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Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Palmeiras e Atlético-MG se encontrarão pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Um dos contendores foi campeão da América ano passado e, ainda que sem aquele futebol e aquele técnico, continua tendo um elenco forte; o outro já nem sabe se leva a competição a sério, uma vez que novamente está com a corda no pescoço no Brasileirão. Mas o jogo de ida será a primeira partida do nosso segundo século, o que pode dar um ânimo redobrado ao elenco. Além disso, há uma semana a vitória do Atlético em sua casa veio só no fim.

O favoritismo, claro, é deles, mas não dá para dizer que o exército de Brancoeverdeleone seja carta fora do baralho.

Ainda mais se considerarmos o histórico dos mata-matas entre as duas equipes. Os gigantes paulista e mineiro já se enfrentaram em duelos de ida e volta por três vezes, cada um por uma competição diferente, mas sempre com algo em comum: no fim, a vaga ficou com o Verdão. O confronto que se aproxima vale mais que todos os anteriores, e é indiscutível que o plantel mais vistoso é alvinegro, mas o Galo que bote a crista de molho, porque assim foram os embates passados:

1. Copa do Brasil 1996: o duelo também valeu pelas oitavas. O Palmeiras havia atropelado o Sergipe por 8 a 0, enquanto os mineiros passaram pelo Vila Nova goiano com duas vitórias (1×0 e 4×1). O time atleticano não era ruim; contava com jogadores como Taffarel e Euller. Mas pegou um Alviverde em momento arrasador, no auge da máquina que goleava seus adversários um a um.

Assim, nem dá para dizer que foi surpresa termos vencido no mesmo Independência que sediará o jogo sob mando deles (2×1 de virada, gols de Luizão – os dois – e Leandro) e aqui (um sonoro 5×0, Rivaldo 2, Cléber, Müller e Cafu). Afinal, essas duas partidas fizeram parte da sequência de 21 vitórias consecutivas daquele elenco que encantou o país – mas que foi parado justamente pelo arquirrival do Atlético na final desse mesmo torneio.

2. Copa Mercosul 2000: o Palmeiras já havia começado a nefasta política do bom e barato, mas mesmo assim o time chegou à semifinal da Mercosul após bater o Cruzeiro nas quartas, frustrando a expectativa por um clássico mineiro (o Atlético passara pelo Boca Juniors).

Só que, enquanto o Galo ia de Velloso, Claudio Caçapa, Mancini, Marques e Guilherme, nós tínhamos Paulo Turra, Tiago Silva e Thiago Matias (apesar de um Arce aqui, um Taddei ali). Mesmo assim, um começo arrasador decidiu prematuramente o confronto: após 3 dos 180 minutos, o Verdão já tinha 2 a 0. No fim, a partida do Palestra terminou 4 a 1 (Tuta 2, Paulo Turra e Basílio; Guilherme); na volta, o Atlético precisava vencer por 3, mas o Palmeiras soube cozinhar o galo (trocadilho involuntário, sério!) no primeiro tempo e liquidou de vez a esperança mineira ao marcar no primeiro minuto da segunda etapa. Acabou vencendo por 2 a 0 (Tuta, Juninho) e se classificando à final, em que daria vexame contra o Vasco.

3. Copa Sul-Americana 2010: na primeira competição por mata-mata de Felipão em sua segunda passagem pelo Palmeiras, o Atlético foi o adversário das quartas-de-final, após termos passado por Vitória e Universitario de Sucre; o Galo, por sua vez, tinha eliminado Grêmio Prudente e Independiente Santa Fé. Os interesses dos adversários, no entanto, eram bem distintos: o Palmeiras tinha a competição como prioritária, já que no Brasileirão estava na zona do não-ata-nem-desata. O Atlético, contudo, vinha passando sufoco no Nacional, e por isso vinha usando os reservas.

O favoritismo, portanto, era nosso dada a diferença de motivação. Na ida, em Sete Lagoas, o Verdão abriu o placar no começo do segundo tempo, e poderia ter ampliado em pênalti pouco depois… se o árbitro Marcelo de Lima Henrique não voltasse atrás com a pressão dos jogadores alvinegros e alegasse um suposto impedimento de Lincoln, sobre o qual o bandeira nada falou. Para completar, só ele viu outro penal, dessa vez a favor dos mineiros. Assim, o que podia ser uma vitória confortável virou um empate em 1 a 1 (Kléber; Obina).

Na volta, porém, não teve jeito. O Atlético, com a corda ainda mais apertada, até lutou – teve ótimas chances, e só foi desistir mesmo após levar o segundo gol depois dos 30 da etapa final – mas acabou caindo por 2 a 0 (Marcos Assunção num gol olímpico, Luan).

Resumo: até hoje foram seis jogos por mata-matas, com cinco vitórias palmeirenses e um empate, 16 gols a favor e 3 contra. Agora, porém, o desafio é maior que todos os anteriores. Será que o Palmeiras mantém a escrita, ou será mais um morto no Horto?

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Kleina 100 disfarce

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Sem qualquer motivo para celebração, Gilson Kleina completou na queda para o Ituano sua centésima partida na casamata verde (bem como seu 46° ano de vida). Não é pouco: ele já é o 16° treinador com mais partidas pelo Verdão. Antes da Copa chegará a 14° e, se terminar a temporada chegando às oitavas-de-final da Copa do Brasil, entra no Top 10.

Foi tempo suficiente para avaliarmos seus defeitos e virtudes. Estas vinham aparecendo mais claramente este ano, fazendo com que muitos torcedores inconformados por sua renovação ao fim do ano passado se convertessem ou ao menos se resignassem; o fiasco de domingo, porém, dá munição farta e compreensível a seus não poucos detratores.

(para não muretar, mas muretando, eu diria que não é o técnico dos meus sonhos, mas se não ele, hoje quem?)

Como pontos positivos, temos que na média ele não prima pela retranca – a não ser em momentos em que está acuado no cargo, ou em mata-matas – e soube ganhar e unir o grupo, o que é uma qualidade frequentemente subvalorizada: se o time não é brilhante, que pelo menos corram uns pelos outros, e isso eles fazem.

Em compensação, dói na alma a insistência com alguns jogadores claramente desqualificados para atuar no Palmeiras (sim, Vinícius) e, mais que tudo, já está colada a pecha de fracassado em mata-mata, não sem razão: foram cinco eliminações e uma classificação – o Vilhena deve lhe ajudar amanhã. Menos mal que o Brasileiro é em pontos corridos… quem sabe estejamos diante de um Felipão ao contrário? (Já ouço os gritos de ‘herege’).

Para ilustrar seus altos e baixos no Verdão, separamos cinco jogos bem sucedidos e outros cinco que ele preferirá esquecer. A lista está em ordem cronológica, sem intenção de ranqueá-las:

As boas lembranças

Figueirense 1×3 Palmeiras (1º jogo) – logo na estreia, um belo cartão de visitas. O time vinha de três derrotas seguidas, a última no Derby, e só não estava na lanterna porque batia o Atlético-GO no número de vitórias. Estava numa festa e consegui ligar o rádio com 15 minutos. Ouvi que estava 2 a 0 e, claro, desanimei. Mas daquela vez pelo menos era um belo triunfo, que deu um ânimo que infelizmente não durou tanto.

Corinthians 2×2 Palmeiras (24°) – o campeão do mundo contra o rebaixado. O salto alto alvinegro nos ajudou muito, é certo, mas o fato é que o Verdão entrou em campo de cabeça erguida, lembrando-se que não é e nunca será coadjuvante. Saiu atrás, conseguiu a virada e, pena, cedeu o empate, mas foi um alento num período tão desgraçado.

Palmeiras 1×0 Libertad (37°) – a exibição não foi brilhante. Mas foi um daqueles momentos de comunhão entre torcida e time que poucos técnicos conseguem, ainda mais somente 15 dias depois do massacre de Mirassol. O Palmeiras dava mostras de que poderia ir além do que seu frágil elenco lhe parecia permitir.

Figueirense 2×3 Palmeiras (51°) – a situação na série B ainda não era tão confortável (OK, a vitória valeu a liderança, mas a diferença para os adversários era pequena). Esta ótima vitória de virada contra um adversário direto – tanto que também subiu – serviu para tranquilizar elenco e torcida: não haveria mais sofrimento na série B.

Palmeiras 2×0 SPFC (87°) – eram dois anos sem ganhar um clássico; Kleina mesmo tinha perdido dois no Brasileiro de 2012 e empatado todos os de 2013. Naquele domingo, o Palmeiras se impôs amplamente contra o São Paulo e jogou o tabu por terra.

As más lembranças

SPFC 3×0 Palmeiras (4°) – 3 jogos, 3 vitórias. Mas era o clássico que poria a prova o novo treinador. E ali ele fez uma escolha que se provou muito infeliz: a de escalar o já ex-atleta Daniel Carvalho, que havia tido atuação razoável contra o Millonarios no meio de semana. O time parou e fomos feitos de gato e sapato.

Libertad 2×0 Palmeiras (26°) – perder para o time que àquela altura era tido como o bicho-papão do grupo – mas que não se classificaria – até era considerado normal. O problema foi a postura do time, que em momento algum tentou atacar, mesmo saindo atrás cedo.

Mirassol 6×2 Palmeiras (33°) – nesta lista tentei evitar jogos que pudessem ser atribuídos principal ou exclusivamente aos jogadores (caso, por exemplo, da derrota pro Tigre, quando perdemos gols aos borbotões, ou mesmo da eliminação ante o Ituano). Agora, se é verdade que nenhum treinador consegue sozinho fazer o time levar três gols nos primeiros dez minutos, também é fato que depois de encostar no placar com os 3 a 2 não se podia deixar o raio cair de novo. Mas foi assim, num fiasco que nos faz pensar qual catástrofe então causaria sua dispensa. Não, melhor não pensar.

Palmeiras 1×2 Tijuana (43°) – não foi Kleina quem tomou um frango constrangedor. Mas era ele quem comandava a equipe que já vinha jogando mal, e que inexplicavelmente se perdeu em campo, mesmo com 70 minutos e 35000 vozes a favor. Vivemos tais situações repetidamente ao longo dos anos, sim, mas é papel do técnico impedir essa sina.

Atlético-PR 3×0 Palmeiras (62°) – o futuro vice-campeão da Copa do Brasil e futuro terceiro colocado do BR era muito mais time que nós. Mas, de novo, é uma questão de postura. Sem tentar em nenhum momento atacar, apenas segurar o resultado, depois os pênaltis, depois sabe-se lá o quê, naufragamos sem qualquer contestação.

*

Parece claro que Paulo Nobre não irá dispensá-lo sem que o Palmeiras se afunde no começo do Brasileiro, seja por realmente acreditar nele, seja por questões econômicas. Neste caso, é confiar que ele faça o melhor com o melhor elenco que teve nas mãos desde sua chegada (consequentemente em toda sua carreira). Que faça desabrochar talentos ocultos e que tente fazer de vários limões uma limonada. Menos no caso do Vinícius, que aí não tem jeito.

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

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Bellini

Na última vez que nos enfrentou, Bellini tinha Djalma Santos a seu lado

Na última vez que nos enfrentou, Bellini tinha Djalma Santos a seu lado

Todos as notícias sobre o falecimento do itapirense Hideraldo Luís Bellini começam por destacá-lo como “o capitão que primeiro levantou a taça”. É verdade, mas sejamos mais empolados: Bellini foi o líder da maior máquina de jogar futebol da história. Ao menos na opinião deste que vos escreve, não tem para a seleção de 70, nem mesmo para o Palmeiras de 1996, muito menos, claro, para qualquer Barcelona: o esquadrão de ouro bom no samba e bom no couro, campeão da Copa de 1958, é inigualável.

E, se aqui já homenageamos não só nosso ícone Djalma Santos como também Gilmar e De Sordi, é mister falar de seu comandante nas quatro linhas. Porém, tudo o que poderíamos falar já foi melhor dito neste excelente texto da Trivela, de modo que vamos aqui apenas enumerar seus números contra nós.

Pelo Vasco, Bellini nos encarou 7 vezes, a primeira delas em 1954; venceu 2, empatou 2 e perdeu 3 (houve ainda um amistoso cuja ficha técnica não conseguimos encontrar para saber se ele atuou; provavelmente não, pois estava em início de carreira). Com a camisa do São Paulo, foram 12 embates, e novamente ele ficou em desvantagem: 4 vitórias, 2 empates e seis derrotas, sendo uma delas um sonoro 5 a 0. Por fim, o capitão de 58 ainda nos encontrou uma derradeira vez atuando pelo Atlético-PR, em 1968, e outra vez saiu derrotado – 3 a 1 no Durival de Britto.

Só mesmo um gigante como o Palmeiras para ter vantagem contra o mítico zagueiro cuja partida fecha uma página marcante de nosso futebol.

A imagem inevitável

A imagem inevitável

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O craque dá adeus

O craque dá adeus

Ele não jogou tantas partidas assim: foram 126 – exatamente metade das partidas de Márcio Araújo. Teve uma ótima média de 0,57 gols por partida, mas mesmo assim seus 67 gols são menos do que por exemplo seu “sucessor” Alex fez. Não levantou tantas taças: conquistou um Brasileiro e um Paulista. Também não é ídolo tanto quanto Marcos e Evair, só para citar dois óbvios.

Pouco importa: se os números não são tão grandes, o futebol que Rivaldo Vitor Borba Ferreira apresentou durante sua passagem no Palmeiras foi gigante. Bendita a hora em que o Corinthians recusou comprar seu passe do Mogi-Mirim após um ano de empréstimo; a Parmalat não perdeu tempo e trouxe o pernambucano de Paulista, revelado mas de passagem curta pelo Santa Cruz.

Eu estava em sua estreia, que também era a nossa no Brasileiro de 1994. Não foi uma partida brilhante, mas ele contribuiu para os 4 a 1 e, mais importante, começou a tirar o manto da desconfiança de quem chega vindo do arquirrival. Não demorou muito e veio o primeiro gol – no Beira-Rio, na última vez em que o Palmeiras ganhou um jogo ali valendo para os dois.

A eles se somaram muitos outros: naquele campeonato, foram 14 gols. Ao lado de Evair e do falecido SuperÉzio, só ficou atrás de Túlio e Amoroso. Como se não bastasse, três deles foram na decisão contra seu ex-time, nosso eterno rival. Na ida, foram dois nos 3 a 1; na volta, o derradeiro gol daquele campeonato. Rivaldo já tinha seu lugar na história verde.

Mas não foi só. Em 1995, as taças não vieram, mas mesmo assim ele jogou muito. Foi nosso artilheiro no Paulistão, com 10 (ao lado de Valber). Na Libertadores, teve seu pior momento, ao tomar vermelho contra o Grêmio em lance com Rivarola – que, a bem da verdade, também devia ter ido para o chuveiro (ou nenhum deles) – quando o placar ainda estava zerado. No Brasileiro, foi um dos líderes da equipe que triscou mas não alcançou as semifinais.

E no Paulista de 1996, nossa senhora. Foram dezoito gols e uma miríade de passes, dribles, lançamentos… tanta exuberância talvez tenha até sido de se lamentar, pois fez com que o La Coruña o levasse após as Olimpíadas de Atlanta. Rivaldo se despediu com o amargo vice-campeonato da Copa do Brasil, e depois foi brilhar no Barcelona, pelo qual se tornou o único ex-palmeirense a ganhar o prêmio de melhor do mundo da Fifa (para entender um pouco o porquê, clique aqui. Este foi seu terceiro gol no jogo, aos 42 do segundo tempo, e o Barça precisava vencer o Valencia, pois brigava com ele para chegar à Champions e era a rodada final do Espanhol.)

Com a camisa da seleção brasileira, foi considerado culpado pelo fracasso olímpico de 1996, mas deu a volta por cima; foi muito bem na Copa de 1998 e simplesmente o melhor jogador da conquista de 2002. É o 12° maior artilheiro da Amarelinha, com 34 gols.

Depois rodou, para sorte de uzbeques e angolanos, e chegou a ter o retorno várias vezes ventilado. Talvez tenha sido melhor que não voltasse, para não correr o risco de macular a imagem que deixou.

Há alguns anos, os três redatores do blog escolhemos os maiores jogadores que vimos atuando pelo Palmeiras. Rivaldo foi o segundo colocado para meus colegas e o primeiro para mim. Mesmo sem ser meu maior ídolo, posto que cabe a Evair, minha opinião segue a mesma: neste sábado, amigos palmeirenses, vimos o adeus do maior craque que vestiu nossa camisa desde que Ademir da Guia pendurou suas chuteiras.

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Juca Baleia, do Sampaio Correa: o primeiro goleiro que enfrentamos

Chegou a hora de buscar o tri! Nesta quarta, o Palmeiras entra na disputa da 26ª edição da Copa do Brasil. Para nós, trata-se da 19ª participação – ficamos de fora de 1989 a 1991 por não obter classificação no Estadual, e em 2001, 2005, 2006 e 2009 por estarmos na Libertadores. E, em duas edições anteriores, entramos direto nas oitavas por estarmos na Libertadores: 2000 e 2013.

Portanto, foram dezesseis participações na primeira fase do torneio, que tem como curiosidade as vezes que visitamos Alagoas: duas foram em campanhas que culminaram na taça; já a terceira… bom, eis nossos resultados ao longo dos anos:

2012 – 1 x 0 e 3 x 0 no Coruripe-AL

2011 – 2 x 1 e 5 x 1 no Comercial-PI

2010 – 1 x 0 e 4 x 0 no Flamengo-PI

2008 – 2 x 0 no CENE-MS (sem volta)

2007 – 5 x 0 no Operário-MT (sem volta)

2004 – 3 x 1 na Tuna Luso-PA (sem volta)

2003 – 1 x 0 e 5 x 1 no mesmo Operário-MT

2002 – 0 x 1 e 2 x 1 contra o ASA-AL, num vexame histórico

1999 – 2 x 1 e 3 x 1 no São Raimundo-AM

1998 – 1 x 0 e 3 x 0 no CSA-AL

1997 – 0 x 0 e 7 x 1 no River-PI

1996 – 8 x 0 no Sergipe-SE (sem volta)

1995 – 2 x 1 e 1 x 0 no ABC-RN

1994 – 3 x 1 e 5 x 1 no 4 de Julho-PI (ainda não existia a regra da eliminação da volta, criada no ano seguinte)

1993 – 2 x 0 e 3 x 0 no 4 de Julho-PI

1992 – 1 x 0 e 4 x 0 no Sampaio Correa-MA

Em resumo, estas são as estatísticas do Palmeiras quando debuta no torneio:

- 16 participações

- 15 classificações e uma eliminação

- 14 vitórias, 1 empate e 1 derrota na estreia, com 34 gols feitos e 6 sofridos; na volta, 12 vitórias. Vale notar que todas as estreias foram fora de casa.

- 4 eliminações sem jogo de volta (em 13 possíveis)

- 5 visitas ao Piauí, 3 a Alagoas, 2 a Mato Grosso, uma a Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Pará e Mato Grosso do Sul. Agora acrescentaremos Rondônia.

- 11 visitas ao Nordeste, 3 ao Centro-Oeste e 2 ao Norte (que agora serão 3)

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São Bento 0x3 Palmeiras: a última vez do Bentão na elite

São Bento 0x3 Palmeiras: a última vez do Bentão na elite

Ontem à noite o Palmeiras finalmente encerrou a agonia do Paulista de Jundiaí, cuja tétrica campanha já anunciava o rebaixamento há semanas. Mesmo seus dirigentes já haviam jogado a toalha, com dispensas de técnico e grande parte do elenco.

É claro que não foi o Verdão o responsável pela queda do campeão do Brasil de 2005, assim como o Vitória não foi o culpado de nossa tragédia de 2002 (a de 2012 não conta pois o Palmeiras não foi rebaixado ao fim do jogo com o Flamengo, somente quando a rodada acabou algumas horas depois). Porém essas partidas acabam ficando marcadas – assim como o rubro-negro baiano nos traz uma péssima recordação, nós também habitamos alguns pesadelos por aí. Vamos então relembrar, da mais nova para a mais antiga, as nove ocasiões em que o Alviverde Imponente foi o fim da linha para outros clubes.

9. Paulista 1 x 3 Palmeiras (Paulista 2014): faltavam três rodadas, mas a situação do Paulista era tão ruim que o Galo da Japi já estava nove pontos atrás do primeiro time fora da ZR. Sem vencer nenhuma das 11 partidas disputadas, era difícil crer que o milagre começaria justo contra o (mistão do) Palmeiras. Para faturar uns cobres e poupar os olhos da torcida, o clube aceitou proposta para atuar em São José do Rio Preto. Fez bem: levando gols de William Matheus, Patrick Vieira e até de Miguel, não dava para esperar outra coisa.

8. Palmeiras 2 x 0 Grêmio Prudente (Paulista 2011): era a penúltima rodada do Paulistão. Para o Palmeiras, já classificado para o mata-mata, a partida valia manter a liderança. Para o lanterna Prudente, que já havia caído no Brasileiro de 2010, era a última esperança de sobrevivência. No fim, prevaleceu a boa fase do Palmeiras, que estava invicto há 14 jogos. Com um gol de Thiago Heleno e um contra, a partida do Canindé terminou de maneira melancólica para o itinerante clube do interior. Foi a pá de cal para a cidade, que só viu o clube mais uma vez, na despedida – na série B que começou logo mais, a equipe já havia voltado para Barueri.

7. Palmeiras 2 x 2 Sport (Brasileiro 2009): O ano de 2009 foi farto em confrontos com o rubro-negro pernambucano. Foram seis ao todo, repletos de emoções e polêmicas. Se os quatro primeiros, pela Libertadores, foram entre times lutando pela América, o último teve clima bem diferente: o Palmeiras, verdade, ainda lutava pelo título, mas vinha em queda livre (o jogo anterior tinha sido a famosa derrota do gol anulado de Obina contra o Flu); o Sport por sua vez se arrastava no fundo da tabela. No primeiro tempo, um espantado Palestra Itália viu o Leão abrir 2 a 0; após o intervalo, o Verdão reagiu – com boa dose de ajuda da arbitragem – e acabou empatando, após gols de Deyvid Sacconi e Danilo. Foi aquele típico placar que frustrou a ambos: o alviverde até reassumiu a liderança, mas por ter uma partida a mais ela não durou. E o Sport retornou à Série B com três rodadas de antecedência.

6. São Bento 0 x 3 Palmeiras (Paulista 2007): ambos os times entraram no Walter Ribeiro em situação desfavorável. O time de Sorocaba, que queria sobreviver para chegar ao terceiro ano seguido na elite, precisava vencer e secar Sertãozinho e América; já o Alviverde precisava de um resultado melhor que o Bragantino (podia até ser um empate, desde que o Braga perdesse). Ambos se frustraram: os resultados paralelos foram bons para o time azul e branco, que teria escapado se vencesse. Já o Palmeiras, com dois gols de Osmar e um de Willian, fez o que lhe cabia – naquela noite ao menos – mas pagou o preço de um campeonato muito irregular ao ver o Bragantino sair com os três pontos e a vaga pelo saldo de gols (o Verdão teria que ter feito mais quatro para passar o Massa Bruta).

5. América-MG 1 x 1 Palmeiras (Brasileiro 1998): era a última rodada da fase de classificação. O Palmeiras era o líder e buscava manter a condição para ter vantagem nos mata-matas (mas mesmo assim, numa decisão estranha, poupou jogadores. O gol foi de um dos poucos titulares, Oséas); o Coelho era o primeiro time fora da zona do descenso. Vitória garantia a ambos seus objetivos; como ninguém conseguiu, ambos se deram mal – o Verdão foi ultrapassado pelo Corinthians e acabou com o Cruzeiro, que o eliminaria, nas quartas; o América viu o Paraná bater o Flamengo e assim roubar sua posição e a vaga na série A de 1999. Era o típico jogo em que deviam ter tirado um par ou ímpar aos 45 do segundo tempo. Ao menos um dos times se daria bem…

4. Palmeiras 3 x 0 Bragantino (Paulista 1995): geralmente temos uma sensação de complacência para com os adversários que caem contra nós. Mas daquela vez não foi assim – o Bragantino por muitos anos fora uma asa negra na vida do Alviverde, desde a trágica eliminação no Paulista de 1989. Assim, aquela vitória – a primeira sob o comando de Carlos Alberto Silva, em seu quinto jogo – teve um gosto especial, ainda que presenciado por um dos menores públicos da história do Palestra, inferior a 1500 pagantes. Os dois gols de Alex Alves e o de Cléber deram um pequeno gosto de vingança por tudo que sofrêramos contra a ex-Linguiça Mecânica.

3. Palmeiras 1 x 0 Noroeste (Paulista 1981): era a penúltima rodada da 2ª fase do 2º turno do Paulista. Deu pra entender? Vai ficar pior: o Palmeiras já estava classificado para a fase final do segundo turno por ter ido bem na primeira fase do mesmo, mas buscava classificação à Taça de Ouro (o Brasileirão) do ano seguinte, pois valia a pontuação do campeonato todo, e o time fizera um péssimo primeiro turno. Já para o Noroeste, a derrota representava a queda, enquanto o empate lhe dava condições de ir para o tudo ou nada em confronto direto com o Marília (um clássico) na semana seguinte. O Verdão andava mal, mas ainda assim era superior ao time de Bauru; dessa forma, teve o domínio da maior parte do jogo. Bola na rede, porém, só aos 33 do segundo tempo, com Enéas. Em seguida o alvirrubro teve um jogador expulso, e aí acabaram-se as derradeiras esperanças do Norusca, que só retornaria à primeira divisão quatro anos depois.

2. Palmeiras 4 x 3 Ferroviária (Paulista 1965): o Palmeiras era vice-líder e tinha chances ínfimas de roubar o título do Santos (tão ínfimas que naquela mesma noite o time da Vila venceria o Juventus e já liquidaria a disputa com dois jogos de antecipação); já a Ferrinha segurava a lanterna e ainda tinha quatro jogos por fazer, sendo dois contra times grandes (também pegariam o São Paulo). A situação dramática do time de Araraquara não os impediu de surpreendentemente terminarem a primeira etapa com 3 a 0 de vantagem em pleno Parque Antarctica, porém no segundo tempo a dura realidade se impôs: Ademar Pantera marcou três vezes e Servílio fez o da virada (semelhante àquela contra o Flamengo pela Copa do Brasil de 1998, já que os dois últimos gols foram aos 44 e 46). Foi um golpe pesado para a Ferroviária, que ao menos já sabia que dificilmente se manteria viva mesmo vencendo aquela partida.

1. Palmeiras 4 x 2 Ypiranga (Paulista 1958): esta partida marcou o fim de uma era no Campeonato Paulista. Com o resultado (gols de Irineu contra, Chinesinho, Paulinho e Parada), o tradicional Ypiranga já não teria condições de superar o Jabaquara no confronto direto na última rodada, que terminaria empatado; foi assim que terminou a 46ª e última participação do tri-vice-campeão paulista (1915/35/36). Àquela altura, o alvinegro era orgulhosamente o time que mais vezes tinha disputado o Paulista (uma a mais que o Corinthians), mas a noite de quarta-feira no Pacaembu marcou a 85ª e última vez em que o Verdão encontrou seu tão contumaz freguês.

*

Existe um caso famoso, mas que na verdade não foi uma partida em que derrubamos o rival. Trata-se do Palmeiras x Ponte Preta do Paulista-1987, quando a Macaca, que disputava o Estadual consecutivamente desde 1970, tendo amealhado 3 vice-campeonatos (1977/79/81), caiu. Mas isso não aconteceu ao fim daquele sábado em que Marcelino fez o único gol, tanto do jogo quanto de sua breve passagem de seis partidas pelo Palmeiras. Na verdade, a Ponte ainda tinha uma pequena esperança: o América, que jogaria em casa no dia seguinte, teria que perder para o Botafogo por dois gols, ou então o Novorizontino teria que perder suas duas partidas finais (tinham um jogo atrasado). Já no domingo as coisas deram errado – o América ganhou e o Novorizontino empatou. Foi só então que o time campineiro caiu.

Outra curiosidade é que em 1949, no primeiro ano em que houve rebaixamento no Brasil, o Palmeiras acabou sendo protagonista indireto. A disputa era entre o Comercial da Capital e o Nacional; o primeiro já tinha terminado sua participação e dependia de o segundo perder para o Palmeiras em jogo atrasado. Para o Verdão, que já tinha o vice-campeonato definido, a partida nada valia, e o time acabou perdendo por 1 a 0 e salvando o time da Comendador Souza.

Este post atualiza a versão anterior, que contou com as colaborações de Jota Christianini e Antonio Piason

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Leivinha e César marcaram, mas ninguém viu

Leivinha e César marcaram, mas ninguém viu

Um dos fatos que chamou a atenção no futebol brasileiro esta semana foi o baixíssimo público presente a Bonsucesso x Flamengo, pelo Campeonato Carioca. Era quarta-feira de Cinzas, em Volta Redonda, com tempo ruim, mas mesmo assim espanta ver que a maior torcida do país levou apenas 375 pagantes (isso sem contar os eventuais gatos-pingados fãs do rubroanil) ao estádio – e isto que, poucas rodadas antes, menos de 1000 testemunhas haviam acompanhado a vitória contra o Boavista em Moça Bonita.

Isto, claro, nos deixou intrigados com a óbvia pergunta: e o Palmeiras? Quando foi que jogamos para menos gente?

Bom, antigamente havia inúmeras partidas sem registro de público. Mesmo até há poucos anos ainda era comum jogos sem divulgação do borderô; por isso, é possível que algumas partidas vazias fiquem de fora deste levantamento

Ainda assim, o que temos a seguir é um bom retrato dos dias em que a torcida não cantou e nem vibrou por nosso alviverde inteiro.

(Importante: só entram aqui jogos oficiais do Palmeiras como mandante. Jogos ou torneios amistosos ficam de fora)

OS CINCO MENORES PÚBLICOS

1. Palmeiras 3 x 1 São Bento – Campeonato Paulista 1973

Era a despedida verde de um campeonato em que o Palmeiras quase beliscou o primeiro turno (o que valia vaga na final), mas no segundo foi mal e deu adeus ao bicampeonato. Já se sabia que a decisão seria entre Portuguesa e Santos, e na cidade só se falava disso – e da “iminente” saída de Rivelino do Corinthians.

O time de Sorocaba, por sua vez, jogava pela décima vez no returno, e ainda buscava seu primeiro ponto. No fim, perderia este jogo e também seu último, alguns dias depois, para fechar esta fase com 0% de aproveitamente.

Com tanta desmotivação em campo, não era de todo inesperado que apenas 240 pagantes tenham comparecido ao Parque Antartica naquela noite de quarta-feira, 22 de agosto – foi o jogo de menor público divulgado de todo o torneio. Ao menos eles viram o time vencer de virada com gols de Leivinha, Ronaldo e César. E não sabiam, mas entraram para a história do Verdão como únicas testemunhas da partida menos assistida de nossa centenária história.

2. Palmeiras 1 x 0 São Bento – Campeonato Paulista 1976

Olhaí o São Bento de novo! Mas dessa vez as circunstâncias eram outras: a partida ocorreu às 21h de um domingo chuvoso e teve transmissão pela TV. Era o dia 11 de abril, e o Palmeiras chegava para sua sétima partida no Paulistão com uma campanha razoável: três vitórias, dois empates e uma derrota (que seria a única em todo o certame, do qual sairíamos campeões).

O São Bento lutou o quanto pôde e quase conseguiu o empate, mas faltando dez minutos Didi encobriu o goleiro para fazer o único gol da noite, para alívio dos 334 pagantes.

3. Palmeiras 2 x 2 La Coruña – Amistoso 1994

A rigor, este jogo não deveria estar aqui; afinal, não valeu três pontos. Mas, poxa, era o bicampeão paulista e campeão brasileiro contra o vice-campeão espanhol, ambos somente desfalcados de seus jogadores que iam à Copa.

É verdade que estávamos às portas do Mundial e houve pouca divulgação da partida – nem sequer saíram notas nos jornais. Mesmo assim, o 9 de junho em que Evair marcou duas vezes merecia mais que os meros 397 pagantes que rumaram ao Palestra Itália. Quinta-feira de silêncio na arquibancada.

4. Palmeiras 2 x 0 Operário-MT – Taça de Prata 1982

Digamos que esse jogo entra na conta do “faça-me o favor”. Era a quinta rodada da segunda divisão – e o Palmeiras ainda não tinha vencido nenhuma partida! Foram empates contra Juventus, Volta Redonda e Anápolis e, na rodada anterior, uma derrota para o Vila Nova. Com isso, já não havia chance de subir (os melhores da Taça de Prata se classificariam para o Brasileiro, que era disputado em paralelo) e a partida contra os matogrossenses tornara-se a ÚLTIMA pelo Brasileiro daquele ano. A situação só não era pior porque não havia terceira divisão naquela época (em 1981 até houve, mas não vingou).

Ou seja: o Palmeiras estava eliminado da segundona e teria que aguardar mais de cinco MESES para voltar a jogar uma partida oficial. Convenhamos: ter 448 almas no Palestra naquele sábado, 6 de fevereiro, para ver João Marcos, Benazzi, Deda, Édson Furquim e Vargas; Aragonés (Mário Sérgio), Jorginho e Célio; Osni, Almir (Carlos) e Rodrigues até que foi muito. Os gols, se alguém se importa, foram de Jorginho e Carlos.

5. Palmeiras 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista 1973

Este jogo antecedeu imediatamente aquele do São Bento que inaugura a listagem. O time já estava eliminado e não conseguiu sair do zero contra a Macaca em nossa casa. Não admira que boa parte dos 548 pagantes não tenha retornado para o jogo contra os sorocabanos quatro dias depois…

MENORES PÚBLICOS EM OUTRAS COMPETIÇÕES

Palmeiras 0 x 1 Botafogo – Rio-São Paulo 1998

Em oito jogos na temporada, o Palmeiras estava invicto – incluindo duas vitórias em Derbies. A boa fase, porém, cobrou seu preço: com a classificação à semifinal já assegurada, pouca gente se dispôs a ver a última partida da primeira fase, na noite da quinta-feira, 12/2. Azar dos 568 presentes, que testemunharam a perda da invencibilidade palestrina.

Palmeiras 1 x 0 Universidad do Chile – Copa Mercosul 1998

Pelo visto, a galera naquele ano não gostava de ver o time em boa fase. Era uma situação semelhante: o Verdão tinha vencido todos os jogos até ali (incluindo um que aparece mais à frente no texto) e já tinha vaga nas quartas. Era o “vestibular da Libertadores”, valorizado por todos no clube. Por que será então que em 14 de outubro somente 832 pagantes viram o gol de Almir?

Palmeiras 1 x 0 Olaria – Campeonato Brasileiro 1973

Mais uma vez, 1973. Tudo bem que sexta-feira não é dia habitual de futebol, mas a situação era diferente da do Paulista. O Palmeiras ainda não tinha perdido e a vitória com gol de Fedato valeu a liderança. Não chovera, não houvera black bloc nem Jogos Vorazes estava em cartaz. Fica difícil entender por que razão apenas 871 pessoas estavam no Palestra naquele 21 de setembro.

Palmeiras 5 x 2 4 de Julho-PI – Copa do Brasil 1994

Outro ano que se repete neste texto. Agora, porém, é compreensível: a ida contra os piauienses já havia sido 3 a 1, e a vaga na fase seguinte estava mais que encaminhada. Não havia nem o fator curiosidade, já que o time do técnico Coca-Cola também enfrentara o Palmeiras no ano anterior.

Com facilidade, no dia 25 de fevereiro Edílson marcou três e Maurílio e Alexandre Rosa completaram o placar para festa dos 1297 presentes.

Palmeiras 2 x 0 Jorge Wilstermann-BOL – Libertadores 1974

“A Taça Libertadores obsessão”. Bom, em 1974 ainda não era assim… e o alviverde, já duas vezes vice-campeão continental, não estimulou mais de 1345 pessoas a irem ao Palestra na tarde de sábado, 11 de maio.

Pudera: era a última rodada da fase de grupos e naquela época somente o campeão do grupo se classificava. Já sem chances, o Palmeiras apenas cumpriu tabela, derrotando os bolivianos com gols de Careca e Nei.

MENORES PÚBLICOS EM OUTROS ESTÁDIOS

Palmeiras 0 x 0 Vitória – Campeonato Brasileiro 1978

Num padrão que se repete nesta listagem, a partida valia pouco: era a penúltima rodada da segunda fase, e ambos já estavam classificados para a etapa seguinte. Mesmo assim, hoje em dia é difícil conceber que um jogo do Brasileirão arrastasse apenas 1099 pagantes ao Pacaembu na noite da quarta-feira, 21 de junho.

Palmeiras 2 x 1 Independiente-ARG – Copa Mercosul 1998

Desse jogo posso falar de cátedra: afinal, eu era um dos 1376 espectadores. E devo-lhes dizer: o Morumbi vazio dá uma sensação de solidão inacreditável, ainda mais numa noite fria como aquela de 29 de julho.

Ao menos pudemos comemorar a vitória de virada com gols de Magrão e Almir na primeira partida da história da Copa Mercosul. E nunca foi tão fácil sair do estádio depois…

O MENOR DO SÉCULO XXI

Palmeiras 0 x 2 Rio Branco – Campeonato Paulista 2006

Sim, a história se repete: penúltima rodada do Paulista por pontos corridos em turno único. O time já estava fora da disputa e três dias depois teria jogo na Colômbia pela Libertadores, por isso usaria time quase reserva.

O resultado não era difícil de prever: 1395 espectadores, na menor audiência do Palmeiras desde o malfadado bug do milênio. O resultado da partida, com dois gols de Fabiano Gadelha, menos ainda. No dia da mentira, a verdade é que o time era ruim para danar.

Cheio era mais legal, mas vazio também tinha seu charme

Cheio era mais legal, mas vazio também tinha seu charme

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