Essa semana a série continua, uai. Desta vez, trazemos aqui a nata do que Minas Gerais deu ao Palmeiras. Já não há tanta fartura de atletas como no caso das seleções carioca e paulista, e por isso desta vez a equipe adota o 3-5-2, mas ainda assim é um time respeitável.
Duvida? Confira então:
1. Chicão – o bom goleiro, que perderia seu lugar na equipe para o jovem Emerson Leão, levantou o Robertão de 1969.
2. Eurico – o lateral que sucedeu a Djalma Santos não decepcionou: foi dono da posição por sete anos, conquistando em seus mais de 450 jogos vários títulos com a Segunda Academia
3. Roque Júnior - o zagueiro chegou discretamente ao Palestra (tanto que começou sendo chamado de Júnior II) mas rapidamente se impôs. Conquistou a América em 1999 e o mundo em 2002
4. Cléber - outro grande (literalmente) representante dos anos 90, período fértil no Verdão. Clebão não esteve no fim do jejum, mas participou de todo o resto daqueles anos dourados contribuindo muitas vezes até no ataque.
5. Caieira – um dos grandes zagueiros da história do Palestra Itália mineiro, também teve boa passagem pelo xará paulista, e forma o trio de defensores com os colegas mais jovens
6. Pipi – o atleta de ótima passagem no começo dos anos 40 na verdade era ponta-esquerda, porém aqui fica deslocado para ocupar a ala.
7. Ronaldo – o atacante conquistou dois brasileiros, dois paulistas e ainda pôs água no chope corintiano ao marcar o gol que nos deu o Estadual de 1974 e os manteve na fila por mais três anos.
8. Mexicano – considerado um dos maiores jogadores da história do Atlético Mineiro, foi campeão paulista de 1950 em sua passagem pelo Palmeiras.
9. Evair – o maior atacante pós-Academia é ídolo de toda uma geração de palmeirenses, este que vos escreve incluído. Dificilmente haveria escolha mais fácil.
10. Zezé Procópio – o médio era bom marcador mas também sabia conduzir o time ao ataque. Disputou a Copa de 1938 e fez mais de 100 jogos pelo Verdão.
11. Éder – o atacante fica aqui um pouco mais recuado, mas com liberdade para avançar e desferir seus petardos. Outro que também tem no currículo um gol marcante contra o arquirrival, na semifinal do Paulista de 1986.
Técnico: foram poucos os treinadores mineiros no Verdão, e nenhum deles levantou taça. Assim, escolhemos Telê Santana, que chegou perto disso ao eliminar o Flamengo no Maracanã em 1979. Se o título nacional não veio, ao menos o reconhecimento ele conseguiu, sendo em seguida convidado para conduzir a seleção nacional.
O banco de reservas conta com Procópio, Thiago Heleno, Fernando Henrique, Alex Mineiro, Caxambu, Dario e Euller.



A carioca, na prática, também foi de 3-5-2.
Se o Evair (que muitos dizem ser o melhor camisa 9 da história do clube) não fosse mineiro, dava pra botar o Clebão no comando do ataque…
PC
Faria somente uma troca: Éder por Euller no time titular.
Mais um excelente trabalho do IPE, que se destaca pela qualidade dos textos, das pesquisas, das projeções, etc..
[...] Após trazermos uma seleção de ex-palmeirenses nascidos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, chegou a vez de lembrarmos daqueles que vieram do Nordeste para brilhar no Verdão. Como vocês [...]