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Archive for the ‘De nossa lavra’ Category

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Tenho visto muita gente se questionando no twitter se o Palmeiras pode jogar a Copa Sul-Americana em caso de eliminação precoce na Copa do Brasil. Assim, eis um post curto para esclarecer a questão, mas que espera tornar-se inútil ao fim da noite de quarta – e também após eventual encontro com Avaí ou ASA.

Como de hábito, oito brasileiros vão disputar a Sula. Um deles, já definido, é o Sport, campeão da Copa do Nordeste (a Lampions League). Os pernambucanos só precisam ser eliminados de propósito na Copa do Brasil, e muito provavelmente é o que farão.

As outras sete vagas se darão pelo desempenho no Brasileiro do ano passado. Campeão da B, o Palmeiras é o 11º na fila de espera: os seis times da Libertadores estão fora, e temos prioridade sobre os quatro rebaixados. Assim, à nossa frente estão os dez times da A que ficaram no limbo em 2013.

Sendo o 11º na fila, e com sete vagas em jogo, se o Sampaio Corrêa nos eliminar, teremos que torcer para ao menos quatro destes dez times com vantagem sobre nós avançarem até as oitavas (ou seja, superarem a terceira fase). Vai dar? Confira a situação de cada um deles:

1) Vitória – eliminado da CB pelo J. Malucelli/PR, tem vaga certa na Sula

2) Goiás – eliminado da CB pelo Botafogo/PB, também está na Sula

3) Santos – deve avançar para a terceira fase, em que pegará o Londrina

4) SPFC – avançou para a terceira fase, aguardam Bragantino ou Figueirense

5) Corinthians – está na terceira fase; aguarda América/MG ou Bahia

6) Coritiba – classificado à terceira fase. Pega Paysandu ou Sport

7) Bahia – joga a volta da 2ª fase contra o Coelho em casa. Na ida, 0x0.

Obs: notem que se o Bahia avançar pega o Corinthians. Ou seja, necessariamente um dos times à nossa frente avançaria enquanto que outro cairia.

8) Inter – deve chegar à 3ª fase e encontrar Chapecoense ou Ceará

9) Criciúma – eliminado pelo Londrina, está 99% garantido e tem precedência sobre nós

10) Fluminense – está na terceira fase e pega América/RN ou Náutico

Portanto, já “perdemos” três vagas para Vitória, Goiás e Criciúma, e perderemos ao menos mais uma para Corinthians ou Bahia. Restam três, e por isso no máximo dois entre Santos, SPFC, Coritiba, Inter e Fluminense podem ser eliminados.

É bem provável que consigamos esta vaga. O Coritiba está mal, mas ou pegará um Paysandu na terceirona ou um Sport doido para perder. Os outros em geral pegarão adversários bastante fracos. Mesmo assim, se o Palmeiras escrever outra página triste nesta quarta, desistam de secar os rivais paulistas por enquanto. É o jeito de ainda batalhar por algo neste austero sofrido centenário.

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2014 chegou trazendo um cenário que o torcedor brasileiro de um modo geral já está habituado a ver: reapresentação do time, especulações de contratações, trocas de técnicos, equipe concentrada em algum hotel pra preparação para o estadual, tudo isso em um intervalo de 10, 15 dias no máximo. Todo ano é assim, bem como no ano anterior sempre surgem discussões sobre calendário, ali por outubro estamos sempre falando que o planejamento já deveria estar acontecendo, contratações deveriam estar sendo feitas, os jogadores titulares deveriam ser liberados para as férias e que assim possam se apresentar antes e treinar mais… e nada nunca muda.

Neste ano o Palmeiras já tem garantidas pelo menos 57 partidas, não nos esquecendo da paralisação para a Copa do Mundo, sendo que a primeira destas partidas será daqui 3 dias, e o elenco só se reapresentou há 12. O Campeonato Paulista é o torneio estadual mais importante do país, se estende por pouco menos de 3 meses e leva o campeão a uma jornada de 19 partidas (foi reduzido este ano). Para quem em 2013 fez mais uma vez o papel ridículo de disputar uma série B, 2014 além de ano do Centenário é tempo de reafirmação, conquistar o Campeonato Paulista logo na largada seria um bom começo.

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Tendo um intervalo tão curto entre o início da temporada e a primeira partida do Paulistão, alguém acredita que o tempo de preparação seja adequado para enfrentar o campeonato com a importância que deveria? A tempos o torneio é utilizado como pré-temporada, um troféu de tamanha importância jogado em ritmo de treino durante quase toda sua duração.  É verdade que os clubes mais ricos tem condições tecnológicas e financeiras de colocar o elenco em forma durante a competição e igualar o nível dos ‘pequenos’ que estão treinando desde o último trimestre do ano anterior, mas a questão que fica é a seriedade com que é encarado o Paulistão, sabotado pela própria FPF, que poderia ser visto com melhores olhos especialmente por quem já o conquistou 22 vezes. Alterar seu calendário e a quantidade de times que o disputam poderia permitir uma pré-temporada maior e melhor e de quebra mudaria esse descrédito que a taça enfrenta atualmente (basta ver seu novo ‘apelido': Paulistinha).

Mudaria, caso a FPF não estivesse mais preocupada com os votos para garantir a reeleição do presidente e principalmente caso a CBF não resistisse tanto em adequar um calendário nacional melhor para os clubes, torcedores e jogadores obrigando os anunciantes e patrocinadores a reorganizarem suas programações acompanhando o futebol, mas o rabo é muito comprido pra conseguir soltar.

Marco Polo del Nero

A equipe Palmeirense será formada pela base de 2013, adicionada dos novos contratados (William Matheus, Victorino, Lúcio, França, Diogo e Rodolfo), do retorno de diversos emprestados (Patrick Vieira, Mazinho, Wellington, Luiz Gustavo) e possivelmente alguns que ainda vão chegar (Bruno César, Marquinhos Gabriel e talvez Robinho, estes terão um tempo de preparação menor ainda que os demais). O primeiro jogo é sábado (18/01) contra o Linense, no Pacaembu. 

Que comece o Paulistão 2014 e que ao final possamos mais uma vez erguer essa taça. Você acompanha todos os detalhes do torneio aqui no Blog do IPE, como sempre.

A última foi em 2008

A última foi em 2008

Campeonato Paulista 2014

Participantes:
Grupo A – Atlético Sorocaba, Comercial – SP, Linense, Penapolense e spfc.
Grupo B – Aberração Audax – SP, Botafogo – SP, sccp, Ituano e XV de Piracicaba.
Grupo C – Paulista, Portuguesa, Ponte Preta, São Bernardo e santos.
Grupo D – PALMEIRAS, Oeste, Bragantino, Mogi Mirim e Rio Claro.
Início: Sábado, 18/01/2014
Término: Domingo, 13/04/2014
Tabela Completa

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10 anos depois, o Joinville já sabe o que o espera

Então, ASA, você achou que a humilhação de 2002 ficaria impune? Espere só.

Ah, São Caetano, a Copa João Havelange ainda habita nossas mentes. A Libertadores de 2001 não bastou para cicatrizar, por isso aguardem 2013.

É, Atlético Goianiense, vocês estão fritos. Vingaremos a Copa do Brasil de 2010.

Era pra derrubar o técnico? Não importa. Figueirense, vocês verão o que faremos em troca daqueles 6 a 1 de 2006.

Mesmo os vitoriosos anos de 1993 e 1994 tiveram um vexame na Copa do Brasil, não é, Ceará? Vocês tão na roça agora.

Ainda temos o Paulista de 2012 fresco na memória, Guarani. Te cuida.

1989: o ano que não acabou. Até agora. Chega de Bragantine’s 13 anos (e se for o Guaratinguetá a sobreviver, temos cicatrizes com eles também)

A pior campanha dos pontos corridos da série A, e ainda assim o América-RN nos arrancou pontos que custaram uma vaga na Libertadores. Deixa estar.

Vocês foram o último algoz de São Marcos, embora não soubessem. Lembram dos 6 a 1 de 2003, Avaí? Pois vem mais.

Nós quase caindo em 2006 e vocês aproveitaram para nos dar uma surra. Vai ter volta, Paraná.

Muita gente se esqueceu do que vocês fizeram conosco na Copa dos Campeões de 2002. Mas vamos fazer questão de relembrar. Aquilo não ficará barato, Paysandu.

Meu pai esteve uma única vez no Independência, nos anos 60, e viu o América-MG ganhar do Palmeiras. Ele nem é palmeirense, mas fiquei com raiva mesmo assim. Vão pagar caro por isso.

Chapecoense, Boa, Duque de Caxias ou Icasa: nunca os enfrentamos. Vocês ainda não tiveram chance de nos humilhar, mas nem adianta sonhar. Em 2013 já teremos uma vingança preventiva contra futuras Copas do Brasil.

*

Reclamações contra o conteúdo deste e-mail podem ser enviadas para presidencia@palmeiras.com.br

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Bananada de goiaba…

- É, Frizzo, e agora?

- Nem me diga, Tirone. Que tragédia. Não sei o que fazer.

- Acho que vamos ter que procurar um técnico.

- Sem dúvida, eu já liguei na Assistência mas o preço era muito alto.

- Do que você tá falando, cazzo?

- Ué, do ar condicionado que o pessoal quebrou lá na lanchonete.

- Pombas, Frizzo, tô falando do Palmeiras.

- Que que tem o Palmeiras?

- Tamo quase na rabeira e o campeonato já tá acabando. Você não viu? Falaram hoje na TV!

- Calma, Tirone, o Felipão vai se virar bem. Demos pra ele um monte de camarão. Quem não gostaria de ter o Fernandão, que até campeão do mundo naquele time do Sul foi, ou aquele moleque topetudo que veio do Santos que corre pacas?

- Que Felipão, Frizzo? Ele pediu a conta!

- Sério isso? Por quê?

- Falou algo sobre falta de apoio da diretoria, que só ele tinha que resolver tudo. Pra ser sincero, não estava prestando muita atenção, estava quase passando de fase no Angry Birds. Pior que ele me atrapalhou, deixa ver se agora eu consigo.

- Ô Tirone, presta atenção, homem. Se não era o Felipão no banco contra o Curintia, quem era?

- Sabe que a pergunta é boa? Sei lá, o Murtosa?

- Acho que o Galeano deve saber, deixa eu ligar pra ele (…) Ô Galeano, beleza? Passa aqui na sala do Tirone prum café, ele trouxe um blend sensacional lá da Europa (…) Quê? Você não tá mais no Palmeiras? Pô, ninguém me fala nada! Tá bom, obrigado por tudo.

- E aí, ele vai querer açúcar ou adoçante? Vou colocar o mesmo pra mim, não consigo me decidir.

- Ele vazou também. Acho que não tem jeito, presidente, vamos ter que começar a resolver as coisas nós mesmos.

- Caramba, logo agora que a eleição tá chegando?

- Falar nisso, lembra que você me prometeu que eu posso escolher o novo assistente geral de supervisão do departamento de peteca sênior, hein?

- Putz, o Giannini tinha me pedido isso também. Podemos decidir isso depois?

- Tá, vamos falar da vinda do técnico então.

- Caramba, você insiste nisso, hein, Frizzo? Foi tão feio assim no restaurante?

- Não, Tirone, o do Palmeiras!

- Ah é, desculpa. Eu gosto do Leão, que tal?

- O Palmeiras não é zoológico pra ter Leão. Além do quê, ele não tá no São Paulo?

- É, tem razão, deixa pra lá. Temos que respeitar o coirmão. Aliás, senhora Rose, ô Rose, eta secretária surda, você mandou entregar aquele Black Label que eu trouxe da Europa pro Juvenal?

- Pituca, para de mudar de assunto, o troço é sério.

- Tá, tá, que saco. Não sei, não conheço nenhuma outra opção. Eu gosto do Leão.

- Que tal o Jorginho?

- Muito burro. Trocar a Débora pela sem graça da Nina? Prefiro até a Carminha, ela podia ser uma boa gerente aqui.

- Não, Tirone, é um que parece que trabalhou um tempo aqui e…

- Já passou por aqui? É esse mesmo, faz duas semanas que eu não contrato nenhum ex. Sabe que depois do tal Leandro o empresário do Gladstone não para de me ligar? Só falta acertar salário, você acha que 150 mil ia ofender? Melhor 200, né?

- Então, meu sobrinho disse que o Jorginho tá empregado.

- Ih, complicou. Por que tudo é tão difícil? Alguém vai ter que ligar pro presidente do clube dele!

- Presidente, não é por mal, mas acho que o melhor seria você fazer isso.

- Eu? Tá louco?

- Só pra perguntar se tem multa, coisa e tal.

- De jeito nenhum, o Mustafá mandou eu não pagar multa alguma e você sabe como ele fica bravo se a gente desobedece.

- Melhor falar com o jurídico então, quem sabe eles contornam isso?

- É, boa ideia, vou ligar lá (…) Oi, Piraci, tudo bem? Preciso de ajuda (…) Não, homem, pra que que eu quero 30 ingressos? Pra ver esse time aí? Não, quero saber se podemos tirar um técnico de outro clube (…) Ah, tá (…) OK, depois eu decido, agora não sei.

- E aí?

- Não entendi direito, acho que ele falou que é só endemizar o time dele. Esquece, muito complicado.

- Então tem que ser alguém sem clube.

- Isso, muito mais fácil. Eu gosto do Leão, mas deve ter gente boa, né?

- Ah, claro. Por sorte pedi a um filho de conselheiro pra preparar uma lista de nomes, ele só pediu 10 mil.

- Boa, garoto. Quem tem nessa lista?

- Joel Santana.

- Não falo inglês, próximo.

- Vágner Mancini.

- Aquele do restaurante?

- Esquece. Jair Picerni.

- Hmmm, pode ser, depois eu decido. Tem outros?

- Tem sim. Olha esse, Guardiola. Acho que esse moleque tava de sacanagem.

- Ô Frizzo, e o Dunga, já tem time? Cara bravo, decidido, gosto de gente como eu.

- O Palmeiras não é circo pra ter anão, Tirone, vamos voltar aqui pra lista. Só sobrou um nome, Falcão. Posso descartar, né? O Palmeiras não é viveiro pra ter Falcão.

- Não, espera aí. Eu gosto dele, “I´m not dog no”…

- Ô Tirone, tem certeza que estamos falando da mesma pessoa?

- Sei lá, Frizzo, que saco, acho que vou trazer ele mesmo. Depois eu decido. Tô com fome, vambora.

- Tá. Cantina ou churrascaria?

- Precisa decidir agora?

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Por Claudio RK

26 de agosto, uma data sagrada para todos nós de coração verde. Dia de celebrar o time pelo qual sofremos, pelo qual cantamos, com o qual nos emocionamos dia após dia. Se é fato que no último dia do ano que passou tivemos um revés dolorido, também é verdade que temos motivos para comemorar; afinal, aleluia!, o Palmeiras nos deu um ótimo presente no último 11 de julho. Com a vaga garantida na Libertadores e o estádio caminhando a passos largos, temos motivos para acreditar num bom 99º ano, aquele que será o da preparação do centenário. Que o clima pré-eleitoral não contamine o ambiente dentro de campo, o melhor em muito tempo (mesmo com os tropeços recentes).

O aniversário do Verdão merece um post especial. Em 2011, fizemos uma lista dos 97 maiores jogadores que os redatores acompanharam; agora, vamos a uma lista dos 98 grandes jogos que marcaram a vida deste redator. Tem jogo que eu estava lá, tem jogo que foi pela TV. Tem título, tem goleada, tem muito Derby, tem até uma ou outra decepção. Mas, se cada jogo do Palmeiras tem um significado próprio, estes são ainda mais especiais. Confira e veja se cada um deles também não lhe tocou de alguma forma.

Critérios? Só houve uma autoimposição: que houvesse ao menos um jogo de cada ano a partir de 1988, quando cheguei aos 10 anos. A ordem é bastante subjetiva, às vezes um jogo de meio de campeonato traz uma lembrança maior que um título, mas no fim todos os campeonatos de que o Verdão participou nos últimos 25 anos estão aí, até amistoso tem. Faça sua lista e divida conosco, você verá como é difícil fazer um ranking. Por ora, reviva esses grandes momentos:

98 2×0 SPFC (Paulista 1990) 84 0x0 Vasco (volta, final BR 1997)
97 3×2 Vasco (BR 2007) 83 2×1 Cruzeiro (BR 2009)
96 2×1 Flamengo (BR 2009) 82 4×0 SPFC (BR 1992)
95 4×3 Portuguesa (Série B 2003) 81 5×2 Cerro Porteño (Libert. 1999)
94 5×1 Fluminense (BR 1996) 80 1×0 Corinthians (Libert. 1999)
93 5×1 Mogi (Paulista 1995) 79 4×2 SPFC (Rio-SP 2002)
92 3×1 Santos (BR 2009) 78 3×1 Juventude (BR 1999)
91 6×0 Botafogo (BR 1999) 77 1×0 Corinthians (1º turno BR2007)
90 4×3 Portuguesa (Paulista 1999) 76 2×0 São Caetano (Paulista 2003)
89 2×0 Corinthians (Paulista 1993) 75 5×2 Bragantino (Paulista 2008)
88 6×0 Grêmio (BR 1999) 74 4×1 Atlético-MG (Mercosul 2000)
87 3×1 Corinthians (Paulista 1995) 73 3×0 Fluminense (BR 2002)
86 1×0 Inter (quadrangular BR 1997) 72 1×0 Corinthians (2º turno BR 2007)
85 2×1 SPFC (BR 2004) 71 7×0 Racing (Mercosul 1999)
70 2×1 Corinthians (BR 2011) 60 3×1 Cruzeiro (final Mercosul 1998)
69 7×3 Cruzeiro (Mercosul 1999) 59 1×1 Flamengo (BR 1988)
68 6×1 Borussia (amistoso 1996) 58 1×0 São Caetano (Libert. 2001)
67 5×0 Nacional (Mercosul 1998) 57 1×0 Corinthians (BR 2006)
66 3×1 SPFC (BR 2006) 56 3×1 Atlético-MG (BR 2009)
65 1×0 Ponte Preta (final Paulista 2008) 55 2×0 Corinthians (Paulista 1988)
64 4×0 Corinthians (BR 2004) 54 4×3 Santos (Paulista 2010)
63 2×1 SPFC (BR 2000) 53 3×0 Corinthians (Paulista 2007)
62 2×0 Corinthians (Paulista 1989) 52 2×1 Corinthians (Paulista 1994)
61 2×0 Santos (Paulista 1996) 51 2×1 Sport (C. Campeões 2000)
50 1×0 Olimpia (semi Mercosul 1998) 40 3×2 SPFC (Paulista 1994)
49 3×0 Corinthians (BR 2009) 39 5×1 Grêmio (oitavas Libert. 1995)
48 3×1 Corinthians (Paulista 1996) 38 2×0 Sport (1ª fase Libert. 2009)
47 2×1 Corinthians (Paulista 1991) 37 3×1 Peñarol (oitavas Libert. 2000)
46 2×1 Guarani (semifinal BR 1994) 36 2×0 Corinthians (final Rio-SP 1993)
45 0x0 Corinthians (final Rio-SP 1993) 35 4×0 Vasco (final Rio-SP 2000)
44 1×0 Botafogo (oitavas CB 1998) 34 3×0 Vitória (Sul-Americana 2010)
43 3×1 Grêmio (semifinal CB 1996) 33 2×1 Santos (semi Paulista 1999)
42 0x1 Manchester Utd (Mundial 1999) 32 3×2 Fluminense (BR 2005)
41 1×0 Corinthians (Paulista 1992) 31 2×0 Grêmio (semi CB 2012)
30 2×0 Marília (fase final série B 2003) 20 2×0 SPFC (quadrangular BR 1993)
29 2×2 Cruzeiro (Libert. 2001) 19 1×0 Colo-Colo (Libert. 2009)
28 2×2 Santos (semi CB 1998) 18 6×0 Santos (Paulista 1996)
27 6×1 Boca (Libert. 1994) 17 1×0 Cruzeiro (final Mercosul 1998)
26 5×0 Ponte Preta (final Paulista 2008) 16 2×0 Coritiba (final CB 2012)
25 1×1 Vasco (oitavas Libert. 1999) 15 3×0 River (semi Libert. 1999)
24 2×2 Boca Juniors (ida, Libert. 2001) 14 4×2 Vasco (oitavas Libert. 1999)
23 1×0 Vitória (final BR 1993) 13 2×0 Vitória (final BR 1993)
22 2×2 Boca Juniors (ida, final Lib 2000) 12 1×1 Corinthians (final BR 1994)
21 0x1 Sport (oitavas Lib. 2009) 11 2×0 Corinthians (4ªs Libert. 1999)

E agora, o Top 10:

10. Palmeiras 2xo São Paulo (semifinal do Paulistão 2008)uma vitória que pareceu exorcizar anos de frustrações, especialmente contra o rival. A classificação não apenas encaminhava o primeiro título do século, já que ninguém imaginava perder para a Ponte, como também foi encarada como o ponto zero da retomada das conquistas do Verdão. No fim, não foi desse jeito – ficamos só no Paulista mesmo – mas mesmo assim foi um jogo de lavar a alma.

9. Sport 1×2 Palmeiras (jogo do acesso da Série B 2003) – jogo que marcou o fim de um pesadelo que, cremos, jamais voltará a se repetir. Em Garanhuns, “à luz dos vaga-lumes”, como disse Marcos, o Palmeiras saiu do fundo do poço e fez milhões de torcedores sentirem um alívio ímpar.

8. Coritiba 1×1 Palmeiras (final da Copa do Brasil 2012) – assim como no caso do São Paulo, outro triunfo para apagar o passado, mas este ainda mais importante: era a decisão de um título nacional, era a vaga na Libertadores, era o êxito dos renegados, era o buzinaço há tanto aguardado.

7. Palmeiras 0x2 Corinthians (quartas-de-final da Libertadores 1999) – o Palmeiras quase deixa escapar uma vaga que parecia próxima após os 2 a 0 na ida, mas o arquirrival também tinha um grande time. Nos pênaltis, São Marcos brilhou na frente dos peladões (pode clicar sem medo!) Dinei e Vampeta e a torcida respirou mais do que aliviada: o sonho da Libertadores continuava vivo.

6. Corinthians 1×3 Palmeiras (1ª final do Brasileiro 1994) – uma partida de gala de Rivaldo, mas não só dele. O Palmeiras que tudo ganhou durante dois anos sairia de cena com uma imensa conquista em cima dos fregueses de ontem, hoje e sempre. No jogo seguinte, foi cumprir tabela e gastar os poucos rojões que sobravam.

5. Palmeiras 2×0 Cruzeiro (final da Copa do Brasil) – um estádio tenso que explodiu em ondas à medida que as pessoas percebiam que a bola impossível de Oséas havia mesmo entrado no gol. Sim, Felipão havia cumprido a primeira parte da promessa, e o futuro parecia ser ainda mais brilhante. A América era questão de tempo.

4. Palmeiras 3×2 Corinthians (semifinal da Libertadores 2000) – se em 1999 os dois times eram parelhos, dessa vez o arquirrival era superior. Isso no papel; na prática, o Verdão se desdobrou para alcançar uma virada incrível (no começo do segundo tempo, o Corinthians vencia por 2 a 1 após a vitória por 4 a 3 na ida). Numa disputa de pênaltis que punha goleiros do quilate de Dida de um lado e Marcos do outro, coube a Marcelinho o infortúnio (ou não) do erro fatal. O Palmeiras novamente negava ao rival a chance do título e se encaminhava para o bi, que pode não ter vindo, mas deu àquela competição uma lembrança histórica.

3. Palmeiras 2×1 Deportivo Cali (final da Libertadores 1999) – pode ser injusto não colocar esta partida num lugar melhor, mas é porque infelizmente não pude estar no Palestra na noite mágica em que a América foi enfim pintada de verde. Após Vasco, Corinthians e River, a final parecia o menor dos obstáculos, mas não há conquista sem suor, e assim tivemos que esperar até o décimo pênalti para atingir o topo do continente.

2. Palmeiras 4×2 Flamengo (quartas-de-final da Copa do Brasil 1999) – uma das viradas mais incríveis da história do futebol nacional. Saímos perdendo com um minuto, empatamos, levamos o 2 a 1 que nos forçava a conseguir mais três. O empate até veio rápido, mas Euller só conseguiu nos salvar após os 44 minutos, com dois gols surreais. Aquele dia quem venceu não foi o time, foi o estádio todo; jamais vi comunhão igual entre torcida e atletas, no maior jogo da Era Felipão. Após o gol decisivo, um torcedor gritou para mim e um amigo: “Eu não acredito!”. E meu amigo rubronegro balançou a cabeça num sorriso amarelo e disse apenas “eu também não”. Inesquecível!

1. Palmeiras 4×0 Corinthians (final do Paulista 1993) – o jogo de nossas vidas, aquele que nos emociona só de lembrar e que levaremos para o túmulo como a maior de nossas memórias.

Os colegas do blog também têm suas listas, vamos a elas:

Álvaro 8/80

1 – Palmeiras 2 x 1 Deportivo Cali – uma grande, solitária e silenciosa comemoração.

2 – Palmeiras 4 x 1 SPFC - 2008 – último jogo antes de saber que eu seria pai, pq não te calas, rogéria?

3 – Palmeiras 2 x 1 Santa Cruz – 2006 – depois de um longo calvário a primeira vitória naquele BR, usei a camisa do Palmeiras a cada dia desde a primeira partida do campeonato até essa vitória.

4 – Palmeiras 2 x 0 Corinthians – 1999 – chupem mais um pouco

5 – Palmeiras 4 x 2 Flamengo – 1999 – felicidade gratuita, misturada com orgulho de ver que o time era capaz

6 – Palmeiras 3 x 2 Corinthians – 2000 – ave São Marcos

7 – Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta – 2008 – primeiro e único jogo no estádio com meu Pai e com parte da horda, valeu a viagem e rendeu a história de ‘torcedor de final’…

8 – Palmeiras 3 x 0 Corinthians – 2007 – ver o Edmundo jogando daquele jeito de novo foi especial

9 – Palmeiras 1 x 1 Coritiba – 2012 – o resgate do orgulho foi digno de nota, já nem parecia que algum dia o Palmeiras tinha sido campeão de alguma coisa importante

10 – Sport 1 x 2 Palmeiras – Garanhuns, 2003 – impensável ter um jogo de série B como inesquecível, ali o torcedor fortaleceu seu amor, tipo um namoro que passa por uma crise dolorida e volta mais forte… afinal, temos honra.

Pedro Ivo

1 – Palmeiras 4×0 Corinthians – Final do Paulista 93 – O fim das (até então) intermináveis chacotas.

2 – Palmeiras 2×1 Deportivo Cali – A vitória mais importante que presenciei do Palmeiras em toda minha vida.

3 – Palmeiras 4×2 Flamengo – CB1999 – Lembro de ter ido a este jogo após muita insistência de um amigo. Aos 40 do segundo tempo, com o Palestra abarrotado de gente e com o placar apontando 2×2, comecei a me encaminhar para as proximidades da saída a fim de evitar tumulto. Foi então que um torcedor que nunca havia visto na vida virou para mim e disse: “Não vai embora não, que o jogo vai terminar 4×2.” Dito e feito. Foi o jogo mais emocinante que assisti in loco em toda minha vida.

4 – Palmeiras 2×0 Cruzeiro – Final CB98 – Nas arquibancadas vermelhas do Morumbi o pessoal só gritou gol porque viu o povo lá do outro lado explodindo de alegria!

5 – Palmeiras 3×1 Corinthians – 1o. jogo Final BR 94

6 – Palmeiras 6×0 Santos – Paulistão 96 – Para um Palmeirense nascido e criado em Santos, essa vitória teve um gosto que só entende mesmo quem cresceu convivendo com a torcida santista.

7 – Palmeiras 3×2 Corinthians – Libertadores 2000 – Correu Marcelinho, bateeeeeuuuu…. MAARRRRRCOOOOSSSS!!!

8 – Palmeiras 3×0 River Plate – Libertadores 99 – Lembro de cada detalhe desta partida. Desde a chegada ao estádio, 3 horas antes do início, até o apito final. Toda a movimentação, o clima nas arquibancadas. Uma partida e uma festa memoráveis. Da posição que eu estava na arquibancada, o gol do Alex foi ainda mais bonito do que na TV.

9 – Palmeiras 2×0 Corinthians – Libertadores 99

10 – Palmeiras 1×0 Cruzeiro – Copa Mercosul 98 – Nem tanto pelo título em si, mas mais porque foi a última vez em que fui com meu pai ao estádio.

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“É hoje”, eu havia ouvido três vezes, e ainda não eram sete da manhã. E é isso mesmo: céu ou inferno, o sorriso bobo estampado no rosto por uma semana pelo maior momento desde 1999 ou a terrível decepção pela maior tristeza desde 2002. Hoje não há meio-termo.

Hoje podemos fazer uma comparação que parecerá descabida ao leitor mais velho, que viveu tempos de bonança e vacas magras: a partida desta noite não tem paralelo com a outra final da Copa do Brasil que vencemos; importante, mas na prática tratada como o passaporte para a Libertadores (e o resto é outra bela história). Afinal, nos cinco anos anteriores tínhamos amealhado três Paulistas, dois Brasileiros e um Rio-São Paulo.

Hoje o Palmeiras pode quebrar um jejum de mais de década (o Paulista de 2008 foi mais um momento de renovar esperanças no futuro do que a comemoração pelo título em si). Mais que isso: pode dar a toda uma geração de pequenos torcedores sua primeira grande alegria. Penso naquele japonesinho que retratou a decepção da Sul-Americana e em tantos moleques que vi nos últimos dias com o manto verde, e não tem jeito: é a partida de suas vidas.

Hoje, tomara, eles terão seu 12 de junho de 1993, como eu e você tivemos. Não vamos comparar Evair com Betinho, Mazinho com Mazinho, nem Corinthians com Coritiba, não faz sentido. Porém a ansiedade e o brilho nos olhos de quem será responsável por manter o Palmeiras grande nas décadas por vir, esses possivelmente serão iguais.

Hoje às dez da noite todas as histórias e números que desfilamos nos últimos dias ficam de lado. É hora de sentir medo, de passar nervoso, de sofrer desesperadamente durante quase duas horas, e de ao final se libertar de todas as dores acumuladas, porque hoje tem que dar tudo certo.

Hoje palmeirense nenhum dorme.

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Almas gêmeas

Anos 90: a saudade que bate cá, também bate lá. Foto: gremio1983.blogspot.com

Já faz alguns anos que os palmeirenses, ao se referirem ao jejum de títulos que a cada ano só faz aumentar, citam um tal processo de botafoguização (cuja variante é o Atlético-MG), querendo dizer que, como os alvinegros carioca e mineiro, vemos o time ser considerado cada vez mais azarão à medida em que as taças se tornam escassas – sem levar em conta que os coirmãos levaram respectivamente dois e três estaduais neste século, contra um nosso.

A comparação é errada: há um time que se aproxima mais do Palmeiras que o Galo e o Glorioso, e trata-se justamente de quem vamos enfrentar em dois duelos viscerais a partir desta quarta. Sim, senhores, é o Grêmio a alma gêmea do Verdão.

Senão, vejamos: times que tiveram uma gloriosa década de 90 – que muitas vezes fê-los ter seu destino entrelaçado – mas que neste início de século XXI foram totalmente ofuscados por seus arquirrivais. O Inter, que não tinha conquistas continentais até então, igualou as duas Libertadores e o Mundial que os tricolores ostentam e ainda pode jogar na cara uma Sul-Americana de brinde, fora terem levantado oito Gauchões contra quatro. Nós, melhor nem falar. Nesse sentido, o Botafogo ainda pode lamentar alguns títulos de Fla, Flu e Vasco, enquanto o Galo chorar a tríplice coroa cruzeirense de 2003, mas seus rivais não tiveram longos períodos de sucesso, e eles próprios já vinham de anos 90 de poucos triunfos.

De mais a mais, ao contrário dos alvinegros, apesar de (como eles) terem sido rebaixados, Palmeiras e Grêmio colecionaram algumas boas campanhas de Brasileiro que os levaram a algumas Libertadores – possibilidade que cariocas e mineiros não tiveram. Nós chegamos a semifinalistas e quadrifinalistas; eles avançaram até um vice.

Na Copa do Brasil, aí sim uma diferença relevante: enquanto nós estreamos em semifinais neste século, eles já têm uma taça (ainda bem: foi contra o Corinthians) e outra semifinal. Mesmo assim, se nós temos o ASA, eles têm o XV de Novembro de Campo Bom; se nós temos o Atlético-GO, eles têm… o Atlético-GO!

Tudo isso para chegar ao ponto: a pressão que uma equipe sofre nesta semifinal, a outra sente igual. Talvez seja um pouco pior para nós, já que este ano todos os rivais ainda estão na briga, enquanto o Inter já deu adeus à Libertadores. Claro que nem por isso a torcida gremista se dá por satisfeita, e cobrará a classificação, como nós também a exigimos.

Assim, quando a bola rolar no Olímpico, ela terá o peso de anos de insucessos de parte a parte. A busca da redenção é a mesma para os dois, e é por isto que o Palmeiras ao menos por enquanto deve esquecer o que ocorreu até aqui no Brasileiro (que é sim quase desesperador, mas não mudará até quinta) e esquecer que um tem vencido e outro perdido; isto pouco importa agora. Afinal, seu adversário é seu espelho, e a sombra da eliminação os assusta tanto quanto a nós. Neste duelo, amigos, vencerá o mais altivo. Que o Palmeiras rapidamente lamba suas feridas e saiba se lembrar de seus tempos de conquistas.

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368 vezes

Como o site oficial do Verdão já informou, neste domingo Felipão chegará a 368 partidas na casamata verde e se tornará o segundo técnico que mais vezes comandou o Palmeiras, superando Vanderlei Luxemburgo e ficando apenas atrás de Oswaldo Brandão, com 580.

Dificilmente o gaúcho alcançará a marca do velho mestre Brandão, que além de recordista em número de jogos, também o é em termos de tempo entre a estreia (1945) e a despedida (1980) durante suas cinco passagens. Mesmo assim, é uma marca invejável, que liga de maneira indissolúvel o comandante da Copa de 2002 (e da Libertadores de 1999, da Copa do Brasil e da Mercosul de 1998, do Rio-São Paulo de 2000 e alguns torneios amistosos, bem como vices também relevantes) ao nosso clube.

Por isso, separamos aqui 10 momentos que mostram por que Felipão será sempre lembrado no Palestra Itália. O mais interessante é que deixamos muita coisa de fora, por isso cada torcedor pode lembrar de vários que não figurem aqui. Por ora, fiquemos com estes:

10. Palmeiras 4 x 0 Vasco, 1/3/2000 (final do Torneio Rio-São Paulo)

O Palmeiras já tinha vencido a primeira partida e dominou amplamente a segunda. Foi uma conquista até tranquila, sem a tensão que anos de Felipão já nos tinham ensinado a viver. Mas foi a (até aqui) derradeira taça erguida pelo nativo de Passo Fundo no Verdão, por isso entra no Top 10.

9. Palmeiras 3 x 0 Vitória, 18/8/2010 (volta da 1ª fase da Copa Sul-Americana)

Era apenas a oitava partida após o retorno de Felipão, e a primeira decisão de mata-mata – e havíamos começado mal, perdendo por 2 a 0 para os baianos. Naquela noite, porém, Tadeu e Assunção brilharam, e o palmeirense foi dormir sonhando com novas jornadas épicas que remetesse àquele fim de século XX tão glorioso. É verdade que até agora continuamos sonhando, mas o ano começou bem, quem sabe? De toda forma, queríamos nesse ranking ao menos um momento desta segunda passagem, e esse nos parece o mais marcante.

8. Palmeiras 7 x 0 Racing, 5/8/1999 (1ª fase da Copa Mercosul)

Esta partida entra na lista por ser a maior goleada do Palmeiras em jogos oficiais sob a batuta de Felipão. Naquele ano de 1999 o time estava particularmente inspirado: depois destes 7 a 0, viriam dois 6 a 0 (sobre Grêmio e Botafogo) e um 7 a 3 sobre o Cruzeiro. Antes disso, não custa lembrar o massacre de 5 a 0 sobre o Nacional em Montevidéu, e um 5 a 0 sobre o Santos.

7. Inter 0 x 1 Palmeiras, 6/12/1997 (Quadrangular semifinal do Campeonato Brasileiro)

O jogo já não valia nada, pois o Verdão tinha se classificado à decisão na rodada anterior. Porém, escolhemos este jogo como demonstração de que aquela equipe de Felipão era capaz de feitos muito difíceis – tanto que esta vitória (com o time reserva) foi a última que conquistamos no Beira-Rio, estádio que é uma asa negra de nossa equipe.

6. Palmeiras 1 x 0 Cruzeiro, 29/12/1998 (final da Copa Mercosul)

No vestibular para a Libertadores, o Palmeiras foi aprovado com louvor. Uma bela campanha, que incluiu um aproveitamento de 100% na primeira fase, a goleada no Nacional, sangue e porrada no Paraguai e ainda a eliminação do Boca Juniors, terminou em três batalhas duras contra o Cruzeiro. No fim e quase no revéillon, deu Verdão.

5. “Tem que ter raiva dessa p#$%# de Corinthians” (dias após a derrota por 4×3 na Libertadores de 2000)

Felipão em seu estado mais puro. Como vimos, funcionou…

4. Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro, 30/5/1998 (final da Copa do Brasil)

Felipão fora contratado para dar a Libertadores ao Verdão, o que incluía no caminho o título da Copa do Brasil. Quase que a vaga veio antes, mas o Palmeiras não conseguiu superar o Vasco de Edmundo e Evair na final do Brasileiro de 1997. Dessa vez, porém, não teve jeito: o time quase gremista de Felipão, com Arce (que, em preparação para a Copa, não estava na final) e Paulo Nunes, cumpriu sua missão. Houve percalços – a classificação para as quartas, contra o Botafogo, foi dramática, e passamos pelo Santos graças à regra dos gols fora – mas, se não fosse assim, não seria tão bom.

3. Palmeiras 2 x 1 Deportivo Cali, 16/6/1999 (final da Taça Libertadores da América)

O quê? A partida que trouxe uma taça tão reluzente apenas em terceiro? Pois é, e isso prova quantos momentos inesquecíveis aquela equipe nos trouxe. Tiramos o Vasco no Rio, o Corinthians nos pênaltis, o River com show, mas o maior sofrimento, claro, veio quando menos se esperava. Esse jogo entra na lista simbolizando toda aquela campanha que culminou em máscara de japonês.

2. Palmeiras 4 x 2 Flamengo, 21/5/1999 (partida de volta das 4ªs-de-final da Copa do Brasil)

Um jogo épico de idas e vindas em que o Palmeiras mostrou uma força e disposição que um time que vivia uma maratona parecia não ter mais. Costumo dizer que esse jogo mostrou uma comunhão entre time e torcida como jamais vi; nunca a arquibancada empurrou tão fortemente o Verdão como naquele segundo tempo. E esse é possivelmente o maior legado de Felipão.

1. Palmeiras 3 (5) x 2 (4) Corinthians, 6/6/2000 (partida de volta da semifinal da Libertadores)

Um jogo épico de idas e vindas em que o Palmeiras não só mostrou força e disposição novamente incomuns, como ainda deixou, pela segunda vez seguida, seu maior rival pelo caminho na Libertadores. Porém, em 1999 o Palmeiras dispunha de uma constelação e a vaga era plenamente factível – ainda mais com o brilhante desempenho de Marcos. Em 2000, contudo, o Corinthians veio ainda mais forte para encarar um Palmeiras que alinhava o ataque com Pena, Marcelo Ramos e Euller, e por isso a missão era muito mais complicada. E perdemos o primeiro jogo. E chegamos a estar perdendo o segundo. E buscamos forças para virar. E os cobradores de pênalti não se intimidaram diante de Dida. E o Palmeiras deu à sua torcida uma de suas noites mais especiais. E Felipão, que sairia menos de um mês depois, arranjou outro motivo para entrar para a história.

Bonus track: a “turma do amendoim”

Mesmo que não tivesse ganho nada pelo clube, Felipão teria seu lugar na eternidade. Afinal, ele cunhou a expressão conhecida de 10 entre 10 torcedores, e que se tornou quase uma instituição do Palmeiras.

O curioso é que o termo nasceu após uma partida que pouca gente se lembra: uma vitória por 2 a 1 contra o Guarani pelo Paulistão, em 21/3/1999. Veja aqui a discreta matéria da Folha do dia seguinte, que falava da reclamação de Felipão em relação à torcida. Quem diria que essa singela declaração entraria para o folclores do futebol nacional?

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“Não podia fazer uma parceria com os ingleses. Lá seriam hooligans ou chá da tarde. Também não daria no Japão. A similaridade da nação corintiana é a chinesa, um povo extremamente emotivo, trabalhador, sofrido. É triste eles não terem um futebol à altura do ping-pong, do badminton, do tênis de mesa. Queremos levar o talento lá e trazer os jovens para se aprimorarem aqui. O primeiro passo é a vinda do Zizao. Eles são loucos como a gente. Apaixonados por futebol. Imagine quando descobrirem tudo isso? Vou vender mais camisas lá na China do que aqui.”

Juro que não é implicância com o Corinthians, até porque temos um frasista de mesmo nível no Palmeiras. Mas alguém já leu tanta bobagem junta?

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A peça que falta

Pela primeira vez em bastante tempo, o Palmeiras tem um plantel numeroso. Podemos discutir a qualidade técnica de várias dessas opções, mas ao menos é possível variar taticamente a equipe, buscando opções distintas de jogo. E se no fim o que resolver forem as cobranças de falta de Assunção, qual o problema? Azar de quem não tem esse recurso.

A peça que falta para o grupo é Wesley. Não que ele seja um craque indiscutível, e nem virá por um preço baixo (se é que vai vir mesmo, mas nos parece que não tem como dar chabu), mas é sem dúvida um bom jogador, atleta que contribui para o grupo e que daria velocidade ao meio-de-campo verde, algo que nos falta hoje.

Esqueçamos as constantes lesões de Valdivia e a cirurgia de Luan, e façamos de conta que Felipão tenha à disposição todos os jogadores do grupo. Nesse caso, este redator escalaria a equipe com Deola (que precisa fazer sua parte); Cicinho, Thiago Heleno, Henrique, Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Wesley, Daniel Carvalho; Valdivia, Barcos. No banco, Bruno, Arthur, Chico, Patrik*, Luan, Maikon Leite, Fernandão.

É um banco meio ofensivo demais, especialmente para os padrões de Felipão, porém não nos esqueçamos que Arthur era originalmente zagueiro e pode fazer essa função (Chico também pode quebrar um galho). A entrada de Luan ou Leite pode fazer Valdivia voltar ao meio-de-campo. O asterisco em Patrik significa que ele pode ser substituído por João Vítor, Carmona, Román, Gerley ou Leandro Amaro que não fará muita diferença.

E você, faria algo muito diferente? Seja Felipão por um dia e mande sua escalação.

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