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Archive for the ‘Estudos’ Category

A vitória contra o Grêmio não pode ser uma exceção.

A vitória contra o Grêmio não pode ser uma exceção.

Meados de outubro e o Palmeiras ainda se arrasta no Brasileirão. A folga de quatro pontos em relação à zona vermelha parece menor quando sabemos que o Verdão é o único time que ainda enfrenta os cinco primeiros colocados, dois deles nesta semana. O “confortável” 14° lugar pode virar pó em caso de fracassos contra Cruzeiro e, bom, melhor nem citar o outro jogo.

A tabela é ruim, sem dúvida. Mas é a pior do campeonato?

A ESPN criou seu ranking de dificuldade atribuindo 20 pontos ao líder, 19 ao vice e assim por diante até dar 1 ponto para o lanterna. Aí somaram os pontos e, quanto maior o total para cada time, mais estrepado ele está. Tem sentido, mas considero que a diferença entre os times ficam deturpadas – o Cruzeiro não é 20 vezes melhor que o Coxa; se você discorda, ao menos não tem 20 vezes mais pontos. A favor deles, considero correta a alteração que fizeram da primeira para a segunda versão de diferenciar jogos em casa ou fora, mas o peso dado foi bastante arbitrário.

Pensando nisso, resolvi criar meu próprio método, que consistiu nos seguintes passos:

1. Verificar o aproveitamento de cada clube como mandante e visitante;

2. Para cada jogo de cada equipe, considerar como nível de dificuldade este aproveitamento. Por exemplo, esta semana o Palmeiras pega o Cruzeiro em Minas, onde a Raposa tem 81,0% de pontos ganhos, e o Corinthians em casa, sendo que o alvinegro tem 44,4% de aproveitamento como visitante.

3. Tirar a média dos valores obtidos para cada jogo. No nosso caso, deu 49,2% de aproveitamento dos adversários.

4. Montar uma escala onde a pior tabela recebe grau 10 de dificuldade, a melhor tem grau 1, e as demais são escalonadas de acordo com seus intervalos.

Com isto, nossa situação “melhora” um pouco em relação à ESPN. Atenção: não quero dourar a pílula como analistas de debates que acham que seu candidato sempre está melhor do que o outro, até porque fiz a tabela achando que seríamos primeiro disparado. Na realidade, porém, temos a quarta pior sequência.

O problema: dos três ainda mais complicados, só um está atrás de nós: o Botafogo (em terceiro). Os outros clubes com direito a ficar de cabelo em pé são Figueirense, o líder do ranking, e Goiás.

Bahia, Vitória, Chapecoense, Criciúma e especialmente o Coritiba têm vida bem mais fácil, ficando na metade de baixo do ranking. Se não bastasse, vai ser difícil secar o arquirrival: o Corinthians tem uma sequência muito tranquila, da qual só o virtual bicampeão brasileiro Cruzeiro se aproxima.

A minha conclusão é simples: precisaremos no mínimo manter o nível apresentado nas últimas partidas, sem as falhas sucessivas que causaram a derrota ontem. Daí pra frente os quatro pontos de folga podem ajudar. Agora, qualquer derrapada é facilitar demais a vida dos adversários – menos do Botafogo, que para eles a vida está ainda mais atribulada…

Vamos às tabelas:

Aproveitamento de cada equipe (como mandante e visitante)

Aproveitamento2

Jogos restantes

TABELA

Grau de dificuldade

Dificuldade

E aí? Temos salvação?

Adendo: diversos sites publicam chances de título, rebaixamento, etc. Para citar alguns, hoje o Chance de Gol nos dá 25% de risco, o Infobola 21% e a Universidade Federal de Minas Gerais, mais condescendente, nos atribui 19%. Para quem tinha cerca de 50% após a derrota para o Figueirense, não está tão ruim. Mas para um gigante do porte do Palmeiras, um dígito já seria um absurdo.

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Paulista 2011: o exemplo que não devemos seguir

Paulista 2011: o exemplo que não devemos seguir

Um vem de quatro derrotas e um empate, namorando a zona de rebaixamento. O outro cedeu seus primeiros pontos após seis triunfos consecutivos.

É flagrante o contraste dos últimos 20 dias de corintianos e palmeirenses; contudo, quando Raphael Claus der início à 344ª edição do mais importante confronto do mundo, essas diferenças ficam para trás: o Derby pode marcar o renascimento alvinegro às nossas custas.

É isso mesmo?

Bom, poder, claro que pode. O Palmeiras começou muito bem o ano, mas ainda tem seus Mazinhos e Wendels. Por outro lado, o rival vem capengando, mas ainda tem Ralf e aquele cabeludo ziquento – e não tem Pato.

Vamos, porém, analisar o retrospecto do confronto desde quando ambos deixaram de brilhar juntos, a partir de 2000. Quando um estava por cima e o outro embaixo da gangorra, o Derby foi o renascimento ou uma humilhação adicional?

Abaixo, os jogos deste período em que a situação dos rivais era distinta (excluímos aqueles de início de campeonato). Em azul, os jogos que reabilitaram quem estava mal ou que atrapalharam quem estava bem. Em vermelho, os que afundaram os cambaleantes ainda mais. E, em flicts, aqueles que não mudaram grande coisa.

Corinthians 4×2 Palmeiras – Brasileiro 2001

Após 15 rodadas, o Palmeiras era o segundo colocado da fase de classificação, atrás do Galo somente no saldo de gols. É verdade que vinha rateando – não tinha vencido nenhum dos últimos 4 jogos, e na última partida Evair, pelo Coxa, havia comandado um 4 a 1 em Curitiba. Mas o Corinthians vinha pior – era o décimo oitavo colocado entre 28 times, e também estava na mesma secura de quatro partidas; logo antes do Derby apanhou de 3 a 0 do Guarani em casa.

Naquele 3 de outubro, porém, o alvinegro não deu chance. Em 15 minutos já abrira 2 a 0, depois faria o terceiro, e nem os gols de Arce e DONIZETE PANTERA mudariam o cenário. O quarto gol nos mataria de vez e deixava claro que o Verdão começara a embicar para baixo. Nem a vaga para a fase final o time conseguiu, caindo para décimo segundo lugar enquanto oito passavam. O rival não melhorou muito – venceu a Lusa depois do Derby mas perderia cinco seguidas depois. Foi aos trancos e barrancos se mantendo na primeira divisão, mas ao menos conseguiu por a pique seu grande adversário.

Corinthians 2×2 Palmeiras – Brasileiro 2002

Dessa vez, quem estava mal – muito mal – era o Palmeiras. Agonizando na penúltima posição do campeonato após 19 rodadas, o time tinha pouco tempo para escapar. O Corinthians vinha em quarto, quase garantido entre os oito, e já tinha vaga na Libertadores após Deivid e Simon derrubarem o Brasiliense na Copa do Brasil.

O Palmeiras jogou bem para seus padrões de então; saiu perdendo de cara mas reagiu rapidamente com Itamar. Arce virou de pênalti no segundo tempo, mas logo viria o empate. Apesar de lutar até o fim, o Palmeiras não conseguiu sair da igualdade, que até poderia ser aceitável dada a disparidade dos times, mas que, por colocar o time na lanterna, representou mais um passo rumo ao precipício. Não perdemos nenhum clássico naquele campeonato, porém há momentos em que empatar não era o bastante.

Palmeiras 1×0 Corinthians – Brasileiro 2006

Aqui estamos forçando um pouco a barra, porque o momento do Palmeiras estava longe de ser bom. Mas ao menos o Palmeiras vinha de uma animadora vitória no primeiro jogo pós-Copa e com isso deixado a lanterna. Já o Corinthians vinha de cinco derrotas consecutivas sem sequer marcar gol e estava só dois pontos e uma posição à nossa frente.

Desta forma, o gol de Paulo Baier naquele dia em que nós perdemos Marcos e eles Nilmar foi suficiente para dar um grande impulso à recuperação palmeirense – o time ficaria mais nove partidas sem perder. Já o rival ficou um pouco mais de tempo afundado.

Tirando o pé da lama

Tirando o pé da lama

Corinthians 1×0 Palmeiras – Brasileiro 2006

Sim, forçamos de novo, mas a situação era muito semelhante à do jogo anterior. Agora era o rival que tinha vencido a partida anterior depois de quatro piabas seguidas, enquanto o Palmeiras vinha na descendente e estava só dois pontos e uma posição à frente (repare que, de tão parecidas as condições, copiamos e colamos as últimas 11 palavras do parágrafo do jogo anterior).

Situação parecida, resultado idem. O Palmeiras perdeu, continuou sua trajetória de queda e se não fossem as tétricas campanhas de nossos adversários poderia ter curtido um novo rebaixamento já daquela vez. O rival embalou e conseguiu terminar o Brasileiro em nono lugar.

Corinthians 0x1 Palmeiras – Brasileiro 2007

Desta lista, é um dos duelos mais relevantes no sentido de mudar o astral do perdedor, se não o principal. O alvinegro entrou invicto e em sexto lugar com um jogo a menos, que poderia levá-lo à vice-liderança. O Verdão vinha de duas derrotas consecutivas e cinco jogos sem vitória; após sete jogos estava num modesto 14° lugar. Caio Júnior corria grande risco de demissão.

Mas aquele duelo virou as tendências de cabeça para baixo. O gol solitário de Dininho nos deu a vitória naquela noite de sábado e abriu caminho para a acidentada subida verde no campeonato, enquanto os rivais começavam sua trilha desesperadora – ficariam mais oito jogos sem ganhar. Será que haveria rebaixamento sem este Derby?

Palmeiras 1×0 Corinthians – Brasileiro 2007

Dos últimos seis jogos no Brasileiro, o Corinthians havia perdido quatro – e uma das duas vitórias fora contra o saco de pancadas América-RN. Dualib renunciara dois dias antes. O time, em queda livre, se encontrava na décima quarta posição, dois pontos acima da zona de rebaixamento.

O Palmeiras melhorara muito desde o primeiro turno – estava agora em sétimo, a dois pontos da Libertadores. Mas não estava em seus melhores dias: dos últimos quatro jogos, só vencera o Goiás (na estreia da camisa limão), e tomara uma surra de 5 a 0 do Cruzeiro.

Em campo, porém, o placar ficou até barato pelo descompasso entre os times. De novo o Palmeiras venceu com um gol de zagueiro, desta vez Nen. E os demais resultados da rodada colocaram o rival na zona de degola, de onde sairiam mas onde terminariam, e colocaram o Palmeiras no G4, em que não teve forças para ficar. Era a vingança de 2002.

Pondo o rival no chão

Pondo o rival no chão

Corinthians 0x1 Palmeiras – Paulista 2008

De novo exageramos um pouco, mas não tanto. Afinal, no Paulista somente quatro times avançavam à semi, e antes do clássico o Palmeiras estava somente em nono, após empatar com os Rios Claro e Preto. O Corinthians, na segunda divisão, vinha cumprindo bom papel em quinto lugar, com apenas uma derrota no campeonato, nove rodadas atrás. Não estava melhor porque empatou bastante.

No dia de nossa última vitória contra eles pelo Paulista, do último Derby no Morumbi e do único gol de Valdivia contra o mais tradicional adversário, novamente os sinais das campanhas se inverteram. O time do Parque São Jorge até reagiu, vencendo os dois jogos seguintes, mas era tarde: não alcançaram as semis. Já o Verdão abria uma sequência de oito vitórias seguidas no Paulista, que deram impulso mais que necessário para rumar a nossa derradeira conquista estadual.

Lágrimas sinceras

Lágrimas muy sinceras

Palmeiras 2×2 Corinthians – Brasileiro 2009

O Palmeiras ainda estava em cima, mas em queda. Perdera a liderança e só não tinha deixado de ser segundo por vencer o Goiás após 3 derrotas consecutivas; o Corinthians, de seu lado, já tinha relaxado – tinha vaga na Libertadores como campeão da Copa do Brasil e estava em décimo.

O Derby não impulsionou nem retardou ninguém. O empate, em que Danilo e Maurício Nascimento igualaram o placar após estarmos duas vezes atrás, apenas manteve o Palmeiras na trajetória descendente, a qual o arquirrival viu de camarote.

Palmeiras 1×1 Corinthians – Brasileiro 2010

Felipão havia retornado mas em quatro jogos ainda não havia vencido, e o Palmeiras via-se empacado em 12°. Seu adversário vinha em segundo, brigando com o Fluminense pela liderança.

Saímos atrás por causa de um gol escandalosamente impedido, mas Edinho empatou pouco depois. Ficou por isso mesmo, e o Verdão seguiu na sua toada ruim – só venceria dali a 3 rodadas – enquanto o rival se manteve no topo da tabela.

Corinthians 1×0 Palmeiras – Brasileiro 2010

Três meses depois, o alvinegro seguia na luta, em terceiro lugar. O Palmeiras avançou um pouco e estava em nono, mas a somente três pontos da zona da Libertadores. Sonhar não custava nada.

Mas o sonho acabou naquele jogo, em que o agora nosso Bruno César fez o tento único. O Corinthians ganhou força para seguir em alta – não perderia mais nenhuma partida, porém acabou no mesmo terceiro lugar em que estava por conta de seus empates; o Palmeiras ganhou a partida seguinte, mas duas rodadas depois caiu de novo e desistiu de vez do Nacional, dedicando-se a dar vexame na Sula.

Palmeiras 0x1 Corinthians – Paulista 2011

Palmeiras, líder invicto com apenas um empate no campeonato. Corinthians, em crise pós-vexame, com torcida invadindo CT, perdendo seu atacante de mais nome mas que também pouco vinha fazendo.

Parece o jogo de domingo? Pois era também o cenário três anos atrás. O Palmeiras tinha um favoritismo absurdo e o justificou em boa parte da contenda, mas quem não faz toma, e o Alviverde não fez. Resultado: no finzinho levamos um, o Corinthians renasceu e Felipão ficou feliz por salvar o emprego de Tite.

Palmeiras 0x2 Corinthians – Brasileiro 2012

O Corinthians fazia hora no Brasileirão, aboletado em nono. O Palmeiras, afundado em 19°, já nem se lembrava do título da Copa do Brasil e tinha acabado de mandar Felipão embora.

Justo dessa vez a lógica prevaleceu. Provavelmente nem a vitória teria salvo o Palmeiras, mas não precisávamos ser derrotado de novo por eles e pela primeira e única vez sermos derrotados em todos os derbies de um ano em que ele ocorreu mais de duas vezes. Kleina entrou depois e até ganhou suas duas primeiras partidas, dando uma esperança que pouco depois se extinguiu.

Corinthians 2×2 Palmeiras – Paulista 2013

Esse jogo só entra na lista para novamente lembrar que favoritismo não é vitória. O campeão do mundo tomou sufoco do time da série B, que teve uma de suas melhores exibições no ano com gols da dupla quase sertaneja Vílson e Vinícius. Faltou pouco para vencê-los – mas este “pouco” tem faltado com frequência, e é o que esperamos que acabe no domingo.

*

Em resumo, dos dez jogos citados que mudaram o estado de espírito das equipes, em seis se deu melhor quem estava por baixo. Sim, senhores, o clássico pode mudar muita coisa na trajetória de Palmeiras e Corinthians, e favoritismos devem ser totalmente refutados.

Não importa como os times estejam. O chavão é sempre válido: derby é um campeonato à parte, portanto domingo entramos todos zerados.

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Basta o empate!

Sábado voltamos a brigar pela taça que realmente vale

Sábado voltamos a brigar pela taça que realmente vale

A proximidade do acesso deixa algumas pessoas extremamente ansiosas. Apesar de enfrentarmos no sábado um time cada vez mais freguês (dos últimos nove jogos, perdemos somente um para o Azulão, aquele que derrubou Muricy em 2010), fomos consultados sobre o que acontece em caso de empate – vale lembrar que realmente este foi o resultado em nossa última partida no Pacaembu, contra um também frágil América-RN.

O cenário está todo montado para que a estreia da camisa amarela não dê chabu: os resultados de ontem à noite (tropeços de Figueirense e Paraná) foram ótimos e, agora, o Verdão nem precisa sair com a vitória. É isso mesmo: empate dá o acesso.

Como chegamos a essa conclusão? Fizemos a simulação da seguinte forma: a partir deste site, deixamos os resultados da 32ª rodada em branco, com exceção do jogo do Palmeiras, no qual marcamos empate. Com 69 pontos, apenas Chapecoense, Avaí, Sport e Paraná poderiam nos alcançar, então em todos os jogos das rodadas seguintes lhes concedemos os três pontos. Deixamos apenas a partida entre Sport x Paraná em branco, para poder considerar qualquer resultado neste confronto.

Resultado: com a 32ª rodada e Sport x Paraná em aberto, temos a Chapecoense e o Avaí nos ultrapassando, mas nossos 69 pontos ainda nos colocam à frente dos pernambucanos (65 pontos em 36 partidas) e paranaenses (63 em 46). Mesmo que ambos vençam neste fim de semana, ambos ficariam atrás do Verdão e, como se enfrentam, somente um deles poderia nos passar.

E se perdermos? Bom, em primeiro lugar, haja zica. Em segundo, fica difícil de comemorar o acesso já no sábado, mas não é impossível: neste caso, teremos que secar América-MG, Icasa, Sport e Paraná. Se apenas um dos quatro vencer, fim de papo. Mas, como o Coelho só joga às 21h, a comemoração (se é que após uma derrota em jogo cercado de tanta expectativa se pode comemorar) só poderá ocorrer no Pacaembu caso todos os outros três deixem de vencer.

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9 Noves para o Verdão

Walter já sabe comemorar de verde

Walter já sabe comemorar de verde

Kléber volta para o Porto ou fica? Não importa muito. Com ou sem a permanência do desajeitado atacante, o Palmeiras continua procurando um fazedor de gols, algo que não tem há muito tempo. Quer dizer, tinha um até alguns meses atrás, mas… bom, não importa.

(Em tempo, a aposta em Kléber foi válida. Não deu certo, paciência, acontece)

Para ajudar a diretoria nessa busca, apresentamos aqui nove opções dentro do perfil desejado (isto é, se possível de preço acessível, mas com algumas mais caras. Se tem dinheiro pra contratar Mendieta, deve ter para um avante). Como a ideia é buscar soluções diferentes, descartamos nomes já bastante ventilados pela mídia, como Ricardo Oliveira, Allan Kardec ou Rafael Moura, mas temos desde soluções convencionais até inusitadas. Vale também dizer que, se quisermos algum rival da série B, temos que correr: os artilheiros, como Lincom (Bragantino), Bruno Rangel (Chapecoense) ou Ronaldo (JEC) já fizeram seis jogos. Mais um e não poderemos contratá-los. 

Sabemos que algumas dessas sugestões parecem (ou são mesmo) esdrúxulas, mas queremos mostrar que, com um pouco de afinco, pode-se garimpar algum nome realmente adequado. Se ainda assim os homi não se dispuserem a ir atrás, fiquem com nossas dicas:

  1. Fernando Baiano – terceiro artilheiro do Paulistão, atrás apenas de Neymar e William (e jogou menos partidas que ambos). É uma alternativa barata, pois o São Bernardo não é lá um time muito rico, além de só ter a Copa Paulista pela frente este ano. Sugestão: oferecer três ou quatro jogadores para empréstimo no Estadual do ano que vem. Bom correr: rivais de série B como o Figueirense já o sondaram.
  2. Walter – o pernambucano de 23 anos está no Goiás por empréstimo, pois pertence ao Porto. Talvez seja complicado conseguir a rescisão com o esmeraldino, mas pode valer a pena. O atacante é da pá virada, porém tem tudo para cair rapidamente nas graças da torcida.
  3. Souza – o reserva do Bahia? Aquele que o Corinthians comemorou quando despachou? Sim, ele mesmo. Motivo de chacota por motivo de chacota, já temos diversos outros. Para a série B, um cara que tem média de 0,5 gol por jogo nos últimos três anos de série A – mesmo contando pênaltis – deve estar mais que bom.
  4. Afonso Alves – lembra daquele atacante que chegou a fazer algumas partidas pela Seleção? Pois é, ele tem 32 anos, está no Al-Gharafa do Catar e seu contrato vai só até setembro. Seria uma aposta relativamente barata.
  5. Emanuel Gigliotti – um novo Barcos, quem sabe? O argentino de 26 anos e 1,86m é o vice-artilheiro do Clausura jogando pelo modesto Colón, com 10 gols em 17 jogos. Passou por vários clubes, entre os quais o Novara, pelo qual jogou na segundona italiana e ao qual pertence até hoje. Outras opções vindas da Argentina são Santiago Silva e Lucas Viatri, ambos recém-colocados na lista de dispensas do Boca.
  6. Bruno Mendes - o jovem atacante revelado pelo Guarani está na reserva do Botafogo. Talvez possa vir por empréstimo, ou – seria a sorte suprema – em negociação incluindo Valdivia, por quem o Glorioso já manifestou interesse. O lado ruim é que o garoto de 18 anos não vem sendo um matador como pareceu ano passado; este ano foi às redes somente duas vezes.
  7. Nicolás Castillo – vice-artilheiro do Sul-Americano sub-20, o chileno já recebeu até uma chance na Seleção principal. O problema é a boa posição de seu time, a Universidad Católica, no Chilenão. Time em crise perde jogadores mais facilmente…
  8. Jack McInerney - uma aposta ousada, mas provavelmente melhor que Wesley. É um ianque de apenas 20 anos que lidera com folga a artilharia da MLS, o Americanão. Já passou pelo sub-17, sub-20, agora faz parte do sub-23 mas já foi pré-convocado pelo técnico do time principal, Jürgen Klinsmann, para a Copa Ouro do mês que vem. Seria muito difícil arrumar uma parceria para tirá-lo do Philadelphia Union e fazer uma grande jogada de marquetchim?
  9. Marta – se nada mais funcionar, quem sabe? Pior que Caio e Vinicius não deve ser.
  10. Pato – não, peraí. Pra entrar nessa lista tem que fazer gol.
Yankee, come home

Yankee, come home

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Com 71 pontos, o São Caetano/2012 teria sido campeão em 2007, mas nem subiu

Com 71 pontos, o São Caetano/2012 teria sido campeão em 2007, mas nem subiu

A missão de retornar à série A começou bem, com uma vitória apertada sobre um dos principais rivais na competição. Os primeiros pontos já estão no bolso, mas quantos o Palmeiras precisa para subir (e, de quebra, para ser campeão)?

Para responder, analisamos as pontuações finais dos cinco primeiros colocados desde 2007, quando entrou em vigor o regulamento atual; assim, sabemos quanto fizeram os times promovidos e, principalmente, o primeiro que falhou. A série histórica é pequena (apenas seis anos), e não permite obter resultados estatisticamente confiáveis, mas dá boas pistas sobre o que o Verdão tem que fazer.

Antes de ver a tabela, vamos esclarecer algo meio simples, mas a que dificilmente se dá atenção:

A pontuação necessária para subir não é a do quarto colocado, e sim um ponto a mais do que faz o quinto (da mesma forma, para ser campeão basta fazer um ponto a mais que o vice). 

Exemplificando, vejamos os anos nas pontas: em 2007, o quarto colocado fez 59 pontos. Precisava? Não, bastavam 57, pois ainda assim o quinto colocado não o alcançaria. E em 2012 os 71 pontos obtidos pelo quarto não garantiam a vaga – afinal, o quinto colocado também conseguiu isso. Para não depender de critérios de desempate, eram necessários 72.

Vamos então à tabela:

acessob

O que ela nos diz? Dá para tirar algumas observações:

  1. Com exceção de um caso (2012), 63 pontos sempre bastaram para o acesso. O campeonato de 2012 teve um desequilíbrio muito grande entre os cinco primeiros e os demais (o São Caetano, quinto, ficou 11 pontos à frente do Joinville), e também muitos times com pontuação baixa.
  2. Os times vêm aprendendo a disputar a série B: com exceção da queda entre 2010 e 2011, a pontuação do quinto colocado vem aumentando ano a ano. Não deve bastar igualar o desempenho dos acessos anteriores (ainda que precisar dos mesmos 72 pontos de 2012 seja meio irreal).
  3. O campeonato é disputado até o fim. Em 2007 e 2008, os quatro promovidos garantiram o acesso com antecedência. Mas, nos últimos três anos, a diferença entre o terceiro e o quinto foi de no máximo três pontos. Entre quarto e quinto, no máximo um.
  4. Com exceção do primeiro ano, sempre houve um time que se desgarrou. Em 2008 e 2009, foram os grandes rebaixados no ano anterior, Corinthians e Vasco. É de se esperar que seja o Palmeiras esse ano…
  5. Para ser campeão, 74 pontos sempre bastaram. Se desconsiderarmos 2012, então pode-se pontuar ainda menos: fora esta ocasião, 70 pontos sempre deram o título.
  6. Para ter uma outra referência, consultamos o Chance de Gol, cujo método às vezes é questionável no que diz respeito às chances nominais de cada equipe, mas o modelo é bom para estimar a pontuação necessária para subir de modo geral. Este ano, o site crê que, para ter 95% de chances de subir (o mínimo que nos deixa seguros) serão precisos os mesmos 71 pontos que não garantiram o Azulão ano passado. Para ter mais de 50% de chances, é bom somar 68. Já para ser campeão, é bom chegar às oito dezenas.

E qual a conclusão do blog?

Nenhuma! Voltamos ao fato de que são poucos dados para se chegar a uma conclusão segura. Mas, instintivamente e baseado no que vimos em anos anteriores, estimamos que o acesso pode até vir com 63 pontos. Mas, para ter mais segurança, melhor somar no mínimo 68. Já para o caneco, é bom chegar pelo menos a 75 pontos.

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O jogo-chave

Estadio José Dellagiovanna: o futuro na Libertadores se joga aqui

Estadio José Dellagiovanna: o futuro na Libertadores se joga aqui

Nem sempre os prognósticos feitos para a primeira fase da Libertadores se confirmam, pois é difícil comparar times de países diferentes além dos chavões que sempre os brasileiros serão favoritos e venezuelanos, bolivianos e que tais serão presas fáceis (se bem que estas premissas geralmente são válidas).

Entretanto, no caso do grupo do Palmeiras, o roteiro das duas rodadas mostra que o script inicial vem sendo cumprido. Ficou nítido que o Libertad é um time acima dos demais do grupo, um pouco pela técnica e muito pelo conjunto. O posicionamento dos paraguaios é muito bom, e durante quase toda a partida de quinta passada eles tiveram o Verdão sob controle. Da mesma forma, já ficou evidente que o Tigre, ainda que argentino, é o clube mais fraco da chave, e quem quer se classificar – leia-se Palmeiras e Sporting Cristal – não poderá tropeçar neles.

Os dois resultados do Palmeiras até aqui foram normais: a vitória contra o Sporting Cristal foi mais complicada do que devia, em parte pela falta de jogadores à disposição (problema que não se resolverá, já que os ex-gremistas à exceção de Vílson estão vetados), e a derrota contra os gumarelos se deveu à força do adversário. Não será esta queda a nos tirar a vaga.

Agora, não somar pontos nesta quarta-feira (a única quarta em que jogaremos nessa fase) pode sim ser fatal; contra o Tigre, o Palmeiras precisa somar ao menos um ponto – e mesmo ganhar é plenamente possível, ainda que com Vinicius no ataque. Exatamente na mesma hora, o Libertad receberá os Sporting Cristal, e seria bom que vencessem.

Semana que vem, haverá o jogo de volta entre peruanos e paraguaios, e uma não vitória do time azul é conveniente – hoje não sentimos o Palmeiras preparado para bater o Libertad (o que não significa que não possa, apenas que não é o mais provável). Quanto a nós, ficaremos praticamente um mês longe da competição – receberemos o Tigre apenas no longínquo dia 2 de abril. Se esse período será de uma expectativa boa, de encaminhar a classificação, ou ruim, de já se sentir cumprindo tabela, cabe ao Verdão decidir na quarta-feira.

Nós projetamos empate quarta em conjunto com vitória paraguaia; semana que vem, empate em Lima. Assim, o grupo teria pausa com o Libertad virtualmente classificado com 10 pontos em 4 jogos, Sporting Cristal e Palmeiras com 4 pontos, mas nós com três jogos e eles com quatro, e o Tigre fazendo hora com um. Nesse caso, a decisão da vaga parece se encaminhar para o último jogo, em Lima, e é provável que possamos jogar pelo empate. Devemos a todo custo evitar ter que vencer – o que aconteceu contra o Colo-Colo dificilmente se repetirá.

É clichê falar em catimba e violência dos times argentinos, mas ao menos nesta quarta o chavão é totalmente verdadeiro, e o time terá que saber lidar com isso. Para se manter vivo na Libertadores, o Palmeiras não pode cair nas garras do Tigre.

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índioadãozinho

Índio e Adãozinho: em 2002 só eles chegaram.

Passou-se o mês inteiro de dezembro, o mais farto no mercado de jogadores, e o Palmeiras trouxe uma única peça, Fernando Prass (Ayrton fora contratado há tempos, o que é importante em tempos de segunda divisão: será que ele teria vindo se sondado após a queda?).

A torcida se exaspera com a lentidão da diretoria, que ainda se vê tolhida pela decisão do Conselho de Orientação Fiscal de referendar qualquer decisão de Tirone e Frizzo. O técnico Gilson Kleina já deixa claro seu desencanto a cada entrevista, e não poderia ser diferente.

O cenário que pinta para o começo de 2013 é preocupante – e já o seria mesmo que sem termos caído. Mas será que é tão diferente assim do que ocorreu dez anos atrás, quando passamos por este sufoco pela primeira vez?

O Instituto Palestrino de Estatística pesquisou todo o cenário daquela época para analisar o que nos espera. Viaje agora conosco ao túnel do tempo sem luz no fim.

Calendário do futebol

Em 2002, a queda aconteceu na última rodada da primeira fase, em 17/11. Com a decepção e o baque, um amistoso contra o Cene, campeão sul-mato-grossense, acabou sendo cancelado. Com isso, a derrota para o vitória acabou sendo o último jogo do ano. O Palmeiras ficou sem jogos oficiais por 70 dias, até estrear no Paulista/2003 contra o Mogi Mirim em 26/1.

Já em 2012, o empate com o Flamengo em 18/11 não encerrou a temporada – faltavam as derrotas para Atlético-GO e Santos, esta em 1/12. A estréia no Paulista/13 também ocorrerá antes, em 20/1, de modo que a pausa será de exatos 50 dias.

O fato de ter dois jogos após cair fez com que, ao contrário de 2002, o Palmeiras dispensasse jogadores e lançasse alguns jovens ainda durante o campeonato, o que diminui o peso das novidades para o ano seguinte.

Eleições

Há 10 anos, o Palmeiras também vivia um período eleitoral. O pleito estava originalmente marcado para 15/1, mas acabou sendo antecipado para o dia 6 de janeiro de 2003, uma (claro) segunda. Isso por si só mostra que, sim, é possível alterar a data da votação e o clube podia nos poupar da agonia atual de ter que esperar até o longínquo dia 21 de janeiro para saber quem herda a terra arrasada.

Naquela eleição, houve dois concorrentes: um era o então presidente Mustafá Contursi com seu discurso “fiz cair, vou fazer subir” (o que significava na prática “vou virar a mesa”; nem isso, ainda bem, ele cumpriu). O oponente era o famoso economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, que à época criou com seus aliados o movimento Muda Palmeiras, que após 10 anos e algumas mudanças de nome hoje é parte importante da vida política do clube.

Pode-se dizer que foi a campanha do que não queria gastar um tostão contra o que depois torraria muito mais que um milhão, mas o fato é que foi uma disputa muito desigual a favor do Sapo-Boi.

Senão, vejamos: Belluzzo lançou sua campanha convidando conselheiros a um jantar ao qual compareceram personalidades como Joelmir Beting e Aldo Rebelo. Mustafá contra-atacou marcando um evento na mesma hora. Resultado: apenas cerca de 40 votantes deram o ar da graça ao primeiro evento, enquanto quase 200 (incluindo o próprio irmão de Belluzzo) estiveram prestigiaram o presidente – que, ora vejam, não apareceu.

A vitória de Mustafá na eleição foi um pouco menos folgada que no jantar, mas ainda assim foi larga: por 175 votos contra 77 (e 13 nulos), o “bom e barato” continuou assolando o Palestra Itália por mais dois anos.

Patrocínios

De 2012 para 2013 não deveremos ter nenhuma mudança: Kia e Adidas seguirão firme com o Palmeiras. Em 2003, porém, houve uma mudança no começo da temporada – a Rhumell deu lugar à Diadora como fornecedora de uniformes (no entanto, apesar de o acerto ter sido fechado no início da janeiro, a empresa italiana só estreou após algumas rodadas de série B). Quem não se lembra do modelo das bolinhas que mudavam de cor com o suor? A Pirelli, por sua vez, manteve-se como o principal patrocinador da equipe.

Dispensas

Hmmm, aqui a coisa começa a esquentar. Em 2002, uma situação bizarra: após a queda, os jogadores receberam uma semana de folga, mas depois voltaram para uma semana de treinos físicos (as férias só começaram em dezembro). As dispensas só começaram no fim deste período, e foram feitas a conta-gotas.

Em 2012, a diretoria não esperou o campeonato acabar para divulgar a primeira barca. Os cortes foram mais rápidos e devem se encerrar antes (desde que o time ache interessados nos craques disponibilizados).

Em comum, a data de início da degola: 29 de novembro. Confira abaixo como foi o ritmo das dispensas, lembrando que atletas disponibilizados mas que ainda não saíram (Leandro Amaro, Tadeu e outros) não estão listados.

dispensas

Vale comentar ainda que em 21/1, segundo a Folha de S.Paulo, Marcos foi vendido para o Arsenal. Barrigada pouca é bobagem.

Contratações

Você acha que está devagar? Pois em 2002 não foi diferente: o Palmeiras fechou o ano com apenas dois jogadores contratados: Índio, zagueiro do Juventude, e Adãozinho, meia do São Caetano, além do técnico Jair Picerni. Nada muito diferente do que agora, em que veio apenas Fernando Prass (Ayrton, insistimos, é um caso à parte).

Uma semelhança está na expectativa pelo retorno de dois volantes: se agora Kleina conta com Souza e Wendel, em 2003 Picerni recebeu Magrão e Claudecir de braços abertos. Outro que voltou foi o lateral-direito Neném.

Os jogadores só começaram mesmo a chegar após a reeleição de Mustafá: nas duas semanas seguintes, foram oito. Entre eles, porém, houve casos de corar o palmeirense de vergonha, como o do lateral esquerdo João Marcelo, que veio do Ferroviário, ficou dois dias, não acertou salário e voltou. Ou ainda do atacante colombiano Carlos Castro e do meia Toni, que saíram sem atuar.

Parece claro que a indefinição eleitoral custará caro na montagem do elenco: foi isso que ocorreu em 2003, e provavelmente ocorrerá de novo agora. Com três agravantes: a eleição quinze dias mais tarde, um plantel mais reduzido pelo maior número de dispensas e uma Libertadores se avizinhando (o que não era pra ser um problema, mas do jeito que vai pode se transformar em outro vexame).

Confira abaixo o ritmo de chegadas de atletas na pré-temporada, notando que após fevereiro de 2003 o Palmeiras parou de se reforçar.

Contratações

Time-base

O Palmeiras perdeu para o Vitória naquele fatídico 17/11 com Sérgio, Arce, Alexandre, César, Rubens Cardoso (Leonardo Moura), Paulo Assunção, Flávio (Nenê), Juninho, Zinho, Muñoz, Itamar (Lopes). Ou seja: dos 14 que entraram em campo no Barrradão, apenas três seguiriam no clube, aqueles destacados em itálico. Seis atletas sairiam até o fim de dezembro.

Agora, o Palmeiras empatou com o Flamengo com Bruno, Artur (Obina), Maurício Ramos, Román, Juninho, Márcio Araújo, Correa, Tiago Real (Vinícius), Mazinho (Bruno Dybal), Maikon Leite e Barcos. Destes catorze, apenas quatro pegaram o caminho da roça. A renovação pelo visto será menor.

Na estreia de 2003, o time bateu o Mogi-Mirim com Marcos, Neném (Pedro), Índio, Leonardo, Everaldo, Claudecir, Magrão, Pedrinho, Zinho (Adãozinho), Muñoz, Dodô (Leandro Amaral). Foram quatro estreantes, em itálico. Em 2013, é claro que os dois reforços estarão em campo desde o início. Mas serão só eles?

Categorias de base

O Palmeiras não usou sua base no Brasileirão de 2002 – Pedro jogou três vezes, Vágner Love duas, e só. No início de 2003, Picerni estava ciente de que havia uma boa geração (o Verdão foi campeão paulista sub-20 em 2002 e vice da Copinha no ano seguinte) porém só começou a efetivamente usar os moleques após afundar no Paulista e tomar sete do Vitória. Foi então que a geração de Edmílson, Diego Souza e Alceu pediu passagem e se assumiu seu lugar.

Agora, alguns garotos foram promovidos durante o campeonato, casos de Patrick Vieira e principalmente João Denoni. Com o rebaixamento confirmado, Bruno Dybal e Diego Souza, entre outros, também puderam atuar. É certo que eles estarão integrados ao elenco principal já desde o começo do ano que vem – mas como ter certeza que o sucesso será o mesmo da geração de Vágner Love?

Resumo

O fato é um só: a eleição, que deveria ser um detalhe, paralisa todo o ambiente do clube, mesmo que Tirone tome vergonha na cara e decida de uma vez por todas não tentar novo mandato. Até dia 21, o Palmeiras viverá de mais futricas, fofocas, boatos, impasses e incertezas que o habitual.

Reforços? Não contem com isso – o que, a julgar pelo nível de diversos nomes ventilados, é até melhor. É preferível manter o pouco que temos a buscar novos empréstimos para bancar um veterano com pouco a acrescentar como Riquelme.

O time que definiu o acesso e o título da série B em Garanhuns foi escalado com Marcos, Leonardo, Glauber, Adãozinho, Baiano, Magrão, Diego Souza, Lúcio, Élson (Correa), Vágner Love (Denis), Edmilson. Dos treze, sete – mais da metade! – só se juntou ao elenco a partir de março.

Vai ser assim de novo: sem planejamento algum, contando um pouco com a base, bastante com a sorte e mais ainda com a fragilidade dos adversários. Para 2013 vai bastar; subiremos. Mas e o centenário?

Este, senhores, começa apenas dia 21. Que Perin ou Nobre tomem rapidamente pé da situação, e que sejam menos inaptos que o atual mandatário e seus antecessores, pois o campeão do século XX já jogou fora 13 anos do XXI.

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