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Arquivo da categoria ‘Hoje na história’

O tradicional bigode fino…

10 anos atrás, infelizmente, Julinho foi convocado para a Seleção do ‘outro lado’ . Um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, brilhou também pela Portuguesa de Desportos e em terras italianas desfilou sua categoria com o uniforme da Fiorentina.

Depois de ter sido dispensado (!!) das categorias de base do Corinthians (explicado), Julinho foi para o Juventus da Mooca, onde ficou somente 6 meses sendo contratado pela Portuguesa, na Lusa brilhou por 4 temporadas antes de se transferir para a Viola, um caso raro de jogador que foi para a Europa e no regresso veio para o Palmeiras apesar de não ter jogado no time do Palestra Itália anteriormente. No clube italiano Julinho conquistou um título do Campeonato Nacional (1955/56) e dois vice-campeonatos, além de ter sido apontado em 1996 como o melhor jogador da história da Fiorentina.

Já no Palmeiras participou da Primeira Academia, ganhando diversos títulos, entre eles o Super Campeonato Paulista de 59 e o primeiro Campeonato Brasileiro do clube. Julinho ficou no Verdão de 1959 até 1967, o ano de encerramento de sua carreira, jogou 269 partidas e marcou 81 gols, conquistou os Campeonatos Paulistas de 59, 63 e 66, o Campeonato Brasileiro de 60 (Taça Brasil) e o Rio-São Paulo de 65.

Pela Seleção Brasileira disputou a Copa do Mundo 1954 e recusou convocação para a Copa de 1958 por achar que estava tirando lugar de jogadores que atuavam no Brasil, uma vez que era jogador da Fiorentina (qual a chance de alguém fazer isso hoje?). Ao todo foram 31 partidas e 13 gols, entre eles um que calou a maior vaia da história do Maracanã.

Júlio Botelho faleceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 2003 aos 73 anos. O blog do IPE agradece ao craque pelos serviços prestados, sem dúvida ele foi o maior ponta direita da história do futebol e um dos maiores jogadores da história alviverde.

Intimidade total

Confira duas belas histórias a respeito de Julinho Botelho nos links:

A maior vaia do Maracanã – http://tinyurl.com/42fy2qj

Signore Tristezza – http://tinyurl.com/3fb7zsj

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Obituário

O Palmeiras não vai morrer, para desgosto de tantos. Mas o que está aqui nunca deve ser esquecido para que jamais precise ser relembrado.

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ET: parabéns ao Lance*, e o palmeirense que de hoje em diante comprar uma edição desse tal Mais não pode reclamar do presidente que tem.

*esse “parabéns” tem uma ressalva; como comentado abaixo, o Lance e o Mais são irmãos. Aí não pode um fazer e outro desfazer, né?

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Por Claudio RK

26 de agosto, uma data sagrada para todos nós de coração verde. Dia de celebrar o time pelo qual sofremos, pelo qual cantamos, com o qual nos emocionamos dia após dia. Se é fato que no último dia do ano que passou tivemos um revés dolorido, também é verdade que temos motivos para comemorar; afinal, aleluia!, o Palmeiras nos deu um ótimo presente no último 11 de julho. Com a vaga garantida na Libertadores e o estádio caminhando a passos largos, temos motivos para acreditar num bom 99º ano, aquele que será o da preparação do centenário. Que o clima pré-eleitoral não contamine o ambiente dentro de campo, o melhor em muito tempo (mesmo com os tropeços recentes).

O aniversário do Verdão merece um post especial. Em 2011, fizemos uma lista dos 97 maiores jogadores que os redatores acompanharam; agora, vamos a uma lista dos 98 grandes jogos que marcaram a vida deste redator. Tem jogo que eu estava lá, tem jogo que foi pela TV. Tem título, tem goleada, tem muito Derby, tem até uma ou outra decepção. Mas, se cada jogo do Palmeiras tem um significado próprio, estes são ainda mais especiais. Confira e veja se cada um deles também não lhe tocou de alguma forma.

Critérios? Só houve uma autoimposição: que houvesse ao menos um jogo de cada ano a partir de 1988, quando cheguei aos 10 anos. A ordem é bastante subjetiva, às vezes um jogo de meio de campeonato traz uma lembrança maior que um título, mas no fim todos os campeonatos de que o Verdão participou nos últimos 25 anos estão aí, até amistoso tem. Faça sua lista e divida conosco, você verá como é difícil fazer um ranking. Por ora, reviva esses grandes momentos:

98 2×0 SPFC (Paulista 1990) 84 0×0 Vasco (volta, final BR 1997)
97 3×2 Vasco (BR 2007) 83 2×1 Cruzeiro (BR 2009)
96 2×1 Flamengo (BR 2009) 82 4×0 SPFC (BR 1992)
95 4×3 Portuguesa (Série B 2003) 81 5×2 Cerro Porteño (Libert. 1999)
94 5×1 Fluminense (BR 1996) 80 1×0 Corinthians (Libert. 1999)
93 5×1 Mogi (Paulista 1995) 79 4×2 SPFC (Rio-SP 2002)
92 3×1 Santos (BR 2009) 78 3×1 Juventude (BR 1999)
91 6×0 Botafogo (BR 1999) 77 1×0 Corinthians (1º turno BR2007)
90 4×3 Portuguesa (Paulista 1999) 76 2×0 São Caetano (Paulista 2003)
89 2×0 Corinthians (Paulista 1993) 75 5×2 Bragantino (Paulista 2008)
88 6×0 Grêmio (BR 1999) 74 4×1 Atlético-MG (Mercosul 2000)
87 3×1 Corinthians (Paulista 1995) 73 3×0 Fluminense (BR 2002)
86 1×0 Inter (quadrangular BR 1997) 72 1×0 Corinthians (2º turno BR 2007)
85 2×1 SPFC (BR 2004) 71 7×0 Racing (Mercosul 1999)
70 2×1 Corinthians (BR 2011) 60 3×1 Cruzeiro (final Mercosul 1998)
69 7×3 Cruzeiro (Mercosul 1999) 59 1×1 Flamengo (BR 1988)
68 6×1 Borussia (amistoso 1996) 58 1×0 São Caetano (Libert. 2001)
67 5×0 Nacional (Mercosul 1998) 57 1×0 Corinthians (BR 2006)
66 3×1 SPFC (BR 2006) 56 3×1 Atlético-MG (BR 2009)
65 1×0 Ponte Preta (final Paulista 2008) 55 2×0 Corinthians (Paulista 1988)
64 4×0 Corinthians (BR 2004) 54 4×3 Santos (Paulista 2010)
63 2×1 SPFC (BR 2000) 53 3×0 Corinthians (Paulista 2007)
62 2×0 Corinthians (Paulista 1989) 52 2×1 Corinthians (Paulista 1994)
61 2×0 Santos (Paulista 1996) 51 2×1 Sport (C. Campeões 2000)
50 1×0 Olimpia (semi Mercosul 1998) 40 3×2 SPFC (Paulista 1994)
49 3×0 Corinthians (BR 2009) 39 5×1 Grêmio (oitavas Libert. 1995)
48 3×1 Corinthians (Paulista 1996) 38 2×0 Sport (1ª fase Libert. 2009)
47 2×1 Corinthians (Paulista 1991) 37 3×1 Peñarol (oitavas Libert. 2000)
46 2×1 Guarani (semifinal BR 1994) 36 2×0 Corinthians (final Rio-SP 1993)
45 0×0 Corinthians (final Rio-SP 1993) 35 4×0 Vasco (final Rio-SP 2000)
44 1×0 Botafogo (oitavas CB 1998) 34 3×0 Vitória (Sul-Americana 2010)
43 3×1 Grêmio (semifinal CB 1996) 33 2×1 Santos (semi Paulista 1999)
42 0×1 Manchester Utd (Mundial 1999) 32 3×2 Fluminense (BR 2005)
41 1×0 Corinthians (Paulista 1992) 31 2×0 Grêmio (semi CB 2012)
30 2×0 Marília (fase final série B 2003) 20 2×0 SPFC (quadrangular BR 1993)
29 2×2 Cruzeiro (Libert. 2001) 19 1×0 Colo-Colo (Libert. 2009)
28 2×2 Santos (semi CB 1998) 18 6×0 Santos (Paulista 1996)
27 6×1 Boca (Libert. 1994) 17 1×0 Cruzeiro (final Mercosul 1998)
26 5×0 Ponte Preta (final Paulista 2008) 16 2×0 Coritiba (final CB 2012)
25 1×1 Vasco (oitavas Libert. 1999) 15 3×0 River (semi Libert. 1999)
24 2×2 Boca Juniors (ida, Libert. 2001) 14 4×2 Vasco (oitavas Libert. 1999)
23 1×0 Vitória (final BR 1993) 13 2×0 Vitória (final BR 1993)
22 2×2 Boca Juniors (ida, final Lib 2000) 12 1×1 Corinthians (final BR 1994)
21 0×1 Sport (oitavas Lib. 2009) 11 2×0 Corinthians (4ªs Libert. 1999)

E agora, o Top 10:

10. Palmeiras 2xo São Paulo (semifinal do Paulistão 2008)uma vitória que pareceu exorcizar anos de frustrações, especialmente contra o rival. A classificação não apenas encaminhava o primeiro título do século, já que ninguém imaginava perder para a Ponte, como também foi encarada como o ponto zero da retomada das conquistas do Verdão. No fim, não foi desse jeito – ficamos só no Paulista mesmo – mas mesmo assim foi um jogo de lavar a alma.

9. Sport 1×2 Palmeiras (jogo do acesso da Série B 2003) – jogo que marcou o fim de um pesadelo que, cremos, jamais voltará a se repetir. Em Garanhuns, “à luz dos vaga-lumes”, como disse Marcos, o Palmeiras saiu do fundo do poço e fez milhões de torcedores sentirem um alívio ímpar.

8. Coritiba 1×1 Palmeiras (final da Copa do Brasil 2012) – assim como no caso do São Paulo, outro triunfo para apagar o passado, mas este ainda mais importante: era a decisão de um título nacional, era a vaga na Libertadores, era o êxito dos renegados, era o buzinaço há tanto aguardado.

7. Palmeiras 0×2 Corinthians (quartas-de-final da Libertadores 1999) – o Palmeiras quase deixa escapar uma vaga que parecia próxima após os 2 a 0 na ida, mas o arquirrival também tinha um grande time. Nos pênaltis, São Marcos brilhou na frente dos peladões (pode clicar sem medo!) Dinei e Vampeta e a torcida respirou mais do que aliviada: o sonho da Libertadores continuava vivo.

6. Corinthians 1×3 Palmeiras (1ª final do Brasileiro 1994) – uma partida de gala de Rivaldo, mas não só dele. O Palmeiras que tudo ganhou durante dois anos sairia de cena com uma imensa conquista em cima dos fregueses de ontem, hoje e sempre. No jogo seguinte, foi cumprir tabela e gastar os poucos rojões que sobravam.

5. Palmeiras 2×0 Cruzeiro (final da Copa do Brasil) – um estádio tenso que explodiu em ondas à medida que as pessoas percebiam que a bola impossível de Oséas havia mesmo entrado no gol. Sim, Felipão havia cumprido a primeira parte da promessa, e o futuro parecia ser ainda mais brilhante. A América era questão de tempo.

4. Palmeiras 3×2 Corinthians (semifinal da Libertadores 2000) – se em 1999 os dois times eram parelhos, dessa vez o arquirrival era superior. Isso no papel; na prática, o Verdão se desdobrou para alcançar uma virada incrível (no começo do segundo tempo, o Corinthians vencia por 2 a 1 após a vitória por 4 a 3 na ida). Numa disputa de pênaltis que punha goleiros do quilate de Dida de um lado e Marcos do outro, coube a Marcelinho o infortúnio (ou não) do erro fatal. O Palmeiras novamente negava ao rival a chance do título e se encaminhava para o bi, que pode não ter vindo, mas deu àquela competição uma lembrança histórica.

3. Palmeiras 2×1 Deportivo Cali (final da Libertadores 1999) – pode ser injusto não colocar esta partida num lugar melhor, mas é porque infelizmente não pude estar no Palestra na noite mágica em que a América foi enfim pintada de verde. Após Vasco, Corinthians e River, a final parecia o menor dos obstáculos, mas não há conquista sem suor, e assim tivemos que esperar até o décimo pênalti para atingir o topo do continente.

2. Palmeiras 4×2 Flamengo (quartas-de-final da Copa do Brasil 1999) - uma das viradas mais incríveis da história do futebol nacional. Saímos perdendo com um minuto, empatamos, levamos o 2 a 1 que nos forçava a conseguir mais três. O empate até veio rápido, mas Euller só conseguiu nos salvar após os 44 minutos, com dois gols surreais. Aquele dia quem venceu não foi o time, foi o estádio todo; jamais vi comunhão igual entre torcida e atletas, no maior jogo da Era Felipão. Após o gol decisivo, um torcedor gritou para mim e um amigo: “Eu não acredito!”. E meu amigo rubronegro balançou a cabeça num sorriso amarelo e disse apenas “eu também não”. Inesquecível!

1. Palmeiras 4×0 Corinthians (final do Paulista 1993) – o jogo de nossas vidas, aquele que nos emociona só de lembrar e que levaremos para o túmulo como a maior de nossas memórias.

Os colegas do blog também têm suas listas, vamos a elas:

Álvaro 8/80

1 – Palmeiras 2 x 1 Deportivo Cali – uma grande, solitária e silenciosa comemoração.

2 – Palmeiras 4 x 1 SPFC - 2008 – último jogo antes de saber que eu seria pai, pq não te calas, rogéria?

3 – Palmeiras 2 x 1 Santa Cruz – 2006 – depois de um longo calvário a primeira vitória naquele BR, usei a camisa do Palmeiras a cada dia desde a primeira partida do campeonato até essa vitória.

4 – Palmeiras 2 x 0 Corinthians – 1999 – chupem mais um pouco

5 – Palmeiras 4 x 2 Flamengo – 1999 – felicidade gratuita, misturada com orgulho de ver que o time era capaz

6 – Palmeiras 3 x 2 Corinthians – 2000 – ave São Marcos

7 – Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta – 2008 – primeiro e único jogo no estádio com meu Pai e com parte da horda, valeu a viagem e rendeu a história de ‘torcedor de final’…

8 – Palmeiras 3 x 0 Corinthians – 2007 – ver o Edmundo jogando daquele jeito de novo foi especial

9 – Palmeiras 1 x 1 Coritiba – 2012 – o resgate do orgulho foi digno de nota, já nem parecia que algum dia o Palmeiras tinha sido campeão de alguma coisa importante

10 – Sport 1 x 2 Palmeiras – Garanhuns, 2003 – impensável ter um jogo de série B como inesquecível, ali o torcedor fortaleceu seu amor, tipo um namoro que passa por uma crise dolorida e volta mais forte… afinal, temos honra.

Pedro Ivo

1 – Palmeiras 4×0 Corinthians – Final do Paulista 93 – O fim das (até então) intermináveis chacotas.

2 – Palmeiras 2×1 Deportivo Cali – A vitória mais importante que presenciei do Palmeiras em toda minha vida.

3 – Palmeiras 4×2 Flamengo – CB1999 – Lembro de ter ido a este jogo após muita insistência de um amigo. Aos 40 do segundo tempo, com o Palestra abarrotado de gente e com o placar apontando 2×2, comecei a me encaminhar para as proximidades da saída a fim de evitar tumulto. Foi então que um torcedor que nunca havia visto na vida virou para mim e disse: “Não vai embora não, que o jogo vai terminar 4×2.” Dito e feito. Foi o jogo mais emocinante que assisti in loco em toda minha vida.

4 – Palmeiras 2×0 Cruzeiro – Final CB98 – Nas arquibancadas vermelhas do Morumbi o pessoal só gritou gol porque viu o povo lá do outro lado explodindo de alegria!

5 – Palmeiras 3×1 Corinthians – 1o. jogo Final BR 94

6 – Palmeiras 6×0 Santos – Paulistão 96 – Para um Palmeirense nascido e criado em Santos, essa vitória teve um gosto que só entende mesmo quem cresceu convivendo com a torcida santista.

7 – Palmeiras 3×2 Corinthians – Libertadores 2000 – Correu Marcelinho, bateeeeeuuuu…. MAARRRRRCOOOOSSSS!!!

8 – Palmeiras 3×0 River Plate – Libertadores 99 – Lembro de cada detalhe desta partida. Desde a chegada ao estádio, 3 horas antes do início, até o apito final. Toda a movimentação, o clima nas arquibancadas. Uma partida e uma festa memoráveis. Da posição que eu estava na arquibancada, o gol do Alex foi ainda mais bonito do que na TV.

9 – Palmeiras 2×0 Corinthians – Libertadores 99

10 – Palmeiras 1×0 Cruzeiro – Copa Mercosul 98 – Nem tanto pelo título em si, mas mais porque foi a última vez em que fui com meu pai ao estádio.

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Mazzola

Um de nossos maiores atacantes

Esta terça-feira marca o 74º aniversário do maior atacante revelado pelo Palmeiras nos últimos 60 anos: José João Altafini, o Mazzola, um dos poucos atletas da história a ter disputado Copas do Mundo por duas seleções distintas.

Mazzola começou sua carreira no Clube Atlético Piracicabano, agremiação de sua cidade natal que na época disputava a segunda divisão do Paulista; foi ali que recebeu seu apelido, por sua semelhança com o ex-jogador italiano Valentino Mazzola. Seu instinto de artilheiro chamou a atenção do Palmeiras, que o trouxe ainda no fim de 1955, quando contava 17 anos. E foi fácil de perceber que o tiro havia sido certeiro: já em seu primeiro jogo com a camisa palestrina, o atacante disse a que veio – em amistoso contra o Catanduva, em 29/1/1956, Mazzola entrou no segundo tempo no lugar de Wilson, que por sua vez já havia substituído a Fernando. Foram poucos minutos em campo, mas o suficiente para marcar ambos os gols do alviverde que perderia aquele confronto por 4 a 2.

Depois disso, novas oportunidades só surgiram em amistosos em março, mas ele não as desperdiçou, marcando por exemplo contra o Boca Juniors e o Nacional uruguaio. Mesmo assim, só participaria de jogos oficiais a partir de junho, no Paulista, e a partir dali teve impulso sua carreira, que não lhe trouxe títulos com a camisa verde, mas o levaria ao topo do mundo em 1958.

Os números mostram como Mazzola era um atacante cumpridor: em 114 partidas pelo Palmeiras, foram 85 gols. Em sete oportunidades ele conseguiu marcar ao menos 3 vezes, e em uma delas, contra o Noroeste em 9/6/1957, ele se tornou um dos apenas seis jogadores em nossa história a marcar cinco vezes na mesma partida. Não à toa, Sylvio Pirillo, então técnico da Seleção Brasileira, lhe deu a oportunidade de estrear pelo escrete nacional uma semana depois. Desnecessário dizer que já nesta primeira partida vestindo amarelo Mazzola (que entrara no lugar de Pagão) deixou sua marca na meta portuguesa naqueles 3 a 0. Poucas semanas depois, fez o gol do título da Copa Roca, competição entre Brasil e Argentina.

Alternando gols entre Palmeiras e Seleção, Mazzola conquistou seu lugar entre os 22 jogadores que levantariam a Copa do Mundo da Suécia. Com a camisa 18, ele teve a honra de ser o autor do primeiro gol brasileiro no certame, na vitória por 3 a 0 contra a Áustria (na qual faria mais um gol); atuou ainda contra Inglaterra e País de Gales.

O campeão mundial não retornou ao Palestra: foi vendido ao Milan por Cr$ 25 milhões, uma cifra relativamente alta. Sua despedida havia sido em amistoso contra o Jabaquara na Vila Belmiro, em 16/4/58. Parte do dinheiro auferido com a transação foi utilizada para adquirir atletas que venceriam no ano seguinte o Supercampeonato Paulista, como Julinho e Djalma Santos.

Na Itália, passou a ser conhecido por seu sobrenome; e foi como Altafini que ele alcançou marcas invejáveis em suas passagens por Milan, Napoli e Juventus: terceiro maior artilheiro da história da Serie A (216 gols) e 24º jogador que mais atuou (459 vezes); artilheiro (e campeão) da temporada 1961/62, com 22 gols. Também

O sucesso nesta temporada em particular também lhe rendeu a chance de disputar sua segunda Copa do Mundo, desta vez pela Azzurra. Sobre isso, ele diz que “o Brasil é que não quis chamá-lo”. Juntou-se assim a um seleto grupo de seis jogadores que atuaram por dois países, e deles somente dois chegaram a ser campeões (o outro foi Luís Monti, argentino/italiano). Naquela Copa, Mazzola foi o camisa 9 e jogou em duas partidas, mas não marcou.

No ano seguinte, outro feito: Mazzola se tornou o maior artilheiro de uma edição da Copa/Liga dos Campeões ao marcar 14 vezes pelo Milan, marca igualada somente este ano por Luanel Lionel Messi.

Aposentou-se aos 38 anos pela Juventus, embora por mais algum tempo ele atuasse por clubes suíços, como explica na entrevista que encerra este texto. Depois de pendurar as chuteiras, continuou morando em Turim, onde trabalhou por muito tempo como comentarista esportivo, chegando até mesmo a participar da narração em italiano de três edições da série de jogos Pro Evolution Soccer.

Mazzola foi, como dito, provavelmente a maior revelação no ataque verde em 60 anos. Depois dele, quem? Provavelmente Vágner Love, que é muito bom jogador, mas não se compara a José João Altafini, que pouco ficou, mas muito marcou. Em ambos os sentidos.

VÍDEOS

1. Brasil 3 x 0 Áustria – 2 gols de Mazzola

2. Alguns gols de Mazzola na Itália

3. Entrevista com Jô Soares (tentem não se fixar no bizarro paletó do apresentador)

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O maior Campeão do Brasil

Por Pedro Ivo

É CAMPEÃO INVICTO! É BICAMPEÃO! É O MAIOR CAMPEÃO DO BRASIL!

Confesso: já escrevi e apaguei o texto neste post algumas vezes. Difícil escolher as palavras quando há tanto a dizer. Esta partida não começou as 21:50. Para nós, Palmeirenses, essa partida começou lá atrás, quando o destino nos botou à prova com a contusão de Wesley e depois com todos os outros “azares” desta caminhada, sofrida como uma bela ópera italiana. A noite de hoje foi o último degrau conquistado por um grupo desacreditado, criticado, e que precisou passar por cima de muito mais do que os adversários para entrar na história do clube. Pode até haver quem considere que este é apenas mais um título na vasta galeria palestrina, mas na minha humilde opinião, este título, por tudo que aconteceu neste semestre, por todas os obstáculos que o azar nos impôs, e por todos os fatores externos que só o Palmeirense conhece bem, é ÉPICO!

O Palmeiras foi a campo diferente da semana passada. Não em sua proposta de jogo, mas sim na maneira como se impôs em campo. Com a vantagem debaixo do braço, a equipe empurrou o Coritiba para trás, impedindo que a pressão vista em Barueri se repetisse no lotado Couto Pereira.

Jogando consciente do que precisava fazer, o Palmeiras levou apenas 10 minutos para tomar conta do meio campo, mesmo com a pressão inicial do Coxa e de sua torcida. Prova disso é que as melhores chances do primeiro tempo foram do Palmeiras, especialmente a de Betinho.

Ainda no primeiro tempo, a sorte resolveu nos mostrar que realmente não ajudaria. Thiago Heleno que, a não ser por um lance em que quase entregou a rapadura, vinha fazendo uma excelente partida, saiu contundido para a entrada de Leandro Amaro. Mas nem isso abalou a equipe, e a missão do primeiro tempo foi cumprida com maestria – 0×0.

No segundo tempo o panorama continuou o mesmo. O Coritiba voltou a campo com Ayrton no lugar de Jonas. Aos 11, Daniel Carvalho, único jogador que destoava do restante da equipe, deu lugar a Luan. Cinco minutos depois, veio a apreensão. Falta na esquerda, cobrança perfeita de Ayrton – 1×0.

Era tudo que o Coritiba precisava para infernizar o Palmeiras nos 30 minutos restantes, certo? Pois nem deu tempo dos paranaenses comemorarem. Quatro minutos depois, falta pela direita, cobrança de Assunção e gol de Betinho. Ele mesmo, que veio do São Caetano sob desconfiança e revolta geral.

Pois quando parecia que o destino nos daria uma folga, não bastasse sequestro relâmpago, ligamentos rompidos, apêndice e afins, Luan se machucou minutos após Felipão fazer sua terceira substituição: Araújo no João Vitor. Isso não impediu que Luan atormentasse a vida do Coxa, e muito menos que o Palmeiras perdesse o controle do jogo pós-gol de empate.

O restante da partida foi de impotência do bom time paranaense e de tranquilidade do Campeão da Copa do Brasil 2012. Festa pelo Brasil inteiro. Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras!

- Bruno: fez uma partida perfeita. Não tinha como pegar a falta – 9

- Artur: tem mostrado personalidade e feito partidas irretocáveis na defesa. Só falta aparecer mais no ataque – 8,5

- M.Ramos: partidaça, não perdeu uma sequer – 9,5

- T.Heleno: a não por um lance, até sair vinha fazendo partida excelente – 8,5

- Juninho: mesmo tendo tomado amarelo cedo não comprometeu e ainda tomou conta do lado esquerdo do campo – 8,5

- Henrique: perfeito na proteção a zaga, ainda fez muito bem a ligação com o ataque – 8,5

- Assunção: experiência, cabeça-fria, profissionalismo e mais uma assistência – 9

- J.Vitor: fez bem o seu papel e ajudou a trancar o meio-campo – 8

- D.Carvalho: destoou do restante da equipe – 6

- Mazinho: caiu pelas pontas, cavou faltas, imprimiu velocidade… só faltaram as arrancadas pra cima dos zagueiros – 8

- Betinho: iluminado – 10

- Leandro Amaro: discreto, fez partida tranquila e não deu sustos – 8

- Luan: dá orgulho ver um jogador arrebentado dando o sangue em campo – 9,5

- Araújo: entrou e não comprometeu. Em se tratando dele, foi excelente – 8

- Felipão: por tudo que só ele mesmo sabe que teve que superar interna e externamente, pela maneira como montou a equipe e pelo sucesso de todo seu trabalho, mostra mais uma vez que se trata de um treinador diferenciado, que sabe preparar e motivar uma equipe como poucos no mundo – 10

FICHA TÉCNICA

CORITIBA 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data/Hora: 11/07/2012 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-DF)
Assistentes: Carlos Berkenbrok (FIFA-SC) e Alessandro Rocha de Mattos (FIFA-BA)

Renda e público: R$1.193.108,00/ 31.382 pagantes
Cartões amarelos: Rafinha, Lincoln e Lucas Mendes (CTB); Juninho, João Vítor, Artur e Marcos Assunção (PAL)
Cartão vermelho: Pereira (CTB)
GOLS: Ayrton, 16′/2ºT (1-0) e Betinho, 20′/2ºT (1-1)

CORITIBA: Vanderlei, Jonas (Ayrton, Intervalo), Pereira, Demerson e Lucas Mendes; Willian, Sergio Manoel (Lincoln, 14′/2ºT), Rafinha, Everton Ribeiro e Roberto (Anderson Aquino, 21′/2ºT); Everton Costa. Técnico: Marcelo Oliveira

PALMEIRAS: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno (Leandro Amaro, 37′/1ºT) e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vítor (Márcio Araújo, 29′/2ºT) e Daniel Carvalho (Luan, 11′/2ºT); Mazinho e Betinho. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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“É hoje”, eu havia ouvido três vezes, e ainda não eram sete da manhã. E é isso mesmo: céu ou inferno, o sorriso bobo estampado no rosto por uma semana pelo maior momento desde 1999 ou a terrível decepção pela maior tristeza desde 2002. Hoje não há meio-termo.

Hoje podemos fazer uma comparação que parecerá descabida ao leitor mais velho, que viveu tempos de bonança e vacas magras: a partida desta noite não tem paralelo com a outra final da Copa do Brasil que vencemos; importante, mas na prática tratada como o passaporte para a Libertadores (e o resto é outra bela história). Afinal, nos cinco anos anteriores tínhamos amealhado três Paulistas, dois Brasileiros e um Rio-São Paulo.

Hoje o Palmeiras pode quebrar um jejum de mais de década (o Paulista de 2008 foi mais um momento de renovar esperanças no futuro do que a comemoração pelo título em si). Mais que isso: pode dar a toda uma geração de pequenos torcedores sua primeira grande alegria. Penso naquele japonesinho que retratou a decepção da Sul-Americana e em tantos moleques que vi nos últimos dias com o manto verde, e não tem jeito: é a partida de suas vidas.

Hoje, tomara, eles terão seu 12 de junho de 1993, como eu e você tivemos. Não vamos comparar Evair com Betinho, Mazinho com Mazinho, nem Corinthians com Coritiba, não faz sentido. Porém a ansiedade e o brilho nos olhos de quem será responsável por manter o Palmeiras grande nas décadas por vir, esses possivelmente serão iguais.

Hoje às dez da noite todas as histórias e números que desfilamos nos últimos dias ficam de lado. É hora de sentir medo, de passar nervoso, de sofrer desesperadamente durante quase duas horas, e de ao final se libertar de todas as dores acumuladas, porque hoje tem que dar tudo certo.

Hoje palmeirense nenhum dorme.

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 Neste domingo sem partida do Palmeiras, comemoramos o Dia das Mães. A data festiva foi trazida para o Brasil em 1918, mas só foi oficializada no calendário nacional em 1932, por Getúlio Vargas. Comemorada em diferentes datas pelo mundo afora, no Brasil (assim como nos EUA, por exemplo), a celebração ocorre no segundo domingo do mês de maio.

Em homenagem às mães palestrinas de todo o mundo, o IPE preparou uma retrospectiva do alviverde neste dia tão especial.

As mamães palestrinas não têm do que reclamar. Desde 1918 foram 55 partidas disputadas no Dia das Mães e o Palmeiras raramente decepcionou. São nada menos do 34 vitórias, 14 empates e apenas 7 derrotas. Além disso, o Palmeiras jamais perdeu um Dérbi no dia das mães.

A liderança da artilharia dedicada a elas fica por conta de Imparatinho e Liminha, cada um com 5 gols marcados.

Confira abaixo todas as partidas disputadas pelo Palmeiras no Dia das Mães:

09/05/1920 – Palestra Itália 3×1 Minas Gerais da Capital – Paulista – Gols: Heitor (2) e Imparato

13/05/1923 – Palestra Itália 5×0 Germânia – Paulista – Gols: Ítalo, Loschiavo e Imparatinho (3)

10/05/1925 – Santos 0×3 Palestra Itália - Paulista – Gols: Federici, Heitor e Imparatinho

08/05/1927 – Palestra Itália 4×0 República – Torneio Início (o primeiro de nossos sete títulos do Torneio Início)

11/05/1930 – Palestra Itália 2×1 Portuguesa – Paulista – Gols: Imparatinho e Miguelzinho

10/05/1931 – Palestra Itália 5×0 Ypiranga – Paulista – Gols: Goliardo, Heitor e Osses (3)

08/05/1932 – São Paulo da Floresta 2×3 Palestra Itália – Paulista – Gols: Pupo (2) e Romeu Pellicciari

14/05/1933 – São Paulo da Floresta 2×3 Palestra Itália - Paulista e Rio-SP – Gols: Avelino, Gabardo e Imparato III

13/05/1934 – Palestra Itália 1×1 Portuguesa – Paulista – Gol: Imparato III

12/05/1935 – Palestra Itália 2×0 Juventus – Torneio Início – Gols: Romeu Pellicciari e Carnieri

12/05/1935 – Corinthians 0×0 Palestra Itália – Torneio Início (o jogo valeu o 3° título da disputa ao Verdão)

09/05/1937 – Palestra Itália 2×1 Corinthians – Paulista – Gols: Luizinho e Moacyr

14/05/1939 – Palestra Itália 2×0 São Paulo Railway – Torneio Início – Gols: Luizinho e Magno

14/05/1939 – Palestra Itália 0×0 Portuguesa Santista – Torneio Início

14/05/1939 – Palestra Itália 2×0 São Paulo – Torneio Início – Gols: Magno e Feitiço (pela quarta vez o título era nosso)

11/05/1941 – Jaboticabal 0×4 Palestra Itália – Amistoso – Gols: Echevarrieta, Capelozi (2) e Pipi

09/05/1943 – Palmeiras 4×2 Jabaquara – Paulista – Gols: Lima, Cabeção e Villadoniga (2)

13/05/1945 – Palmeiras 2×1 Juventus – Paulista – Gols: Mantovani e Oswaldinho

11/05/1947 – Palmeiras 0×1 São Paulo – Torneio Início

11/05/1947 – Palmeiras 0×0 Ypiranga – Torneio Início

11/05/1947 – Palmeiras 2×0 Nacional – Torneio Início – Gols: Lima (2)

08/05/1949 – Ponte Preta 1×2 Palmeiras – Amistoso – Gols: Lima e Renato

14/05/1950 – Internacional de Bebedouro 0×0 Palmeiras – Amistoso

11/05/1952 – Atlante-MEX 2×2 Palmeiras – Amistoso – Gols: Liminha (2)

10/05/1953 – Flamengo 3×3 Palmeiras – Rio-SP – Gols: Liminha, Carlyle e Jair Rosa Pinto

09/05/1954 – Botafogo-SP 2×3 Palmeiras – Amistoso – Gols: Otávio e Liminha (2)

13/05/1956 – XV de Jaú 1×2 Palmeiras – Amistoso – Gols: Antoninho e Ivan

12/05/1957 – Caldense 0×6 Palmeiras – Amistoso – Gols: Renato, Nardo, Fernando e Mazzola (3)

10/05/1959 – Corinthians 1×2 Palmeiras – Rio-SP – Gols: Romeiro e Géo

13/05/1962 – São Paulo 1×0 Palmeiras – Amistoso

10/05/1964 – Palmeiras 1×1 Flamengo – Rio-SP – Gol: Servílio

14/05/1967 – Bangu 0×2 Palmeiras – Roberto Gomes Pedrosa – Gols: César Maluco e Rinaldo

11/05/1969 – Palmeiras 2×0 Corinthians – Paulista – Gols: Artime (2)

09/05/1971 – Palmeiras 2×0 Juventus – Paulista – Gols: Ademir da Guia e Fedato

13/05/1973 – Ferroviária 2×4 Palmeiras – Paulista – Gols: Ademir da Guia (2), Edu Bala e Milton

11/05/1975 – Corinthians 1×2 Palmeiras – Paulista – Gols: Alfredo Mostarda e Edu Bala

09/05/1976 – Palmeiras 2×2 Guarani – Paulista – Gols: Pires e Edu Bala

08/05/1977 – Palmeiras 0×0 Corinthians – Paulista

13/05/1979 – Palmeiras 4×1 Portuguesa – Paulista – Gols: Pedrinho, Jorge Mendonça, Amílton Rocha e Baroninho

11/05/1980 – Cruzeiro 0×0 Palmeiras – Brasileiro

10/05/1981 – Palmeiras 4×0 Marília – Paulista – Gols: Luís Pereira, Aragonés, Osni e Jorginho

08/05/1983 – Palmeiras 2×1 América-RJ – Torneio Cidade de Porto Alegre – Gols: Jorginho

13/05/1984 – Guarani 3×0 Palmeiras – Torneio Heleno Nunes

12/05/1985 – Marília 0×0 Palmeiras – Paulista

11/05/1986 – Palmeiras 4×1 Werder Bremen-ALE – Copa Kirin (Japão) – Gols: Jorginho e Mirandinha (3)

10/05/1987 – Ponte Preta 0×0 Palmeiras – Paulista

08/05/1994 – Palmeiras 1×0 Ituano – Paulista – Gol: Rincón

14/05/1995 – Santos 3×1 Palmeiras – Paulista – Gol: Alex Alves

12/05/1996 – Palmeiras 3×1 Araçatuba – Paulista – Gols: Müller e Luizão (2)

09/05/1999 – São Paulo 5×1 Palmeiras – Paulista – Gol: Arce

14/05/2000 – Ponte Preta 2×3 Palmeiras – Paulista – Gols: Euller (3)

08/05/2005 – Coritiba 1×0 Palmeiras – Brasileiro

14/05/2006 – Palmeiras 1×1 Cruzeiro – Brasileiro – Gol: Washington

13/05/2007 – Flamengo 2×4 Palmeiras – Brasileiro – Gols: Florentín, Osmar e Edmundo (2)

11/05/2008 – Coritiba 2×0 Palmeiras – Brasileiro

O IPE deseja a todas as mães palestrinas, em especial para as mamães Arlete, Lucilene, Estella, Sylvia e Daniela um ótimo dia e muitas felicidades. Parabéns!

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Este sábado, 12 de maio, marca o décimo aniversário de uma das conquistas mais curiosas do Palmeiras: o título baiano de 2002 (foi o mesmo dia do “hoje não, hoje não, hoje sim”, mas isso é outra história).

O Palmeiras do Nordeste foi uma experiência que durou cerca de três anos, entre 2002 e 2005. No ano anterior, o Verdão fechara uma parceria com a Associação Atlética Independente, time de Feira de Santana fundado no ano anterior e que já em sua estreia subiu da terceira para a segunda divisão baiana. A ideia do então presidente Mustafá Contursi era a de buscar novos talentos numa época em que a Parmalat havia acabado de sair do clube – vale lembrar que pouco antes desse período fora criado o Palmeiras B.

Até o fim de 2001, como citado, era apenas uma parceira, mas que rendeu frutos ao Independente: neste ano, o clube conquistou o acesso à elite baiana, bem como uma vaga na Série C nacional – algo a que um clube de segunda divisão estadual evidentemente não teria direito, mas a influência política do Palmeiras ajudou (sim, houve um tempo em que fomos influentes). E a campanha até que não foi ruim: passou da primeira fase como segundo em um grupo de seis, mas ficou na lanterna de sua chave na segunda fase.

Em 22 de dezembro daquele ano o clube do Palestra Itália resolveu adotar oficialmente a equipe nordestina, que então recebeu o nome de Palmeiras Nordeste Futebol Ltda. E de cara, num golpe de sorte, teve a chance de fazer sucesso: em 2002, os torneios interestaduais receberam maior importância, esvaziando os Estaduais. Assim, o Palmeiras-NE não precisou encarar Vitória e Bahia no certame, e sim outras oito equipes interioranas.

O regulamento previa turno e returno, sendo que os dois primeiros colocados fariam a final e se classificariam para o Supercampeonato Baiano, este sim com os grandes da Boa Terra. Como havia número ímpar de clubes, alguém folgava a cada rodada, e coube ao recém-chegado à elite Palmeiras descansar na última jornada; mesmo assim, com 8 vitórias, 5 empates e 3 derrotas o Verdão (podemos chamá-lo assim também?) se garantiu como líder na penúltima rodada e só aguardou para ver quem seria seu adversário: deu Cruzeiro, de Cruz das Almas.

Assim, Palmeiras e Cruzeiro fizeram uma decisão que, pelos nomes, até parecia ser de Copa do Brasil. No primeiro jogo (sábado, 4/5/2002), em Cruz das Almas, o Cruzeiro saiu na frente logo de cara com o artilheiro da competição Fafá; foi somente aos 33 do segundo tempo que Ricardinho igualou a partida.

Oito dias depois, a grande decisão teve lugar no Estádio Jóia da Princesa. Com gols do decisivo reserva Ricardinho e Dentinho, o Palmeiras bateu o Cruzeiro por 2 a 0 e se tornou o único clube do país a conquistar títulos Estaduais distintos (sem contar o fato que a cisão do Mato Grosso gerou alguns campeões do antigo MT e do novo Mato Grosso do Sul). O time, que tinha uniforme igual ao da matriz, à exceção do goleiro e da ausência de patrocínio (o escudo ainda não era o que abre este texto), tornava-se o primeiro time desde 1969 a romper a sequência de títulos da dupla Ba-Vi.

O time que conquistou nosso 23º estadual

No supercampeonato baiano, disputado como hexagonal, o time até começou bem – fez sete dos primeiros nove pontos, incluindo um triunfo contra o Vitória. Mas perdeu o gás e ficou na lanterna (ainda que a somente quatro pontos do segundo colocado). Naquele mesmo ano, o time chegaria às semifinais da Taça do Estado da Bahia, sendo eliminado pelo Vitória, e caiu logo na fase inicial da Série C – foi sua última competição nacional, já que a vaga para a Copa do Brasil do ano seguinte ficou com o Fluminense de Feira de Santana, “vice-supercampeão”.

Em 2003, o time fez feio no Baiano, caindo prematuramente, mas teve seu último brilho ao conquistar a Taça do Estado da Bahia; incrivelmente, o adversário na decisão foi o mesmo Cruzeiro do ano anterior. Dessa vez, o Palmeiras venceu fora por 1 a 0 e empatou a volta por 1 a 1. Essa partida já não foi em Feira de Santana: alegando ciúmes por parte do Fluminense, time mais famoso da cidade, o presidente Epitácio Pessoa (é isso mesmo) decidiu mandar seus jogos em Candeias, para onde o Palmeiras-NE se mudaria em definitivo no ano seguinte. Coincidência ou não, foi aí que começou a decadência do time, que foi mal no Baiano-2004; em 2005, por fim, a experiência chegou ao fim com o rebaixamento da equipe, que àquela altura já se mudara novamente, agora para Santo Antonio de Jesus. O Palmeiras, já então presidido por Afonso Della Monica, pôs um ponto final na aventura nordestina.

E você que chegou até aqui deve ter se perguntado: OK, o time foi campeão, mas a ideia era revelar jogadores, certo? Pois é, e assim como no caso do time B, nesse sentido não houve grande sucesso: apenas três jogadores vieram da Bahia para São Paulo – e todos eles antes de assumirmos oficialmente a equipe: os laterais-esquerdos Neílton (que nem chegou a jogar) e Róbson (três jogos e três derrotas em 2001, incluindo os 6×2 que levamos em casa do Flu) e o meia Tupã (sete jogos em 2001, incluindo dois pela Libertadores, e um gol marcado, contra o União Barbarense pelo Paulistão).

Curiosamente, o clube posteriormente revelou um jogador mais conhecido, mas que hoje defende nosso maior rival: o atacante Elton, do Corinthians. Tem coisas que só acontecem mesmo com o Palmeiras, o único clube que pode se gabar de possuir títulos dos dois Estaduais mais antigos do país.

FICHA TÉCNICA

12/5/2002: Palmeiras-NE 2×0 Cruzeiro

Local: Jóia da Princesa (Feira de Santana)

Árbitro: Saul Brito (BA)

Gols: Ricardinho e Dentinho

Palmeiras-NE: Manuca; Edvan, Paulo Ricardo, Neto e Neílton; Batistinha, Germínio, Jonga e Dentinho; Nildo e Serginho. Técnico: Hélio dos Santos(não descobrimos no lugar de quem Ricardinho entrou)

Cruzeiro: Pilão, Fábio, Roque, Ricardo e Alex; Marcone, Gildo, Lulinha e Erlan; Vivi e Fafá. Técnico: Aroldo Moreira.

Tupã foi quem mais jogou entre os oriundos do Palmeiras Nordeste

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Esta segunda-feira marca o centenário de um dos maiores times considerados pequenos do Brasil: o América mineiro. O time verde e preto ficou famoso por concentrar a torcida de vários famosos políticos de Minas Gerais, como Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek (seja por realmente ter a afeição dos mesmos ou para eles não se comprometerem com os fãs de Atlético e Cruzeiro). Porém não foi apenas fora dos gramados que o Coelho alcançou um feito relevante: também em campo eles têm história para contar.

Afinal, o América é um dos dois únicos clubes do Brasil a ter conseguido um decacampeonato Estadual, ao lado do ABC-RN: entre 1916 – ano de sua primeira conquista regional – e 1925, não teve pra ninguém. Depois desta fartura, o time atravessou diversos períodos de jejum, mas ainda assim levantou outros cinco títulos mineiros, o último deles em 2001. Agora, na final do Mineiro-2012, quem sabe o time consiga o que muito time grande falhou em obter: um caneco no centenário.

Além dos títulos regionais, o Coelho também tem em sua galeria um Brasileiro da série B e outro da série C, além da Copa Sul-Minas 2000, torneio nos moldes do Rio-São Paulo que durou alguns anos. Também sua base obteve alguns triunfos, incluindo títulos que o próprio Palmeiras ainda não tem, como uma Copa São Paulo de Futebol Júnior e o Brasileiro sub-20. E foi desta base que saíram alguns atletas de nome, como o campeão mundial Gilberto Silva, o atacante Fred ou o lateral-direito Danilo, para não citar ex-palmeirenses como Éder, Euller e Alex Mineiro.

A história registra somente 17 encontros entre o novo membro dos clube dos três dígitos e o quase centenário Palmeiras. Foram nove vitórias do Verdão contra 3 do time mineiro, a última delas lá se vão 46 anos. Nem por isso eles facilitam: ano passado, mesmo terminando na lanterna do Brasileirão, não perderam para o Palmeiras (e venceram o campeão Corinthians, o vice Vasco e duas vezes o terceiro colocado Fluminense).

O IPE valoriza a tradição e deseja que times de importância histórica sempre se mantenham altivos. É o caso do América, que desce e sobe, mas sempre mantém seu espaço. Que continue assim por muito e muito tempo.

Parabéns, Coelho!

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Por Pedro Ivo

Neste sábado, o Santos Futebol Clube completa 100 anos, e coube justamente ao editor nascido em Santos prestar a merecida homenagem a este que é o segundo clube que mais enfrentamos em nossa história. A tarefa, por si só, é das mais ingratas, já que para um torcedor adversário, nascer e crescer por aqui demanda uma paciência de Jó. Os caras são chatos demais e não tiro deles certa razão, mas a soberba paga seu preço sempre, ainda mais quando eles cruzam o caminho do Palmeiras.

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Fundado em 14 de abril de 1912, na sede do extinto Clube Concórdia, o alvinegro praiano na verdade nasceu tricolor. As cores oficiais da fundação eram o branco, o azul e o dourado, e foram escolhidas em homenagem ao próprio Concórdia. Somente quase um ano depois, frente à dificuldade em se confeccionar os uniformes, é que adotaram as cores preta e branca.

Isso não impediu que o dourado continuasse presente em sua história, já que falamos aqui de um dos maiores campeões do futebol mundial. Eleito pela FIFA como o maior clube das Américas no século XX, o Santos coleciona taças em sua galeria e craques em suas fileiras. Se o clube atravessou alguns períodos de vacas magras (como as décadas de 40 e 90), é inegável que, nos momentos mais fulgurantes a equipe era praticamente imbatível: foram sete títulos paulistas, seis nacionais, dois continentais e dois mundiais apenas nos anos 60, em que a base santista foi tão duradoura que os cinco jogadores  que mais vestiram a camisa alvinegra – Pelé, Pepe, Zito, Lima e Dorval – atuaram nesse período (assim como o técnico recordista, Lula). E, mesmo no século XXI, o time já ostenta números invejáveis, com seus quatro estaduais, três nacionais (incluindo a Copa do Brasil) e a Libertadores do ano passado.

O clube também se orgulha dos números de seu ataque: ele se autodenomina “o primeiro da América a atingir os 10 mil gols”, marca que alcançou em 1998 – o autor do tento, por curiosidade, foi o atual técnico da Portuguesa, Jorginho. Para se ter uma ideia, o Palmeiras chegou a seu décimo milésimo gol seis anos depois, por intermédio de Muñoz em uma vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta (claro que, dependendo de que jogos se consideram, a contagem pode variar bastante). Voltando ao aniversariante, os cinco mais prolíficos artilheiros foram Pelé, Pepe, Coutinho, Toninho Guerreiro e Feitiço – com exceção do último, que jogou nos anos 20 e 30 e saiu sem títulos (e que, anos depois, jogaria pelo Palestra Itália), todos jogaram nos anos de ouro do time da Vila.

Felizmente para nós, ao olharmos a história do Santos sob o prisma palestrino, as coisas são bem mais amenas. Atrás apenas do Corinthians em número de confrontos, o Santos é mais um freguês histórico. Em 306 partidas, colecionamos 133 vitórias, contra 94 santistas. Até mesmo no “alçapão de Vila Belmiro” a vantagem é verde: São 97 jogos, com 43 vitórias e apenas 38 derrotas.

Outro dado curioso: mesmo sendo o segundo em número de confrontos, o Santos é nossa vítima preferida. Nenhum outro clube sofreu mais gols do Palmeiras em toda história: 536 (o Corinthians sofreu 504).

O primeiro confronto entre Santos e Palmeiras foi um amistoso em 1915, vencido pelo alvinegro (então praticamente um veterano em comparação com o jovem Palestra, que fazia apenas sua terceira partida) com direito a sacode: 7 a 0. O torcedor santista pode se orgulhar do fato de que esta é simplesmente a maior derrota de toda nossa história. De lá para cá, no entanto, houve diversas outras goleadas. A maior de todas foi nossa: 8×0 pelo Campeonato Paulista de 1932.

Entre os inúmeros confrontos que atravessaram as décadas mantendo sua aura mítica, o mais famoso data de 1958 e foi válido pelo Torneio Rio-São Paulo. Em uma partida épica, cheia de reviravoltas, o Palmeiras saiu na frente com Mazzola, aos 18 do primeiro tempo. Pagão empatou aos 21 e virou aos 25. Mazzola empatou novamente a partida aos 26. Pelé, ainda no primeiro tempo, fez 2 gols (aos 32 e 38 minutos), Pepe fez um (aos 40), e o placar do primeiro tempo apontou 5×2 para o Santos. No segundo tempo, o Palmeiras virou com 2 gols de Urias (aos 18 e 19 minutos), um de Paulinho (aos 27) e um de Nardo (aos 38) – 6×5. Mas a tarde era mesmo do Santos: Pepe (aos 38) e Dorval (aos 40) deram números finais ao embate histórico, que assim terminou em um inacreditável 7×6.

Além de nos proporcionar confrontos históricos que enriquecem a história de ambos os clubes e também do futebol brasileiro, veio do Santos um dos melhores e mais vitoriosos jogadores de nossa história: César Sampaio, que atualmente é nosso gerente de futebol.

Em sua história, o Santos tradicionalmente revelou grandes jogadores ao futebol brasileiro e mundial. O maior deles, obviamente, foi Pelé. Mais recentemente, Robinho, e agora Neymar, surgiram com a missão de manter a mística deste clube, que assim como o Palmeiras, é conhecido por jogar um futebol ofensivo e técnico, sem “lama no calção” ao fim do jogo.

Divino x Pelé

Falar do Santos sem falar de Pelé é o mesmo que falar do Palmeiras sem falar de Ademir da Guia. A história do Santos se confunde com a do maior jogador de futebol de todos os tempos, e mostra também que o único time capaz de parar o Santos de Pelé era o Palmeiras de Ademir. Não fossem o Supercampeonato de 1959 e as conquistas verdes em 1963 e 1966 e o Peixe poderia ter sido simplesmente dodecacampeão estadual.

No período em que ambos atuavam por seus respectivos clubes, de Agosto de 1961 a Outubro de 1974, foram 36 partidas, com 13 vitórias do Palmeiras, contra 12 do Santos.

A diferença crucial das passagens dos dois maiores jogadores de Santos e Palmeiras fica por conta dos campeonatos internacionais. Enquanto o Santos faturou duas libertadores com Pelé, o Palmeiras amargou um vice-campeonato com Ademir.

Palmeiras x Robinho

Somadas as duas passagens do “rei das pedaladas”, mesmo com o Palmeiras amargando anos de equipes medíocres e até a série B, o histórico registra 11 partidas, com 6 vitórias do Palmeiras e 3 do Santos.

Palmeiras x Neymar

Assim como Robinho e Pelé, o craque Neymar não tem vida fácil quando encara o Palmeiras. Desde 2009 já são 11 confrontos, com 6 vitórias do Palmeiras e apenas 3 do Santos.

Diante de tamanha tradição, seja contra nós ou pelos campos do mundo, é certo que o Santos Futebol Clube figura como um dos maiores clubes de futebol do planeta. Fica aqui o parabéns do IPE e o anseio por mais 100 anos de confrontos épicos e lances memoráveis. Parabéns, Peixe!

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