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Archive for julho \31\UTC 2012

Cada vez mais seguro

A dedicação à Copa do Brasil fez com que mal notássemos que um terço do Campeonato Brasileiro já se foi. O título parece distante (eufemismo, sabemos), mas o 18º lugar em que estamos também tem cara de ser passageiro – muito embora as próximas rodadas prometam dificuldades, com ou sem pênaltis esquisitos.

Enfim, o fato é que com 13 jogos disputados, já dá para saber quem vem se destacando e quem vem mal entre os atletas palmeirenses. Vamos então à média até aqui, lembrando que só entra na lista quem disputou 40% dos jogos (ou seja, 6).

Atleta   Média   Jogos
1 Bruno 5,77 11
2 Artur 5,36 6
3 Barcos 5,25 9
4 Mazinho 5,08 10
5 Fernandinho 4,93 6
6 Henrique 4,92 10
7 Valdivia 4,88 6
8 Leandro Amaro 4,83 10
9 Juninho 4,73 9
10 Maikon Leite 4,46 10
11 João Vítor 4,25 10
12 Márcio Araújo 4,13 13
13 Cicinho 4,09 9
14 Daniel Carvalho 3,77 10

O destaque é realmente para Bruno, que finalmente vem numa sequência de boas partidas – ele teve notas baixas contra Sport e Atlético-MG, lá no começo do campeonato, mas desde a decisão da Copa do Brasil não tirou menos que 6,5. Artur, em segundo, vem caindo pouco a pouco, e nesse ritmo não se sustentará.

O destaque negativo, claro, é Daniel Carvalho, que venceu o Bola Verde do Paulistão mas não deu sequência ao bom início. A teoria do blog: no começo do ano, com jogadores fora de forma, seu físico não destoava tanto dos outros jogadores (nossos ou do adversário); agora, com a temporada no meio, esse sobrepeso (eufemismo de novo) faz diferença.

Para a próxima parcial, a expectativa é ver como Obina entra no ranking – suas primeiras atuações foram boas - e também se Thiago Heleno (vencedor do Bola Verde da Copa do Brasil) e Maurício Ramos estarão de volta.

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Homens de preto atacam novamente

Cheio de desfalques e atuando contra 14 jogadores, o Palmeiras não conseguiu se impor na noite de ontem e foi derrotado pela arbitragem pelo Cruzeiro.

O jogo foi bastante feio. A equipe do Cruzeiro abusou das faltas, com total conivência da arbitragem, que só aplicou o primeiro amarelo para os mineiros já no segundo tempo. O Palmeiras, contando com a volta de Barcos ao time titular e com dois meias, concentrava suas jogadas nas bolas lançadas na esquerda para Mazinho, sem sucesso.

O primeiro gol cruzeirense veio em um penalti inexistente. A falta em Montillo, que originou o lance, foi fora da área. Borges bateu e marcou. No restante do primeiro tempo o que se viu foram poucas chances de lado a lado, com destaque para algumas boas defesas de Bruno.

Na volta para o segundo tempo, já com Obina no lugar de Patrik, o Palmeiras foi para o abafa, mas os homens de preto estavam impossíveis: lance dentro da área palmeirense, Wallyson recebeu passe em condição de impedimento, cruzou para Borges, que marcou o segundo dele na partida. A partir daí, o que se viu foi o Palmeiras postado no campo do Cruzeiro, tentando a reação de forma já desorganizada.

Maikon Leite, que entrara no lugar de Daniel Carvalho, sofreu penalti, convertido por Barcos. O gol reacendeu a esperança alviverde, mas equipe não soube traduzir a pressão em gols.

No final da partida o Palmeiras ainda chegou a marcar, mas o assistente Roberto Braatz marcou impedimento de Artur (e estava mesmo). Engraçado é que o mesmo assistente que viu com precisão o impedimento do Palmeirense, não viu que o lance do Montillo no primeiro tempo foi fora da área. Nem ele, nem o árbitro que fica atrás do gol. “Acontece…”

O Palmeiras agora volta suas atenções para a Copa Sulamericana, quarta-feira, contra o Botafogo, na Arena Barueri. Há quem defenda a escalação dos reservas por conta da situação no Brasileiro. Particularmente, acredito que o Palmeiras não deveria priorizar nenhuma competição, e entrar para valer na competição sulamericana.

Avaliações

- Bruno: sem culpa nos gols, dessa vez acertou o canto da cobrança e fez boas defesas durante o jogo – 7

- Artur: bem na marcação e fraco no apoio. Com a venda de Cicinho, precisa de uma sombra com urgência – 5

- Amaro: partida sem sustos – 5,5

- Henrique: impressionante como vai muito melhor como volante – 5

- Fernandinho: não compromete quando solicitado. Bom reserva – 6

- Araújo: partida discreta – 5

- João Vitor: foi dele o “penalti”, mas teve atuação regular – 5

- Patrik: não conseguiu ajudar Daniel Carvalho na armação – 4,5

- D.Carvalho: chovendo no molhado, se tivesse 10 quilos a menos, desiquilibraria – 4,5

- Mazinho: fazendo a função de válvula de escape, ficou vendido no meio da zaga mineira – 5

- Barcos: o lutador de sempre, guardou mais um – 7

- Obina: com Barcos em campo, bate cabeça. “Problema” para Felipão… – 6

- Maikon Leite: sua correria desta vez ao menos nos rendeu um penalti – 6,5

- Betinho: pegou na bola 1 vez, fica sem nota – SN

- Felipão: tem armado a equipe com o que tem em mãos e feito de tudo em busca as vitórias, até mesmo fugindo do seu estilo “cauteloso” nas substituições. Se já tem sido difícil por conta dos desfalques, tendo que passar por cima da arbitragem também fica praticamente impossível – 7

Melhores Momentos

Ficha Técnica

CRUZEIRO 2 X 1 PALMEIRAS

Local:
 Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data/hora: 29/7/2012, às 18h30
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Assistentes: Roberto Braatz (PR) e José Eduardo Calza (RS)
Renda e público:
 não disponíveis
Cartões amarelos: Victorino, Willian Magrão (CRU). João Vitor, Daniel Carvalho, Barcos, Leandro Amaro (PAL)

GOLS:
 Borges, 36’1ºT (1-0), Borges, 10′/2ºT (2-0), Barcos, 23′/2ºT (2-1)

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Thiago Carvalho, Victorino e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Tinga, Charles e Montillo (Souza – 39′/2°T); Borges (Anselmo Ramon – 35′/2T) e Wallyson (Willian Magrão – 32′/2ºT). Técnico: Celso Roth

PALMEIRAS: Bruno; Artur, Leandro Amaro, Henrique e Fernandinho; Márcio Araújo, João Vitor, Patrik (Obina – intervalo) e Daniel Carvalho (Maikon Leite – 20′/2°T); Mazinho e Barcos (Betinho – 32′/2°T). Técnico: Luiz Felipe Scolari

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Flertando novamente com a ZR, o Palmeiras enfrenta o Cruzeiro precisando se reabilitar após o tropeço de quinta-feira.

Horário e local: domingo, 29/07, às 18:30, no estádio Independência (Sportv/PPV)

Árbitro: será Fabrício Neves Correa (RS), cujo histórico registra 3 jogos, todos com vitória:

2012 – 2×1 Paraná (CB, f)

2011 – 5×0 Avaí (BR, c)

2003 – 6×1 Avaí (BR-b, f)

Desfalques/Reforços: Thiago Heleno, Assunção, Valdivia, Wesley e Román, lesionados, e Juninho, suspenso, ficam de fora. M.Ramos já treina normalmente, mas ainda é dúvida. O mistério fica por conta do 9 titular: Barcos ou Obina?

Pendurados: Henrique e Araújo. Próxima partida: Internacional (c).

Previsão IPE: Bruno; Artur, Amaro, M.Ramos e Fernandinho; Henrique, Araújo, J.Vitor e D.Carvalho; Mazinho e Barcos.

Bola verde IPE: Bruno se mantém na liderança, com média 5,67.

Destaques/Cruzeiro: Sandro Silva e Léo, suspensos, e Ceará e Alex Silva, lesionados, ficam de fora. O volante Charles volta de suspensão. O técnico Celso Roth deve ir a campo com Fábio; Marcelo Oliveira, Mateus, Rafael Donato e Diego Renan; Leandro Guerreiro, William Magrão, Charles e Montillo; Wellington Paulista e Borges.

Ex-palmeirenses no Cruzeiro: o zagueiro Léo, o volante Sandro Silva e o atacante Wellington Paulista.

Palpite IPE: 1×1, gols de Barcos para o Palmeiras e Montillo para o Cruzeiro.

Última vitória no local do jogo: o histórico registra apenas dois jogos entre Palmeiras e Cruzeiro no estádio Independência, ambos derrotas.

Última derrota no local do jogo: foi pelo BR1991 – 0×2 – gols de Nonato e Marco Antônio Boiadeiro.

Você sabia? A maior goleada do confronto aconteceu em 1999, pela extinta Copa Mercosul, e é verde! – 7×3 – gols de Euller (2), Evair (2), Paulo Nunes (2) e Alex.

Histórico: o Cruzeiro é um dos poucos clubes no país que possui vantagem no retrospecto geral contra o Palmeiras.

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
77 28 21 28 117 110 44 14 13 17 57 61

O IPE se lembra: em 2000, pelas quartas de final da Copa Mercosul, o Palmeiras foi até Belo Horizonte e voltou com a vitória debaixo do braço – 1×2 – gols de Arce e Galeano para o Palmeiras e Sérgio Manoel para o Cruzeiro.

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Palmeiras 0×2 Bahia

Quem não faz, toma.

Mesmo jogando melhor durante toda a partida, o Palmeiras saiu derrotado esta noite em Barueri. Com um primeiro tempo muito bom, de total domínio alviverde, o Palmeiras mandou no jogo mas não soube aproveitar as chances que teve.

O primeiro desperdício foi de João Vitor. Após belíssima jogada de Obina fazendo o pivô, o voltante finalizou para a defesa de Marcelo Lomba. Depois, foi a vez de Obina desperdiçar outra chance após bom corta-luz de Henrique e passe inteligente de Daniel Carvalho. E o primeiro tempo terminou como começou – 0×0.

Na segunda etapa, Felipão tirou o cansado Daniel Carvalho para a entrada de Maikon Leite. Minutos depois, foi a vez de Barcos entrar no lugar de João Vitor, que saiu lesionado. O Palmeiras abafou, mas continuou pecando na finalização das jogadas. Em uma das chegadas, o zagueiro do Bahia abraçou a bola, e o juiz, em meio ao festival de cartões amarelos distribuídos, “nada viu”.

Foi então que veio o castigo. Wellington, que já não vinha bem na partida, perdeu uma bola dominada para Souza, que lançou Lulinha. Artur “chegou junto” no lance e dessa vez o árbitro viu: penalti. Souza bateu e marcou – 1×0.

O que se viu depois disso foi um Palmeiras pressionando, mas com pouca inspiração e objetividade. O Bahia, nos contra-ataques, teve calma para definir a partida em mais uma falha de Wellington, e de novo com Souza – 2×0.

Como bem observou um amigo após o jogo, nem mesmo o embalo e a moral de um título foram capazes de superar tamanho fator zica: um ex-técnico estreando no adversário + uma equipe repleta de refugos.

O Palmeiras agora volta a beirar a zona da degola e na próxima rodada terá uma missão cujo histórico mostra ser bastante difícil: vencer o Cruzeiro em terras mineiras.

Avaliações

- Bruno: sem culpa nos gols – 6,5

- Artur: vinha fazendo uma partida correta até exagerar na vontade – 4

- L.Amaro: bola pro mato – 6

- Wellington: errou todas as saídas de bola e entregou os dois gols do adversário – zero

- Juninho: discreto no apoio e pilhado na defesa – 5

- Henrique: tentou levar a equipe a frente, mas precisa de opções para sair pro jogo – 6

- Araújo: bem na proteção da zaga – 6

- João Vitor: perdeu grande oportunidade no primeiro tempo, no mais foi o mesmo de sempre – 5

- D.Carvalho: até cansar, vinha fazendo uma partida boa, com bons passes – 5,5

- Mazinho: bastante discreto, faltou aparecer mais para o jogo – 5

- Obina: melhor em campo até perder um gol que 9-9 não pode perder – 6

- Maikon Leite: parece um buscapé, correndo sem objetivo – 5

- Barcos: claramente fora de ritmo, pregou com 10 minutos em campo – 5

- Patrik: o Palmeiras precisamos de meia-atacantes com urgência – 5

- Felipão: armou bem e fez o que podia. Não tem culpa se faltou competência individual para decidir a partida ainda no primeiro tempo. No fim, de cabeça quente, arrumou motivo para tomar mais um gancho do STJD, ao chutar uma bola para longe e ainda falar besteiras sobre o juiz na coletiva – 6,5

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0X2 BAHIA

Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data/hora: 26/7/2012 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Antônio Frederico de Carvalho Schneider (RJ)
Auxiliares: Janette Mara Arcanjo (MG) e Luiz Antônio Muniz de Oliveira (RJ)

Público e renda: 7.515 pagantes/ R$ 290.060,00
Cartões amarelos: Daniel Carvalho, Leandro Amaro, Juninho (PAL); Zé Roberto, Gil, Ciro, Fahel (BAH)
Cartão vermelho:
 - 
GOLS
: Souza, 23′/2ºT (0-1); Souza, 36′/2ºT (0-2)

PALMEIRAS: Bruno, Artur, Leandro Amaro, Wellington e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, João Vítor (Barcos – 6′/2ºT) e Daniel Carvalho (Maikon Leite – intervalo); Mazinho e Obina (Patrik – 14′/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

BAHIA: Marcelo Lomba, Gil (Diones – intervalo), Danny Morais, Titi, Hélder; Fahel, Fabinho, Kléberson (Magno – intervalo) e Zé Roberto; Ciro (Lulinha – 21′/2ºT) e Souza. Técnico: Caio Junior.

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Os palmeirenses olímpicos

Alex: o último palmeirense no futebol olímpico

Esta semana marca o início dos Jogos da XXX Olimpíada, que oficialmente começam amanhã. Porém, como já tem bola rolando hoje para os meninos do Brasil que buscam o ouro inédito etc. etc. e tal, aproveitamos para lembrar quais jogadores defenderam o Brasil em Jogos Olímpicos como atletas do Verdão.

Aqui, falaremos apenas do futebol – não por sua importância nos Jogos, que é diminuta e por isso mesmo não justifica a obsessão pelo triunfo, mas por sua relevância para nós, palmeirenses, e principalmente porque nossos atletas olímpicos já estão sendo destacados numa ótima série que o 3VV começou também hoje. Nós pensamos em preparar algo, mas não faríamos nada parecido; estão certíssimos os colegas 3VV em preparar esta série, afinal o Palmeiras não é um Futebol Clube, e sim uma Sociedade Esportiva.

*

O Palmeiras, apesar da sua fama de não revelar jogadores, já teve atletas com participação olímpica, mesmo na era amadora. Antes de listar nossos representantes, vale destacar que, na versão feminina, o clube até onde verificamos não teve jogadoras convocadas para nenhuma das quatro edições anteriores nem para a atual.

Quanto aos marmanjos, eis o histórico verde:

2000 - Sydney

A campanha que terminou com a incrível derrota do Brasil para Camarões, que estava atuando com 9 homens, nas quartas-de-final teve um campeão de Libertadores:

  • Alex (M) – 4J, 2G, um contra a Eslováquia e outro contra o Japão

Alex seria repassado ao Parma logo após a Olimpíada, para ser emprestado em seguida ao Flamengo.

1996 – Atlanta (medalha de bronze)

O Palmeiras teve três representantes naquele time comandado por Zagallo que pela primeira vez teve forte respaldo da CBF:

Vale destacar que Amaral também estava ali e, como Rivaldo, se despediu do Palmeiras pouco antes, na final da Copa do Brasil de 1996. Porém Amaral já estava negociado com o Parma e por isso constou como jogador daquele time (algo inusual – Júnior Baiano assinou com o Palmeiras antes da Copa de 1998 e nem por isso foi considerado jogador nosso), enquanto a ida de Rivaldo para o La Coruña não havia sido fechada.

1976 – Montreal

É preciso recuar 20 anos para encontrar outro representante verde em uma Olimpíada que os canadenses preferem esquecer, pois a cidade-sede teve enorme prejuízo financeiro. Em 1976, um dos convocados da Seleção que quase alcançou uma medalha, tendo terminado em quarto lugar ao perder o bronze para a forte URSS, foi um lateral-direito nosso:

  • Rosemiro (LD) – 4J, 1G, o primeiro daquela campanha, no 2×1 Espanha pela segunda rodada

Rosemiro tinha 22 anos e 22 partidas pelo clube à época da disputa.

1972 – Munique

A Olimpíada marcada pelo atentado terrorista contra a delegação israelense teve um palmeirense no elenco que caiu logo na primeira fase num grupo com Hungria, Dinamarca e Irã:

  • Celso (LE) – 2J

Celso, 21 anos, disputou apenas 38 partidas em quatro anos de clube, 16 delas antes de sua participação nos Jogos Olímpicos.

1968 – Cidade do México

Os jogos marcados por diversos recordes obtidos na altitude mexicana e pela célebre imagem do pódio em que dois atletas americanos homenagearam o movimento dos Panteras Negras teve uma Seleção Brasileira que também não passou da primeira etapa, num grupo com Espanha, Japão e Nigéria. Lá havia cinco palmeirenses, um recorde:

  • Raul Marcel (G) – não jogou
  • Moreno (LE) – 2J
  • Jorge (M) – 1J
  • China (M) – 1J
  • Lauro (M) – não jogou

Raul Marcel, goleiro que faleceu recentemente, chegou á Olimpíada com 20 anos e nenhuma partida pelo Verdão (o primeiro de seus 55 jogos foi apenas em 1970). China atuou apenas 10 vezes (nove delas antes dos Jogos), mas curiosamente suas duas primeiras partidas foram justamente nas finais da Libertadores de 1968. Lauro jogou 8 partidas, todas antes das Olimpíadas; Moreno atuou somente uma vez, em 1971, e Jorge jamais atuou pelo Verdão.

1964 – Tóquio

Os primeiros Jogos Olímpicos do Oriente também presenciaram uma eliminação brasileira na primeira fase em grupo com Tchecoslováquia, Egito e Coreia do Sul. Um palmeirense estava lá:

  • Caravetti (Z) – 3J

Caravetti, que tinha apenas 19 anos quando foi ao Japão, ainda não tinha estreado pelo Palmeiras; só faria o primeiro de seus 16 jogos vestindo verde no ano seguinte.

1960 – Roma

Em uma participação regular (num grupo com Itália, Grã-Bretanha e Taipei, o Brasil terminou apenas atrás dos donos da casa, porém só um avançava), dois palmeirenses representaram o ex-Palestra Itália na terra dos fundadores da esquadra:

  • Waldir (Z) – 3J, 1G
  • Paulinho Ferreira (M) – 3J

O zagueiro Waldir tinha 22 anos mas já contava 35 jogos pelo Palmeiras – e depois das Olimpíadas não atuou mais nenhuma vez. Já Paulinho atuou 13 vezes entre 1960 e 1963, apenas uma delas antes dos Jogos.

Total: o Palmeiras cedeu 14 atletas para nossas seleções olímpicas; 3 deles terminaram sua participação com um bronze no peito.

*

Como curiosidade, vale citar outros jogadores (e técnicos) que disputaram os Jogos Olímpicos e que tiveram passagens pelo Palmeiras, antes ou depois da competição:

2008 – Ilsinho

2004 – Gamarra

2000 – Baiano, Mozart, Vanderlei Luxemburgo

1996 – Zé Maria, Roberto Carlos, Amaral, Juninho

1992 – Arce, Asprilla, Lozano

1988 – Neto, Mazinho, Carlos Alberto Silva

1984 – Jair Picerni

1976 – Carlos, Batista

1952 – Humberto Tozzi, Vavá

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Fora do zona do desespero pela primeira vez neste BR e embalado pela boa vitória na última rodada, o Palmeiras vai a campo contra um “concorrente direto” neste momento da competição. A vitória é essencial para afastar a equipe ainda mais da ZR e dar tranquilidade ao elenco para entrar de cabeça na disputa que realmente interessa no segundo semestre: a Copa Sulamericana.

Horário e local: quinta-feira, 26/07, às 21:00, na Arena Barueri (PPV)

Árbitro: será o estreante em partidas do Palmeiras, Antonio Schneider (RJ). Este árbitro é “disciplinador”, e aplicou cartões vermelhos em 11 das últimas 15 partidas que apitou.

Desfalques/Reforços: Wesley, Luan, Thiago Heleno, Román e M.Ramos continuam entregues ao DM. Assunção e Barcos, recuperados, têm condição de jogo, mas ainda são dúvida. Cicinho está fora, suspenso. Deola, emprestado ao Vitória, e Felipe, vendido ao Atl-PR, já não fazem mais parte do grupo.

Pendurados: Henrique, Juninho e Márcio Araújo. Próxima partida: Cruzeiro (f).

Previsão IPE: Bruno; Artur, L.Amaro, Wellington e Juninho; Henrique, Assunção, J.Vitor e Valdivia; Mazinho e Obina.

Bola verde IPE: o líder continua sendo Bruno, com média 5,59.

Destaques/Bahia: assim como o Palmeiras, o Bahia também tem uma série de desfalques: os laterais Coelho, Ávine e Madson, os meias Mancini, Vander, Jéferson e Gabriel, e o atacante Elias estão vetados por conta de lesões. O lateral esquerdo Gerley não pode atuar por questões contratuais. O lateral-direito Neto, recém contratado, ainda não está regularizado e também fica de fora. O técnico Caio Jr., que faz sua estreia pelo tricolor baiano, deve fazer algumas alterações na equipe, indo a campo com a provável escalação: Marcelo Lomba; Fabinho, Titi, Danny Moraes e Jussandro; Hélder, Fahel, Kléberson e Zé Roberto; Ciro e Souza.

Ex-palmeirenses no Bahia: o lateral esquerdo Gerley e o técnico Caio Jr.

Palpite IPE: 2×0, gols de Barcos e Obina.

Último confronto em SP: foi no Canindé, pelo BR2011 – 1×1 – gols de Valdivia (PAL) e Titi (BAH).

Última vitória em SPfaz muito tempo, já que o Bahia ficou quase 10 anos longe da série A – 2×1 – gols de Muñoz e Lopes (PAL) e Preto (BAH), pelo BR2001.

Última derrota em SP: também faz muito tempo - 1×2 (Alexandre; Gil Baiano e Geraldo) - pelo fatídico BR2002.

Você sabia? Algoz contumaz do Palmeiras por onde passou, o atacante Marcelo Ramos é o sexto maior artilheiro da história do Bahia, com 127 gols marcados.

Histórico: o primeiro confronto da história entre Palmeiras e Bahia foi em um amistoso em 1937, vencido pelo Palestra Itália por 4×0 (Rolando (2), Luizinho e Moacyr).

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
43 23 12 8 67 30 30 15 8 7 39 22

O IPE se lembra: em 1994, o Palmeiras enfrentou o Bahia pelas quartas-de-final do Brasileirão e venceu em partida bastante movimentada – 2×1 – gols de César Sampaio e Evair, com Rivelino descontando.

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Mazzola

Um de nossos maiores atacantes

Esta terça-feira marca o 74º aniversário do maior atacante revelado pelo Palmeiras nos últimos 60 anos: José João Altafini, o Mazzola, um dos poucos atletas da história a ter disputado Copas do Mundo por duas seleções distintas.

Mazzola começou sua carreira no Clube Atlético Piracicabano, agremiação de sua cidade natal que na época disputava a segunda divisão do Paulista; foi ali que recebeu seu apelido, por sua semelhança com o ex-jogador italiano Valentino Mazzola. Seu instinto de artilheiro chamou a atenção do Palmeiras, que o trouxe ainda no fim de 1955, quando contava 17 anos. E foi fácil de perceber que o tiro havia sido certeiro: já em seu primeiro jogo com a camisa palestrina, o atacante disse a que veio – em amistoso contra o Catanduva, em 29/1/1956, Mazzola entrou no segundo tempo no lugar de Wilson, que por sua vez já havia substituído a Fernando. Foram poucos minutos em campo, mas o suficiente para marcar ambos os gols do alviverde que perderia aquele confronto por 4 a 2.

Depois disso, novas oportunidades só surgiram em amistosos em março, mas ele não as desperdiçou, marcando por exemplo contra o Boca Juniors e o Nacional uruguaio. Mesmo assim, só participaria de jogos oficiais a partir de junho, no Paulista, e a partir dali teve impulso sua carreira, que não lhe trouxe títulos com a camisa verde, mas o levaria ao topo do mundo em 1958.

Os números mostram como Mazzola era um atacante cumpridor: em 114 partidas pelo Palmeiras, foram 85 gols. Em sete oportunidades ele conseguiu marcar ao menos 3 vezes, e em uma delas, contra o Noroeste em 9/6/1957, ele se tornou um dos apenas seis jogadores em nossa história a marcar cinco vezes na mesma partida. Não à toa, Sylvio Pirillo, então técnico da Seleção Brasileira, lhe deu a oportunidade de estrear pelo escrete nacional uma semana depois. Desnecessário dizer que já nesta primeira partida vestindo amarelo Mazzola (que entrara no lugar de Pagão) deixou sua marca na meta portuguesa naqueles 3 a 0. Poucas semanas depois, fez o gol do título da Copa Roca, competição entre Brasil e Argentina.

Alternando gols entre Palmeiras e Seleção, Mazzola conquistou seu lugar entre os 22 jogadores que levantariam a Copa do Mundo da Suécia. Com a camisa 18, ele teve a honra de ser o autor do primeiro gol brasileiro no certame, na vitória por 3 a 0 contra a Áustria (na qual faria mais um gol); atuou ainda contra Inglaterra e País de Gales.

O campeão mundial não retornou ao Palestra: foi vendido ao Milan por Cr$ 25 milhões, uma cifra relativamente alta. Sua despedida havia sido em amistoso contra o Jabaquara na Vila Belmiro, em 16/4/58. Parte do dinheiro auferido com a transação foi utilizada para adquirir atletas que venceriam no ano seguinte o Supercampeonato Paulista, como Julinho e Djalma Santos.

Na Itália, passou a ser conhecido por seu sobrenome; e foi como Altafini que ele alcançou marcas invejáveis em suas passagens por Milan, Napoli e Juventus: terceiro maior artilheiro da história da Serie A (216 gols) e 24º jogador que mais atuou (459 vezes); artilheiro (e campeão) da temporada 1961/62, com 22 gols. Também

O sucesso nesta temporada em particular também lhe rendeu a chance de disputar sua segunda Copa do Mundo, desta vez pela Azzurra. Sobre isso, ele diz que “o Brasil é que não quis chamá-lo”. Juntou-se assim a um seleto grupo de seis jogadores que atuaram por dois países, e deles somente dois chegaram a ser campeões (o outro foi Luís Monti, argentino/italiano). Naquela Copa, Mazzola foi o camisa 9 e jogou em duas partidas, mas não marcou.

No ano seguinte, outro feito: Mazzola se tornou o maior artilheiro de uma edição da Copa/Liga dos Campeões ao marcar 14 vezes pelo Milan, marca igualada somente este ano por Luanel Lionel Messi.

Aposentou-se aos 38 anos pela Juventus, embora por mais algum tempo ele atuasse por clubes suíços, como explica na entrevista que encerra este texto. Depois de pendurar as chuteiras, continuou morando em Turim, onde trabalhou por muito tempo como comentarista esportivo, chegando até mesmo a participar da narração em italiano de três edições da série de jogos Pro Evolution Soccer.

Mazzola foi, como dito, provavelmente a maior revelação no ataque verde em 60 anos. Depois dele, quem? Provavelmente Vágner Love, que é muito bom jogador, mas não se compara a José João Altafini, que pouco ficou, mas muito marcou. Em ambos os sentidos.

VÍDEOS

1. Brasil 3 x 0 Áustria – 2 gols de Mazzola

2. Alguns gols de Mazzola na Itália

3. Entrevista com Jô Soares (tentem não se fixar no bizarro paletó do apresentador)

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Palmeiras 3 x 0 Náutico

O dono da festa

Foi a primeira vitória tranquila do time desde os 4×0 sobre o Paraná. Aliando a autoconfiança trazida pela Copa do Brasil à mobilidade de OBINA, que com o retorno de Barcos deve confundir a cabeça de Felipão, o Palmeiras dominou de ponta a ponta, salvo um período de cerca de três minutos entre os dois primeiros gols em que o Náutico conseguiu 732 escanteios. Ficou a impressão que, se fosse necessário fazer mais, o time ontem teria feito.

Desde o início a equipe mostrou vontade de atacar. Pela direita, havia mais dificuldade, pois Cicinho e Lúcio travavam um duelo duro (de assistir). Mas acabou sendo por esse lado que João Vítor escapou para servir OBINA, que como centroavante típico (quem diria, agora temos dois!) não precisou pensar muito para achar o espaço deixado pelo goleiro Felipe. 20 minutos e sua tarde já estava ganha, mas vinha mais.

O Náutico buscou reagir após o gol, ciente de que era então ou nunca mais. Teve seu momento de pressão ajudado por bicos pra trás da zaga palmeirense – os únicos em 90 minutos; mas no momento em que OBINA arrancou pela direita e serviu com precisão a Mazinho, a partida estava liquidada. Meia hora de partida e o Timbu ia às cordas. Para este redator, pela dificuldade em acertar a força e a direção do passe entre goleiro e zagueiro, esta foi a melhor participação do camisa 21 nos três gols.

Após o intervalo, o clube pernambucano mal teve tempo de assentar suas duas novas peças; Márcio Araújo roubou bola e iniciou o contra-ataque em 220 volts. Deixou para OBINA, que devolveu ao camisa 8 com uma assistência milimétrica usando a trave como apoio. Companheirismo é isso aí.

Daí pra frente, o Barcelona verde (melhor que o original, já que este teve no máximo o tal do Eto’o) só rolou a bola. A mágica – e vazia, como não podia deixar de ser, certo diretoria? - Arena Barueri foi cenário do início da fuga. Agora que o time adoçou a boca do torcedor com duas semanas de futebol de verdade, quinta-feira esperamos mais.

Atuações

Bruno – dificilmente será o goleiro dos sonhos do palmeirense, mas está em boa fase, comprovada pela saída de Deola. 6,5

Cicinho – destoou do resto da equipe. De positivo, o corte no repórter na entrevista pré-segundo tempo (o repórter perguntou se ele ia forçar em cima do Lúcio, que estava pendurado; ele de prima: “eu também estou”). É pouco. 4

Leandro Amaro – confiar plenamente nele é difícil. Mas vem dando conta do recadao. 6,5

Wellington - na base, dizia-se que seu companheiro Mayko, hoje no Nacional-POR, era o zagueiro promissor. Por enquanto, vem dando conta do recado e parece já ter superado Román na disputa pelo banco. 7

Juninho – discreto, porém não mal. 6

Henrique – dominou o meio-de-campo. 7,5

Márcio Araújo – esbanjou vitalidade e foi premiado com seu quarto gol pelo clube. 7

João Vítor – deu de bandeja o primeiro gol e não comprometeu no resto. 6,5

Valdivia – fez seu arroz com feijão, o que é um elogio, já que com a bola nos pés é inegavelmente um bom jogador. 7

Mazinho – vai conquistando uma justa renovação de contrato. 7

OBINA – o nome do jogo, e já tinha estreado bem em Curitiba. 9

Artur – jogou na boa, mais pra defender. 5,5

Daniel Carvalho – bateu cartão e ganhou o bicho. 5

Betinho – foi praticamente uma despedida, com seu esforço e falta de técnica habituais. Também, já fez o que precisava. 5

Ficha técnica

PALMEIRAS 3 X O NÁUTICO

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP) Data: 22 de julho de 2012, domingo Horário: 16 horas (de Brasília) Árbitro: Edivaldo Elias da Silva Assistentes: José Carlos Dias Passos e Ivan Carlos Bohn Cartões amarelos: Cicinho (Palmeiras). Lúcio (Náutico) Público: 7.407 pagantes Renda: R$ 254.860,00

GOLS: PALMEIRAS: Obina, aos 18, e Mazinho, aos 29 minutos do primeiro tempo. Márcio Araújo, aos 5 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Bruno; Cicinho (Artur), Leandro Amaro, Wellington e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, João Vitor e Valdivia (Daniel Carvalho); Mazinho e Obina (Betinho) Técnico: Luiz Felipe Scolari

NÁUTICO: Felipe; Jean Rolt, Márcio Rozário e Gustavo (Ramirez); Alessandro, Elicarlos, Glaydson, Rhayner (Cleverson) e Lúcio (João Paulo); Kieza e Araújo Técnico: Alexandre Gallo

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Depois de três anos, o Palmeiras volta a encontrar o adversário contra quem conquistou seu terceiro título nacional; a situação no momento, porém, favorece o Clube Náutico Capibaribe, que vem se mantendo no meio da tabela, enquanto o Palmeiras segue na zona vermelha. A reação começa agora?

Horário e local: Domingo, 22/07, às 16:00, na Arena Barueri (PPV)

Árbitro: será um estreante no Brasileirão deste ano, o paranaense Edivaldo Elias da Silva, que já tem uma partida nossa no currículo:

2011 – 2×2 Grêmio (BR, f)

Desfalques/Reforços: voltam Henrique (que segue pendurado), Maikon Leite, João Vítor e Valdivia; aguarda-se também o retorno de Assunção. Daniel Carvalho saiu lesionado do jogo com o Coritiba, e os demais machucados seguem no DM – Luan, Barcos, Vinícius, Maurício Ramos, Román, Thiago Heleno e provavelmente mais alguém que esquecemos de tantos que são.

Pendurados: a lista não é pequena, e tem Henrique, Juninho, Cicinho e Márcio Araújo. Próxima partida: Bahia (c)

Previsão IPE: Bruno; Artur, Leandro Amaro, Henrique, Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vítor, Valdivia; Mazinho, Betinho.

Bola verde IPE: entre os que têm no mínimo 4 jogos (40% de partidas), o líder é Bruno, com 5,50.

Destaques/Náutico: a zaga timbu tem desfalques – Marlon está vetado, Ronaldo Alves suspenso e Márcio Rosário é dúvida. Certos, apenas Jean Rolt e Gustavo. Souza não poderá jogar por ainda ser atleta do Palmeiras, e Martinez está contundido. Assim, o técnico Gallo pode definir sua equipe com Felipe; Alessandro, Jean Rolt, Márcio Rosário, João Paulo; Elicarlos, Ramirez, Cléverson e Araújo; Rhayner e Kieza

Ex-palmeirenses no Náutico: o lateral Lúcio e os volantes Souza (que ainda é nosso) e Martinez, estes dois fora do jogo

Palpite IPE: pra começar a sair do sufoco, o Palmeiras vence suado por 2 a 0, gols de Valdivia e Obina.

Último confronto: foi um mico. Numa rara partida de segunda-feira, o líder Palmeiras levou 3 a 0 do clube pernambucano, que estava na zona de rebaixamento. Foi o começo da derrocada verde no Brasileiro de 2009, com gols de Claudio Luiz e Bruno Mineiro (2).

Última vitória em SP: foi no primeiro turno daquele mesmo campe0nato, 4×1 no Palestra (Maurício Ramos, Willians, Armero – seu único gol pelo Verdão, Pierre; Márcio Barros)

Última e única derrota em SP: foi justo na final da Taça Brasil de 1967; o Palmeiras havia vencido em Recife, mas o Náutico deu o troco aqui: 1×2 (Tupãzinho; Ladeira, Nino). Na negra, deu Verdão: 2 a 0 e tricampeonato no Maracanã.

Você sabia? Jorge Mendonça, grande artilheiro do Verdão, veio do Náutico, no qual também se tornou ídolo.

Histórico: uma boa vantagem do Palmeiras; notem que fizemos praticamente o dobro de gols. Observação: aqui e em todos os boletins pré-jogos que fazemos, os dados referentes ao Campeonato Brasileiro incluem jogos pelos Robertões e Taças Brasil; por isso, a transmissão do PFC dirá números diferentes.

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
36 22 6 8 65 33 27 16 5 6 46 26

O IPE não se lembra: a maior goleada da história do confronto ocorreu no Campeonato Brasileiro de 1983, quando o Palmeiras fez 6 a 0 no Palestra. Eis o esquadrão de Rubens Minelli que entrou para a história: João Marcos; Perivaldo, Vágner Bacharel (1 gol), Nenê Santana, Márcio; Batista (1),  Carlos Alberto Borges, Jorginho (Rocha), Barbosa; Carlos Alberto Seixas (1, depois Cléo, 2), Carlos Henrique (1).

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Eto’o já fez três gols num Derby?

Ontem testemunhamos a reestreia de Obina pelo Palmeiras. Seu retorno se deve em grande parte ao jogo que marcou sua primeira passagem pelo Palmeiras, e o consultor de TI Rafael Tofaneli presenciou a exuberante exibição do então camisa 28 naquela tarde em sua Presidente Prudente natal. Hat-trick e vitória num Derby em sua cidade? É realmente um jogo inesquecível.

*

É claro que como Palmeirense, me marcou muito a final do Paulistão de 93 com a inesquecível narração do José Silvério no gol de pênalti do Evair, “Agora eu vou soltar a minha voz!”, a final da Copa do Brasil de 98 com aquele gol espírita do Oséas, a classificação sobre o Flamengo com 2 gols de cabeça do Euller no finalzinho, a final da Libertadores de 99, o memorável jogo em que o Marcos defendeu pênalti do Marcelinho.

Já estive em vários jogos do Palmeiras no Pacaembu, Palestra Itália, Canindé e principalmente na maioria dos jogos do Palmeiras no Prudentão, na minha amada e querida terra, Presidente Prudente – SP.

Em Prudente, como sabemos, o Palmeiras é imbatível em clássicos, com vários jogos memoráveis, goleamos nossos maiores rivais várias vezes, em que estive presente nas arquibancadas, assistindo esquadrões, compostos por Edmundo, Evair, Rivaldo, Alex, Junior, César Sampaio e Marcos, mas também jogos sofríveis em que tínhamos Enilton, Rosembrick, Nem, Alexandre, Rovílson, Alceu com a camisa 10, dentre outros.

Porém, um jogo que me marcou muito não foi em nenhuma destas fases, foi um ano que fez muitos Palmeirense chorarem ao final, depois de deixar escapar um Campeonato Brasileiro praticamente ganho, o maldito certame de 2009. Foi uma partida com o enredo inusitado, com o ator principal que ninguém esperava no final, porque do nosso lado tínhamos jogadores em ótimas fases e em momento de seleção brasileira, Diego Souza e Cleiton Xavier. O ataque havia perdido recentemente Keirrison que veio de Curitiba fazendo um caminhão de gols, ocasionando a queda de Luxemburgo e estava a espera da volta de Vagner Love.

Tudo conspirava contra nós, estávamos de técnico interino, Jorginho em sua última partida antes de liberar a cadeira para o Muricy, que acompanhou o jogo do camarote. Vínhamos de uma traumática eliminação na Libertadores pelo Nacional em Montevidéu com direito a gol incrível perdido pelo herói deste jogo. O time teve que enfrentar a viagem de 560 quilômetros de São Paulo a Prudente de ônibus por problemas no voo, e o palco da partida aguardava o homenageado e principal jogador do maior nosso rival e adversário naquela partida, com a prefeitura entregando a plaquinha pelo gol que havia feito no clássico anterior derrubando o alambrado.

Pelo lado deles, além do “robusto” craque do time em grande fase, eles vinham de conquistas de Copa do Brasil e Campeonato Paulista.

Era realmente um dia atípico de futebol, em uma rara tarde de muito frio e chuva na cidade, eu e alguns amigos caminhamos 3 kms até o estádio, em razão do trânsito. Tivemos que correr de um ônibus da organizada rival, que nos avistaram na rua com camisas e bandeiras e queriam nos bater, houve superfaturamento de capas de chuvas por parte dos ambulantes, mas tudo isso compensou com a bola rolando em campo…

O Palmeiras entrou em campo com um time cauteloso, refletindo todos os fatores acima, Jorginho optou por uma formação com 3 volantes. O time entrou em campo com Pierre, Edmílson, Souza, Cleiton Xavier e Diego Souza no meio-campo, e só Obina isolado no ataque. Porém, o time teoricamente defensivo surpreendentemente começou o jogo dominando o rival, o time tocava bem a bola e o jogo fluía, a marcação era precisa, tanto é que logo aos 7 minutos Cleiton Xavier acertou o travessão em uma cobrança de falta.

Aos 10 minutos, após escanteio, o ataque palmeirense desviou a bola e Obina completou para o gol. O auxiliar invalidou o gol alegando impedimento. Percebendo a superioridade, 5 minutos depois, o atual técnico da seleção brasileira e técnico rival na época, aproveitou a saída do seu camisa 9, por contusão no braço, depois de uma paulistinha de Souza, para colocar mais um volante, reforçando a marcação que sofria muito com a dupla Diego Souza e Cleiton Xavier em tarde inspirada.

A partir daí, o jogo foi totalmente dominado pelo lado palestrino, tanto é que não demorou muito para Obina abrir o placar, Pierre foi ao fundo pela direita e cruzou na área. O centroavante, se antecipou a Chicão, mergulhou e cabeceou sem chances de defesa aos 31 minutos.

GOLAÇO!!!

Eufórico na arquibancada, ainda lamentamos algumas chances perdidas ainda até o final na primeira etapa.

Na inicio da segunda etapa, o rival equilibrou as ações de meio campo. Mas aos 13 minutos, após jogada de Cleiton Xavier, Chicão derruba o camisa 10 dentro da área e o juiz assinala penalti. Obina bateu duas vezes, já que o árbitro mandou voltar a primeira cobrança.

GOOOOOOLLL!!!

Depois do segundo tento, o time alviverde virou um rolo compressor, tanto é que não demorou muito para chegar ao terceiro gol. Aos 20, em grande jogada de Cleiton Xavier, que frente a frente com o goleiro adversário, não quis ofuscar o principal nome do jogo, só rolou para OB28 que sem goleiro, ganhou o direito de pedir música no Fantástico.

OBINA É MELHOR QUE ETO’O!!!

A partir daí, o time rival se desestabilizou, tanto é que ficou com 10 jogadores poucos minutos depois. Com a partida definida, a torcida adversária indo embora faltando 20 minutos para o final, só restou ao Palmeiras tocar a bola e a torcida gritar Olé a cada toque de um jogador Palmeirense.

Ao final do jogo, o cara do jogo que havia anotado 5 tentos, 2 deles anulados, ficou vários minutos acenando para torcida no alambrado que gritava: “ÔÔÔÔÔÔ, Obina é melhor que o Eto’o…”

*

CONTEXTO

O cenário já foi bastante descrito no texto. Acrescentaremos apenas que o jogo valeu pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009 e ambos os times chegaram bem àquela partida – o Palmeiras era o vice-líder, três pontos atrás do Atlético-MG, e o Corinthians estava em quarto, dois pontos atrás do Verdão.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 3 PALMEIRAS – 26 DE JULHO DE 2009 – CAMPEONATO BRASILEIRO

Local: Estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente (SP)

Horário:  16 horas

Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS) Assistentes: Ednilson Corona e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos SP)

Cartões Amarelos: Maurício Ramos, Armero, Sandro Silva, Edmilson e Obina (Palmeiras); Alessandro, Diego Elias (Corinthians)

Cartão Vermelho: Alessandro (Corinthians)

Gols: Obina, aos 31 minutos do primeiro tempo, aos 15 e aos 19 minutos do segundo tempo

Corinthians: Felipe; Diogo (Alessandro), Chicão, William e Diego (Marcinho); Jucilei, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Ronaldo (Moradei) e Dentinho Técnico: Mano Menezes

Palmeiras: Marcos; Wendel, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Souza, Edmilson (Sandro Silva), Cleiton Xavier (Deyvid Sacconi), Diego Souza e Obina Técnico: Jorginho (interino)

NO DIA SEGUINTE

Como sói acontecer, para a Folha não foi o Palmeiras quem ganhou, e sim o adversário que perdeu. Esperem Obina calá-los outra vez.

REVEJA

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