Em uma partida de dois tempos distintos, o Palmeiras suportou a correria do Botafogo e teve paciência para se impor e largar com vitória na Copa Sulamericana 2012.
O primeiro tempo foi todo alvinegro. Com muita velocidade e empurrando o Palmeiras para o seu campo, o Botafogo criava chances, especialmente com Elkeson e Andrezinho, que infernizavam a zaga alviverde. Não fosse a atuação irretocável de Bruno e os cariocas teriam ido para o intervalo vencendo por pelo menos dois gols.
O Palmeiras, com Mazinho na meia e Maikon Leite fazendo dupla com Barcos, errava as saídas de bola e não criar jogadas de ataque.
Vendo a equipe ser dominada, Felipão não esperou nem o intervalo e colocou Obina no lugar de Mazinho, aos 38 do primeiro tempo. A mexida não foi suficiente para dar ao Palmeiras o domínio da partida, mas empurrou o Botafogo para trás. Ao fim dos primeiros 45 minutos, a impressão que se teve é que o Palmeiras saiu no lucro.
Na volta para o segundo tempo, Felipão fez a mudança que complementaria a reviravolta tática da partida. A entrada de Fernandinho no lugar de Maikon Leite foi suficiente para dar o domínio do meio campo ao Palmeiras, e as chances começaram a surgir.
O gol parecia questão de tempo e veio em grande estilo. Barcos dominou no peito cruzamento da direta e com categoria colocou a bola no canto superior oposto (mais conhecido como gaveta) de Jefferson – 1×0 – Golaço.
O ímpeto que restava ao Botafogo se transformou em nervosismo. Os cariocas passaram a errar bastante e o Palmeiras aumentou o domínio. Barcos e Obina criavam boas chances, e o segundo gol veio com naturalidade. Barcos recebeu bola nas proximidades da área, girou, levantou a cabeça e bateu de canhota, com curva – 2×0 – dois golaços.
A vantagem construída deixa o Palestra em situação confortável para o jogo de volta, que será somente no dia 22 de agosto. Até lá, o Palmeiras volta totalmente as atenções para a situação incômoda no Brasileirão.
Avaliacões
- Bruno: atuação irretocável, com duas belas defesas e muita segurança – 10
- Artur: defensivamente é muito regular, mas no ataque deixa a desejar em alguns momentos – 7
- Ramos: deu alguns sustos, mas não comprometeu – 7
- Amaro: quando joga sem inventar vai bem – 7,5
- Juninho: quando tem alguém para auxiliá-lo na recomposição do lado esquerdo, cresce na partida – 7
- Henrique: definitivamente, vai muito melhor como volante – 7,5
- J.Vitor: bem na defesa, mas peca demais na saída de bola – 6
- Assunção: voltou descalibrado e também errou demais na saída de bola – 6
- Mazinho: confesso que acreditava que ele poderia render bem no meio campo, mas o jogo de hoje provou que não – 6
- Maikon Leite: pouco se ouviu seu nome, mesmo tendo atuado 45 minutos – 6
- Barcos: dois golaços e muita raça no ataque – 10
- Obina: dividiu as atenções da defesa do Botafogo, abrindo espaço para El Pirata brilhar – 8
- Fernandinho: sua entrada consertou o meio campo – 8
- Araújo: entrou para ajudar a segurar o resultado – 7
- Felipão: percebeu que sua escalação inicial não daria certo e começou a corrigir ainda no primeiro tempo. Com a vantagem costruída, poderá trabalhar a equipe para a recuperação no BR com tranquilidade – 8
- Arbitragem: A impressão que fica do jogo de hoje é a de que, com arbitragens isentas, o Palmeiras não passaria o aperto que está passando no Brasileiro de maneira alguma. Mas certas coisas no futebol são “inexplicáveis”…
Os Gols
Ficha Técnica
PALMEIRAS 2 X 0 BOTAFOGO
Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data/Hora: 01/08/2012 – 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (FIFA-PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (FIFA-PR) e Altemir Hausmann (FIFA-PR)
Renda/Público: 3.833 pagantes/R$144.440,00
Cartões Amarelos: João Vitor (PAL); Renato (BOT)
Cartões Vermelhos: Não Houve
GOLS: Barcos, 1′/2ºT (1-0); Barcos, 19′/2ºT (2-0)
PALMEIRAS: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Leandro Amaro e Juninho; João Vitor, Henrique, Marcos Assunção (Márcio Araújo – 20′/2ºT); Maikon Leite (Fernandinho – Intervalo), Mazinho (Obina – 38′/1ºT) e Barcos. Técnico: Flávio Murtosa.
BOTAFOGO: Jefferson; Lucas (Lennon – 36′/2ºT), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Lima – 36′/2ºT); Jadson, Renato, Fellype Gabriel (Rafael Marques – 15′/2ºT) e Andrezinho; Vitor Júnior e Elkeson. Técnico: Oswaldo de Oliveira.


Discordo das notas do pobre Mazinho, que não jogou absolutamente nada. O Maurício Ramos tava “doido pra entregar a rapadura”; talvez seja a falta de ritmo. Maikon Leite merecia nota negativa…
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