Completaria hoje o octogésimo aniversário, caso estivesse vivo, um dos maiores zagueiros da história do Palmeiras. Depois de uma temporada no extingo Ypiranga, Valdemar dos Santos Figueira se transferiu para a Sociedade Esportiva Palmeiras, para ficar. Jogou com a camisa do Verdão de 1954 a 1966, alcançando assim a honraria de ser o 5º na lista dos que mais vestiram o glorioso manto alviverde, com a incrível marca de 584 jogos, sendo 333V/116E/135D.
Nesse universo de jogos ele foi às redes apenas 9 vezes, mas uma delas em especial rendeu o apelido que carregou até o fim da vida. O comentarista Mário Moraes afirmou após um golaço do zagueiro, no Pacaembu, que tinha sido um chute ‘mais forte que um tiro de carabina’.
Valdemar participou ainda de 2 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, um deles o dia histórico em que o Palmeiras foi Brasil no Mineirão (07/09/1965). Depois de se aposentar como jogador ele ainda teve algumas participações como treinador, inclusive do Palmeiras, na temporada de 1987, era ele o comandante quando Zetti ficou 1000 minutos sem sofrer gols, depois de alguns tropeços (típico dos anos 80), foi substituído por Rubens Minelli. Carabina foi ainda treinador do Atlético-PR e do Comercial de Ribeirão Preto.
O ex-jogador e ex-treinador faleceu em 21 de agosto de 2010, aos 78 anos. Com a camisa do Palmeiras ele foi tricampeão do Paulistão (1959/63/66), Campeão Brasileiro (Taça Brasil) de 1960 e do Rio-SP de 1965. Estreou em uma vitória sobre o Santos (4×3 - Rio-São Paulo, 27/5/54, Pacaembu) e fez sua última participação em vitória contra o Bragantino (0 x 2 Palmeiras, Paulistão, 21/8/66, Marcelo Stéfani). Valdemar ficou ainda conhecido como um dos ‘melhores marcadores de Pelé’.
Fica o nosso agradecimento e lembrança ao grande zagueiro que ajudou a contruir a história vitoriosa do Verdão. Obrigado Valdemar Carabina!


