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Arquivo da categoria ‘Curiosidades’

A maldição dos ex-palmeirenses valerá para Alex Afonso?

A maldição dos ex-palmeirenses valerá para Alex Afonso?

Durante a caminhada pelo reino de Hades, haveremos de encontrar uma série de assombrações na forma de ex-jogadores nossos. O site da CBF costumava ter uma lista de todos os jogadores com contratos com determinado clube; como esse ótimo recurso sumiu nas últimas reformulações, percorremos o site oficial de nossos 19 adversários para ver quais as caras conhecidas que reveremos.

Sete equipes (ABC, Boa Esporte, Chapecoense, Icasa, Oeste, Paraná, Paysandu) ainda não contam com ex-pernas de pau nossos. Mas é provável que, durante o campeonato, alguns outros “ex” sejam contratados. Estamos sempre atentos, e a cada boletim pré-jogo (o “IPE informa”) você tem essa informação atualizada. Por ora, é isso:

  • América-RN: o atacante Itamar
  • América-MG: o atacante Fábio Júnior e os meias-atacantes Willians e Nikão (este, só pela base)
  • ASA: o lateral-direito Pedro
  • Atlético-GO: o lateral Paulo Henrique e o meia Caio
  • Avaí: o atacante Beto e o ainda nosso zagueiro Leandro Amaro
  • Bragantino: os goleiros Gilvan e Pegorari e o meia Deyvid Sacconi
  • Ceará: o lateral Gerley e o atacante Anselmo
  • Figueirense: o lateral André Rocha e o volante Tinga
  • Guaratinguetá: o atacante Alex Afonso
  • Joinville: o lateral Fabinho Capixaba e o volante Marcelo Costa
  • São Caetano: o meia Pedro Carmona
  • Sport: o lateral/volante/perna-de-pau Rivaldo e o atacante Roger

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São Bento 0x3 Palmeiras: a última vez do Bentão na elite

São Bento 0×3 Palmeiras: a última vez do Bentão na elite

Nas últimas duas rodadas do campeonato o Palmeiras poderia ter sido o algoz de seus adversários, e por razões distintas acabou não sendo: os resultados paralelos rebaixaram o Guarani antes mesmo de entrar em campo, e uma atuação patética resultou numa vitória salvadora para o Ituano. Essas duas condições não estavam no script imaginado pelo blog quando teve a ideia para este texto há duas semanas, mas já que tínhamos iniciado o rascunho, vamos até o fim; afinal, é uma curiosidade daquelas que o amigo palmeirense só encontra por aqui (e que, admitimos, fazia algum tempo que não trazíamos).

É claro que se Bugre e/ou Ituano tivessem caído nestes confrontos a responsabilidade não seria nossa, assim como o Vitória não foi o culpado de nossa tragédia de 2002 (a de 2012 não conta pois o Palmeiras não foi rebaixado ao fim do jogo com o Flamengo, somente quando a rodada acabou algumas horas depois). Porém essas partidas acabam ficando marcadas - assim como o rubro-negro baiano nos traz uma péssima recordação, nós também habitamos alguns pesadelos por aí. Vamos então relembrar, da mais nova para a mais antiga, as oito ocasiões em que o Alviverde Imponente foi o fim da linha para outros clubes.

O IPE agradece os comentários de Jota Christianini e Antonio Piason que permitiram acrescentar dois dos jogos desta lista.

8. Palmeiras 2 x 0 Grêmio Prudente (Paulista 2011): era a penúltima rodada do Paulistão. Para o Palmeiras, já classificado para o mata-mata, a partida valia manter a liderança. Para o lanterna Prudente, que já havia caído no Brasileiro de 2010, era a última esperança de sobrevivência. No fim, prevaleceu a boa fase do Palmeiras, que estava invicto há 14 jogos. Com um gol de Thiago Heleno e um contra, a partida do Canindé terminou de maneira melancólica para o itinerante clube do interior. Foi a pá de cal para a cidade, que só viu o clube mais uma vez, na despedida – na série B que começou logo mais, a equipe já havia voltado para Barueri.

7. Palmeiras 2 x 2 Sport (Brasileiro 2009): O ano de 2009 foi farto em confrontos com o rubro-negro pernambucano. Foram seis ao todo, repletos de emoções e polêmicas. Se os quatro primeiros, pela Libertadores, foram entre times lutando pela América, o último teve clima bem diferente: o Palmeiras, verdade, ainda lutava pelo título, mas vinha em queda livre (o jogo anterior tinha sido a famosa derrota do gol anulado de Obina contra o Flu); o Sport por sua vez se arrastava no fundo da tabela. No primeiro tempo, um espantado Palestra Itália viu o Leão abrir 2 a 0; após o intervalo, o Verdão reagiu – com boa dose de ajuda da arbitragem – e acabou empatando, após gols de Deyvid Sacconi e Danilo. Foi aquele típico placar que frustrou a ambos: o alviverde até reassumiu a liderança, mas por ter uma partida a mais ela não durou. E o Sport retornou à Série B com três rodadas de antecedência.

6. São Bento 0 x 3 Palmeiras (Paulista 2007): ambos os times entraram no Walter Ribeiro em situação desfavorável. O time de Sorocaba, que queria sobreviver para chegar ao terceiro ano seguido na elite, precisava vencer e secar Sertãozinho e América; já o Alviverde precisava de um resultado melhor que o Bragantino (podia até ser um empate, desde que o clube de Bragança perdesse). Ambos saíram frustrados: os resultados paralelos foram bons para o time azul e branco, que teria escapado se vencesse. Já o Palmeiras, com dois gols de Osmar e um de Willian, fez o que lhe cabia – naquela noite ao menos – mas pagou o preço de um campeonato muito irregular ao ver o Bragantino sair com os três pontos e a vaga pelo saldo de gols (o Verdão teria que ter feito mais quatro para passar o Massa Bruta).

5. América-MG 1 x 1 Palmeiras (Brasileiro 1998): era a última rodada da fase de classificação. O Palmeiras era o líder e buscava manter a condição para ter vantagem nos mata-matas (mas mesmo assim, numa decisão estranha, poupou jogadores. O gol foi de um dos poucos titulares, Oséas); o Coelho era o primeiro time fora da zona do descenso. Vitória garantia a ambos seus objetivos; como ninguém conseguiu, ambos se deram mal – o Verdão foi ultrapassado pelo Corinthians e acabou com o Cruzeiro, que o eliminaria, nas quartas; o América viu o Paraná bater o Flamengo e assim roubar sua posição e a vaga na série A de 1999. Era o típico jogo em que deviam ter tirado um par ou ímpar aos 45 do segundo tempo. Ao menos um dos times se daria bem…

4. Palmeiras 3 x 0 Bragantino (Paulista 1995): geralmente temos uma sensação de complacência para com os adversários que caem contra nós. Mas daquela vez não foi assim – o Bragantino por muitos anos fora uma asa negra na vida do Alviverde, desde a trágica eliminação no Paulista de 1989. Assim, aquela vitória – a primeira sob o comando de Carlos Alberto Silva, em seu quinto jogo – teve um gosto especial, ainda que presenciado por um dos menores públicos da história do Palestra, inferior a 1500 pagantes. Os dois gols de Alex Alves e o de Cléber deram um pequeno gosto de vingança por tudo que sofrêramos contra a ex-Linguiça Mecânica.

3. Palmeiras 1 x 0 Noroeste (Paulista 1981): era a penúltima rodada da 2ª fase do 2º turno do Paulista. Deu pra entender? Vai ficar pior: o Palmeiras já estava classificado para a fase final do segundo turno por ter ido bem na primeira fase do mesmo, mas buscava classificação à Taça de Ouro (o Brasileirão) do ano seguinte, pois valia a pontuação do campeonato todo, e o time fizera um péssimo primeiro turno. Já para o Noroeste, a derrota representava a queda, enquanto o empate lhe dava condições de ir para o tudo ou nada em confronto direto com o Marília (um clássico) na semana seguinte. O Verdão andava mal, mas ainda assim era superior ao time de Bauru; dessa forma, teve o domínio da maior parte do jogo. Bola na rede, porém, só aos 33 do segundo tempo, com Enéas. Em seguida o alvirrubro teve um jogador expulso, e aí acabaram-se as derradeiras esperanças do Norusca, que só retornaria à primeira divisão quatro anos depois.

2. Palmeiras 4 x 3 Ferroviária (Paulista 1965): o Palmeiras era vice-líder e tinha chances ínfimas de roubar o título do Santos (tão ínfimas que naquela mesma noite o time da Vila venceria o Juventus e já liquidaria a disputa com dois jogos de antecipação); já a Ferrinha segurava a lanterna e ainda tinha quatro jogos por fazer, sendo dois contra times grandes (também pegariam o São Paulo). A situação dramática do time de Araraquara não os impediu de surpreendentemente terminarem a primeira etapa com 3 a 0 de vantagem em pleno Parque Antarctica, porém no segundo tempo a dura realidade se impôs: Ademar Pantera marcou três vezes e Servílio fez o da virada (semelhante àquela contra o Flamengo pela Copa do Brasil de 1998, já que os dois últimos gols foram aos 44 e 46). Foi um golpe pesado para a Ferroviária, que ao menos já sabia que dificilmente se manteria viva mesmo vencendo aquela partida.

1. Palmeiras 4 x 2 Ypiranga (Paulista 1958): esta partida marcou o fim de uma era no Campeonato Paulista. Com o resultado (gols de Irineu contra, Chinesinho, Paulinho e Parada), o tradicional Ypiranga já não teria condições de superar o Jabaquara no confronto direto na última rodada, que terminaria empatado; foi assim que terminou a 46ª e última participação do tri-vice-campeão paulista (1915/35/36). Àquela altura, o alvinegro era orgulhosamente o time que mais vezes tinha disputado o Paulista (uma a mais que o Corinthians), mas aquela noite de quarta-feira no Pacaembu foi a 85ª e última vez em que o Verdão encontrou seu tão contumaz freguês.

*

Existe um caso famoso, mas que na verdade não foi uma partida em que derrubamos o rival. Trata-se do Palmeiras x Ponte Preta do Paulista-1987, quando a Macaca, que disputava o Estadual consecutivamente desde 1970, tendo amealhado 3 vice-campeonatos (1977/79/81), caiu. Mas isso não aconteceu ao fim daquele sábado em que Marcelino fez o único gol, tanto do jogo quanto de sua breve passagem de seis partidas pelo Palmeiras. Na verdade, a Ponte ainda tinha uma pequena esperança: o América, que jogaria em casa no dia seguinte, teria que perder para o Botafogo por dois gols, ou então o Novorizontino teria que perder suas duas partidas finais (tinham um jogo atrasado). Já no domingo as coisas deram errado – o América ganhou e o Novorizontino empatou. Foi só então que o time campineiro caiu.

Outra curiosidade é que em 1949, no primeiro ano em que houve rebaixamento no Brasil, o Palmeiras acabou sendo protagonista mais ou menos como contra o Ituano neste fim de semana. A disputa era entre o Comercial da Capital e o Nacional; o primeiro já tinha terminado sua participação e dependia de o segundo perder para o Palmeiras em jogo atrasado. Para o Verdão, que já tinha o vice-campeonato definido, a partida nada valia, e o time acabou perdendo por 1 a 0 e salvando o time da Comendador Souza.

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Obsessão

Obsessão

Após a rodada de ontem, fica mais fácil simular, afinal temos menos partidas por vir. Porém continua sendo muito difícil apontar o que virá, já que há ainda diversas possibilidades.

Isso faz com que você possa gastar um bom tempo do seu dia preocupado com as projeções (leia-se: vai ter Derby?). Por isso, simplificamos tudo para o amigo leitor. Veja abaixo TODAS as combinações possíveis para hoje (clique na figura para ampliar); agora é só acompanhar os jogos da noite com esta tabela em mãos e pronto, você saberá para quem torcer – eventualmente, pode ser até mesmo contra o Palmeiras, se você tiver nervos para isso…

simlib

Algumas observações:

- em todas as projeções que resultam em Tijuana, Derby ou Vélez, o Palmeiras cairia no lado “brasileiro” da chave, com Corinthians e o vencedor de Atlético-MG x São Paulo. Em praticamente todas as demais, o Verdão ficaria do outro lado.

- o asterisco: na linha em que sempre há duas alternativas, a primeira (Derby ou Libertad) vale se o Palmeiras hoje empatar com gols. Se for 0 a 0, ficaremos igual ao Emelec em absolutamente todos os critérios e haverá um sorteio, podendo nesse caso também pegarmos o Vélez.

- nos casos em que há Olímpia ou Independiente Santa Fé: serão os paraguaios se o Palmeiras perder por um gol e os colombianos se a derrota for por dois ou mais.

- essas projeções não incluem placares exóticos. É possível, por exemplo, o Palmeiras pegar o Fluminense, mas entre outros resultados teríamos que empatar com o Sporting Cristal a partir de 3 a 3 (obrigado ao leitor Felipe Magalhães por essa descoberta)

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O presidente do centenário

O presidente do centenário

Paulo de Almeida Nobre acaba de ser eleito o 38º presidente da história do Palmeiras (a lista completa está no site oficial). Particularmente nos primeiros anos, a troca de comando foi muito mais frequente – uma demonstração clara disso é o fato de que 18 deles, praticamente metade, chefiaram o clube ainda como Palestra Itália. Aproveitando a mudança no trono verde, eis aqui algumas curiosidades sobre os detentores do poder ao longo de nossa história:

- o primeiro mandatário da Società Palestra Italia foi Ezequiel Simoni, que havia se proposto a bancar os custos iniciais de formação do clube e por isso, mesmo sem pedir, foi escolhido para ser dirigente da nova entidade. Ficou no cargo, contudo, apenas por dois meses.

- nos primeiros anos, era difícil esquentar a cadeira. No início de 1917 (apenas dois anos e meio após a fundação), Guido Sarti foi o oitavo a assumir a presidência, e finalmente o primeiro a perdurar um ano inteiro.

- Francesco de Vivo foi o presidente que esteve mais vezes no cargo. Foram quatro passagens; a primeira durou um mês, entre o fim de 1915 e o início de 1916, a última foi de seis meses em 1927. No total, ele esteve pouco mais de três anos no poder.

- Davide Pichetti, o primeiro a ficar mais de um ano (1920-1923) foi também o primeiro a ser campeão paulista, em 1920.

- um dos presidentes do Palmeiras pertencia à família mais rica do Brasil na primeira metade do século XX. Luiz Eduardo Matarazzo era o 13º e último dos filhos de Francisco Matarazzo e foi o mandatário entre o fim de 1928 e o início de 1932, período por sinal em que o Palestra Itália passou em branco no que diz respeito a conquistas.

- o sucessor de Matarazzo, no entanto, teve muito mais sucesso. Num ranking hipotético de “porcentual de aproveitamento” seria difícil bater Dante Delmanto: três anos de mandato e o tricampeonato paulista. De quebra, o Rio-São Paulo de 1933, a inauguração da arquibancada do Palestra Itália e a maior goleada da história do derby.

- Ítalo Adami foi quem “morreu líder e nasceu campeão”. Foi o único a presidir tanto o Palestra Itália quanto o Palmeiras.

- Mario Frugiuele era o presidente durante a Taça Rio. Uma bola usada na decisão contra a Juventus ficou durante muito tempo em sua casa, mas hoje está no clube.

- o presidente que ficou no cargo por mais tempo foi Delfino Facchina: entre 1959 e 1970 e entre 1979 e o meio de 1980, quando faleceu no meio de seu mandato de quatro anos. Em termos de maior tempo consecutivo no cargo, sua gestão de 12 anos empata com a de Mustafá Contursi.

- além de Delfino Facchina, o outro presidente do clube no período das Academias foi Paschoal Giuliano, que também detém o recorde de mais tempo decorrido entre suas gestões. O primeiro dos seus três mandatos começou em 1953; o último se encerrou em 1984.

- Brício Pompeu de Toledo, presidente em duas ocasiões entre 1978 e 1982, era o irmão caçula de Cícero, ex-presidente do São Paulo que dá nome ao Estádio do Morumbi.

- um ex-presidente foi exonerado do cargo: Jordão Sacomani, o primeiro gestor do período da fila, foi deposto por conta da má situação financeira em que colocou o clube.

- Paulo Nobre torna-se o segundo presidente do Palmeiras sem ascendência italiana; o único até agora havia sido o já citado Brício Pompeu de Toledo.

- Valentino Sola, Luiz Eduardo Matarazzo, Hygino Pellegrini, Mario Frugiuele, Ferruccio Sandoli e Delfino Facchina são nomes de ruas em São Paulo (a Hygino Pellegrini, por sinal, ao lado do Palestra). Dante Delmanto dá nome a um viaduto, Francisco Patti a uma praça, Raphael Parisi e Mario Beni a escolas.

A biografia de alguns dos principais presidentes do clube pode ser conferida aqui.

*

Não queríamos nos envolver no clima de Fla-Flu eleitoral, mas admitimos: a equipe do blog torceu por Décio Perin. Felizmente sabíamos que, ao contrário da última vez, ambas as opções prometiam um futuro melhor, e é por isso que não nos sentimos derrotados. Paulo Nobre comandará o clube em dois momentos altamente positivos – a reinauguração de nossa casa e o centenário – mas ao mesmo tempo assume um time com pouca grana, pouco elenco, pouco legado de seu desastroso antecessor mas muito o que fazer, a começar por uma campanha decente na Libertadores e, claro, o retorno à elite nacional. De cara, contará com forte apoio popular. Não é tudo – e a gestão Belluzzo mostrou isso perfeitamente – mas é bastante e um bom começo, ainda mais agora que, na próxima eleição, é o voto direto que decidirá.

Toda sorte do mundo a Paulo Nobre; seu sucesso será o sucesso do Palmeiras. Por isso, torcemos todos para que faça uma ótima gestão e que nos conduza de volta ao rumo que o Alviverde Imponente se acostumou a trilhar durante quase noventa e nove anos.

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Até 2011 nunca tínhamos enfrentado o Ajax.

Até 2012 nunca tínhamos enfrentado o Ajax.

Nasce um novo ano, tempo de esperança num futuro melhor. Se isso realmente ocorrerá no Palestra, não sabemos (ainda que provavelmente qualquer coisa seja melhor que Arnaldo Tirone), mas que vai ter novidade este ano, ao menos nas tabelas dos campeonatos, vai.

2013 já nos reserva cinco adversários com os quais nunca nos deparamos. E é improvável mas possível que este número aumente, dependendo do que ocorra na Libertadores e de alguma zebra que avance na Copa do Brasil (como entramos nas oitavas, os pequenos deverão já ter se despedido).

É um número bem maior do que tivemos nos últimos anos, à exceção de 2008. Para a maior parte da torcida, isso talvez não faça muita diferença. Mas, como amantes das curiosidades e estatísticas que envolvem o Verdão, nós gostamos destes confrontos – mas dispensaríamos de bom grado aqueles que só teremos por estar na série B…

Confira abaixo os adversários inéditos de 2013 e nos dez anteriores:

  • 2013 – Penapolense, Tigre ou Deportivo Anzoátegui, Boa Esporte, Chapecoense, Icasa (no mínimo cinco)
  • 2012 – Ajax, Coruripe, Horizonte (três)
  • 2011 – São Bernardo, Comercial-PI (dois)
  • 2010 – Monte Azul, Universitário de Sucre-BOL (dois)
  • 2009 – Real Potosí (um)
  • 2008 – Mirassol, CENE, Central-PE, Sport Áncash-PER, Argentinos Juniors (cinco)
  • 2007 – Guaratinguetá/Americana, Grêmio Barueri/Prudente, Sertãozinho, Ipatinga (quatro ou seis, escolha)
  • 2006 – Atlético Nacional-COL (um)
  • 2005 – Atlético Sorocaba, Tacuary-PAR, Deportivo Táchira-VEN (três)
  • 2004 – Oeste, Tuna Luso-PA, São Gabriel-RS (três)
  • 2003 – Seleção de Estiva (!), Brasiliense (dois)
O primeiro jogo inédito do ano é já no dia 27.

O primeiro jogo inédito do ano é já no dia 27.

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Lusa 3 a 0: passou o boi, passou a boiada.

Leitor amigo, você se lembra qual foi a última vez que o Palmeiras saiu atrás (ou esteve atrás em algum momento) e não perdeu?

O maior problema da equipe nos últimos meses talvez tenha sido esse: a capacidade de reação da equipe é praticamente nula. Um gol apenas deixa o time em geral prostrado; chega a dar a impressão que o time crê que dali pra frente não há o que fazer. Foram várias as partidas em que isso aconteceu.

O grande exemplo foi contra o Náutico: os dez minutos iniciais do Verdão foram avassaladores. Quatro boas chances foram desperdiçadas (uma delas salva em cima da linha); aí, na primeira bola que veio, pumba: 0×1. Havia mais 80 minutos de jogo, mas a derrota se consumou ali: o time pouco fez, e mesmo colocando um atacante atrás do outro quase não criou. A expulsão de Thiago Heleno no segundo tempo só mostrou a falta de equilíbrio emocional na desvantagem.

É raro o time dar sinais de vida após sofrer um gol, e isso também vale para quando o time até larga na frente, mas deixa o adversário reagir: contra Inter, Vasco e Santos, passou o boi, passou a boiada. Destes, apenas contra o Inter chegamos a igualar, mas, bom, todos vemos o que está acontecendo. Fato é que reagir é exceção: contra Atlético-GO e Botafogo (este pela Sula) até conseguimos empatar depois de sairmos atrás, mas no fim levamos mais gols, não “re-reagimos” e perdemos de todo jeito. Nas outras vezes todas, depois que o adversário chegou às redes, não fizemos mais nada: Millonarios, São Paulo, Corinthians, Atlético-MG, Portuguesa, Inter e Bahia (no primeiro turno), entre outros, que o digam.

O curioso é que o contrário também vale: na gestão Gilson Kleina, exceção ao jogo de sábado (que oficialmente ainda não está consumado), o Verdão venceu as partidas em que saiu na frente: Cruzeiro, Bahia, Millonarios, Ponte, Figueirense. Vê-se que o time gosta de matar ou morrer - só que gostar de morrer definitivamente é algo que não vai nos ajudar. Esta é uma das missões mais urgentes do treinador, já que é pouco provável que saiamos na frente em todos os cinco jogos finais.

Domingo, enfrentamos um time de boas memórias em 2012. Acredito que a cabeça do elenco não estará mais nos delegados e repórteres delatores, e a motivação do Palmeiras será maior que a do Fogão, que (infelizmente) na prática não está na briga pela Libertadores. Essa motivação (= agonia, = desespero…) tem que se converter rapidamente em vantagem. Porque, já vimos, se Bruno for vazado primeiro…

Ah, a resposta da pergunta que abriu o post: faz mais de 3 meses que o Palmeiras não pontua após sair atrás. A última vez foi no clássico contra o São Paulo no primeiro turno: 1 a 1, com direito a pênalti perdido por Valdivia. No jogo anterior, a final da Copa do Brasil, também saímos atrás e sorrimos. Por fim, a última virada completa 4 meses amanhã: os já longínquos 3 a 1 contra o Figueirense.

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Às margens do Guaíba o Palmeiras costuma sentar e chorar. Só até amanhã?

Sábado o Palmeiras tem uma partida importantíssima; somar pontos apenas em casa (seja esta em São Paulo, Araraquara ou Prudente) não bastará, é preciso buscar bons resultados fora. O problema é que não podia haver local pior para uma decisão como esta: poucos estádios estão tão associados a resultados ruins quanto o Estádio Beira-Rio. Estamos condenados? Bom, há argumentos para pessimistas e otimistas.

O lado ruim

Os números são assustadores: desde a primeira vez que o Verdão pisou no José Pinheiro Borda, em 1969, são 31 jogos. Destes, 19 acabaram em derrota, 8 em empates e 4, apenas quatro, em vitórias. Detalhe: destas vitórias, duas foram em amistosos (sendo uma contra o América-RJ, na única vez em que enfrentamos lá uma equipe que não o Colorado) e uma em partida que pouco valia, no Brasileiro de 1997, pois o Inter já estava eliminado e nós classificados para a final. Naquela ocasião, o lateral esquerdo reserva Wagner fez o gol solitário (confira aqui, no vídeo mais rápido da história do Youtube).

Vitória digna do nome, mesmo, só houve uma: há 18 anos, com o timaço que se sagraria bi(octo)campeão nacional, Rivaldo e Edmundo (provocador como sempre) fizeram os tentos da vitória por 2 a 0. É verdade que com Velloso; Claudio, Tonhão, Cléber, Roberto Carlos; Flávio Conceição, Amaral, Rivaldo, Zinho; Edmundo e Evair fica mais fácil, mas ainda assim é difícil justificar um desempenho tão fraco no Gigante da Beira-Rio – ainda mais tendo em vista que no estádio do Grêmio temos algumas vitórias recentes, sendo a da semi da Copa do Brasil particularmente memorável.

Surras, foram muitas: já na primeira partida, 0×3 no lombo. Também foi ali que o Palmeiras sofreu sua maior goleada na história do Brasileirão, um humilhante 6×0 no péssimo ano de 1981, assim como duas derrotas por 4×1. Não à toa, nosso déficit é grande: são 25 gols feitos e 52 sofridos.

São 10 jogos desde aquele 6 de dezembro de 1997; dentre todos os estádios do Brasileiro, apenas no Couto Pereira a seca é maior (11 partidas e alguns meses a mais, desde março de 1997), mas em Curitiba podemos dizer que levantamos uma taça. O jejum porto-alegrense é sem dúvida pior.

O lado, hmmm, “bom”

Não se pode dizer que o Palmeiras tenha feito grandes campanhas nos Brasileiros de 2010 e 2011, muito pelo contrário. Ainda assim, nestes últimos dois anos o time sobreviveu ao confronto do Beira-Rio – e por muito pouco não quebrou o jejum, o que tiraria a pressão extra do sábado, já que é claro que o elenco sabe desta sina.

Em 2010, na última partida do breve comando de Parraga, o Palmeiras vinha despencando. Havia perdido do São Paulo, empatado com o Barueri (ou era Prudente?) e perdido em casa para o Flamengo. A derrota eram favas contadas, mas Lincoln marcou logo no começo e deu alguma esperança. A pressão do Inter – que, vale lembrar, seria campeão da América pouco depois – foi grande, e Giuliano acabou empatando no segundo tempo. No fim, a igualdade acabou sendo até relativamente comemorada; a pausa para a Copa começava com um resultado aceitável. E Felipão seria contratado semanas depois.

Já no ano passado, chegou a dar pena de nós mesmos. O início do Brasileiro era bom – após o massacre de Curitiba pela Copa do Brasil, tínhamos largado no Nacional com duas vitórias em casa e um empate fora. Na primeira etapa, equilíbrio com ligeira vantagem verde; mas, no início do segundo tempo, Márcio Araújo fez um golaço. Contra. Era o velho filme se repetindo, mas pouco depois o Colorado devolveu a gentileza e o placar novamente se igualou. Pouco depois, lançamento espetacular de Marcos Assunção para Luan e, no lance mais inacreditável do Brasileiro, este passou como quis por Nei e, com pouco ângulo, fuzilou Renan. Era a impensável virada.

E o tempo passou. Faltavam 10 minutos, e o tabu ia pro espaço. Faltavam 5. Faltavam só os descontos. Era muito ainda: Leandro Damião subiu mais alto que todos em um escanteio e prorrogou a agonia por mais um ano. Exatamente este ano, quando contaremos com um, digamos, reforço: enfrentaremos somente meio estádio, já que estão em andamento as obras para a Copa de 2014.

A vitória anda amadurecendo, se é que se pode dizer isso de um local onde pisamos uma vez por temporada. E, se quisermos atuar ali novamente em 2013, é bom que já seja com esta escrita quebrada. Que o nosso argentino valha por todos os estrangeiros do lado de lá.

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Palmeiras 4×2 Grêmio: da última vez, deu certo

E Felipão caiu. Se era essa a decisão correta, provavelmente foi tarde demais – o inferno, diria Fernando Vannucci, é logo ali. Há pouco tempo para reagir, mas será que o reflexo imediato pode ser positivo?

Já vimos nesse campeonato ao menos dois times que nos enfrentaram logo após demitirem seus técnicos: Bahia e Vasco deixaram o gramado com os três pontos. Assim, parece viável crer que ao menos para o Derby essa atitude drástica possa dar uma injeção de ânimo ao combalido elenco. Como comprovar isso?

Para ver como as quedas de treinadores influenciam o curtíssimo prazo do Palmeiras, verificamos como o time se comportou nas duas primeiras partidas após o bilhete azul nos últimos 20 anos.

Excluímos da lista a saída dos treinadores interinos, como Jorginho ou Parraga (Marcelo Vilar entra em 2006 pois foi efetivado), bem como casos de saída no fim do ano (como Caio Júnior em 2007). O que você vê abaixo são os demais treinadores e os dois primeiros jogos sem ele, em ordem do mais recente para o mais antigo:

Ano   Demitido   Jogo da queda   Primeiros jogos pós-queda
2010 Antonio Carlos 0×0 Vasco 4×2 Grêmio / 0×1 SPFC
2010 M. Ramalho 1×4 S. Caetano 2×0 SPFC / 4×0 Flamengo-PI
2009 V. Luxemburgo 2×2 Atlético-PR 1×1 Santos / 3×0 Avaí
2006 Marcelo Vilar 1×3 Goiás 2×4 Paraná / 3×0 Fortaleza
2006 Tite 2×3 Santa Cruz 3×1 SPFC / 1×2 Grêmio
2006 Emerson Leão 1×6 Figueirense 1×1 SPFC / 1×2 Santos
2005 P. Bonamigo 1×2 Fortaleza 4×1 Figueirense / 1×0 Atl-MG
2005 Candinho 1×2 Sto. André 2×2 Azulão / 2×1 Brasiliense
2005 E. Soares 2×2 U. S. João 1×2 Mogi-Mirim / 0×3 SPFC
2004 Jair Picerni 4×4 Sto. André 4×0 Santos / 2×0 Coritiba
2002 Flávio Murtosa 1×5 Paraná 2×2 Coritiba / 2×2 Gama
2002 V. Luxemburgo* 1×1 Grêmio 1×1 Cruzeiro / 3×2 S. Caetano
2001 Celso Roth 1×2 Inter 1×3 Botafogo / 2×6 Flu
2001 Marco Aurélio 2×3 Ponte Preta 0×0 Inter-SP / 2×1 U de Chile
1997 Márcio Araújo 1×4 SPFC 0×2 SCCP / 0×4 Santos
1995 C. A. Silva 2×1 Goiás 1×1 Flu / 0×2 Atlético-MG
1995 Valdir Espinosa 1×3 Santos 3×1 SCCP / 2×0 América-SP
1993 O. Gonçalves 1×2 Mogi-Mirim 0×2 SPFC / 1×0 Vitória
1992 N. Baptista 0×0 Noroeste 1×1 Guarani / 2×2 SCCP

*este foi o único caso em que o treinador saiu por vontade própria.

Percebem-se algumas coisas interessantes nessas 19 mudanças:

- Nos jogos de queda, foram 1 vitória, 6 empates e 12 derrotas (apenas Carlos Alberto Silva foi demitido mesmo após vencer). Nos jogos seguintes, foram 6 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, com o aproveitamento subindo de 15% para 45%. Considerando-se as duas partidas depois das quedas, são 16 vitórias, 10 empates e 12 derrotas, aproveitamento de 51%.

- Houve três casos em que a queda livre era tão intensa que mesmo a troca não ajudou e o Palmeiras perdeu os dois jogos seguintes; isso aconteceu após as demissões de Estevam Soares (trocado por Candinho), Celso Roth (Márcio Araújo) e Márcio Araújo (Sebastião Lapolla).

- Por outro lado, após quatro trocas vieram duas vitórias em sequência. Foi quando caíram Muricy Ramalho (OK, Zago teve pela frente o Flamengo do Piauí), Bonamigo (Leão chegou ao seu melhor estilo – funciona no começo, depois…), Jair Picerni (Wilson Macarrão e Estevam Soares) e Valdir Espinosa (o sempre presente Márcio Araújo)

- Há resultados inegavelmente bons após as trocas, como a vitória por 4×2 sobre o Grêmio na despedida do Palestra ou o empate por 1×1 pela Libertadores com o SPFC então campeão mundial após a queda de Leão, quando todos previam um massacre.

- Uma das trocas ocorreu quando o Palmeiras também temia cair, e ao menos de imediato deu certo: em 2006, o Palmeiras bateu o futuro campeão brasileiro por 3 a 1 em Presidente Prudente.

- Oito das dezenove trocas foram logo antes de um clássico. Contra Corinthians e Santos, ganhamos uma e perdemos outra; contra o São Paulo, duas vitórias, um empate e uma derrota.

Em resumo, parece existir sim uma relação entre queda no treinador e resultado na partida seguinte – claro, muitas vezes isso ocorre porque o time jogou para derrubar o professor. O efeito, porém, é limitado e nem sempre garantido. Esperamos que ao menos dessa vez, quando é tão necessário e urgente reagir, o Palmeiras tenha feito a coisa certa.

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Seis razões para crer

Essa imagem precisa ser repetida várias vezes

Que está difícil, é óbvio. Este redator mesmo desanimou demais após a última rodada (em que a derrota pro Galo não doeu tanto quanto ver a fuga dos rivais mais próximos). Mas ainda dá para acreditar, e mesmo que não houvesse nada além do abismo, sei que todos os palmeirenses ficaremos no barco até o fim, para o bem ou para o mal.

O atento leitor notará que entre as razões abaixo que podem ajudar a tirar o time da lama não estão o entrosamento do time, uma melhora de produção da equipe, etc. Isso é meio que uma condição sine qua non; chega de “jogar bem e não vencer”, a cota já está estourada.

Por isso, enquanto Felipão tenta extrair de seus atletas algo que até agora não vimos, eis aqui seis motivos que nos fazem crer que sim, dá para disputar o Brasileirão 2013. O da Série A.

1. Escalação mais estável

Penso que Felipão considere seu time base como: Bruno, Correa, Maurício Ramos, Thiago Heleno, Juninho; Henrique, Marcos Assunção, Tiago Real (ele e Fernandinho dá no mesmo), Valdivia; Luan, Barcos. Pois bem, esses jogadores juntos fizeram 100 partidas no primeiro turno; dividindo por 11 titulares, temos que em média cada um deles só atuou em 9 partidas, ou metade das 19.

Já no segundo turno, eles somaram até aqui 32 jogos, ou quase 3 das 4 que jogamos. Não fosse a ausência de Marcos Assunção, teríamos praticamente o time todo disponível. Claro que as suspensões atrapalham, mas temos cada vez mais um time definido. Se esse time é bom ou não já são outros quinhentos…

2. Jogos mais espaçados

O Palmeiras é um time que não aguenta o tranco de jogar muitas vezes seguidas. Um sai com mão na coxa, outros sentem o peso da idade, o time se lesiona demais e os maus resultados deixam o time numa espiral em que não há tempo para sentir alívio – ao alívio da vitória sobre o Sport logo se seguiu a depressão pós-Galo. É claro que todos os times terão o efeito benéfico de poder treinar mais, mas creio que para o Palmeiras isso será ainda melhor – até porque, vamos e venhamos, nosso plantel é superior aos que estão nessa briga conosco.

Só restam três partidas de meio de semana no BR: o jogo de logo mais contra o Vasco, e duas em outubro. Curiosamente, esses de outubro são contra os principais rivais no momento, Coritiba e Bahia.

O detalhe é a Sula no meio do caminho, o que infelizmente agora é um estorvo; vamos ter que torcer para os reservas não se lesionarem nesta competição.

3. Tem time que trava

Já há um fosso de cinco pontos em 45 por disputar entre o Palmeiras e quem está fora. Mas há diversos casos no Brasileiro de times mais acima que empacaram nessa altura do campeonato. Exemplos?

- O Ceará de 2011 a essa altura tinha 27 pontos, em 15º; nos últimos 15 jogos, somou apenas 11 e caiu.

- Em 2010, o Guarani tinha 30 pontos (nove acima da ZR) e estava num honroso 10º lugar após a R23, mas caiu vertiginosamente, fez apenas mais sete e rodou.

- Dois anos antes, o Figueirense estava em 13º com 28 pontos, cinco de folga. Fez somente mais dezesseis e babau.

- Em 2007, quem parou foi nosso arquirrival: o Corinthians subiu apenas de 30 para 44 e caiu do 14º para o 17º.

4. Times fortes já se foram

A tabela é clara ao mostrar que há três times que se destacam no Brasileiro: Fluminense, Atlético-MG e Grêmio. Destes, só o Corinthians já não pega ninguém, e só o Palmeiras tem um único pela frente (o Flu, em casa). Ponte Preta, Santos, Bahia, Atlético-GO e Figueirense pegaram somente um deles e os demais ainda têm que encará-los todos.

5. Confrontos diretos aos montes

Depois do Sport, ainda temos a chance de derrotar Coritiba e Bahia, para não falar de Figueirense, Atlético-GO, Náutico ou Flamengo. É o jeito mais rápido de encurtar a distância aos rivais. Além disso, eles também têm diversos jogos entre si (como Sport x Bahia hoje); com isso, vitórias nossas farão com que obrigatoriamente cheguemos perto de (ou passemos) alguns deles.

6. Mais pontos no segundo turno

OK, é meio forçado, mas não deixa de ser real: nos quatro primeiros jogos do campeonato, o Palmeiras somou um único ponto. Nos quatro de início de returno, foram quatro. Dá pra projetar um segundo turno melhor que o primeiro (o que, é bom deixar claro, por si só não representa a salvação). “Ah, mas naquela época estávamos focados na Copa do Brasil”. Sim, mas e daí? O que importa são os pontos conquistados.

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Para escapar em 2007, o Náutico afundou o Corinthians

Cinco pontos de desvantagem para o primeiro time fora da zona de rebaixamento a 17 rodadas do fim. A situação do Palmeiras é muito desconfortável, para não dizer “desesperadora” (este adjetivo passa a valer se não vierem 3 pontos na quinta), e não é muito comum na história dos Brasileirões de pontos corridos, particularmente naqueles de 20 times.

Para ver em quais casos isso ocorreu, verificamos todas as tabelas pós-21ª rodada desde 2006 (o iG fez levantamento semelhante, mas o foco deles era a pontuação atual do Palmeiras, enquanto que o nosso é a distância para o primeiro fora da zona). São 10 casos de times a pelo menos 5 pontos do 16º; desses, podemos excluir dois (o Juventude/2007, já oito pontos atrás, e o América-RN do mesmo ano, com espantosos 15 pontos de desvantagem).

Sobram oito times que a essa altura estavam em buraco equivalente. E o resultado não é muito positivo para nós - destes, somente dois escaparam:

1. o Náutico de 2007, que descontou os cinco pontos atrás que tinha fazendo 29 pontos nas 17 rodadas finais, e

2. o famoso Fluminense de 2009, que com Carlos Eugênio Simon e Fred inspirados conseguiu 30 pontos e saiu de um buraco de seis pontos.

Os seis que caíram foram o Santa Cruz/2006 (seis pontos atrás), Ipatinga/2008 (cinco), Sport/2009 (seis), Goiás/2010 (seis), Atlético-PR/2011 (cinco) e América-MG/2011 (seis). Todos eles times de menos história e peso de camisa do que nós, mas 2002 está aí para nos lembrar de que somos gigantes, mas não infalíveis.

Portanto, essa análise superficial indica que temos 75% de chance de degola; há atenuantes, como o fato de que os atuais 15º e 16º não são times de tanta tradição como em anos anteriores (por exemplo, no ano passado o último time fora da zona era o Santos campeão da América, que evidentemente tinha time e fôlego para abrir distância dificultando para quem está atrás). Também podemos apelar para a superstição, com duas coincidências que se repetiram entre 2006 e 2010, falhando apenas em 2011:

1. o 18º colocado após a R21 sempre escapou da queda. Ou seja, não é impossível.

2. dois dos times que estavam na ZR na R21 sempre escaparam. Ou seja, não é impossível – para mais de um time. Isso também aconteceu em 2004 e 2005 (2003 não conta pois apenas dois times caíram).

Está difícil, mas dá. Já fez sua mandinga e já comprou seu ingresso hoje?

Abaixo, as posições na 21ª rodada e finais, para que você possa ver quem caiu e quem se safou. Em vermelho, quem estava ao menos cinco pontos atrás e caiu; em azul, quem sobreviveu.

2006
R21 Time Pts. Pts. R38 Posição R38 Caiu?
16º Goiás 24 55 8 Não
17º Flamengo 24 52 11 Não
18º Corinthians 23 53 9 Não
19º Fortaleza 21 38 18 Sim
20º Santa Cruz 18 28 20 Sim
R38 Time Pts. Pts. R21 Posição R21 ZR na R21?
16º Palmeiras 44 27 12 Não
17º Ponte Preta 39 24 15 Não
18º Fortaleza 38 21 19 Sim
19º São Caetano 36 25 14 Não
20º Santa Cruz 28 18 20 Sim
2007
R21 Time Pts. Pts. R38 Posição R38 Caiu?
16º Figueirense 25 53 13 Não
17º Atlético-PR 23 54 12 Não
18º Náutico 20 49 15 Não
19º Juventude 17 41 18 Sim
20º América-RN 10 17 20 Sim
R38 Time Pts. Pts. R21 Posição R21 ZR na R21?
16º Goiás 45 30 9 Não
17º Corinthians 44 27 15 Não
18º Juventude 41 17 19 Sim
19º Paraná 41 27 13 Não
20º América-RN 17 10 20 Sim
2008
R21 Time Pts. Pts. R38 Posição R38 Caiu?
16º Fluminense 22 45 14 Não
17º Portuguesa 22 38 19 Sim
18º Náutico 21 44 16 Não
19º Santos 19 45 15 Não
20º Ipatinga 17 35 20 Sim
R38 Time Pts. Pts. R21 Posição R21 ZR na R21?
16º Náutico 44 21 18 Sim
17º Figueirense 44 28 11 Não
18º Vasco 40 25 13 Não
19º Portuguesa 38 22 17 Sim
20º Ipatinga 35 17 20 Sim
2009
R21 Time Pts. Pts. R38 Posição R38 Caiu?
16º Coritiba 22 45 17 Sim
17º Náutico 21 38 19 Sim
18º Botafogo 21 47 15 Não
19º Sport 16 31 20 Sim
20º Fluminense 16 46 16 Não
R38 Time Pts. Pts. R21 Posição R21 ZR na R21?
16º Fluminense 46 16 20 Sim
17º Coritiba 45 22 16 Não
18º Santo André 41 24 15 Não
19º Náutico 38 21 17 Sim
20º Sport 31 16 19 Sim
2010
R21 Time Pts. Pts. R38 Posição R38 Caiu?
16º Flamengo 23 44 14 Não
17º Atlético-MG 21 45 13 Não
18º Atlético-GO 20 42 16 Não
19º Prudente 20 31 20 Sim
20º Goiás 17 33 19 Sim
R38 Time Pts. Pts. R21 Posição R21 ZR na R21?
16º Atlético-GO 42 20 18 Sim
17º Vitória 42 24 15 Não
18º Guarani 37 29 7 Não
19º Goiás 33 17 20 Sim
20º Prudente 31 20 19 Sim
2011
R21 Time Pts. Pts. R38 Posição R38 Caiu?
16º Santos 23 53 10 Não
17º Atlético-MG 21 45 15 Não
18º Avaí 20 31 20 Sim
19º Atlético-PR 18 41 17 Sim
20º   América 17 37 19 Sim
R38 Time Pts. Pts. R21 Posição R21 ZR na R21?
16º Cruzeiro 43 28 11 Não
17º Atlético-PR 41 18 19 Sim
18º Ceará 39 26 13 Não
19º América 37 17 20 Sim
20º Avaí 31 20 18 Sim

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