeiros jogos, e só foi empatar ao enfrentar o time do Parque São Jorge (notem que os clássicos foram deixados para o fim da tabela: o Majestoso na sétima rodada do turno e returno, o Choque-Rei na nona e o Derby na décima – que era a última)

Os primeiros clássicos terminaram assim: Corinthians 3 x 3 SPFC, Palestra 2 x 1 SPFC, Palestra 1 x 1 Corinthians. Com isso, ao final do primeiro turno o Palestra tinha 18 pontos, apenas um a mais que seus rivais. Uma disputa que poderia ser bastante equilibrada até o fim.

Poderia, porque o Palestra não queria suspense e ganhou todas as oito primeiras partidas do returno. Com isso, o Corinthians, que surpreendentemente caiu contra o Ypiranga ficou para trás, e a derrota para o São Paulo os alijou da disputa em definitivo. Já aqueles que tentariam tomar nosso estádio só tiveram um tropeço no returno: logo na estreia empataram com o SP Railway, o atual pobre Nacional que empacou na quarta divisão paulista. Desta forma, a duas rodadas do fim estavam a dois pontos de distância do Palestra. E a penúltima rodada foi aquela que entrou para a história do Palmeiras e do futebol paulista, brasileiro e mundial.

Quando as equipes se perfilaram no gramado – o Palmeiras ovacionado por ter trazido consigo a flâmula brasileira – a situação era a seguinte: uma vitória nos daria o título, um empate exigiria que não perdêssemos o Derby na semana seguinte. E uma derrota significaria ter que vencer o Derby e ainda secar o Tricolor, que pegaria o fraco Hespanha, futuro Jabaquara, que em 19 jogos não havia vencido absolutamente nenhum (eram 2 empates, 17 derrotas e incríveis 87 gols sofridos até aquela rodada).

A peleia começou e a superioridade verde no confronto ficou evidenciada em uma penalidade máxima aos 19 minutos. A cobrança ficou a cargo de meu xará Cláudio Cristovam Pinho, que assim se tornou o autor do primeiro gol da história do Palmeiras. Cláudio, como se sabe, também ficaria famoso por defender os quatro grandes paulistas e ser até hoje o maior artilheiro de nosso arquirrival.

Entretanto, apenas três minutos depois do tento palmeirense, o adversário chegou ao empate com Waldemar de Brito (que teria uma rápida passagem pelo Verdão e seria conhecido como “o descobridor de Pelé”). A igualdade persistiria até perto do fim do primeiro tempo, quando José Del Nero, pai de Marco Polo, atual presidente da FPF, nos recolocou à frente antes que Jaime Janeiro Rodrigues desse os primeiros 45 minutos por encerrados.

O alívio por entrar na segunda etapa à frente fez bem ao time: aos 15, nosso maior estrangeiro, Echevarrieta, fez o terceiro. E quatro minutos depois Virgílio seria expulso por derrubar Og Moreira dentro da área. A penalidade, entretanto, jamais seria cobrada: o São Paulo se recusou a seguir jogando, abandonou a partida e não nos concedeu o direito de comemorar o título com um apito final digno. Como até alguns são-paulinos reconhecem, foi a maior humilhação da história de seu clube, e a semente de uma inimizade até hoje mal resolvida.

Na semana seguinte, o Palmeiras perderia o Derby e deixaria escapar o título invicto – o que seria a cereja no bolo mas, convenhamos, não diminui a dimensão da conquista. E, para completar, o São Paulo conseguiria a façanha de perder por 1 a 0 para aquele Hespanha de tantas derrotas.

No fim, foram 20 jogos, com 17 vitórias, 2 empates e 1 derrota, 65 gols a favor e 19 contra. Os artilheiros foram Lima (15), Cabeção (13), Cláudio (8), Echevarrieta e Og Moreira (6 cada), Waldemar Fiume (5), Villadoniga (4), Pipi e Romeu Pellicciari (2 cada), Américo e Del Nero (1 cada). Houve ainda dois gols contra.

Campanha

Comercial-SP 0 x 6 Palestra de São Paulo

Portuguesa 1 x 1 Palestra de São Paulo

Palestra de São Paulo 4 x 2 Ypiranga

Palestra de São Paulo 3 x 0 Juventus

Palestra de São Paulo 3 x 2Santos

Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway

Palestra de São Paulo 2 x 1 Portuguesa Santista

Palestra de São Paulo 6 x 0 Hespanha

São Paulo 1 x 2 Palestra de São Paulo

Corinthians 1 x 1 Palestra de São Paulo

Palestra de São Paulo 3 x 0 Hespanha

Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway

Juventus 0 x 4 Palestra de São Paulo

Ypiranga 1 x 4 Palestra de São Paulo

Santos 2 x 5 Palestra de São Paulo

Palestra de São Paulo 6 x 0 Comercial

Palestra de São Paulo 4 x 0 Portuguesa

Portuguesa Santista 0 x 1 Palestra de São Paulo

São Paulo 1 x 3 Palmeiras (jogo da decisão)

Corinthians 3 x 1 Palmeiras

Ficha técnica da decisão

20/09/1942 – PALMEIRAS-SP 3 x 1 SÃO PAULO-SP – CAMPEONATO PAULISTA
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu – São Paulo / SP – Brasil – Público: 55.913 pagantes – Renda: 231:239$000
Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues
Palmeiras (São Paulo/SP): Oberdan, Junqueira, Begliomini, Zezé Procópio, Og Moreira, Del Nero, Cláudio, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima, Echevarrieta – Técnico: Armando Del Debbio
São Paulo (São Paulo/SP): Doutor, Piolin, Virgílio, Lola, Noronha, Silva, Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo, Pardal – Técnico: Vicente Feola
Expulsão: Virgílio (São Paulo)
Gols: Cláudio (Palmeiras), 19 min, Valdemar de Brito (São Paulo), 23 min, Del Nero (Palmeiras), 43 min primeiro tempo, Echevarrieta (Palmeiras), 15 min segundo tempo

Post relacionado: De Palestra a Palmeiras, houve um campeão

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1 turno de jejum...

O Verdão é o líder e ninguém tasca! no quesito ‘empates’ não vemos ninguém na nossa frente! o Palmeiras foi a Florianópolis enfrentar o Avaí e volta para SP com mais um empate na bagagem – 0 11º no campeonato – e permanece na 8ª colocação. É bem verdade que o jogo foi completamente atípico mas Felipão é um dos maiores responsáveis  pelo mal resultado, escalou mal o time e mexeu errado em todas as oportunidades que teve.

O jogo nem bem começou e o Avaí já saiu na frente: 5′ e gol ‘contra’ de Henrique (na súmula foi registrado para o volante do Avaí), toda a falação da semana já dava mostras de ser só mais um caminhão de promessas… o time não ia bem e podia piorar, aos 23′ Rivaldo (e Gerley no banco…) foi expulso pelo 2º amarelo. Felipão então deu o golpe de mestre: tirou Fernandão (o atacante que faz gols) e colocou Gerley, mas esse ai não deveria ter entrado de titular?? O jogo então ficou daquele jeito: Kléber dividindo com 666 zagueiros e Luan caindo pela ponta, óbvio que o gol de empate só poderia sair através de Marcos Assunção, e foi assim mesmo, gol de Chico em cruzamento do Kid… fim do primeiro tempo.

Pra segunda etapa o time voltou igual mas logo aos 2′ sofreria a 2ª baixa: Gerley (apareceu mais aqui no post que no jogo) foi expulso direto depois de uma entrada meio louca com as travas levantadas… agora que o porco ia mesmo pro brejo, sorte que do outro lado era o Avaí e o jogo seguiu sem muitas complicações, Evandro Roman ainda expulsou um deles por uma falta bem mandrake, o Verdão ainda sofreu alguns sufocos até o fim, mas a partida acabou empatada mesmo. Novidade!

É bom o Felipão ser contagiado pelo discurso do elenco de ‘mudar a postura’ e adaptar para ‘mudar a equipe’, que com esse time que entrou em campo hoje, com Tinga na ‘armação’ e Rivaldo na lateral, não tem salvação! isso se ele ‘puder’ fazer as alterações que podem mesmo surtir efeito, hoje tirou o melhor atacante do time e manteve em campo outro que não marca há 1 turno inteiro… o melhor em campo na opinião do IPE foi Chico (com menção honrosa para Maurício Ramos) e para você? opine nos comentários!

FICHA TÉCNICA:

AVAÍ 1 X 1 PALMEIRAS

Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data/hora: 18/9/2011 – 16h
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
Renda e público: R$ 106.755,00 / 8.312 pagantes
Cartão amarelo: Rivaldo e Kleber (PAL); Pedro Ken, Batista, Bruno e Gian (AVA)
Cartões vermelhos: Rivaldo e Gerley (PAL); Rafael Coelho (AVA)

GOLS: Batista, 5’/1ºT (1-0); Chico, 41’/1ºT (1-1)

AVAÍ: Felipe, Arlan, Dirceu, Gian e Pará (Leandrinho, 22’/2ºT); Bruno, Batista (Rafael Coelho, 13’/2ºT), Pedro Ken (Estrada, Intervalo), Cleverson e Robinho; William. Técnico: Toninho Cecílio.

PALMEIRAS: Marcos, Márcio Araújo, Henrique, Maurício Ramos (Thiago Heleno, 35’/2ºT) e Rivaldo; Chico, Marcos Assunção e Tinga (João Vitor, 19’/2ºT); Kleber, Luan e Fernandão (Gerley, 29’/1ºT) . Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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