Desde a interdição do saudoso Palestra Itália, o Palmeiras já adotou três lares: Pacaembu, Canindé e Arena Barueri. Com exceção de quatro partidas desde aquele amistoso contra o Boca Juniors*, todas os jogos como mandante foram nestes estádios.
Uma destas outras quatro, porém, foi no palco que passaremos a adotar agora, em momento crítico para esta e para as próximas temporadas: Araraquara hospedará o importantíssimo embate de quinta-feira contra o Coritiba, além das pelejas contra Cruzeiro, Botafogo e Fluminense. Por isso, é justo relembrar a história verde neste belo estádio interiorano, recentemente reformado.
O Estádio Doutor Adhemar de Barros foi inaugurado em 10 de junho de 1951, e o primeiro gol foi de Friaça, no amistoso que a Ferroviária perdeu por 5 a 0 para o fortíssimo time do Vasco, que logo em seguida disputaria conosco e mais seis clubes estrangeiros o primeiro Mundial de Clubes – Taça Rio.
Já a primeira partida do Palmeiras ali ocorreria somente dois anos após a inauguração – e curiosamente não foi ante o tradicional time grená, e sim contra a outra equipe local à epoca: a Associação Desportiva Araraquara (time que revelaria ninguém menos que Dudu). Em 7/6/1953, a ADA derrotaria um time misto Alviverde por 2 a 1 – nosso primeiro gol no estádio foi marcado pelo ótimo atacante Carlyle, de curta passagem.
Depois destas partidas, vieram mais 46, sendo 44 delas contra a Ferroviária; as duas únicas exceções foram exatamente as últimas partidas – como visitante, um empate em 2×2 contra o Rio Branco pelo Paulista de 2010 (sim, o Romarinho do segundo gol é o próprio) e, mandando, uma derrota para o Atlético-MG (sim, o Diego Souza do primeiro gol é o próprio) pelo Brasileirão do mesmo ano, quando já jogávamos com os reservas.
No todo, foram 47 partidas, com 21 vitórias, 16 empates e apenas 10 derrotas (como vimos, duas delas foram na estreia e na última partida até aqui). Fomos às redes 77 vezes e buscamos a bola no fundo da meta por 58. O saldo é amplamente positivo, ainda que todo construído contra a Ferroviária; goleadas foram quatro: uma sofrida (6×2 há 50 anos) e três aplicadas (4×1 em 1953, no primeiro confronto da história, 6×2 em 1968 e, claro, os 5×1 de 1996 que marcaram o último duelo Verde-Grená, já que a Ferrinha caiu naquele ano e até hoje luta para voltar).
O aproveitamento é bom, de 56% (considerando 3 pontos por vitória), mas para escapar da degola isso ainda será insuficiente. Mesmo assim, confiamos que Araraquara deixará de ser a terra da laranja para, por pouco mais de um mês, tornar-se a terra do porco. O Chiqueirão da Fonte Luminosa será nosso.
*além do jogo contra o Galo em Araraquara, as outras três partidas com mando fora da Grande SP foram as vitórias contra o arquirrival em Prudente, o Botafogo em São José do Rio Preto e o Coruripe em Jundiaí.












