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Arquivo da categoria ‘Estudos’

9 Noves para o Verdão

Walter já sabe comemorar de verde

Walter já sabe comemorar de verde

Kléber volta para o Porto ou fica? Não importa muito. Com ou sem a permanência do desajeitado atacante, o Palmeiras continua procurando um fazedor de gols, algo que não tem há muito tempo. Quer dizer, tinha um até alguns meses atrás, mas… bom, não importa.

(Em tempo, a aposta em Kléber foi válida. Não deu certo, paciência, acontece)

Para ajudar a diretoria nessa busca, apresentamos aqui nove opções dentro do perfil desejado (isto é, se possível de preço acessível, mas com algumas mais caras. Se tem dinheiro pra contratar Mendieta, deve ter para um avante). Como a ideia é buscar soluções diferentes, descartamos nomes já bastante ventilados pela mídia, como Ricardo Oliveira, Allan Kardec ou Rafael Moura, mas temos desde soluções convencionais até inusitadas. Vale também dizer que, se quisermos algum rival da série B, temos que correr: os artilheiros, como Lincom (Bragantino), Bruno Rangel (Chapecoense) ou Ronaldo (JEC) já fizeram seis jogos. Mais um e não poderemos contratá-los. 

Sabemos que algumas dessas sugestões parecem (ou são mesmo) esdrúxulas, mas queremos mostrar que, com um pouco de afinco, pode-se garimpar algum nome realmente adequado. Se ainda assim os homi não se dispuserem a ir atrás, fiquem com nossas dicas:

  1. Fernando Baiano – terceiro artilheiro do Paulistão, atrás apenas de Neymar e William (e jogou menos partidas que ambos). É uma alternativa barata, pois o São Bernardo não é lá um time muito rico, além de só ter a Copa Paulista pela frente este ano. Sugestão: oferecer três ou quatro jogadores para empréstimo no Estadual do ano que vem. Bom correr: rivais de série B como o Figueirense já o sondaram.
  2. Walter – o pernambucano de 23 anos está no Goiás por empréstimo, pois pertence ao Porto. Talvez seja complicado conseguir a rescisão com o esmeraldino, mas pode valer a pena. O atacante é da pá virada, porém tem tudo para cair rapidamente nas graças da torcida.
  3. Souza – o reserva do Bahia? Aquele que o Corinthians comemorou quando despachou? Sim, ele mesmo. Motivo de chacota por motivo de chacota, já temos diversos outros. Para a série B, um cara que tem média de 0,5 gol por jogo nos últimos três anos de série A – mesmo contando pênaltis – deve estar mais que bom.
  4. Afonso Alves – lembra daquele atacante que chegou a fazer algumas partidas pela Seleção? Pois é, ele tem 32 anos, está no Al-Gharafa do Catar e seu contrato vai só até setembro. Seria uma aposta relativamente barata.
  5. Emanuel Gigliotti – um novo Barcos, quem sabe? O argentino de 26 anos e 1,86m é o vice-artilheiro do Clausura jogando pelo modesto Colón, com 10 gols em 17 jogos. Passou por vários clubes, entre os quais o Novara, pelo qual jogou na segundona italiana e ao qual pertence até hoje. Outras opções vindas da Argentina são Santiago Silva e Lucas Viatri, ambos recém-colocados na lista de dispensas do Boca.
  6. Bruno Mendes - o jovem atacante revelado pelo Guarani está na reserva do Botafogo. Talvez possa vir por empréstimo, ou – seria a sorte suprema – em negociação incluindo Valdivia, por quem o Glorioso já manifestou interesse. O lado ruim é que o garoto de 18 anos não vem sendo um matador como pareceu ano passado; este ano foi às redes somente duas vezes.
  7. Nicolás Castillo – vice-artilheiro do Sul-Americano sub-20, o chileno já recebeu até uma chance na Seleção principal. O problema é a boa posição de seu time, a Universidad Católica, no Chilenão. Time em crise perde jogadores mais facilmente…
  8. Jack McInerney - uma aposta ousada, mas provavelmente melhor que Wesley. É um ianque de apenas 20 anos que lidera com folga a artilharia da MLS, o Americanão. Já passou pelo sub-17, sub-20, agora faz parte do sub-23 mas já foi pré-convocado pelo técnico do time principal, Jürgen Klinsmann, para a Copa Ouro do mês que vem. Seria muito difícil arrumar uma parceria para tirá-lo do Philadelphia Union e fazer uma grande jogada de marquetchim?
  9. Marta – se nada mais funcionar, quem sabe? Pior que Caio e Vinicius não deve ser.
  10. Pato – não, peraí. Pra entrar nessa lista tem que fazer gol.
Yankee, come home

Yankee, come home

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Com 71 pontos, o São Caetano/2012 teria sido campeão em 2007, mas nem subiu

Com 71 pontos, o São Caetano/2012 teria sido campeão em 2007, mas nem subiu

A missão de retornar à série A começou bem, com uma vitória apertada sobre um dos principais rivais na competição. Os primeiros pontos já estão no bolso, mas quantos o Palmeiras precisa para subir (e, de quebra, para ser campeão)?

Para responder, analisamos as pontuações finais dos cinco primeiros colocados desde 2007, quando entrou em vigor o regulamento atual; assim, sabemos quanto fizeram os times promovidos e, principalmente, o primeiro que falhou. A série histórica é pequena (apenas seis anos), e não permite obter resultados estatisticamente confiáveis, mas dá boas pistas sobre o que o Verdão tem que fazer.

Antes de ver a tabela, vamos esclarecer algo meio simples, mas a que dificilmente se dá atenção:

A pontuação necessária para subir não é a do quarto colocado, e sim um ponto a mais do que faz o quinto (da mesma forma, para ser campeão basta fazer um ponto a mais que o vice). 

Exemplificando, vejamos os anos nas pontas: em 2007, o quarto colocado fez 59 pontos. Precisava? Não, bastavam 57, pois ainda assim o quinto colocado não o alcançaria. E em 2012 os 71 pontos obtidos pelo quarto não garantiam a vaga – afinal, o quinto colocado também conseguiu isso. Para não depender de critérios de desempate, eram necessários 72.

Vamos então à tabela:

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O que ela nos diz? Dá para tirar algumas observações:

  1. Com exceção de um caso (2012), 63 pontos sempre bastaram para o acesso. O campeonato de 2012 teve um desequilíbrio muito grande entre os cinco primeiros e os demais (o São Caetano, quinto, ficou 11 pontos à frente do Joinville), e também muitos times com pontuação baixa.
  2. Os times vêm aprendendo a disputar a série B: com exceção da queda entre 2010 e 2011, a pontuação do quinto colocado vem aumentando ano a ano. Não deve bastar igualar o desempenho dos acessos anteriores (ainda que precisar dos mesmos 72 pontos de 2012 seja meio irreal).
  3. O campeonato é disputado até o fim. Em 2007 e 2008, os quatro promovidos garantiram o acesso com antecedência. Mas, nos últimos três anos, a diferença entre o terceiro e o quinto foi de no máximo três pontos. Entre quarto e quinto, no máximo um.
  4. Com exceção do primeiro ano, sempre houve um time que se desgarrou. Em 2008 e 2009, foram os grandes rebaixados no ano anterior, Corinthians e Vasco. É de se esperar que seja o Palmeiras esse ano…
  5. Para ser campeão, 74 pontos sempre bastaram. Se desconsiderarmos 2012, então pode-se pontuar ainda menos: fora esta ocasião, 70 pontos sempre deram o título.
  6. Para ter uma outra referência, consultamos o Chance de Gol, cujo método às vezes é questionável no que diz respeito às chances nominais de cada equipe, mas o modelo é bom para estimar a pontuação necessária para subir de modo geral. Este ano, o site crê que, para ter 95% de chances de subir (o mínimo que nos deixa seguros) serão precisos os mesmos 71 pontos que não garantiram o Azulão ano passado. Para ter mais de 50% de chances, é bom somar 68. Já para ser campeão, é bom chegar às oito dezenas.

E qual a conclusão do blog?

Nenhuma! Voltamos ao fato de que são poucos dados para se chegar a uma conclusão segura. Mas, instintivamente e baseado no que vimos em anos anteriores, estimamos que o acesso pode até vir com 63 pontos. Mas, para ter mais segurança, melhor somar no mínimo 68. Já para o caneco, é bom chegar pelo menos a 75 pontos.

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O jogo-chave

Estadio José Dellagiovanna: o futuro na Libertadores se joga aqui

Estadio José Dellagiovanna: o futuro na Libertadores se joga aqui

Nem sempre os prognósticos feitos para a primeira fase da Libertadores se confirmam, pois é difícil comparar times de países diferentes além dos chavões que sempre os brasileiros serão favoritos e venezuelanos, bolivianos e que tais serão presas fáceis (se bem que estas premissas geralmente são válidas).

Entretanto, no caso do grupo do Palmeiras, o roteiro das duas rodadas mostra que o script inicial vem sendo cumprido. Ficou nítido que o Libertad é um time acima dos demais do grupo, um pouco pela técnica e muito pelo conjunto. O posicionamento dos paraguaios é muito bom, e durante quase toda a partida de quinta passada eles tiveram o Verdão sob controle. Da mesma forma, já ficou evidente que o Tigre, ainda que argentino, é o clube mais fraco da chave, e quem quer se classificar – leia-se Palmeiras e Sporting Cristal – não poderá tropeçar neles.

Os dois resultados do Palmeiras até aqui foram normais: a vitória contra o Sporting Cristal foi mais complicada do que devia, em parte pela falta de jogadores à disposição (problema que não se resolverá, já que os ex-gremistas à exceção de Vílson estão vetados), e a derrota contra os gumarelos se deveu à força do adversário. Não será esta queda a nos tirar a vaga.

Agora, não somar pontos nesta quarta-feira (a única quarta em que jogaremos nessa fase) pode sim ser fatal; contra o Tigre, o Palmeiras precisa somar ao menos um ponto – e mesmo ganhar é plenamente possível, ainda que com Vinicius no ataque. Exatamente na mesma hora, o Libertad receberá os Sporting Cristal, e seria bom que vencessem.

Semana que vem, haverá o jogo de volta entre peruanos e paraguaios, e uma não vitória do time azul é conveniente – hoje não sentimos o Palmeiras preparado para bater o Libertad (o que não significa que não possa, apenas que não é o mais provável). Quanto a nós, ficaremos praticamente um mês longe da competição – receberemos o Tigre apenas no longínquo dia 2 de abril. Se esse período será de uma expectativa boa, de encaminhar a classificação, ou ruim, de já se sentir cumprindo tabela, cabe ao Verdão decidir na quarta-feira.

Nós projetamos empate quarta em conjunto com vitória paraguaia; semana que vem, empate em Lima. Assim, o grupo teria pausa com o Libertad virtualmente classificado com 10 pontos em 4 jogos, Sporting Cristal e Palmeiras com 4 pontos, mas nós com três jogos e eles com quatro, e o Tigre fazendo hora com um. Nesse caso, a decisão da vaga parece se encaminhar para o último jogo, em Lima, e é provável que possamos jogar pelo empate. Devemos a todo custo evitar ter que vencer - o que aconteceu contra o Colo-Colo dificilmente se repetirá.

É clichê falar em catimba e violência dos times argentinos, mas ao menos nesta quarta o chavão é totalmente verdadeiro, e o time terá que saber lidar com isso. Para se manter vivo na Libertadores, o Palmeiras não pode cair nas garras do Tigre.

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índioadãozinho

Índio e Adãozinho: em 2002 só eles chegaram.

Passou-se o mês inteiro de dezembro, o mais farto no mercado de jogadores, e o Palmeiras trouxe uma única peça, Fernando Prass (Ayrton fora contratado há tempos, o que é importante em tempos de segunda divisão: será que ele teria vindo se sondado após a queda?).

A torcida se exaspera com a lentidão da diretoria, que ainda se vê tolhida pela decisão do Conselho de Orientação Fiscal de referendar qualquer decisão de Tirone e Frizzo. O técnico Gilson Kleina já deixa claro seu desencanto a cada entrevista, e não poderia ser diferente.

O cenário que pinta para o começo de 2013 é preocupante – e já o seria mesmo que sem termos caído. Mas será que é tão diferente assim do que ocorreu dez anos atrás, quando passamos por este sufoco pela primeira vez?

O Instituto Palestrino de Estatística pesquisou todo o cenário daquela época para analisar o que nos espera. Viaje agora conosco ao túnel do tempo sem luz no fim.

Calendário do futebol

Em 2002, a queda aconteceu na última rodada da primeira fase, em 17/11. Com a decepção e o baque, um amistoso contra o Cene, campeão sul-mato-grossense, acabou sendo cancelado. Com isso, a derrota para o vitória acabou sendo o último jogo do ano. O Palmeiras ficou sem jogos oficiais por 70 dias, até estrear no Paulista/2003 contra o Mogi Mirim em 26/1.

Já em 2012, o empate com o Flamengo em 18/11 não encerrou a temporada – faltavam as derrotas para Atlético-GO e Santos, esta em 1/12. A estréia no Paulista/13 também ocorrerá antes, em 20/1, de modo que a pausa será de exatos 50 dias.

O fato de ter dois jogos após cair fez com que, ao contrário de 2002, o Palmeiras dispensasse jogadores e lançasse alguns jovens ainda durante o campeonato, o que diminui o peso das novidades para o ano seguinte.

Eleições

Há 10 anos, o Palmeiras também vivia um período eleitoral. O pleito estava originalmente marcado para 15/1, mas acabou sendo antecipado para o dia 6 de janeiro de 2003, uma (claro) segunda. Isso por si só mostra que, sim, é possível alterar a data da votação e o clube podia nos poupar da agonia atual de ter que esperar até o longínquo dia 21 de janeiro para saber quem herda a terra arrasada.

Naquela eleição, houve dois concorrentes: um era o então presidente Mustafá Contursi com seu discurso “fiz cair, vou fazer subir” (o que significava na prática “vou virar a mesa”; nem isso, ainda bem, ele cumpriu). O oponente era o famoso economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, que à época criou com seus aliados o movimento Muda Palmeiras, que após 10 anos e algumas mudanças de nome hoje é parte importante da vida política do clube.

Pode-se dizer que foi a campanha do que não queria gastar um tostão contra o que depois torraria muito mais que um milhão, mas o fato é que foi uma disputa muito desigual a favor do Sapo-Boi.

Senão, vejamos: Belluzzo lançou sua campanha convidando conselheiros a um jantar ao qual compareceram personalidades como Joelmir Beting e Aldo Rebelo. Mustafá contra-atacou marcando um evento na mesma hora. Resultado: apenas cerca de 40 votantes deram o ar da graça ao primeiro evento, enquanto quase 200 (incluindo o próprio irmão de Belluzzo) estiveram prestigiaram o presidente – que, ora vejam, não apareceu.

A vitória de Mustafá na eleição foi um pouco menos folgada que no jantar, mas ainda assim foi larga: por 175 votos contra 77 (e 13 nulos), o “bom e barato” continuou assolando o Palestra Itália por mais dois anos.

Patrocínios

De 2012 para 2013 não deveremos ter nenhuma mudança: Kia e Adidas seguirão firme com o Palmeiras. Em 2003, porém, houve uma mudança no começo da temporada – a Rhumell deu lugar à Diadora como fornecedora de uniformes (no entanto, apesar de o acerto ter sido fechado no início da janeiro, a empresa italiana só estreou após algumas rodadas de série B). Quem não se lembra do modelo das bolinhas que mudavam de cor com o suor? A Pirelli, por sua vez, manteve-se como o principal patrocinador da equipe.

Dispensas

Hmmm, aqui a coisa começa a esquentar. Em 2002, uma situação bizarra: após a queda, os jogadores receberam uma semana de folga, mas depois voltaram para uma semana de treinos físicos (as férias só começaram em dezembro). As dispensas só começaram no fim deste período, e foram feitas a conta-gotas.

Em 2012, a diretoria não esperou o campeonato acabar para divulgar a primeira barca. Os cortes foram mais rápidos e devem se encerrar antes (desde que o time ache interessados nos craques disponibilizados).

Em comum, a data de início da degola: 29 de novembro. Confira abaixo como foi o ritmo das dispensas, lembrando que atletas disponibilizados mas que ainda não saíram (Leandro Amaro, Tadeu e outros) não estão listados.

dispensas

Vale comentar ainda que em 21/1, segundo a Folha de S.Paulo, Marcos foi vendido para o Arsenal. Barrigada pouca é bobagem.

Contratações

Você acha que está devagar? Pois em 2002 não foi diferente: o Palmeiras fechou o ano com apenas dois jogadores contratados: Índio, zagueiro do Juventude, e Adãozinho, meia do São Caetano, além do técnico Jair Picerni. Nada muito diferente do que agora, em que veio apenas Fernando Prass (Ayrton, insistimos, é um caso à parte).

Uma semelhança está na expectativa pelo retorno de dois volantes: se agora Kleina conta com Souza e Wendel, em 2003 Picerni recebeu Magrão e Claudecir de braços abertos. Outro que voltou foi o lateral-direito Neném.

Os jogadores só começaram mesmo a chegar após a reeleição de Mustafá: nas duas semanas seguintes, foram oito. Entre eles, porém, houve casos de corar o palmeirense de vergonha, como o do lateral esquerdo João Marcelo, que veio do Ferroviário, ficou dois dias, não acertou salário e voltou. Ou ainda do atacante colombiano Carlos Castro e do meia Toni, que saíram sem atuar.

Parece claro que a indefinição eleitoral custará caro na montagem do elenco: foi isso que ocorreu em 2003, e provavelmente ocorrerá de novo agora. Com três agravantes: a eleição quinze dias mais tarde, um plantel mais reduzido pelo maior número de dispensas e uma Libertadores se avizinhando (o que não era pra ser um problema, mas do jeito que vai pode se transformar em outro vexame).

Confira abaixo o ritmo de chegadas de atletas na pré-temporada, notando que após fevereiro de 2003 o Palmeiras parou de se reforçar.

Contratações

Time-base

O Palmeiras perdeu para o Vitória naquele fatídico 17/11 com Sérgio, Arce, Alexandre, César, Rubens Cardoso (Leonardo Moura), Paulo Assunção, Flávio (Nenê), Juninho, Zinho, Muñoz, Itamar (Lopes). Ou seja: dos 14 que entraram em campo no Barrradão, apenas três seguiriam no clube, aqueles destacados em itálico. Seis atletas sairiam até o fim de dezembro.

Agora, o Palmeiras empatou com o Flamengo com Bruno, Artur (Obina), Maurício Ramos, Román, Juninho, Márcio Araújo, Correa, Tiago Real (Vinícius), Mazinho (Bruno Dybal), Maikon Leite e Barcos. Destes catorze, apenas quatro pegaram o caminho da roça. A renovação pelo visto será menor.

Na estreia de 2003, o time bateu o Mogi-Mirim com Marcos, Neném (Pedro), Índio, Leonardo, Everaldo, Claudecir, Magrão, Pedrinho, Zinho (Adãozinho), Muñoz, Dodô (Leandro Amaral). Foram quatro estreantes, em itálico. Em 2013, é claro que os dois reforços estarão em campo desde o início. Mas serão só eles?

Categorias de base

O Palmeiras não usou sua base no Brasileirão de 2002 – Pedro jogou três vezes, Vágner Love duas, e só. No início de 2003, Picerni estava ciente de que havia uma boa geração (o Verdão foi campeão paulista sub-20 em 2002 e vice da Copinha no ano seguinte) porém só começou a efetivamente usar os moleques após afundar no Paulista e tomar sete do Vitória. Foi então que a geração de Edmílson, Diego Souza e Alceu pediu passagem e se assumiu seu lugar.

Agora, alguns garotos foram promovidos durante o campeonato, casos de Patrick Vieira e principalmente João Denoni. Com o rebaixamento confirmado, Bruno Dybal e Diego Souza, entre outros, também puderam atuar. É certo que eles estarão integrados ao elenco principal já desde o começo do ano que vem – mas como ter certeza que o sucesso será o mesmo da geração de Vágner Love?

Resumo

O fato é um só: a eleição, que deveria ser um detalhe, paralisa todo o ambiente do clube, mesmo que Tirone tome vergonha na cara e decida de uma vez por todas não tentar novo mandato. Até dia 21, o Palmeiras viverá de mais futricas, fofocas, boatos, impasses e incertezas que o habitual.

Reforços? Não contem com isso – o que, a julgar pelo nível de diversos nomes ventilados, é até melhor. É preferível manter o pouco que temos a buscar novos empréstimos para bancar um veterano com pouco a acrescentar como Riquelme.

O time que definiu o acesso e o título da série B em Garanhuns foi escalado com Marcos, Leonardo, Glauber, Adãozinho, Baiano, Magrão, Diego Souza, Lúcio, Élson (Correa), Vágner Love (Denis), Edmilson. Dos treze, sete – mais da metade! – só se juntou ao elenco a partir de março.

Vai ser assim de novo: sem planejamento algum, contando um pouco com a base, bastante com a sorte e mais ainda com a fragilidade dos adversários. Para 2013 vai bastar; subiremos. Mas e o centenário?

Este, senhores, começa apenas dia 21. Que Perin ou Nobre tomem rapidamente pé da situação, e que sejam menos inaptos que o atual mandatário e seus antecessores, pois o campeão do século XX já jogou fora 13 anos do XXI.

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B de baba

Em 2003, ainda havia o Botafogo

Ano que vem o Palmeiras terá novamente o indesejado desafio de reconquistar seu lugar ao sol. Nos próximos dias, analisaremos o elenco que restar, a molecada que pode subir e o tipo de reforço que deve chegar. Hoje, veremos que ainda que tudo conspire contra, o acesso deve vir sem transtornos.

Se tem uma coisa que os palmeirenses aprenderam neste século é que não podemos menosprezar adversário algum, e seremos lembrados disso em diversas oportunidades ao longo de 2013. Mesmo assim, com todo o devido respeito aos vários times que já nos bateram, dá para dizer sem medo de errar: a campanha do Palmeiras deve ser tranquila. A série B do ano que vem será muito mais fraca que a que disputamos dez anos atrás – embora nosso elenco também possa ser inferior àquele.

Para começo de conversa, temos que lembrar que naquela oportunidade havia 24 times ansiosos por uma das duas únicas vagas; apenas 8% das equipes subiriam. Agora, são 4 entre 20; logo, os 20% de times que chegarão ao paraíso representam mais que o dobro de chance.

Além disso, o nível dos adversários não será os mesmos. Times obscuros existem sempre – Boa e Icasa agora, Anapolina e Mogi Mirim naquela época, por exemplo. Mas os de agora são ainda menos tradicionais. Basta dizer que em 2003 não tivemos nenhum confronto inédito (até contra a Xata havia um amistoso), enquanto que no ano que vem serão três desconhecidos: além dos dois citados acima, também a Chapecoense.

Por fim, no ano de Vágner Love e Edmílson, competimos contra dois times com títulos brasileiros no currículo, e outros dois com vice-campeonatos. A turma de Bruno Dybal e João Denoni pode até não enfrentar nenhum dono de taça nacional caso a Lusa soçobre domingo (OK, o Paysandu tem uma Copa dos Campeões, mas você entendeu).

Abaixo, fizemos uma espécie de ranking dos times que pegamos em 2003 e dos que pegaremos no ano que vem. Não se apegue muito à posição; é um misto meio aleatório de conquistas, tradição, torcida e desempenho recente. Mas note que as ameaças agora serão menores, o que só aumenta a obrigação do Palmeiras não apenas de subir, como de ser o primeiro colocado (“bicampeão” não, vá) e de conseguir isto com antecedência.

Faz tempo que nos acostumamos com micos. Mas a hora de ficar mais de um ano fora da primeira divisão nunca chegará.

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Ganhar do Flu é obrigação (do Botafogo, então…)

A última rodada representou mais um passo rumo ao atoleiro, mas não é ainda o fim. O Bahia manteve o alviverde vivo ao não passar de um empate em casa, e o Sport pela sexta vez seguida teve o mesmo resultado do Palmeiras. Agora, são duas rodadas em que alcançar ambos os nordestinos é essencial, pois as últimas três rodadas não nos favorecem.

Portuguesa e Ponte, que estavam presentes na tabela abaixo semana passada, já não aparecem agora. A briga é realmente com o Tricolor de Aço e o Leão da Ilha, cujos caminhos estão representados abaixo

Calculamos novamente a dificuldade de cada tabela usando um ajuste de 20% (um adversário com 60 pontos “vale” 72 jogando em casa e 48 fora). E aí se percebe a grande vantagem do Bahia na pontuação média dos adversários: a deles é de 39,6, contra 44,3 nossos e 49,4 do Sport.

Não resta outra alternativa: é vencer os dois próximos jogos e torcer para o Bahia não somar mais que um e o Sport não fazer nada de mais. Aí chegaríamos aos 3 últimos confrontos com o pescoço fora d’água – mas com uma tabela complicada. Nisso a gente pensa depois; primeiro é sobreviver até lá.

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A tabela da reta final

Na tabela, a vantagem é baiana.

Finda a participação na Sul-Americana, é hora de pensar na única coisa que importa até o fim do ano: a desesperada tentativa de permanecer na Série A.

Neste aspecto, a última rodada foi péssima: apesar de termos vencido, todos os adversários pontuaram (à exceção do Figueirense, derrotado ontem). E, como nós corremos atrás, não nos bastam os triunfos; é preciso secar, e secar muito.

Após esta rodada, decidimos não considerar mais na briga o clube de Florianópolis, cuja desvantagem aumentou muito. O Flamengo está atrás da Ponte no desempate, mas mantemos apenas a Macaca na disputa pela complicada tabela que ela tem (ainda que os oito pontos de vantagem para nós representem uma grande folga). Isto colocado, eis a tabela dos concorrentes:

Ponte (40)   Lusa (39)   Bahia (36)   Sport (33)   Palmeiras (32)
R33 CRU (c) FIG (f) GRE (c) SPFC (c) INT (f)
R34 GRE (f) BAH (c) POR (f) VAS (f) BOT (c)
R35 INT (c) BOT (f) CRU (f) FIG (f) FLU (c)
R36 BAH (f) GRE (c) PON (c) BOT (c) FLA (f)
R37 SPFC (c) INT (f) NAU (c) FLU (c) ATG (c)
R38 POR (f) PON (c) ATG (f) NAU (f) SAN (f)

Como julgar qual a melhor e a pior tabelas? Dá para ter uma ideia, mas uma análise numérica, adotamos um procedimento: quando um time joga em casa, pegamos a pontuação do adversário e descontamos 20%, pois é mais fácil enfrentá-lo; quando o jogo é fora, aumentamos a pontuação em 20%.

Por exemplo, o Vasco tem 50 pontos. Nesse cálculo, quando ele joga fora, “vale” 40 pontos (50/1,2); em São Januário, 60 (50 x 1,2). Aí simplesmente verificamos a “pontuação média ponderada” dos adversários de cada time. Claro que isso não inclui fatores como motivação, suspensões e lesões, mas permite uma comparação razoável.

Baseado nesse critério, temos este grau de dificuldade para cada um:

1. Sport – 47,6

2. Ponte Preta – 47,1

3. Palmeiras – 45,3

4. Portuguesa – 43,4

5. Bahia – 40,4

Percebe-se que Sport e Ponte têm a vida mais difícil. Num degrau abaixo, estão o Palmeiras e, depois, a Portuguesa. O Bahia, por sua vez, tem uma tabela bastante favorável, especialmente nas três rodadas finais. E sem dúvida parece ser essa a maior barreira que o Verdão terá, além, claro, de nossas próprias partidas.

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O campeonato pelo 16º lugar

Palmeiras e Coritiba, uma disputa interminável

Passado o Derby, a sensação era de que a queda estava anunciada. Oito pontos de distância com 39 por disputar pareciam uma barreira intransponível; a segunda divisão era realidade.

Vieram um treinador e dois jogos sob medida para a recuperação e voilà: a distância para o Coritiba, lá como cá o 16º colocado, agora é de somente 3 pontos, com 33 ainda na disputa; para o Sport, uma posição à nossa frente, é de somente um. A esperança voltou, mas ainda é cedo – muito cedo – para contar com a salvação, entre outros porque a tabela agora não é mais tão favorável.

Não é mais hora de se preocupar com Figueirense e Atlético-GO: para escapar, o Palmeiras precisa de muitos pontos, e eles destes mesmos muitos pontos e mais cinco (o Figueira) ou sete (o Dragão). Nossa disputa não é com eles (se for, é porque estaremos brigando pela lanterna). Por outro lado, o time logo acima do Coxa está 7 pontos acima de nós; por essa razão, a Portuguesa e os times com 34 pontos (Flamengo, Bahia, Santos e principalmente Ponte Preta, em trajetória descendente) mais o também decadente Cruzeiro ainda não estão na alça de mira.

Por isso, vamos aqui comparar a tabela dos três times que, por enquanto, fazem um campeonato à parte brigando pela tão almejada 16ª posição. Nesta briga, o Coritiba larga na frente: tem mais pontos e tabela aparentemente melhor que seus rivais Sport e Palmeiras. É isso mesmo? Vamos ver o que vem aí.

Antes disso, porém, vale destacar como está o critério de desempate: neste aspecto, estamos bem. Contra Sport, Portuguesa, Santos, Bahia, Flamengo e Cruzeiro temos vantagem no número de vitórias. Contra Náutico e Coritiba a decisão seria no saldo; contra os pernambucanos nossa vantagem atual é boa (se os alcançarmos, teremos saldo ao menos 6 gols superior); contra o Coritiba existe, mas é pequena (pode ser de apenas 2) – e, se houver empate nisso, o critério passa a ser gols pró, desfavorável ao Verdão.

Isto posto, vamos à tabela. Colocamos em partes de acordo com o desafio que cada etapa apresenta.

1. A aproximação

Palmeiras (20) Sport (24) Coritiba (28)
R26 Figueirense (V) Coritiba (V) Sport (D)
R27 Ponte (V) Corinthians (D) SPFC (E)
R28 SPFC – f Lusa – f Ponte – c
R29 Coritiba – c Grêmio – c Palmeiras – f

Essa fase começou com cenário de terra arrasada após o Derby, mas a contratação de Gílson Kleina deu ânimo novo ao grupo e o time reagiu da única forma que poderia: um empate contra Figueirense ou Ponte e esse texto seria desnecessário. Já os rivais fizeram sua parte e perderam pontos no caminho.

O Palmeiras tem a possibilidade de sair da ZR após o confronto direto (na verdade, até mesmo no Choque-Rei), mas para isso precisará obter no clássico o mesmo resultado no clássico que o Coritiba obtiver hoje, quando a vitória parecem favas contadas. Dada a dificuldade que o Verdão tem no Morumbi, provavelmente chegaremos a Araraquara cinco ou seis pontos atrás dos paranaenses. Quanto ao Sport, terá vida dura tanto fora, pois a Lusa vem somando seus pontos como mandante, como em casa, contra um Grêmio que ainda sonha com a taça; consideremos que eles consigam dois empates.

Assim, a previsão do blog é terminar essa fase com Coritiba 32 / Palmeiras 30 / Sport 29

2. Os adversários no meio da tabela

Palmeiras (30) Sport (28) Coritiba (32)
R30 Náutico – f Atlético-MG – f Bahia – c
R31 Bahia – f Ponte – c Náutico – c
R32 Cruzeiro – c Atlético-GO – f Grêmio – f

Após o choque direto com o Coritiba, o Palmeiras entra em terreno delicado. São três jogos seguidos contra times em posição intermediária, sendo que os nordestinos vêm bem em casa. O terceiro confronto é contra um time em queda livre e com técnico ameaçado, mas com tradição de nos complicar.

Enquanto isso, o Coxa também pega Bahia e Náutico, mas em casa, e tem uma pedreira fora. Capaz de somar seis pontos que nos atrapalhariam muito – mas, nesse caso, se formos bem no Nordeste, os times de lá passam a correr risco. O Sport tem um jogo muito complicado, mas dois acessíveis. É torcer para prevalecer o fraco desempenho fora de casa (o Sport está ainda pior que o Palmeiras nesse quesito: sua única vitória fora foi contra os reservas do Coxa antes da decisão da Copa do Brasil).

Nesta fase crítica, é possível que terminemos com Coritiba 36 / Sport 35 / Palmeiras 34, torcendo por um empate no Couto Pereira.

3. As cascas de banana

Palmeiras (34) Sport (35) Coritiba (36)
R33 Inter – f SPFC – c Fluminense – f
R34 Botafogo – c Vasco – f Atlético-MG – c
R35 Fluminense – c Figueirense – f Corinthians – f

Depois do Cruzeiro, vem uma sequência enjoada, com Inter, de quem não ganhamos fora há 15 anos, e o líder Fluminense (bater o Botafogo é obrigação). Em compensação, a tabela do Coritiba é ainda pior – desde que nossos arquirrivais joguem pra valer. O Sport tem bons desafios contra os times que lutam pelo G4 e um jogo mais fácil depois.

A secação em Coxa x Galo será enorme, e dando tudo certo podemos fechar essa fase com Coritiba 37 / Palmeiras 38 / Sport 38, numa briga de foice.

4. A reta final

Palmeiras (38) Sport (38) Coritiba (37)
R36 Flamengo – f Botafogo – c Vasco – c
R37 Atlético-GO – c Fluminense – c Cruzeiro – f
R38 Santos – f Náutico – f Figueirense – c

O ideal seria o Palmeiras já ter se garantido, pois dos três times somos o único que sai duas vezes nas três rodadas finais. Tanto Palmeiras quanto Coritiba pegam um time provavelmente já rebaixado, privilégio que o Sport não tem – por outro lado, eles podem receber um Fluminense já campeão. Ao Palmeiras, melhor do que secar os rivais seria uma suspensão de Neymar na última rodada.

A briga vai até a última rodada, e todos tropeçarão. O Palmeiras só consegue um empate fora, o Sport não vence um dos cariocas e o Vasco salva o Palmeiras. No fim, 4 pontos pra cada e, num fim inacreditável, o Verdão termina com 42 pontos, com uma vitória a mais que o Leão da Ilha e um ponto a mais que o Coritiba.

Sonhamos muito? Veremos a partir de hoje à noite.

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Perigo

Em 2010, o Dragão tinha 9 pontos e escapou na última rodada contra o Vitória

Lá se foram 14 rodadas do Brasileirão, e embora metade das partidas tenham sido com o foco na Copa do Brasil, o fato é que nem o melhor futebol apresentado após a conquista (leia-se até o intervalo da partida contra o Bahia) serviu ainda para tirar o Palmeiras da zona vermelha.

Sim, ainda faltam 24 jogos. Sim, o Palmeiras esse ano demonstrou capacidade de conseguir bons resultados sob pressão. Mas a reação não pode tardar a começar, ainda que a tabela próxima não seja muito favorável. Afinal, para chegar aos famosos 46 pontos vistos como tábua de salvação*, o time precisa de um aproveitamento de 50% daqui por diante (36 pontos em 72 possíveis). Com o nível de empates que o Verdão costuma ter, a exigência é maior ainda. Mas quão difícil é sair da degola?

Verificamos como estava a tabela da 14ª rodada de todos Brasileirões desde 2006 (primeiro ano de pontos corridos com 20 clubes). São seis anos, portanto 24 clubes na zona de rebaixamento naqueles instantes. Destes 24, 11 caíram; ou seja, pouco mais da metade se deu conta do drama e sobreviveu – entre eles todos os grandes que estavam nessa situação (Corinthians e Flamengo em 2006, Galo, Flu e Santos em 2008, Flu e Botafogo em 2009, Galo em 2010 e Santos em 2011). Outro aspecto positivo: mesmo times que, como nós, tinham 10 pontos nessa situação conseguiram dar a volta por cima; em 2010 o Atlético-GO era o lanterna com 9 pontos e, com 42, acabou escapando no fio da navalha.

Por outro lado, um alerta: o Palmeiras tem a menor pontuação entre os times que estavam em 18º a essa altura, e está um pouco mais distante dos times de fora da degola do que seus colegas de posição de anos anteriores. Essa distância não pode superar uma rodada, pois a situação de se manter no Z4 mesmo ganhando é propícia para criar as turbulências que no Palmeiras sempre são aumentadas.

O blog ainda não teme o pior, um pouco pelo tempo que falta e muito pelo bom contágio do título; mais que isso, ainda crê numa campanha digna na Sul-Americana. Mesmo assim, cautela, caldo de galinha e vitórias não fazem mal a ninguém.

Confira abaixo a situação em cada Brasileiro desde 2006 na 14ª rodada e no final da competição:

2006
R14 Time Pontos Pontos R38 Posição R38 Caiu?
16º Ponte Preta 15 39 17 Sim
17º Santa Cruz 15 28 20 Sim
18º Flamengo 14 52 11 Não
19º Fortaleza 13 38 18 Sim
20º Corinthians 10 53 9 Não
R38 Time Pontos Pontos R14 Posição R14 ZR na R14?
16º Palmeiras 44 16 14 Não
17º Ponte Preta 39 15 16 Não
18º Fortaleza 38 13 19 Sim
19º São Caetano 36 17 13 Não
20º Santa Cruz 28 15 17 Sim
2007
R14 Time Pontos Pontos R38 Posição R38 Caiu?
16º Corinthians 18 44 17 Sim
17º Atlético-PR 17 54 12 Não
18º Juventude 14 41 18 Sim
19º América-RN 10 17 20 Sim
20º Náutico 10 49 15 Não
R38 Time Pontos Pontos R14 Posição R14 ZR na R14?
16º Goiás 45 23 4 Não
17º Corinthians 44 18 16 Não
18º Juventude 41 14 18 Sim
19º Paraná 41 22 5 Não
20º América-RN 17 10 19 Sim
2008
R14 Time Pontos Pontos R38 Posição R38 Caiu?
16º Portuguesa 16 38 19 Sim
17º Atlético-MG 15 48 12 Não
18º Fluminense 13 45 14 Não
19º Santos 11 45 15 Não
20º Ipatinga 10 35 20 Sim
R38 Time Pontos Pontos R14 Posição R14 ZR na R14?
16º Náutico 44 18 11 Não
17º Figueirense 44 19 9 Não
18º Vasco 40 16 14 Não
19º Portuguesa 38 16 16 Não
20º Ipatinga 35 10 20 Sim
2009
R14 Time Pontos Pontos R38 Posição R38 Caiu?
16º Sport 13 31 20 Sim
17º Atlético-PR 12 48 14 Não
18º Botafogo 12 47 15 Não
19º Fluminense 11 46 16 Não
20º Náutico 11 38 19 Sim
R38 Time Pontos Pontos R14 Posição R14 ZR na R14?
16º Fluminense 46 11 19 Não
17º Coritiba 45 15 14 Não
18º Santo André 41 17 13 Não
19º Náutico 38 11 20 Sim
20º Sport 31 13 16 Não
2010
R14 Time Pontos Pontos R38 Posição R38 Caiu?
16º Atlético-PR 14 60 5 Não
17º Atlético-MG 13 45 13 Não
18º Goiás 13 33 19 Sim
19º Prudente 12 31 20 Sim
20º Atlético-GO 9 42 16 Não
R38 Time Pontos Pontos R14 Posição R14 ZR na R14?
16º Atlético-GO 42 9 20 Sim
17º Vitória 42 17 14 Não
18º Guarani 37 18 12 Não
19º Goiás 33 13 18 Sim
20º Prudente 31 12 19 Sim
2011
R14 Time Pontos Pontos R38 Posição R38 Caiu?
16º Atlético-GO 13 48 13 Não
17º Avaí 13 31 20 Sim
18º Santos 11 53 10 Não
19º Atlético-PR 11 41 17 Sim
20º América 8 37 19 Sim
R38 Time Pontos Pontos R14 Posição R14 ZR na R14?
16º Cruzeiro 43 18 11 Não
17º Atlético-PR 41 11 19 Sim
18º Ceará 39 18 12 Não
19º América 37 8 20 Sim
20º Avaí 31 13 17 Sim

*vendo as pontuações acima, percebe-se que, no ano em que foram necessários mais pontos para escapar (2009), realmente 46 foi a marca que salvou o Flu. Já houve quem escapasse com 42, mas isso seria brincar demais com a sorte.

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Em 2009, a derrota na rodada final nos tirou da Libertadores

O tropeço (para não dizer coisa pior) de domingo contra o Comercial custou ao Palmeiras a possibilidade de decidir a vaga na semifinal em casa. Agora, o Verdão joga sua sorte em Campinas.

O que pouca gente reparou é que o Palmeiras não terminou atrás do Guarani na pontuação – ambos encerraram a fase com 36 pontos. A diferença foi o número de vitórias (10 para nós, 11 para eles), e esse pequeno detalhe vai certamente causar sofrimento à torcida palestrina no fim de semana.

O que chamou a atenção do IPE é que essa não é a primeira vez que o Alviverde paga o preço de terminar atrás em critérios de desempate; em outras oportunidades, chegamos até mesmo a perder a chance de (re)conquistar a América.

Coincidência? Não parece: fizemos um levantamento das vezes em que o Palmeiras terminou uma fase empatado com outra equipe, e é fácil perceber que na imensa maioria dos casos ficamos atrás. Isso se explica: há muito tempo o Verdão tem um índice alto de empates, ou então desperdiça chances claras de golear (sem forçar a memória, só nesse Paulista tivemos duas partidas com dois jogadores a mais: além do empate com o Comercial, tivemos uma magra vitória contra o Guaratinguetá). Como os critérios geralmente são vitórias e saldo, pagamos o preço da falta de apetite. Isso quando o critério não é estapafúrdio, e ainda assim caímos nele, como no clássico caso do Rio-São Paulo de 2002.

Esta questão parece um simples detalhe, mas não é: significa que quase sempre o Palmeiras tem que lutar por mais pontos que seus adversários (no Brasileiro do ano passado, um dos motivos do drama que vivemos até a arrancada final foi o fato de que perderíamos no desempate para qualquer outro time que brigava para não cair).  E, nas retas finais, esta sina significa também maior pressão, pois surgem situações em que poderíamos jogar por empates, mas somos obrigados a ganhar.

Confira abaixo todas as ocasiões em que o Palmeiras teve alguém a seu lado nos últimos 20 anos, e quais foram as conseqüências:

Campeonato Brasileiro

  • 2009: Cruzeiro em quarto, Palmeiras em quinto com uma vitória a menos. Perdemos a vaga na pré-Libertadores por isso.
  • 2007: Grêmio em sexto, Palmeiras em sétimo com uma vitória a menos. Mudou apenas a chave da Copa Sul-Americana do ano seguinte.
  • 2002: Portuguesa em 23º, Palmeiras em 24º com uma vitória a menos. Ambos caíram, mas vale destacar que, se o Verdão não tivesse perdido, e sim empatado o jogo derradeiro contra o Vitória, ainda assim cairíamos, pois perderíamos no desempate para o Paraná (o primeiro a escapar). Isto é, a busca por um empate em Salvador não bastava, o que afetou ainda mais a equipe naquele fatídico dia.
  • 2000: Grêmio em décimo, Palmeiras em 11º no saldo de gols (6 a -1). Mudou apenas a chave no mata-mata.
  • 1999: Atlético-PR em nono, Palmeiras em décimo com uma vitória a menos. Não houve conseqüência.
  • 1996: Guarani em segundo, Palmeiras em terceiro com uma vitória a menos. A chave no mata-mata mudaria e em vez de pegarmos o Grêmio de Felipão, que nos eliminou, teríamos nas quartas o Goiás.
  • 1992: Palmeiras em 11º, Sport em 12º no saldo de gols. O único caso em que levamos vantagem não fez diferença alguma, já que só os oito primeiros avançavam.

Libertadores

  • 2009: ficamos a quatro minutos da eliminação no desempate. O golaço de Cleiton Xavier foi essencial porque Colo-Colo e Palmeiras entraram ambos com 7 pontos, mas os chilenos tinham saldo melhor. Fosse de outra forma, eles é que estariam pressionados.
  • 2000: Palmeiras em primeiro, El Nacional em segundo no grupo por saldo (6 a 3). Se fosse o contrário, teríamos enfrentado o Boca já nas oitavas e quem sabe perdêssemos a chance de tirar o Corinthians mais pra frente.

Paulista

  • 2012: Guarani em quarto, Palmeiras em quinto com uma vitória a menos. Não muda a chave, mas faz com que o jogo único seja em Campinas.
  • 2011: São Paulo em primeiro, Palmeiras em segundo com uma vitória a menos. Mudaria a chave no mata-mata.
  • 2010: Ponte Preta em décimo, Palmeiras num vexaminoso 11º com uma vitória a menos. Só aumentou um pouco a humilhação.
  • 2008: Guaratinguetá em primeiro, Palmeiras em segundo com uma vitória a menos. Se a final fosse contra o time do interior e não contra a Ponte, decidiríamos fora.
  • 2007: Bragantino em quarto, Palmeiras em quinto no saldo (18 a 14). O time de Bragança foi às semifinais e nós não.
  • 2001: Palmeiras em sétimo, São Paulo em oitavo com uma vitória a menos. Ambos ficaram de fora do mata-mata.
  • 1995: Palmeiras em quarto, Guarani em quinto no saldo (17 a 4). Só mudou a ordem dos jogos no quadrangular.

Rio-São Paulo

  • 2002: o caso mais curioso dessa lista. Na primeira fase, o Corinthians ficou em primeiro e o Palmeiras em segundo no saldo de gols (16 a 9); por isso, pegamos o São Paulo e eles o São Caetano. Na semifinal, empatamos os dois jogos contra o time do Morumbi e fomos eliminados pelo número de cartões amarelos acumulados nessas duas partidas. Ou seja, conseguimos em um torneio levar duas desvantagens.
  • 1993: Palmeiras em primeiro, Santos em segundo no saldo de gols (4 a 1). Com isso, avançamos à final para derrotar o Corinthians. Foi o único caso da lista em que houve efetivamente uma vantagem em vencer nos critérios de desempate.

Em resumo, foram 18 casos em que pontuamos igual a um adversário. Em treze deles ficamos atrás, sendo que em pelo menos três o prejuízo foi claro: as não classificações para a Libertadores de 2010, para a semifinal do Paulista de 2007 e para a decisão do Rio-São Paulo de 2002. Das cinco vezes em que ficamos à frente, uma foi essencial: a que nos levou à decisão do Rio-SP de 1993.

Além da grande diferença, olhe novamente as datas: a última vez que ficamos à frente de alguém foi em 2001. Certamente não é coincidência que pouco depois o Palmeiras tenha pago a conta do “bom e barato” e daí por diante nunca mais tenha enfileirado vitórias ou goleadas em profusão.

Portanto, o time deve perceber ainda antes do Brasileirão que não adianta lutar por um ponto aqui e ali quando o jogo parecer complicado. O Palmeiras deve ser ambicioso e querer sempre o triunfo. Se não por sua rica história, que por si só já faz da busca pelo sucesso uma obrigação, pelo menos por um detalhe como o recente risco do desempate.

Eliminação por cartões: você só vê por aqui.

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