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Archive for the ‘Seleções’ Category

César Sampaio veste a braçadeira de capitão da equipe

César Sampaio veste a braçadeira de capitão da equipe

Orra, meu! São Paulo (ninguém aqui fala Sampa, certo?) chegou aos 460 anos, e por isso recebe aqui a homenagem do único paulistano entre a extensa equipe de três redatores do blog. Não será a primeira: dois anos atrás trouxemos uma curiosidade pouco conhecida – os títulos paulistanos do Verdão, que se juntam às suas glórias estaduais, nacionais e internacionais.

Desta vez, resolvemos lembrar os grandes craques que vestiram a camisa verde tendo nascido no quintal de casa. Já falamos de times formados por cariocas, paulistas, nordestinos, sulistas e outros. Está na hora dos oriundos da terra da garoa, com destaque para a dupla quase sertaneja de zaga:

1. Nascimento – o goleiro foi tricampeão paulista 1932/33/34 (embora no último ano tenha jogado apenas na estreia). Assistiu de dentro do campo às oito vezes em que seu colega corintiano Onça foi buscar no fundo das redes na maior goleada da história do Derby.

2. Djalma Santos – o maior lateral direito do Palestra também o é de todo o futebol mundial. O mito que nos deixou ano passado foi eleito o melhor de sua posição na Copa de 1958 (jogando apenas a final!) e também foi um monstro no Verdão, aonde chegou um ano depois. Entre 1959 e 1968, foram quase 500 partidas e inúmeros títulos deste que é um mito do Palestra.

3. Valdemar Carabina - titular durante quase todo o período que abrangeu a primeira Academia. Jogador leal, excelente marcador e firme na bola aérea. Homem ideal para a defesa que ninguém passa.

4. Waldemar Fiúme - passou de 600 jogos e tem estátua no clube. Precisa explicar mais?

5. César Sampaio – o mais jovem dos titulares foi um dos símbolos dos saudosos anos 90, com grandes atuações em suas duas passagens. Teve a honra de erguer a Libertadores.

6. Geraldo Scotto - 352 jogos durante o período áureo da rivalidade com o Santos, uma série de taças e um grande talento na marcação. É titular da equipe de todos os tempos, e obviamente da paulistana também.

7. Julinho – artilheiro duas vezes do Paulistão, tem uma das maiores médias de gols da história do clube (0,93 gol/jogo), jogou a Copa de 1954. Outro monstro sagrado da história alviverde.

8. Servílio – vamos improvisar um pouco, escalando o meia-direita que brilhou na Academia. Depois até jogou no arquirrival, clube em que seu pai é lenda, mas isto não mancha sua grande trajetória vestindo verde.

9. Heitor – o maior artilheiro de nossa história, com 327 gols em 358 jogos (média de 0,91 gol/jogo) e único a marcar seis vezes num jogo. Escalação indiscutível.

10. Lima – o maestro da esquadra é o “Garoto de Ouro”, que em dezesseis anos de clube disputou mais de 450 partidas e marcou 149 gols (apenas quatro a menos que o Divino), conquistando entre inúmeros troféus a Taça Rio.

11. Rodrigues – poderia ser o camisa 11 do time do centenário; nessa seleção paulistana é outra escolha óbvia. Foi vice na Copa de 1950 mas conquistou o planeta um ano depois como titular da esquadra verde.

Técnico: o brilho que os paulistanos tiveram dentro de campo não se refletiu tanto à beira do gramado: os mais vitoriosos técnicos do clube nasceram em outras paragens fora. Ficamos com Mario Travaglini, que levantou o Paulista de 1966, a Taça Brasil em 1967 e que era visto como homem de confiança no Palmeiras, tanto que o dirigiu em outras três oportunidades depois de sair em 1968.

No banco de reservas, mantemos o ótimo nível da equipe com Diego Cavalieri, Cafu, Bianco, Serafini, Liminha, Américo Murolo e Edu Bala.

O Palestra Itália em 1969: uma instituição paulistana

O Palestra Itália em 1969: uma instituição paulistana

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Ênio Andrade: ótimo meia, excelente treinador

Os leitores mais novos ainda não passaram por isso, mas quem é mais velho já vivenciou a carreira inteira de gente que no futuro se tornaria técnico, mas muitas vezes não se recordava do sujeito jogando, pois ele não era lá um craque. Afinal, parece não haver relação alguma entre talento dentro e na beira do campo: muitas vezes, um jogador obscuro acaba virando um treinador famoso - Felipão é prova disso. Outras vezes, o atleta era ótimo mas não vingou na carreira de técnico (Falcão, por exemplo, ainda não se firmou). Há quem tenha sido mestre nas duas funções (não é ídolo meu, mas Telê é nome habitualmente lembrado). Quanto aos que naufragaram em ambas as artes, bom, existem aos borbotões, o leitor pode elaborar sua lista.

O fato é que qualquer um dos atletas que hoje vestem nossas cores pode um dia ser “professor”. De Vinícius a Barcos, passando por Marcos Assunção e Márcio Araújo, todos um dia podem decidir seguir esta carreira quando pendurarem as chuteiras; quem sabe pode até mesmo comandar o Verdão daqui a 15 ou 20 anos.

Para ilustrar como jogadores que mal lembramos podem virar técnicos conhecidos (ainda que nem sempre elogiados), preparamos aqui uma seleção dos nossos ex-jogadores que posteriormente compraram pranchetas. O critério, na medida do possível, é o sucesso na carreira como comandante, justamente para que percebamos como vários deles tiveram passagens discretas pelo Verdão. Com alguns improvisos, afinal, a quantidade de volantes-futuros-treinadores é grande, aqui está o esquadrão:

1. Aymoré Moreira - como goleiro, Aymoré não foi muito longe no Verdão. Entre seus 29 jogos, fez grande parte da campanha do tricampeonato de 1934, mas depois atuou mais em amistosos que em jogos oficiais. Como treinador, no entanto, atingiu o ápice: foi o comandante do bicampeonato mundial no Chile. Antes e depois disso, teve passagens pelo Palmeiras, onde conquistou o Robertão de 1967. Seu reserva pode ser Leão, que como goleiro foi muito superior, mas que à frente da Seleção não vingou. Ainda assim, foi bicampeão brasileiro (1987 e 2002).

2. Benazzi – Vágner Benazzi fez 87 jogos como lateral-direito do Verdão em um dos piores períodos de nossa história, entre 1981 e 1982. Cinco anos depois, começaria a carreira como treinador, caracterizada pelo grande número de acessos com times do interior paulista (meio mapa de SP está em seu currículo) e pelos longos períodos à frente da Portuguesa. Seu reserva é o jovem treinador Arce, que fez sucesso no pequeno Rubio Ñu, mas não o repetiu à frente da Seleção Paraguaia, tendo sido recentemente demitido.

3. Procópio – apenas 38 partidas entre 1965 e 1966, sem títulos. Foi esse o saldo da passagem do zagueiro Procópio Cardoso Neto pelo Verdão; como técnico, porém, ele teria maior sucesso, notadamente no Atlético-MG, em que foi campeão da Conmebol, tri mineiro e vice em várias competições, só ficando atrás de Telê no número de partidas no comando. Dirigiu ainda outros grandes clubes brasileiros e rodou pelo mundo árabe. Seu reserva pode ser Antonio Carlos, que era um zagueiraço mas, como vimos em sua passagem de 2010, ainda engatinha como treinador.

4. Formiga – recém-falecido, Chico Formiga jogava como zagueiro e volante (posição na qual atuou na maioria de suas 72 partidas pelo Palmeiras entre 1956 e 1959); era bom jogador, mas saiu sem títulos – ele retornou para o Santos justo no ano em que os bateríamos no Supercampeonato. Sua carreira de treinador ostenta dois títulos paulistas (Santos/78 e SPFC/81) e o mineiro que marcou o fim do jejum americano de 22 anos em 1993. A vaga no banco fica entre Toninho Cecílio, Argel e Agnaldo, que brigam para se firmar na profissão

5. Dino Sani – revelado pelo Palmeiras, onde só jogou 14 vezes (uma delas pelo Paulistão de 1950, o que lhe confere o status de campeão daquele ano), brilhou no rival São Paulo, chegando até mesmo a ser campeão da Copa de 1958. Como treinador, também foi muito bem: entre outros foi tricampeão gaúcho e bicampeão uruguaio. Dirigiu o Palmeiras em 50 jogos, conquistando o Ramón de Carranza de 1975. Seu reserva será Ivo, que como treinador “ganhou” o sobrenome Wortmann e dirigiu várias equipes brasileiras, com diversas passagens pelo Juventude.

6. Ventura Cambon – o médio esquerdo uruguaio que atuou 52 vezes e foi bicampeão paulista (1932/33) será aqui recuado para lateral. Essas poucas partidas não permitiriam prever que ele se tornaria o técnico com mais passagens no comando palmeirense: doze, várias como interino; no total, foram 248 partidas na casamata verde. Sobre suas conquistas, basta dizer que ele levantou dois paulistas, um Rio-SP e a joia maior da coroa: a Taça Rio. Não encontramos informações sobre outros clubes que ele tenha dirigido.

7. Zezé Moreira – médio direito de apenas sete jogos pelo Verdão (que lhe valeram o título paulista de 1934), Alfredo Moreira Jr. é um daqueles ex-jogadores que ficaram muito mais conhecidos como treinador, assim como seu irmão que veste a camisa 1 desta seleção. Foi o técnico brasileiro na Copa de 1954 e ganhou Estaduais por diversos clubes, além da Libertadores de 1976 pelo Cruzeiro.

8. Júnior – o bom volante do fim dos anos 80 e começo dos 90 fez 157 jogos, naturalmente sem título naquela época de vacas magras. Se ele era então conhecido como “o sobrinho do Dudu”, agora já é chamado também por seu prenome: Dorival Júnior. O atual treinador do Flamengo já tem taças em cinco Estados (SC, PE, PR, SP, RS) e uma Copa do Brasil (Santos/2010) na prateleira.

9. Cuca – ora meia, ora atacante, Cuca teve grande sucesso no Grêmio, mas passagem discreta pelo Palmeiras – foram apenas 24 partidas em 1992. Como treinador, tentar pôr fim à fama de ótimo montador de elencos mas sem grandes títulos – é o atual bicampeão mineiro e por enquanto lidera o Brasileirão à frente do Galo. Esperamos que Evair evolua para um excelente treinador e que então possa comandar o Verdão; por ora, o Matador fica no banco.

10. Brandão – a camisa principal do time evidentemente fica com o maior treinador palmeirense de todos os tempos: Oswaldo Brandão, que foi campeão paulista de 1942 em meio às suas parcas 32 partidas de verde. Como técnico, foram muito mais: 580, o recordista em nossa história, e diversos títulos paulistas, brasileiros e por aí vai, sem contar o que conquistou por outras equipes – é, por exemplo, o único técnico campeão paulista pelo Trio de Ferro (Palmeiras, Corinthians e São Paulo).

11. Ênio Andrade - fechamos o time com um dos mais famosos treinadores brasileiros da história. O meia esquerda jogou 138 vezes pelo Verdão, conquistando o Paulista de 1959 e a Taça Brasil de 1960, mas seria ainda mais vitorioso como técnico; não no Palmeiras, que comandou em 1988, mas por clubes como Inter, Grêmio e Coritiba (foi campeão brasileiro por todos eles).

Técnico? Um time desses não precisa, certo?

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Ão ão ão

O capítulo de hoje encerra a série de seleções que montamos de acordo com o local de nascimento de cada atleta ou ex-atleta do Verdão (e que você pode conferir clicando aqui). Esta última esquadra é composta de jogadores dos Estados ainda não contemplados. Sabemos que existe uma grande diferença cultural entre as regiões aqui abordadas, mas pedim0s a compreensão do leitor; é que não há tantos nomes de passagem relevante no clube oriundos dessas plagas. Ainda assim, extraímos o que de lá tivemos de melhor:

1. Edgar - salvo engano, este capixaba que defendeu o Verdão em 1957 e 1958, com destaque para uma vitória na Vila Belmiro por 2 a 1, é o único arqueiro de nossa história proveniente das regiões que estamos analisando.

2. Rosemiro – o lateral direito paraense foi dono da camisa 2 durante a metade final da década de 70, quando em meio a seus 300 jogos conquistou o Paulistão de 1976.

3. Nen - o zagueiro nascido na Capital Federal ficou cinco anos no Palestra. Alternou momentos de titular e reserva, mas volta e meia deixava seus gols, como na importante (para derrubá-los) vitória no Derby do segundo turno do Brasileiro de 2007.

4. Paulo Assunção - o volante matogrossense fez muito mais sucesso fora do Palmeiras do que no clube, mas ainda assim integra esta seleção. Jogará na zaga, pois as opções que haviam para esse setor não eram das mais qualificadas, incluindo Darinta, ícone dos anos de lata.

5. Souza – o volante goiano jogou pouco e ainda forçou sua saída. Mas, dada a falta de opções, aproveitaremos aqui suas boas cobranças de falta (em outros times…)

6. Carlos Henrique - o ponta esquerda capixaba dos anos 80 veio do Flamengo e joga aqui improvisado na lateral. Não brilhou, mas fez boas partidas em um tempo de raras alegrias.

7. Paulo Nunes – foi o nome que motivou essa série, que nasceu quando o redator avistou um carro de sua terra natal (Pontalina, Goiás). O Diabo Loiro foi peça importante nas conquistas do fim dos anos 90, quando desfilou uma coleção de máscaras alusivas a cada vitória do time.

8. Elson - o volante/meia paraense foi peça importante na volta do Palmeiras à primeira divisão, e mesmo com críticas da torcida conseguiu seguir carreira na Alemanha. Sinal de que pode ocupar uma vaga nesta equipe.

9. Baltazar – o goiano, conhecido como “artilheiro de Deus”, teve duas passagens no auge dos tempos de vacas magras, mas ainda assim anotou 25 tentos em sua trajetória verde.

10. Achilles – a ironia do destino fez com que o craque deste time tivesse sua carreira encerrada prematuramente por contusões justamente no calcanhar. Antes disso, porém, o meia matogrossense foi campeão paulista em 1950 e da Taça Rio em 1951, na qual não pôde jogar a decisão por ter sofrido fraturas na semifinal contra o Vasco.

11. Maurílio – por critérios exclusivamente técnicos, a vaga seria de Müller. Mas enquanto o hoje comentarista não aprender a exercer decentemente seu atual ofício, fica de fora dessa equipe. Melhor para o candango Maurílio, reserva que pegou o áureo início da era Parmalat. Sua partida histórica, claro, foi a virada sobre o São Paulo no dia da morte de Ayrton Senna. Mas já antes, na Copa do Brasil de 1993, ele fez o gol que nos classificou contra o Vitória e mui justamente teve um lugar na Seleção requisitado pela torcida verde.

Técnico: temos aqui um problema – o Palmeiras jamais teve um treinador das regiões Norte e Centro-Oeste, bem como um capixaba. Portanto, teremos que improvisar um ex-jogador que depois se tornou técnico, mas não teve passagem pelo Verdão nessa carreira. Trata-se do brasiliense Sérgio Soares, hoje no Cerezo Osaka e que pode se orgulhar de ter enfrentado o Alviverde duas vezes na Libertadores de 2005 pelo Santo André e sair sem perder.

O desfalcado banco de reservas (melhor ir com menos do que ir com quem não mereça) contaria apenas com atacantes sul-matogrossenses, no caso Alberto, Keirrison e Müller.

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Uma grande equipe começa…

Chegou a hora de montar uma seleção trilegal. Seria possível montar uma apenas com gaúchos, mas os reforços paranaenses e catarinenses permitem montar uma forte seleção sulista, que você confere agora:

1. Valdir de Moraes - o maior arqueiro verde nascido fora de São Paulo, e um profissional corretíssimo que dedicou grande parte de sua vida ao Palmeiras, mesmo sendo natural do Rio Grande do Sul.

2. Dida – na ausência de laterais-direitos, improvisamos o canhoto paranaense Dida, que era um bom jogador mas que pegou a fase final do jejum; perdeu o lugar no time para Roberto Carlos, e daí não houve como se manter no Verdão.

3. Agnaldo - o zagueiro catarinense era reserva, mas geralmente fazia sua parte quando solicitado. Foi assim que ultrapassou 100 jogos pelo clube, conquistando tudo o que o Palmeiras levantou no fim dos anos 90.

4. Juvenal - titular da seleção vice-campeã da Copa de 1950, o beque gaúcho chegou ao Palestra no ano seguinte e, assim como Jair Rosa Pinto, conseguiu a redenção ao conquistar a Taça Rio no mesmo Maracanã.

5. Dula– a marcação deste time fica a cargo do médio paranaense dos anos 30, que participou de três títulos paulistas e ainda por cima estava em campo nos históricos 8 a 0 sobre o Corinthians.

6. Zeca - lateral gaúcho que atravessou os anos 70 como titular da Segunda Academia, chegando a quase 400 jogos.

7. Toninho – o atacante barriga-verde dos anos 70 conquistou lugar por ter tido uma boa média de gols enquanto esteve no Palestra.

8. Tupanzinho - grande avante da Primeira Academia, mas nessa seleção um pouco mais recuado, foi peça essencial nas inúmeras conquistas dos anos 60.

9. Gaúcho – em todas as seleções, essa é a escolha mais pessoal do redator, que se lembra vagamente de Mirandinha, nunca foi grande fã de Careca Bianchesi e já era um aborrescente quando Evair brilhou. Gaúcho o primeiro em quem eu depositava as esperanças de finalmente ver o Verdão vencer algo. Mas uma andorinha só não podia fazer verão…

10. Alex – o paranaense foi importantíssimo na conquista da Libertadores, e ainda hoje é sonho de consumo de grande parte da torcida. Ocupa o posto com justiça

11. Chinesinho – o antecessor de Tupãzinho também era gaúcho e craque. Jogou no fim dos anos 50 e começo dos anos 60; sua venda para a Itália recheou os cofres do clube e foi importante na montagem do forte elenco da Academia.

Técnico: o Sul deu ao Palmeiras os dois técnicos que mais o comandaram até hoje. Felipão (o dos anos 90) poderia tranquilamente ser o comandante desta equipe, mas não tem jeito: o posto é de Oswaldo Brandão, de cinco passagens, 580 jogos e incontáveis taças entre os anos 40 e 70.

O banco de reservas contaria com o goleiro Nivaldo, os zagueiros Márcio Alcântara e Henrique, o volante Ivo, o meia-esquerda Ênio Andrade, o meia-direita Jean Carlo e o atacante Escurinho.

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Hoje, o 11 fica com a 10

Oxente, o blog pede desculpas pela ausência prolongada, mas volta arretado. Após trazermos uma seleção de ex-palmeirenses nascidos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, chegou a vez de lembrarmos daqueles que vieram do Nordeste para brilhar no Verdão. Como vocês vão conferir, trata-se de um baita time:

1. Bernardino - o baiano conquistou o Paulista de 1976 na reserva de Leão. De acordo com nossos registros, trata-se do único goleiro nordestino a ter passado pelo Verdão; quase um feito, já que essa posição o clube nas últimas décadas quase sempre formou em casa.

2. Mazinho – o volante paraibano não está nem tão improvisado assim, já que foi com a camisa 2 que ele esteve em campo no fim do jejum (quando, apareceu até pela esquerda para servir Evair no segundo gol daquela tarde). Depois, numa atuação soberba os 6 a 1 contra o Boca Juniors, garantiu sua vaga para a conquista da Copa do Mundo de 1994. Curiosamente, é o único titular desta esquadra que não nasceu na Bahia ou em Pernambuco.

3. Luís Pereira - um dos maiores beques de nossa história, veio do São Bento mas é baiano. É nome indiscutível nessa relação.

4. Júnior Baiano - sua passagem foi breve, mas marcada por vários gols e dois títulos internacionais. Dava bons sustos na torcida, mas com Luís Chevrolet a seu lado não há tanto o que temer.

5. Zequinha – mais de 400 jogos, 40 gols (é o volante que mais marcou pelo Verdão), campeão mundial de 1962 e multivitorioso pelo Verdão. O pernambucano conquistou facilmente lugar nessa lista.

6. Júnior - para o autor deste texto, o lateral-esquerdo baiano foi melhor que Roberto Carlos. Isso basta?

7. Gildo – ponta-esquerda e ponta-direita, deteve por muito tempo o recorde de gol mais rápido da história. Mas o pernambucano não entra na relação só por isso: seus quase 250 jogos durante a marcante década de 60 justificam a escolha.

8. Lino - por questão de talento e armação ofensiva, o lugar poderia ser de Edílson, mas seu relacionamento com a torcida palmeirense após sua passagem pelo arquirrival não permite escalá-lo. Melhor para outro baiano, o volante e eventualmente meia que foi um dos bons nomes em meio à draga dos anos 80, mas que como tantos outros saiu sem nenhuma faixa no peito sequer.

9. Oseás – o redator relutou demais em não escalar Vavá, um craque indiscutível (que podia até tomar a 8 de Lino, mas a equipe ficaria bem desequilibrada). No fim, a decisão foi de escalar o atacante baiano que, se não era talentoso como o Peito de Aço,  fez sua parte ao marcar gols decisivos em dois títulos inéditos: a Copa do Brasil e a Libertadores (que, afinal, só jogamos por causa do título da CB). Fazer o certo estando no local certo na hora certa justifica plenamente sua escalação.

10. Rivaldo – na opinião deste que vos escreve, o pernambucano foi simplesmente o maior jogador do Palmeiras pós-Academia. No clube, jogou com a 11, mas aqui recebe a 10 da qual seria o mais digno herdeiro de Ademir, e com a qual foi o maestro do título mundial de 2002.

11. Rinaldo – grande ponta-esquerda pernambucano dos anos 60, conquistou muitas taças com a primeira Academia e com isso seu espaço nesta relação.

Técnico: em toda sua história, o Palmeiras só teve um comandante nordestino – e ainda assim interino. Com apenas duas partidas chefiando o Alviverde, o ex-zagueiro pernambucano dos anos 60 Minuca assume o posto. Menos mal que nestas duas partidas ele teve 100% de aproveitamento, conseguindo até mesmo algo em que Carbone depois falharia: derrotar a Inter de Limeira no Paulista de 1986 (no caso, no primeiro turno: 3 a 1 no Palestra).

O banco de reservas contaria com o próprio Minuca, o lateral direito Gil Baiano, o volante baiano Pierre, o meia Edílson (é…), os atacantes Vavá (pernambucano) e Mirandinha (cearense) e o ponta-direita baiano Copeu.

O Nordeste unido em um só time

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Uma seleção mineira

A 9 tem dono e ninguém tasca

Essa semana a série continua, uai. Desta vez, trazemos aqui a nata do que Minas Gerais deu ao Palmeiras. Já não há tanta fartura de atletas como no caso das seleções carioca e paulista, e por isso desta vez a equipe adota o 3-5-2, mas ainda assim é um time respeitável.

Duvida? Confira então:

1. Chicão – o bom goleiro, que perderia seu lugar na equipe para o jovem Emerson Leão, levantou o Robertão de 1969.

2. Eurico – o lateral que sucedeu a Djalma Santos não decepcionou: foi dono da posição por sete anos, conquistando em seus mais de 450 jogos vários títulos com a Segunda Academia

3. Roque Júnior - o zagueiro chegou discretamente ao Palestra (tanto que começou sendo chamado de Júnior II) mas rapidamente se impôs. Conquistou a América em 1999 e o mundo em 2002

4. Cléber - outro grande (literalmente) representante dos anos 90, período fértil no Verdão. Clebão não esteve no fim do jejum, mas participou de todo o resto daqueles anos dourados contribuindo muitas vezes até no ataque.

5. Caieira – um dos grandes zagueiros da história do Palestra Itália mineiro, também teve boa passagem pelo xará paulista, e forma o trio de defensores com os colegas mais jovens

6. Pipi – o atleta de ótima passagem no começo dos anos 40 na verdade era ponta-esquerda, porém aqui fica deslocado para ocupar a ala.

7. Ronaldo – o atacante conquistou dois brasileiros, dois paulistas e ainda pôs água no chope corintiano ao marcar o gol que nos deu o Estadual de 1974 e os manteve na fila por mais três anos.

8. Mexicano – considerado um dos maiores jogadores da história do Atlético Mineiro, foi campeão paulista de 1950 em sua passagem pelo Palmeiras.

9. Evair – o maior atacante pós-Academia é ídolo de toda uma geração de palmeirenses, este que vos escreve incluído. Dificilmente haveria escolha mais fácil.

10. Zezé Procópio – o médio era bom marcador mas também sabia conduzir o time ao ataque. Disputou a Copa de 1938 e fez mais de 100 jogos pelo Verdão.

11. Éder – o atacante fica aqui um pouco mais recuado, mas com liberdade para avançar e desferir seus petardos. Outro que também tem no currículo um gol marcante contra o arquirrival, na semifinal do Paulista de 1986.

Técnico: foram poucos os treinadores mineiros no Verdão, e nenhum deles levantou taça. Assim, escolhemos Telê Santana, que chegou perto disso ao eliminar o Flamengo no Maracanã em 1979. Se o título nacional não veio, ao menos o reconhecimento ele conseguiu, sendo em seguida convidado para conduzir a seleção nacional.

O banco de reservas conta com Procópio, Thiago Heleno, Fernando Henrique, Alex Mineiro, Caxambu, Dario e Euller.

O templo do futebol mineiro recebeu um Palmeiras de amarelo

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A dupla de zaga desta seleção foi imortalizada no clube

Aí, mano, se liga no time que montamos essa semana. Se a seleção carioca que trouxemos semana passada contava com nosso maior jogador, a paulista não deixa por menos, desfilando craques em todas as posições – há apenas uma curiosa carência, que veremos mais à frente.

Sem mais delongas, que paulista é tudo apressado, eis o esquadrão com os melhores atletas do Estado de São Paulo que já vestiram a camisa verde em nossa opinião:

1. Marcos – e que nos desculpem Leão e Oberdan. Taí uma posição mais do que bem servida.

2. Djalma Santos – o melhor lateral direito da Copa de 1958 (jogando apenas a final!) também foi um monstro no Verdão, aonde chegou um ano depois. Entre 1959 e 1968, foram quase 500 partidas e inúmeros títulos deste que é um mito do Palestra.

3. Junqueira – o maior zagueiro de nossa história, dono da primeira estátua conferida a um ex-atleta do clube.

4. Waldemar Fiúme - para compor com Junqueira, é justo escalarmos o dono da segunda estátua conferida a um ex-atleta do clube.

5. Dudu – Nos tempos das Academias, Dudu era o cão de guarda que permitia a Ademir e todo o ataque funcionarem tranquilamente. Mas não era apenas um brucutu desprovido de técnica, que esse não é (ou não costumava ser) o feitio da Sociedade Esportiva Palmeiras.

6. Geraldo Scotto - antes que perguntem: sim, é um pouco de pinimba com Roberto Carlos, mas nem por isso deixa de ser um craque.

7. Julinho – artilheiro duas vezes do Paulistão, tem uma das maiores médias de gols da história do clube (0,93 gol/jogo), jogou a Copa de 1954

8. Romeu - o meia que hoje é imediatamente associado aos quatro gols que fez na maior vitória da história do Derby não ficou somente nisso. Disputou a Copa de 1938 e participou de todas as temporadas de nosso tricampeonato paulista.

9. Heitor – o maior artilheiro de nossa história, com 327 gols em 358 jogos (média de 0,91 gol/jogo).

10. Lima – a posição era delicada. Quem seria o, digamos, Ademir paulista? Para essa função, escalamos o “Garoto de Ouro”, que em dezesseis anos de clube disputou mais de 450 partidas e marcou 149 gols (apenas quatro a menos que o Divino), conquistando entre inúmeros troféus a Taça Rio. Creio que é uma escolha sensata.

11. Rodrigues – possivelmente o maior ponta-esquerda de nossa história, foi vice na Copa de 1950 mas conquistou o planeta um ano depois como titular da esquadra verde.

Técnico: curiosamente, o brilho que os paulistas tiveram dentro de campo não se refletiu tanto à beira do gramado: os mais vitoriosos técnicos do clube vieram de fora. Pensamos em escalar Amílcar Barbuy, bicampeão paulista em 1926/27, que chegou até a dirigir a Lazio. Mas no fim a escolha recai sobre Mario Travaglini, que levantou o Paulista de 1966, a Taça Brasil em 1967 e que era visto como homem de confiança no Palmeiras, tanto que o dirigiu em outras três oportunidades depois de sair em 1968.

No banco de reservas, mais craques: Oberdan (desculpa de novo, Leão), Cafu, Valdemar Carabina, César Sampaio, Leivinha, Servílio, Imparato, Nei, Mazzola e, claro, Fedato.

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Jorginho veio do Marília

Por Nivaldo Nocelli*

Pego carona na ideia das seleções do IPE para demonstrar o meu desconsolo com o atual Campeonato Paulista, cujos times perderam a identificação com as cidades e, pior, não revelam mais ninguém. É suficiente lembrar que a última promessa interiorana a chegar ao Palmeiras foi Tinga, da Ponte.

Basta ver, abaixo, a lista de revelações que o Palmeiras trouxe diretamente de clubes interioranos no tempo em que, mal terminava o Paulista, os clubes (não os empresários) saiam no tapa para firmar contrato com os jovens jogadores que se destacavam na vitrine do interior.

Era o tempo em que os diretores de futebol dos grandes de São Paulo (e do Rio) tinham que demonstrar astúcia e disponibilidade financeira para as contratações. Com essa demanda, os clubes do interior tinham fôlego financeiro para prosseguir no garimpo de novos valores, fortes na missão de ser o “celeiro de craques”. Até que surgiu a Lei Pelé…

Salvo algum previsível engano, relacionei apenas os jogadores adquiridos diretamente de clubes do interior. Por isso, um craque como Evair (revelado no Guarani, mas trazido da Atalanta) não está nesse elenco.

Negritei os titulares e, por birra, deixei Roberto Carlos no banco, reserva do Ferrari. Havia um ponta-direita que veio do São Bento, Copeu, uma espécie de Luan dos anos 60, que não entrou nessa lista, pois me contive e resolvi estabelecer certo nível técnico para os jogadores de linha.

Ah, também tenho uma especial admiração pelo rompedor Ademar Pantera que forma um ataque demolidor junto com Romeu (que, garanto aos leitores, não vi jogar, assim como Américo e Mazzola, mas estão escalados com base nos informes históricos). De resto, ótimos suplentes. A única posição em que há um titular que nada de braçada é a do gol: nenhum foi do nível do Leão.

- Leão (Comercial) /  Donah (XV Piracicaba) / Chicão (São Bento) / Neuri (América) / Rosan (Ferroviária)

- Eurico (Botafogo) / Gil Baiano (Bragantino) / Benazzi (Comercial)

- Luiz Pereira (São Bento) / Baldochi (Botafogo)

- Roque Jr (São José) / Polozzi (Ponte)

- Ferrari (Guarani) / R.Carlos (União SJ)

Dudu (Ferroviária) / Flávio Conceição (Rio Branco) / Jair Gonçalves (Comercial) / Pires (América) / Dorival Júnior (São José)

- Djalminha (Guarani) / Américo Murolo (Linense) / Suingue (Prudentina)

- Jorginho (Marília) / Carlos Alberto Borges (Comercial)

- Mazzola (CA Piracicabano) / Edilson (Guarani)

- Romeu Pellicciari (São João de Jundiaí) / Careca (Guarani) / Luisão (Guarani)

- Ademar Pantera (Prudentina) / Nei (Ferroviária) / Pio (Ferroviária) / Baroninho (Noroeste)

Infelizmente, hoje não se pode esperar nada parecido com o que já tivemos antes.

*Nivaldo é Palmeirense e exigente (quase um pleonasmo, admitimos), pois cresceu vendo Ademir da Guia jogar.

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César e Ademir: dois bróders de sucesso no Palestra

Este texto dá início a uma série de posts cuja origem é singela: há algumas semanas, este redator viu na Marginal Pinheiros um carro de Pontalina (GO), cidade de cuja existência ele só sabia por ser a terra natal de Paulo Nunes. Daí para a ideia de agregar os principais jogadores que passaram pelo Verdão por sua região de nascença foi um pulo: afinal, se já fizemos uma seleção dos estrangeiros que passaram pelo Palestra (e também uma dos artilheiros), por que não montar a dos cariocas, paulistas e assim por diante?

Nesta e nas próximas cinco semanas, você confere os times que montamos; por fim, tentaremos determinar o vencedor de um hipotético campeonato entre as esquadras. Quem é seu favorito? Eis os contendores, pela ordem dos posts:

1. Seleção carioca (OK, o gentílico correto é “fluminense”, mas contamos com vossa compreensão)

2. Seleção paulista

3. Seleção mineira

4. Seleção nordestina

5. Seleção sulista

6. Seleção dos demais Estados

Por nenhum critério racional – ou a presença do Divino, talvez? – começaremos pelos nativos do Rio de Janeiro. E aqui está o time, mermão:

1. Aymoré - o goleiro e futuro treinador jogou pouco, apenas 29 vezes, mas conquistou o tri paulista em 1934. Leva a vaga em detrimento de Aníbal, campeão em 1959, porque teve maior sequência como titular.

2. Claudio – a lateral direita não é uma posição em que tivemos grandes atletas do Rio. Fica aqui este que, se não era um craque, também não comprometia, e foi multicampeão no Palestra nos anos 90

3. Aldemar - ficou conhecido como “o melhor marcador de Pelé” após a decisão do Supercampeonato Paulista de 1959. Além disso, disputou outras 206 partidas em seus cinco anos de clube, ganhando nosso primeiro Brasileiro e outro Paulista.

4. Djalma Dias - a disputa é renhida, pois havia outras ótimas opções. Ficamos, porém, com um dos titulares da primeira Academia, jogador de grande técnica que chegou a jogar com Aldemar e portanto ainda por cima traz um bom entrosamento para o miolo de zaga.

5. Vágner Bacharel – aqui, o primeiro improviso de vários que esta série exigirá, já que apenas na seleção paulista haverá jogadores suficientes para todas as posições. Bacharel fica aqui por ter sido um excelente zagueiro, e atletas de alto nível podem render em outras posições (melhor provavelmente que as opções “naturais” para a posição, Rocha ou Magrão). Também devemos valorizar aqueles que, mesmo atuando nas fases de vacas magras, jogaram muito bem pelo Verdão.

6. Zinho - eis mais uma gambiarra. Mas, cerebral como era, o atleta campeão do mundo em 1994 – e que fez o primeiro gol da inesquecível decisão de 1993 – certamente faria bom papel também na lateral.

7. Humberto Tozzi – artilheiro duas vezes do Paulistão, tem uma das maiores médias de gols da história do clube (0,93 gol/jogo), jogou a Copa de 1954

8. Jair Rosa Pinto - o meia foi responsável direto pelo título paulista de 1950, no famoso Jogo da Lama. Mas não era apenas de raça que se valia Jajá – era um jogador muito habilidoso e ídolo por onde passou.

9. César – o segundo maior artilheiro da história do Verdão (e maior em Campeonatos Brasileiros) faz jus à posição de centroavante da equipe.

10. Ademir da Guia – precisa explicar?

11. Jorge Mendonça – um meia de faro de gol apuradíssimo, autor do gol do título paulista de 1976 e de mais uma centena de tentos com a camisa verde.

Técnico: o Palmeiras contou com Aymoré Moreira, que já ocupa a camisa 1 deste time e até Copa do Mundo conquistou. Mas no Verdão houve outro carioca que, em meio a intermináveis polêmicas, brilhou mais. Falamos, claro, de Vanderlei Luxemburgo, dono de quatro títulos paulistas, dois brasileiros e um Rio-São Paulo.

O ofensivo banco de reservas poderia contar com Aníbal, Sarno, Rocha, Romeiro, Cabeção, Edmundo e Vágner Love.

Como não torcer para um time desses?

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Echevarrieta: talvez o maior estrangeiro de nossa história

Não é segredo que o Palmeiras tenta contratar o meia-atacante argentino Martinuccio (e sonda como uma alternativa o também argentino Fabbro). Caso um deles venha a se juntar ao clube, fará parte de uma galeria de mais de 60 estrangeiros que atuaram pelo Alviverde.

É claro que só alguns deles realmente se destacaram no Verdão, mas como definir qual seria a seleção ideal estrangeira no clube? Adotaremos como critério aqui em geral o número de partidas disputadas – se o jogador atuou bastante, em princípio é sinal de que não devia ser tão ruim (ou então atuou numa época desastrosa…). Mas, como se verá, há exceções. Além disso, para evitar injustiças, citaremos algumas opções para nosso esquadrão, que entra em campo agora:

1. Primo – o italiano Primo Zanotta atuou 164 vezes entre 1919 e 1927, tendo sido o primeiro arqueiro do Palestra a atingir a marca centenária. Foi tricampeão paulista e, naturalizado brasileiro, conquistou (como reserva) a Copa América de 1919. Seu reserva seria o paraguaio Perez, 59 jogos e bicampeão do Robertão.

2. Arce – indiscutivelmente o dono da lateral direita, pois não só é um dos mais bem-sucedidos estrangeiros em número de conquistas, como também é o que mais atuou pelo Palmeiras: 242 vezes. Curiosamente, o uruguaio Diogo, seu hipotético reserva, é o terceiro estrangeiro que mais entrou em campo com nossas cores (146, perdendo apenas para Arce e Primo).

3. Arouca – a dupla de zaga é um setor que recebeu reforços de países pouco habituais em nossa história. Prova disso é que o beque com mais jogos (137) pelo clube é o português Humberto da Silva Frias, que conquistou dois Paulistas, 1974 e 1976 (este como titular), além de uma vaga nesta seleção.

4. Gamarra – para garantir a segurança da defesa, dificilmente haveria alguém melhor que o excelente paraguaio, cuja passagem no Palmeiras se dividiu em um ótimo segundo semestre de 2005 e um regular primeiro semestre de 2006. No todo, suas 33 partidas fazem dele o segundo “zagueiro-zagueiro” com mais partidas no clube, e seu talento completa o perfil para entrar nesta equipe. Para a reserva, o uruguaio também ótimo e também já veterano ao desembarcar no Palestra Darío Pereyra (32 J)

5. Luiz Villa – o argentino defendeu o Palmeiras em 127 oportunidades entre 1950 e 1953, sempre com o clássico estilo de seu país natal. Diz a lenda que o corinthiano Luizinho sentou-se na bola à sua frente, o que foi desmentido pelo jogador alvinegro.

6. Ventura Cambon – aqui apelamos um pouco. Afinal, o uruguaio de 53 jogos e tricampeão paulista entre 1932 e 1934 era médio-esquerdo. Porém, o único jogador estrangeiro efetivamente lateral esquerdo foi o colombiano Pablo Armero (80 J), e mesmo que ele se torne campeão mundial na Udinese não o colocarei nessa seleção…

7. Madurga – o argentino Norberto Madurga (62 J) era versátil, atuando em várias posições do meio-campo ao ataque. Foi campeão paulista e brasileiro em 1972

8. Rincón – para fechar um pouco o meio-de-campo, escalamos o colombiano Freddy Rincón (75 jogos entre 1994 e 1997), a quem a torcida às vezes torce o nariz por ter passado depois pelo rival. Mas era talentoso, mesmo que sua segunda passagem tenha sido relativamente apagada.

9. Echevarrieta - Juan Raúl Echevarrieta se destacou com ótimos números pelo Palestra Itália: com 114 gols em 127 jogos, ostenta impressionante média de 0,9 gol/partida. É o 11º maior artilheiro do clube, e levantou os Paulistas de 1940 e 1942, já como Palmeiras.

10. Valdivia – quem gosta do chileno achará que estamos jogando pra galera. Quem não curte, poderia pedir por exemplo o uruguaio Hector Silva (80J) ou, quem sabe, o boliviano Aragonés (que, afinal, atuou 113 vezes, poucas delas bem). Mas o campeão paulista de 2008 já soma 124 partidas e, quando não está em campo – o que ocorre com muito mais frequência que o desejado – percebe-se como faz falta.

11. Villadoniga – ele veio do Vasco, mas era uruguaio. Segundo Villadoniga atuou 134 vezes pelo Palmeiras e, assim como seu companheiro de ataque, estava presente na Arrancada Histórica. Teve tempo ainda de conquistar outro Paulista, em 1946. Como opções no ataque, teríamos o argentino Artime (57J) e Bovio (73J) ou ainda, pelo número de jogos, o colombiano Muñoz (142 – quarto colocado no ranking de atuações de estrangeiros)

Técnico – a disputa é intensa: Ventura Cambon (248 jogos) ganhou diversos títulos, entre eles a Copa Rio, e seria o favorito. Mas já está escalado na lateral esquerda, e não irá se comandar. O argentino Nelson Ernesto Filpo Núñez (154 jogos) foi o único estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira, quando o Palmeiras a representou em 1965. Mas título, mesmo, só conquistou o Rio-São Paulo daquele mesmo ano. Assim, a balança pende para o uruguaio Humberto Cabelli (105 jogos), que levou o Palestra Itália ao único tricampeonato de sua história, com os históricos 8 a 0 sobre o Corinthians no meio do caminho.

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