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Archive for novembro \29\UTC 2011

Domingo é dia de por água no chope de Adriano

Palmeirense, o domingo marcará mais um Derby em nossas vidas – importante como qualquer Palmeiras x Corinthians, mas dessa vez ainda mais relevante, sabemos bem o porquê.

Nesses quase 95 anos de rivalidade, foram centenas de confrontos (as contagens variam, a nossa está em 338). E o Instituto Palestrino de Estatística fuçou um a um desses jogos para saber se já passamos por outra situação em que tivéssemos a chance de estragar a festa alvinegra. É raro, pois precisávamos de uma conjunção de três fatores:

- clássico nas rodadas finais do campeonato;

- Palmeiras (ou Palestra) já sem chance de título, algo a que os mais novos estão mais habituados, mas não costumava ser assim;

- vitória ou empate do Palmeiras (afinal, de vez em quando dá zebra e o Alviverde perde).

No fim, encontramos: houve uma única ocasião em que essas circunstâncias se uniram. E dizer que o resultado foi um presente de Natal para os palestrinos não é mera força de expressão: exatamente em 25 de dezembro de 1921, o Palestra impediu que o Corinthians conquistasse o tricampeonato estadual.

Já contamos a história desse jogo, que marca a única vez que o time jogou nessa data. Se você conhece a história, relembre. Se ainda não, aproveite e veja o que aconteceu na revanche que valia o vice paulista.

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Palmeiras 1 x 0 São Paulo

Sempre ele!

Um banho de redenção, pra lavar a alma mesmo, a 2ª vitória seguida depois de um longo e tenebroso inverno serviu, além de garantir vaga na Sulamericana 2012, para aliviar os irrequietos corações Palmeirenses e acender uma chama, um sentimento estranho que há muito não habitava entre nós, de superioridade. Vencemos nosso inimigo e temos a chance de, na derradeira batalha do ano, encher o chopp do arquirrival com água. E algo me diz que assim será.

A torcida estava lá, os jogadores não estavam com cara de velório e o jogo foi parelho, quem vendo esse panorama de ontem acreditaria se contássemos dos últimos 3 meses? o Palmeiras não foi superior o jogo todo, o que não se podia esperar afinal tratava-se de um clássico e o oponente precisava da vitória para ficar com o prêmio de consolação do BR11, a vaga en la Copa Libertadores da América 2012. A grande mídia bradava aos 4 cantos uma tal de  “inferioridade técnica” do time de Palestra Itália. No primeiro tempo no entanto o que se pode ver foi um jogo igual, de poucas chances e muito brigado. No intervalo Valdívia aproveitou para perguntar novamente para Rogério Ceni: “¿Por qué no te callas?”.

Na segunda metade do embate o Verdão voltou superior, sofreu um chutezinho ali do clube da Vila Sônia mas aos 10′ Marcos Assunção ofereceu à torcida presente uma rede balançando: 1×0 e aquela sensação de incredulidade só existia nos narradores e comentaristas, os Palmeirenses sabiam, não sei como, mas sabiam que venceríamos. Daí em diante o Palmeiras se deu ao luxo de desperdiçar várias oportunidades e sofrer algum sufoco, mas poderia ter saído do Pacaembu com um placar mais elástico. Ao fim, fica a oportunidade de chegar no Derby do próximo domingo encarando os rivais nos olhos e fazer o melhor para lhes tirar a taça do BR11.

NOTAS:

Deola – pegou uma bola difícil e catorze borboletas: 5
Cicinho –  atacou pouco mas foi bem na marcação: 7
Leandro Amaro –  grande partida, deu conta do recado: 7
Henrique – banco fez bem: 7
Gerley – ligado no jogo, um dos melhores em campo: 8
Márcio Araújo – cumpriu bem seu papel: 7
Marcos Assunção – 4 dos últimos 5 gols do time saíram de seus pés, essencial: 8
Patrick – vale mais por preencher corretamente o meio do que por executar algo: 6
Valdívia – grande partida, provocou e armou belas jogadas: 8
Luan – muito bem na ponta esquerda, voltou a atuar bem: 7
Ricardo Bueno – é… : 5

Chico – entrou para segurar o placar: 5
J. Vitor – entrou, entrou? 5
Fernandão – teve tudo para escrever de novo seu nome nos clássicos, mas vacilou: 5

Felipão: apesar de umas alterações estranhas foi bem em não deixar o time nervoso demais para o jogo: 7
Melhores momentos:

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 SÃO PAULO

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 27/11/2011, às 17h
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Herman Brumel Vani (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Renda/público: R$ 225.556,00 / 18.364 pagantes
Cartões amarelos: Ricardo Bueno, Marcos Assunção, Gerley (PAL); João Filipe, Denilson, Wellington, Luis Fabiano (SPO)
Cartões vermelhos: Rivaldo, 46′/2ºT (SPO)
GOLS: Marcos Assunção, 10′/2ºT (1-0)

PALMEIRAS: Deola, Cicinho (João Vitor, 31′/2ºT), Leandro Amaro, Henrique e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (Chico, 24′/2ºT) e Valdivia; Luan e Ricardo Bueno (Fernandão, 31′/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolar.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan (Willian, 21′/2ºT); Wellington, Denilson, Cícero (Marlos, 15′/2ºT) e Dagoberto (Rivaldo, 15′/2ºT); Fernandinho e Luis Fabiano. Técnico: Emerson Leão.

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Campeões!

Dia de festa

Uma campanha vitoriosa não é feita apenas por números (no caso, 32 jogos, 25 vitórias, 3 empates, 4 derrotas. Aproveitamento de 81%. 86 gols a favor, 26 contra, saldo de quase 2 por jogo), mas principalmente pelo talento - o talento dos jovens atletas do sub-17 palmeirense (e também do técnico Márcio Rodrigues), agora campeões paulistas da categoria pela primeira vez desde 1977. Parabéns!

Um ótimo resumo do jogo e da campanha, com a artilharia completa, pode ser encontrado no Portal PTD. No entanto, o IPE esteve presente, e tem seu relato e suas fotos. Vamos lá.

O jogo começou com o Palmeiras levemente superior, mas essa pequena diferença bastou para resultar no gol do lateral-esquerdo Lima, logo aos 8 minutos.

Lima parte pro abraço

O gol prematuro deu à equipe uma certa acomodação, talvez para evitar o desgaste do sol forte. No entanto, o crescimento do Santos na partida fez com que essa estratégia fosse abandonada. O time passou a correr muito, e teve lá suas chances, a maior delas com Bruno Sabiá cara a cara com o goleiro santista, que fechou bem a meta. No fim do primeiro tempo, o time praiano estava apenas um pouco melhor quando conseguiu um pênalti que Vinícius desviou para a trave. Pouco depois, o juiz encerrou a primeira etapa.

Vinícius vai voar

No segundo tempo, o Santos virou rapidamente a partida. E, por uns cinco minutos após o 2 a 1, parecia que a casa ia cair. O Palmeiras se assustou, e cada bola chutada pra longe era um alívio passageiro, pois poucos segundos depois o perigo rondava novamente a meta. Pouco a pouco, no entanto, o time se assentou. As mudanças trouxeram gás novo ao time (era nítido o quanto os jogadores correram), e a equipe passou a se aproveitar do desespero santista para encaixar contragolpes, que geralmente por falha nos passes ou aquela segurada a mais acabaram não sendo bem aproveitados. O Santos foi mais perigoso, perdendo uma chance à queima-roupa na pequena área defendida brilhantemente por Vinícius, mas pouco a pouco também foi caindo fisicamente.

No fim, o Santos buscava cruzamentos – parecia até o time profissional do Verdão. O juiz colaborou, acrescentando três minutos, depois mais um, e por fim, sem placa nenhuma, mais derradeiros 60 segundos que pareceram uma eternidade. O Santos teve sua última chance, em chute que passou rente à trave e manteve quietos os cerca de 600 presentes ao estádio, em nossa humilde estimativa. Foi só um susto, que levou Vinícius ao chão na hora que Douglas Perrone Katayama finalmente encerrou o jogo (cuja súmula está aqui) e o campeonato.

É campeão!

Depois do jogo, uma bonita festa, que contou com a presença do presidente Arnaldo Tirone (cuja falta de alegria, ainda bem, não foi contagiante) e pelo vice de futebol Roberto Frizzo. Em princípio, apenas os familiares puderam entrar no gramado. Mas depois a entrada da equipe de reportagem do blog foi liberada e pudemos conseguir estas fotos da celebração:

Hugo Ragelli, o artilheiro verde no campeonato, foi pra galera.

Frizzo e Tirone presentes na festa

Não faltou a chuva de papel prateado

A alegria incontida de Tirone

Ainda sobrou energia pra volta olímpica

A taça circulou bastante

E o futuro?

Sabemos que ganhar a taça não é tão importante quando formar talentos. Mas nos parece que mesmo nisso estaremos bem servidos.

- O time tem vários atletas promissores. Falar da dupla de Brunos (Sabiá e Dybal) já é quase chover no molhado, mas há outros: o goleiro Vinícius foi essencial, e o meia Matheus Carvalho hoje foi o melhor do time. A zaga formada por Luís Gustavo, Mendes e Gabriel deu conta do recado, mas essa é uma posição enjoada para jogadores jovens. Os alas Cesinha e Lima são fortes no apoio – não por acaso, o gol surgiu em cruzamento do primeiro para o segundo. Lucas Taylor é um atleta versátil, que foi de volante a atacante quando o artilheiro Hugo Ragelli se contundiu, e assim abriu espaço para o bom volante João Denoni.

- Mesmo assim, devagar com o andor: a molecada ainda tem muitos vícios próprios da idade, e isso ficou claro hoje. O principal é que eles ainda prendem muito a bola. Não vale a pena queimar etapas com a garotada.

- Esse time ainda deve passar por duas Copinhas, além de várias outras competições como a Copa Rio, também conquistada esse ano. Serão novas oportunidades para os atletas seguirem seu desenvolvimento.

Enfim, palmeirense: não pense que o sucesso de hoje será o sucesso de amanhã. É mais provável que os frutos dessa conquista venham daqui a alguns poucos anos, e que o torcedor palmeirense tenha calma no momento em que finalmente essa geração entrar em nossa nova Arena pelo time principal. O futuro será melhor.

O blogueiro fez questão de cumprimentar Bruno Sabiá

Por fim, os vídeos desse momento tão importante para a base verde.

Gols do jogo:

Melhores momentos e fim de jogo (preparado pelo Antena Verde):

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O momento é bom, dentro do possível: três partidas de invencibilidade, vindo de vitória, livre da queda e próximo da Copa Sul-Americana. O que resta, portanto, é melar o ano dos rivais, e a primeira oportunidade é neste domingo. O Choque-Rei reúne dois times que caíram muito no segundo turno. Se estamos mal, o lado de lá do muro não vai muito melhor.

Curiosidade: o pessoal gosta de falar mal do nosso ano e não se fala muito do rival. Até é justificável, pois ao menos eles não correram risco de cair, mas vejam como os dois times foram semelhantes em 2011:

- Paulista: líderes da primeira fase e eliminados na semifinal

- Copa do Brasil: eliminados nas quartas-de-final

- Sul-Americana: um pegou o vice-líder do Brasileiro e caiu no primeiro mata-mata, outro pegou um dos rebaixáveis e só sobreviveu a esse duelo

- Brasileiro: um virou o turno em terceiro, o outro em sexto, três pontos atrás. No segundo turno, um ficou nove e o outro dez jogos sem vencer.

A diferença é que a derrocada verde começou mais cedo, ainda no final do primeiro turno; a deles veio depois. E, claro, eles ainda podem ao menos ter uma vaga na Libertadores, e cabe apenas a nós impedir. 

Cenário para a Sul-Americana: o Palmeiras está quase lá, confira o que falta para fechar o assunto já neste fim de semana.

- Em caso de vitória, a vaga está garantida

- Em caso de empate, basta Bahia (pega Santos fora) ou Atlético-MG (pega Botafogo em casa) não vencerem.

- Em caso de derrota, basta Bahia ou Atlético-MG perderem

Horário e local: domingo (27/11), às 17:00, no Pacaembu (PPV).

Árbitro: será Luiz Flávio de Oliveira.  O maninho de Paulo César apitou os dois clássicos que vencemos no Brasileiro. Bom préssagio? No todo, foram 11 partidas dele, com 8 vitórias, um empate e duas derrotas. Eis o histórico dele, que apita seu primeiro Choque-Rei:

2011 – 2×1 Corinthians, 3×0 Santos (c),

2010 – 1×1 Santos (f, BR); 1×4 São Caetano (c)

2009 – 4×1 Santos (c, P); 1×0 Santo André (n, P)

Situação na tabela: o Palmeiras agora nos orgulha com sua 12ª posição. Já o São Paulo, que coisa, está apenas em sétimo.

Nesse momento, em 2010: o Palmeiras perderia para o Fluminense por 2 a 1 após o fiasco da Sul-Americana.

Pendurados: a última lista do ano tem seis nomes, que podem perder o Derby final: Thiago Heleno, Márcio Araújo, Valdivia, Henrique, João Vítor, Pedro Carmona. Henrique agora virou banco, mas era titular e curiosamente está pendurado desde o jogo contra o Vasco ainda no primeiro turno.

Desfalques: apenas Marcos.

Palpite IPE: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Thiago Heleno, Gerley; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik, Valdivia; Luan, Ricardo Bueno.

Destaques/São Paulo: duas vitórias põem o time na Libertadores – e a despedida é contra os reservas santistas. Assim, o time deve vir pra matar ou morrer, mas não terá os suspensos Xandão e Lucas. A escalação provável de Leão é Rogério Ceni; Piris, Bruno Uvini, Rhodolfo, Juan; Wellington, Casemiro, Cícero; Dagoberto, Luís Fabiano, Fernandinho

Ex-palmeirenses no São Paulo: há apenas um, mas que jogador!

Previsão IPE: vai ter discussão, briga, expulsão e pênalti perdido. Só não vai ter gol.

Último confronto: o Palmeiras desperdiçou uma boa chance de quebrar o tabu no Morumbi ao empatar por 1 a 1 (Henrique; Dagoberto)

Última vitória no local do jogo: o penúltimo jogo no Pacaembu teve vitória palmeirense por 2 a 1 pelo Brasileiro de 2005 (Daniel, Juninho Paulista; Richarlyson)

Última derrota no local do jogo: o último jogo no Pacaembu teve vitória tricolor por 2 a 0 pelo Brasileiro de 2010 (Lucas, Fernandão)

Histórico: o São Paulo leva vantagem no confronto, cuja primeira partida data de 1936. Mas em Campeonatos Brasileiros a vantagem é nossa, fruto de um tabu que durou 27 anos (entre 1973 e 2000)

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
285 93 93 99 371 382   53 17  26  10  66  56

O IPE se lembra: em 2006 o Palmeiras também fazia campanha fraca. Três dias antes do clássico, Tite caíra após derrota para o lanterna Santa Cruz e discussão com Palaia. Marcelo Villar assumiu a equipe provisoriamente, e o time acabou reagindo inicialmente bem: em Prudente, vencemos de virada por 3 a 1, com gols de Nen, Paulo Baier e Marcinho. O resultado contra o líder foi essencial para dar alguma folga pra equipe, que continuaria caindo na tabela, mas não de divisão.

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Amanhã, a batalha final

Palmeirense, amanhã é dia de levantar cedo e ir para Caieiras – ou então ligar a TV na Rede Vida. O que vale é a sua torcida para o time sub-17, que tem a chance de conquistar amanhã um inédito título paulista, que virá até mesmo com derrota por um gol.

Não fique pensando “pô, mas é só isso que temos pra celebrar?”. Afinal, isso não é culpa da garotada, que já levantou esse ano a Copa Rio e agora pode completar um excelente ano de triunfos e revelações.

Vamos acompanhar Vinicius, Lima, João Denoni, Bruno Sabiá, Matheus Carvalho, Bruno Dybal, Hugo Ragelli e companhia. Quem sabe estejamos testemunhando o surgimento de nossos futuros astros.

Enquanto aguardamos o confronto de amanhã, às 10:00, fique com os gols da primeira partida da final, Santos 1 x 2 Palmeiras.

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Santos 1 x 3 Palmeiras (BR-2009): a última vitória que Sálvio apitou

O árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho decidiu encerrar sua carreira ao fim deste ano, alegando ter cumprido seus objetivos (ele apitou a final da Copa América 2011), especialmente agora que iria perder seu escudo Fifa, ficando limitado a jogos nacionais. Ele ainda pode apitar as rodadas finais do Brasileiro, e não seria surpreendente que pegasse um dos clássicos que o Alviverde ainda tem.

Árbitro de carreira longeva, apitou 41 jogos do Palmeiras ao longo dos últimos 15 anos, desde os tempos em que ainda tínhamos craques como Rivaldo na equipe. Por ser paulista, a maioria das partidas do Alviverde que apitou valeram pelo Estadual; as demais em geral foram clássicos pelo Brasileirão ou Libertadores.

Ele tinha fama de “‘rei dos empates”, particularmente em clássicos; de fato – todos nossos cinco jogos que ele apitou em 2007 e 2008 terminaram em igualdades – mas no geral sua média não foi exagerada. Eis um resumo do histórico de Sálvio à frente de jogos do Verdão. Convenhamos, em termos de resultado, essa aposentadoria não é mau negócio…

Total de partidas: 41, com 20 vitórias, 12 empates e 9 derrotas; 73 gols pró e 54 contra

Primeira partida: Palmeiras 4 x 1 Juventus (Paulista-1996); esse jogo ficou “famoso” por ser o do único gol do italiano Marco Osio

Última partida: Ponte Preta 2 x 1 Palmeiras (Paulista-2011)

Clássicos apitados: 1 Derby (1D em 2006), 8 Choques-Rei (1V/3E/4D), 6 Palmeiras x Santos (2V/2E/2D)

Jogos eliminatórios (do mais antigo ao mais novo):

  • Palmeiras 2 x 1 Santos, 2ª partida da semifinal do Paulista de 1999
  • Vasco 1 x 2 Palmeiras, 1ª partida da final do Rio-São Paulo de 2000
  • Palmeiras 2 x 3 São Paulo, 2ª partida das quartas-de-final da Copa do Brasil de 2000
  • Palmeiras 2 x 2 São Paulo, 2ª partida das semifinal do Supercampeonato Paulista de 2002
  • São Caetano 0 x 2 Palmeiras, quartas-de-final do Paulista de 2003
  • Portuguesa Santista 1 x 2 Palmeiras, quartas-de-final do Paulista de 2004
  • Palmeiras 4 x 4 Santo André, 2ª partida das quartas-de-final da Copa do Brasil de 2004
  • Palmeiras 0 x 1 e 0 x 2 São Paulo, ida e volta das oitavas-de-final da Libertadores de 2005
  • Palmeiras 1 x 2 Santos, 2ª partida da semifinal do Paulista de 2009

Trilou o apito final

Não dá pra creditar os maus resultados em clássicos exclusivamente ao cidadão acima, mas é bom saber que nos próximos sorteios ele não estará incluído. E você, o que acha a respeito da aposentadoria do “Rei dos empates” ? deixe sua opinião nos comentários!

 

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Entre os 10 que mais atuaram

Nesta quarta, o ex-goleiro Valdir Joaquim de Moraes completa 80 anos. Revelado pelo Renner, extinto clube de sua cidade natal, o porto-alegrense vestiu por onze anos a camisa do alvirrubro, pelo qual conquistou o Estadual de 1954, grande glória da equipe.

Sua agilidade e elasticidade compensavam os 1,75m de altura, mas não era só – ele também era excelente nas saídas de gol e na reposição de bola. Esses atributos chamaram a atenção do Palmeiras, que o contratou em 1958. Valdir estreou num amistoso em Itu (7×1 Ituano, 28/9/58), mas sua primeira partida oficial foi logo num dérbi, e não um dérbi qualquer: a vitória por 2 a 1 (5/11/58) encerrou um jejum de vitórias pelo Campeonato Paulista que durava desde 1951 (vale dizer que o Verdão obteve 4 vitórias por outros torneios nesse meio-tempo).

Pouco depois, Valdir obteria em definitivo o posto de titular da equipe, que ostentou durante uma década. Foram 482 jogos (290V/97E/95), que conferem a ele o posto de 10º jogador que mais atuou pelo clube. Os títulos conquistados com a Academia foram muitos: um Robertão, duas Taças Brasil, um Rio-São Paulo e três Paulistas.

Sua despedida dos gramados se deu em Montevidéu, na final da Libertadores de 1968 (0×2 Estudiantes, 16/5). Ele continuaria no clube, então como preparador de goleiros – após sua saída da meta, Maidana, Chicão e Perez se revezaram, até o jovem Leão assumir a camisa 1 no ano seguinte. Também ocupou, geralmente de modo interino, o cargo de treinador do clube em cinco ocasiões entre 1973 e 1980 (28J, 11V/8E/9D). Esteve no clube também no período mais prolífico dos anos 90; saiu no fim da década passada, mas voltou em 2008 e desde então ocupa o cargo de auxiliar técnico.

Poucos profissionais podem dizer que tiveram uma trajetória em um clube que, entre idas e vindas, já dura mais de cinquenta anos. Valdir de Moraes certamente é uma das pessoas que mais profundamente conhece o Palmeiras, e deixamos aqui nossa homenagem a ele.

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