Nesta quarta, o ex-goleiro Valdir Joaquim de Moraes completa 80 anos. Revelado pelo Renner, extinto clube de sua cidade natal, o porto-alegrense vestiu por onze anos a camisa do alvirrubro, pelo qual conquistou o Estadual de 1954, grande glória da equipe.
Sua agilidade e elasticidade compensavam os 1,75m de altura, mas não era só – ele também era excelente nas saídas de gol e na reposição de bola. Esses atributos chamaram a atenção do Palmeiras, que o contratou em 1958. Valdir estreou num amistoso em Itu (7×1 Ituano, 28/9/58), mas sua primeira partida oficial foi logo num dérbi, e não um dérbi qualquer: a vitória por 2 a 1 (5/11/58) encerrou um jejum de vitórias pelo Campeonato Paulista que durava desde 1951 (vale dizer que o Verdão obteve 4 vitórias por outros torneios nesse meio-tempo).
Pouco depois, Valdir obteria em definitivo o posto de titular da equipe, que ostentou durante uma década. Foram 482 jogos (290V/97E/95), que conferem a ele o posto de 10º jogador que mais atuou pelo clube. Os títulos conquistados com a Academia foram muitos: um Robertão, duas Taças Brasil, um Rio-São Paulo e três Paulistas.
Sua despedida dos gramados se deu em Montevidéu, na final da Libertadores de 1968 (0×2 Estudiantes, 16/5). Ele continuaria no clube, então como preparador de goleiros – após sua saída da meta, Maidana, Chicão e Perez se revezaram, até o jovem Leão assumir a camisa 1 no ano seguinte. Também ocupou, geralmente de modo interino, o cargo de treinador do clube em cinco ocasiões entre 1973 e 1980 (28J, 11V/8E/9D). Esteve no clube também no período mais prolífico dos anos 90; saiu no fim da década passada, mas voltou em 2008 e desde então ocupa o cargo de auxiliar técnico.
Poucos profissionais podem dizer que tiveram uma trajetória em um clube que, entre idas e vindas, já dura mais de cinquenta anos. Valdir de Moraes certamente é uma das pessoas que mais profundamente conhece o Palmeiras, e deixamos aqui nossa homenagem a ele.


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