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Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Kleina 100 disfarce

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Sem qualquer motivo para celebração, Gilson Kleina completou na queda para o Ituano sua centésima partida na casamata verde (bem como seu 46° ano de vida). Não é pouco: ele já é o 16° treinador com mais partidas pelo Verdão. Antes da Copa chegará a 14° e, se terminar a temporada chegando às oitavas-de-final da Copa do Brasil, entra no Top 10.

Foi tempo suficiente para avaliarmos seus defeitos e virtudes. Estas vinham aparecendo mais claramente este ano, fazendo com que muitos torcedores inconformados por sua renovação ao fim do ano passado se convertessem ou ao menos se resignassem; o fiasco de domingo, porém, dá munição farta e compreensível a seus não poucos detratores.

(para não muretar, mas muretando, eu diria que não é o técnico dos meus sonhos, mas se não ele, hoje quem?)

Como pontos positivos, temos que na média ele não prima pela retranca – a não ser em momentos em que está acuado no cargo, ou em mata-matas – e soube ganhar e unir o grupo, o que é uma qualidade frequentemente subvalorizada: se o time não é brilhante, que pelo menos corram uns pelos outros, e isso eles fazem.

Em compensação, dói na alma a insistência com alguns jogadores claramente desqualificados para atuar no Palmeiras (sim, Vinícius) e, mais que tudo, já está colada a pecha de fracassado em mata-mata, não sem razão: foram cinco eliminações e uma classificação – o Vilhena deve lhe ajudar amanhã. Menos mal que o Brasileiro é em pontos corridos… quem sabe estejamos diante de um Felipão ao contrário? (Já ouço os gritos de ‘herege’).

Para ilustrar seus altos e baixos no Verdão, separamos cinco jogos bem sucedidos e outros cinco que ele preferirá esquecer. A lista está em ordem cronológica, sem intenção de ranqueá-las:

As boas lembranças

Figueirense 1×3 Palmeiras (1º jogo) – logo na estreia, um belo cartão de visitas. O time vinha de três derrotas seguidas, a última no Derby, e só não estava na lanterna porque batia o Atlético-GO no número de vitórias. Estava numa festa e consegui ligar o rádio com 15 minutos. Ouvi que estava 2 a 0 e, claro, desanimei. Mas daquela vez pelo menos era um belo triunfo, que deu um ânimo que infelizmente não durou tanto.

Corinthians 2×2 Palmeiras (24°) – o campeão do mundo contra o rebaixado. O salto alto alvinegro nos ajudou muito, é certo, mas o fato é que o Verdão entrou em campo de cabeça erguida, lembrando-se que não é e nunca será coadjuvante. Saiu atrás, conseguiu a virada e, pena, cedeu o empate, mas foi um alento num período tão desgraçado.

Palmeiras 1×0 Libertad (37°) - a exibição não foi brilhante. Mas foi um daqueles momentos de comunhão entre torcida e time que poucos técnicos conseguem, ainda mais somente 15 dias depois do massacre de Mirassol. O Palmeiras dava mostras de que poderia ir além do que seu frágil elenco lhe parecia permitir.

Figueirense 2×3 Palmeiras (51°) – a situação na série B ainda não era tão confortável (OK, a vitória valeu a liderança, mas a diferença para os adversários era pequena). Esta ótima vitória de virada contra um adversário direto – tanto que também subiu – serviu para tranquilizar elenco e torcida: não haveria mais sofrimento na série B.

Palmeiras 2×0 SPFC (87°) – eram dois anos sem ganhar um clássico; Kleina mesmo tinha perdido dois no Brasileiro de 2012 e empatado todos os de 2013. Naquele domingo, o Palmeiras se impôs amplamente contra o São Paulo e jogou o tabu por terra.

As más lembranças

SPFC 3×0 Palmeiras (4°) – 3 jogos, 3 vitórias. Mas era o clássico que poria a prova o novo treinador. E ali ele fez uma escolha que se provou muito infeliz: a de escalar o já ex-atleta Daniel Carvalho, que havia tido atuação razoável contra o Millonarios no meio de semana. O time parou e fomos feitos de gato e sapato.

Libertad 2×0 Palmeiras (26°) – perder para o time que àquela altura era tido como o bicho-papão do grupo – mas que não se classificaria – até era considerado normal. O problema foi a postura do time, que em momento algum tentou atacar, mesmo saindo atrás cedo.

Mirassol 6×2 Palmeiras (33°) – nesta lista tentei evitar jogos que pudessem ser atribuídos principal ou exclusivamente aos jogadores (caso, por exemplo, da derrota pro Tigre, quando perdemos gols aos borbotões, ou mesmo da eliminação ante o Ituano). Agora, se é verdade que nenhum treinador consegue sozinho fazer o time levar três gols nos primeiros dez minutos, também é fato que depois de encostar no placar com os 3 a 2 não se podia deixar o raio cair de novo. Mas foi assim, num fiasco que nos faz pensar qual catástrofe então causaria sua dispensa. Não, melhor não pensar.

Palmeiras 1×2 Tijuana (43°) – não foi Kleina quem tomou um frango constrangedor. Mas era ele quem comandava a equipe que já vinha jogando mal, e que inexplicavelmente se perdeu em campo, mesmo com 70 minutos e 35000 vozes a favor. Vivemos tais situações repetidamente ao longo dos anos, sim, mas é papel do técnico impedir essa sina.

Atlético-PR 3×0 Palmeiras (62°) – o futuro vice-campeão da Copa do Brasil e futuro terceiro colocado do BR era muito mais time que nós. Mas, de novo, é uma questão de postura. Sem tentar em nenhum momento atacar, apenas segurar o resultado, depois os pênaltis, depois sabe-se lá o quê, naufragamos sem qualquer contestação.

*

Parece claro que Paulo Nobre não irá dispensá-lo sem que o Palmeiras se afunde no começo do Brasileiro, seja por realmente acreditar nele, seja por questões econômicas. Neste caso, é confiar que ele faça o melhor com o melhor elenco que teve nas mãos desde sua chegada (consequentemente em toda sua carreira). Que faça desabrochar talentos ocultos e que tente fazer de vários limões uma limonada. Menos no caso do Vinícius, que aí não tem jeito.

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

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Bellini

Na última vez que nos enfrentou, Bellini tinha Djalma Santos a seu lado

Na última vez que nos enfrentou, Bellini tinha Djalma Santos a seu lado

Todos as notícias sobre o falecimento do itapirense Hideraldo Luís Bellini começam por destacá-lo como “o capitão que primeiro levantou a taça”. É verdade, mas sejamos mais empolados: Bellini foi o líder da maior máquina de jogar futebol da história. Ao menos na opinião deste que vos escreve, não tem para a seleção de 70, nem mesmo para o Palmeiras de 1996, muito menos, claro, para qualquer Barcelona: o esquadrão de ouro bom no samba e bom no couro, campeão da Copa de 1958, é inigualável.

E, se aqui já homenageamos não só nosso ícone Djalma Santos como também Gilmar e De Sordi, é mister falar de seu comandante nas quatro linhas. Porém, tudo o que poderíamos falar já foi melhor dito neste excelente texto da Trivela, de modo que vamos aqui apenas enumerar seus números contra nós.

Pelo Vasco, Bellini nos encarou 7 vezes, a primeira delas em 1954; venceu 2, empatou 2 e perdeu 3 (houve ainda um amistoso cuja ficha técnica não conseguimos encontrar para saber se ele atuou; provavelmente não, pois estava em início de carreira). Com a camisa do São Paulo, foram 12 embates, e novamente ele ficou em desvantagem: 4 vitórias, 2 empates e seis derrotas, sendo uma delas um sonoro 5 a 0. Por fim, o capitão de 58 ainda nos encontrou uma derradeira vez atuando pelo Atlético-PR, em 1968, e outra vez saiu derrotado – 3 a 1 no Durival de Britto.

Só mesmo um gigante como o Palmeiras para ter vantagem contra o mítico zagueiro cuja partida fecha uma página marcante de nosso futebol.

A imagem inevitável

A imagem inevitável

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O craque dá adeus

O craque dá adeus

Ele não jogou tantas partidas assim: foram 126 – exatamente metade das partidas de Márcio Araújo. Teve uma ótima média de 0,57 gols por partida, mas mesmo assim seus 67 gols são menos do que por exemplo seu “sucessor” Alex fez. Não levantou tantas taças: conquistou um Brasileiro e um Paulista. Também não é ídolo tanto quanto Marcos e Evair, só para citar dois óbvios.

Pouco importa: se os números não são tão grandes, o futebol que Rivaldo Vitor Borba Ferreira apresentou durante sua passagem no Palmeiras foi gigante. Bendita a hora em que o Corinthians recusou comprar seu passe do Mogi-Mirim após um ano de empréstimo; a Parmalat não perdeu tempo e trouxe o pernambucano de Paulista, revelado mas de passagem curta pelo Santa Cruz.

Eu estava em sua estreia, que também era a nossa no Brasileiro de 1994. Não foi uma partida brilhante, mas ele contribuiu para os 4 a 1 e, mais importante, começou a tirar o manto da desconfiança de quem chega vindo do arquirrival. Não demorou muito e veio o primeiro gol – no Beira-Rio, na última vez em que o Palmeiras ganhou um jogo ali valendo para os dois.

A eles se somaram muitos outros: naquele campeonato, foram 14 gols. Ao lado de Evair e do falecido SuperÉzio, só ficou atrás de Túlio e Amoroso. Como se não bastasse, três deles foram na decisão contra seu ex-time, nosso eterno rival. Na ida, foram dois nos 3 a 1; na volta, o derradeiro gol daquele campeonato. Rivaldo já tinha seu lugar na história verde.

Mas não foi só. Em 1995, as taças não vieram, mas mesmo assim ele jogou muito. Foi nosso artilheiro no Paulistão, com 10 (ao lado de Valber). Na Libertadores, teve seu pior momento, ao tomar vermelho contra o Grêmio em lance com Rivarola – que, a bem da verdade, também devia ter ido para o chuveiro (ou nenhum deles) – quando o placar ainda estava zerado. No Brasileiro, foi um dos líderes da equipe que triscou mas não alcançou as semifinais.

E no Paulista de 1996, nossa senhora. Foram dezoito gols e uma miríade de passes, dribles, lançamentos… tanta exuberância talvez tenha até sido de se lamentar, pois fez com que o La Coruña o levasse após as Olimpíadas de Atlanta. Rivaldo se despediu com o amargo vice-campeonato da Copa do Brasil, e depois foi brilhar no Barcelona, pelo qual se tornou o único ex-palmeirense a ganhar o prêmio de melhor do mundo da Fifa (para entender um pouco o porquê, clique aqui. Este foi seu terceiro gol no jogo, aos 42 do segundo tempo, e o Barça precisava vencer o Valencia, pois brigava com ele para chegar à Champions e era a rodada final do Espanhol.)

Com a camisa da seleção brasileira, foi considerado culpado pelo fracasso olímpico de 1996, mas deu a volta por cima; foi muito bem na Copa de 1998 e simplesmente o melhor jogador da conquista de 2002. É o 12° maior artilheiro da Amarelinha, com 34 gols.

Depois rodou, para sorte de uzbeques e angolanos, e chegou a ter o retorno várias vezes ventilado. Talvez tenha sido melhor que não voltasse, para não correr o risco de macular a imagem que deixou.

Há alguns anos, os três redatores do blog escolhemos os maiores jogadores que vimos atuando pelo Palmeiras. Rivaldo foi o segundo colocado para meus colegas e o primeiro para mim. Mesmo sem ser meu maior ídolo, posto que cabe a Evair, minha opinião segue a mesma: neste sábado, amigos palmeirenses, vimos o adeus do maior craque que vestiu nossa camisa desde que Ademir da Guia pendurou suas chuteiras.

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Juca Baleia, do Sampaio Correa: o primeiro goleiro que enfrentamos

Chegou a hora de buscar o tri! Nesta quarta, o Palmeiras entra na disputa da 26ª edição da Copa do Brasil. Para nós, trata-se da 19ª participação – ficamos de fora de 1989 a 1991 por não obter classificação no Estadual, e em 2001, 2005, 2006 e 2009 por estarmos na Libertadores. E, em duas edições anteriores, entramos direto nas oitavas por estarmos na Libertadores: 2000 e 2013.

Portanto, foram dezesseis participações na primeira fase do torneio, que tem como curiosidade as vezes que visitamos Alagoas: duas foram em campanhas que culminaram na taça; já a terceira… bom, eis nossos resultados ao longo dos anos:

2012 – 1 x 0 e 3 x 0 no Coruripe-AL

2011 – 2 x 1 e 5 x 1 no Comercial-PI

2010 – 1 x 0 e 4 x 0 no Flamengo-PI

2008 – 2 x 0 no CENE-MS (sem volta)

2007 – 5 x 0 no Operário-MT (sem volta)

2004 – 3 x 1 na Tuna Luso-PA (sem volta)

2003 – 1 x 0 e 5 x 1 no mesmo Operário-MT

2002 – 0 x 1 e 2 x 1 contra o ASA-AL, num vexame histórico

1999 – 2 x 1 e 3 x 1 no São Raimundo-AM

1998 – 1 x 0 e 3 x 0 no CSA-AL

1997 – 0 x 0 e 7 x 1 no River-PI

1996 – 8 x 0 no Sergipe-SE (sem volta)

1995 – 2 x 1 e 1 x 0 no ABC-RN

1994 – 3 x 1 e 5 x 1 no 4 de Julho-PI (ainda não existia a regra da eliminação da volta, criada no ano seguinte)

1993 – 2 x 0 e 3 x 0 no 4 de Julho-PI

1992 – 1 x 0 e 4 x 0 no Sampaio Correa-MA

Em resumo, estas são as estatísticas do Palmeiras quando debuta no torneio:

- 16 participações

- 15 classificações e uma eliminação

- 14 vitórias, 1 empate e 1 derrota na estreia, com 34 gols feitos e 6 sofridos; na volta, 12 vitórias. Vale notar que todas as estreias foram fora de casa.

- 4 eliminações sem jogo de volta (em 13 possíveis)

- 5 visitas ao Piauí, 3 a Alagoas, 2 a Mato Grosso, uma a Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Pará e Mato Grosso do Sul. Agora acrescentaremos Rondônia.

- 11 visitas ao Nordeste, 3 ao Centro-Oeste e 2 ao Norte (que agora serão 3)

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São Bento 0x3 Palmeiras: a última vez do Bentão na elite

São Bento 0×3 Palmeiras: a última vez do Bentão na elite

Ontem à noite o Palmeiras finalmente encerrou a agonia do Paulista de Jundiaí, cuja tétrica campanha já anunciava o rebaixamento há semanas. Mesmo seus dirigentes já haviam jogado a toalha, com dispensas de técnico e grande parte do elenco.

É claro que não foi o Verdão o responsável pela queda do campeão do Brasil de 2005, assim como o Vitória não foi o culpado de nossa tragédia de 2002 (a de 2012 não conta pois o Palmeiras não foi rebaixado ao fim do jogo com o Flamengo, somente quando a rodada acabou algumas horas depois). Porém essas partidas acabam ficando marcadas - assim como o rubro-negro baiano nos traz uma péssima recordação, nós também habitamos alguns pesadelos por aí. Vamos então relembrar, da mais nova para a mais antiga, as nove ocasiões em que o Alviverde Imponente foi o fim da linha para outros clubes.

9. Paulista 1 x 3 Palmeiras (Paulista 2014): faltavam três rodadas, mas a situação do Paulista era tão ruim que o Galo da Japi já estava nove pontos atrás do primeiro time fora da ZR. Sem vencer nenhuma das 11 partidas disputadas, era difícil crer que o milagre começaria justo contra o (mistão do) Palmeiras. Para faturar uns cobres e poupar os olhos da torcida, o clube aceitou proposta para atuar em São José do Rio Preto. Fez bem: levando gols de William Matheus, Patrick Vieira e até de Miguel, não dava para esperar outra coisa.

8. Palmeiras 2 x 0 Grêmio Prudente (Paulista 2011): era a penúltima rodada do Paulistão. Para o Palmeiras, já classificado para o mata-mata, a partida valia manter a liderança. Para o lanterna Prudente, que já havia caído no Brasileiro de 2010, era a última esperança de sobrevivência. No fim, prevaleceu a boa fase do Palmeiras, que estava invicto há 14 jogos. Com um gol de Thiago Heleno e um contra, a partida do Canindé terminou de maneira melancólica para o itinerante clube do interior. Foi a pá de cal para a cidade, que só viu o clube mais uma vez, na despedida – na série B que começou logo mais, a equipe já havia voltado para Barueri.

7. Palmeiras 2 x 2 Sport (Brasileiro 2009): O ano de 2009 foi farto em confrontos com o rubro-negro pernambucano. Foram seis ao todo, repletos de emoções e polêmicas. Se os quatro primeiros, pela Libertadores, foram entre times lutando pela América, o último teve clima bem diferente: o Palmeiras, verdade, ainda lutava pelo título, mas vinha em queda livre (o jogo anterior tinha sido a famosa derrota do gol anulado de Obina contra o Flu); o Sport por sua vez se arrastava no fundo da tabela. No primeiro tempo, um espantado Palestra Itália viu o Leão abrir 2 a 0; após o intervalo, o Verdão reagiu – com boa dose de ajuda da arbitragem – e acabou empatando, após gols de Deyvid Sacconi e Danilo. Foi aquele típico placar que frustrou a ambos: o alviverde até reassumiu a liderança, mas por ter uma partida a mais ela não durou. E o Sport retornou à Série B com três rodadas de antecedência.

6. São Bento 0 x 3 Palmeiras (Paulista 2007): ambos os times entraram no Walter Ribeiro em situação desfavorável. O time de Sorocaba, que queria sobreviver para chegar ao terceiro ano seguido na elite, precisava vencer e secar Sertãozinho e América; já o Alviverde precisava de um resultado melhor que o Bragantino (podia até ser um empate, desde que o Braga perdesse). Ambos se frustraram: os resultados paralelos foram bons para o time azul e branco, que teria escapado se vencesse. Já o Palmeiras, com dois gols de Osmar e um de Willian, fez o que lhe cabia – naquela noite ao menos – mas pagou o preço de um campeonato muito irregular ao ver o Bragantino sair com os três pontos e a vaga pelo saldo de gols (o Verdão teria que ter feito mais quatro para passar o Massa Bruta).

5. América-MG 1 x 1 Palmeiras (Brasileiro 1998): era a última rodada da fase de classificação. O Palmeiras era o líder e buscava manter a condição para ter vantagem nos mata-matas (mas mesmo assim, numa decisão estranha, poupou jogadores. O gol foi de um dos poucos titulares, Oséas); o Coelho era o primeiro time fora da zona do descenso. Vitória garantia a ambos seus objetivos; como ninguém conseguiu, ambos se deram mal – o Verdão foi ultrapassado pelo Corinthians e acabou com o Cruzeiro, que o eliminaria, nas quartas; o América viu o Paraná bater o Flamengo e assim roubar sua posição e a vaga na série A de 1999. Era o típico jogo em que deviam ter tirado um par ou ímpar aos 45 do segundo tempo. Ao menos um dos times se daria bem…

4. Palmeiras 3 x 0 Bragantino (Paulista 1995): geralmente temos uma sensação de complacência para com os adversários que caem contra nós. Mas daquela vez não foi assim – o Bragantino por muitos anos fora uma asa negra na vida do Alviverde, desde a trágica eliminação no Paulista de 1989. Assim, aquela vitória – a primeira sob o comando de Carlos Alberto Silva, em seu quinto jogo – teve um gosto especial, ainda que presenciado por um dos menores públicos da história do Palestra, inferior a 1500 pagantes. Os dois gols de Alex Alves e o de Cléber deram um pequeno gosto de vingança por tudo que sofrêramos contra a ex-Linguiça Mecânica.

3. Palmeiras 1 x 0 Noroeste (Paulista 1981): era a penúltima rodada da 2ª fase do 2º turno do Paulista. Deu pra entender? Vai ficar pior: o Palmeiras já estava classificado para a fase final do segundo turno por ter ido bem na primeira fase do mesmo, mas buscava classificação à Taça de Ouro (o Brasileirão) do ano seguinte, pois valia a pontuação do campeonato todo, e o time fizera um péssimo primeiro turno. Já para o Noroeste, a derrota representava a queda, enquanto o empate lhe dava condições de ir para o tudo ou nada em confronto direto com o Marília (um clássico) na semana seguinte. O Verdão andava mal, mas ainda assim era superior ao time de Bauru; dessa forma, teve o domínio da maior parte do jogo. Bola na rede, porém, só aos 33 do segundo tempo, com Enéas. Em seguida o alvirrubro teve um jogador expulso, e aí acabaram-se as derradeiras esperanças do Norusca, que só retornaria à primeira divisão quatro anos depois.

2. Palmeiras 4 x 3 Ferroviária (Paulista 1965): o Palmeiras era vice-líder e tinha chances ínfimas de roubar o título do Santos (tão ínfimas que naquela mesma noite o time da Vila venceria o Juventus e já liquidaria a disputa com dois jogos de antecipação); já a Ferrinha segurava a lanterna e ainda tinha quatro jogos por fazer, sendo dois contra times grandes (também pegariam o São Paulo). A situação dramática do time de Araraquara não os impediu de surpreendentemente terminarem a primeira etapa com 3 a 0 de vantagem em pleno Parque Antarctica, porém no segundo tempo a dura realidade se impôs: Ademar Pantera marcou três vezes e Servílio fez o da virada (semelhante àquela contra o Flamengo pela Copa do Brasil de 1998, já que os dois últimos gols foram aos 44 e 46). Foi um golpe pesado para a Ferroviária, que ao menos já sabia que dificilmente se manteria viva mesmo vencendo aquela partida.

1. Palmeiras 4 x 2 Ypiranga (Paulista 1958): esta partida marcou o fim de uma era no Campeonato Paulista. Com o resultado (gols de Irineu contra, Chinesinho, Paulinho e Parada), o tradicional Ypiranga já não teria condições de superar o Jabaquara no confronto direto na última rodada, que terminaria empatado; foi assim que terminou a 46ª e última participação do tri-vice-campeão paulista (1915/35/36). Àquela altura, o alvinegro era orgulhosamente o time que mais vezes tinha disputado o Paulista (uma a mais que o Corinthians), mas a noite de quarta-feira no Pacaembu marcou a 85ª e última vez em que o Verdão encontrou seu tão contumaz freguês.

*

Existe um caso famoso, mas que na verdade não foi uma partida em que derrubamos o rival. Trata-se do Palmeiras x Ponte Preta do Paulista-1987, quando a Macaca, que disputava o Estadual consecutivamente desde 1970, tendo amealhado 3 vice-campeonatos (1977/79/81), caiu. Mas isso não aconteceu ao fim daquele sábado em que Marcelino fez o único gol, tanto do jogo quanto de sua breve passagem de seis partidas pelo Palmeiras. Na verdade, a Ponte ainda tinha uma pequena esperança: o América, que jogaria em casa no dia seguinte, teria que perder para o Botafogo por dois gols, ou então o Novorizontino teria que perder suas duas partidas finais (tinham um jogo atrasado). Já no domingo as coisas deram errado – o América ganhou e o Novorizontino empatou. Foi só então que o time campineiro caiu.

Outra curiosidade é que em 1949, no primeiro ano em que houve rebaixamento no Brasil, o Palmeiras acabou sendo protagonista indireto. A disputa era entre o Comercial da Capital e o Nacional; o primeiro já tinha terminado sua participação e dependia de o segundo perder para o Palmeiras em jogo atrasado. Para o Verdão, que já tinha o vice-campeonato definido, a partida nada valia, e o time acabou perdendo por 1 a 0 e salvando o time da Comendador Souza.

Este post atualiza a versão anterior, que contou com as colaborações de Jota Christianini e Antonio Piason

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Leivinha e César marcaram, mas ninguém viu

Leivinha e César marcaram, mas ninguém viu

Um dos fatos que chamou a atenção no futebol brasileiro esta semana foi o baixíssimo público presente a Bonsucesso x Flamengo, pelo Campeonato Carioca. Era quarta-feira de Cinzas, em Volta Redonda, com tempo ruim, mas mesmo assim espanta ver que a maior torcida do país levou apenas 375 pagantes (isso sem contar os eventuais gatos-pingados fãs do rubroanil) ao estádio – e isto que, poucas rodadas antes, menos de 1000 testemunhas haviam acompanhado a vitória contra o Boavista em Moça Bonita.

Isto, claro, nos deixou intrigados com a óbvia pergunta: e o Palmeiras? Quando foi que jogamos para menos gente?

Bom, antigamente havia inúmeras partidas sem registro de público. Mesmo até há poucos anos ainda era comum jogos sem divulgação do borderô; por isso, é possível que algumas partidas vazias fiquem de fora deste levantamento

Ainda assim, o que temos a seguir é um bom retrato dos dias em que a torcida não cantou e nem vibrou por nosso alviverde inteiro.

(Importante: só entram aqui jogos oficiais do Palmeiras como mandante. Jogos ou torneios amistosos ficam de fora)

OS CINCO MENORES PÚBLICOS

1. Palmeiras 3 x 1 São Bento – Campeonato Paulista 1973

Era a despedida verde de um campeonato em que o Palmeiras quase beliscou o primeiro turno (o que valia vaga na final), mas no segundo foi mal e deu adeus ao bicampeonato. Já se sabia que a decisão seria entre Portuguesa e Santos, e na cidade só se falava disso – e da “iminente” saída de Rivelino do Corinthians.

O time de Sorocaba, por sua vez, jogava pela décima vez no returno, e ainda buscava seu primeiro ponto. No fim, perderia este jogo e também seu último, alguns dias depois, para fechar esta fase com 0% de aproveitamente.

Com tanta desmotivação em campo, não era de todo inesperado que apenas 240 pagantes tenham comparecido ao Parque Antartica naquela noite de quarta-feira, 22 de agosto – foi o jogo de menor público divulgado de todo o torneio. Ao menos eles viram o time vencer de virada com gols de Leivinha, Ronaldo e César. E não sabiam, mas entraram para a história do Verdão como únicas testemunhas da partida menos assistida de nossa centenária história.

2. Palmeiras 1 x 0 São Bento – Campeonato Paulista 1976

Olhaí o São Bento de novo! Mas dessa vez as circunstâncias eram outras: a partida ocorreu às 21h de um domingo chuvoso e teve transmissão pela TV. Era o dia 11 de abril, e o Palmeiras chegava para sua sétima partida no Paulistão com uma campanha razoável: três vitórias, dois empates e uma derrota (que seria a única em todo o certame, do qual sairíamos campeões).

O São Bento lutou o quanto pôde e quase conseguiu o empate, mas faltando dez minutos Didi encobriu o goleiro para fazer o único gol da noite, para alívio dos 334 pagantes.

3. Palmeiras 2 x 2 La Coruña – Amistoso 1994

A rigor, este jogo não deveria estar aqui; afinal, não valeu três pontos. Mas, poxa, era o bicampeão paulista e campeão brasileiro contra o vice-campeão espanhol, ambos somente desfalcados de seus jogadores que iam à Copa.

É verdade que estávamos às portas do Mundial e houve pouca divulgação da partida – nem sequer saíram notas nos jornais. Mesmo assim, o 9 de junho em que Evair marcou duas vezes merecia mais que os meros 397 pagantes que rumaram ao Palestra Itália. Quinta-feira de silêncio na arquibancada.

4. Palmeiras 2 x 0 Operário-MT – Taça de Prata 1982

Digamos que esse jogo entra na conta do “faça-me o favor”. Era a quinta rodada da segunda divisão – e o Palmeiras ainda não tinha vencido nenhuma partida! Foram empates contra Juventus, Volta Redonda e Anápolis e, na rodada anterior, uma derrota para o Vila Nova. Com isso, já não havia chance de subir (os melhores da Taça de Prata se classificariam para o Brasileiro, que era disputado em paralelo) e a partida contra os matogrossenses tornara-se a ÚLTIMA pelo Brasileiro daquele ano. A situação só não era pior porque não havia terceira divisão naquela época (em 1981 até houve, mas não vingou).

Ou seja: o Palmeiras estava eliminado da segundona e teria que aguardar mais de cinco MESES para voltar a jogar uma partida oficial. Convenhamos: ter 448 almas no Palestra naquele sábado, 6 de fevereiro, para ver João Marcos, Benazzi, Deda, Édson Furquim e Vargas; Aragonés (Mário Sérgio), Jorginho e Célio; Osni, Almir (Carlos) e Rodrigues até que foi muito. Os gols, se alguém se importa, foram de Jorginho e Carlos.

5. Palmeiras 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista 1973

Este jogo antecedeu imediatamente aquele do São Bento que inaugura a listagem. O time já estava eliminado e não conseguiu sair do zero contra a Macaca em nossa casa. Não admira que boa parte dos 548 pagantes não tenha retornado para o jogo contra os sorocabanos quatro dias depois…

MENORES PÚBLICOS EM OUTRAS COMPETIÇÕES

Palmeiras 0 x 1 Botafogo – Rio-São Paulo 1998

Em oito jogos na temporada, o Palmeiras estava invicto – incluindo duas vitórias em Derbies. A boa fase, porém, cobrou seu preço: com a classificação à semifinal já assegurada, pouca gente se dispôs a ver a última partida da primeira fase, na noite da quinta-feira, 12/2. Azar dos 568 presentes, que testemunharam a perda da invencibilidade palestrina.

Palmeiras 1 x 0 Universidad do Chile – Copa Mercosul 1998

Pelo visto, a galera naquele ano não gostava de ver o time em boa fase. Era uma situação semelhante: o Verdão tinha vencido todos os jogos até ali (incluindo um que aparece mais à frente no texto) e já tinha vaga nas quartas. Era o “vestibular da Libertadores”, valorizado por todos no clube. Por que será então que em 14 de outubro somente 832 pagantes viram o gol de Almir?

Palmeiras 1 x 0 Olaria – Campeonato Brasileiro 1973

Mais uma vez, 1973. Tudo bem que sexta-feira não é dia habitual de futebol, mas a situação era diferente da do Paulista. O Palmeiras ainda não tinha perdido e a vitória com gol de Fedato valeu a liderança. Não chovera, não houvera black bloc nem Jogos Vorazes estava em cartaz. Fica difícil entender por que razão apenas 871 pessoas estavam no Palestra naquele 21 de setembro.

Palmeiras 5 x 2 4 de Julho-PI – Copa do Brasil 1994

Outro ano que se repete neste texto. Agora, porém, é compreensível: a ida contra os piauienses já havia sido 3 a 1, e a vaga na fase seguinte estava mais que encaminhada. Não havia nem o fator curiosidade, já que o time do técnico Coca-Cola também enfrentara o Palmeiras no ano anterior.

Com facilidade, no dia 25 de fevereiro Edílson marcou três e Maurílio e Alexandre Rosa completaram o placar para festa dos 1297 presentes.

Palmeiras 2 x 0 Jorge Wilstermann-BOL – Libertadores 1974

“A Taça Libertadores obsessão”. Bom, em 1974 ainda não era assim… e o alviverde, já duas vezes vice-campeão continental, não estimulou mais de 1345 pessoas a irem ao Palestra na tarde de sábado, 11 de maio.

Pudera: era a última rodada da fase de grupos e naquela época somente o campeão do grupo se classificava. Já sem chances, o Palmeiras apenas cumpriu tabela, derrotando os bolivianos com gols de Careca e Nei.

MENORES PÚBLICOS EM OUTROS ESTÁDIOS

Palmeiras 0 x 0 Vitória – Campeonato Brasileiro 1978

Num padrão que se repete nesta listagem, a partida valia pouco: era a penúltima rodada da segunda fase, e ambos já estavam classificados para a etapa seguinte. Mesmo assim, hoje em dia é difícil conceber que um jogo do Brasileirão arrastasse apenas 1099 pagantes ao Pacaembu na noite da quarta-feira, 21 de junho.

Palmeiras 2 x 1 Independiente-ARG – Copa Mercosul 1998

Desse jogo posso falar de cátedra: afinal, eu era um dos 1376 espectadores. E devo-lhes dizer: o Morumbi vazio dá uma sensação de solidão inacreditável, ainda mais numa noite fria como aquela de 29 de julho.

Ao menos pudemos comemorar a vitória de virada com gols de Magrão e Almir na primeira partida da história da Copa Mercosul. E nunca foi tão fácil sair do estádio depois…

O MENOR DO SÉCULO XXI

Palmeiras 0 x 2 Rio Branco – Campeonato Paulista 2006

Sim, a história se repete: penúltima rodada do Paulista por pontos corridos em turno único. O time já estava fora da disputa e três dias depois teria jogo na Colômbia pela Libertadores, por isso usaria time quase reserva.

O resultado não era difícil de prever: 1395 espectadores, na menor audiência do Palmeiras desde o malfadado bug do milênio. O resultado da partida, com dois gols de Fabiano Gadelha, menos ainda. No dia da mentira, a verdade é que o time era ruim para danar.

Cheio era mais legal, mas vazio também tinha seu charme

Cheio era mais legal, mas vazio também tinha seu charme

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Paulista 2011: o exemplo que não devemos seguir

Paulista 2011: o exemplo que não devemos seguir

Um vem de quatro derrotas e um empate, namorando a zona de rebaixamento. O outro cedeu seus primeiros pontos após seis triunfos consecutivos.

É flagrante o contraste dos últimos 20 dias de corintianos e palmeirenses; contudo, quando Raphael Claus der início à 344ª edição do mais importante confronto do mundo, essas diferenças ficam para trás: o Derby pode marcar o renascimento alvinegro às nossas custas.

É isso mesmo?

Bom, poder, claro que pode. O Palmeiras começou muito bem o ano, mas ainda tem seus Mazinhos e Wendels. Por outro lado, o rival vem capengando, mas ainda tem Ralf e aquele cabeludo ziquento – e não tem Pato.

Vamos, porém, analisar o retrospecto do confronto desde quando ambos deixaram de brilhar juntos, a partir de 2000. Quando um estava por cima e o outro embaixo da gangorra, o Derby foi o renascimento ou uma humilhação adicional?

Abaixo, os jogos deste período em que a situação dos rivais era distinta (excluímos aqueles de início de campeonato). Em azul, os jogos que reabilitaram quem estava mal ou que atrapalharam quem estava bem. Em vermelho, os que afundaram os cambaleantes ainda mais. E, em flicts, aqueles que não mudaram grande coisa.

Corinthians 4×2 Palmeiras – Brasileiro 2001

Após 15 rodadas, o Palmeiras era o segundo colocado da fase de classificação, atrás do Galo somente no saldo de gols. É verdade que vinha rateando – não tinha vencido nenhum dos últimos 4 jogos, e na última partida Evair, pelo Coxa, havia comandado um 4 a 1 em Curitiba. Mas o Corinthians vinha pior – era o décimo oitavo colocado entre 28 times, e também estava na mesma secura de quatro partidas; logo antes do Derby apanhou de 3 a 0 do Guarani em casa.

Naquele 3 de outubro, porém, o alvinegro não deu chance. Em 15 minutos já abrira 2 a 0, depois faria o terceiro, e nem os gols de Arce e DONIZETE PANTERA mudariam o cenário. O quarto gol nos mataria de vez e deixava claro que o Verdão começara a embicar para baixo. Nem a vaga para a fase final o time conseguiu, caindo para décimo segundo lugar enquanto oito passavam. O rival não melhorou muito – venceu a Lusa depois do Derby mas perderia cinco seguidas depois. Foi aos trancos e barrancos se mantendo na primeira divisão, mas ao menos conseguiu por a pique seu grande adversário.

Corinthians 2×2 Palmeiras – Brasileiro 2002

Dessa vez, quem estava mal – muito mal – era o Palmeiras. Agonizando na penúltima posição do campeonato após 19 rodadas, o time tinha pouco tempo para escapar. O Corinthians vinha em quarto, quase garantido entre os oito, e já tinha vaga na Libertadores após Deivid e Simon derrubarem o Brasiliense na Copa do Brasil.

O Palmeiras jogou bem para seus padrões de então; saiu perdendo de cara mas reagiu rapidamente com Itamar. Arce virou de pênalti no segundo tempo, mas logo viria o empate. Apesar de lutar até o fim, o Palmeiras não conseguiu sair da igualdade, que até poderia ser aceitável dada a disparidade dos times, mas que, por colocar o time na lanterna, representou mais um passo rumo ao precipício. Não perdemos nenhum clássico naquele campeonato, porém há momentos em que empatar não era o bastante.

Palmeiras 1×0 Corinthians – Brasileiro 2006

Aqui estamos forçando um pouco a barra, porque o momento do Palmeiras estava longe de ser bom. Mas ao menos o Palmeiras vinha de uma animadora vitória no primeiro jogo pós-Copa e com isso deixado a lanterna. Já o Corinthians vinha de cinco derrotas consecutivas sem sequer marcar gol e estava só dois pontos e uma posição à nossa frente.

Desta forma, o gol de Paulo Baier naquele dia em que nós perdemos Marcos e eles Nilmar foi suficiente para dar um grande impulso à recuperação palmeirense – o time ficaria mais nove partidas sem perder. Já o rival ficou um pouco mais de tempo afundado.

Tirando o pé da lama

Tirando o pé da lama

Corinthians 1×0 Palmeiras – Brasileiro 2006

Sim, forçamos de novo, mas a situação era muito semelhante à do jogo anterior. Agora era o rival que tinha vencido a partida anterior depois de quatro piabas seguidas, enquanto o Palmeiras vinha na descendente e estava só dois pontos e uma posição à frente (repare que, de tão parecidas as condições, copiamos e colamos as últimas 11 palavras do parágrafo do jogo anterior).

Situação parecida, resultado idem. O Palmeiras perdeu, continuou sua trajetória de queda e se não fossem as tétricas campanhas de nossos adversários poderia ter curtido um novo rebaixamento já daquela vez. O rival embalou e conseguiu terminar o Brasileiro em nono lugar.

Corinthians 0×1 Palmeiras – Brasileiro 2007

Desta lista, é um dos duelos mais relevantes no sentido de mudar o astral do perdedor, se não o principal. O alvinegro entrou invicto e em sexto lugar com um jogo a menos, que poderia levá-lo à vice-liderança. O Verdão vinha de duas derrotas consecutivas e cinco jogos sem vitória; após sete jogos estava num modesto 14° lugar. Caio Júnior corria grande risco de demissão.

Mas aquele duelo virou as tendências de cabeça para baixo. O gol solitário de Dininho nos deu a vitória naquela noite de sábado e abriu caminho para a acidentada subida verde no campeonato, enquanto os rivais começavam sua trilha desesperadora – ficariam mais oito jogos sem ganhar. Será que haveria rebaixamento sem este Derby?

Palmeiras 1×0 Corinthians – Brasileiro 2007

Dos últimos seis jogos no Brasileiro, o Corinthians havia perdido quatro – e uma das duas vitórias fora contra o saco de pancadas América-RN. Dualib renunciara dois dias antes. O time, em queda livre, se encontrava na décima quarta posição, dois pontos acima da zona de rebaixamento.

O Palmeiras melhorara muito desde o primeiro turno – estava agora em sétimo, a dois pontos da Libertadores. Mas não estava em seus melhores dias: dos últimos quatro jogos, só vencera o Goiás (na estreia da camisa limão), e tomara uma surra de 5 a 0 do Cruzeiro.

Em campo, porém, o placar ficou até barato pelo descompasso entre os times. De novo o Palmeiras venceu com um gol de zagueiro, desta vez Nen. E os demais resultados da rodada colocaram o rival na zona de degola, de onde sairiam mas onde terminariam, e colocaram o Palmeiras no G4, em que não teve forças para ficar. Era a vingança de 2002.

Pondo o rival no chão

Pondo o rival no chão

Corinthians 0×1 Palmeiras – Paulista 2008

De novo exageramos um pouco, mas não tanto. Afinal, no Paulista somente quatro times avançavam à semi, e antes do clássico o Palmeiras estava somente em nono, após empatar com os Rios Claro e Preto. O Corinthians, na segunda divisão, vinha cumprindo bom papel em quinto lugar, com apenas uma derrota no campeonato, nove rodadas atrás. Não estava melhor porque empatou bastante.

No dia de nossa última vitória contra eles pelo Paulista, do último Derby no Morumbi e do único gol de Valdivia contra o mais tradicional adversário, novamente os sinais das campanhas se inverteram. O time do Parque São Jorge até reagiu, vencendo os dois jogos seguintes, mas era tarde: não alcançaram as semis. Já o Verdão abria uma sequência de oito vitórias seguidas no Paulista, que deram impulso mais que necessário para rumar a nossa derradeira conquista estadual.

Lágrimas sinceras

Lágrimas muy sinceras

Palmeiras 2×2 Corinthians – Brasileiro 2009

O Palmeiras ainda estava em cima, mas em queda. Perdera a liderança e só não tinha deixado de ser segundo por vencer o Goiás após 3 derrotas consecutivas; o Corinthians, de seu lado, já tinha relaxado – tinha vaga na Libertadores como campeão da Copa do Brasil e estava em décimo.

O Derby não impulsionou nem retardou ninguém. O empate, em que Danilo e Maurício Nascimento igualaram o placar após estarmos duas vezes atrás, apenas manteve o Palmeiras na trajetória descendente, a qual o arquirrival viu de camarote.

Palmeiras 1×1 Corinthians – Brasileiro 2010

Felipão havia retornado mas em quatro jogos ainda não havia vencido, e o Palmeiras via-se empacado em 12°. Seu adversário vinha em segundo, brigando com o Fluminense pela liderança.

Saímos atrás por causa de um gol escandalosamente impedido, mas Edinho empatou pouco depois. Ficou por isso mesmo, e o Verdão seguiu na sua toada ruim – só venceria dali a 3 rodadas – enquanto o rival se manteve no topo da tabela.

Corinthians 1×0 Palmeiras – Brasileiro 2010

Três meses depois, o alvinegro seguia na luta, em terceiro lugar. O Palmeiras avançou um pouco e estava em nono, mas a somente três pontos da zona da Libertadores. Sonhar não custava nada.

Mas o sonho acabou naquele jogo, em que o agora nosso Bruno César fez o tento único. O Corinthians ganhou força para seguir em alta – não perderia mais nenhuma partida, porém acabou no mesmo terceiro lugar em que estava por conta de seus empates; o Palmeiras ganhou a partida seguinte, mas duas rodadas depois caiu de novo e desistiu de vez do Nacional, dedicando-se a dar vexame na Sula.

Palmeiras 0×1 Corinthians – Paulista 2011

Palmeiras, líder invicto com apenas um empate no campeonato. Corinthians, em crise pós-vexame, com torcida invadindo CT, perdendo seu atacante de mais nome mas que também pouco vinha fazendo.

Parece o jogo de domingo? Pois era também o cenário três anos atrás. O Palmeiras tinha um favoritismo absurdo e o justificou em boa parte da contenda, mas quem não faz toma, e o Alviverde não fez. Resultado: no finzinho levamos um, o Corinthians renasceu e Felipão ficou feliz por salvar o emprego de Tite.

Palmeiras 0×2 Corinthians – Brasileiro 2012

O Corinthians fazia hora no Brasileirão, aboletado em nono. O Palmeiras, afundado em 19°, já nem se lembrava do título da Copa do Brasil e tinha acabado de mandar Felipão embora.

Justo dessa vez a lógica prevaleceu. Provavelmente nem a vitória teria salvo o Palmeiras, mas não precisávamos ser derrotado de novo por eles e pela primeira e única vez sermos derrotados em todos os derbies de um ano em que ele ocorreu mais de duas vezes. Kleina entrou depois e até ganhou suas duas primeiras partidas, dando uma esperança que pouco depois se extinguiu.

Corinthians 2×2 Palmeiras – Paulista 2013

Esse jogo só entra na lista para novamente lembrar que favoritismo não é vitória. O campeão do mundo tomou sufoco do time da série B, que teve uma de suas melhores exibições no ano com gols da dupla quase sertaneja Vílson e Vinícius. Faltou pouco para vencê-los – mas este “pouco” tem faltado com frequência, e é o que esperamos que acabe no domingo.

*

Em resumo, dos dez jogos citados que mudaram o estado de espírito das equipes, em seis se deu melhor quem estava por baixo. Sim, senhores, o clássico pode mudar muita coisa na trajetória de Palmeiras e Corinthians, e favoritismos devem ser totalmente refutados.

Não importa como os times estejam. O chavão é sempre válido: derby é um campeonato à parte, portanto domingo entramos todos zerados.

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O mais querido do Nordeste

O mais querido do Nordeste

Foi uma das cenas marcantes do futebol brasileiro em 2013. Um Arruda ensandecido, tomado por 60 mil almas gritando em uníssono, empurra o Santa Cruz – um dos raros clubes de massa que contam com a simpatia dos editores deste blog – rumo à série B, depois de um calvário que incluiu quatro longos anos na quarta divisão nacional. E hoje, para completar a festa, o clube assopra sua centésima vela ostentando o tricampeonato estadual.

Não se pode falar na agremiação recifense sem se falar em sua torcida, que promoveu o feito histórico de ter a maior média de torcedores entre todas as divisões do futebol brasileiro mesmo estando na QUARTA divisão, em 2011, com 39.966 testemunhas por partida, é sem dúvida um clube que arrebata o coração de sua torcida. Ano passado, mesmo na terceirona, foi o segundo colocado, atrás somente do Cruzeiro campeão brasileiro.

Os dias de glória do Santa (como é popularmente conhecido) podem estar de volta depois de um inverno tenebroso que durava desde 2006, coincidentemente o último ano em que o Palmeiras os enfrentou. Foram três rebaixamentos consecutivos até a retomada, e anos de agonia com espasmos ocasionais, como quando o Santinha tirou o Botafogo da Copa do Brasil de 2010.

Fundado em 3 de fevereiro de 1914 por 11 garotos, o Santa Cruz Foot-ball Club de Recife rapidamente se tornou o clube número 1 na preferência popular, entre outros pelo fato de aceitar negros entre seus jogadores. O clube que começou alvinegro e hoje é tricolor demorou para gritar campeão – nos primeiros sete Estaduais, foram seis vice-campeonatos – mas desde o primeiro troféu em 1931 foram 27 títulos estaduais e 3 supercampeonatos pernambucanos; já o título da Série C 2013 foi o primeiro nacional do clube que já tinha batido na trave em 1999 e em 2005 na Série B. Seu melhor Brasileirão foi o de 1975, quando foram passando por grupos com Santos, Vasco, Flamengo, São Paulo e Grêmio para chegar até o honroso 4º lugar.

O Santa Cruz cruzou o caminho do Palmeiras em 25 oportunidades; a primeira delas foi em 1959, em amistoso realizado no Recife com vitória alviverde por 4×2. No fim, saímos vencedores 14 vezes e derrotados 5 (uma delas na última partida, 3×2 no Arruda pelo BR-2006). O Tricolor do Arruda também esteve conosco na Série B 2003, em que disputamos 3 partidas, com 1 empate e 2 vitórias do Palmeiras.

Santa Cruz e Palmeiras também tem ídolos em comum. O primeiro nome que vem à cabeça, claro, é Rivaldo; o pentacampeão começou a carreira no Recife e, depois do Mogi-Mirim e paragens nada dignas de nota, aportou no Palestra Itália, tendo aqui seu ápice no Brasil antes de rumar para a Europa. Mas este craque não jogou tanto tempo em Pernambuco, por isso vamos lembrar de mais dois mitos de ambas as equipes: o volante Zequinha (campeão da Copa de 1962, quando era palestrino) e o zagueiro Aldemar, tido como um dos grandes marcadores de Pelé.

Parabéns a esse clube recifense que não desiste nunca e tem em sua torcida um monumento da paixão ao futebol. O Santa simboliza como poucos a insistência e a coletividade; quando a Cobra Coral joga, temos uma partida do legítimo futebol popular do Brasil. Esperamos que em 2015 essa força esteja de volta à Série A, que anda tão carente de públicos extraordinários.

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Paysandu1

Nós, torcedores de sangue e alma verde, contamos os dias para o centenário (faltam 205). O Palmeiras, porém, não é o único clube que celebrará um século de vida em 2014, e ao longo do ano traremos aqui uma pequena homenagem aos nossos colegas de turma.

O mais velho deles, que tem sua festa hoje, é o Paysandu Sport Club (a rigor, o mato-grossense Corumbaense chegou aos 100 no primeiro dia do ano e ganha de todos em longevidade). O Papão da Curuzu, maior campeão paraense, único clube nortista campeão nacional – da Copa dos Campeões de 2002, quando passou pelo Verdão na semi e derrubou o Cruzeiro na final – e um raro brasileiro que calou La Bombonera, tem motivos de sobra para festa, ainda que 2013 tenha terminado de modo amargo, com a volta à Série C.

Com 45 taças estaduais, o alviceleste é o segundo time do país em número de conquistas regionais, atrás apenas do ABC potiguar. É o atual campeão paraense e novamente favorito para a conquista em 2014. Este feito impressiona? Pois vamos a mais alguns: tem uma conquista de Copa Norte (2002, a conquista que deu a vaga na Copa dos Campeões), o bicampeonato da Série B (sim, essa mesma glória que recentemente igualamos), e a honra de ser metade do clássico mais frequente do país, o Re-Pa.

Sim, Remo x Paysandu é uma rivalidade com muito mais capítulos que qualquer outro duelo do país. Já enfrentamos o Corinthians 343 vezes. O Grenal chegará ao 400° confronto possivelmente neste Gauchão. Agora, 719 confrontos só mesmo o duelo paraense. A vantagem é remista por 30 vitórias, mas a maior goleada é do Papão, 7 a 0 em 1945.

O Campeão dos Campeões cruzou o caminho alviverde 15 vezes até hoje; o primeiro duelo ocorreu 40 anos atrás, em amistoso no estádio de seu rival, o Baenão. No todo, ganhamos 8, empatamos 2 e perdemos 5. Passamos na Copa do Brasil de 2010, mas eles nos bateram no jogo mais importante, aquela semifinal no Mangueirão que nos impediu de chegar à decisão, à Libertadores 2003 e que talvez mudasse a história do trágico 2002 alviverde.

Neste 2 de fevereiro damos os parabéns ao clube mais vitorioso do Norte do país, e que esperamos ver de volta à elite nacional.

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O que mais treinou, o 3º que mais jogou e a taça mais importante

O que mais treinou, o 3º que mais jogou e a taça mais importante

Quando entrar em campo no próximo sábado, poderemos dizer que o Palmeiras dá início a um novo ciclo. Aquela já longínqua partida contra a Chapecoense pôs um ponto final em um período de 10 anos que foi desde o momento em que o Palmeiras iniciou 2004 novamente como um time de Série A até cair e se reerguer uma vez mais.

Durante estes 10 anos, muitos jogadores – 229, claro – entraram em campo para defender o Alviverde Imponente. Além deles, tivemos também 21 treinadores entre oficiais, interinos e substitutos. E é claro que, com tanto número, dá para extrair uma série de curiosidades.

Prepare-se para saber o que tivemos de melhor e pior neste último decênio:

Quem mais jogou

Começa com M, já não atua pelo clube e mesmo assim ainda é um dos ex-atletas mais lembrados pela equipe. Claro, só pode ser… Marcos, com 266 partidas. Pensou em Márcio Araújo? Chegou perto: ele está em segundo, com apenas 14 partidas a menos. E, aos trancos e barrancos, o terceiro lugar é de, sim, Valdivia.

Quem menos jogou

Dez jogadores só tiveram o gosto de atuar uma única vez. Três deles, Thiago Martins, Edílson e Bruno Oliveira, estão no grupo atual e devem deixar para trás seus colegas, que são Bruno Farias (cujo jogo foi um Derby!), Daniel Marques, Henrique, Índio, Viola, Rick e Silvinho. De quantos destes você se lembra?

Quem mais treinou

O único que passou de dois anos seguidos, claro. Felipão comandou a equipe em 154 partidas, e é seguido por Vanderlei Luxemburgo, com 110, e Gílson Kleina, 82 e contando.

Quem menos treinou

Houve quatro técnicos de um jogo só – Juninho (auxiliar de Gílson Kleina), Pedro Santilli (o de Leão), Nei Pandolfo (o de Luxa) e Narciso (que assumiu a bomba de encarar um Derby após a demissão de Felipão).

Quem mais marcou

Foi um período tão fraco que ninguém chegou sequer a 40 gols. O artilheiro foi Kléber, com 39 tentos, seguido por Diego Souza, 38, e um empate entre Alex Mineiro e Valdivia, 37. Coincidência ou não, todos eles estavam juntos no elenco de 2008.

Quem menos marcou

Vixe, 73 jogadores de linha não marcaram, mas é injusto cobrar isso de vários deles. Destacamos então dois: Wendel, por ter feito 170 partidas e ainda estar zerado, e Marquinhos, aquele que veio do Vitória, porque dentre os atacantes foi o que mais atuou (34 vezes) sem marcar nenhunzinho.

O melhor técnico

Claro que isso é subjetivo. É só pra provocar com a frieza dos números, que apontam Jorginho como o líder, com 76% de aproveitamento (sem contar quem só comandou em um jogo e ganhou). Entre quem teve pelo menos 10 jogos, quem fica na frente é Luxemburgo, com 62%

O pior técnico

Mais subjetivo ainda. Entre quem teve ao menos 10 jogos, o pior foi Marcelo Vilar, com 25%. Mas ele não foi contratado para isso, então fiquemos com Bonamigo e seus pífios 35%. Bonamigo! Você ainda se lembrava dele?

Os números não mentem?

Muricy, que afundou (com) o Palmeiras em 2009, teve 49%. Tite, que tirou o clube da lama em 2006, teve 48%. Gílson Kleina tem 57%, melhor que Felipão e seus 52%. Aliás, até seu auxiliar Murtosa teve os mesmos 57% nas catorze partidas em que comandou a equipe.

O time que mais jogou

Se formos escalar quem mais atuou por posição, esse seria o time que melhor representaria os dez últimos anos alviverdes: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Henrique, Lúcio; Pierre, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Valdivia; Kléber, Luan. O banco teria Deola, Baiano, Danilo, Juninho, Wendel, Diego Souza e ele, Vinícius, tão jovem e infelizmente tão utilizado.

Nossa, ele jogou tanto assim?

Pode não parecer, mas Sérgio (98) jogou mais que Diego Cavalieri (94) e Bruno (90). Amaral (26) jogou mais que Ayrton (22), Gabriel (39) mais que Vílson (32), Patrik (102) mais que Cleiton Xavier (90), Marcinho Porpeta (88) e Juninho Paulista (68), Makelelê (40) mais que Daniel Carvalho (39), Lenny (73) mais que Alex Mineiro (63), Osmar (67) mais que Barcos (61) e Vinicius (93) mais que todos eles.

Que competições jogamos?

As 695 partidas disputadas pelo Verdão valeram pelo Brasileirão (354, mais da metade), Paulista (194), Copa do Brasil (42), Libertadores (40), sucursal do inferno (38), Sul-Americana (20) e alguns amistosos.

A maior goleada

Por diferença de gols foi justamente num título: os 5 a 0 sobre a Ponte Preta na decisão do Paulista-2008. Bom, na verdade, houve outros dois jogos com o mesmo placar, contra o Avaí em 2011 e o Operário-MT em 2007, mas fiquemos com um jogo de taça. Já em número de gols marcados, houve dois 6×2: contra a mesma Ponte em 2004 e o Botafogo de Ribeirão Preto em 2012.

Os 10 jogos do decênio

Uma lista absolutamente pessoal do que houve de melhor entre 2004 e 2013.

10) Palmeiras 3×0 Corinthians, Brasileiro 2009

9) Palmeiras 3×0 Vitória, Copa Sul-Americana 2010

8) Grêmio 0×2 Palmeiras, semifinal da Copa do Brasil 2012

7) Palmeiras 3×2 Fluminense, rodada final do Brasileiro 2005

6) Palmeiras 5×0 Ponte Preta, final do Paulista 2008

5) Sport 1×0 Palmeiras (vitória nos pênaltis), Libertadores 2009

4) Colo-Colo 0×1 Palmeiras, Libertadores 2009

3) Palmeiras 2×0 Coritiba, 1ª final da Copa do Brasil 2012

2) Palmeiras 2×0 SPFC, semifinal do Paulista 2008.

1) Coritiba 1×1 Palmeiras, 2ª final da Copa do Brasil 2012.

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