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Archive for the ‘Pós-jogo’ Category

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Houve quem dissesse que passamos vergonha em 2010

Tal qual um tanque Tiger II rasgando a Europa na segunda guerra, a Alemanha trucidou o Brasil. Destruindo a inocência das cabeças que ainda a tinham, formando caráter a fórceps na molecada que estava vendo o jogo. Obrigando os amantes do futebol a continuarem suas vidas sem olhar pra trás, quem em sã consciência deseja rever o massacre? Tocaram as sete trombetas do apocalipse numa serenata para os brasileiros.

Para não ficarmos absolutamente sem estatísticas ou fatos curiosos relacionados a este massacre, vejamos pois que Klose superou Ronaldo e agora é o maior artilheiro da história das Copas, isolou-se na cabeça da lista com 16 gols. Também devemos dizer que esta é a maior goleada que o Brasil já sofreu em uma Copa. A curiosidade fica por ter sido apenas o segundo jogo na história das Copas a ir para o intervalo com 5 gols para um mesmo lado no placar, antes só o Haiti tinha sido capaz de tal proeza. O Zaire no entanto ainda é o recordista tendo tomado 6 da Iugoslávia nos primeiros 45 minutos, lá na longínqua Copa do Mundo de 1974.

Hoje em qualquer endereço minimamente relacionado a futebol na internet vemos textos inflamados, exigindo que o futebol brasileiro abra os olhos, se modernize, empale Felipão, Parreira, Del Nero, Marin, coroe Mano Menezes, e aquela coisa toda. Como aqui não temos sequer condições de germinar uma esperança por dias melhores, vamos ficar com a resignação, a incapacidade de se obrigar a acreditar no que aconteceu. A humilhação vai ser curtida no azeite da incredulidade e saboreada acompanhada de um petisco feito de coração brasileiro incinerado, assistindo a decisão que ainda pode nos fazer ter de aturar a imagem aterrorizante da rival alviceleste erguendo a Copa do Mundo em pleno solo brasileiro.

Para os diletos leitores deste blog acredito não ser necessária qualquer análise ou tentativa de sugerir o que deva ser feito. Coração Palmeirense está acostumado a vez por outra ver toda a sua expectativa transformada em pó numa acachapante e inesperada derrota tão improvável quanto inacreditável, mas que se faz.

Qualquer nota acima de zero para as atuações nessa peleja seria absolutamente injusta e puxa-saquista. Que sirva para endurecermos mais nosso casco, mas sem perder a ternura, claro. No futebol só há uma opção: seguir jogando.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 x 7 ALEMANHA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data/Horário: 8/7/2014, às 17h
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
Público: 58.141 torcedores
Cartão amarelo: Dante (BRA)
Cartão vermelho: -

Gols: Muller, aos 10′/1ºT (0-1); Klose, aos 22′/1ºT (0-2); Kroos, aos 24′/1ºT (0-3); Kroos, aos 25′/1ºT (0-4); Khedira, aos 28′/1ºT (0-5); Schurrle, aos 23′/2ºT (0-6); Schurrle, aos 33′/2ºT (0-7) e Oscar, aos 44′/2ºT (1-7)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho – Intervalo) e Oscar; Bernard, Hulk (Ramires – Intervalo) e Fred (Willian – 34′/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker – Intervalo) e Howedes; Khedira (Draxler – 23′/2ºT), Shweinsteiger, Ozil, Kroos e Muller; Klose (Schurrle – 12′/2ºT): Técnico: Joachim Low.

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Sem choro, com gol.

Sem choro, com gol.

Mais um sufoco, mais uma vez classificado. Apesar das dificuldades encontradas nos dois últimos jogos, o Brasil está na semifinal contra os maiores cavalos-paraguaios-alemães da história das Copas. Será nada menos que a 13ª vez que os chucrutes participarão das semis. E mesmo sem Neymar, o Brasil vencerá.

A Colômbia chegou com uma pose de favorita que não cabia a sua inexpressiva história futebolística. Um craque ainda não totalmente pronto, um lateral ex-Parmera que dança e um zagueiro que esteve na final da Libertadores 1999. Todo o resto, Cuadrado e o tal Teo inclusos, não passam de bons jogadores. Foi pouco para o pentacampeão, que apesar de também só contar com jogadores comuns, tem camisa demais.

Pela primeira vez o capitão chorão não se desmanchou em lágrimas no hino, tamanha evolução foi coroada com um gol logo no comecinho. A Colômbia viu que não seria tão fácil assim tirar o Brasil da parada e partiu para cima, abrindo espaços bem aproveitados em contra-ataques, porém todos finalizados de maneira ruim ou salvos pelo goleiro. Hulk mais uma vez teve seus 5 minutos no jogo, tabelou, finalizou, e sumiu. Se o primeiro tempo tivesse terminado 3×0 não seria injusto, mas o 1×0 deixou os adversário esperançosos.

Tanto que os colombianos voltaram determinados a igualar o placar. O jogo era pegado, o juiz, um banana que logo mais protagonizaria um absurdo, deixava o couro comer solto, distribuindo poucos amarelos e apitando de longe. Justo quando a Colômbia pressionava com mais força, o Brasil teve uma falta de longe para bater. Lá foi David Luiz e meteu uma chapa nela, a redonda tomou um efeito misturado com a famosa ‘descaída’ e morreu no fundo das redes. O baque só deixou o selecionado colombiano mais desesperado em ir ao ataque, ainda faltava meio tempo e todas as jogadas procuravam James Rodríguez. Em lance de desatenção da defesa o avante recém entrado no jogo, Bacca, saiu na cara de Júlio César e a este só restou o penalti. James Rodríguez foi para a cobrança e diminuiu, faltando 10 minutos e mais os acréscimos. Pane na defesa brasileira e bombardeio colombiano.

Aí vem o lance que pode turbinar ou implodir a seleção brasileira daqui para frente. Zuñiga entrou criminosamente nas costas de Neymar, com o joelho, e mandou o craque canarinho pro chão. Henrique teve chance de fazer seus primeiros minutos na Copa e o camisa 10 foi para o hospital. Fratura na vértebra L3, fim de Copa para ele. Claro que o juizão puniu Zuñiga… claro que não.

Com a vitória estamos novamente entre os 4 melhores de uma Copa, fato que não acontecia desde a última vez em que conquistamos o objeto de desejo máximo do mundo futebolístico, lá em 2002. É esperar que Felipão enxergue na lesão de Neymar um meio de motivar o time, que provavelmente irá mais fechado no meio contra a ‘temida’ Alemanha. Lembremo-nos que o bigode sempre teve o dom de armar um time sem um grande craque para uma batalha copeira, é o caso no momento. Recordar a Copa do Brasil 2012, ao menos para os palmeirenses, é um alento.

Notas:

Júlio César – escolheu canto na cobrança de penalti, não tinha como evitar a falta no lance – 6

Maicon – um pouco sem ritmo de jogo, ainda assim muito melhor que Daniel Alves tanto na defesa quanto no apoio – 7

Thiago Silva – raiva também é uma emoção – 9

David Luiz – protagonista de um dos golaços da Copa, seguro na defesa – 9

Marcelo – outro jogo nulo – 4

Paulinho – não comprometeu, Luiz Gustavo dá mais segurança pra zaga, no entanto – 7

Fernandinho – bateu preventiva e sistematicamente no tal James – 8

Oscar – ajudou mais na defesa e saída de bola do que na armação – 7

Hulk – vagalume, brilhou por uns 5 ou 10 minutos, não fez o gol e sumiu – 6

Fred – faz o pivô, corta-luz, barreira, só não faz gol, é pouco – 4

Neymar – em que pese sua má atuação, a lesão dele será o ponto determinante da campanha, só de estar em campo divide as atenções da defesa adversária, perdemos esse recurso – 6

Melhore momentos:

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 1 COLÔMBIA

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 4/7/2014, às 17h
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Auxiliares: Roberto Alonso Fernandez (ESP) e Juan Yuste (ESP)
Cartões amarelos: Thiago Silva, Julio Cesar (BRA); James Rodríguez, Yepes (COL)
Cartões vermelhos:

GOLS: Thiago Silva, aos 6′/1ºT (1-0); David Luiz, aos 23′/2ºT (2-0) e James Rodríguez, aos 35′/2ºT (2-1)

BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes – 40′/2ºT) e Oscar; Hulk (Ramires – 37′/2ºT), Neymar (Henrique – 43′/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

COLÔMBIA: Ospina; Zúñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Guarin, Cuadrado (Quintero – 35′/2ºT) e James Rodríguez; Ibarbo (Adrián Ramos – Intervalo) e Teo Gutiérrez (Bacca – 26′/2ºT). Técnico: José Pékerman.

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A centímetros do Mineirazo

A centímetros do Mineirazo

Este texto demorou a sair porque só agora nos recuperamos do catártico jogo. OK, é 95% mentira, mas de fato levou pelo menos duas horas para este redator finalmente relaxar após os pênaltis – e isso que minha torcida é bastante discreta, do tipo quero que ganhe a Copa mas trocaria fácil pelo próximo Paulistão.

O embate começou trazendo uma certa volúpia de ambas as partes; o Brasil mostrava mais caráter que nos jogos anteriores, mas o Chile também era um adversário mais consistente. E, enquanto ambos ainda trocavam jabs, os vermelhos foram ao chão: gol de David Luiz em lance de Jara infelicidade.

O Chile sentiu o golpe prematuro. Era a chance de o Brasil pôr a squadra rossa a nocaute, mas não o fez; pior, Hulk cedeu o empate de bandeja para Sánchez.

Daí para frente, o emocional do Brasil se foi – estranho, já que contra Camarões o time também cedeu o empate e não se abateu, em que pese a óbvia fragilidade dos africanos. Neymar, aquele a quem todos dizem “te vira rapá”, não estava em boa jornada, e o resto da equipe lhe acompanhou.

Também não foi o sufoco que se relatou: o Chile dominou se tanto 20 minutos, ajustado pelas boas trocas de Sampaoli. Mas a língua deles logo foi ao chão, e desde a metade do segundo tempo até o travessão salvador o Brasil mal foi incomodado. Faltou, porém, ímpeto e competência para resolver o jogo antes da disputa na marca fatal.

(Claro, vale lembrar também que a contusão de Medel impediu que a magia entrasse em campo, e fez murchar Osório Furlan e grande parte dos diretore$ e torcedores)

Nos pênaltis, os chilenos aparentemente se afundaram no mar de lágrimas verde-amarelas e pararam no provisoriamente redivivo Júlio César e no poste. Bendita trave do gol do lado direito do Mineirão: salvando o Brasil duas vezes em momentos críticos, merecia ser eleita pela Fifa a melhor em campo.

Avaliações:

Júlio César – uma boa defesa durante o jogo e dois pênaltis depois. Precisa mais? 9

Daniel Alves – a avenida não esteve aberta como em outros jogos, porém também não foi alternativa no ataque. 5

David Luiz – não o acho brilhante, mas sábado ele chegou perto disso. Menos pelo quase seu gol, mais pela liderança, 8

Thiago Silva – buáááááá, Felipão, o moço do IPE vai me dar nota baixa. Briga com ele pra mim! 4

Marcelo – assim como Daniel Alves, melhorou um pouco. 6

Luiz Gustavo – fará falta contra a Colômbia por ter feito falta contra o Chile. 6

Fernandinho – não foi o azougue que se viu contra Camarões. 5,5

Oscar – and the Oscar goes to… banco de reservas, por favor. 4

Hulk – fez de tudo para ser herói, mas Júlio César o salvou de ser vilão. O esforço faz sua nota subir de 3 para 4, e o gol anulado sobe um pouco mais. 5

Neymar – bem marcado (incluindo as marcas deixadas pelas chuteiras chilenas), esteve longe de suas outras partidas. Mas, por mais que se fale que ganha mundos e fundos para isso, respondeu bem à enorme pressão do último pênalti. 6,5

Fred – não jogou, portanto deveria ser sem nota. Mas você quer que eu tasque nota baixa nele, e o leitor manda: 2

Ramires – tem fama de fugir em jogo decisivo. Não chegou a ser o caso desta vez. 5,5

William – entrou para ser o Viola de 1994, mas quase foi o Sócrates de 1986. 4

Jô – para quem está acostumado a ver Tadeu, Dinei, Ricardo Bueno ou Caio, até que não foi tão mal. Para quem esperava um atacante de seleção… 3

Felipão – o time não treina, está uma pilha de nervos, não tem jogada nem variação tática e reza todo dia pra Bruna Marquezine acordar de bom humor. Felipão terá que ser mais Felipão ainda que na Copa do Brasil de 2012.

Ficha Técnica:

Brasil (3) 1 X 1 (2) Chile

Local:   Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 28 de junho de 2014, sábado
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Cann (ambos da Inglaterra)
Cartões amarelos: Hulk, Luiz Gustavo, Jô, Daniel Alves (Brasil); Mena, Silva (Chile)
Gols: David Luiz, aos 18 e Sánchez, aos 31 minutos do primeiro tempo
Pênaltis:  David Luiz, Marcelo e Neymar; Aránguiz e Díaz converteram. Willian e Hulk; Pinilla, Sánchez e Jara perderam

Brasil: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Chile: Bravo; Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez). Técnico: Jorge Sampaoli

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O artilheiro Neymar e o sortudo Fred

O artilheiro Neymar e o sortudo Fred

Não foi assim um primor de técnica, tática ou qualquer coisa coletiva. Essa goleada sobre Camarões nasceu e se criou com jogadas individuais e lampejos de duplas. É prudente que Felipão bote o bigode de molho e comece desde já treinar um novo time para a sequência da Copa, que não se deslumbre com uma goleada sobre a seleção eliminada precocemente do nosso grupo. Camarões não é parâmetro para absolutamente nada. Óbvio que marcar 4 e fazer festa desperta motivação, pode ser até em cima da Chapecoense que vale.

A partida começou acelerada, o Brasil estava desesperado para fazer o primeiro e afrouxar o nó da corda no pescoço. Neymar era provocado e está de parabéns por não ter caído, pelo menos não na provocação, pois se tomasse outro amarelo estaria fora da partida das oitavas. Aos 16′ Luiz Gustavo – o mais regular do grupo na Copa – roubou bola e cruzou para o oásis de qualidade no ataque da Seleção completar. Com o 1×0 Camarões foi tomada pelo espírito sacana que só acomete aqueles que nada tem em mente senão a ZOEIRA. Depois de uma pequena blitz na defesa brasileira, o lateral camaronês lutou e cruzou rasteira na área de Júlio César, aparentemente o capitão chorão tirou o pé para evitar o gol contra e possibilitar um gol legitimamente camaronês. Ai o desespero se fez presente. Neymar também. Marcelo passou para o camisa 10 e quando ele puxou para o meio a jogada pareceu perdida, o craque fintou o zagueiro e bateu no contrapé do goleiro. A virada e a artilharia da Copa para Neymar.

Pro segundo tempo Felipão voltou com a alteração mais esperada da Copa até aqui: saiu Paulinho. Mesmo que entrasse um jacaré com a camisa do Brasil o time ganharia em mobilidade. Entrou Fernandinho e em 45 minutos ele fez mais que Paulinho nos últimos 2 jogos e meio. Foi dele o passe para David Luiz cruzar para o gol de Fred, logo aos 3′ do 2ºT. Foi dele também o 4º gol, depois de bela tabela com o próprio Fred, o camisa 5 completou de bico para as redes. Goleada, dever cumprido com o primeiro lugar assegurado, mesmo com a boa vitória do México sobre a Croácia do falastrão Kovac. Houve quem dissesse que SE não fosse o penalti na estréia, SE não fossem os gols anulados do México sobre Camarões e SE a Terra não fosse um planeta habitável, o Brasil teria sido segundo no grupo. Vão enxugar gelo, quanta vontade de aparecer com tantos SE.

Felipão deve efetivar Fernandinho no lugar de Paulinho, conhecemos bem o modus operandi do bigode e ele é teimoso e turrão, mas tem seus limites. Outra alteração desejada mas que dificilmente deve ser realizada é a de Daniel Alves, o cara é inoperante, mas goza de prestígio com o chefe. Seria de bom teor, mas sabemos ser improvável, a substituição do dono da braçadeira, o capitão chorão está descontrolado.

Notas:

Júlio César – fez algumas boas defesas, no gol não dava pra ele – 8

Daniel Alves – inoperante no ataque, inexistente na defesa – 4

Thiago Silva – tirou o pé no gol, faltou confiança – 5

David Luiz – mais uma vez foi um dos melhores em campo, seguro na defesa, coroou a atuação com assistência para o gol do Fred – 9

Marcelo – pra não dizer que não fez nada, deu passe para Neymar fazer o segundo – 6

Luiz Gustavo – um monstro nos desarmes, atento e calmo com a bola no pé, PILAR da seleção – 9

Paulinho – decepcionante, a temporada na Inglaterra fez muito mal para ele, tchau, banco – 4

Oscar – apagado, fez o indispensável para não passar a partida em branco, é pouco – 6

Hulk – insistente, brigou muito no ataque, inclusive com a bola, duas ótimas chances desperdiçadas – 6

Fred – salvo pelo David Luiz, tem que melhorar – 7

Neymar – evitou que Luiz Gustavo fosse o melhor em campo, dois gols, frieza e protagonismo – 10

Fernandinho – jogou só 45 minutos e já é indispensável, grande jogo – 9

Ramires – é o curinga do Felipão, entra em todos os jogos e cumpre seu papel de congestionar o meio e arriscar no ataque – 7

Willian – não mostrou nada demais, ainda assim melhor que Oscar – 7

Melhores momentos:

 

Ficha Técnica

BRASIL 4 x 1 CAMARÕES

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data/Horário: 23/6/2014, às 17h
Árbitro: Jonas Eriksson (SUE)
Auxiliares: Mathias Klasenius (SUE) e Svein Oddvar Moen (SUE)
Público: 69.112 pagantes
Cartões amarelos: Enoh, Mbia (CAM)
Cartão vermelho: Não houve

GOLS: Neymar, aos 16′/1ºT (1-0); Matip, aos 25′/1ºT (1-1); Neymar, aos 34′/1ºT (2-1); Fred, aos 3′/2ºT (3-1); Fernandinho, aos 38′/2ºT (4-1)

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Fernandinho – Intervalo) e Oscar; Hulk (Ramires – 18′/2ºT), Neymar (Willian – 25′/2ºT) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CAMARÕES: Itandje; Nyom, N’Koulou, Matip e Bedimo; N’Guemo, Mbia e Enoh; Moukandjo (Salli – 12′/2ºT), Choupo-Moting (Makoun – 36′/2ºT) e Aboubakar. Técnico: Volker Finke.

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Não deu pro 'loiro' Neymar

Não deu pro ‘loiro’ Neymar

Se a primeira rodada da fase de grupos foi conhecer seu primeiro 0×0 já em um dos últimos jogos, a segunda começou com o broxante placar logo no abre-alas, o jogo do Brasil. O estádio em Fortaleza estava fervendo, não se pode dizer que era uma torcida como as que conhecemos nos clubes, mas o público presente incentivava o time. O tal hino a capela se fez presente e para falar a verdade, já encheu o saco, nunca vi time chorão vencer nada.

Felipão não pôde contar com Hulk (coincidência ou não o único torcedor do Palmeiras titular, vão vendo!!) e mandou Ramires em seu lugar, mudando um pouco as posições e tentando manter o esquema tático. A proposta do México era uma só: jogar o mínimo possível no ataque e furiosamente na defesa, não era permitido passar nada.

Demorou até que o Brasil criasse alguma coisa mais insinuante, e eu já estava com a classificação do Brasileirão 2014 na mão procurando em que posição na tabela estavam aqueles dois times entediantes. Quando o selecionado canarinho finalmente lembrou que era Copa do Mundo e aquela coisa toda, esbarrou num Ochoa quase tão sortudo quanto inspirado. O goleiro mexicano salvou bela cabeçada de Neymar em cima da linha, literalmente, até o recurso de verificação de gol foi utilizado. Depois foi a vez de Paulinho, o primeiro a mostrar que é preciso alterar o time titular, chutar em cima do goleiro, ainda assim tendo sido uma defesa dificílima. Como se não bastasse, Neymar fuzilou de dentro da pequena área e o até então desconhecido arqueiro barrigou a bola e mandou pra linha de fundo. Tem dias que não tem jeito mesmo…

No finzinho ainda um susto que deve ter feito Felipão maldizer até a décima geração da defesa brasileira, o avante mexicano recebeu em ótima condição e fuzilou, obrigando Julio César a emular Ochoa.

Agora está nas mãos de Felipão, o time se mostrou um tanto quanto incapaz de desatarrachar o ferrolho adversário, dependente ao extremo de alguma jogada individual de Neymar. Na minha modesta opinião Daniel Alves, Paulinho e Fred estão fazendo hora extra no time titular. Nada está perdido, muito pelo contrário, mas a Copa do Mundo não permite que se demore em tomar decisões. Um empate hoje entre Camarões x Croácia garante o Brasil com um simples empate ante os africanos na última partida da fase de grupos.

Notas:

Julio Cesar – bem quando foi exigido, podia rebater para os lados ao invés do meio da área – 7

Daniel Alves – dessa vez a avenida não ficou aberta o tempo todo, mas não fez nada que justificasse sua permanência – 4

David Luiz – certamente um dos melhores em campo, seguro e procurando jogo – 8

Thiago Silva – parecia menos amedrontado, assustou cabeceando para trás – 7

Marcelo – passou despercebido pelo jogo, pena que seu reserva não ofereça nada de bom pro time – 5

Luiz Gustavo – muito bem na proteção, saída eficiente de bola para o ataque – 8

Paulinho – além de perder o gol na cara, atrasou todas as jogadas que passaram pelos seus pés – 4

Ramires – não teve grande destaque individual, mas ajudou a não deixar o México se criar por ali – 6

Oscar – gastou demais a bola no primeiro jogo – 6

Neymar – tentou bastante, aparentemente não tinha almoçado, a fome estava demais – 7

Fred – não ofereceu opção, não buscou o jogo, não jogou – 4

Bernard – precisa de muitos minutos para criar alguma coisa, não tem feito diferença – 5

Willian – entrou muito no final e procurou jogo onde já não tinha mais – 7

Jô – pelo menos não foi tão displicente quanto o titular – 6

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 0 x 0 MÉXICO

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 17/6/2014, às 16h
Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR)
Assistentes: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Renda e público: não disponíveis
Cartões amarelos: Ramires, Thiago Silva (BRA); Aguilar, Vázquez (MEX)

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Alves, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires (Bernard – Intervalo) e Oscar (Willian – 38′/2ºT); Neymar e Fred (Jô – 22′/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

MÉXICO: Ochoa, Rodríguez, Rafa Márquez e Moreno; Aguilar, Vázquez, Herrera (Fabián – 31′/2ºT), Guardado e Layun; Giovani dos Santos (Jiménez – 38′/2ºT) e Peralta (Chicharito Hernández/28’2ºT). Técnico: Miguel Herrera.

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Abrindo o caminho do hexa

Abrindo o caminho do hexa

Teve. Teve muita. Teve Copa pra caramba! E como não poderia deixar de ser, nossa Seleção, comandada pelo eterno palestrino Scolari, cumpriu seu papel com todos os ingredientes possíveis. O já tradicional ‘hino a capela’ marcou presença, jogadores emocionados, aquela coisa toda. O fator positivo a se destacar foi a determinação e capacidade de virar o placar – apesar do penalti roubado – deixando de depender exclusivamente de Neymar, a Seleção teve na sua estréia, em nossa opinião, Oscar como o melhor em campo (a FIFA premiou Neymar). O que se viu de pior foi a fragilidade da defesa, especialmente ou excepcionalmente, veremos, a borrada de calção de ~Dani~ Alves.

Aconteceram inúmeros protestos por todo o país, nada no entanto que confirmasse a ‘ameaça’ do #nãovaitercopa. Quando a bola rolou o entulhão Itaquerão estava lotado, as Fan Fests estavam lotadas, os bares, as padarias, tudo estava lotado e a torcida empolgadíssima. A sério? é como deveria ser. Vamos nos concentrar em tentar mudar algo por aqui com o que temos de mais poderoso: o voto. Agora chega disso e vamos falar do que interessa: o jogo.

Aos 10 minutos, bola na rede, jogador brasileiro marcando o primeiro gol da Copa! contra! contra? Marcelo empurrou cruzamento de Olic, originado na Avenida Daniel Alves, contra o patrimônio. Aquela sensação de que seríamos hexacampeões sem o menor esforço desapareceu instantaneamente. Agora o Brasil tinha de remar o dobro para conseguir fazer o que dele se esperava e vencer na estréia. O selecionado Croata mostrava até ali uma defesa arrumada e contra-ataques rápidos. Ficou a cargo de Neymar, depois de Oscar degladiar no meio-campo, a função de redentor. Chute de fora da área, pouca força, desvio leve, trave, gol. O Brasil esperava desde 2007 por esse momento.

Na segunda etapa Felipão esperou por uma melhor atuação de alguns jogadores que estiveram abaixo no primeiro tempo, casos de Paulinho e Hulk, que deram lugar a Hernanes e Bernard respectivamente. Logo depois das substituições apareceu a primeira grande polêmica do mundial: o juiz assinalou penalti em ‘deitada’ de Fred. Muita reclamação – justa por sinal – mas não teve jeito, Neymar na cobrança, bola na mão do goleiro e na rede. A virada veio, ainda que não da maneira mais desejada. A Seleção acabou perdendo um pouco do domínio de bola, mesmo porque a Croácia precisava do empate. E ele quase aconteceu. Júlio César defendeu algumas boas chances da Croácia, tendo inclusive lance de gol em que já havia sido marcada falta sobre o goleiro. Quando o jogo já se encaminhava para um ataque x defesa insano nos acréscimos, Ramires brigou por bola no meio campo e ela sobrou para Oscar, o camisa 11 conduziu até próximo da entrada da área e mandou de bico, surpresa absoluta, inclusive para o goleiro croata. 3×1, conta fechada e dever cumprido na estréia.

Vamos às notas:

Júlio César – não inspira muita confiança, duas rebatidas esquisitas pro meio da área – 7

Dani Alves – pior em campo, deixou uma avenida no lance do gol croata – 4

Tiago Silva – um pouco abaixo de seu companheiro de zaga – 7

David Luiz – jogou sério e garantiu alguma tranquilidade pelo lado esquerdo da defesa – 8

Marcelo – depois do gol contra começou a correr mais, ainda assim, abaixo do esperado – 6

Luiz Gustavo – grande partida, solidez defensiva e bons passes na saída de bola – 8

Paulinho – um bom lance na cara do goleiro e nada mais – 7

Oscar – decisivo, ganhou a bola do gol de empate, fez o passe que originou o penalti e ainda marcou o seu num golaço digno de nota – 10

Hulk – fraco, errou lances simples e não acrescentou nada ao ataque – 5

Neymar – grande estréia, dois gols e muita tranquilidade – 9

Fred – deitou para ganhar um penalti inexistente e mais nada, pouco – 7

Hernanes – quase entregou o ouro em péssima saída de bola – 6

Ramires – roubou a bola do terceiro gol – 8

Bernard – apareceu pouco, não criou nada de especial – 6

Melhores momentos:

FICHA TÉCNICA
BRASIL 3 X 1 CROÁCIA

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 12/6/2014,
Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)
Assistentes: Toshiyuki Nagi (JAP) e Toru Sagara (JAP)
Gols: Marcelo, contra, aos 11′/1°T; Neymar, aos 29′/1°T, aos 25′/2°T e Oscar aos 45′/2°T
Cartão amarelo: Neymar (Brasil), Lovren e Corluka (Croácia)

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes, aos 15′/2°T) e Oscar; Hulk (Bernard, aos 22′/2°T), Neymar (Ramirese, aos 41′/2°T) Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CROÁCIA: Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren e Vrsaljko; Rakitic (Brozovic, aos 17′/2°T) Kovacic e Modric, Perisic; Olic e Jelavic (Rebic, aos 35’/2ºT). Técnico: Niko Kovac.

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Um dia de protagonista

Um dia de protagonista

Não foi um jogo de grandes emoções ou bela atuação do Verdão, tanto individual quanto coletivamente não aconteceu nada de grande destaque. Verdade que o goleiro Fábio é uma grata surpresa e reacende a esperança na ‘escola’ de goleiros do Palmeiras. No entanto, o que mais importa em um campeonato de pontos corridos? vencer. Esses jogos de baixa inspiração e vitória são fundamentais na caminhada do Brasileirão e o Palmeiras já pode se gabar de ser o paulista mais bem colocado no torneio, apenas 2 pontos atrás do líder. Com a graça dos 3 pontos alcançada em Pituaçu o Palmeiras já pode dizer que ‘compensou’ a partida perdida em casa para o Fluminense*.

No primeiro tempo não houve um lance sequer de perigo por parte do alviverde. Wesley chut0u sem direção, Mendieta não criou absolutamente nada e Henrique ficou com a senha do atendimento na mão, mas sem conseguir sequer tocar na bola próximo ao gol. Wellington cabeceou um escanteio por cima da meta e foi só.

Na segunda etapa o Verdão tratou de resolver cedo, Marquinhos Gabriel aproveitou rebote de um bumba-meu-porco na área baiana e emendou de fora, a bola ainda desviou no lateral deles antes de morrer devargazinho no fundo das redes. Dai em diante o Vitória tentou algo mais incisivamente e a defesa Palmeirense entrou em parafuso, espanou jogadas fáceis, se atrapalhou na saída de bola, deixou Fábio resolver por conta mais de uma vez. Claramente o setor defensivo é o que mais precisa de reforços. Cabeça a cabeça com a zaga e laterais vem o meio-campo. Mendieta e Wesley tiveram atuação sofrível, o camisa 11 depois de um determinado tempo em campo parecia muito mais interessado no céu baiano que na partida. Diogo guerreou bastante lá na frente, mas ainda peca nas finalizações, assim que fizer o primeiro esperamos que a porteira se abra.

Alberto Valentim vai fazendo um papel digno como interino do Palmeiras, claramente será o auxiliar ideal para amaciar a chegada do novo treinador. No jogo de ontem soube reorganizar o time na ausência de Wendel (que fase) e faz o que pode para variar jogadas e usar as peças precárias que tem para armar o jogo. Marquinhos Gabriel esteve em todos os lugares do campo, Diogo mudou constantemente de lado e Mendieta ficou solto. Não é culpa do treineiro que o material humano seja tão inapropriado.

Notas:

Fábio – impecável, não está nos deixando sentir falta de Prass – 10

Wellington – um pouco assustado na lateral direita, depois que se acalmou foi relativamente bem – 7

Lúcio – se atrapalhou na saída de bola, mas soube compensar com bastante seriedade  - 6

Marcelo Oliveira – esse não tem mais condições de jogar na zaga, erra demais – 5

Juninho – nulo no ataque, fraco na defesa – 5

Renato – uma ou outra saída de bola erradas a parte, é bom jogador e vai se firmando ali na proteção da zaga – 7

Wesley – horrível, fez péssimas escolhas na hora do último passe, não é a dele ser o 10 – 6

Mendieta – nulo, absolutamente zero participações no jogo – 4

Marquinhos Gabriel – não é nenhum craque mas ontem foi decisivo – 8

Diogo – má pontaria mas muita dedicação, vai readquirindo ritmo e confiança – 7

Henrique – crise no verdão, jejum de gols do camisa 9 preocupa diretoria – 7

Mazinho – inexplicável sua entrada, claramente sem vontade de jogar – 2

Tiago Alves – entrou só para não alterar a forma da defesa jogar quando Wellington saiu machucado – 5

Victor Luís – É bom ir dando uma moral para os garotos, entrou e não comprometeu – 6

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA:

VITÓRIA 0 x 1 PALMEIRAS

Data: 18/5/2014
Horário: 18h30
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA)
Píblico e Renda: Não divulgado
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (FIFA/RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS)
Cartões: Não tiveram cartões amarelos

Gol: Marquinhos Gabriel, aos 04′/2°T

Vitória-BA: Wilson, Nino Paraíba, Alemão, Matheus Salustiano, Juan ( Mansur, aos 22′/1ºT); Neto Coruja, José Welison, Mauri (Léo Costa, aos 29′/2°T); Caio, Marquinhos e Alan Pinheiro (Willian Henrique, aos 22′/2°T). Técnico: Carlos Amadeu

Palmeiras: Fábio, Wellington (Tiago Alves, aos 33′/2°T), Lúcio, Marcelo Oliveira e Juninho; Renato, Wesley e Mendieta (Victor Luís, aos 45′/2°T); Diogo, Marquinhos Gabriel (Mazinho, aos 27′/2°T) e Henrique. Técnico: Alberto Valentim

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