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Archive for março \31\UTC 2012

Os três líderes até aqui. Quem deles leva o troféu?

Era para essa parcial ter saído depois do Derby, mas ali era hora de não pensar nessas coisas, senão ia ter jogador com média negativa (é você, Araújo!). Mas agora temos mais 3 pontos no bolso e o clima melhorou.

Faltando no máximo sete jogos para acabar o Paulistão, todos aqueles com pelo menos 10 partidas com nota (40% do todo se chegarmos à decisão) terão presença garantida na média final. São eles: Márcio Araújo (16 partidas), Juninho e Marcos Assunção (15 cada), Deola e Daniel Carvalho (14), João Vítor, Leandro Amaro, Henrique e Maikon Leite (13), Cicinho e Barcos (11).

Por outro lado, já estão fora da briga todos aqueles que têm menos de 4 partidas disputadas com nota (lembrando que para ter nota é necessário presença durante um tempo razoável de jogo ou ao menos com participação marcante). São os casos de Bruno (cuja média até aqui, por curiosidade, é 5,25), Adalberto Román (5,17), Maurício Ramos (4,67), Tinga (4), Gerley (3,5), Pedro Carmona (4,17), Chico (4,5), Vinícius (3) e Wesley (5). Por isso, estão destacados aqui e não na tabela abaixo.

Pois bem, e quem lidera? Se na primeira parcial o comando era de Daniel Carvalho e na segunda o domínio foi de Barcos, dessa vez o camisa 83 voltou à ponta. Jogador bastante regular, esperamos que agora o meia seja o maestro do time na reta final, já que seu colega de posição está novamente no estaleiro.

Eis a classificação. Você concorda?

Média Pos. anterior
1 Daniel Carvalho 6,00 3
2 Barcos 5,81 1
3 Juninho 5,58 10
4 Artur 5,56 2
5 Maikon Leite 5,31 6
6 João Vítor 5,28 14
7 Fernandão 5,25 8
8 Valdivia 5,18 5
9 Henrique 5,09 9
10 Marcos Assunção 5,06 12
11 Márcio Araújo 5,05 11
12 Leandro Amaro 4,78 15
13 Patrik 4,50 20
14 Luan 4,42 17
15 Ricardo Bueno 4,33 18
16 Cicinho 4,18 19
17 Deola 4,18 21

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Palmeiras B 6 x 3 Rio Claro: o ponto alto de uma campanha ruim

Às 10 horas da manhã do domingo, será disputada a rodada final da primeira fase da Série A2 do Campeonato Paulista. Se por um lado todos os clubes classificados já estão definidos (a saber: Audax, Red Bull, Atlético Sorocaba, São Bernardo, Ferroviária, Penapolense, Noroeste e União Barbarense. Em itálico os que contam com a torcida do blog para subir; o quarto clube tanto faz), por outro ainda restam três vagas para a terceira divisão. E a briga para saber quem acompanha o União São João tem, entre seus protagonistas, a incrível fábrica de talentos conhecida como Palmeiras B.

Embora corra um risco considerável, a situação do Verdinho não chega a ser crítica. Em 14º lugar, com 5 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, 20 pontos e saldo de gols -4, basta secar um pouco que o time nem mesmo precisará vencer o São Bernardo no ABC paulista. Uma improvável vitória (o time não vence há seis rodadas e nos últimos 10 jogos só venceu dois: contra o lanterna e o vice-lanterna) livra a cara do time; outro resultado põe o B na dependência dos seguintes confrontos:

- São José (15º, 20 pts, saldo -6) x Penapolense (6º)

- Santo André (16º, 19 pts, 1 vitória a menos que o B) x União Barbarense (8º)

- Audax (1º) x Santacruzense (17º, 19 pts, 1 vitória a menos que o B)

- Rio Preto (18º, 18 pts) x Velo Clube (10º)

Um empate serve se dois dos times acima não vencerem (se três vencerem, o São Carlos tem que perder para o Sorocaba fora por 4 gols). Se o time perder, o cenário é praticamente o mesmo – o que muda é que o São José não poderá nem mesmo empatar.

Mas a questão principal é que , ficando na A2 (onde está desde o ano passado) ou retornando à A3, deve-se questionar qual a serventia desse time. É verdade que esse ano não houve jogadores tão velhos quanto em temporadas passadas, embora ainda haja espaço para um caso como o de Bruno Rodrigues, 23 anos, 3 jogos (trazido do Japão!); mesmo assim, são poucos os que poderiam ter futuro no time de cima. Entre os que mais atuaram, podemos citar o goleiro Pegorari (20 anos), o zagueiro Cléber (19), o lateral esquerdo Cleiton (19), o meia Marcos Vinicius (20) e os atacantes Nadson (22) e Caio Mancha (19, artilheiro do clube com 8 gols).

Nenhum deles, porém, parece que terá qualquer chance de vingar; tal papel caberá aos mais jovens, especialmente à geração que venceu o Paulista sub-17 ano passado, que atuou nesta última Copinha e ainda poderá jogar na próxima. Por estarem de férias e depois retomando o condicionamento, os que foram recrutados para a A2 foram apenas coadjuvantes: Bruno Dybal, por exemplo, só fez 2 jogos; Luís Gustavo, apenas um – e, comprovando ser um zagueiro-artilheiro, fez o seu.

Financeiramente, também não se pode dizer que o time seja um sucesso: não há retorno em vendas de atletas, e a média de público é irrisória. São 171 (sugestivo!) testemunhas por jogo, segunda pior média da divisão – curiosamente, o único time que leva menos gente é o líder Audax.

Enfim, sabemos que esse post lembra bastante o tom daquele que fizemos ano passado, mas não é que nós não sejamos metamorfoses ambulantes: o Palmeiras B é que não muda, mantendo-se mais como problema que como solução ao clube. Assim, é difícil torcer contra, e sabemos que não conseguiremos fazer isso na manhã desse domingo, mas uma eventual queda pode até mesmo ser benéfica, se levar a uma mudança radical no modelo da equipe – ou à sua extinção.

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Vindo de um vitória magra e suada diante do Paulista de Jundiaí, o Palmeiras (3o.) recebe o Mirassol (14o.) buscando melhorar a posição na tabela para ter vantagem na fase de mata-mata. Os três jogos restantes também servirão para ajustar de vez a equipe titular para as fases decisivas do Paulistão e da Copa do Brasil.

Horário e local: Sábado, 31/03, às 18:30, no estádio Paulo Machado de Carvalho (PPV)

Árbitro: será Márcio Roberto Soares. Este árbitro já apitou 3 partidas nossas, todas em casa, com 1 vitória e 2 empates.

2011 – 0x0 Botafogo-SP (c)

2010 – 0x0 Oeste (c)

2009 – 1×0 Paulista (c)

Desfalques: Luan, Thiago Heleno e Valdivia, lesioandos.

Pendurados: Cicinho, Juninho, M.Araújo e Patrik. Próxima partida: Guarani (f)

Previsão IPE: Deola; Cicinho, L.Amaro, Henrique e Juninho; M.Araújo, Assunção, Wesley e D.Carvalho; Maikon Leite e Barcos.

Destaques/Mirassol: o “Leão da Araraquarense” não vence há 5 partidas, vindo de derrota nas últimas 3 rodadas. Para o confronto diante do Palestra, o lateral direito Eric e o volante Alex Silva ficam à disposição após cumprirem suspensão, assim como o volante Luciano sorriso, recuperado de lesão. Sendo assim, o técnico Ivan Baitello terá força máxima, devendo ir a campo com Fernando Leal; Eric, Dezinho, Igor e Willian Simões; Sérgio Manoel, Alex Silva, Acleisson e Xuxa; Henrique Dias e Preto.

Ex-palmeirenses no Mirassol: o veterano lateral esquerdo Márcio Careca.

Palpite IPE: 2×0, Barcos e Wesley.

Última vitória no local do jogo: foi pelas quartas de final do Paulistão-11 – 2×1 (Márcio Araújo e Valdivia; Marcelinho)

Última derrota no local do jogo: o Palmeiras jamais perdeu para o Mirassol.

Histórico: a primeira partida entre as equipes aconteceu apenas em 2008, e o Palmeiras está invicto no confronto.

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
5 3 2 0 9 6 5 3 2 0 9 6

O IPE se lembra: com um histórico tão recente fica difícil não ser repetitivo, mas o editor que vos escreve esteve “in loco” no primeiro confronto da história entre as duas equipes e teve a felicidade de presenciar o surgimento de um verdadeiro mito dos gramados: Fabinho Capixaba. A partida acabou empatada em 2×2 (Gustavo e Alex Mineiro; Montoya e Léo Mineiro)

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O gol olímpico de Éder

Uma partida em que o cenário era do contra: após um primeiro jogo bastante nebuloso, o Palmeiras partiria em desvantagem para o sergundo Derby semifinal de 1986. Mas os adolescentes também são do contra e por isso se sentem à vontade nesses momentos, sendo muitas vezes recompensados de forma que jamais se esquecerão. Foi o que aconteceu naquela partida histórica com o então jovem Paulo Cesar Campanili, o PC, que anos depois seria premiado pelo Terceira Via Verdão como o maior entendido em Palmeiras. O cara não é fraco não!

*

Minha obsessão por essa partida já foi até motivo de piada por um grupo de amigos do qual fazem parte os editores desse prestigiado blog. Mas ele continua sendo o mais vivo na minha memória.

Campeonato Paulista nos anos 80, regra geral, tinha turno, returno e fase final; assim, era normal haver 4 dérbis em 6 meses. Foi o que aconteceu em 1986.

Depois de meter 2×0 no primeiro turno (Mendonça e Mirandinha) e 5×1 no segundo (Vagner, Edu, Edmar, Mirandinha e Edmar), o destino colocou os maiores rivais do futebol mundial frente a frente na semi-final daquele campeonato.

Mata-mata em duas partidas. Vantagem para o Palmeiras que fez melhor campanha que o adversário. Do outro lado, 3 jogadores que disputaram a Copa do México poucas semanas antes e mais 8 Wilsons Manos; do nosso um time de macacos velhos, como Diogo, Vagner, Lino, Mendonça, Jorginho, Edmar, Éder e o mito Mirandinha, mais a maior revelação das categorias de base do Palmeiras dos últimos 30 anos (só comparável com Vagner Love) – Edu.

No primeiro jogo, o mesmo craque que ainda decide para eles hoje em dia, mais de 25 anos depois, desequilibrou. Um gol legítimo anulado, dois pênaltis escandalosos não marcados a favor do Palmeiras e Edu, nosso melhor jogador da década perdida, expulso injustamente. Vitória do Apito Amigo. Pelo menos o Muzzarella levou o terceiro amarelo e estava fora do dérbi decisivo.

Agora o que interessa: o jogo de volta. Pelo regulamento, o Palmeiras precisava vencer no tempo normal por qualquer placar e empatar na prorrogação. Como já mencionado, nosso time era muito melhor. Neste contexto, saímos da ZN meu irmão, eu e dois camaradas do C.R. Tietê rumo àquele estádio primitivo do outro lado da cidade. Nos posicionamos estrategicamente atrás do gol em que tudo aconteceria naquela noite.

Estádio dividido. Timinho todo na retranca (depois daquela partida só me refiro a eles como timinho), com o Casagrande de 11º zagueiro, enervando os jogadores Palmeirenses e deixando a torcida a cada minuto mais tensa. Só que ninguém arredou os pés do estádio. 40 minutos do segundo tempo, e todo mundo lá, em silêncio, assistindo à “fiel” desfraldar suas bandeiras e gritar “é campeão!”, ao movimento da “ola” que só eles faziam no Brasil após a Copa do México.

E não pararam por 3 minutos. 2 minutos para o final. Falta na lateral, lá na intermediária, daquelas que nunca dão em nada. O time todo na área na base do desepero. Jorginho, que tinha um aproveitamento em bolas paradas melhor que o Marcos Assunção, faz o levantamento na medida para canela sagrada do Mirandinha e gooooooooooooooooooooooooool!!!!!!!!!!!!!!!

Final do tempo normal. Um vitória para cada lado, então vamos à prorrogação. O timinho veio com mais uns 4 atacantes, todos do nível do Dicão, e foi com tudo para cima. Uma temeridade contra um time que tinha Mirandinha, veloz como Maikon Leite e muito mais matador que o Barcos.

No primeiro contra-ataque, bola em profundidade. Mirandinha em sua especialidade, no mano a mano, corta o zagueirão e bate no contrapé do goleiro. Goooooooooooooooooooool!!!!!!!!!!! Nas arquibancadas aquela festa que todos conhecem. Amigos se abrançando como se fosse aniversário, casamento ou formatura de algum deles, torcida fazendo a ola (acho que os adversários nunca mais fizeram) e gritando “JUSTIÇA! JUSTIÇA! JUSTIÇA!”

Mas em campo o time queria mais: Éder cobra escanteio e o melhor goleiro do Brasil na época nem vê por onde a bola passou. Gooooooooooooooooooooooool! Olímpico! Aí foi só por na roda e esperar o fim do jogo.

Fora do estádio a festa continuou. Trânsito parado e os Palmeirenses desciam de seus carros para se abraçarem. Pessoas que nem se conheciam. Quando dava para passar da segunda marcha, buzinaço e tiração de sarro com os curintianos que iam embora a pé.

Cheguei em casa 3:00 da manhã. Jantei, contei todos os detalhes do jogo para o meu pai e 6:30 estava de pé (na verdade, nem preguei os olhos) para ir ao colégio comemorar com a galera do único ano da minha vida estudantil em que a maioria da sala era Palmeirense e tirar uma onda com os corintianos ou pelo menos com o único sujeito homem que teve a hombridade de dar as caras na escola naquele dia.

Saldo do Paulistão 1986: PALMEIRAS 10 X 2 timinho.

*

CONTEXTO

Como PC citou, o campeonato teve turno (vencido pelo Santos), returno (vencido pela Inter de Limeira) e fase final em mata-mata (do qual participaram também Palmeiras e Corinthians pela soma dos pontos nas fases anteriores).

A chave da semifinal foi determinada pela pontuação: enfrentar-se-iam Inter (1º) x Santos (4º) e Palmeiras (2º) x Corinthians (3º). E foi assim que surgiu a oportunidade de derrotar o arquirrival naquele histórico Derby de número 246.

Talvez os mais jovens possam se perguntar por que tanto se fala deste jogo, se depois perderíamos a final. Neste caso, considere dois fatores: em primeiro lugar, ela representou um obstáculo grande a ser superado antes do que parecia ser a consagração após anos de jejum (guardadas as proporções, foi mais ou menos como bater o São Paulo na semifinal de 2008 antes de pegar a Ponte na decisão, mas naquela época o Paulistão valia bem mais); segundo, era um Derby semifinal, e isso diz tudo – não celebramos também até hoje a defesa de Marcos no pênalti de Marcelinho?

FICHA TÉCNICA

27/08/1986 – PALMEIRAS 1 (2) x (0) 0 CORINTHIANS – CAMPEONATO PAULISTA

Estádio: Morumbi      Horário: 21h00     Público: 92.982 pagantes     Renda: Cz$ 2.919.660,00

Árbitro: José de Assis Aragão (SP) – Assistentes: Eduardo Alves Ferreira (SP), Edmundo de Lima Filho (SP)

Palmeiras: Martorelli, Ditinho, Márcio, Wagner Bacharel, Diogo, Gérson Caçapa, Lino, Mendonça (Barbosa), Jorginho Putinatti, Edmar (Mirandinha), Éder – Técnico: José Luís Carbone

Corinthians: Carlos, Édson Boaro, Paulo Feitosa, Edvaldo, Jacenir, Wílson Mano, Biro-Biro, Cristovão, Cacau (Dicão), Casagrande, Lima (Ricardo Moraes) – Técnico: Rubens Minelli

Cartões amarelos: Éder (Palmeiras), Wílson Mano, Cristovão, Paulo (Corinthians)

Gols: Mirandinha (Palmeiras), 42 min segundo tempo, Mirandinha (Palmeiras), 4 min, Éder (Palmeiras), 13 min primeiro tempo da prorrogação

NO DIA SEGUINTE

“O Palmeiras vence duas vezes e vai à final”, foi a chamada de capa da Folha do dia seguinte. O texto principal destaca a garra da equipe. Ué, quem é o time da raça mesmo?

REVEJA

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Na estreia de Wesley, quem decidiu foi seu reserva.

O Palmeiras foi a campo ontem para afastar a lembrança da lambança derrota para o arqui-rival no último domingo e o que se viu foi um time jogando COMO SE NÃO HOUVESSE ONTEM, as belas tabelas, o futebol envolvente e agudo que encontrava o gol rapidamente, sumiu, passe de mágica (¿donde está la magia, Valdívia?!) e o que se viu na noite passada no Jayme Cintra foi um Palmeiras perdido, pouco objetivo e tomando sufoco do poderoso Paulista.

Felipão mandou o Verdão a campo com algumas alterações, Wesley estreou – qualidade absurda, falta de ritmo clara, posicionamento duvidoso – Román formou dupla de zaga com Maurício Ramos e no ataque, que isso Felipão, que isso? Vinícius ao lado do Pirata. Valdívia não estava muito inspirado e Marcos Assunção estava ruminando a feijoada, sendo assim o time não conseguia nada nem com a bola rolando, nem com a bola parada, a arma ofensiva vinha sendo Vinícius cortando pra dentro e batendo sem medo de ser feliz, sempre sem resultado. Wesley arriscou um chute, Valdívia outro e a primeira etapa da peleja acabou no 0x0 mesmo.

Pro segundo tempo Daniel Carvalho rendeu Vinícius e parecia que  a escalação ia ficar mais próxima da ideal, apesar da baratontice do restante do meio-campo, Assunção armava muitos contra-ataques pro Paulista, Wesley hora estava pela direita, hora pela esquerda, hora em lugar nenhum,  o camisa 83 entrou bem e já começou mandando um pombo sem asa bem defendido pelo goleirão adversário, mas então o Mago passou mal e precisou dar lugar a Ricardo Bueno… vida que segue e o Palmeiras não produzia nada mais interessante, Wesley saiu para dar lugar a João Vitor. Barcos enfeitou demais em jogada que normalmente marcaria e o lance acabou em escanteio – chuteirinha zicada hein Adidas? – até que as 42′, depois de as 9999 faltas cavadas próximas da área serem desperdiçadas magistralmente por Assunção, o Kid resolve por o pé na forma, encontra João Vitor na frente da grande área, o garoto bateu chapado, com categoria, teve o chorinho da trave e morreu que nem peixe: na rede. 1×0, pressão do Paulista, fim de jogo, mais 3 pontos, apesar da pulga avantajada atrás das orelhas palestrinas, e aquele bolão dos jogos pré-derrota, vai voltar?

Vamos às notas:

Deola – péssimas reposições, ótimas defesas – 6
Cicinho – foi uma avenida para o lateral esquerdo dos caras, apoiou mal – 4
Maurício Ramos – melhor em campo, foi o dono da bola na cancha defensiva, não perdeu uma – 8
Román – algumas pixotadas de quem quase não joga, de resto, bem, apesar de gol perdido – 6
Juninho – menos brilhante, defendeu bem e apoiou pouco, errou muitos cruzamentos – 5
Márcio Araújo – fez parecer que foi seu irmão gêmeo quem jogou o derby – 6
Marcos Assunção – armou um bom ataque pro Palmeiras e 1000 pro Paulista – 4
Wesley – fica com o crédito da ‘falta de ritmo’ – 5
Valdívia – é impressionante o que acontece com esse rapaz, ontem não estava um primor, mas quando não se lesiona, passa mal – 4
Vinícius – ou era para ser queimado de vez, ou não deu pra entender – 3
Barcos – o corsário está navegando sem bússola, o Pirata está na maré baixa – 5

Daniel Carvalho – muda a cara do time, muito incisivo, foi pra cima, tentou, mas não guardou nada – 6
João Vitor – o garoto conseguiu evoluir muito, ontem apareceu pouco mas salvou o time – 7
Ricardo Bueno – entrou no lugar de Valdívia e manteve a média de passes errados e jogadas desperdiçadas – 4

Felipão – a principal questão vai ser fazer o time voltar a jogar com confiança, fica com nota boa pela mexida que resultou em gol – 7

Ficha técnica

PAULISTA 0 x 1 PALMEIRAS

Árbitro
Demetrius Pinto Candançan

Local
Estádio Jaime Cintra, em Jundiaí (SP)

Gols
PAULISTA:
João Vitor, aos 42min do segundo tempo

Cartões amarelos
PAULISTA: Diogo, Madson e Barboza
PALMEIRAS: Daniel Carvalho, Cicinho, Maurício Ramos e Juninho

PAULISTA: Vágner; Samuel Xavier, Diogo, Diego Ivo e Reinaldo; Madson, Wellington, Brino Formigoni e Fabrizzyo (Barboza); Richely e Renan Marques (Carlão)
Treinador: Luiz Carlos Martins

PALMEIRAS: Deola; Cicinho, Maurício Ramos, Román e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Wesley (João Vitor) e Valdivia (Ricardo Bueno); Vinícius (Daniel Carvalho) e Barcos
Treinador: Felipão

Melhores momentos:

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Após experimentar o gosto da derrota pela primeira vez em 2012 (e justo em um Dérbi…), o Palmeiras vai a campo em busca de mais 3 pontos e, acima de tudo, para testar o preparo psicológico da equipe. Pela frente, um Paulista que ainda briga por vaga no G8. Um bom teste para vermos como o grupo digeriu a derrota. A expectativa fica também por conta da estreia de Wesley, finalmente apresentado nesta terça-feira.

Horário e local: Quarta-feira, 28/03, às 22:00, no estádio Jayme Cintra (Globo/Band)

Árbitro: será Demetrius Pinto Candançan, que para variar apitará pela primeira vez uma partida de time grande. O mais curioso é que ele apitou 5 partidas do Paulista 2010, ficou “na geladeira” em 2011, e em 2012 apitou apenas 1 jogo da primeira divisão, na última rodada, São Caetano 0x1 Catanduvense. Obrigado, Cel. Marinho!

Desfalques: Luan e Thiago Heleno, lesioandos; Henrique suspenso.

Pendurados: Patrik e Márcio Araújo. Próxima partida: Mirassol (c)

Previsão IPE: Deola; Cicinho, L.Amaro, Roman e Juninho; M.Araújo, Assunção, João Vitor (Wesley) e Valdivia; Maikon Leite e Barcos.

Destaques/Paulista: os desfalques ficam por conta do meio-campista Dener (suspenso) e do atacante Cassiano (lesionado). Com isso, o técnico Luiz Carlos Martins deverá ir a campo com Vagner; Samuel Xavier, Diogo, Diego Ivo e Reinaldo; Madson, Formigoni, Fabrizzyo, Wellington e Chiquinho; Rychely.

Ex-palmeirenses no Paulista: o meia Chiquinho.

Palpite IPE: 3×1, gols de Barcos (2) e Valdivia.

Último confronto: pelo Paulistão-2011, Palmeiras 3×1 Paulista (M.Assunção, Kleber e Patrik; M.Ramos (contra)).

Última vitória no local do jogo: foi semana passada, pela Copa do Brasil, Palmeiras 3×0 Coruripe-AL (M.Assunção, Barcos e Juninho).

Última derrota no local do jogo: foi pelo Paulistão-2010 – 1×3 (Lincoln; Felipe Azevedo (2) e Samuel Xavier).

Histórico: o histórico é amplamente favorável em todas as competições. A história do confronto se iniciou em 1975, pelo campeonato paulista daquele ano, com uma vitória palestrina por 3×0 (Edson, Leivinha e Nei).

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
37 21 10 6 79 47 24 13 8 3 45 26

O IPE se lembra: a maior goleada da história do confronto aconteceu em 2004 e foi válida pelo campeonato paulista daquele ano – 5×2 (Corrêa, Muñoz (2), Edmílson e Diego “Bunda de Urso” Souza; Isaías e João Paulo).

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Corinthians 2 x 1 Palmeiras

E a invencibilidade, ó...

Derrotas são imperdoáveis. Em Derby, então, tornam-se motivo de demissão por justa causa. E, em meio a alguns acertos, houve uma série de equívocos hoje que, se há algo de positivo a dizer, é melhor que tenham vindo à tona logo. Se outro Derby houver, será mais decisivo que esse, e o filme não poderá se repetir. Afinal, o placar teve algo de fortuito (a virada tão próxima ao empate) mas muito de justo: o predomínio alvinegro na segunda etapa foi constrangedor. Não me recordo de ver o Palmeiras dominado desta forma num clássico desde, salvo engano, a derrota para o São Paulo no primeiro turno do BR-2010.

Comecemos pelo que não tem a ver diretamente com o time: o juiz contemporizou com os alvinegros? Sinceramente, não vi motivos para expulsar Chicão e/ou Liedson – mas tais atitudes também não teriam sido exageradas. De toda forma, não adianta reclamar nesse sentido: é assim que as coisas são e sempre serão quando um dos times em campo é aquele cujos torcedores dizem “sofrer” (certamente não com o apito). Deve-se superar o Corinthians contra os 11 de branco e, frequentemente, contra toda a arbitragem, e já fizemos isso incontáveis vezes. Não vamos perder tempo nessa discussão  (ou melhor, só mais um pitaco de pouca relevância: os descontos do segundo tempo deveriam ter sido maiores, até por causa dos simpáticos gandulas recrutados).

O Palmeiras fez um bom primeiro tempo e o placar lhe fez justiça. O time começou ligeiramente acuado mas logo se soltou, e depois do gol teve ampla vantagem nas ações. Porém os sinais da desgraça já estavam no ar: a defesa esteve insegura por toda a partida, e isso ficava claro nas péssimas saídas de jogo, especialmente do lado esquerdo. Numa das raras vezes que acertaram esta saída, a bola chegou a Assunção, e caixa. Porém, de modo geral, Leandro Amaro e principalmente Henrique pareciam assustados – e, é duro dizer, mas parece que a tal seca nos clássicos no Pacaembu parece estar pesando sim sobre o elenco.

Veio o segundo tempo, e com ele os dois prematuros gols. Daí pra frente, o nervosismo tomou conta da trupe, e as infelizes alterações de Felipão em nada ajudaram. Concedemos que é difícil olhar para o banco, tentar encontrar Fedato mas só ver Ricardo Bueno; porém, se é assim, melhor deixar o improdutivo Maikon Leite mesmo. E Emerson Sheik deve ter se deliciado ao ver que a cada 15 minutos o técnico mudava seu marcador – assim, ninguém teve tempo de entender como fazê-lo, e o 11 rival foi o melhor em campo.

No fim, a primeira derrota de virada com o time titular na década, que encerrou 22 partidas de invencibilidade, mostrou algumas coisas importantes: uma, que faltam opções de ataque para o banco (na realidade, com a entrada de Wesley dando velocidade ao meio-de-campo, consideramos viável experimentar Valdivia na frente com Daniel Carvalho no meio, deixando Maikon Leite e Luan no banco e Ricardo Bueno num chalé no campo). A outra, que os nervos do time ainda sobem à flor da pele em momentos importantes, especialmente nos Derbys.

Esse é o grande perigo: o Palmeiras de há muito sucumbe à sua própria tensão. Foi assim no Derby da semi do ano passado e principalmente contra o Goiás no pesadelo da Sul-Americana. Que Márcio Araújo, um símbolo da regularidade verde ainda que com seus bisonhos pênaltis ocasionais, tenha sido o ator principal dos dois 1×2 de virada no Pacaembu é um retrato perfeito de que o grupo ainda não está preparado para voos mais ambiciosos. Cabe a Felipão trabalhar a rapaziada; o time não é doente do pé, mas precisa não ser ruim de cabeça.

Por fim, duas observações:

- o Palmeiras caiu para terceiro; isso é ruim, pois no momento nos tiraria o mando da semifinal. A relevância disso? É que (palpite) o São Paulo fecha a fase em primeiro, e nos encaminharíamos para novo Derby semifinal. Com mando alvinegro, certamente o jogo será no Pacaembu. Com mando verde, é batata que a diretoria tentará tirar o emocional de campo levando a batalha a Prudente. Não me agrada fugir do Paulo Machado de Carvalho, mas aparentemente isso por enquanto é necessário.

- Wesley deve tomar o lugar de João Vítor. Mas também não seria inviável colocar o camisa 16 onde hoje está Márcio Araújo e este ceder seu lugar ao novo reforço. Afinal, como dissemos no começo, derrotas em Derby devem invariavelmente resultar em cabeças cortadas. Hoje, o camisa 8 abusou.

Avaliações

Deola/Chico Anysio: ator coadjuvante na trapalhada do segundo gol. De resto, bem, mas o que importa o resto? 2,5

Cicinho/Tim Tones: apoiou pouco. No primeiro tempo, ainda marcou, mas depois caiu demais. 4

Leandro Amaro/Tavares: entortado repetidamente por Sheik. Ainda assim, melhor que seu companheiro. 4

Henrique/Azambuja: o “amigo internauta” perguntou se Valdivia era a decepção. Não, este papel coube ao agora oficialmente nosso zagueiro. 3

Juninho/Nazareno: apático, não auxiliou no ataque, mas não comprometeu tanto atrás – ao contrário, salvou o gol que definiria a derrota antes. 4,5

Márcio Araújo/Meinha: não entregou por mal, mas ainda assim entregou. 2 porque no primeiro tempo ainda marcou direito.

Marcos Assunção/Professor Raimundo: como de hábito, seria o responsável pelo triunfo. Mas também não ajudou muito na segunda etapa… 5,5

João Vitor/Justo Veríssimo: correu o quanto pôde, mas caiu ao longo do jogo. 5

Valdivia/”Divino” (as aspas no caso são necessárias): enquanto o time esteve à frente, abriu espaços e criou jogadas. Quando ficamos atrás, tentou resolver sozinho, geralmente despencando. 3,5

Maikon Leite/Sudênio: o melhor elogio é que seu reserva foi pior. 4

Barcos/Pantaleão: naufragou em meio aos zagueiros adversários. 4

Ricardo Bueno/Coalhada: melhor não dizer nada, não dá pra buscar piadinha depois de perder pro arquirrival. 3

Carmona/Bozó: entrou em meio à pasmaceira, e só apareceu um pouco porque o adversário recuou no fim. 4

Artur/Zé Tamborim: entrou de gaiato porque Felipão tinha que fazer uma terceira alteração. 4

Felipão: mexer por mexer, melhor deixar como estava. Em vez das três substituições que fez, podia ter tentado apenas Carmona no lugar de JV (ou de Márcio Araújo, que além de tudo estava amarelado, mas aí também era queimar demais o cara).

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 X 1 PALMEIRAS

Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/Hora: 25/3/2012 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Rogério (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)

Renda/Público: R$ 902.189,00 /  29.284 pagantes
Cartões Amarelos: Liedson, Chicão, Emerson e Gilsinho (COR), Márcio Araújo, Henrique, Marcos Assunção e Ricardo Bueno (PAL)
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Marcos Assunção, 17’/1ºT (0-1); Paulinho, 3’/2ºT (1-1) e Márcio Araújo, 6’/2ºT (2-1) (contra)

CORINTHIANS: Julio Cesar; Edenilson, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Emerson; Danilo (Douglas, aos 43’/2ºT), Jorge Henrique (Gilsinho, aos 39’/2ºT) e Liedson (Elton, aos 43’/2ºT). Técnico: Tite

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (Pedro Carmona, aos 24’/2ºT), Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor (Artur, aos 36’/2ºT) e Valdivia; Maikon Leite (Ricardo Bueno, aos 9’/2ºT) e Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari

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Vamos ao primeiro Derby de 2012. Não interessa quem está na frente ou quem está melhor. No jogo capaz de derrubar técnicos e ressuscitar mortos, a vitória significa meses de tranquilidade. Isto, é claro, até o próximo Derby. O momento das duas equipes faz o torcedor projetar um belo espetáculo, como há tempos não se via. Ambas equipes vêm bem, sem crise, e com força máxima. Domingo promete!

Horário e local: Domingo, 25/03, às 16:00, no Pacaembu (Globo/Band/PPV)

Árbitro: o apito será trilado por Marcelo Rogério, aquele, do gol anulado do Linense. Seu histórico conosco é breve e faz algum tempo que ele não apita uma partida nossa. Eis o histórico:

2010 – 1×1 Lusa (c)

2009 – 1×0 Guarani (c)

Desfalques: Luan, Thiago Heleno e Fernandão, lesioandos; Daniel Carvalho ainda é dúvida.

Pendurados: Henrique e Patrik. Próxima partida: Paulista (f)

Previsão IPE: Deola; Artur, L.Amaro, Henrique e Juninho; M.Araújo, Assunção, João Vitor e Valdivia; Maikon Leite e Barcos.

Destaques/Corinthians: Tite certamente suspenderá o rodízio que vem promovendo na equipe e deve ir a campo com força máxima. A provável escalação deverá ser Júlio César; Alessandro, Chicão, L.Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Liedson.

Ex-palmeirenses no Corinthians: o lateral direito Alessandro.

Palpite IPE: o Palmeiras abre o placar com El Pirata e o eles empatam com Danilo – 1×1.

Último confronto: Pela última rodada do Brasileiro 2011, as equipes não saíram do zero no Pacaembu.

Última vitória no local do jogo: faz tempo! Foi um 2 x 0 pelo Brasileiro de 1995 (Muller, Antonio Carlos).

Última derrota no local do jogo: no Paulista-2011, o Palmeiras ressuscitou um toliminado Corinthians ao perder por 1 x 0 (Alessandro).

Histórico: No restrospecto geral, nem precisamos dizer. Já no Paulista, a vantagem é deles. Faz mais de 15 anos que não os vencemos no Pacaembu, contabilizando neste período 3 empates e 4 derrotas. Hora de quebrar esse tabu!

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
339 121 102 116 495 452 195 66 58 71 276 266

O IPE se lembra: já campeão paulista daquele ano, o Palmeiras foi a campo em 15/05/94 para receber a faixa e de quebra aumentou o restrospecto favorável – 2×1 – com direito a um golaço de Edílson. O hoje comentarista Casagrande estava em campo nesta partida e foi expulso. Os outros gols foram marcados por Evair (PAL) e Tupãzinho (COR).

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Nossa série sobre os importantes estádios em que o Verdão atuou já falou de duas sedes de finais de Copa do Mundo (Maracanã e Centenario), mas sabemos bem que a história do futebol não se desenvolve apenas nos grandes templos. Muito pelo contrário, ela deve muito aos estádios de bairro, dos clubes menores. E, no caso de São Paulo, falar de estádio pequeno é falar da casa do Clube Atlético Juventus, onde, diz-se, Pelé marcou seu gol mais bonito (por causa disso, há lá uma estátua sua, de gosto altamente duvidoso).

Ao contrário do que pode parecer considerando-se o tamanho de ambos, clube e estádio, o Palmeiras já jogou no Estádio Conde Rodolfo Crespi sim, e por diversas vezes. Mais precisamente, 24 – a grande maioria delas naturalmente contra os donos da casa.

O moderno placar da Javari

Foi esse o caso da primeira e da última vez que o Alviverde lá esteve: a estreia foi pelo Paulista de 1930, e terminou em vitória do Palestra por 1 a 0, gol de Lara; já a despedida (até aqui, embora nada indique uma mudança) foi também pelo Paulistão, o de 1985, e nela não passamos de um empate por 1 a 1 (Ditinho marcou de pênalti) diante de 6000 torcedores. Na ocasião, a torcida verde derrubou parte do alambrado – o que ainda hoje não é lá muito difícil – paralisando a partida por alguns momentos, e isso provavelmente justifica a ausência de clubes grandes desde então – mesmo o Fluminense, quando enfrentou o Juventus pela segunda divisão do Brasileiro em 1998, jogou em Osasco.

Contudo, se a estreia e a despedida foram contra o Moleque Travesso, não foi o Juventus quem sofreu nossa maior goleada ali: a vítima foi o Germânia, pelo Paulista de 1931, num inapelável 7 a 0 com hat trich de Heitor. Esta foi uma das únicas três vezes que enfrentamos ali um adversário que não fosse o clube da Mooca (as outras duas foram contra o Internacional da capital pelo mesmo campeonato e contra o Nacional pelo Estadual de 1948. Vencemos todas).

No todo, nosso retrospecto é de 15 vitórias, 7 empates e apenas 2 derrotas (o time grená nos derrubou em 1938 e 1969), 53 gols a favor e 18 contra. E, ainda hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras mantém um vínculo com a Javari, mas agora por meio de seu time B, que a adotou como sua casa nesta temporada.

O time B arrasta multidões à Mooca

Quem não conhece a casa juventina precisa um dia visitá-la, antes que seja tarde (a região onde ela se situa é valorizada, e há constantes notícias de que o terreno possa ser vendido). A Copa de 2014 trará ao Brasil uma era de estádios modernos, mas a ligação com o passado, com um futebol que cada vez mais fica para trás, é essencial. Afinal, onde mais ainda se pode grudar ao alambrado para desferir impropérios a menos de um metro do bandeirinha?

Insistimos: conheça a Javari (ou o estádio pequeno de onde você mora). Mas vá cedo: lá ainda não há holofotes…

O cannoli de creme é a atração do intervalo desde 1970

Com exceção da primeira, as fotos que ilustram esse texto foram tiradas durante o confronto entre Palmeiras B e União São João, pela série A2, em 7/3.

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Já são nove

Sem sustos e sem dificuldade, o Palmeiras está na segunda fase da Copa do Brasil. Jogando com consistência e sem afobação, a equipe palestrina dominou a partida de ponta-a-ponta e teve tranquilidade para esperar a bola que abriria a porteira alagoana.

Apesar dos testes nos treinos com três atacantes, Felipão não mexeu na estrutura da equipe e foi a campo no 4-4-2, com Patrik responsável pela criação de jogadas. A outra novidade ficou por conta da volta de Cicinho ao time titular.

Com dois laterais ofensivos, o Palmeiras fez o óbvio. Atacou o Coruripe sempre pelas pontas, especialmente pelo lado esquerdo, com Juninho. As jogadas nasciam com naturalidade, mas a equipe pecava sempre no último passe.

Já o Coruripe, mesmo precisando da vitória, se defendia e esperava pela chance de um contra-ataque, ou de uma jogada de bola parada. Na única chance clara que tiveram, em cobrança de falta de Clayton (que confessou no intervalo ser Palmeirense!), Deola fez uma grande defesa, e o primeiro tempo acabou 0x0.

Na segunda etapa, Felipão promoveu duas mudanças na equipe. Maikon Leite, que sentira dores nas costas no primeiro tempo, deu lugar a Ricardo Bueno. Patrik, que não correspondeu na armação, deu lugar a Pedro Carmona. A equipe perdeu em mobilidade no ataque, mas ganhou em posse de bola.

Aos 10 minutos, Ricardo Bueno recebeu bola de costa para o gol e foi derrubado quando tentava fazer o giro. Falta perto da área, Assunção, gol – 1×0 – e porteira aberta.

Precisando fazer dois gols, o Coruripe avançou e o Palmeiras matou a partida. A torcida ainda comemorava o primeiro gol quando Assunção (quanta facilidade em bater na bola…) colocou a bola na cabeça de Barcos. El Pirata testou consciente, com frieza, no contra-pé do goleiro Juninho – 2×0.

Com o time alagoano perdido e praticamente entregue, coube ao Palmeiras valorizar a posse de bola e continuar explorando as laterais do campo. Em uma dessas descidas pelos flancos, Juninho recebeu bom passe de Ricardo Bueno (que perdera um gol incrível minutos antes), invadiu a área e bateu forte e rasteiro para o meio da área. O zagueiro alagoano desviou e a bola morreu no fundo do gol – 3×0 – e que venha o Dérbi.

Na próxima fase da Copa do Brasil, o Palmeiras pega o Horizonte-CE, que na primeira fase despachou o América-RN. Vamos as notas:

- Deola: dessa vez não teve muito trabalho e quando exigido fez uma defesaça – 7

- Cicinho: sua volta ao time titular não foi das mais animadoras, mas não comprometeu – 6

- L.Amaro: sem sustos, ganhou confiança e faz boa dupla com Henrique – 6,5

- Henrique: tem mantido um bom nível, e está entrosado com L.Amaro – 6,5

- Juninho: mais um gol e mais uma boa atuação – 7,5

- M.Araújo: um pouco mais preso à marcação, protegeu bem a zaga – 6,5

- Assunção: um gol e uma assistência, melhor em campo – 8

- João Vitor: vem jogando bem, sem inventar – 6,5

- Patrik: abaixo do restante da equipe, mostrou que não tem condições de ser sozinho o responsável pela criação – 5

- Maikon Leite: muita velocidade e pouca inspiração. Precisa ser menos afobado – 5,5

- Barcos: na primeira bola redonda que recebeu botou pra dentro. No próximo jogo tem chuteira nova – 7,5

- Ricardo Bueno: sofreu a falta do primeiro gol, deu o passe para o gol de Juninho, mas em compensação perdeu chances claras e ainda protagonizou um momento trapalhões com Pedro Carmona – 5

- Pedro Carmona: deu um pouco mais de qualidade às jogadas de ataque e cobrou uma bela falta – 6,5

- Vinicius: substituiu Barcos mas só pegou na bola 1 vez, fica sem nota – S/N.

- Felipão: tem o grupo na mão e vai receber um reforço que tem tudo para deixar a equipe ainda mais consistente e com repertório mais variado. Vai justificando sua manutenção – 7,5

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3X0 CORURIPE-AL

Local: Jayme Cintra, Jundiaí (SP)
Data/hora: 21/03/2012 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Junior Hermes (PR)
Auxiliares: Bruno Boschila (PR) e Nadine Schram Camara Bastos (SC)

Público e renda: 11.143 pagantes / R$ 250.826,00
Cartões amarelos: Barcos (PAL); Jacó (COP)
GOLS: Marcos Assunção, 10’/2ºT (1-0); Barcos, 13’/2ºT (2-0); Juninho, 39’/2ºT (3-0)

PALMEIRAS: Deola, Cicinho, Leando Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção e João Vítor; Maikon Leite (Ricardo Bueno, intervalo), Patrik (Pedro Carmona, intervalo) e Barcos (Vinícius, 34’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CORURIPE: Juninho, Rogério Rios, Jacó, Mello e Rogerinho; Geninho (Wallax, 41’/2ºT), Jota, Jair (Jacobina, intervalo) e Cleiton; Ivan (Jhullian, 40’/2ºT) e Washington. Técnico: Elenílson Santos.

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