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Archive for fevereiro \29\UTC 2012

Quantos outros times foram campeões em pleno 29/2? Crédito: memoriaalvivede.hd1.com.br

Vinte e nove de fevereiro é um dia peculiar no calendário. É o dia de reclamar de trabalhar um dia a mais no ano (ou de descansar, caso caia no fim de semana). É o dia de ver reportagens sempre iguais sobre as pessoas que chegam aos 40 anos “mas só estão completando 10″. E, de vez em quando, é dia de ver o Palmeiras em campo.

Esse será o 25º ano bissexto de nossa história, e faremos o sexto jogo nesta data. Nos cinco jogos até agora, o retrospecto é positivo: estamos invictos, com 4 vitórias e um empate. E, por mais incrível que pareça, até um troféu levantamos. Confira os anos em que jogamos nessa data tão diferente:

2004 – Palmeiras 2 x 1 Oeste (Paulista), gols de Pedrinho e Vágner Love no Palestra Itália

1984 – Palmeiras 2 x 2 Operário-MS (Brasileiro), gols de Cléo e Reinaldo Xavier no Morumbi

1972 – Portuguesa 1 x 3 Palmeiras (Laudo Natel), gols de Leivinha, Ademir da Guia e Fedato no Pacaembu. Com o resultado, o Palmeiras conquistou esse curto torneio, do qual participaram todos os times grandes. O Corinthians foi eliminado pelo Comercial, o Santos pelo Marília e o São Paulo por nós mesmos, por pênaltis na semifinal após o jogo terminar 0 a 0. Antes de São Paulo e Lusa, o Palmeiras havia batido a Ferroviária por 1 a 0 no Palestra.

1964 – Nacional (URU) 0 x 3 Palmeiras (Amistoso), gols de Tupãzinho e Alencar (2) no Centenário

1948 – Bahia 1 x 4 Palmeiras (Taça dos Campeões São Paulo-Bahia), gols de Lula, Lima, Bóvio e Canhotinho no Estádio da Graça. O Palmeiras levantaria também essa taça, mas este foi o jogo de ida.

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Passada metade da primeira fase, deu para perceber que o Palmeiras se classificará sem grandes sustos. Mas, após dois empates seguidos, é hora de retomar o caminho das vitórias contra uma equipe que vem em ascensão, e também estaria no mata-mata se o turno acabasse agora.

Da última vez que o Verdão empatou duas em seguida, engatou uma sequência de cinco vitórias consecutivas. Coincidências acontecem? Veremos a partir desta exótica quarta-feira, 29 de fevereiro, em Lins. Vamos às informações:

Horário e local: quarta-feira, 29/2, às 22h, no Estádio Gilberto Siqueira Lopes (Globo/Band)

Árbitro: será Fabio de Jesus Volpato Mendes, mais um estreante na série A1. Teve como auge da carreira até aqui a arbitragem na final da Copa São Paulo de Juniores de 2009.

Situação na tabela: o Palmeiras está em terceiro com 22 pontos, quatro atrás do líder; o Elefante da Noroeste, em oitavo, tem quinze.

Desfalques: Marcos Assunção, suspenso, além de Luan e Fernandão, contundidos. Valdivia é dúvida, mas deve ficar de fora.

Pendurados: Leandro Amaro, Maikon Leite. Próxima partida: São Caetano (c).

Previsão IPE: Deola; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro, Juninho; Márcio Araújo, João Vítor, Patrik e Daniel Carvalho; Maikon Leite, Barcos.

Destaques/Linense: o time de Pintado vem em ascensão, tendo obtido sete dos últimos nove pontos. No entanto, vale destacar que os três jogos que perdeu foram exatamente os três que fez contra equipes da Série A (Corinthians, daquele jeito que todos vimos, Ponte Preta e Santos). Desta vez, porém, o time jogará em casa, e, sem o atacante João Henrique, suspenso, deve ir a campo com Douglas; Marcelo, Anderson Luis, Pablo, Alexandre Silva; Ademir Sopa, Makelelê, Neto, Lenílson; Rhayner, Wellington

Ex-palmeirenses no Linense: o perigo atende por Leandro dos Santos de Jesus, o popular Makelelê, que já guardou três neste campeonato.

Palpite IPE: para alegrar a torcida que não vê o time jogar em Lins há décadas, o Palmeiras vence por 2 a 1 (Barcos, Henrique)

Último confronto: no ano passado, foi uma tranquila vitória por 3 a 0 em Barueri (Patrik 2, Kléber)

Última vitória no local do jogo: na última vez que Lins hospedou esse confronto, em amistoso no fim de 1965, o Palmeiras triunfou por 2 a 0 (Tupãzinho, Rinaldo)

Última derrota no local do jogo: no Paulista de 1954 (mas em fevereiro de 1955), o Palmeiras foi surpreendido com um elástico 3 a 0 (Alemão, Américo, Alfredinho), derrubando uma série de 25 jogos consecutivos fazendo gols. Mas cabe dizer que era a última rodada, e na partida anterior o arquirrival havia garantido o título do IV Centenário ao empatarmos na famosa partida em que jogamos de azul. Mesmo com os dois tropeços, o Palmeiras ainda foi o vice.

Histórico: são 12 confrontos e ampla vantagem verde. As 2 vitórias alvirrubras aconteceram em sua casa, onde jogamos cinco vezes e levamos as outras três. Nossa média de gols é superior a 3 por jogo.

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
12 9 1 2 37 12 9 7 0 2 29 12

O IPE não se lembra: o primeiro confronto da história ocorreu em Lins, há quase 63 anos, e o Palmeiras encantou a cidade com uma goleada por 6 a 0.

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O argentino começou bem

Metade da primeira fase já foi concluída, com dois clássicos já disputados. Hora de ver quem subiu e quem desceu na balança do Troféu IPE.

De cara, uma boa notícia: os dois primeiros colocados são jogadores recém-chegados (na verdade, quatro dos cinco primeiros, mas um deles já tinha aparecido no ranking anterior). Seria um indício que finalmente o Palmeiras encontrou reforços dignos para esta temporada? Ou então estamos sendo bondosos com os novatos?

O novo líder é o jogador que parece ter caído nas graças da torcida antes mesmo do belo gol de ontem. Barcos chegou com a moral de quem tinha que apagar os Ricardos Buenos, Tadeus e Dineis que passaram por aqui, e pelo menos até agora o fez com competência. Já Arthur teve estrela em seus jogos iniciais, e pode ser uma sombra para Cicinho – que parece ter sentido a concorrência e, mesmo sendo uma boa opção ofensiva, é a maior decepção até aqui.

O terceiro colocado era o líder na parcial anterior, mas ainda segue bem: Daniel Carvalho é claramente um jogador útil, e é de se lamentar que não consiga aguentar os 90 minutos.

Eis as colocações atuais, com as evoluções e involuções em relação à parcial anterior. Lembramos que apenas jogadores que atuarem em 40% das partidas serão elegíveis, e que clássicos e mata-matas têm peso dobrado. Com 100% de participação até aqui, Márcio Araújo e Marcos Assunção já têm presença confirmada mesmo que não atuem mais e o Verdão chegue à final.

Jogador Média Pos. anterior
1 Barcos 6,08 -
2 Artur 5,88 -
3 Daniel Carvalho 5,73 1
4 Adalberto Román* 5,50 -
5 Valdivia 5,50 7
6 Maikon Leite 5,41 5
7 Bruno* 5,25 4
8 Fernandão 5,25 9
9 Henrique 5,18 8
10 Juninho 5,18 3
11 Márcio Araújo 5,04 12
12 Marcos Assunção 5,00 2
13 Chico* 5,00 -
14 João Vítor 4,89 6
15 Leandro Amaro 4,73 11
16 Pedro Carmona* 4,50 14
17 Luan 4,42 15
18 Ricardo Bueno 4,40 16
19 Cicinho 4,25 13
20 Patrik 4,25 17
21 Deola 4,10 10
22 Tinga* 4,00 18
23 Gerley* 3,50 -
24 Maurício Ramos* 2,00 -

*não têm o mínimo de partidas

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El Pirata é matador!

Um empate com gosto amargo, apesar do belo jogo que foi o Choque-rei de hoje, o Palmeiras por 3 vezes esteve a frente no placar, mas o inimigo conseguiu buscar o empate, no fim das contas ficou de bom tamanho, manteve-se a mística de Presidente Prudente, atingiu-se a meta de 11 pontos a cada 5 jogos e de quebra Hernán Barcos conferiu não uma mas DUAS vezes e já ganhou o posto de titular, matador indiscutível.

O Palmeiras começou o jogo indo pra cima apesar da escalação de João Vitor no lugar de Patrik sugerir que talvez o time jogasse no contra ataque, o próprio JV sofreu falta quase na risca da grande área e Daniel Carvalho conferiu aos 5′ em uma belíssima cobrança, com o placar favorável o São Paulo se atirou para o ataque, sem produzir grande coisa e o Verdão retraiu de leve e tentou aproveitar os contra-ataques, porém aos 30′ a zaga alviverde teve uma pane e Cícero empatou em bola cruzada rasteira no meio de TODOS os defensores de Palestra Itália… aos 37′ Hernán Barcos fez uma verdadeira faxina na cozinha são paulina e fuzilou Dênis, 2×1 e a emoção a mil. Daniel Carvalho vinha sendo o melhor em campo mas o calor (e por quê não o pesinho a mais) cobraram caro e o jogador passou mal, chegando a ser atendido pelos médicos palmeirenses.

Na volta do intervalo o inimigo voltou mais ligado e Cicinho mais vaidoso, o lateral já vinha fazendo jogadas de efeito, com toques de letra e calcanhares, quando levou um chapéu de Cortês resolveu meter a mão no gogó do lateral, mas dentro da área não pode, é penalidade máxima… Willian José cobrou forte, no alto e Deola não saiu nem na foto, tudo igual de novo. Mas quem navega no ataque do Verdão é El Pirata, Barcos guardou mais um depois de boa assistência de Juninho, era hora de segurar e vencer, mas o Sobrenatural de Almeida já tinha feito seu serviço lá nas bandas do RJ e voltou os olhos para Presidente Prudente, Fernandinho que estava infernizando os apáticos e atrapalhados Marcos Assunção e Cicinho, clareou o tempo e fuzilou de fora da área, Deola aceitou e o embate estava em empate (!!) novamente. No finzinho o Palmeias levou um sufoco e o empate ficou de bom tamanho, mas dava para ter segurado a vitória, hoje vai pra conta do “Seo” Cicinho…

Vamos às notas:

Deola – não é má vontade, mas o cara não tem aquele algo a mais para ser titular, parecia assustado – 3
Cicinho – como já dito acima, os 2 pontos perdidos são praticamente sua culpa – 2
Henrique – alguns sustos e estava totalmente perdido no primeiro gol do inimigo – 4
Leandro Amaro – alguma segurança mas muitos bicões para frente – 4
Juninho – no 1ºT marcou Lucas muito bem, no segundo nem tanto, fez a assistência do 3º gol – 5
Márcio Araújo – marcou bem, desarmou bem, até se arriscou em algumas subidas, boa atuação – 6
Marcos Assunção – errou absolutamente tudo, foi desleal em um carrinho lateral e parecia com preguiça – 2
João Vitor – participou bem do ataque, sofreu a falta do 1º gol e depois cansou – 5
Daniel Carvalho – é o articulador, passa bem, chuta bem, meteu gol de falta, pena que não aguenta mais que 45 min – 6
Maikon Leite – tivesse dado umas 2 bolas para o Barcos, a história seria outra, fez uma boa assistência e errou o resto – 5
Barcos – falar o que do artilheiro? finalizou 3 e guardou 2, tá ótimo, apesar de não produzir muito fora da área – 7

Patrik – nada produziu – 3
Chico – nulo – fica sem nota
Ricardo Bueno – nem pegou na bola direito – sem nota

Felipão – só você não viu que o Cicinho era o ‘ouro’, mal nas substituições e pilhou demais o árbitro – 3

Melhores momentos:

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 3 X 3 SÃO PAULO

Estádio: Eduardo José Farah, o Prudentão, Presidente Prudente (SP)
Data/hora: 26/2/2012 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Herman Brumel Vani (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Renda/público: R$ 556.265,00/ 19.161 Pagantes
Cartões amarelos: Marcos Assunção, Henrique (PAL); Paulo Miranda e Rodrigo Caio (SAO)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Daniel Carvalho, 5′/1ºT (1-0); Cícero, 30′/1ºT (1-1); Barcos, 37′/1ºT (2-1); Willian José, 9′/1ºT (2-2); Barcos, 26′/2ºT (3-2); Fernandinho, 30′/2ºT (3-3)

PALMEIRAS: Deola, Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor (Chico, 42′/2ºT) e Daniel Carvalho (Patrik, 23′/2ºT); Maikon Leite (Ricardo Bueno, 45′/2ºT) e Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SÃO PAULO: Denis, Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro (Rodrigo Caio, 15′/2ºT), Cícero e Jadson (Fernandinho, Intervalo); Lucas e Willian José. Técnico: Emerson Leão.

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Nunca esqueceremos 'daquele' gol...

A cada 5 jogos, 11 pontos. Essa é a meta imposta pelo chefe Felipão, amanhã o Palmeiras entra em campo pela 10ª rodada do Paulistão 2012 para o Choque-rei e para conseguir manter tudo dentro dos conformes na tabela, bastando um empate para manter a pontuação dentro da meta. O momento é bom apesar do péssimo jogo contra o Oeste, vamos nos apegar à idéia de que os jogadores simplesmente não levaram o time de Itápolis tão a sério quanto deveriam e que vão jogar melhor contra o vizinho de muro. É hora de botar a mística de Presidente Prudente pra funcionar e vencer o clássico, confira os detalhes:

Horário e local: domingo (26/2), às 16:00, no Eduardo José Farah – o Prudentão (Band e Globo p/algumas partes do país).

Árbitro: será Wilson Luiz Seneme; o histórico não é tão bom, mas o juiz é um dos ‘menos ruins’: em 28 jogos do Verdão, 11V/6E/11D. Contra o São Paulo, foram quatro jogos (1V, a que está citada logo mais, e 3D). Apitou o empate no Derby final de 2011. Histórico recente:

2011 – 0×0 Corinthians (n, BR)

2010 – 1×1 Botafogo-RP (f); 0×1 Corinthians (n, P)

2009 – 1×2 Santos (f, semi P); 0×1 São Paulo (f, P), 3×2 Ponte Preta(f)

Situação na tabela: com 21 pontos, o Palmeiras é o terceiro;  Já o São Paulo com 18, é o 5º.

Desfalques: Valdivia, ainda sem ritmo e preparo físico, se é que vai adquiri-los algum dia novamente.

Pendurados: Leandro Amaro, Maikon Leite, Marcos Assunção. Próxima partida: Linense (f)

Palpite IPE: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique, Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor, Daniel Carvalho; Maikon Leite, Barcos.

Destaques/São Paulo: após imbróglio com a CBF, o meia Lucas foi liberado e irá para o jogo, William José é o artilheiro do time e terá a missão de vazar a meta Palestrina.

Ex-palmeirenses no São Paulo: Paulo Miranda

Previsão IPE: o time volta a jogar bem e vence por 2×1.

Último confronto: pela penúltima rodada do BR-11 o Palmeiras venceu por 1×0, gol de Marcos Assunção.

Última vitória no local do jogo: foi no Brasileirão 2006, 3 pontos que fizeram diferença na luta contra o rebaixamento. 3×1 gols de Nen, Baier e Marcinho pelo Verdão; Souza descontou. O árbitro daquele jogo? Seneme.

Última derrota no local do jogo: não há – o Palmeiras nunca perdeu do São Paulo jogando em Presidente Prudente – o outro jogo lá foi uma vitória por 3 a 2 pelo Paulista de 1996

Histórico: o São Paulo leva vantagem no confronto, cuja primeira partida data de 1936.

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
286 94 93 99 372 382 152 46 43 63 189 226

O IPE se lembra: O campeonato Paulista de 2008 foi uma espécie de estranho no ninho, além da conquista daquele título, depois de avançar nas semis contra o próprio São Paulo, a campanha teve grandes momentos, em um deles o Palmeiras goleou o adversário de amanhã por 4×1, com 3 penaltis – todos existentes diga-se, o jogo foi em Ribeirão Preto e serviu para erguer ainda mais o moral da equipe.

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Palmeiras 1 x 1 Oeste

Em um jogo que tinha tudo para ser tranquilo, o Palmeiras acabou deixando escapar 2 pontos e a chance de chegar no choque-rei em condição privilegiada. O empate, além de custar a liderança, custou também a segunda colocação no certame.

Em jogo que começou bastante movimentado, a grande surpresa no início da partida foi a escalação de Bruno no lugar de Deola, e a estreia de Roman com o manto verde. O Palmeiras trocava passes com certa facilidade e chegava bem a frente. Já o Oeste apostava na velocidade dos contra ataques e explorava com Roger as costas de Cicinho.

A partida seguiu nesta toada até que aos 11 minutos veio o lance que complicou a vida do time palestrino. Marcos Assunção perdeu bola fácil no meio, o Oeste avançou até a entrada da área, e Márcio Araújo usou o braço e o resto todo para atropelar o jogador adversário. Penalti primário, de jogador afobado, que o árbitro estreante não tem dúvida: Oeste 1×0.

Com a vantagem no placar, a proposta de jogo do Oeste ficou ainda mais nítida. O time de Itápolis se fechava bem na defesa e saia em velocidade ao ataque. Ao Palmeiras restava tentar lançamentos longos ou bolas esticadas nas pontas, mas apesar da boa movimentação de Daniel Carvalho e Cicinho, as jogadas não saiam.

Somente aos 41 veio o empate. Barcos dominou uma das poucas bolas que recebeu em condição no primeiro tempo, clareou e chutou. O goleiro deu rebote e Maikon Leite apareceu em velocidade para completar – 1×1 ainda no primeiro tempo e esperança de um novo jogo na etapa final.

Não foi isso que aconteceu. A equipe voltou apática, errando muitos passes e sem a capacidade de fugir da forte marcação do Oeste. A saída foi passar a apostar nas jogadas de bola parada, mas Assunção não estava em uma noite feliz.

As entradas de João Vitor, Artur e Vinícius pouco mudaram o panorama da partida, e o placar de igualdade se manteve até o fim. Vamos às notas do jogo:

- Bruno: pouco exigido, não passou sustos – 5

- Cicinho: o jogador mais acionado enquanto esteve campo, mas sem efetividade – 4

- Roman: acertou uma botinada feia, mas no geral mostrou tranquilidade, não comprometeu e quase deixou o dele – 5,5

- L. Amaro: alterna bons e péssimos momentos – 4

- Juninho: muito tímido e errando passes fáceis – 3,5

- M. Araújo: penalti infantil – 2

- Assunção: deu início à jogada que resultou no gol do Oeste e estava com o pé descalibrado – 3

- Patrik: nulo – 3

- D. Carvalho: tentou, tentou e cansou – 5

- Maikon Leite: gol de oportunismo e um festival de velocidade sem objetividade – 6

- Barcos: em uma das poucas bolas que chegou criou o lance de empate – 5

- João Vitor: manteve o desempenho do Patrik – 3

- Artur: alguém achava mesmo que o cara ia continuar metendo gol todo jogo? – 4

- Vinícius: pegou na bola uma vez só. Ainda bem – S/N

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 x 1 OESTE

Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/02/2012 – 19h30
Arbitro: Marcelo Prieto Alfieri (SP)
Assistentes: David Botelho Barbosa (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)
RENDA/PÚBLICO: R$ 287.640,00/ 9.478 pagantes
CARTÃO AMARELO: Román, Marcos Assunção (PAL); Dionísio, Paulo Vítor e Wanderson (OES)
CARTÕES VERMELHOS:  -
GOLS: Mazinho, 11′ 1º/T (0-1); Maikon Leite, 41′ 1ºT (1-1)

PALMEIRAS: Bruno, Cicinho (Artur, 27′/2°T) Leandro Amaro, Román e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor, 14′/2°T) e Daniel Carvalho (Vinícius, 30′/2°T); Maikon Leite e Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

OESTE: Zé Carlos, Paulo Vitor, Fabrício (Wanderson, Intervalo), Éder Lima e Fernandinho; Adriano, Dionísio, Serginho e Mazinho (Leandro Mello, 32′/2°T) ; Marcinho e Roger (Assizinho, 20′/2°T) . Técnico: Roberto Cavalo.

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Rodada de pós-Carnaval quase sempre tem um gosto meio de ressaca, ainda mais depois de um ano que quebrou tudo. Mas o Palmeiras trabalhou forte em meio aos festejos, e está preparado para os duelos da semana, que começam contra o time de Itápolis e desembocam no Choque-Rei em Prudente. Vamos às informações do primeiro destes desafios:

Horário e local: quinta (23/2), às 19:30, no Paulo Machado de Carvalho (PPV).

Árbitro: será o estreante em jogos do Palmeiras Marcelo Prieto Alfieri; ele está debutando na Série A1 este ano, e já tem a oportunidade de comandar um jogo de time grande

Situação na tabela: com 20 pontos, o Palmeiras não vê ninguém à sua frente.. Já o Oeste, com sete, está em 15º.

Desfalques: Henrique, suspenso; Valdivia, contundido. Felipão talvez poupe algum dos pendurados, mas não é a tendência.

Pendurados: Leandro Amaro, Maikon Leite. Próxima partida: São Paulo (n)

Palpite IPE: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Maurício Ramos, Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik, Daniel Carvalho; Maikon Leite, Barcos.

Destaques/Oeste: o mau início ficou para trás; após Roberto Cavalo assumir, o time reagiu e somou quatro pontos nos últimos dois jogos, incluindo um bom empate contra a Ponte em Campinas. O time, que não contará com os emprestados pelo Palmeiras e nem com o atacante Val Baiano, que rescindiu, pode ter Zé Carlos; Adriano Alves, Éder Lima e Fabrício; Paulo Vítor, Dionísio, Wanderson, Mazinho, Fernandinho; Marcinho Beija-Flor, Serginho.

Ex-palmeirenses no Oeste: são o artilheiro (lá) Tadeu, o zagueiro Gualberto. O zagueiro Cris é cria nossa, mas não jogou no profissional.

Curiosidade: o volante reserva Batista é o mesmo que fez o último gol sofrido por Marcos, no empate de 1 a 1 com o Avaí ano passado.

Previsão IPE: mesmo com a cabeça no clássico, o Palmeiras abre 2 a 0 (Barcos e Daniel Carvalho), sofrendo um no finzinho.

Último confronto: na terceira rodada do Paulistão de 2011, o Palmeiras venceu fora com um gol tardio, o primeiro de Patrik pelo clube.

Última vitória no local do jogo: na verdade, é também a única. Em 2004, 2 a 1 no Palestra (Pedrinho, Vágner Love; Márcio Richard)

Última derrota no local do jogo: não há – mas também, foram somente dois jogos na capital (o outro está descrito logo abaixo).

Histórico: são apenas cinco jogos, com uma derrota em amistoso e empates ou vitórias nos que valeram pontos, todos pelo Paulistão:

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
5 2 2 1 5 4 4 2 2 0 4 2

O IPE se lembra: na penúltima rodada do Paulistão de 2010, o Verdão já estava fora da disputa. Arrastando-se com Ivo, João Arthur e Eduardo (alguém ainda lembra dele?), o jogo ficou no zero mesmo. Gualberto jogou por nós e hoje está lá; Ricardo Bueno, por sua vez, fez o caminho inverso.

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A peça que falta

Pela primeira vez em bastante tempo, o Palmeiras tem um plantel numeroso. Podemos discutir a qualidade técnica de várias dessas opções, mas ao menos é possível variar taticamente a equipe, buscando opções distintas de jogo. E se no fim o que resolver forem as cobranças de falta de Assunção, qual o problema? Azar de quem não tem esse recurso.

A peça que falta para o grupo é Wesley. Não que ele seja um craque indiscutível, e nem virá por um preço baixo (se é que vai vir mesmo, mas nos parece que não tem como dar chabu), mas é sem dúvida um bom jogador, atleta que contribui para o grupo e que daria velocidade ao meio-de-campo verde, algo que nos falta hoje.

Esqueçamos as constantes lesões de Valdivia e a cirurgia de Luan, e façamos de conta que Felipão tenha à disposição todos os jogadores do grupo. Nesse caso, este redator escalaria a equipe com Deola (que precisa fazer sua parte); Cicinho, Thiago Heleno, Henrique, Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Wesley, Daniel Carvalho; Valdivia, Barcos. No banco, Bruno, Arthur, Chico, Patrik*, Luan, Maikon Leite, Fernandão.

É um banco meio ofensivo demais, especialmente para os padrões de Felipão, porém não nos esqueçamos que Arthur era originalmente zagueiro e pode fazer essa função (Chico também pode quebrar um galho). A entrada de Luan ou Leite pode fazer Valdivia voltar ao meio-de-campo. O asterisco em Patrik significa que ele pode ser substituído por João Vítor, Carmona, Román, Gerley ou Leandro Amaro que não fará muita diferença.

E você, faria algo muito diferente? Seja Felipão por um dia e mande sua escalação.

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Guaratinguetá 2 x 3 Palmeiras

Quesito: oportunismo. Nota 10!

O time ganhou, é líder, e depois de o Natal e Ano-Novo caírem no domingo, finalmente tem um feriado prolongado. Mas não dá pra fugir da corneta após a atuação de hoje, em que o Palmeiras ameaçou bisar o vexame de Goiânia no Brasileiro do ano passado – dessa vez, contra oito jogadores e meio e enfrentando um time que deveria se contentar por estar em penúltimo no Paulistão. De positivo, algo para os almanaques: agora, no confronto direto, estamos na frente da única equipe do interior que levava vantagem sobre nós.

Fato é que o Palmeiras provavelmente viraria a fórceps ainda que o jogo não tivesse praticamente se decidido no último lance do primeiro tempo. Depois de levar um gol fortuito, conseguiu o empate rapidamente e vinha mostrando maior volume. Aí, virou e resolveu que os 45 minutos finais serviriam pra refletir sobre a finitude da vida, meditar em pé ou praticar tai-chi-chuan. Qualquer coisa, menos jogar futebol. Foi o que bastou para o Guaratinguetá-Americana-Guaratinguetá tomar fumaças de volúpia, interrompida apenas pela segunda expulsão. Aí foi a vez de nós termos nosso gol ao acaso, e em vez de melhorar um pouco mais o saldo – que pode ser importante num eventual desempate contra o São Paulo – o time preferiu voltar para casa com um frango no ônibus.

Compreende-se que nem sempre o time jogue bem, mas hoje, mesmo ganhando, demos um passo pra trás. Tudo bem: se é pra fazer bobagem, melhor que seja agora, que ainda dá pra corrigir (ah, esse discurso que repetimos desde dois mil e qualquer coisa…). E, quer saber?, foi a quarta vitória seguida, e vêm mais duas na próxima semana.

Avaliações

Deola: até quinze segundos antes do fim, levaria um cinco, mas aí… 2,5

Arthur: já tem mais gols que Cicinho, e igualou Ricardo Bueno. 6

Henrique: brilhante ao forçar o terceiro amarelo; no mais, correto. 5,5

Leandro Amaro: a (in)segurança de sempre. 4,5

Juninho: começou bem e foi se perdendo. 5

Márcio Araújo: no primeiro tempo, foi bem. No segundo, com um adversário a menos, foi tirar um cochilo. 5

Marcos Assunção: participou de apenas um gol. Crise, dirá a imprensa. 5

Patrik: tentou, mas não produziu. 4,5

Daniel Carvalho: nem tentou. Sua pior partida pelo Verdão. 3,5

Maikon Leite: jogou aquele futebol de bola oval, que consiste em sair correndo e trombando com adversários pra ver até onde se chega. Deu certo no pênalti. No resto… 5,5 (estamos de boa vontade por ser o único cara veloz do time e cavar as duas expulsões)

Barcos: bem no pivô, nem tanto no resto. Bateu o penal com maestria. 6

João Vítor: exatamente o oposto de Juninho – começou afobado e subiu de produção – mas a contusão de Djavan ajudou. Conseguiu um gol que vinha tentando há tempos. 5,5

Gerley: conseguiu sofrer. 4

Vinícius: joga mal há dois anos, mas é menino ainda. Só por isso o pouparemos de receber nota.

Felipão: demonstrou, hmmm, grande ousadia para seus padrões atuais ao não colocar Chico após a segunda expulsão.

Ficha Técnica

Guaratinguetá – Jailson; Luiz Felipe, Baggio, Fernando (Vinicius) e Reinaldo; Jeovânio (Daniel), Pio, Gercimar e Nenê; Lúcio Flávio (Pedro) e Djavan. Técnico: Vilson Tadei.

Palmeiras – Deola; Artur (João Vitor), Leandro Amaro, Henrique e Juninho (Gerley); Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho (Vinícius); Maikon Leite e Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Gols - Pio, aos 10, Artur, aos 17, e Barcos, aos 46 minutos do primeiro tempo. João Vitor, aos 41, e Pio, aos 48 minutos do segundo tempo.

Cartões Amarelos – João Vitor, Fernando, Barcos, Juninho, Marcos Assunção, Djavan, Henrique. Vermelhos – Daniel, Baggio.

Árbitro - Flávio Rodrigues Guerra.

Renda-  R$ 195.660,00.

Público- 7.002 pagantes.

Local - Estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá (SP).

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Gamarra marcou o segundo gol

Tem jogo que antes mesmo de acabar a gente já sabe que será inesquecível. Pode até mesmo ser um jogo que pareça menos importante, como o de uma pré-Libertadores, mas sempre há quem o guarde com carinho. O jornalista João Paulo Nucci sabia que estava escrevendo sua história naquela partida contra o Deportivo Táchira, tanto que preparou esse texto no dia seguinte daquela partida e agora o divide conosco.

*

São Paulo faz 452 anos. É quarta-feira, feriado. Dia mais quente do ano, 36 graus à tarde. Chuva à noite. Um pé d’água considerável, que desabou bem na hora em que eu e meu amigo Bruno, um velho companheiro de jornadas futebolísticas, chegávamos ao Parque Antarctica. Meu irmão desistiu na última hora. Excesso de trabalho no feriado que não vale em São Bernardo, onde ele mora e ganha a vida.

O jogo era de Libertadores. Ou quase. O Palmeiras duela com o Deportivo Táchira, da Venezuela, para ver quem vai jogar o torneio. Palpite: seis a um, igual àquela noite de uns 12 anos atrás, também chuvosa, quando estraçalhamos o Boca Juniors. A gente estava lá – eu, o Bruno e o meu irmão –, acompanhando o melhor desempenho da carreira do Mazinho, e talvez seja esse meu jogo inesquecível de verdade.

Como minha memória é fraca e eu não gosto de viver do passado, fico com o jogo de ontem mesmo. A memória do Bruno é boa. Ele lembrou que a primeira vez que assistiu um jogo in loco foi comigo. Um Palmeiras e Corinthians de 1989, no Morumbi, na época em que o estádio abrigava 102 mil pessoas, vendia cerveja e não tinha catraca eletrônica. Não conseguimos lembrar o placar, só guardei daquela tarde que o goleiro Velloso saiu consagrado. Meu irmão, aos sete anos de idade, também estava lá. Foi meu pai quem nos levou. Quando a gente tirou carta de motorista, um pouquinho depois disso, ele parou de ir ao estádio. A gente sempre chama, mas ele nunca topa. Talvez esse seja o jogo inesquecível do Bruno.

É possível que sim, mas são tantos outros que é difícil escolher apenas um. Eu fico com o de ontem mesmo. Não valeu título como aquela final da Copa do Brasil de 1998, Palmeiras e Cruzeiro no Morumbi. O Oséas fez aquele gol espírita e correu na nossa direção. Estávamos na numerada inferior, e o Bruno conseguiu ficar com uns dois ou três fiapos da camisa do artilheiro. Se eu fuçar nas minhas coisas eu acho essa relíquia. O Bruno é mais organizado, sabe onde está o pedaço dele. Foi um jogo inesquecível, que abriu o caminho para a maior conquista da história do Verdão, a Libertadores de 99.

Mas eu vou conservar minha posição: o jogo de ontem é o meu eleito. Quando a chuva apertou, ainda lá fora, deu vontade de desistir e ir embora. A capucha resolveu muito mal a questão da impermeabilidade – o suor do corpo acumulado durante o dia mais quente do ano grudou no plástico vagabundo, que já molhara durante a complicada operação de vestir a capa. O tênis ensopou nos três primeiros passos rumo à fila de entrada. Torcedor não desiste.

O Bruno lembrou de uma noite parecida com essa, anos e anos atrás. Teve chuva, o time perdeu para o Inter de Porto Alegre e saiu de uma Copa do Brasil, ele perdeu o ônibus para São Bernardo, pegou outro para Santo André, foi assaltado na estação… e depois dizem que corintiano é que é sofredor. Eu também lembro muito bem de um jogo contra os colorados. Tarde de domingo, Parque Antarctica lotado, um zero a zero difícil até os quarenta e poucos do segundo tempo. Até que o Antonio Carlos roubou uma bola, atravessou o campo e acertou uma sapatada inacreditável.

Eu não tenho idade para isso – nasci em 1974, poucos dias depois do artilheiro Ronaldo aumentar a fila corintiana –, mas já vi Ademir da Guia (foto abaixo) jogar. Foi há uns dois anos. O Schumacher estava em campo também. Dois gênios batendo bola no Parque Antarctica. Até o Didi dos Trapalhões apareceu, mas esse deixou de ser gênio, para mim, quando eu cresci um pouquinho e percebi que o Chaplin já tinha feito tudo aquilo. E muito melhor. O velho Divino deu dois ou três toques na bola, com a mítica categoria. Valeu. Vou contar pros meus filhos, quando eles nascerem. Não vou dizer que foi inesquecível para não ficar repetitivo.

Lembro muito bem da minha primeira noite num estádio. Palmeiras e Vasco, no Morumbi, campeonato brasileiro de 83. Na verdade, eu lembro muito bem de três coisas: da cabeleira loira do Rocha, da bomba que ele mandou no travessão e da tristeza na hora de ir embora. O zero a zero desclassificou o Verdão. Tive uma infância difícil. Só fui saber o que é um título aos 17 anos, em 1993 – e essa história eu nem preciso contar, de tão viva que está na memória de todos, corintianos inclusive.

O desastre de 1986 foi um golpe duro de assimilar. Eu chorei naquela noite, quando o Denys entregou o segundo gol. O Palmeiras ainda reagiu, meu pai foi me chamar no quarto para acompanhar a virada, mas eu não tive forças. Nem o Palmeiras. Deu Inter de Limeira.

Outra derrota memorável foi aquela da Copa Mercosul de 2000. No primeiro tempo, Palmeiras 3, Vasco 0. Façanha palestrina: entregou um título ganho. Terminou 4 a 3, com show do Romário. Vi o jogo em casa, deitado no chão – tinha machucado as costas. No intervalo, uma namoradinha veio me visitar. Foi impossível dissociar a presença dela com a derrota inacreditável. Vou ser mais claro: o Palmeiras perdeu aquele título por causa dela. Não deu outra: o namorico acabou pra sempre dias depois. Desgraçada.

Tem muito mais para lembrar. O Marcelinho perdendo pênalti na semifinal da Libertadores de 2000 – o Bruno me falou ontem que ele considera esse momento o mais feliz da vida dele, e parecia que ele estava falando sério. O título da série B em 2003, o ano da minha vida em que eu fui mais palmeirense. O atacante Gaúcho pegando dois pênaltis no Maracanã em 89, contra o Flamengo, na noite em que o Zetti quebrou a perna. O próprio Zetti engolindo um frango do Neto, acho que em 86, contra o São Paulo. A geração vitoriosa de 93-94, numa época em que eu, o Bruno e meu irmão chegávamos a ver três jogos na mesma semana no estádio – graças aos belos calendários do futebol brasileiro, o Verdão jogava de terça, quinta e no fim de semana quase todas as semanas.

Eu estava no Maracanã, sem o Bruno e sem o meu irmão, na final do Brasileiro de 97. Palmeiras e Vasco, primeiro bom resultado do Felipão. A gente só não levou esse título porque o Edmundo e o Evair jogaram com a camisa errada.

O Edmundo estava em campo ontem. E o Evair, se emagrecesse um pouco, poderia estar também. Ele é melhor do que todos os atacantes do Palmeiras juntos. O time está desbalanceado. Tem muitos meias e poucos goleadores. Até o Edmundo joga mais recuado. Mas não tem problema. Agora a chuva parou e o Marcinho já fez um a zero. A mídia corintiana diz que ele estava impedido, mas eu não acredito. O Nelson Rodrigues já dizia que o videotape é burro. Foi um belo gol. Lindo passe do Paulo Baier, uma revelação do futebol brasileiro aos 30 e tantos anos.

O Edmundo não voltou para o segundo tempo. O Leão não gosta dele, é claro. O Leão não gosta de ninguém, na verdade, além de si próprio. Ele é fascista, mas vai ser campeão. Nesse caso, os fins justificam os meios. Às favas os escrúpulos de consciência, diria o Jarbas Passarinho.

Entrou o Gioino, atacante argentino. Tem gente que o chama de Nhônho. O apelido é duplamente apropriado, pela pronúncia complicada do nome e pela falta de atitude em campo. O Gamarra fez o segundo gol, numa jogada em que o Nhônho teve participação fundamental: neutralizou o goleiro adversário, enquanto o zagueiro que é palmeirense desde sempre, embora já tenha feito algumas escolhas erradas na vida, empurrava a bola para a rede. A imprensa corintiana falou que foi falta do Nhônho no goleiro. Bobagem, dois a zero.

Tem coisas que eu não vivi, mas que também são inesquecíveis. O campeonato Mundial de 51; as defesas do Oberdan; o jogo no Mineirão contra o Uruguai, com a camisa da Seleção Brasileira; os 4 a 1 contra o Flamengo de 81 no Maracanã lotado; a transição de Palestra Itália (foto abaixo) para Palmeiras (essa história é linda: final do paulista de 42, contra o São Paulo, que foge de campo após ser goleado. Alguém estende uma faixa na arquibacanda: “Morre um líder, nasce um campeão”. Meu braço está arrepiado).

Tem outros fiascos memoráveis também: a final da Libertadores de 68, contra um time do Independiente, da Argentina, em que até o técnico estava dopado; aquela fase dos anos 80 em que os times do interior se impuseram sobre o Verdão (o XV de Jaú do Wilson Mano em 1984, a Ferroviária em 1985, a Inter em 1986, o Brangantino em 1989); os 7 a 2 do Vitória, hoje felizmente curtindo suas dores na terceira divisão, no Parque Antarctica (o Bruno estava nesse jogo. Diz ele que foram os piores momentos da sua vida, e ele parecia falar sério); as duas derrotas para o Boca Juniors, em 2000 e 2001; a longa lista de técnicos infelizes que já comandaram o Verdão, encabeçada por Marcio Araújo, Murtosa, Levir Culpi e, por que não?, Vanderlei Luxemburgo, que desmontou o time que acabou rebaixado.

O jogo acabou quase meia-noite. Foi uma partida morna, típica de começo de temporada. O Bruno me deixou em casa. O diálogo no carro foi mais ou menos assim:

Bruno: Acho que não dá pra ser campeão, mas se tirar o Corinthians já valeu… Eu: O objetivo principal é esse. Se der pra pegar a taça depois, melhor. Bruno: Aí a gente vai poder dizer que esteve na estréia. Eu: É, jogo histórico. Esse time vai embalar. Bruno: Acho que o Paulista já está garantido. Eu: O Leão está montando um time inesquecível. Está surgindo a Escarola Mecânica. Bruno: É. A gente vai poder dizer que viu a Escarola Mecânica nascer.

Não tenho mais dúvidas. O jogo de ontem é o meu jogo inesquecível. Afinal, foi o jogo em que surgiu a Escarola Mecânica. Meus filhos vão ouvir essa história. Mais essa.

PS: Datas e resultados citados podem estar errados. Nenhum dado foi verificado. De propósito. Puxei tudo de memória. E o que é inesquecível para mim está aí, mesmo que não seja exatamente assim que as coisas tenham acontecido.

*

CONTEXTO

O Palmeiras conquistara a vaga na pré-Libertadores com uma emocionante vitória sobre o Fluminense na última rodada do Brasileiro de 2005. No sorteio, tocou-lhe o clube venezuelano, em decisão fora de casa. O Palmeiras vinha em boa fase – tinha 4 vitórias em 4 jogos no Paulistão – mas conseguiu essa vitória não sem algum trabalho. O jogo de volta foi mais sossegado, e o Palmeiras voltou com uma vitória por 4 a 2 e a vaga na fase de grupos.

FICHA TÉCNICA

25/01/2006 – PALMEIRAS-SP 2 x 0 DEPORTIVO TÁCHIRA – COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA

Estádio Palestra Itália – São Paulo / SP – Brasil

Horário: 21h45 – Público: 28.979 pagantes – Renda: R$ 409.428,00

Árbitro: Ricardo Grance (PAR) – Assistentes: Nelson Valenzuela (PAR), Celestino Galvá (PAR)

Palmeiras (São Paulo/SP): Marcos, Paulo Baier, Daniel, Gamarra, Lúcio, Marcinho Guerreiro, Corrêa (Reinaldo), Ricardinho (Cristian), Marcinho, Edmundo (Gioino), Washington – Técnico: Emerson Leão

Deportivo Táchira (San Cristóbal/VEN): Leo Morales, Pedro Boada, Perozo, Cuevas, Lancken (Hernández/Valbuena), Villafraz, Ospina, Chacon, Jonny González (Ravier Campos), Rondón, Juan Garcia – Técnico: Manuel Plasencia

Cartões amarelos: Reinaldo, Marcinho Guerreiro (Palmeiras), Valbuena, Leo Morales, Chacon (Deportivo Táchira)

Gols: Marcinho (Palmeiras), 19 min primeiro tempo, Gamarra (Palmeiras), 4 min segundo tempo

NO DIA SEGUINTE

A vitória não teria graça sem polêmica, claro. E, com Leão e Edmundo, não foi difícil para a Folha arrumá-la.

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