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Arquivo da categoria ‘Hoje na história’

Luciano do Valle

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Seu Bolacha foi minha referência de infância na narração da TV – muito acima de Galvão Bueno ou qualquer outro.

Por isso, fiquem com Luciano do Valle contando alguns momentos de nossa trajetória.

 

 

 

 

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Adeus, professor.

Faleceu ontem, em São Paulo, aos 81 anos, Mário Travaglini.

Ex-zagueiro, treinador e dirigente, Travaglini dedicou sua vida ao futebol. Começou a carreira aos 16 anos, nos juvenis do Clube Atlético Ypiranga, e fez sua estreia pelos profissionais aos 21. Como jogador, teve passagens também por Palmeiras, Nacional e Ponte Preta. Pendurou as chuteiras cedo, aos 29 anos, tendo disputado 31 partidas com a camisa alviverde entre 1955 e 1958. 

Mas foi como treinador que Travaglini deixou sua marca no futebol. Responsável por introduzir as variações táticas europeias no país e combiná-las ao talento natural dos jogadores brasileiros, Travaglini iniciou a carreira de técnico nos juvenis do Palmeiras, em 1963, e rapidamente assumiu o time principal. Como treinador do escrete palestrino, Travaglini foi comandante da Primeira Academia, conquistando os títulos Paulista de 1966, e a Taça Brasil (cujo vídeo você pode ver aqui) e o Robertão de 1967.

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O Divino e o Comandante

Permaneceu no Palmeiras até 1971, quando pegou a ponte aérea e foi treinar o Vasco. No clube carioca, além de ter sido o responsável por revelar Roberto Dinamite, levou a nau vascaína ao título Brasileiro de 1974. Em 1976 foi para o Fluminense, onde foi campeão carioca, permanecendo até o início de 1977. Entre 1978 e 1981, atuou como supervisor da seleção brasileira, auxiliando Coutinho na Copa da Argentina.

De volta da seleção, Travaglini assumiu o Corinthians, onde foi um dos técnicos da Democracia. Responsável por revelar Casagrande, conquistou o título Paulista de 1982 pelo rival. Treinou também o São Paulo, mas sem o mesmo brilho.

Voltou ao Palmeiras em 1984, onde alcançou o quarto lugar no Paulista daquele ano. Chegou a treinar o Vitória, em 1987, e rodou por algumas equipes de São Paulo até encerrar a carreira como treinador, no início da década de 90. Como dirigente, atuou como presidente do sindicato dos treinadores de São Paulo.

Seus feitos como treinador nos fizeram escolhê-lo como maior treinador paulista que tivemos. Reconhecimento justo para este grande profissional que nos comandou durante 175 partidas.

O IPE transmite os sentimentos à família de “seo” Mário, mais uma figura indelével da gloriosa história do Campeão do Século. Obrigado!

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Aqui, em sua segunda passagem como técnico

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A primeira Copa Mercosul foi nossa!

A primeira Copa Mercosul foi nossa!

Hoje o Palmeiras comemora 15 anos da conquista de um título que foi o ‘vestibular’ da Libertadores: a Copa Mercosul 1998. Era a primeira edição do torneio e foi tratada com extrema importância pela equipe de Felipão, que havia chegado ao clube em 1997 e tinha à disposição um grande elenco precisando de títulos (uma pequena pausa: que ironia! não ganhávamos algo desde 1996 e havíamos sido vice-campeões brasileiros no ano seguinte, mas acontece que àquela época um ano sem ganhar nada era encarado como tragédia, bons tempos… voltando). Aquele torneio era a oportunidade de erguer uma taça continental e trazer confiança. Deu certo e o troféu veio mesmo para o Palestra Itália, como poderia ter vindo em 1999 e 2000, mas aí são outras histórias.

A Copa Mercosul foi a sucessora da Supercopa e predecessora da Copa Sul-Americana, com um formato bastante diferente do utilizado na competição que temos hoje. Vinte clubes de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile disputariam o torneio, organizado pela Conmebol e gerido pela Traffic (que conheceríamos muito ‘bem’ em 2o08). O critério para a escolha de seus participantes não foi nada convencional: audiência de TV. Posto isso, os clubes que participaram naquele ano foram: Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Vasco, Grêmio, San Lorenzo, Independiente, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, River Plate, Racing, Nacional – URU, Peñarol, Colo-Colo, Universidad de Chile, Universidad Católica, Cerro Porteño e Olímpia. Divididos em 5 grupos e jogando em ida e volta, os primeiros colocados e os três melhores segundos passavam para as quartas-de-final. A curiosidade ficava pela disputa da final ser em até 3 partidas caso necessário – o que foi o caso naquele ano.

(Pouca gente lembra, mas para não ouvir muitos protestos dos clubes dos outros países a ela afiliados, a Conmebol inventou uma Copa Merconorte – nome sem nenhum sentido real – para equipes do Peru, Bolívia, Venezuela, Equador e Colômbia, país que triunfou nas quatro edições realizadas)

O Palmeiras era do Grupo B, junto com Nacional, Independiente e Universidad de Chile, e a primeira partida da história da competição foi justamente do Verdão: num Morumbi gélido e vazio, vitória de virada contra os argentinos por 2 a 1.

A partida seguinte foi histórica: em pleno Centenario, um massacre por 5 a 0 sobre o Nacional. Era o prenúncio de uma campanha perfeita na primeira fase, em que se seguiram vitórias por 2 a 1 contra La U (notem o belíssimo gol da vitória) e 3 a 0 contra o Independiente, ambas fora de casa, depois 3 a 1 no Nacional e 1 a 0 nos chilenos no Brasil. Foram 16 gols a favor e somente 3 contra.

Nas quartas-de-final, o adversário foi o poderoso Boca Juniors, na primeira prova de fogo daquela equipe; a primeira partida foi em casa (vai entender) e o Palmeiras venceu por 3×1, na volta na Argentina o placar terminou empatado em 1×1. Classificação garantida e a próxima fase nos reservava o Olímpia. Mais uma vez decidindo fora, o Verdão venceu as duas partidas: 2×0 em casa e 1×0 fora, em jogo que não terminou devido ao tradicional esporte latino-americano de lançamento de artefatos à escolha do participante.

Enquanto isso, o Cruzeiro eliminava o San Lorenzo e se classificava para a grande final contra o Palmeiras. Seria um grande tira-teima, pois as equipes já haviam se enfrentado seis vezes naquele ano, sendo cinco delas muito importantes: as duas da decisão da Copa do Brasil, que levamos, e as três das quartas-de-final do Brasileiro, no qual o outro ex-Palestra Itália levou a melhor.

Pela melhor campanha em todas as fases o alviverde mandaria a partida de volta da final e a partida de desempate, se houvesse. No Mineirão perdemos por 2×1 (Marcelo Ramos e Fábio Júnior para o Cruzeiro e Roque Jr para o Palmeiras) e apesar da vitória de virada por 3×1 no Palestra Itália (Cléber, Oséas e Paulo Nunes para o Palmeiras e Fábio Júnior para o Cruzeiro) seria necessário o terceiro jogo por não existir o critério de saldo de gols.

A última partida seria novamente no Palestra Itália e qualquer vitória dava o caneco ao Verdão. E ela foi magra; ficou a cargo de Arce marcar o gol da partida que sagrou o Palmeiras campeão. No simulado da Libertadores, o Palmeiras passou com louvor.

Partida completa:

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA

29/12/1998 – 3ª partida – Final Copa Mercosul
Palmeiras 1 x 0 Cruzeiro (Arce, 16′ 2ºT)
Campeão: Palmeiras
Estádio: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Público: 29.450
Renda: n/d
Árbitro: Luciano Augusto Teotônio Almeida (DF)
PALMEIRAS: Velloso, Arce, Júnior Baiano, Roque Júnior, Júnior, Tiago, Rogério, Alex (Almir), Zinho, (Agnaldo), Paulo Nunes, Oséas (Pedrinho). Técnico: Luiz Felipe Scolari
CRUZEIRO: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, João Carlos, Gilberto, Ricardinho (Caio), Marcus Paulo, Valdo, Müller (Alex Alves), Marcelo Ramos, Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi
GOLS: Arce – 16′ 2º T
CARTÕES AMARELOS: Tiago, Zinho e Pedrinho (Palmeiras), Marcelo Dijan, João Carlos e Marcelo Ramos (Cruzeiro)
CARTÕES VERMELHOS: Marcelo Ramos (Cruzeiro)

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Os primeiros campeões

Os primeiros campeões

Esta quinta-feira marca o aniversário de duas conquistas importantíssimas de nosso Alviverde Imponente: os 20 anos do título de 1993, que contamos aqui, e, inversamente, os 93 anos do título de 1920, a primeira de tantas e tantas taças que orgulham o palmeirense. E é deste triunfo, tão essencial quanto desconhecido, que vamos tratar aqui.

O Campeonato Paulista de 1920 começou com um favorito; afinal, o então campeão tinha vencido não só a edição de 1919 como as três anteriores – foi o famoso tetracampeonato do Paulistano até hoje não igualado no Estado (o Santos este ano perdeu a chance de fazê-lo). O time do Jardim América somava sete títulos nas 18 edições disputadas, e ainda por cima contava com o grande craque brasileiro da época, Arthur “El Tigre” Friedenreich.

Ainda assim, havia um rival que parecia ter encontrado um caminho para encarar o bicho-papão: era o Palestra Itália, que até o último jogo da edição anterior estava com chances – em 1919, o último jogo do campeonato foi Paulistano x Corinthians. O Palestra estava um ponto à frente do tricampeão, e portanto torcia para que seu futuro arquirrival vencesse a partida, ou ao menos empatasse, forçando um jogo-extra. Mas os alvinegros perderam por 4 a 1 e com isso impediram que os palestrinos levantassem a taça cinco anos após sua fundação. O alerta, porém, estava dado: os italianos chegaram para valer. E, junto com ele, os já importantes rivais – o Corinthians, terceiro colocado em 1919, também tinha uma equipe competitiva. O pentacampeonato não viria facilmente.

O torneio de 1920 seguiu os moldes habituais de então: 10 times jogando em turno e returno. Só que o Santos decidiu prematuramente abandonar o torneio após apenas sete partidas (entre as quais uma derrota para o Palestra por 3 a 2 e os vexaminosos 0×11 contra o Corinthians que até hoje constituem a pior derrota da história peixeira); foram assim 16 partidas para cada equipe.

A estreia palestrina no certame não poderia ser mais animadora: de cara, um Derby. E, como no primeiro, disputado três anos antes, o clube mais jovem venceu por 3 a 0, dois de Heitor e um de Ministro, na tarde de 25 de abril. Desta forma, a equipe já largava deixando um concorrente para trás, enquanto o Paulistano tinha uma estreia café-com-leite – bateu o Santos, em jogo posteriormente anulado.

Dois dias depois, um fato que impulsionaria o Palestra naquela campanha e, mais que isso, mudaria a história quase centenária do campeão do século: no dia 27 de abril, o clube assinava a compra do Parque Antarctica. A jovem associação tomava fumaças de gente grande.

Para embalar ainda mais, na segunda rodada o tetracampeão teve um surpreendente tropeço ao empatar com o fraco Minas Gerais, que em seguida também foi o segundo time no caminho do Palestra. Ao vencer, o time comandado por Bianco assumiu a liderança. Dali por diante, os favoritos foram atropelando seus adversários um a um - o Paulistano chegou a fazer 12 a 0 sobre a AA Palmeiras, que nos legaria o nome; para não ficar atrás, o Palestra massacrou o SC Internacional por 11 a 0, na nossa até hoje maior goleada em jogos oficiais.

Assim, o primeiro turno teve na última rodada o encontro entre o Palestra 100% e o Paulistano com um ponto perdido. O duelo do Parque Antarctica – assumido de vez pelo Palestra na terceira rodada num 7 a 0 sobre o Mackenzie então associado à recém-fundada Portuguesa – foi disputado, e terminou num empate por 1 a 1 que deixava o time da Água Branca na liderança, mas mantinha o campeonato aberto.

O segundo turno começou com um susto: em pleno Parque Antarctica, o Corinthians levou a melhor por 2 a 1. Era o começo de uma recuperação tardia do arquirrival, que após um fraco primeiro turno venceu todas as partidas da segunda etapa. Nem assim conseguiu o título, pois Palestra e Paulistano tropeçaram pouco.

Muito pouco, aliás: o Palestra só perderia um ponto para as equipes fora da briga, contra o Ypiranga, enquanto o Paulistano largaria dois na derrota ante o São Bento. Com isso, o ainda alvirrubroverde abriria dois de vantagem para o alvirrubro.

E assim Paulistano e Palestra chegaram para a última rodada: os detentores do título com 24 pontos, fruto de 11 vitórias, 2 empates e duas derrotas. Os desafiantes, com 26 unidades, uma vitória a mais e uma derrota a menos. O empate seria suficiente para sua primeira volta olímpica – tradição que, é verdade, ainda não existia.

Mas, no estádio da Floresta, o Paulistano fez valer o sangue-frio de quem sabia ser campeão. Sofreu, mas Friedenreich marcou o gol que bastou para o triunfo e para provocar uma partida-desempate. Por mais uma semana o Palestra permaneceria com sua prateleira vazia.

A partida decisiva teve lugar, óbvio, em 19 de dezembro de 1920. Novamente o duelo, cujo relato pode ser visto aqui e depois aqui, teve lugar na Floresta, mas o resultado final seria outro. O Palestra tomou a iniciativa desde o começo, e, se fosse uma luta de boxe, teria vencido o primeiro tempo por pontos. Mas tratava-se de futebol, e o placar se manteve em zero a zero.

Água mole em pedra dura, entanto, sabemos no que dá, e aos 10 minutos do segundo tempo a cidadela paulistana caiu: Martinelli entrou driblando, bateu cruzado e venceu Arnaldo. Um a zero.

Não deu nem tempo de comemorar: um minuto depois, Mário Andrada chutou forte e Primo nada pôde fazer. Era o empate, e um dos campeonatos mais disputados da história seguia sem dono.

A pressão palestrina era cada vez maior; o Paulistano vivia de esporádicos contra-ataques. E finalmente veio o nocaute: Heitor encontrou Forte, que invadiu em alta velocidade e fuzilou a meta adversária; faltavam ainda alguns minutos, mas na base do bola pro mato o Palestra tratou de impedir qualquer reação tardia. O tempo passou sofregamente, mas enfim o ex-craque alemão Hermann Friese deu a contenda por encerrada.

Naquele minuto, um novo campeão surgiu, mas quem poderia dizer que aquele seria apenas o começo de uma trajetória tão fulgurante?

Hoje, lembramos muito do título de 1993, a cereja no bolo de um ano espetacular. Mas não podemos nos esquecer que a conquista de Evair, Edmundo e companhia talvez não existisse se, naquela tarde de domingo 73 anos antes, uma esquadra agora praticamente desconhecida não tivesse aberto de maneira brilhante a trilha de sucesso que ora tentamos retomar.

Campanha

25/04/1920 – Corinthians 0 x 3 Palestra Itália

09/05/1920 – Minas Gerais 1 x 3 Palestra Itália

16/05/1920 – Palestra Itália 7 x 0 Mackenzie

30/05/1920 – Santos 2 x 3 Palestra Itália (depois anulado)

04/07/1920 – Palestra Itália 4 x 1 A.A.São Bento

18/07/1920 – A.A.das Palmeiras 0 x 5 Palestra Itália

01/08/1920 – Palestra Itália 1 x 0 Ypiranga

08/08/1920 – Palestra Itália 11 x 0 Internacional

15/08/1920 – Palestra Itália 1 x 1 Paulistano

05/09/1920 – Palestra Itália 1 x 2 Corinthians

03/10/1920 – Palestra Itália 0 x 0 Ypiranga

17/10/1920 – Palestra Itália 4 x 0 Mackenzie

31/10/1920 – Palestra Itália 1 x 0 Minas Gerais

07/11/1920 – Internacional 1 x 6 Palestra Itália

15/11/1920 – São Bento 0 x 1 Palestra Itália

21/11/1920 – Palestra Itália 5 x 0 A.A. das Palmeiras

12/12/1920 – Paulistano 1 x 0 Palestra Itália

19/12/1920 – Paulistano 1 x 2 Palestra Itália

Total: 17 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 55 gols a favor e 9 contra

Ficha Técnica – Paulistano 1 x 2 Palestra Itália

Local: Floresta

Data: 19/12/1920

Árbitro: Hermann Friese

Paulistano: Arnaldo; Carlito e Guarani; Sérgio, Zito e Mariano; Agnello, Mário, Friedenreich, Guariba e Cassiano

Palestra Itália: Primo; Oscar e Bianco; Valle, Picagli e Bertolini; Martinelli, Federici, Heitor, Ministro e Forte

Gols: Martinelli, aos 10, Mário Andrada, aos 11, e Forte, aos 32 minutos do segundo tempo

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Só este esquadrão parava Pelé

Só este esquadrão parava Pelé

Há exatos 50 anos, o Palmeiras batia o Noroeste por 3×0 no Pacaembu e faturava com uma rodada de antecedência o Campeonato Paulista de 1963.

O Paulistão daquele ano foi disputado no sistema de pontos corridos, e a equipe Palmeirense teve campanha exemplar, com 22 vitórias, 6 empates e somente 2 derrotas. A equipe marcou 67 gols e sofreu apenas 28 durante o certame, com direito a um estrondoso 5×2 no Dérbi.

Abaixo, todos os jogos da campanha, a ficha técnica da final e uma verdadeira raridade: o áudio com a narração dos 3 gols do jogo do título, na voz eterna de Fiori Gigliotti.

Primeiro turno

14/07 – Palmeiras 5 x 0 Jabaquara

18/07 – Palmeiras 2 x 1 Prudentina

21/07 – São Bento 2 x 2 Palmeiras

24/07 – Palmeiras 3 x 1 Ferroviária

04/08 – Noroeste 1 x 2 Palmeiras

07/08 – Palmeiras 1 x 1 Santos

11/08 – Palmeiras 3 x 2 Juventus

15/08 – Esportiva 0 x 0 Palmeiras

21/08 – Palmeiras 1 x 0 Botafogo

25/08 – Comercial 1 x 1 Palmeiras

03/09 – Palmeiras 0 x 3 Portuguesa

08/09 – Palmeiras 4 x 2 XV de Piracicaba

15/09 – Corinthians 0 x 2 Palmeiras

22/09 – Guarani 0 x 2 Palmeiras

26/09 – Palmeiras 1 x 3 São Paulo

Segundo turno

29/09 – Palmeiras 5 x 1 São Bento

02/10 – Juventus 1 x 1 Palmeiras

06/10 – Jabaquara 0 x 1 Palmeiras

09/10 – Palmeiras 0 x 0 Comercial

13/10 – Portuguesa 1 x 5 Palmeiras

19/10 – Ferroviária 3 x 4 Palmeiras

30/10 – Palmeiras 1 x 0 Guarani

03/11 – Botafogo 1 x 4 Palmeiras

07/11 – Palmeiras 2 x 1 Esportiva

14/11 – XV de Piracicaba 1 x 3 Palmeiras

20/11 – Santos 0 x 1 Palmeiras

24/11 – Prudentina 0 x 2 Palmeiras

04/12 – Palmeiras 5 x 2 Corinthians

11/12 – Palmeiras 3 x 0 Noroeste

17/12 – São Paulo 0 x 1 Palmeiras

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Os gols do título

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Ficha Técnica – Palmeiras 3 x 0 Noroeste

Pacaembu (11/12/1963)

Renda: Cr$ 13.073.100,00

Público: 37.023 pagantes

Palmeiras: Picasso; Djalma SantosDjalma Dias e Vicente; Zequinha e Valdemar; Julinho BotelhoVavá, Servílio, Ademir da Guia e Gildo. Técnico: Sílvio Pirilo.

Noroeste: Evaristo; Aracito, Virgílio e Gualberto; Romualdo e Gildésio; Daniel, Araras, Zé Carlos, Lourival e Aílton. Técnico: Balbino Simões.

Gols: Servílio, aos 14 min e 44 min, e Julinho, aos 17 min do segundo tempo.

Árbitro: Anacleto Pietrobon

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* O Blog do IPE agradece ao leitor e amigo Nivaldo Nocelli pelo envio do audio com os gols da partida.

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Esta terça-feira, 10 de dezembro de 2013, marca mais uma efeméride na rica história alviverde: há 80 anos o Palestra Itália conquistava a primeira edição do torneio Rio-São Paulo. Tido à época quase como um Campeonato Brasileiro, era o reflexo de um tempo em que mal se ouvia falar dos times de outros Estados, como os mineiros América, Atlético e Palestra Itália (o atual Cruzeiro) ou o Grêmio (o Internacional ainda não era uma potência estadual).

O Rio-São Paulo não foi a primeira competição interestadual de nosso calendário: já se disputava à época o Campeonato Brasileiro de Seleções e, em nível de clubes, era disputada sem grande regularidade a Taça dos Campeões RJ/SP – o próprio Palestra vencera a edição de 1926 (que acabou em 1927) ao bater duas vezes o São Cristóvão. Era, no entanto, uma disputa obviamente limitada a apenas dois times.

Asim, a introdução do Rio-SP em 1933 acabou por criar o primeiro torneio que integrava equipes de regiões distintas. Dadas as dificuldades de transporte, era fácil entender que as fronteiras do campeonato não poderiam se estender demais, o que fez com que só o disputassem os clubes da Capital Federal e do Estado mais industrializado do país.

A competição contou com 12 clubes, sendo sete paulistas (Palestra Itália, Corinthians, São Paulo da Floresta, Santos, Portuguesa, AA São Bento e Ypiranga) e cinco cariocas (Vasco, Fluminense, Bangu, América e Bonsucesso). Chama a atenção, claro, a ausência de Botafogo e Flamengo – o primeiro ficou de fora porque, no ano em que se introduziu o profissionalismo no futebol nacional, quis se manter amador; o segundo, porque a princípio acompanhou o alvinegro e no fim mudou de ideia, mas muito tarde.

Em tempos de longas viagens de trem, foi tomada uma decisão bastante sensata: os jogos dos campeonatos regionais valeriam para ambos os torneios; as tabelas foram ajustadas na medida do possível para que as equipes se enfrentassem nas mesmas datas (ou seja, havia rodadas do Paulista e Carioca com jogos entre estes times e outras em que elas pegavam os demais clubes locais).

Desta forma, o torneio se iniciou em 7 de maio de 1933, com cinco partidas locais. No Rio, o Flu fez 3 a 1 no Vasco, mas o destaque foi para a goleada no Derby: em pleno Parque São Jorge, o Corinthians foi arrasado por 5 a 1. Trata-se de jogo famoso na mídia palestrina pela descrição pós-jogo d’O Estado de S. Paulo, que desdenhou do então campeão paulista mesmo após um placar tão dilatado.

Nas duas partidas seguintes, ainda em maio, o Palestra somaria mais duas vitórias contra rivais regionais: 3 a 2 sobre o São Paulo da Floresta e 3 a 1 sobre o Santos. Somente em junho viria a primeira partida contra um carioca: 2 a 1 sobre o Vasco da Gama. Quatro jogos, quatro vitórias, e o clube dos italianos despontava como forte favorito. Detalhe: todos os jogos haviam sido fora de casa.

Curiosamente, a primeira partida no Parque Antarctica foi a primeira que o time não venceu: em 25/6, a Portuguesa fez 3 a 1 e tirou do Palestra uma invencibilidade em jogos oficiais que vinha desde dezembro de 1931. Foi o início de uma fase cambaleante que duraria por todo o mês de julho: empate por 3 a 3 com o Bonsucesso, vitória por 2 a 0 contra o São Bento, derrota pelo placar mínimo para o América e vitória sofrida, 2 a 1, contra o lanterna Ypiranga.

Em agosto, porém, o time voltou a embalar: foram três boas vitórias – 4 a 1 no Fluminense, 6 a 0 no Bangu e, abrindo o returno, 4 a 3 no Santos. Vitória esta importantíssima, pois a primeira etapa havia terminado com empate na liderança: nossos 17 pontos eram os mesmos do São Paulo da Floresta, que perderia para o Vasco na estreia do 2º turno. A vantagem de dois pontos não era ruim, mas novo tropeço contra a Portuguesa no começo de setembro (1 a 1) poderia dar novo ânimo ao tricolor.

Entretanto, dali para a frente o Palestra encaixaria uma série sensacional de vitórias: 2 a 1 no Vasco, 5 a 0 no Ypiranga, 3 a 0 no São Bento, 3 a 1 no Bonsucesso. E isso era o aperitivo.

Afinal, faltava chegar aquele 5 de novembro histórico. O Palestra dividia a liderança do Estadual e do Rio-SP com o SPFC (que nos alcançara por ter um jogo a mais), mas teria que enfrentar seu maior rival. Clássico pode até não ter favorito, mas naquele dia a diferença dos elencos era gritante, e se traduziu na impressionante goleada por 8 a 0 sobre o Corinthians, na maior derrota da história alvinegra.

Não parou por aí: exatamente uma semana depois, o confronto foi contra o próprio São Paulo da Floresta. E novamente o Palestra triunfou – um gol solitário de Avelino liquidou o Campeonato Paulista a nosso favor e deixou o Rio-SP muito bem encaminhado.

A reta final teve apenas confrontos contra cariocas. O primeiro deles, 4 a 0 no América, deixou o título ainda mais próximo: em 3 de dezembro o SPFC, dois pontos atrás e único rival ainda vivo, faria sua última partida contra o Fluminense, enquanto o Palestra iria a São Januário pegar o Bangu tendo ainda mais um confronto, também contra o Flu.

Bastaria naquele dia um empate, ou então que o clube das Laranjeiras arrancasse um ponto. Mas nada disso aconteceu: o São Paulo fez 5 a 2, e o surpreendente Bangu – campeão carioca pela primeira vez e melhor time do RJ naquela competição – derrotou o alviverde por 4 a 3 numa espécie de jogo das faixas que chegou a estar empatado em 3 a 3.

Apesar da derrota, a situação ainda era favorável: em 10 de dezembro, o jogo era em casa e pelo empate contra um Fluminense em sétimo lugar. O time foi escalado pelo uruguaio Humberto Cabelli com Nascimento; Carnera e Junqueira; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Gabardo, Romeu, Lara e Imparato.

O jogo começou frenético: nos primeiros minutos, o atacante tricolor Álvaro teve gol anulado por impedimento; em seguida, dois gols paulistas – Gabardo aos 15, Imparato aos 16 (há quem atribua o gol a Dula; nos baseamos na descrição da partida feita pelo Estadão da terça seguinte). Ainda no primeiro tempo, Bernardes fez o gol de honra.

A etapa final também foi disputada, embora ao time da casa bastasse controlar a partida – podia ainda sofrer um gol e sair campeão. Mas, de parte a parte, a bola não entrou, o tempo passou e o juiz apitou.

Palestra Itália, campeão do Torneio Rio-São Paulo!

Com 17 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, 67 gols a favor e 25 contra, o clube levantava o primeiro torneio interestadual do país, e seria aclamado pelo Diário Carioca como “Campeão Brasileiro de 1933″. Já como Palmeiras, viriam mais quatro conquistas: 1951 (a terceira das famosas Cinco Coroas), 1965, 1993 e 2000. Mas, pela primazia, pelas goleadas sobre o Corinthians e pela excepcional campanha, a primeira foi mesmo a mais importante de todas. Uma taça agora octogenária que mostrou aos cariocas aquilo que os paulistas já sabiam: com o Palestra Itália ninguém podia.

O primeiro campeão nacional

O primeiro campeão nacional

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Alegria do povo

Alegria do povo

26 de outubro de 1933, Pau Grande, subdistrito de Magé, Rio de Janeiro. Foi nesta data e local que Amaro e Maria Carolina tiveram seu quinto filho, que foi registrado como Manuel dos Santos (o “Francisco”, nome de família, nunca fez parte de seus documentos, que, aliás, também erradamente diziam que ele nascera no dia 18). Nome que todos os brasileiros ignorariam solenemente mesmo quando famoso, já que ele sempre foi conhecido por seu apelido – como o Edson, entende?

A biografia de Garrincha daria um livro – e deu mesmo, o excepcional Estrela Solitária de Ruy Castro, escrito bem antes dessa polêmica atual gerada por quem cria fama e quer se esconder na cama, mas que mesmo assim trouxe grande dor de cabeça ao autor. Qualquer resumo deixará de fora detalhes imprescindíveis, por isso vamos aqui nos ater à sua relação com o Palmeiras, sem citar que foi bicampeão mundial, que só perdeu uma partida pela Seleção (a última, contra a Bulgária na Copa de 1966), que só não fez chover em tantas e tantas partidas ao arrancar pela direita e deixar zagueiros estatelados pelo caminho.

Garrincha atuou profissionalmente por quatro equipes brasileiras – pela ordem, Botafogo, Corinthians, Flamengo e Olaria. Encarou o Verdão pelas duas primeiras, num total de 16 jogos com retrospecto equilibrado: seis vitórias verdes, sete botafoguenses, três empates. O anjo de pernas tortas vazou nossa meta quatro vezes.

Vale citar ao menos duas destas partidas, por curiosidades relativas a elas: uma delas, a número cinco da lista abaixo, marcou a estreia de João Saldanha como comandante botafoguense. No Pacaembu, ele ordenou à sua defesa que tomasse cuidado com o camisa nove (Mazzola); mesmo assim, em poucos minutos o Verdão abriu dois a zero. Após uma bronca monumental na zaga, finalmente o alvinegro entendeu o que acontecia: sabe-se lá por quê, naquele dia dois palmeirenses envergavam o 9 às costas… a história está no raro Subterrâneos do Futebol, de Saldanha, mas pode ser lida aqui.

A outra partida é mais famosa, pois afinal foi o único Derby que ele disputou, e que acabou por protagonizar: na derrota alvinegra por 2 a 1, Mané teve a chance do empate no finzinho, mas Valdir de Moraes defendeu a penalidade. Foi um raro clássico jogado numa segunda-feira.

Garrincha nunca envergou a camisa verde, mas este redator sempre o teve como o maior mito do futebol brasileiro. Não pude deixar de escrever este breve texto para marcar a data redonda na história deste já meio esquecido imortal.

*

As partidas de Garrincha contra o Verdão:

1) 13/3/1954 – Palmeiras 4×2 Botafogo (amistoso no Palestra. Garrincha fez de pênalti)

2) 17/4/1954 – Botafogo 4×3 Palmeiras (torneio amistoso no Maracanã)

3) 30/5/1954 – Palmeiras 2×2 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

4) 16/4/1955 – Botafogo 3×2 Palmeiras (Rio-São Paulo no Maracanã. Garrincha fez de pênalti)

5) 1/6/1957 – Palmeiras 2×2 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

6) 29/3/1958 - Botafogo 3×2 Palmeiras (Rio-São Paulo no Maracanã)

7) 15/4/1959 - Palmeiras 4×1 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu; Garrincha marcou)

8) 23/5/1960 – Palmeiras 1×3 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

9) 16/6/1960 – Botafogo 0×1 Palmeiras (amistoso em General Severiano)

10) 19/4/1961 – Botafogo 0×0 Palmeiras  (Rio-São Paulo no Maracanã)

11) 13/2/1962 – Palmeiras 1×0 Botafogo (torneio quadrangular de Lima, Peru)

12) 17/3/1962 – Botafogo 3×1 Palmeiras (Rio-São Paulo no Maracanã; este resultado deu o título ao Glorioso)

13) 28/6/1962 – Botafogo 1×0 Palmeiras (amistoso no Maracanã, gol de Garrincha. Foi o primeiro jogo de ambas as equipes após o bi mundial)

14) 8/6/1963 - Palmeiras 2×1 Botafogo (torneio quadrangular de Florença, Itália)

15) 3/5/1964 – Palmeiras 3×4 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

16) 21/3/1966 – Palmeiras 2×1 Corinthians (Rio-São Paulo no Pacaembu)

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Og Moreira 01

Toscaninho, o maestro verde

O Palestra Itália tinha apenas três anos de vida – e nenhum título de “expressão” – quando Og Moreira veio ao mundo, aos 22 de Setembro de 1917, em Nova Friburgo (RJ).

Volante de excelente trato com a bola, deu os primeiros passos no futebol em 1933, aos 16 anos, no antigo Fluminense Atlético Clube (atual Friburguense).

Não demorou muito para o garoto chamar a atenção e em 1935, após ser convocado para seleção carioca, Og se transferiu para o América.

Em seu primeiro ano de América, sagrou-se campeão carioca, atuando em 15 partidas e marcando um gol. Permaneceu no América até 1940, quando já era considerado um dos maiores jogadores do país.

No final de 1940 partiu para a Argentina, como novo reforço do Racing. A aventura em terras portenhas não durou muito, e pouco mais de um ano após deixar o América, Og voltava ao Rio de Janeiro para defender as cores do Fluminense.

Logo na chegada ao clube carioca, sagrou-se campeão estadual, mas foi titular em apenas quatro partidas durante todo o campeonato. Assim como no Racing, insatisfeito diante da dificuldade em se firmar como titular, acabou se transferindo para o Palestra Itália em 1942.

Novo clube, novo título. E certamente o mais memorável deles!

O Palestra Itália se sagraria Campeão Paulista de 1942 em cima do SPFC, na partida que ficou famosa após o escrete do “co-irmão” fugir de campo. O lance que gerou a revolta sãopaulina foi justamente a marcação de um penalti em cima de Og, que recebeu um violento carrinho do zagueiro Virgílio, quando o jogo já apontava 3×1 para o Palestra Itália / Palmeiras.

Arrancada Heróica

Arrancada Heróica

Og foi o primeiro atleta negro a jogar pelo Palestra Itália e permaneceu no clube até 1949, quando teve seu contrato rescindido após desentendimentos com o treinador Osvaldo Brandão. Pelo Palestra Itália / Palmeiras, disputou 198 partidas e marcou 27 gols. Conquistou pelo clube, além do Paulistão 1942, também os estaduais de 1944 e 1947 e a Taça Cidade de São Paulo de 1945 e 1946.

Por toda sua qualidade técnica e a forma como conduzia as ações do meio de campo, foi apelidado de Toscaninho, em homenagem ao maestro italiano Arturo Toscanini. Ele ainda jogaria no Nacional e no Juventus antes de pendurar as chuteiras, em 1951.

Og Moreira completaria hoje 96 anos. O IPE agradece ao Maestro por enriquecer ainda mais nossa história quase centenária.

Og Moreira 02

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 x 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu (SP)
Data/Horário: 20/09/1942
Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues
Público/renda: 45.913
Cartão vermelho: Virgílio (SPFC)

GOLS: Cláudio, Del Nero e Etchevarrieta (Palmeiras) / Waldemar de Brito (SPFC)

PALMEIRAS: Oberdan, Junqueira, Begliomini, Zezé Procópio, Og Moreira, Del Nero, Cláudio, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima e Etchevarrieta. Técnico: Armando Del Debbio.

SÃO PAULO: Doutor, Piolim, Virgílio, Silva, Lola, Noronha, Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal. Técnico: Conrado Ross.

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Noventa e nove

Escudo 08

Há 99 anos, um grupo de imigrantes italianos presenteou o Brasil com uma ideia.

A ideia de que podemos ser diferentes, sem deixar de sermos Brasileiros. A ideia de que por mais difícil e injusta que a vida por vezes possa ser, não podemos deixar de lutar pelos nossos sonhos. A ideia de que nada é impossível quando o amor é incondicional. A ideia de que, unidos, somos imbatíveis.

Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras.

distintivos

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Djalma Santos

*27/02/1929 +23/07/2013

*27/02/1929 +23/07/2013

Deixou a vida como a conhecemos, ontem (23/07/2013), o imortal Djalma Santos.

O maior lateral direito da história do futebol, título que deve manter por pelo menos mais uma eternidade, foi o 7º jogador com mais partidas disputadas trajando a gloriosa camisa Palmeirense, camisa esta que por sua vez deve parte desse status à Djalma. Até mesmo a camisa da Seleção Brasileira deve reverências a Djalma Santos, que trajando-a disputou 4 Copas do Mundo (54, 58, 62, 66) erguendo a taça por duas vezes.

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Foram diversos títulos, ainda que enumerados e nominados não bastam para representar a grandeza deste craque. Há divergências quanto a quantidade total de partidas pelo Palmeiras, tanto faz se 498 ou 501. O fato de ter sido o melhor LD da Copa do Mundo de 1958 mesmo tendo jogado apenas uma partida (a derradeira) fala por si só. Qualidade inquestionável, representatividade mundial, exemplo de jogador e referência de qualidade em sua posição.

Quando o Palmeiras representou o Brasil, lá esteve Djalma Santos

Quando o Palmeiras representou o Brasil, lá esteve Djalma Santos

O Blog do IPE agradece a Djalma Santos por ter feito parte da história do Palmeiras com tamanho brilhantismo e importância, jamais será possível substitui-lo ou esquece-lo quando se falar no melhor selecionado de craques que desfilaram a camisa alviverde ao longo da quase centenária história do clube e da história do futebol em si, como a Fifa o reconheceu em 1963 convocando-o para seu ‘World XI’.

Fifa World XI

Fifa World XI

 

O céu do futebol está em festa,  mais uma estrela ascendeu para o hall eterno das glórias futebolísticas. Obrigado e descanse em paz.

Confira no vídeo abaixo Djalma Santos falando sobre os bastidores da Copa do Mundo 1958:

Melhores momentos do craque na final de 58 contra a Suécia:

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