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Archive for the ‘Campeonatos’ Category

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Tenho visto muita gente se questionando no twitter se o Palmeiras pode jogar a Copa Sul-Americana em caso de eliminação precoce na Copa do Brasil. Assim, eis um post curto para esclarecer a questão, mas que espera tornar-se inútil ao fim da noite de quarta – e também após eventual encontro com Avaí ou ASA.

Como de hábito, oito brasileiros vão disputar a Sula. Um deles, já definido, é o Sport, campeão da Copa do Nordeste (a Lampions League). Os pernambucanos só precisam ser eliminados de propósito na Copa do Brasil, e muito provavelmente é o que farão.

As outras sete vagas se darão pelo desempenho no Brasileiro do ano passado. Campeão da B, o Palmeiras é o 11º na fila de espera: os seis times da Libertadores estão fora, e temos prioridade sobre os quatro rebaixados. Assim, à nossa frente estão os dez times da A que ficaram no limbo em 2013.

Sendo o 11º na fila, e com sete vagas em jogo, se o Sampaio Corrêa nos eliminar, teremos que torcer para ao menos quatro destes dez times com vantagem sobre nós avançarem até as oitavas (ou seja, superarem a terceira fase). Vai dar? Confira a situação de cada um deles:

1) Vitória – eliminado da CB pelo J. Malucelli/PR, tem vaga certa na Sula

2) Goiás - eliminado da CB pelo Botafogo/PB, também está na Sula

3) Santos – deve avançar para a terceira fase, em que pegará o Londrina

4) SPFC – avançou para a terceira fase, aguardam Bragantino ou Figueirense

5) Corinthians – está na terceira fase; aguarda América/MG ou Bahia

6) Coritiba – classificado à terceira fase. Pega Paysandu ou Sport

7) Bahia – joga a volta da 2ª fase contra o Coelho em casa. Na ida, 0×0.

Obs: notem que se o Bahia avançar pega o Corinthians. Ou seja, necessariamente um dos times à nossa frente avançaria enquanto que outro cairia.

8) Inter – deve chegar à 3ª fase e encontrar Chapecoense ou Ceará

9) Criciúma – eliminado pelo Londrina, está 99% garantido e tem precedência sobre nós

10) Fluminense – está na terceira fase e pega América/RN ou Náutico

Portanto, já “perdemos” três vagas para Vitória, Goiás e Criciúma, e perderemos ao menos mais uma para Corinthians ou Bahia. Restam três, e por isso no máximo dois entre Santos, SPFC, Coritiba, Inter e Fluminense podem ser eliminados.

É bem provável que consigamos esta vaga. O Coritiba está mal, mas ou pegará um Paysandu na terceirona ou um Sport doido para perder. Os outros em geral pegarão adversários bastante fracos. Mesmo assim, se o Palmeiras escrever outra página triste nesta quarta, desistam de secar os rivais paulistas por enquanto. É o jeito de ainda batalhar por algo neste austero sofrido centenário.

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Vai ter replay de 2008?

Vai ter replay de 2008?

Enfim sabemos quem são os oito times que restam na disputa pelo Paulistão. Com grandes equipes como Palmeiras, Santos e Corinthians na briga, a promessa é de fortes emoções já a partir de quarta-feira.

No entanto, o caminho até a taça ainda não está definido. Certo é que de cara vem o Bragantino, o destruidor de sonhos do fim da década de 80, em jogo único no Pacaembu, no qual empate força disputa de pênaltis. Daí pra frente, tudo depende dos resultados dos outros confrontos.

Existem quatro combinações a cada partida: vitória do mandante no tempo normal, mandante nos pênaltis, visitante no tempo normal ou nos pênaltis. Sendo quatro confrontos nas quartas, temos um total de 44 combinações possíveis de resultados, ou 256. Dessas, podemos desprezar todas as que põem o Bragantino como vencedor. Não que sejam favas contadas – é que não faz sentido projetarmos o que vem por aí se nós não estivermos, certo?

Sobram então 128, e são essas possibilidades todas que apresentamos a você. Por sorte, algumas são redundantes: eventuais classificações de Ponte e/ou Penapolense são indiferentes para efeito de chave se vierem nos pênaltis ou no tempo normal. Essa é a razão pela qual você não contará 128 possibilidades abaixo.

Então é isso. Clique na imagem para ampliar ou imprimir, escolha o que você prefere e seque à vontade. Mas, venha quem venha, é hora de o Palmeiras ser Palmeiras.

semifinal2014

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Pode haver outro Choque-Rei na semi

Pode haver outro Choque-Rei na semi

Atualizado em 17/3

Faltam somente duas rodadas para a primeira fase do Paulista, mas muito do que diz respeito às quartas-de-final já está definido. Daí para frente, porém, existem muitas dúvidas sobre quem pega quem e com que mando. Vamos aqui explicar sucintamente o que for possível.

Como ainda há pontos em disputa, não dá para afirmar exatamente quem pegaremos, mas deixaremos o confuso regulamento um pouco mais claro.

Quando são as quartas? Daqui a uma semana e meia, em dias úteis: quarta 26 e quinta 27.

Quais serão os confrontos das quartas-de-final? Serão os jogos entre primeiro e segundo de cada grupo, com mando do líder. Havia uma regra que impedia mais de dois jogos na capital, mas como Portuguesa e Corinthians não têm condições de terminar na frente ela já não é necessária. As quartas serão:

São Paulo x Penapolense (Morumbi)

Botafogo x Ituano ou Audax (Santa Cruz)

Santos x Ponte Preta (Vila Belmiro)

Palmeiras x Bragantino ou, menos provável, Rio Claro (Pacaembu)

O Bragantino tem a faca e o queijo na mão: precisa só do empate contra o rebaixado Paulista. O Rio Claro depende de derrota alvinegra e também de bater a Lusa fora.

Difícil dizer qual será o jogo da TV. A Globo não é lá muito fã do Palmeiras, por isso nosso palpite que seja o do São Paulo e neste caso jogaríamos na quinta, dia 27. Melhor que às 22:00…

E se o jogo empatar? Vai direto para os pênaltis, sem prorrogação; não há vantagem para quem tem melhor campanha. Essa regra também vale para as semifinais.

Quando serão as semis? No fim de semana seguinte: domingo 30 e, talvez, sábado 29.

Como se define o cruzamento? Esta é a pergunta que gera mais confusão, mas é simples: dos quatro semifinalistas, aquele que tiver mais pontos pega o que tiver menos e tem o mando. O segundo e o terceiro fazem o outro jogo. Vale lembrar que os pontos das quartas se somam aos da primeira fase, e que vitórias nos pênaltis na verdade são empates e somam só um ponto.

Pode dar exemplos de confrontos possíveis? Vamos supor empate no clássico da Vila. Neste caso, uma situação bastante plausível baseada em simulação do resto da 1ª fase traria os jogos abaixo nas quartas.

São Paulo (24 pontos) x Penapolense (19)

Botafogo (32) x Ituano (28)

Santos (34) x Ponte Preta (27)

Palmeiras (37) x tanto faz – afinal, só vamos considerar o caso de o Verdão chegar à semi, certo?

Nesta situação, se todos os mandantes vencerem no tempo normal, teríamos nas semifinais Palmeiras x São Paulo no Pacaembu e Santos x Botafogo na Vila. Se der Ituano, fica com o Santos.

Ao que parece, se terminar em primeiro o Palmeiras só não pega o São Paulo nas semis se o Penapolense o tirar antes ou se no fim de semana que vem o São Paulo ganhar e Ituano ou Ponte tropeçarem.

Isto é: o Palmeiras está melhor que o São Paulo e levaria a vantagem de jogar em casa. Mas terminar em segundo não parece tão ruim, não é mesmo?

E a decisão? Será em dois domingos, 6 e 13 de abril, e vale a soma de pontos (óbvio, né?) seguida de saldo de gols e pênaltis. Não há prorrogação nem  gol fora. O finalista de melhor campanha decide em casa. Em chegando lá, o Palmeiras teria o mando da volta contra todos os times, à exceção talvez do Santos – depende do clássico de domingo e de eventuais disputas de pênaltis – e, com probabilidade irrisória, do Botafogo.

Então qual a diferença de ser primeiro ou segundo na 1ª fase? Na prática, apenas a de ter o mando na volta da decisão, e isso se não houver mudanças por causa dos pênaltis – isso aconteceu em 2011, quando o Corinthians se classificou em quarto e o Santos em quinto, mas o time da Vila passou batido pelo mata-mata, enquanto o rival enfrentou uma disputa de pênaltis (ah, Danilo. Ah, João Vítor…). Por isso, o jogo decisivo foi na Baixada.

Além disso, se a final for qualquer uma que não Palmeiras x Santos, essa disputa pela liderança da primeira fase não vale de nada. E, se querem saber, na opinião deste redator não valerá mesmo, pois não será este o duelo que definirá o campeão estadual. Para mim, vem por aí Bragantino, São Paulo e, para iluminar o centenário, a conquista no Derby (esta previsão não durou 6 dias…). Quem viver verá.

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2014 chegou trazendo um cenário que o torcedor brasileiro de um modo geral já está habituado a ver: reapresentação do time, especulações de contratações, trocas de técnicos, equipe concentrada em algum hotel pra preparação para o estadual, tudo isso em um intervalo de 10, 15 dias no máximo. Todo ano é assim, bem como no ano anterior sempre surgem discussões sobre calendário, ali por outubro estamos sempre falando que o planejamento já deveria estar acontecendo, contratações deveriam estar sendo feitas, os jogadores titulares deveriam ser liberados para as férias e que assim possam se apresentar antes e treinar mais… e nada nunca muda.

Neste ano o Palmeiras já tem garantidas pelo menos 57 partidas, não nos esquecendo da paralisação para a Copa do Mundo, sendo que a primeira destas partidas será daqui 3 dias, e o elenco só se reapresentou há 12. O Campeonato Paulista é o torneio estadual mais importante do país, se estende por pouco menos de 3 meses e leva o campeão a uma jornada de 19 partidas (foi reduzido este ano). Para quem em 2013 fez mais uma vez o papel ridículo de disputar uma série B, 2014 além de ano do Centenário é tempo de reafirmação, conquistar o Campeonato Paulista logo na largada seria um bom começo.

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Tendo um intervalo tão curto entre o início da temporada e a primeira partida do Paulistão, alguém acredita que o tempo de preparação seja adequado para enfrentar o campeonato com a importância que deveria? A tempos o torneio é utilizado como pré-temporada, um troféu de tamanha importância jogado em ritmo de treino durante quase toda sua duração.  É verdade que os clubes mais ricos tem condições tecnológicas e financeiras de colocar o elenco em forma durante a competição e igualar o nível dos ‘pequenos’ que estão treinando desde o último trimestre do ano anterior, mas a questão que fica é a seriedade com que é encarado o Paulistão, sabotado pela própria FPF, que poderia ser visto com melhores olhos especialmente por quem já o conquistou 22 vezes. Alterar seu calendário e a quantidade de times que o disputam poderia permitir uma pré-temporada maior e melhor e de quebra mudaria esse descrédito que a taça enfrenta atualmente (basta ver seu novo ‘apelido’: Paulistinha).

Mudaria, caso a FPF não estivesse mais preocupada com os votos para garantir a reeleição do presidente e principalmente caso a CBF não resistisse tanto em adequar um calendário nacional melhor para os clubes, torcedores e jogadores obrigando os anunciantes e patrocinadores a reorganizarem suas programações acompanhando o futebol, mas o rabo é muito comprido pra conseguir soltar.

Marco Polo del Nero

A equipe Palmeirense será formada pela base de 2013, adicionada dos novos contratados (William Matheus, Victorino, Lúcio, França, Diogo e Rodolfo), do retorno de diversos emprestados (Patrick Vieira, Mazinho, Wellington, Luiz Gustavo) e possivelmente alguns que ainda vão chegar (Bruno César, Marquinhos Gabriel e talvez Robinho, estes terão um tempo de preparação menor ainda que os demais). O primeiro jogo é sábado (18/01) contra o Linense, no Pacaembu. 

Que comece o Paulistão 2014 e que ao final possamos mais uma vez erguer essa taça. Você acompanha todos os detalhes do torneio aqui no Blog do IPE, como sempre.

A última foi em 2008

A última foi em 2008

Campeonato Paulista 2014

Participantes:
Grupo A – Atlético Sorocaba, Comercial – SP, Linense, Penapolense e spfc.
Grupo B - Aberração Audax – SP, Botafogo – SP, sccp, Ituano e XV de Piracicaba.
Grupo C – Paulista, Portuguesa, Ponte Preta, São Bernardo e santos.
Grupo D - PALMEIRAS, Oeste, Bragantino, Mogi Mirim e Rio Claro.
Início: Sábado, 18/01/2014
Término: Domingo, 13/04/2014
Tabela Completa

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Em 2012, pegar o Horizonte deu sorte.

Em 2012, pegar o Horizonte deu sorte.

Em poucos dias a CBF deve divulgar a chave completa da Copa do Brasil. Como ano passado o Palmeiras ingressou diretamente nas oitavas-de-final, muitos torcedores podem não ter se atentado para como funciona a primeira parte da competição, e é isso que vamos abordar neste texto.

A Copa do Brasil atualmente tem 87 times. Seis deles – os da Libertadores, no caso Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Flamengo, Grêmio e Botafogo – entram direto nas oitavas. Dois – o acriano Rio Branco e o capixaba Real Noroeste – fazem um mata-mata preliminar (uma dessas confusões habituais da turma do poder), e o vencedor se junta aos outros 79 para as três primeiras fases.

O primeiro mata-mata reduzirá os oitenta clubes a quarenta, e o segundo a vinte. Nessas fases seguem em vigor as tradicionais regras da eliminação do jogo de volta em caso de vitória do visitante por dois gols na ida e da primeira partida na casa do clube pior colocado no ranking da CBF. A partir do terceiro mata-mata, que define os dez times que se juntam ao grupo da Libertadores, o mando é por sorteio e não há eliminação da volta em nenhuma hipótese.

O mais interessante: em 2013, ao menos, não se tratou simplesmente de um sorteio: os oitenta clubes são colocados em “potes” distintos e a partir deles é que se definem os cruzamentos. O que apresentaremos agora baseia-se em texto que encontramos sobre o Joinville, mas que se aplica a todas as equipes participantes caso a CBF mantenha o critério em 2014.

O pote 1 conterá os 10 melhores classificados no ranking da CBF. É neste que estará o Palmeiras (11° colocado, mas beneficiado pela ausência inicial daquelas seis equipes); o pote 2 conterá as 10 equipes seguintes e os potes 3 e 4 idem, totalizando quarenta. No pote 5 ficarão todas as demais quarenta e uma equipes.

Dado o ranking atual da CBF, veja abaixo a composição da cada pote. Em azul, times da série A; em vermelho, os da B. Entre parênteses, a posição no ranking dos times fora do pote 5.

tabelaCB14

Na primeira fase, as equipes dos potes 1 a 4 sempre enfrentam uma do pote 5. Na segunda, o Palmeiras pegaria o vencedor de um confronto “pote 4 x pote 5″; por fim, na terceira, o adversário viria de um confronto “pote 2 x pote 5 versus pote 3 x pote 5″.

Ou seja, se não houver zebras, o Palmeiras começa contra um time do pote 5, depois enfrenta um do pote 4 e termina com um do pote 2 ou 3.

Assim como fazemos antes dos sorteios de Copa do Mundo, Libertadores, etc, dá para palpitar no que seria uma chave fácil ou difícil. No caso, poderíamos ter um caminho mais tranquilo pegando Barbalha (clube da terceira divisão cearense), Cuiabá e Barueri, ou então alguma (se não muita) dificuldade contra Londrina, Santa Cruz e Bahia.

Como curiosidade, dos times que podemos pegar de cara há seis com quem já nos deparamos na Copa do Brasil: CENE (2008), CSA (1998), Flamengo-PI (2010), Horizonte (2012), Remo (1992) e Sergipe (1996).

*

Se o STJD não bagunçar a Copa do Brasil, sobram duas opções para o Palmeiras ao fim da 3ª fase: estará classificado ou não, como diria @oclebermachado.

  • Em avançando para as oitavas, o Palmeiras dificilmente será um dos oito cabeças-de-chave no sorteio dos confrontos, pois seis deles serão os clubes da Libertadores (como ocorreu conosco em 2013) e os outros dois virão do ranking da CBF. Como vocês veem na tabela acima, teríamos que torcer para apenas um entre nossos três rivais paulistas mais Vasco, Fluminense e Inter avançarem. Difícil.

Isto é, se os grandes sobreviverem, nas oitavas pegaremos algum time da Libertadores, o arquirrival – caso não haja separação por Estados – ou o Vasco, que será tão desejado quanto (não adianta negar) nós fomos no ano passado.

  • Se pagar o mico de cair (voluntariamente ou não), o Palmeiras entra na fila da vaga para a Sul-Americana. Este ano não serão oito lugares, e sim sete – a CBF reservou um posto para o campeão da Copa do Nordeste. Nesta briga, o Verdão larga em 11°

Assim, se rodar cedo na CB, o time teria que torcer para ao menos quatro dos dez times a seguir chegarem às oitavas da competição: Vitória, Goiás, Santos, São Paulo, Corinthians, Coritiba, Bahia, Inter, Criciúma e Fluminense. O risco é algumas dessas equipes quererem ser a versão 2014 da Ponte Preta, que forçou sua saída e se deu bem.

E se Bahia, Vitória, Sport ou Ceará vencerem a Copa do Nordeste e sobreviverem na CB, jogam qual competição? Creio que nem a CBF sabe…

A Copa do Brasil tem clubes muito mais fortes que a Sul-Americana, que além de tudo seria uma competição internacional no centenário. Mas ser eliminado propositalmente é arriscado, para não dizer vergonhoso. E aí? O que o Palmeiras deveria fazer?

Em nossa opinião, é ano de buscar o tri. A América fica para 2015.

A perseguida

A perseguida

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A primeira Copa Mercosul foi nossa!

A primeira Copa Mercosul foi nossa!

Hoje o Palmeiras comemora 15 anos da conquista de um título que foi o ‘vestibular’ da Libertadores: a Copa Mercosul 1998. Era a primeira edição do torneio e foi tratada com extrema importância pela equipe de Felipão, que havia chegado ao clube em 1997 e tinha à disposição um grande elenco precisando de títulos (uma pequena pausa: que ironia! não ganhávamos algo desde 1996 e havíamos sido vice-campeões brasileiros no ano seguinte, mas acontece que àquela época um ano sem ganhar nada era encarado como tragédia, bons tempos… voltando). Aquele torneio era a oportunidade de erguer uma taça continental e trazer confiança. Deu certo e o troféu veio mesmo para o Palestra Itália, como poderia ter vindo em 1999 e 2000, mas aí são outras histórias.

A Copa Mercosul foi a sucessora da Supercopa e predecessora da Copa Sul-Americana, com um formato bastante diferente do utilizado na competição que temos hoje. Vinte clubes de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile disputariam o torneio, organizado pela Conmebol e gerido pela Traffic (que conheceríamos muito ‘bem’ em 2o08). O critério para a escolha de seus participantes não foi nada convencional: audiência de TV. Posto isso, os clubes que participaram naquele ano foram: Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Vasco, Grêmio, San Lorenzo, Independiente, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, River Plate, Racing, Nacional – URU, Peñarol, Colo-Colo, Universidad de Chile, Universidad Católica, Cerro Porteño e Olímpia. Divididos em 5 grupos e jogando em ida e volta, os primeiros colocados e os três melhores segundos passavam para as quartas-de-final. A curiosidade ficava pela disputa da final ser em até 3 partidas caso necessário – o que foi o caso naquele ano.

(Pouca gente lembra, mas para não ouvir muitos protestos dos clubes dos outros países a ela afiliados, a Conmebol inventou uma Copa Merconorte – nome sem nenhum sentido real – para equipes do Peru, Bolívia, Venezuela, Equador e Colômbia, país que triunfou nas quatro edições realizadas)

O Palmeiras era do Grupo B, junto com Nacional, Independiente e Universidad de Chile, e a primeira partida da história da competição foi justamente do Verdão: num Morumbi gélido e vazio, vitória de virada contra os argentinos por 2 a 1.

A partida seguinte foi histórica: em pleno Centenario, um massacre por 5 a 0 sobre o Nacional. Era o prenúncio de uma campanha perfeita na primeira fase, em que se seguiram vitórias por 2 a 1 contra La U (notem o belíssimo gol da vitória) e 3 a 0 contra o Independiente, ambas fora de casa, depois 3 a 1 no Nacional e 1 a 0 nos chilenos no Brasil. Foram 16 gols a favor e somente 3 contra.

Nas quartas-de-final, o adversário foi o poderoso Boca Juniors, na primeira prova de fogo daquela equipe; a primeira partida foi em casa (vai entender) e o Palmeiras venceu por 3×1, na volta na Argentina o placar terminou empatado em 1×1. Classificação garantida e a próxima fase nos reservava o Olímpia. Mais uma vez decidindo fora, o Verdão venceu as duas partidas: 2×0 em casa e 1×0 fora, em jogo que não terminou devido ao tradicional esporte latino-americano de lançamento de artefatos à escolha do participante.

Enquanto isso, o Cruzeiro eliminava o San Lorenzo e se classificava para a grande final contra o Palmeiras. Seria um grande tira-teima, pois as equipes já haviam se enfrentado seis vezes naquele ano, sendo cinco delas muito importantes: as duas da decisão da Copa do Brasil, que levamos, e as três das quartas-de-final do Brasileiro, no qual o outro ex-Palestra Itália levou a melhor.

Pela melhor campanha em todas as fases o alviverde mandaria a partida de volta da final e a partida de desempate, se houvesse. No Mineirão perdemos por 2×1 (Marcelo Ramos e Fábio Júnior para o Cruzeiro e Roque Jr para o Palmeiras) e apesar da vitória de virada por 3×1 no Palestra Itália (Cléber, Oséas e Paulo Nunes para o Palmeiras e Fábio Júnior para o Cruzeiro) seria necessário o terceiro jogo por não existir o critério de saldo de gols.

A última partida seria novamente no Palestra Itália e qualquer vitória dava o caneco ao Verdão. E ela foi magra; ficou a cargo de Arce marcar o gol da partida que sagrou o Palmeiras campeão. No simulado da Libertadores, o Palmeiras passou com louvor.

Partida completa:

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA

29/12/1998 – 3ª partida – Final Copa Mercosul
Palmeiras 1 x 0 Cruzeiro (Arce, 16′ 2ºT)
Campeão: Palmeiras
Estádio: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Público: 29.450
Renda: n/d
Árbitro: Luciano Augusto Teotônio Almeida (DF)
PALMEIRAS: Velloso, Arce, Júnior Baiano, Roque Júnior, Júnior, Tiago, Rogério, Alex (Almir), Zinho, (Agnaldo), Paulo Nunes, Oséas (Pedrinho). Técnico: Luiz Felipe Scolari
CRUZEIRO: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, João Carlos, Gilberto, Ricardinho (Caio), Marcus Paulo, Valdo, Müller (Alex Alves), Marcelo Ramos, Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi
GOLS: Arce – 16′ 2º T
CARTÕES AMARELOS: Tiago, Zinho e Pedrinho (Palmeiras), Marcelo Dijan, João Carlos e Marcelo Ramos (Cruzeiro)
CARTÕES VERMELHOS: Marcelo Ramos (Cruzeiro)

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Oi, eu sou o Fabio

Oi, eu sou o Fabio

Missão de subir cumprida com muita facilidade, é provável que os jogadores se acomodem daqui por diante nas seis derradeiras apresentações de 2013. Sabendo que dificilmente rolará um grande facão, ou que mesmo que ocorra seus destinos já devem estar traçados, eles ficam um pouco de olho no gramado, outro nos anúncios da CVC.

Esperando que a tiriça não seja muito grande, juntamos aqui as quatro metas que o Verdão pode ainda buscar no resto desta torturante, melancólica e picolé-de-chuchu série B.

1. A vaga na Sul-Americana 2014

Na verdade, em princípio o Palmeiras não joga de qualquer forma a Sula no ano que vem, pois deveria passar pelas primeiras fases da Copa do Brasil sem maiores sustos. Mas cautela, caldo de galinha e uma opção em caso de queda não fazem mal a ninguém.

Mantido o critério de 2013, serão oito vagas para brasileiros – nove se Ponte Preta ou São Paulo forem campeões este ano. Seis times (os da Libertadores e o campeão da Sula ou o sexto do BR) não poderão disputá-la, o que joga a vaga para os times que ficarem abaixo destes no Brasileiro.

Os clubes rebaixados perdem preferência em relação aos que subirem. Assim, a ordem de prioridade vai do 7° ao 16º da série A 2013, seguidos do 1º ao 4º da série B e do 17º ao 20º da série A. Portanto, com o acesso o Verdão fica na pior das hipóteses como 14º da fila; se for campeão da B será o 11°, o que significa que, se cair cedo na Copa do Brasil, terá que torcer para três dos times à sua frente seguirem adiante na CB para liberarem a vaga.

Não é difícil: esse ano, até o Sport, que era o 15º da fila, jogou a Sula. Mas existe o risco de alguns times serem eliminados propositalmente para jogarem a Sula, que dá alguma visibilidade internacional e até certo ponto é um torneio mais fácil que a Copa do Brasil agora que os times da Libertadores a disputam. Se vários fizerem isso, o Palmeiras não pode se dar ao luxo de tropeçar contra uma das equipes que enfrentará antes das oitavas (caminho que certamente incluirá alguma equipe da A ou da B).

2. O título

A vantagem sobre a Chapecoense é grande: nove pontos mais o critério de desempate. Desta forma, bastam três vitórias nos seis jogos finais, e qualquer tropeço dos catarinenses diminui a conta.

Não deve ter erro, a menos que a acomodação seja muito forte. Mas as vaias ao fim do jogo do acesso devem servir de aviso.

Palpite do blog: apenas para aumentar a bizarrice deste ano, o título vem na rodada 35, contra o Paysandu, mas antes mesmo de encarar o Papão às 21:50 – a Chapecoense entra em campo às 19:30 no Paraná e lá deixará os pontos que nos darão o caneco.

3. Os recordes

A campanha palmeirense era excelente até a virada contra o Paysandu no último lance do jogo. Depois, três tropeços consecutivos e dali pra frente não houve mais que duas vitórias consecutivas, o que diminuiu bastante a possibilidade de fazer uma série B “histórica”, quebrando todos os recordes desde 2007, quando a competição adotou o modelo atual de 20 clubes em turno e returno.

Para se ter uma ideia, o desempenho de 2013 está aquém até mesmo do de 2003, quando a competição foi muito mais difícil, por ter fases finais em que só os melhores participavam – ou seja, jogamos cinco vezes contra o Sport, três contra o Botafogo e só uma contra União São João, Gama, etc. Naquela ocasião, foram 78 pontos em 35 partidas, o que só alcançaremos vencendo as três próximas.

Mesmo assim, ainda dá para buscar alguns recordes:

  • Melhor campanha: o recorde é do Corinthians de 2008, com 85 pontos; para bater, só vencendo todos os jogos. Empatando um, ficaríamos iguais em pontos mas com mais vitórias, o que não quer dizer absolutamente nada
  • Melhor ataque: a Lusa de 2011 fez 82. Para ultrapassar, faltam 23 gols em seis jogos, quase quatro por partida. Difícil.
  • Melhor defesa: este é bem viável. O Corinthians em 2008 e Vasco e Figueirense em 2009 sofreram 29 gols; o Verdão até aqui levou 24 (nos últimos cinco jogos, apenas um). Se não for vazado mais que quatro vezes na reta final, consegue.
  • Melhor saldo: a briga é novamente com o arquirrival, que teve saldo de 50. Hoje temos 36, o que nos exige ganhar todas por mais de dois gols de diferença em média. Não deve dar.
  • Maior número de vitórias: é outro Derby. Eles triunfaram 25 vezes em 2008. Nós até aqui somamos 21.

4. Testes

Aqui não tem muito o que fazer. Praticamente todo o elenco já teve chances de atuar na série B, e dos que têm contrato a vencer em dezembro já se viu o suficiente da maioria. Pra quê, por exemplo, ver como Rondinelly atuaria, ou discutir se Ronny vai ou fica? E os moleques dos quais tanto se falou no ano passado, se já não jogaram esse ano não será em 2014 que terão oportunidades (sem qualquer juízo de valor aqui sobre suas capacidades).

Quem poderia receber uma oportunidade é Fabio, até porque Bruno é um cujo contrato está perto do fim. Candidatos à lateral-direita também podem ser aproveitados, já que este ano tivemos tantos e terminaremos o ano sem nenhum.

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