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Arquivo da categoria ‘Campeonatos’

 

Orgulho resgatado

Orgulho resgatado

Nesta minissérie que revisa a trajetória verde na Segundona de 2003, já vimos como a campanha começou (parte 1) e continuou (parte 2). Hoje chegamos ao final feliz desta história.

Mantemos nosso pedido: quem possuir vídeos ou links desses jogos, por favor nos envie.

27. Palmeiras 2 x 3 Sport

A única derrota em casa, a terceira no campeonato (todas de virada). Mais importante de tudo: foi a última, e num momento em que o time podia se dar ao luxo de perder. Foi até bom: tirou o potencial salto alto do time, que vinha de cinco vitórias consecutivas. O lado ruim era que o time preferia que o rubro-negro não fosse o outro classificado da chave, por ser o time mais complicado de se enfrentar.

Como de hábito naquele campeonato, houve um gol rápido: Love, antes dos 10. Mas o primeiro tempo já terminaria pernambucano, com gols de Gaúcho e Weldon. Edmílson ainda empatou no segundo tempo, mas Cléber, de pênalti, fez o último gol da partida – talvez não fosse assim se Vagner Love não desperdiçasse seu único pênalti no campeonato logo depois.

No outro jogo do grupo, o Brasiliense venceu o Santa Cruz em casa, e chegou aos mesmos seis pontos do Sport. O Verdão seguia com nove e a Cobra Coral com três.

28. Brasiliense 1 x 2 Palmeiras

Bastava um empate para garantir a vaga, mas o time fez mais: após sofrer gol relâmpago de falta de Iranildo com desvio (o jogador marcou nas três vezes que enfrentamos o Jacaré), o time se equilibrou e conseguiu o empate com Adãozinho, ainda no começo do jogo.

Na segunda etapa, bela jogada de toda a equipe terminou no gol da virada, de Diego Souza. A segunda partida de terça-feira no campeonato, contra o mesmo adversário da outra, terminou com o mesmo resultado: festa verde.

No clássico pernambucano, Santa Cruz e Sport ficaram no 1 a 1, resultado que tirou o tricolor da disputa.

29. Palmeiras 2 x 0 Santa Cruz

Praticamente uma partida amistosa, com o Verdão já classificado em primeiro e o Santa já eliminado. Com ambas as equipes usando alguns reservas, valeu a motivação verde, e com dois gols no início do segundo tempo (Baiano e Pedrinho), o Palmeiras deu uma alegria à sua torcida, que pela última vez antes da festa que realmente valia pode assistir um jogo relaxadamente.

No jogo que decidia a segunda vaga do grupo, o Sport jogou em casa pelo empate contra o Brasiliense, e foi exatamente o que aconteceu: 1 a 1.

E, no outro grupo, Marília (em primeiro) e Botafogo (em segundo) deixaram Náutico e Remo – os dois clubes que nos derrotaram na primeira fase – pelo caminho. A zebra do interior paulista fez com que o Botafogo fosse nosso adversário logo na estreia da etapa final.

O QUADRANGULAR FINAL

30. Botafogo 1 x 1 Palmeiras

Desde o sábado passado, com a confirmação desta partida na abertura da última fase, a expectativa era enorme. Os dois favoritos se enfrentariam, e um deles provavelmente sairia de campo com a corda no pescoço já de saída.

E não foi o Palmeiras. A sorte ajudou antes – o veteraníssimo Valdo, melhor jogador botafoguense, ficou de fora por lesão – mas o time também teve competência no começo do jogo para equilibrar as ações mesmo em Caio Martins, até Vagner Love abrir o placar aos 27. A partir daí, o Glorioso percebeu que teria que reagir, e o fez logo depois, com Dill.

No segundo tempo, o Fogão foi bem melhor, mas parou na boa atuação da defesa, em especial, claro, Marcos. Max também fez seus milagres, e assim o empate persistiu até o fim. Bom resultado, claro.

No outro jogo do quadrangular, Sport e Marília não saíram do zero em Recife, o que deixava alviverdes e alvinegros na frente pelo número de gols marcados.

31. Palmeiras 1 x 0 Sport

Pela quarta vez, o Sport – o único time que nos havia vencido em casa. Foi a terceira e última partida no meio de semana (a única numa quarta), e foi sofrida e alegre, pois tão perto do fim cada vitória parecia um gigantesco salto rumo à luz.

No primeiro tempo, a atuação foi como o manual: pressão sobre o time de fora, mas o gol não saiu. Em compensação, no segundo tempo o Sport teve inúmeras chances, esbarrando no monstro da camisa 12. A diferença é que logo aos 3 minutos Daniel havia feito aquele que seria o único gol do jogo, em cabeçada após cobrança de falta.

O Leão tentou e tentou, mas aquele time verde já era cascudo o suficiente para não se perder em campo, e soube levar de vencida e mostrar que de fato seria campeão. Na véspera, o Marília havia empatado com o Botafogo em Presidente Prudente (havia sido punido), e com isso o Verdão, com 4 pontos, era líder isolado, seguido de Botafogo (2 pontos e um gol feito), MAC (2 pontos sem marcar gols) e Sport (1 ponto)

32. Marília 0 x 2 Palmeiras

Antes de mais nada, seremos meio repetitivos: foi outra atuação espetacular de Marcos. Mas desta vez destacamos isso de cara pois, na opinião deste que vos escreve, ela superou quase todas as mais de 500 partidas do ídolo – talvez só fique atrás daquela primeira partida contra o Corinthians nas oitavas da Libertadores de 1999.

O Marília apertou o quanto pôde, mas o placar ficou inalterado até o meio do segundo tempo, quando Lúcio escapou feito raio e abriu o placar. Longe de desanimar, o gol só acendeu o time azul, mas Marcos, tão perto de sua Oriente natal, estava numa noite mágica. Sua (nossa) recompensa veio aos 36, quando Muñoz fez o segundo e, mais que nunca, o Palmeiras estava perto, muito perto de retomar seu lugar de direito.

Afinal, no outro jogo o Botafogo batera o Sport em Caio Martins por 3 a 1. O Verdão tinha 7 pontos, o Bota 5, o Marília 2 e o Sport 1. Se, na semana seguinte, os dois gigantes vencessem, o Palmeiras comemoraria o acesso com duas rodadas de antecedência.

33. Palmeiras 2 x 0 Marília

À tarde, o Sport devolvera os 3 a 1 do Botafogo. Por isso, já não seria matematicamente possível subir naquela noite, mas a vitória deixou o time numa situação muito confortável. A ansiedade agora era boa, de saber que eram os últimos momentos naquele pesadelo (até 2012 chegar, claro).

Os quase 29.000 presentes nem precisaram sofrer: mal haviam se passado dois minutos e Baiano, com uma grande ajuda do goleiro, havia aberto o placar. O MAC tentava, mas o domínio verde se converteu numa vantagem intransponível aos 35, quando Lúcio acertou um canudo e ampliou.

Daí pra frente, foi como a final do Brasileiro de 1993 contra o Vitória: faltava muito jogo ainda, mas ninguém lembra de nada. Tava todo mundo cantando “é campeão” (ressalvadas as óbvias diferenças…), o time não se incomodou em marcar mais gols e tudo era festa.

Com apenas mais dois jogos, tínhamos 10 pontos, contra 5 do Botafogo, 4 do Sport e 2 do Marília. Para subir, bastava um ponto. Ou o MAC conseguir um nas duas últimas partidas que lhe restavam. Faltava muito pouco, enfim.

34. Sport 1 x 2 Palmeiras

Foram 370 dias de piadas, troças, pilhérias, chistes… mas às 23:34 daquele sábado, 22 de novembro de 2003, finalmente o mundo voltava ao normal. O Palmeiras estava de volta à primeira divisão, e, como convém a alguém de seu tamanho, ainda garantiu o título com uma rodada de antecedência.

A partida foi cercada de uma expectativa extra pelas declarações inusitadas de Marcos. Punido, o Sport decidiu jogar no Gigante do Agreste, em Garanhuns, “sob a luz dos vagalumes”, como disse o Santo. Claro que a torcida local não gostou, e vaiou em peso o pentacampeão mundial, dono disparado do mais grandioso currículo em campo.

Precisando apenas de um pontinho, o Palmeiras começou nervoso, e deu ao Leão o comando do jogo. Os pernambucanos, que precisavam vencer para sobreviver, não se fizeram de rogados e foram pra cima, sem muito sucesso. O máximo que conseguiram foi simular um pênalti – claro que o ator foi Ricardinho, o artífice das confusões do Sport x Palmeiras anterior. Revoltados, dirigentes rubro-negros disseram ao intervalo que não garantiam a segurança do árbitro Heber Roberto Lopes.

Ironia do destino, o Verdão voltou melhor do intervalo, mas foi então que a casa ameaçou cair: primeiro, aos 13, Gaúcho marcou em cobrança de falta (sofrida por Ricardinho). Em seguida, Adãozinho era expulso. Pra completar, o Botafogo estava vencendo o Marília, resultando na única combinação que não nos servia.

Picerni, claro, botou o time à frente, e a aposta valeu. Aos 21, Elson cobrou escanteio e Magrão empatou. O Sport lançou-se desesperadamente, e não demorou para que o veloz contragolpe palmeirense liquidasse a fatura e o campeonato: aos 31, Edmilson recebeu de Diego Souza e chutou cruzado para o gol da redenção.

O Palmeiras renascia.

35. Palmeiras 4 x 1 Botafogo

A despedida do buraco foi em clima absolutamente festivo (para a torcida. Os times se provocaram toda a semana). Ambas as equipes já haviam se garantido (o Bota fizera 3 a 1 no MAC), e o título já era alviverde. Mas ainda havia um objetivo para o grupo: fazer de Vágner Love o artilheiro do campeonato.

O Verdão jamais havia feito um artilheiro (à época, os campeonatos até 1970 não eram reconhecidos como Brasileirões) e, ao menos na B, tinha a chance de conseguir. Love tinha 17 gols, um a menos que o remista Valdomiro – vale lembrar que Love serviu à Seleção Pan-Americana, perdendo alguns jogos, inclusive contra o próprio Remo.

A missão foi cumprida logo aos 9 minutos, com um chute forte de Love da entrada da área. Mas o Botafogo resolveu não ser coadjuvante e empatou pouco depois, com Almir. O jogo perdeu qualquer cara de amistoso que pudesse ter, e ainda no primeiro tempo Baiano e Camacho foram pro chuveiro.

O segundo tempo prosseguiu quente mas sem gols, até que Picerni colocasse Pedrinho em campo aos 30. Aí virou passeio: Magrão marcou aos 32, o próprio Pedrinho aos 33 e, para coroar seu brilhante campeonato, Vágner Love fez o último gol do campeonato, o gol que lhe deu a artilharia isolada.

Assim acabava a história que pretendíamos nunca repetir. Mas, se assim quis o destino (= Tirone), que pelo menos a parte II tenha um final tão feliz quanto a primeira.

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A maldição dos ex-palmeirenses valerá para Alex Afonso?

A maldição dos ex-palmeirenses valerá para Alex Afonso?

Durante a caminhada pelo reino de Hades, haveremos de encontrar uma série de assombrações na forma de ex-jogadores nossos. O site da CBF costumava ter uma lista de todos os jogadores com contratos com determinado clube; como esse ótimo recurso sumiu nas últimas reformulações, percorremos o site oficial de nossos 19 adversários para ver quais as caras conhecidas que reveremos.

Sete equipes (ABC, Boa Esporte, Chapecoense, Icasa, Oeste, Paraná, Paysandu) ainda não contam com ex-pernas de pau nossos. Mas é provável que, durante o campeonato, alguns outros “ex” sejam contratados. Estamos sempre atentos, e a cada boletim pré-jogo (o “IPE informa”) você tem essa informação atualizada. Por ora, é isso:

  • América-RN: o atacante Itamar
  • América-MG: o atacante Fábio Júnior e os meias-atacantes Willians e Nikão (este, só pela base)
  • ASA: o lateral-direito Pedro
  • Atlético-GO: o lateral Paulo Henrique e o meia Caio
  • Avaí: o atacante Beto e o ainda nosso zagueiro Leandro Amaro
  • Bragantino: os goleiros Gilvan e Pegorari e o meia Deyvid Sacconi
  • Ceará: o lateral Gerley e o atacante Anselmo
  • Figueirense: o lateral André Rocha e o volante Tinga
  • Guaratinguetá: o atacante Alex Afonso
  • Joinville: o lateral Fabinho Capixaba e o volante Marcelo Costa
  • São Caetano: o meia Pedro Carmona
  • Sport: o lateral/volante/perna-de-pau Rivaldo e o atacante Roger

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Um time alegre e cumpridor

Um time alegre e cumpridor

Ontem começamos a rever a primeira vez que o Palmeiras passou pela humilhação de jogar a Segundona. Hoje continuamos a rever aquela bela campanha, a partir de 16ª e marcante partida.

Um pedido: como vocês veem, não temos vídeos de várias partidas. Se alguém possuir, ou tiver links para eles, agradecemos.

16. Palmeiras 4 x 3 Portuguesa

Um jogo alucinante que teve de tudo, e que terminou com o Palmeiras assumindo pela primeira vez, para nunca mais perder, a liderança da competição.

De cara, o Verdão teve um pênalti. Adãozinho correu, bateu, e Gléguer pegou. Mas ele havia se rogeriocenizado e o juizão mandou voltar. Aí não teve jeito, 1 a 0. Pouco depois, Pedrinho fez o segundo. Parecia que pintava nova goleada no Palestra.

Mas tem coisas que só acontecem com a Portuguesa e o Palmeiras: ainda no primeiro tempo, em dois chutões seguidos (Marcos Denner e Ricardo Lopes), a Lusa empatou. E, já depois dos 30 do segundo tempo, virou, novamente com Marcos Denner. Mas logo depois houve outro pênalti para o Alviverde.

André Balada foi para a bola e… Gléguer defendeu. Mas… outra vez adiantado. Bola de novo na cal, e enfim André fez seu primeiro e único gol pelo Verdão. E o jogo franco seguiu aberto até o fim, que terminaria empatado aos 48. Mas o juiz resolveu, sem avisar ninguém, acrescer mais um minuto aos três que havia indicado, e foi o que bastou para Daniel marcar o gol da revirada palestrina. O gol que nos deu o primeiro lugar na tabela.

Esta partida, vale ainda dizer, foi a da estreia do lateral Baiano.

17. Ceará 1 x 1 Palmeiras

A partida foi em Sobral, já que o Vozão fora punido com uma perda de mando. E, em noite de estádio dividido – é imensa a torcida alviverde no Ceará – o jogo foi de nível apenas razoável. Os dois gols saíram em menos de um minuto, no começo do segundo tempo (Baiano, depois Sérgio Alves) e dali em diante apenas Marcos teve que se destacar um pouco mais. O Palmeiras mantinha a liderança e se livrava de mais uma partida potencialmente traiçoeira. As coisas andavam bem.

Esta partida foi a primeira do zagueiro Gláuber.

18. Palmeiras 5 x 1 União São João

Era o confronto do líder contra o lanterna. E Vagner Love e Diego Souza retornavam após voltarem do Pan 2003 com uma medalha de prata no peito. Dessa vez não podia dar algo diferente da lógica, e não deu mesmo.

Diego Souza fez o primeiro antes dos dez, Edmilson aumentou ainda no primeiro tempo. Depois, Love fez de pênalti, Alceu ampliou e nem a expulsão de Glauber mudou muito o cenário: Fabinho descontou, mas Muñoz ainda fez o dele.

19. Palmeiras 2 x 2 Sport

Foi o primeiro dos cinco confrontos que fariam do Sport o time que mais enfrentamos na segunda divisão – serão sete no fim deste ano. Também foi a primeira partida do Palmeiras após mais um aniversário do clube e, como costuma acontecer nessa data, não vencemos.

E o tropeço veio de um jeito bastante amargo. Afinal, Elson marcara seu primeiro gol pelo Palmeiras no fim do primeiro tempo, e Muñoz ampliara aos 30 do segundo. Mas mesmo faltando apenas 15 minutos o Leão ainda conseguiu reagir – Gaúcho, de pênalti, e Vágner Mancini calaram o Palestra. Só não foi pior porque o juiz voltou atrás na marcação de um penal para os pernambucanos por ter sido alertado pelo bandeira que a falta tinha ocorrido fora da área.

20. Marília 1 x 2 Palmeiras

Essa talvez tenha sido a partida que deu a certeza para os palmeirenses que o ano terminaria bem, pois tudo estava dando certo. Quer dizer, não até o intervalo, quando o MAC vencia por 1 a 0 (Zé Luís) e tinha um jogador a mais – Gláuber, de novo, levou vermelho.

Quem venceu aquela partida foi Picerni, que em vez de botar um zagueiro para recompor o time fez uma alteração ousadíssima: tirou Elson para colocar Muñoz. E foi o colombiano que empatou logo no início do segundo tempo. O empate, que já daria a classificação antecipada ao time, estava bom, mas ficou ainda melhor no último minuto do jogo, quando Vágner Love fez bela jogada e deu uma vitória quase inacreditável ao Palmeiras, cada vez mais senhor do campeonato.

21. Palmeiras 2 x 2 Gama

Já classificado, o objetivo agora era ficar em primeiro lugar, o que só dava como vantagem pegar uma chave em tese mais fácil. Mas o Gama era uma velha pedra no sapato alviverde, e mesmo com um time fraquíssimo (foi rebaixado junto com o USJ) conseguiu segurar o Verdão.

Todos os gols da partida saíram entre os 10 e os 20 do primeiro tempo, marcados, pela ordem, por Diego Souza, Emerson, Edmílson e Adriano. Daí pra frente, o único destaque foi a contusão de Alceu, que só voltaria no ano seguinte.

Vale dizer que, como o gol do MAC na partida anterior, os dois do Gama surgiram em jogadas aéreas, um tormento que ainda daria muitos calafrios no restante do campeonato.

22. Avaí 1 x 6 Palmeiras

A maior goleada do Verdão no campeonato foi também a que garantiu o primeiro lugar na fase. Pela penúltima rodada, o time atropelou na Ressacada e mostrou que era mesmo o favorito ao acesso.

Leonardo abriu o placar logo aos 2. Celso chegou a empatar, mas Edmílson fez o segundo ainda no primeiro tempo. Depois do intervalo, o massacre: Edmílson fez o terceiro e o quinto, Diego Souza o quarto e o sexto.

Agora, a dúvida era simples: numa fase eliminatória, o time de tantos jovens suportaria a pressão?

23. Palmeiras 2 x 1 Vila Nova

Na despedida da primeira fase, o Verdão entrou com um time bem reserva. Mas a atração mesmo foi uma tardia homenagem a antigos ídolos, entre eles Evair, que acabara de anunciar sua aposentadoria.

Dentro de campo, o time jogou mal, mas mesmo assim conseguiu vencer de virada, após levar um gol rápido de Wesley Brasília. Edmílson empatou e, nos acréscimos, Thiago Gentil, na banheira, fez o derradeiro tento do Palmeiras na fase inicial do certame.

Foi a primeira partida oficial do lateral Daniel Martins (só tinha jogado um amistoso) e a única vez que o meia Toni pisou em campo com a camisa verde.

SEGUNDA FASE

24. Santa Cruz 1 x 3 Palmeiras

Se a estreia nesta fase em que dois avançavam era uma prova de fogo, o Palmeiras passou com louvor. Jair Picerni enfim encontrou seu onze titular, com uma formação bastante ofensiva, e foi desta forma que o time dominou amplamente a partida.

Mesmo assim, só foi abrir o placar no fim do primeiro tempo, com Magrão. Logo na volta do intervalo, Edmílson ampliou; o frio na barriga veio com o tento de Aílton, aos 16. Mas um pênalti convertido por Vágner Love aos 33 resolveu a situação.

Em uma etapa de apenas seis rodadas, começar com um triunfo fora era nada menos do que um resultado excepcional. Na outra partida do grupo, o Brasiliense bateu o Sport em casa por 1 a 0 e ficava em segundo pelo saldo de gols.

25. Palmeiras 3 x 2 Brasiliense

Pela primeira vez, o Verdão jogava sem ser num sábado. Mas o fato de ser terça não impediu mais de 25 mil torcedores de lotarem o Palestra; plateia esta que viu um sorriso aberto ao fim de um primeiro tempo com placar de 3 a 0 (Leonardo, Edmílson, Lúcio) transformar-se em agonia nos últimos 20 minutos, depois que o Jacaré marcara com Iranildo, de pênalti, e Romerito, de cabeça.

No fim, uma vitória sofrida, suada e muito comemorada. Este resultado, aliado à vitória do Sport no clássico pernambucano por 3 a 1, transformaria o jogo seguinte em uma grande batalha. Porém quem estava à frente era, claro, o Palmeiras.

26. Sport 1 x 2 Palmeiras

Um jogo espetacular, eletrizante, dramático do início ao fim – mesmo com o Palmeiras fechando o primeiro tempo com 2 a 0 (Leonardo, Vágner Love). O Sport não abaixava a cabeça e lutava demais, exigindo muito da defesa palestrina.

A pressão rubro-negra resultou em um pênalti inexistente, que Cléber não desperdiçou. Faltavam 11 minutos, tempo suficiente para o Sport marcar outro gol, corretamente anulado pelo juiz, numa jogada que nem vamos tentar descrever de tão confusa, e para Marcos ganhar tempo fingindo ter sido agredido – foi uma resposta a duas entradas que ele efetivamente sofrera durante o jogo.

O tempo fechou, um dirigente do Sport invadiu o gramado, mas isto não alterou o placar final. Alterou, porém, um mando de campo do time pernambucano – e foi por essa razão que o acesso e o título palmeirenses foram comemorados em Garanhuns.

No outro jogo, o Santinha bateu o Brasiliense em casa. Com isto, o Verdão somava 9 pontos, contra três de todos os rivais. A vaga estava muito, muito perto. Poderia vir no jogo seguinte, mas…

(Continua no capítulo final)

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Que ao menos acabe assim de novo

Que ao menos acabe assim de novo

Esta semana finalmente tem início o maior desafio do ano – o único, a se considerar o discurso dos dirigentes do Palmeiras, para quem o Paulista e a Libertadores eram pedras no caminho. O elenco de série B – novamente palavras deles – começa a tentar resgatar o Palmeiras mais uma vez do inferno a que os incompetentes de diretoria, comissão técnica e elenco passado (alguns ainda presentes) nos legaram. Com isso, traremos alguns textos de aquecimento para esta competição que se arrastará até o fim do ano, mas que, esperamos, terá final feliz bem antes disso.

Começaremos lembrando a outra série B que disputamos, a de 2003 (houve ainda algumas Taças de Prata nos anos 80, mas ali não houve rebaixamento, e sim uma péssima classificação nos Paulistões que eram classificatórios para o Brasileirão). Aquele campeonato foi bem diferente do que teremos agora – eram 24 equipes duelando por 2 vagas, em torneio com três fases no início das quais a pontuação era zerada. Agora são 4 clubes a menos e 2 promovidos a mais. Não pode dar chabu, ou pode?

*

O cenário de 2003

Com um elenco que no papel não era ruim, e que fora semifinalista do Rio-SP e da Copa dos Campeões, mas era repleto de laranjas podres, o Palmeiras passa vexame no Brasileiro e é rebaixado na última rodada, quando vencer o Vitória fora de casa bastaria para a salvação. Muitos jogadores deixaram o clube após o vexame, entre eles antigos ídolos como Arce. Levir Culpi naturalmente também perdeu seu emprego.

O início de 2003 trouxe eleições, nas quais Mustafá Contursi se rerrerrerrerrelegeu. A manutenção da diretoria parecia indicar que ao menos não haveria mudanças bruscas de planejamento – mas havia algum? Até aquele momento, só havíamos contratado o técnico Jair Picerni, o zagueiro Índio e o meia Adãozinho.

O Palmeiras até fez um Paulistão decente, em que eliminou nas quartas o São Caetano então vice-campeão da América. Na semifinal, fez um bom primeiro jogo contra o Corinthians (2 a 2), mas os inúmeros desfalques para o jogo de volta pesaram, e o time caiu por 4 a 2 num placar a ser até comemorado, pois antes dos 20 minutos já estávamos levando 3 a 0 no lombo. A queda provocou uma pequena reformulação no elenco.

Restava a Copa do Brasil antes do mergulho no desconhecido. Mas antes não fosse assim: a meros três dias da estreia na Segundona, o Palmeiras deu um vexame histórico ao sofrer a maior goleada de sua história no Palestra Itália: os 7 a 2 do Vitória.

Paradoxalmente, esse resultado ajudou demais na série B. Picerni pediu as contas após o massacre mas teve respaldo para ficar, e a partir daí começou a fazer uma série de mudanças que seriam essenciais para o sucesso mais à frente. A principal delas, a entrada dos jovens atletas da base, recém saídos do vice-campeonato da Copinha. Uma solução barata, ao estilo de Mustafá, mas que dessa vez deu certo.

A campanha, jogo a jogo

1. Brasiliense 1 x 1 Palmeiras

A estreia contra o vice-campeão do Brasil não podia ter começado pior: com cinco minutos, Iranildo fez de falta. Outra goleada a caminho? Desta vez não, em parte graças à estupenda atuação de Marcos (confira a defesa que ele fez a 1:30 do vídeo acima).

No intervalo, a mudança que talvez tenha sido o símbolo da passagem do fracasso de 2002 para o sucesso de 2003: saiu Zinho, entrou Vágner Love. E foi o moleque que, no fim do jogo, fez o gol chorado do empate.

Foi a última partida do multicampeão camisa 11 vestindo verde, ele que havia brigado com Picerni e rumou para o Cruzeiro, para somar mais um Brasileirão a seu brilhante currículo. Foi também a estreia de Marcinho Guerreiro.

E foi a última vez que Vágner Love começou uma partida do banco de reservas.

2. Palmeiras 1 x 1 América-RN

O Palmeiras debutou em casa numa noite gelada de sábado, para um público aquém do que teria depois – foram somente 8000 testemunhas. O time havia mudado bastante – havia vencido o Vitória por 3 a 1 em Salvador no meio da semana, na volta da Copa do Brasil. Mas perdeu um caminhão de gols e viu Éverton abrir o placar já aos 37 minutos do segundo tempo. Uma derrota incrível só não se concretizou porque no minuto seguinte Vágner Love – já xodó da torcida – salvou o time novamente, ao marcar de cabeça.

Naquela partida, houve duas estreias: o atual corintiano Alessandro, que veio como parte do pagamento de uma dívida do Flamengo, e Élson.

3. Náutico 2 x 1 Palmeiras

A terceira rodada acabava e o Verdão ocupava a 20ª posição. Foi a primeira das três derrotas em todo o campeonato, todas de virada: aqui, Thiago Gentil abriu o placar no primeiro tempo, mas no segundo Kuki e Jorge Henrique viraram. No pior momento do time na competição, o Palmeiras saía dos Aflitos… aflito.

4. Palmeiras 4 x 0 São Raimundo

Demorou, mas enfim o Verdão conquistava sua primeira vitória na competição, e contra um time que estava em quarto. Naquela tarde, o público já subiu para mais de 14000 pagantes, que viram Diego Souza marcar três vezes (uma delas no fim do primeiro tempo, o gol que abriu o placar). O outro gol, o segundo da partida, foi de Daniel – o estreante do dia.

A vitória categórica foi importante não só pelo início da reação alviverde, mas principalmente porque a partir dali a fanática torcida passou a entrar de corpo e alma na competição.

5. Caxias 1 x 4 Palmeiras

A primeira vitória longe de casa, que levou o Verdão ao sétimo lugar, foi a partida menos acompanhada de toda a campanha: nenhuma rádio paulistana cobriu a peleja do Centenário.

Os poucos que a puderam acompanhar pela internet, porém, nem chegaram a sofrer: Vágner Love abriu o placar com menos de um minuto. Antes do intervalo, ele faria o segundo e Anselmo o terceiro. O mesmo Anselmo ampliaria no segundo tempo, e o gol de honra do Bepe ficou a cargo de Helinho.

6. Palmeiras 1 x 1 CRB

Depois de duas goleadas, parecia que o time engrenara. E com isso 24.000 torcedores foram ao Palestra, apenas para perceber que o Verdão continuava o de sempre: aquele time que, quando menos se espera, decepciona.

A equipe jogou muito mal, mas conseguiu abrir o placar no segundo tempo com Anselmo. Seria o típico jogo que “valeu pelos três pontos”, mas nem isso aconteceu – a 10 minutos do fim, Marquinhos empatou, e se o juiz não tivesse ignorado um pênalti cometido por Leonardo, podia ter sido ainda pior.

Vale dizer que esta partida marcou a estreia de Lúcio, além de um dos inúmeros retornos de Pedrinho.

7. Santa Cruz 2 x 2 Palmeiras

Enfim, a TV aberta entrou em campo. A Record contratou Luciano do Valle e Mauro Beting e, a partir desta rodada, todas as partidas fora do Palmeiras tiveram transmissão ao vivo (o Botafogo foi acompanhado por Oliveira Júnior e Roberto Porto, mas não nessa rodada).

E o debute foi em um jogo difícil, contra o então vice-líder. O time se virou bem com a pressão nos primeiros 45 minutos inteiro – mas não nos acréscimos, quando Neto abriu o placar. Mas o segundo tempo do Verdão foi quase perfeito; houve muitas chances até a virada, com Alceu e Vágner Love. Depois, um pênalti em Thiago Gentil – porém este o juiz não marcou. E, quando a torcida se preparava para comemorar a vitória, Roberto Santos botou água no chope verde.

O empate deixou um gosto um pouco amargo. Mas, ao mesmo tempo, mostrou que o time começava a entender o que era a série B, e que seria um concorrente muito forte.

8. Palmeiras 5 x 0 Mogi Mirim

Foi a terceira goleada nos últimos cinco jogos, definida aos 40 do primeiro tempo. Àquela altura, Love já tinha feito o primeiro, mas foi naquele minuto que o lateral do Mogi cometeu pênalti e recebeu cartão vermelho.

Aí ficou fácil: Love converteu a penalidade e o Palmeiras foi com uma bela vantagem para o intervalo. No segundo tempo, não teve dificuldade para fazer mais três (Magrão, Muñoz e, nos descontos, Love fechou sua tripleta).

O Palmeiras fechava a rodada com o melhor ataque e o artilheiro do campeonato, mas ainda estava na sétima posição.

9. Palmeiras 0 x 0 Botafogo

Era obviamente o jogo mais aguardado do campeonato, mas foi um dos mais decepcionantes. Ambos os times jogaram mal, e foram raras as oportunidades. Apesar de jogar em casa, o resultado foi até menos ruim para o Verdão, que teve Daniel expulso ainda no primeiro tempo.

Foi a única partida de toda a série B que o Palmeiras passou em branco.

10. América-MG 0 x 3 Palmeiras

O placar elástico engana um pouco: o destaque verde na partida foi Sérgio, que substituiu Marcos naquela noite. O goleiro fez ótimas defesas e parou o ataque do Coelho, que pressionou muito – basta dizer que o camisa 9 era uma jovem revelação de nome Fred.

Como quem não faz toma, o Palmeiras teve quatro ou cinco chances, e as aproveitou muito bem: Alceu, Daniel e Anselmo encaminharam a boa vitória.

11. Palmeiras 2 x 1 Joinville

Em uma das duas partidas que o Palmeiras mais contou com o “apito amigo” (a outra foi contra a Lusa), o Joinville reclamou barbaridade, mas no fim os gols de Lúcio, logo no começo, e Vágner Love, no fim do primeiro tempo, serviram para bater o JEC, que pediu vários pênaltis, mas só descontou com Didi (aquele ex-Corinthians) no fim.

Enfim o Palmeiras se assentava na tabela, passando a ocupar a vice-liderança, somente atrás do Botafogo.

12. Anapolina 1 x 2 Palmeiras

Que me desculpem os leitores de Anápolis, mas nenhuma partida teve tanta cara de série B como essa. A Xata era um time médio até para os padrões goianos, e ter que visitar o Jonas Duarte foi um dos símbolos daquele ano.

Pior, o Verdão saiu perdendo: o gol de Patrick foi o único do primeiro tempo. Mas, após o intervalo, a técnica e o preparo físico fizeram a diferença, e o Palmeiras virou com Love e Pedrinho.

Foi a primeira sequência de três vitórias consecutivas, e a última partida de Alessandro, que quebrou seu contrato com o Flamengo para ir à Ucrânia, e no fim o Palmeiras nunca mais viu a cor da grana que o rubro-negro devia.

13. Palmeiras 1 x 0 Londrina

A quarta vitória seguida veio em partida complicada, pois Marcinho Guerreiro foi expulso antes dos 20 minutos (por reclamação!).

Mesmo assim, o time teve calma e competência para marcar com, claro, Vágner Love no início do segundo tempo e segurar o placar para júbilo dos quase 21.000 pagantes.

Ainda éramos vice, mas com cada vez mais folga em relação aos times que vinham atrás. O que importava, àquela altura, era se distanciar do nono lugar, para garantir a vaga na segunda fase.

14. Remo 2 x 1 Palmeiras

Era a primeira partida do Palmeiras com os desfalques de Vágner Love e Diego Souza, que foram disputar o Pan-Americano e ficariam fora por algumas semanas. E a segunda derrota no campeonato começou a aparecer em um pênalti mais que discutível concedido ao Remo. O Palmeiras vencia com gol de Pedrinho, mas o empate ainda no primeiro tempo (Valdomiro) incendiou a torcida paraense.

Logo no início do segundo tempo, Marcos falhou e Gian virou. Caía a invencibilidade de 10 jogos, mas o resultado podia ser considerado normal – o adversário estava invicto em casa, e bem na tabela. A classificação não estava ameaçada.

15. Paulista 1 x 2 Palmeiras

Duas derrotas seguidas poderiam entornar o caldo verde. E, faltando 10 minutos para acabar a partida, era esse o cenário verde em Jundiaí. O time do técnico Zetti havia aberto o placar pouco antes com Amaral.

Dois jogadores da base mudaram o cenário da partida. Se a entrada e estreia de André Balada não mudou muita coisa, a de Edmílson pôs fogo em campo. Foi ele que empatou o jogo (seu primeiro gol pelo clube), garantindo sua vaga de titular a partir da partida seguinte. E, no finzinho, Thiago Gentil nos deu três pontos altamente improváveis.

Foi a primeira partida da camisa inaugural da parceria com a Diadora, aquela com os pontinhos “que mudavam de cor com o suor”.

(Continua com a parte 2 e a parte 3)

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A chave

Esse é um post curto apenas para situar o amigo. Com a vitória do Tigre e a nossa derrota, só podemos pegar Tijuana ou Real Garcilaso, sendo bem mais provável o primeiro. Vamos lá:

1) Tijuana – pegaremos os mexicanos se o Fluminense ganhar ou se o Grêmio não empatar.

Nesse caso, o caminho seria:

Oitavas: Palmeiras x Tijuana, decisão no Pacaembu

Quartas: Atlético-MG ou São Paulo, decisão fora contra o Galo, em casa contra o rival

Semi: Corinthians, Vélez ou outros dois times cuja definição depende dos resultados de Flu e Grêmio

2) Real Garcilaso - só será o adversário se o Flu não vencer E o Grêmio empatar.

Aí teríamos uma trilha assim:

Oitavas: Palmeiras x Real Garcilaso, decisão no Pacaembu

Quartas: Santa Fé ou Grêmio, decisão na Colômbia ou em casa

Semis: indefinido, mas certamente sem rivais paulistas

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lib2013

Podia ser um pouco melhor, mas podia ser muito pior: o sorteio da Libertadores nos deixou ao lado de um time que hoje tem mais experiência internacional que o Palmeiras, um dos mais fracos cabeças-de-chave disponíveis e um que viveu seu auge ao brigar no estádio do Morumbi há uma semana – isso se a zebra bolivariana não passear no subúrbio de Buenos Aires.

Em comum, o fato de que o Palmeiras jamais enfrentou em partidas oficiais qualquer um dos clubes que enfrentará na primeira fase. Já temos um pequeno histórico contra Sporting Cristal e Libertad, porém sempre em amistosos disputados no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.

Ainda não foram divulgada a tabela; não sabemos contra quem nem onde estreamos. Mesmo assim, pode-se afirmar: o risco de o Verdão dançar na primeira fase parece depender mais do que fará até a estreia no torneio do que propriamente do nível dos adversários. Senão, vejamos quem vem por aí:

Escudo del Club Sporting Cristal.jpg

Assim como nós, o atual campeão peruano retornará à competição após quatro anos – mas em 2009 o Club Sporting Cristal caiu já na pré-Libertadores contra o Estudiantes que se tornaria campeão.

Este ano os cerveceros romperam um jejum de sete anos sem levantar o título nacional. Porém, o elenco repleto de atletas locais em que se destaca o atacante Hernán Rengifo, com passagem pela seleção nacional, não é dos mais fortes. Como de hábito, há um brasileiro desconhecido por aqui: trata-se de Leandro Franco, cujo auge aqui foi passar dois anos no Guarani.

Vale lembrar que Lima está ao nível do mar, e portanto essa é uma preocupação a menos. Porém, o fanatismo da torcida pode transformar a partida lá num problema para uma equipe cujos nervos já se mostraram frágeis no fim de 2012.

Confronto direto: 3 jogos nos anos 60 com uma vitória, um empate e uma derrota para cada lado.

Palmeiras 1 x 1 Sporting Cristal, 20/1/1960 em Santiago-CHI, gol de Romeiro

Sporting Cristal 0 x 3 Palmeiras, 7/2/1962 em Lima, gols de Américo (2) e Vavá

Sporting Cristal 2 x 1 Palmeiras, 16/1/1964 em Lima, gol de Nilo

Emblem Libertad.png

Sem dúvida, o time mais perigoso para o Verdão nesta primeira fase é o campeão paraguaio e quadrifinalista da Libertadores de 2012. O Club Libertad vem para sua décima primeira Libertadores consecutiva, o que é um feito. Mais ainda: com exceção da eliminação na primeira fase em 2008, nos últimos sete anos eles sempre terminaram em primeiro na fase, e nos últimos três anos avançaram até as quartas-de-final (o ápice, porém, foi a semifinal de 2006, quando caíram frente ao futuro campeão Inter. Antes, também foram às semis em 1977).

Todo cuidado é pouco com este clube que não só é o terceiro mais popular do Paraguai, como também é o time do coração de Nicolás Leoz, o presidente da Conmebol. Afinal, além deste fator que obviamente ajuda, existem bons atletas na equipe, como o veterano atacante Samudio, o também atacante Velázquez e o volante da seleção uruguaia Sebastián Eguren.

Confronto direto: 3 jogos que já se vão perdidos no tempo.

Palestra Itália 2 x 2 Libertad, 6/2/1938 no Parque Antártica, gols de Luizinho e Goliardo

Palmeiras 4 x 2 Libertad, 16/11/1942 no Pacaembu, gols de Cabeção (2), Waldemar Fiúme e Brandão

Palmeiras 3 x 3 Libertad, 23/12/1945 no Pacaembu, gols de Lima, Oswaldinho e Rolim

tigreanzo

Time que ganhou fama recentemente ao decidir a Copa Sul-Americana, o pequeno Tigre tem a chance de disputar pela primeira vez a Libertadores. Para isso, porém, terá que passar pelo jovem (10 anos de vida) campeão do Apertura venezuelano, que irá para sua segunda pré-Libertadores – em 2009 (olha aí outro que esteve naquela mesma disputa que o Palmeiras e o Sporting Cristal) caiu ante o equatoriano Deportivo Cuenca.

Do Tigre não precisamos falar muito, o leitor viu a (falta de) qualidade da equipe que sabe-se lá como conseguiu alcançar a decisão continental, em que não foi páreo para o SPFC, incidentes à parte. Já os venezuelanos contam com a velocidade do meia Johnny “Speedy” González.

Deixaremos para falar mais destas equipes quando efetivamente soubermos qual delas pega o Palmeiras na primeira fase, após dois jogos certamente duros (de assistir).

Confronto direto: nunca enfrentamos nenhuma destas equipes.

*

Em resumo, o Sporting Cristal tem uma rica história de Libertadores, que inclui 28 participações, um vice-campeonato (1997, contra o Cruzeiro) e um recorde que o Corinthians ameaçará: o de maior número de partidas consecutivas invicto, 17. O Tigre representa o nunca desprezível futebol argentino e o Anzoátegui a nação sul-americana que mais evolui no continente.

Ainda assim, o Palmeiras – com todos os seus problemas, crises, reforços descartados, eleições e que tais – tem obrigação de se juntar ao Libertad como um dos classificados de seu grupo. Entende-se que a prioridade para 2013 seja retornar à série A, mas não será possível aceitar passivamente uma eliminação prematura num grupo tão acessível.

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Por que caiu?

Os jogadores não são grande coisa, é verdade – mas os elencos de Sport, Lusa e Bahia não são melhores.

Os técnicos cometeram erros aqui e ali – mas também levaram a um título e a uma reação parcial.

Os diretores são notórios incompetentes – mas não perdem gols feitos nem entregam passes pros adversários.

Se todo mundo é culpado, talvez ninguém seja. O que você acha? Amigo leitor, deixe aqui sua opinião, seu desabafo, sua sugestão. Este post é seu.

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Em 2008, também usamos reservas contra o Argentinos Juniors

Hoje de manhã fizemos uma série de tweets sobre a inconveniência de o Palmeiras viajar à Colômbia (que não é certa, mas é quase após a vitória do Millonarios por 4×2 fora de casa ontem) em meio à fase terrível no Brasileiro, e percebemos que existem muitas dúvidas quanto a quem o Verdão pode escalar, às datas e por aí vai. Então segue um resumo do que virá na famosa Sula Miranda:

Quando e onde serão os jogos?

A ida será em São Paulo entre os dias 25 e 27 de setembro. O blog arrisca que será terça, dia 25, por duas razões: o interesse maior da TV aberta será no SPFC, que jogará fora, e porque o Palmeiras terá enfrentado o Figueirense no sábado anterior e o jogo seguinte, contra a Ponte Preta, também tende a ser no sábado.

A volta será entre os dias 23 e 25 de outubro, em Bogotá. O Palmeiras antes terá enfrentado o Cruzeiro (data ainda não definida) e depois pegará o Inter fora no sábado (pois domingo será dia de eleições municipais). É preferível que também também seja na terça; não importa que não passe na TV, a prioridade é que quem viajar descanse antes do jogo em Porto Alegre

Quem pode jogar?

Muita gente quer que a base seja usada para poupar os titulares, mas não dá: só os 25 inscritos podem jogar. Mas três nomes podem ser trocados, e um deles certamente será Fernandinho.

O Palmeiras inscreveu os seguintes jogadores:

Goleiros: Bruno, Raphael Alemão, Fabio

Laterais: Artur, Luiz Gustavo, Juninho, Fernandinho

Zagueiros: Thiago Heleno, Maurício Ramos, Leandro Amaro, Román, Wellington

Volantes: Henrique, Márcio Araújo, João Vítor, Marcos Assunção

Meias: Valdivia, Daniel Carvalho, Patrik

Atacantes: Barcos, Mazinho, Luan, Obina, Betinho, Maikon Leite

Quem pode entrar e sair da lista?

Podem ser feitas três trocas. Parece claro que hoje entrariam João Denoni, Correa e Tiago Real, mas se a coisa apertar muito Felipão poderia optar por outro jovem, como Patrick Vieira, Emerson ou Caio Mancha. Quem sabe até mesmo Vinícius… mas seria preferível pinçar algum defensor, já que se Román ou Wellington estiverem fora de combate teremos que usar um dos zagueiros que atuam sempre.

Já quem sai é uma pergunta importante; Fernandinho é evidente. As outras duas trocas dependem da prioridade que o torneio receberá do Verdão: se houver uma grande reação no Brasileiro e o time puder entrar de cabeça no torneio, talvez só o meia/lateral-esquerdo saia; isso no entanto é improvável que aconteça até o jogo de ida, que é o limite para trocas. Por isso Felipão talvez opte por preservar dois atletas que considere essenciais no torneio nacional.

Palpite/opinião do blog: um dos que deveriam sair é Valdivia, que já joga pouco de qualquer maneira e não faria tanta falta na competição internacional. O terceiro nome poderia ser Marcos Assunção, que também vem baleado.

Qual seria a escalação então?

Se for pra abrir mão de uma vez e vamo que vamo, o time poderia ser Raphael Alemão; Correa, Wellington, Román, Luiz Gustavo; Márcio Araújo, João Denoni, Patrik, Daniel Carvalho; Maikon Leite, Betinho. O Millonarios não é um time desprezível (até tirou o São Paulo em 2007), mas quem sabe dê pra brigar. Aí a fase seguinte já seria junto da reta final do BR quando, tomara, já estejamos fora de risco.

Quem viria depois do Millonarios mesmo?

Nas quartas, Grêmio, Cobreloa (CHI) ou Barcelona (EQU). Na semi, provavelmente Tigre, Colón, Cerro Porteño ou Deportivo Quito (ou São Paulo ou Atlético-GO se ainda sobrar um deles). Na final qualquer um dos outros times ainda vivos, com destaque para a atual campeão Universidad de Chile, o Independiente e o Nacional uruguaio.

 

 

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Pode ser nossa

Observação: post atualizado em 23/8, após a classificação contra o Botafogo. Os times hachurados já estão fora da disputa.

A Conmebol acaba de sortear a chave da Copa Sul-Americana deste ano, competição que o Palmeiras disputará pela quinta vez. E esse será nosso caminho caso avancemos:

1ª fase: Botafogo, partida de ida em casa. Isso já era esperado, pois foi o resultado da colocação final das equipes no último Brasileiro.

Oitavas-de-final: Guaraní (PAR), Millonarios (COL), Oriente Petrolero (BOL) ou Inti Gas (PER). Ida em casa.

Quartas-de-final: podemos pegar um dos brasileiros da reta final de Copa do Brasil: as opções são Grêmio, Coritiba, Cobreloa (CHI), Barcelona de Guayaquil (EQU), Tacuary (PAR) ou Deportivo Táchira (VEN). Ida em casa.

Semifinal: a hora dos argentinos. Possibilidades: Argentinos Juniors, Tigre, Colón, Racing. Fora eles, Mineros (VEN), Cerro Porteño (PAR), León Huánuco (PER), Deportivo Quito (EQU), Aurora (BOL), Cerro Largo (URU), La Equidad (COL) ou “Chile 3″. Pode ainda ser um brasileiro, caso só sobre um do outro lado da chave. Ida em casa.

Final: os times mais conceituados do outro lado da chave são Boca Juniors/Estudiantes (só um deles jogará a competição), Independiente, São Paulo, Universidad de Chile, Nacional (URU). Qualquer outro time, incluindo aí Bahia, Atlético-GO e Figueirense, seria uma bela zebra. Ida em casa.

Como o atento leitor reparou, o Palmeiras decide SEMPRE fora de casa. Por que isso? No caso do Botafogo, é porque eles terminaram o Brasileiro na nossa frente. Nos demais casos, é que a Conmebol assinala por sorteio um número de 1 a 16 a cada participante das oitavas; o time com menor numeração sempre decide em casa. E ao vencedor de Palmeiras x Botafogo calhou justo o número 16; ou seja, o vencedor deste duelo sempre enfrentará alguém que tenha obtido valor menor.

É possível dizer que tivemos sorte nos cruzamentos e azar nos mandos. Mas o que vale mesmo é a bola rolando; veremos a partir de agosto até onde o Verdão chega em sua próxima competição internacional.

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O campeonato termina na Vila

A CBF divulgou ontem a tabela preliminar do Campeonato Brasileiro de 2012, ainda sem destrinchar os jogos em sábados e domingos, 16:00 ou 18:30. De toda forma, confira a sequência e a data prevista, que ao menos reflete em que fim (ou meio) de semana a partida ocorre; abaixo da tabela, algumas observações:

R   Data prevista   Jogo   Estádio
1 19/05 - Dom. Palmeiras x Portuguesa Pacaembu (1)
2 27/05 - Dom. Grêmio x Palmeiras Olímpico
3 06/06 - Qua. Sport x Palmeiras Ilha do Retiro
4 10/06 - Dom. Palmeiras x Atlético-MG Pacaembu (2)
5 17/06 - Dom. Palmeiras x Vasco Pacaembu
6 24/06 - Dom. Corinthians x Palmeiras Pacaembu (3)
7 01/07 - Dom. Palmeiras x Figueirense Pacaembu
8 08/07 - Dom. Ponte Preta x Palmeiras Moisés Lucarelli (4)
9 15/07 - Dom. Palmeiras x São Paulo Pacaembu
10 18/07 - Qua. Coritiba x Palmeiras Couto Pereira
11 22/07 - Dom. Palmeiras x Náutico Pacaembu
12 25/07 - Qua. Palmeiras x Bahia Pacaembu
13 29/07 - Dom. Cruzeiro x Palmeiras Arena do Jacaré
14 01/08- Qua. Palmeiras x Internacional Pacaembu
15 05/08 - Dom. Botafogo x Palmeiras João Havelange
16 12/08 - Dom. Fluminense x Palmeiras João Havelange
17 15/08 - Qua. Palmeiras x Flamengo Pacaembu
18 19/08 - Dom. Atlético-GO x Palmeiras Serra Dourada
19 26/08 - Dom. Palmeiras x Santos Pacaembu (5)
20 29/08 - Qua. Portuguesa x Palmeiras Canindé
21 02/09 - Dom. Palmeiras x Grêmio Pacaembu
22 05/09 - Qua. Palmeiras x Sport Pacaembu
23 09/09 - Dom. Atlético-MG x Palmeiras Arena do Jacaré
24 12/09 - Qua. Vasco x Palmeiras São Januário
25 16/09 - Dom. Palmeiras x Corinthians Pacaembu (3)
26 23/09 - Dom. Figueirense x Palmeiras Orlando Scarpelli
27 30/09 - Dom. Palmeiras x Ponte Preta Pacaembu
28 07/10 - Dom. São Paulo x Palmeiras Morumbi (6)
29 14/10 - Dom. Palmeiras x Coritiba Pacaembu
30 17/10 - Qua. Náutico x Palmeiras Aflitos
31 21/10 - Dom. Bahia x Palmeiras Pituaçu
32 24/10 - Qua. Palmeiras x Cruzeiro Pacaembu
33 28/10 - Dom. Internacional x Palmeiras Beira Rio (7)
34 04/11 - Dom. Palmeiras x Botafogo Pacaembu (8)
35 11/11  - Dom. Palmeiras x Fluminense Pacaembu
36 18/11 - Dom. Flamengo x Palmeiras João Havelange
37 25/11 - Dom. Palmeiras x Atlético-GO Pacaembu
38 02/12 - Dom. Santos x Palmeiras Vila Belmiro (9)

(1) a tabela começa com um jogo mais ou menos em casa. Tudo bem que nossa torcida é muito mais numerosa que a da Lusa, mas a sede dos times é a mesma. E como os dois jogos seguintes são fora, pode-se dizer que a primeira partida efetivamente em casa é apenas na quarta rodada. Outra observação: a tabela marca Corinthians x Fluminense para o mesmo dia e local; como deve ser o jogo da TV para o Rio, é certo que o Verdão estreará no sábado à noite.

(2) aqui tem início uma sequência de seis jogos dentro do Estado, sendo cinco no Pacaembu. É a hora de mostrar força.¨

(3) anote aí: 24/6 e 16/9 são dias de Derby. Nada de viajar, arranjar casamento, festa infantil…

(4) as finais da Copa do Brasil, em que esperamos estar, ocorrem antes e depois deste confronto com a Macaca. Não podemos reclamar da tabela nesse sentido.

(5) aqui se inicia mais uma sequência de quatro jogos dentro do Estado – mais precisamente, todos na capital. Vale também notar que o clássico contra o Santos ocorre no dia do aniversário do clube, e portanto do tsunami verde.

(6) e (7) esses jogos – um deles, clássico – estão marcados para os mesmos dias das eleições municipais, portanto devem ser antecipados para o sábado.

(8) começamos aqui um minicampeonato carioca – serão três partidas seguidas contra times do Rio na reta final.

(9) pela quarta vez seguida, o Palmeiras encerra o Brasileirão fora de casa; por mais que tenhamos um ótimo retrospecto na Vila, cabe à diretoria questionar essa montagem de tabela em 2013.

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