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Arquivo da categoria ‘O IPE’

250 jogos, e contando

Palmeiras 2x0 Galo: a estreia do blog

Palmeiras 2×0 Galo: a estreia do blog

Este modesto espaço na grande rede nasceu há pouco mais de três anos, e de lá para cá foram 250 jogos comentados pelos especialistas corneteiros editores da casa. O primeiro deles foi Palmeiras 2 x 0 Atlético-MG pelas quartas-de-final da Sul-Americana de 2010; como se pode ver, ainda muito cru.

A seção foi crescendo, com cada vez mais estatísticas, fotos, vídeos, ironia e, claro, cornetagem, como cabe a palestrinos de boa cepa. Por fim, vieram as notas que deram origem ao prêmio Bola Verde, cada vez mais uma referência no que diz respeito ao desempenho dos atletas do Verdão (bom, a gente chega lá).

Para celebrar essa importante marca, escolhemos dez desses pós-jogos por sua importância ou simplesmente porque gostamos deles. São três feitos por cada um de nós e um jogo especial comentado por seis mãos. Relembre estes (nem sempre) bons momentos!

- Palmeiras 1(5) x 1(6) Corinthians, o jogo de um craque renegado

- Palmeiras 2×1 Corinthians e a fulminante estreia de Fernandão

- Botafogo 2×6 Palmeiras, a maior goleada da história do blog

- Grêmio 0×2 Palmeiras, um jogo de êxtase

- Lusa 3×0 Palmeiras, pra lembrar que a raiva turbina qualquer texto

- Palmeiras 0×1 Coritiba, incredulidade e desalento

- Flamengo 1×1 Palmeiras, o retorno à série B

- Palmeiras 1×2 Tijuana, noite de desabafo

- Figueirense 2×3 Palmeiras, pois na vitória também se corneta

- Palmeiras 0×0 São Caetano, o retorno à série A*

*um editor trapaceou e colocou um texto seu a mais.

Por fim, a grande conquista da Copa do Brasil em três atos: logo após o jogo, na manhã seguinte e após o desfile por São Paulo. Era o mínimo para celebrar um título nacional que não vinha há 12 anos.

É isso. Boa leitura e até daqui a pouco, com o 251º capítulo dessa história.

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O ano do ano que vem

A principal imagem do ano

A principal imagem do ano

Se em 2012 o palmeirense viveu o céu e o inferno, 2013 foi o ano do purgatório. Voltamos à disputa da “obsessão”, defendíamos o escudo da Copa do Brasil e poderíamos beliscar um esvaziado Paulistão, mas a meta mesmo era uma só, e a mais fácil de todas: novamente expiar os pecados na série B, com não menos do que o indesejado título. E, se era isso, a missão do ano foi cumprida. As grandes expectativas se concentram agora em 2014, ano no qual na prática o Palmeiras já entrou há meses, desde que caiu contra o Atlético-PR.

Enquanto aguardamos os reforços e sonhamos com um centenário digno (leia-se “com taça”), revivamos o ano que passou e as histórias que este blog trouxe durante estes longos doze meses. O foco é dentro de campo, embora reconheçamos que há fatos importantíssimos que ocorreram fora dele, como o imbroglio com a WTorre e, não menos relevante, a chocante morte de um operário da Arena.

O 38°

O 38°

Janeiro começou em compasso de espera pelas eleições presidenciais. Antes dela, porém, falamos sobre a Assembleia Geral, que definiu o voto direto dos associados a partir do próximo pleito. Pleito este que decidirá o sucessor de Paulo Nobre, ungido o 38° presidente da história alviverde na noite de 21 de janeiro. Dia em que também lançamos uma longa série para homenagear os 20 anos da conquista do Paulistão de 1993.

Em campo, poucas novidades de nossa parte: a chocha estreia no ano foi num empate por 0 a 0 com o Bragantino, na qual apenas Fernando Prass e Ayrton debutaram. Ficou nítido que novidade mesmo só do outro lado do campo: enfrentaríamos alguns adversários inéditos no ano (e, no fim, perderíamos para todos…). Tirone não quis tomar grandes decisões (que novidade!) antes de passar o bastão, o que talvez tenha sido bom dados os passos mais que errados que dera antes – basta ver que seu último ato foi acertar salários de 500 mil reais com Riquelme. No fim, o principal motivo de espera pelo Paulistão não foi o time, e sim o concurso lançado pelo IPE que no fim premiaria o leitor Raphael Tanaka, na foto com sua camisa retrô superestilosa.

O mês ainda reservaria o primeiro mico do ano – a derrota em casa para o Penapolense – e vitórias contra o Oeste (no primeiro jogo com Nobre no leme) e São Bernardo. Na Copinha, mais um ano de jejum, mas a campanha foi boa, com o time parando somente na semifinal.

No tamo tan xunto

No tamo tan xunto

Os jogos do início de fevereiro pelo modorrento Estadual ficaram em segundo plano quando a bomba explodiu no dia 8: Barcos foi negociado para o Grêmio em um negócio que até hoje não foi resolvido – Leandro fica? Vai? E o tal quinto jogador?

O fato é que Nobre e Brunoro fizeram sua aposta: renovar o reduzido e rebaixado elenco alviverde. O primeiro desafio de parte da tropa (pois quem estava inscrito pelo tricolor gaúcho não pôde ser reinscrito aqui) foi a estreia na Libertadores, em triunfo por 2 a 1 contra o Sporting Cristal. E a semana cheia culminou no único Derby da temporada: um 2 a 2 que estivemos próximos de perder, depois de vencer e que pôde ser visto tanto pela ótica pessimista (os dois pontos que escaparam) quando pela otimista (era o time que caiu contra o que teve um 2012 que nunca mais se repetirá, assim esperamos).

O mês seguiu na toada de vitórias e empates pelo Paulista, mas terminou com uma derrota para o Libertad em que várias deficiências ficaram escancaradas. Mesmo assim, a classficação não parecia distante.

Vexame

Vexame

A frase que encerrou fevereiro foi por água abaixo na primeira partida de março. Uma exibição desastrosa contra o Tigre, em que o time teve tudo para ganhar mas perdeu na última bola da partida, nos fez lembrar por que estávamos na segunda divisão. Poucos dias depois, desperdiçamos ótima chance de acabar com o tabu no Morumbi ao empatar o Choque-Rei com um a mais.

Sim, nós com um a mais na casa do São Paulo: sinal de que a arbitragem paulista vem pouco a pouco melhorando, como fizemos questão de ressaltar. Só o que não melhorava muito era o time, que no fim do mês fez seu terceiro clássico e pela terceira vez empatou, em um zero a zero chatíssimo contra o Santos. Resultado que pareceu um milagre tendo em vista o que aconteceria alguns dias depois: os vexaminosos 6 a 2 que levamos do Mirassol.

Ah, os pênaltis...

Ah, os pênaltis…

Abril começou com a vaga no Paulista praticamente assegurada mesmo após o desastre. Era hora de retomar a Libertadores, e o Verdão o fez em grande estilo: bateu o Tigre, o que também não era lá muito difícil, e com quase 34000 pagantes fez o Pacaembu e o Libertad tremerem. Incrível: com uma rodada de antecedência, o time estava classificado!

Mais: no Paulista, uma vitória nunca simples contra a Ponte fora de casa e o Palmeiras engatilhava cinco triunfos sucessivos, no ponto mais tranquilo do semestre. Com as vagas nas duas competições definidas, era hora de ver os cruzamentos. Para a Libertadores, preparamos um manual completo para o dia do último jogo, a derrota em Lima que nos pôs diante do Tijuana. Estavam chegando as decisões – em 2013 e em 1993, quando um novo técnico acabava de chegar.

Com uma derrota besta, o Palmeiras manteve o Ituano na primeira divisão e não provocou o nono rebaixamento por nossos pés. Mais que isso: soube que teria um clássico fora de casa nas quartas-de-final. E o preço foi alto: no dia 27, mais uma vez o time foi até que decente, mas incapaz de vencer. O Santos cobrou melhor os pênaltis e o Paulistão caiu por terra, tendo consagrado Vílson como melhor jogador alviverde da competição.

A recuperação parecia ser rápida: nos últimos momentos do mês, o Verdão trouxe um bom zero a zero do gramado sintético de Tijuana.

Ay caramba!

Ay caramba!

Chegamos àquele que foi de longe o mês mais amargo do ano. A primeira partida de maio ocorreu já na metade do mês, e não poderia ser mais decepcionante: derrota para o Tijuana ante um Pacaembu abarrotado. Era o fim da Libertadores (na qual nosso melhor jogador foi Charles) e, pior, o começo do resto do ano de 38 intermináveis jornadas pela série B, que começou com duas vitórias naquele mesmo mês (para aquecer, lembramos toda a campanha de 2003). Aproveitamos para estimar a pontuação necessária para o acesso – e, revendo agora, acertamos na mosca (veja o último parágrafo), o que não chega a ser propriamente um feito.

Enfim, foi um mês que deixou quase todos os palmeirenses tristes. Mas um teve motivos para sorrir: aproveitando nova promoção do blog, que lançou a ainda esvaziada seção “Cultura Alviverde”, o leitor Diego Rodrigo levou um exemplar do livro 1942 – o Palestra vai à guerra.

Hã? 2013?

Hã? 2013?

Junho teve apenas quatro jogos, com duas vitórias e duas derrotas: a única como mandante em todo o campeonato e uma escandalosa, a de Recife. Tão bizarra que até o Mahatma Gandhi da camisa 18 levou cartão vermelho.

Durante a pausa para a Copa das Confederações, nos dedicamos a outros assuntos. O principal, claro, a lembrança dos 20 anos do inesquecível título de 1993 e o encerramento da série de 143 dias que a rememorou. Mas houve tempo para associar Mendieta a seus nove antecessores paraguaios, sugerir vários camisas 9 - Kléber não ficaria e Allan Kardec ainda não fora contratado – e até lembrar do centenário de nosso colega de Parmalat.

Kardec foi um dos estreantes

Kardec foi um dos estreantes

As férias se acabaram e o trabalho recomeçou. Com novos jogadores e um preparo físico muito acima dos rivais, o Palmeiras atropelou e viveu seu melhor período na temporada: cinco jogos, quatro vitórias e um empate, numa série que seguiria agosto adentro. E nos 4 a 1 contra o ABC houve um feito raro: três jogadores marcaram seus primeiros gols no clube. Gancho, claro, para lembrarmos outras “primeiras vezes”.

Não deixamos passar em branco os seis meses da gestão Nobre, trazendo as opiniões de Vicente Criscio e Marcelo Santa Vicca, e também aproveitamos a visita de Francisco para explicar o que o Papa tem a ver com o Porco.

Um mês tranquilo, que só não terminou melhor porque foi o da despedida de um dos gigantes de nossa história: Djalma Santos.

Libertadores, só em 2015

Libertadores, só em 2015

Agosto, mês do desgosto? Na Copa do Brasil, foi: nossa participação começou e acabou ali mesmo, no mês dos Pais, com uma surra em Curitiba que deixou claro que o elenco era mesmo de série B, na qual o time começava a atropelar, assumindo a liderança e só não se mantendo invicto no pós-Copa das Confederações por ter usado os reservas contra o Boa, em jornada sofrível.

O nonagésimo nono aniversário não foi lá muito feliz, mas ao menos o mês terminou com a vaga bem encaminhada.

Disparando

Disparando

Setembro foi o mês em que o ano já poderia ter se dado por encerrado. Sem Copa do Brasil mas com o título de campeão do primeiro turno após sonolento empate com a Chapecoense, o Palmeiras só fez abrir mais vantagem na liderança. Ao menos teve algumas atuações dignas de destaque, como nas vitórias sobre Avaí e Sport.

Em meio a mais do mesmo, aproveitamos a presença da Ponte na Sulamericana, sua primeira presença internacional, para pesquisar sobre nossas estreias nos torneios mundo afora.

De novo de volta

De novo de volta

A tortura acabou em outubro. Quer dizer, faltavam ainda partidas por jogar, mas o principal estava resolvido. Um empate chocho contra o São Caetano, em dia de roupa nova, bastou para colocar o Verdão de volta à série A – esta que até agora não sabemos que times terá e que, a seguir pelo exemplo de 2000, poderia ter o Palmeiras de todo jeito, ainda que por convite. Ainda bem que não precisaremos pagar esse king kong.

O acesso pôs uma pedra na série B, apagando com isso outros jogos marcantes do mês, como uma goleada fácil fácil no Figueirense e uma derrota contra o ABC em dia de casa cheia. Cheia demais, como ficou evidente pelas cenas tristes que o Brasil inteiro pôde ver.

Mas futebol é alegria, e encerramos o mês lembrando da Alegria do Povo – nos 80 anos de Garrincha, levantamos todas as partidas que ele fez contra nós.

Dever cumprido

Dever cumprido

Se outubro foi o mês de garantir o quarto lugar, novembro foi o de gritar BICAMPEÃO. Quer dizer, de os jogadores fazerem isso, pois torcedor eu não vi nenhum. A grande conquista veio ao despachar o Boa no Pacaembu. Depois disso, recebemos a taça em mais uma partida fora de casa – Campo Grande, a única em que jogamos fora sem ter sido por punição. E demos adeus ao ano com uma derrota para a Chapecoense que não deixa nenhuma lembrança.

Como 2013 já era passado mesmo com jogos por vir, nos debruçamos sobre 2014. E, a julgar pelo que vinha e ainda vem ocorrendo, temos um cenário parecido com o de 2004. Até que pegamos vaga na Libertadores daquela vez, mas que os reforços não foram grande coisa, ah, isso não foram.

O craque do ano

O craque do ano

Sem jogos e sem reforços de nome, dezembro foi de recapitulações e memórias. Primeiro, méritos a Fernando Prass, Bola Verde da série B em título roubado de Valdivia na reta final e também escolhido o craque do campeonato pelos leitores, junto com Wesley. O goleiro acabou sendo o destaque neste ano de 68 jogos, cujos números dissecamos.

E, como já era hora de encerrar o assunto 2013, contamos a história de conquistas que fizeram aniversário no finzinho do ano: os 80 anos do primeiro Rio-São Paulo, os 50 do Paulista de 1963, os 93 da primeira taça palestrina e os 15 da Copa Mercosul.

*

Tudo junto, 2013 não será um ano de grande saudade, e nem mesmo conseguiu deixar sementes plantadas para um futuro triunfal. Mas deverá ficar na memória por ser a última vez em que disputamos a famigerada segundona. Não é isso mesmo?

Feliz Ano Novo a todos nossos leitores! Sigam por aqui em 2014, o ano em que a Copa é apenas um pretexto para os 100 anos da gigante Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Na história

Na história

Enfim chega ao fim este atribulado ano de 2012. Só mesmo o Palmeiras para fazer uma temporada com um título nacional terminar com um sabor tão amargo, em que além de lamber nossas feridas ainda precisamos ver os adversários celebrando feitos. Nem secar deu certo.

Nestes 12 meses, o blog do IPE tentou acompanhar a temporada verde ao mesmo tempo em que trouxe histórias, causos e curiosidades. Agora aproveitamos para relembrar o que de mais marcante tivemos no ano em que o mundo não acabou – mas, olha, não teria sido tão má ideia…

Fui

Fui

Janeiro começou com uma bomba: o último bastião dos tempos de glória, o jogador mais capacitado do elenco, o ídolo que permaneceu nesse trepidante século XXI pendurou as luvas. Trouxemos um emocionante depoimento de um de seus inúmeros fãs, e mostramos como as capas dos jornais divulgaram a aposentadoria de São Marcos.

Nessa mesma época, tivemos mais uma Copinha (um torneio que podia ser melhor), em que o Palmeiras parou nas quartas-de-final ao cair contra o Atlético-PR. Um resultado normal, não dá para classificar nem como bom nem como decepcionante. Enquanto isso, o time principal entrava em campo para um amistoso internacional: na vitória contra o Ajax, o tento da vitória foi de Pedro Carmona, que não ficaria muito mais tempo no clube. Logo depois, um início claudicante no Paulista, em que estreamos Daniel Carvalho.

No aniversário da cidade, relembramos os títulos paulistanos do Verdão. E estreamos uma nova seção no blog, falando dos estádios históricos em que pisamos, como o Maracanã e o Centenario.

Cheguei

Cheguei

Em fevereiro, o time engrenou no Paulista: foram seis vitórias (cinco consecutivas, uma delas contra o Santos) e dois empates (um deles contra o São Paulo). Neste mês tivemos a estreia do grande destaque da temporada. Mas Barcos não deixou uma grande primeira impressão – levou apenas nota 4 contra o XV de Piracicaba.

Foi um mês em que apelamos à diretoria para que desse atenção ao torcedor interiorano (o que não é o caso de nenhum dos três editores do blog), e em que demos sequência à série dos jogos inesquecíveis de nossos leitores (foi em fevereiro que tivemos um dos relatos mais tocantes de todos). Ao amigo que quer mandar sua história, o espaço está aberto.

Para encerrar fevereiro, um post que ou faríamos então ou só em 2016: um histórico dos jogos do Verdão em 29 de fevereiro. Quem diria, até taça conquistamos!

Brandão depois eu

Brandão depois eu

As águas de março fecharam o verão e a sequência invicta do Verdão: na 18ª partida do ano e 22ª de invencibilidade, o time caiu. Justo no Derby em que o Palmeiras fez honras ao recém-falecido Chico Anysio, Márcio Araújo preferiu emular os Trapalhões. Antes disso, porém, outra invencibilidade havia começado: na Copa do Brasil, o Palmeiras eliminou o Coruripe. Aliás, é incrível que o Alviverde tenha sido campeão invicto e que tenha começado o ano com tantas partidas sem derrotas e mesmo assim tenha terminado 2012 com o maior número de derrotas de sua históra, 28. A segunda delas, por sinal, veio logo depois do Derby: foi em casa contra o Mirassol, num prenúncio do que viria no Paulistão.

Também antes do Derby, uma marca histórica: Felipão se tornou o segundo técnico com mais partidas no clube nos 6 a 2 contra o Botafogo em Ribeirão Preto. Como homenagem, fizemos uma lista dos 10 principais jogos do gaúcho – claro, a Copa do Brasil deste ano ainda não podia ser contemplada.

Adeus Paulista

Adeus Paulista

Chegamos ao mês em que o Palmeiras afundou duplamente no Paulista: em abril o time principal colecionou tropeços (ah, o que uma derrota no Derby não faz…), terminou a primeira fase empatado com o Bugre - e, como desempates são um mau negócio, o time se despediu no Brinco de Ouro com uma atuação patética (ao que muitos podem replicar: e o que importa o Paulistão hoje em dia?). Enquanto isso, o time B era responsável pelo primeiro rebaixamento do ano: em 2013, vai disputar a série A3.

A queda no Estadual encerrou prematuramente o Troféu IPE (futuro Bola Verde), que criamos para avaliar os melhores jogadores em cada campeonato através das notas dos pós-jogos. O vencedor do Paulistão? Daniel Carvalho. Quem diria…

O que houve de bom no mês? Claro, o prosseguimento na Copa do Brasil, eliminando o Horizonte de cara e deixando o duelo com o Paraná bem encaminhado. E também os 70 anos de Ademir da Guia. Para um clube que infelizmente depende cada vez mais de seu passado, toda homenagem ao Divino é pouca.

Aliás, homenagens não faltaram nesse mês: falamos do centenário do América-MG e, claro, do Santos. Lembramos até da casa do nosso velho rival e freguês.

Esperança

Esperança

Quinze dias de folga e já em maio o Palmeiras voltou a campo para despachar Paraná e Atlético-PR na Copa do Brasil. O Verdão chegava às semifinais, mas estava longe de ser favorito contra Grêmio, Coritiba e São Paulo. Também foi nesse mês que começou o Brasileiro, com uma boa amostra do que viria: nos dois jogos de maio, um empate contra a Lusa (Luan fez o primeiro gol do Brasileiro) e uma derrota para o Grêmio. A zona de rebaixamento se aproximava muito cedo.

Mês de poucos jogos, mas muitas histórias: resgatamos os 10 anos do título baiano do Palmeiras, vimos que o time não é uma mãe no dia delas e levantamos o histórico do clube em finais em campo neutro (pois noticiou-se que a final da Copa do Brasil poderia ser em jogo único).

Por fim, concluímos uma série em que montamos seleções dos melhores jogadores que já tivemos nascidos em cada região do país.

Êxtase

Êxtase

O Palmeiras entrou em campo apenas seis vezes em junho, e só ganhou uma. Mas foi a mais importante delas: na principal atuação do ano, o time derrubou o Grêmio por 2 a 0 na última vez em que pisou no agora saudoso Estádio Olímpico; na volta, um empate bastou para eliminar nossa até então alma gêmea e colocar o clube novamente em uma final após quatro anos de jejum. Enquanto aguardava a decisão, os tropeços no Brasileirão iam se acumulando. Junho terminou com nova derrota no Derby (texto sobre Derby é sempre especial, mesmo na derrota. Por isso linkamos todos).

Aproveitamos junho para polemizar: a lenda de Porcus Tristis procede? E também mostramos que Valdivia estava a ponto de um recorde: o de rei dos cartões nesse século (para constar, obviamente ele conseguiu a proeza semanas depois).

Undecacampeão!

Undecacampeão!

É CAMPEÃO! Em julho, milhões de palmeirenses puderam após longos anos soltar o grito que sucede uma grande conquista. Pela 11ª vez, o Verdão conquistava um título nacional. Batemos o Coritiba na maior partida da história de Barueri e, naquele 11 de julho que sabíamos ser um dia para sempreseguramos o empate no Couto Pereira. Cada um a seu jeito, os três editores da casa fizeram questão de registrar a alegria daquele momento inesquecível. Sem seu principal atacante, com a contratação mais cara tendo se lesionado rapidamente e com o camisa 10 sequestrado e depois suspenso, o Palmeiras mostrou que ainda sabia como dar uma volta olímpica. Para tristeza do blog, fizemos um post com as capas dos noticiários do time seguinte, mas este que vos escreve cometeu um erro grotesco e o perdeu em definitivo.

Campeonato encerrado, Bola Verde também: desta vez, o prêmio ficou com Thiago Heleno. Mais uma vez: quem diria…

Foi também o melhor mês da equipe no Brasileirão - a única sequência de três partidas sem perder foi em julho, contra Coritiba, São Paulo e Náutico. Porém, logo depois julho se encerrou com duas derrotas em que a arbitragem pesou demais, contra Bahia e Cruzeiro. O mês terminava com alguma preocupação, mas muita alegria. Escapar da zona parecia questão de tempo.

Os posts especiais do mês falavam, claro, da decisão da Copa do Brasil: tivemos um quiz sobre Palmeiras x Coritiba, relembramos 1996 e 1998, desfiamos uma série de curiosidades sobre a final e mostramos como o histórico do Palmeiras e da Copa do Brasil indicavam que nossa vantagem era grande.

Também não sabíamos se Betinho jamais marcaria outro gol (no fim, fez mais um) e por isso relembramos aqueles que só partiram pro abraço uma única vez enquanto vestiram nosso manto. E, em mês de Olimpíadas, listamos quem foi aos Jogos disputar futebol vestindo as cores do Palmeiras.

O terror do Botafogo

O terror do Botafogo

As únicas alegrias de agosto vieram contra clubes cariocas: em que pese uma derrota para o Flu exatamente na hora no encerramento dos Jogos Olímpicos, o Palmeiras bateu o Flamengo e duas vezes o Botafogo (para este, perdeu uma mas mesmo assim levou a vaga na Sula). De resto, uma série de resultados ruins que, a partir do jogo contra o Santos que encerrou o primeiro turno, puseram o Verdão novamente na zona de rebaixamento, de onde o time não mais sairia. O mês terminou com o jogo símbolo da queda: os 0×3 contra a Lusa. Tivéssemos vencido aquele jogo, talvez não passássemos o resto do campeonato correndo atrás, o que é sempre pior.

A maratona de jogos impediu que o blog se dedicasse mais a outros temas. Mas deu tempo para falar dos estrangeiros convocados enquanto jogavam no Palmeiras – claro, em alusão a Barcos, chamado para a seleção argentina – e para listar os 98 maiores jogos dos 98 anos de vida do Verdão (OK, sejamos sinceros: só entraram partidas de 1988 pra cá…).

Caiu

Caiu

Em setembro, Felipão caiu após três derrotas seguidas, Narciso foi interino na terceira derrota da temporada contra o arquirrival (e pela primeira vez o Corinthians teve 100% de aproveitamento num ano com mais de duas partidas) e Kleina assumiu ganhando suas duas primeiras partidas. Setembro começou em queda livre, o Derby parecia nos ter levado às cordas, mas ainda assim o mês terminou com um sopro de esperança. Pena que o Pacaembu, que se mostrou tão vibrante contra a Ponte Preta, não poderia mais ser uma arma. Obrigado a você que atirou cadeiras no gramado, parte da queda é mérito seu.

Em meio à depressão com a iminente queda, só deu pra buscar ânimo no que a história dizia sobre troca de treinadores. E, no melhor estilo rir para não chorar, vimos por que Tirone e Frizzo quase fecharam com Falcão.

Último alento

Último alento

O efeito Kleina ainda durou na primeira partida de outubro, a vitória contra o Millonarios. A realidade, porém, veio rápido: três derrotas seguidas, entre elas o terrível tropeço contra o Coritiba, adversário direto na estreia em Araraquara, colocaram o Verdão a um passo do precipício. Um pequeno alento veio com a vitória contra o Bahia fora de casa, seguida por outra contra o Cruzeiro – que, não sabíamos, seria a última do ano.

Os sete dias seguintes, porém, foram outro balde de água fria: o time reserva caiu em Bogotá dando adeus ao treino pré-Libertadores e em seguida no jogo do gol de Barcos anulado por interferência externa (e qualquer outra coisa que se diga não muda a essência do que houve: um flagrante desrespeito às regras do jogo. Naturalmente não estamos falando do argentino).

Com apenas cinco jogos por fazer, terminava o outubro vermelho.

O fim

O fim

18 de novembro de 2012. Mais uma data negra para a rica história alviverde: dez anos e um dia após a primeira descida ao inferno, a Sociedade Esportiva Palmeiras, pseudodirigida por uma trupe de incompetentes, volta a encarar o lado B do Brasileiro.

O Palmeiras agonizou pouco a pouco: contra o Botafogo, um empate inútil ainda que tardio. Já ali o blog jogou a toalha; restava partir para a ironia. Mas o time ainda lutou contra o Fluminense; na primeira partida em que matematicamente o time podia ser rebaixado, nova derrota em uma exibição até decente guardadas as proporções do nível das equipes. No fim, servimos pelo segundo ano seguido de coadjuvante na festa do campeão brasileiro – taí algo que não vai acontecer em 2013…

E contra o Flamengo o tubo foi desligado – na verdade, não exatamente ali, mas pontualmente às 21:20 daquela noite de domingo, ao término de Portuguesa 2 x 2 Grêmio que deu à Lusa o ponto que precisava para não ser alcançada por nós. Alguns rojões estouraram em torno de São Paulo; como é certo que não eram torcedores rubroverdes, só podia ser uma homenagem ao respeito que o alquebrado alviverde imponente ainda impõe a seus rivais.

Trouxemos as capas de jornais do dia seguinte, pois não são só os dias de glória que devem ser lembrados. A dor pode mobilizar, embora isto não tenha ocorrido da outra vez. E o fato de que em 2013 a série B não deve ser complicada pode muito bem iludir a diretoria – a torcida, esta está escaldada.

A limpa começou nos dias seguintes, e um elenco renovado foi a campo nas duas rodadas/derrotas finais.

Só eu vim

Só eu vim

Em dezembro, apenas um jogo. Depois, o silêncio, as trevas e melhor nem falar o que se passou nos rivais. Reforços? Apenas Fernando Prass acertou neste mês. Como alento, um sorteio de Libertadores que nos remete a alguns períodos de brilho no ano que virá. Série B sim, mas ainda com altivez.

Quer dizer, altivez no que toca a qualquer um que não seja cacique no Palestra, porque nas entranhas da gestão alviverde tudo continua errado como em 2002. Que em 2013 o novo presidente faça um trabalho realmente bom (não basta desejar que seja melhor que Tirone, isso eu faria sem problemas), e nos devolva o orgulho novamente roubado. Mas os Tirones passam e o Palmeiras sempre ficará.

Números da temporada:

  • 78 jogos, com 30 vitórias, 16 empates e 28 derrotas
  • 107 gols marcados, 94 sofridos, saldo ainda incrivelmente positivo de 13
  • Artilheiros: Barcos 28, Marcos Assunção 10, Maikon Leite 9, Mazinho 6, Henrique e Luan 5, Juninho 4, Valdivia, Artur, Daniel Carvalho, Patrik, Leandro Amaro, Obina e Fernandão 3, Betinho, Correa, Thiago Heleno, João Vitor, Ricardo Bueno, Tiago Real e Patrick Vieira 2, Vinícius, Márcio Araújo, Román e Pedro Carmona 1 e um gol contra.

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App Mídia Palestrina

Com apenas um toque, torcedores do Palmeiras já podem ficar por dentro de tudo o que os blogueiros palestrinos estão escrevendo sobre o time. Será lançado, na próxima segunda-feira (dia 30 de abril), o aplicativo “Mídia Palestrina” – uma ferramenta que vai beneficiar usuários de celulares e tablets do sistema android, sem custo nenhum e livre de qualquer tipo de propaganda.

O aplicativo permite que o torcedor tenha em seu smartphone ou tablet os melhores blogs, sites e rádios feitos por palestrinos de plantão – tudo compilado de maneira fácil e rápida.

Mas não só isso: o novo aplicativo também disponibiliza tabelas com a classificação do Palmeiras, resultados dos jogos e informações sobre as próximas partidas.

Por meio do “Mídia Palestrina”, o torcedor também pode acompanhar transmissões ao vivo dos jogos do Verdão pelas rádios Web Rádio Verdão e Antena Verde.

Para ter acesso ao aplicativo, basta fazer o download diretamente pelo Google Play, a partir do dia 30 da abril.

O aplicativo deverá em breve ganhar uma versão para iPhone/iPad.

Abaixo, algumas imagens do programa.

   

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Porque hoje é 6 de maio

Por Claudio RK

Não, hoje não tem pós-jogo. Se você é torcedor do Palmeiras, não precisamos relembrá-lo do vexame; se é coxa-branca (e têm aparecido vários aqui), parabéns e desejo sinceramente que levantem essa taça.

Até poderia fazer um texto furioso, praguejando contra o time, o treinador, os ídolos presentes e ausentes, os laranjas podres e tudo o que contribuiu para a segunda maior goleada que já sofremos (além, sejamos justos, da excelente atuação do Coritiba). Só que não consigo: fiquei chateado sim, mas não raivoso, porque a raiva pressupõe uma expectativa frustrada, e não dá para esperar nada do Palmeiras de hoje; há muito somos figurantes. Incomoda-me mais a nova desclassificação, mais um campeonato abortado, que a sova, embora seja difícil tirar o “seis” da mente.

O que mais lamento é que ultimamente somos um clube de muita história e pouco presente. Nós do Instituto Palestrino de Estatística adoramos trazer curiosidades e capítulos da brilhante trajetória verde, mas não queremos (e não vamos) nos ater somente ao passado.

Paciência. O futuro há de ser melhor e será, por mim, por você e por cada próximo palestrino, como o que há dois anos, desde este mesmo 6 de maio, é para mim enorme motivo de alegria (e para você, que acha que é um dia como outro qualquer, lembre-se que também o primeiro Derby – 3 x 0 Palestra – completa hoje 94 anos).

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IPE na Rádio Fanfulla

É com muita alegria que anunciamos que um de nossos colaboradores, Pedro Ivo, recebeu um convite para participar da próxima edição da Rádio Fanfulla.

O programa vai ao ar na quinta-feira, 21/04 (dia de Tiradentes), às 20:00. Depois de passarmos pelo Santo André (vamos ser otimistas, né?), convidamos todos a trocar essas mesas-redondas da TV que pouco agregam aos torcedores fanáticos por esta opção feita por e para palmeirenses!

A transmissão poderá ser acompanhada ao vivo pela Rádio Estação Palestra (http://www.estacaopalestra.com.br/).

Até lá!

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100. E vem mais.

Agora é nossa vez

É, hoje esse jovem blog chega à sua centésima postagem. Agradecemos aos leitores e amigos que nos apoiaram desde o primeiro dia e mantemos o compromisso de trazer sempre textos abrangentes, informativos e curiosos.

Além dos tradicionais pré e pós-jogos, aqui você já leu sobre as viagens do Palmeiras aos países das Copas de 2018 e 2022 e à nação abalada por um enorme terremoto. Você também conferiu como o Palmeiras se saiu em jogos de Carnaval, e conheceu o único jogo de nossa história no Natal. Descobriu curiosidades sobre nossos ex-presidentes, quais foram nossas goleadas marcantes, e aprendeu até mesmo que somos octo enquanto a imprensa ainda falava em octa – a contragosto, claro.

Arriscamo-nos até mesmo a sugerir novas fórmulas para o Brasileirão – sem entregadas e sem clássicos no final – e para o Paulista. Para completar, estatísticas e histórias de craques e títulos do passado, que você pode descobrir ou revisitar clicando em nossas categorias listadas à direita.

Enfim, queremos trazer coisas diferentes, pois a torcida palmeirense é diferente. Não se contenta com mais do mesmo, e foi isso que nos motivou a criar este espaço. Aguardem, pois vem mais, a começar por uma surpresa amanhã. Por ora, agradecemos novamente a cada um de nossos leitores, e lembrem-se: o blogdoipe@gmail.com está à sua disposição.

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Bem-vindo ao IPE!

O Instituto Palestrino de Estatística nasceu entre os comentaristas do blog Parmerista!, cresceu no twitter e agora dá seu maior passo. Aqui você verá notícias em primeira mão ou que não se encontram facilmente (nada de copiar o que sai na grande imprensa), curiosidades e, por que não, alguns desafios para os leitores também.

IPE: para quem quer informação além do óbvio.

 

 

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