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Maior contratação do ano

Maior contratação do ano

Faz um mês que o elenco palmeirense se reapresentou para a temporada 2014, esperamos um tempo para ver as movimentações das entradas e saídas do time, e já é hora de analisar os jogadores que chegaram sem risco de deixar de fora alguma grande contratação ou baixa.

No fim do ano passado, com o acesso garantido, era notório que o time estava carente em várias posições, uma vez que voltaria a enfrentar adversários mais cascudos que certos oponentes da série B. Era também notória a inutilidade de certas peças do elenco para 2014; ciente disso, a diretoria foi às compras e realizou dispensas. Nada muito espetacular, mas também nada que se possa criticar ferrenhamente.

Foram dispensados André Luiz, Vilson (não foi bem dispensado, mas ok), Márcio Araújo, Charles, Léo Gago, Rondinelly, Ronny, Ananias e Caio Mancha (este foi emprestado, obrigado Pedro Ivo). Me perdoem se esqueci de alguém, se aconteceu deve ser pelo nível extraordinário de importância para o elenco que o dito cujo tinha… dentre os dispensados, o mais importante para em 2013 foi Charles, o restante ou era reserva ou estava queimado com torcida, comissão técnica ou dirigentes, seja por altas pedidas salariais (Vilson), más atuações (André Luiz, Márcio Araújo, Ronny, Ananias) ou por não serem exatamente craques (Rondinelly, Caio Mancha). Todas as dispensas foram acertadas, incluindo aí o titular absoluto Márcio Araújo, que não é mau como se pinta mas já tinha errado dado o que tinha que dar com a camisa palmeirense.

A única saída ‘importante’ do time foi Henrique, o zagueiro não vinha de grande fase mas era o ponto mais sólido da defesa palmeirense, era o capitão da equipe e ficou sem clima com a diretoria por cobrar seus direitos com mais afinco e energia do que dispendia para jogar. Pena o péssimo momento da saída, pois com as demais contusões e o nível das reposições (in)disponíveis, ele fará falta.

As reposições chegaram mais cirurgicamente, nos primeiros dias da pré-temporada já tivemos gratas confirmações de contratações já especuladas e algumas surpresas, como o que importa é o que vem por aí e o que passou passou, vamos nos ater mais nos reforços:

Lúcio – Zagueiro – grande contratação, estava queimado por um episódio de indisciplina no spfc mas chegou com vontade, apesar da idade avançada é um excelente zagueiro, pentacampeão, campeão de tudo que disputou mundo afora, agrega experiência, qualidade e liderança ao camarote elenco.

Victorino – Zagueiro – bom zagueiro uruguaio, tem várias presenças nas convocações da Celeste. Estava no Cruzeiro mas não jogou em 2013 por estar lesionado, já tem um pouco mais de idade e não dá para prever se fará boas participações depois de tanto tempo sem jogar. Apesar do renome, incógnita.

William Matheus – Lateral esquerdo – chegou para ser reserva do Juninho (!!) e assim o é, vai ter mais oportunidades mas é uma boa aposta, possivelmente barata e que já mostrou alguma qualidade no Figueirense (tal qual o titular da sua posição) e também na boa campanha do Goiás no BR13.

Paulo Henrique – Lateral esquerdo – mais um jogador pura e essencialmente promessa. Veio como contrapeso na negociação do Bruno César (tem o mesmo empresário) e está há 8 meses sem jogar por conta de uma lesão no joelho, a única aparição digna de nota foi pela Copa São Paulo de juniores em 2012 pelo Santos, depois disso mais nada. Incógnita.

França – Volante – desembarcou sob grande desconfiança depois de passar a temporada passada inteira tratando uma pneumonia contraída na neve européia, nunca jogou por um grande clube, veio carregado de rótulos (açougueiro, destruidor, grosso) e tatuagens (parece um tapete de casa de vó), mas já fez algumas boas partidas defensivamente e no último jogo deu números finais ao confronto contra o XV com um golaço, é uma promessa em que vale a pena apostar.

Josimar – Volante – depois de ter sido sondado no início do ano passado e ter pedido demais, dessa vez deve ter adequado a pedida salarial a sua real condição: reserva. Josimar vem pra disputar vaga com Marcelo Oliveira, França e Eguren, não devemos vê-lo frequentemente entre o 11 inicial, a menos que Gilson Kleina ‘marcioarauje’ o cara.

Bruno César – Meio campo – maior esperança dentre os contratados, ainda não estreou e esperamos que seja o Bruno César do rival e não o do Palmeiras-B, o setor para o que veio é o mais carente já que conta com um craque ‘vaga-lume’, não será o armador que Valdívia é mas poderá fazer um pouco dessa função juntamente com as chegadas mais próximas do gol. Excelente contratação, depende de se readaptar ao futebol brasileiro depois de passar um ano no oriente médio.

Marquinhos Gabriel – Meia atacante – veio pra compor elenco. é mais uma aposta para a meia ofensiva, fez grande campeonato no Bahia mas foi revelado no Internacional de Porto Alegre, tem tudo para ser um jogador útil desde que aceite a condição de curinga do meio-campo. Já estreou com duas assistências e no jogo seguinte fez um gol. Temos que esperar mais para cravar qualquer coisa, por enquanto boa aposta.

Diogo – Atacante – dadas as condições de sua carreira chega pra ser opção ao Leandro no ataque, em outros tempos poderia ser uma grande contratação, com status de estrela. Rodou pela Grécia, Flamengo, Santos, voltou pra Portuguesa na qual foi revelado, mas não vingou em nenhum deles.

Rodolf0 – Atacante – ainda é garoto, veio depois de ser artilheiro do Campeonato Brasileiro Sub-20, uma aposta válida desde que deem tempo de jogo em condições favoráveis, todos sabemos que a fritura mata jogadores tão crus…

Além dos 10 reforços tivemos os retornos de Patrik Vieira, Mazinho (ambos estavam na segundona japonesa) e Miguel Bianconi, nenhum dos três deve ter muito espaço ao longo do ano. Mazinho está sendo bastante utilizado neste início mas deve perder lugar para Bruno César assim que o meia tiver condições de jogo. Há que se destacar também a permanência de Leandro, que veio na malfadada negociação do Barcos por empréstimo, ficou um ano e acabou tendo metade de seus direitos adquiridos em definitivo.

Fazendo um balanço das entradas e saídas do time, é possível dizermos que o Palmeiras reforçou setores carentes, substituiu peças desgastadas ou inadequadas no elenco e conseguiu ter opções de banco um pouco melhores que no ano passado. É bem verdade que não temos nenhum lateral direito, Wendell não dá, além da falta de algum zagueiro digno de mais confiança para jogar com Lúcio, apostar só no Wellington é arriscado. Mas o time tem uma cara, apesar dos reforços em sua maioria virem de má-fase ou na condição de apostas é possível vencer com esse time.

*

Nosso negócio aqui é Palmeiras, mas não resisto a dar um pitaco nesta transação entre os dois rivais que levou Pato e Jadson a trocarem de endereço.

Em primeiro lugar, é preciso frisar – o que a imprensa nem sempre faz – que esse negócio demonstra claramente o FIASCO que foram as vultosas contratações (12 milhões de reais pelo agora ex-são-paulino, quase 50 no caso do ex-Barbara-Berlusconi). Não foi uma atitude ousada de seus dirigentes, não foi para ganhar popularidade, não foi para reforçar seus elencos: foi por puro desespero de parte a parte.
Agora, a urgência maior nitidamente era corintiana. As pichações que os muros tricolores receberam depois da derrota para o Palmeiras nem se comparam à barbárie dos hunos organizados que invadiram o CT alvinegro após a surra (de bola) na Vila. Além disso, Pato tem uma rejeição absurda, enquanto Jadson não era criticado da mesma forma.
Quem teria que levar vantagem em um negócio açodado como este? O São Paulo, claro. Mas não é o que parece ter acontecido. Para mim, claramente o resultado foi melhor – MUITO melhor – para o Corinthians. Senão, vejamos:
- Jadson já entra como titular no Corinthians, enquanto Pato esquentava o banco. Pato em princípio tirará o lugar de Oswaldo ou Ademílson, mas ficaria mais à vontade no de Luís Fabiano, que tem cadeira cativa mesmo sendo outro que anda devendo e muito.
- O Corinthians economiza alguns tostões por mês (pelo que se fala, R$ 150 mil), mesmo bancando parte do salário de Pato, e ainda pode lucrar com venda caso o atacante inesperadamente se dê bem no Morumbi. Já o São Paulo cedeu Jadson em definitivo e aumenta sua folha com um jogador do qual (até onde sabemos) só terá direito em caso de venda se o valor for exorbitante.
Por que razão Juvenal aceitaria esta proposta? Para não ficar com a tirada do amigo da casa PC, que provavelmente é a mais plausível (Gobbi teria pego JJ num momento, digamos, mais ébrio), credito o fato à velha soberba são-paulina em achar que eles são bons em recuperar jogador. Assim como iriam recuperar Fabrício (não conseguiram) ou Ganso (que vive cada vez mais de centelhas de bom futebol), entre outros, eles agora querem mostrar que Pato só precisa do ambiente certo para provar seu valor.
O incrível é que o clube que o cedeu torce para que isso não ocorra! Palavras de Mario Gobbi: “pode ser que Pato dê certo no São Paulo, é um risco”. Risco, ele diz, embora esse talvez seja o único jeito de seu time conseguir revalorizá-lo em parte.
Nesta história toda, pato, mas pato mesmo, não é o Pato…

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2014 chegou trazendo um cenário que o torcedor brasileiro de um modo geral já está habituado a ver: reapresentação do time, especulações de contratações, trocas de técnicos, equipe concentrada em algum hotel pra preparação para o estadual, tudo isso em um intervalo de 10, 15 dias no máximo. Todo ano é assim, bem como no ano anterior sempre surgem discussões sobre calendário, ali por outubro estamos sempre falando que o planejamento já deveria estar acontecendo, contratações deveriam estar sendo feitas, os jogadores titulares deveriam ser liberados para as férias e que assim possam se apresentar antes e treinar mais… e nada nunca muda.

Neste ano o Palmeiras já tem garantidas pelo menos 57 partidas, não nos esquecendo da paralisação para a Copa do Mundo, sendo que a primeira destas partidas será daqui 3 dias, e o elenco só se reapresentou há 12. O Campeonato Paulista é o torneio estadual mais importante do país, se estende por pouco menos de 3 meses e leva o campeão a uma jornada de 19 partidas (foi reduzido este ano). Para quem em 2013 fez mais uma vez o papel ridículo de disputar uma série B, 2014 além de ano do Centenário é tempo de reafirmação, conquistar o Campeonato Paulista logo na largada seria um bom começo.

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Tendo um intervalo tão curto entre o início da temporada e a primeira partida do Paulistão, alguém acredita que o tempo de preparação seja adequado para enfrentar o campeonato com a importância que deveria? A tempos o torneio é utilizado como pré-temporada, um troféu de tamanha importância jogado em ritmo de treino durante quase toda sua duração.  É verdade que os clubes mais ricos tem condições tecnológicas e financeiras de colocar o elenco em forma durante a competição e igualar o nível dos ‘pequenos’ que estão treinando desde o último trimestre do ano anterior, mas a questão que fica é a seriedade com que é encarado o Paulistão, sabotado pela própria FPF, que poderia ser visto com melhores olhos especialmente por quem já o conquistou 22 vezes. Alterar seu calendário e a quantidade de times que o disputam poderia permitir uma pré-temporada maior e melhor e de quebra mudaria esse descrédito que a taça enfrenta atualmente (basta ver seu novo ‘apelido’: Paulistinha).

Mudaria, caso a FPF não estivesse mais preocupada com os votos para garantir a reeleição do presidente e principalmente caso a CBF não resistisse tanto em adequar um calendário nacional melhor para os clubes, torcedores e jogadores obrigando os anunciantes e patrocinadores a reorganizarem suas programações acompanhando o futebol, mas o rabo é muito comprido pra conseguir soltar.

Marco Polo del Nero

A equipe Palmeirense será formada pela base de 2013, adicionada dos novos contratados (William Matheus, Victorino, Lúcio, França, Diogo e Rodolfo), do retorno de diversos emprestados (Patrick Vieira, Mazinho, Wellington, Luiz Gustavo) e possivelmente alguns que ainda vão chegar (Bruno César, Marquinhos Gabriel e talvez Robinho, estes terão um tempo de preparação menor ainda que os demais). O primeiro jogo é sábado (18/01) contra o Linense, no Pacaembu. 

Que comece o Paulistão 2014 e que ao final possamos mais uma vez erguer essa taça. Você acompanha todos os detalhes do torneio aqui no Blog do IPE, como sempre.

A última foi em 2008

A última foi em 2008

Campeonato Paulista 2014

Participantes:
Grupo A – Atlético Sorocaba, Comercial – SP, Linense, Penapolense e spfc.
Grupo B - Aberração Audax – SP, Botafogo – SP, sccp, Ituano e XV de Piracicaba.
Grupo C – Paulista, Portuguesa, Ponte Preta, São Bernardo e santos.
Grupo D - PALMEIRAS, Oeste, Bragantino, Mogi Mirim e Rio Claro.
Início: Sábado, 18/01/2014
Término: Domingo, 13/04/2014
Tabela Completa

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Os primeiros campeões

Os primeiros campeões

Esta quinta-feira marca o aniversário de duas conquistas importantíssimas de nosso Alviverde Imponente: os 20 anos do título de 1993, que contamos aqui, e, inversamente, os 93 anos do título de 1920, a primeira de tantas e tantas taças que orgulham o palmeirense. E é deste triunfo, tão essencial quanto desconhecido, que vamos tratar aqui.

O Campeonato Paulista de 1920 começou com um favorito; afinal, o então campeão tinha vencido não só a edição de 1919 como as três anteriores – foi o famoso tetracampeonato do Paulistano até hoje não igualado no Estado (o Santos este ano perdeu a chance de fazê-lo). O time do Jardim América somava sete títulos nas 18 edições disputadas, e ainda por cima contava com o grande craque brasileiro da época, Arthur “El Tigre” Friedenreich.

Ainda assim, havia um rival que parecia ter encontrado um caminho para encarar o bicho-papão: era o Palestra Itália, que até o último jogo da edição anterior estava com chances – em 1919, o último jogo do campeonato foi Paulistano x Corinthians. O Palestra estava um ponto à frente do tricampeão, e portanto torcia para que seu futuro arquirrival vencesse a partida, ou ao menos empatasse, forçando um jogo-extra. Mas os alvinegros perderam por 4 a 1 e com isso impediram que os palestrinos levantassem a taça cinco anos após sua fundação. O alerta, porém, estava dado: os italianos chegaram para valer. E, junto com ele, os já importantes rivais – o Corinthians, terceiro colocado em 1919, também tinha uma equipe competitiva. O pentacampeonato não viria facilmente.

O torneio de 1920 seguiu os moldes habituais de então: 10 times jogando em turno e returno. Só que o Santos decidiu prematuramente abandonar o torneio após apenas sete partidas (entre as quais uma derrota para o Palestra por 3 a 2 e os vexaminosos 0×11 contra o Corinthians que até hoje constituem a pior derrota da história peixeira); foram assim 16 partidas para cada equipe.

A estreia palestrina no certame não poderia ser mais animadora: de cara, um Derby. E, como no primeiro, disputado três anos antes, o clube mais jovem venceu por 3 a 0, dois de Heitor e um de Ministro, na tarde de 25 de abril. Desta forma, a equipe já largava deixando um concorrente para trás, enquanto o Paulistano tinha uma estreia café-com-leite – bateu o Santos, em jogo posteriormente anulado.

Dois dias depois, um fato que impulsionaria o Palestra naquela campanha e, mais que isso, mudaria a história quase centenária do campeão do século: no dia 27 de abril, o clube assinava a compra do Parque Antarctica. A jovem associação tomava fumaças de gente grande.

Para embalar ainda mais, na segunda rodada o tetracampeão teve um surpreendente tropeço ao empatar com o fraco Minas Gerais, que em seguida também foi o segundo time no caminho do Palestra. Ao vencer, o time comandado por Bianco assumiu a liderança. Dali por diante, os favoritos foram atropelando seus adversários um a um - o Paulistano chegou a fazer 12 a 0 sobre a AA Palmeiras, que nos legaria o nome; para não ficar atrás, o Palestra massacrou o SC Internacional por 11 a 0, na nossa até hoje maior goleada em jogos oficiais.

Assim, o primeiro turno teve na última rodada o encontro entre o Palestra 100% e o Paulistano com um ponto perdido. O duelo do Parque Antarctica – assumido de vez pelo Palestra na terceira rodada num 7 a 0 sobre o Mackenzie então associado à recém-fundada Portuguesa – foi disputado, e terminou num empate por 1 a 1 que deixava o time da Água Branca na liderança, mas mantinha o campeonato aberto.

O segundo turno começou com um susto: em pleno Parque Antarctica, o Corinthians levou a melhor por 2 a 1. Era o começo de uma recuperação tardia do arquirrival, que após um fraco primeiro turno venceu todas as partidas da segunda etapa. Nem assim conseguiu o título, pois Palestra e Paulistano tropeçaram pouco.

Muito pouco, aliás: o Palestra só perderia um ponto para as equipes fora da briga, contra o Ypiranga, enquanto o Paulistano largaria dois na derrota ante o São Bento. Com isso, o ainda alvirrubroverde abriria dois de vantagem para o alvirrubro.

E assim Paulistano e Palestra chegaram para a última rodada: os detentores do título com 24 pontos, fruto de 11 vitórias, 2 empates e duas derrotas. Os desafiantes, com 26 unidades, uma vitória a mais e uma derrota a menos. O empate seria suficiente para sua primeira volta olímpica – tradição que, é verdade, ainda não existia.

Mas, no estádio da Floresta, o Paulistano fez valer o sangue-frio de quem sabia ser campeão. Sofreu, mas Friedenreich marcou o gol que bastou para o triunfo e para provocar uma partida-desempate. Por mais uma semana o Palestra permaneceria com sua prateleira vazia.

A partida decisiva teve lugar, óbvio, em 19 de dezembro de 1920. Novamente o duelo, cujo relato pode ser visto aqui e depois aqui, teve lugar na Floresta, mas o resultado final seria outro. O Palestra tomou a iniciativa desde o começo, e, se fosse uma luta de boxe, teria vencido o primeiro tempo por pontos. Mas tratava-se de futebol, e o placar se manteve em zero a zero.

Água mole em pedra dura, entanto, sabemos no que dá, e aos 10 minutos do segundo tempo a cidadela paulistana caiu: Martinelli entrou driblando, bateu cruzado e venceu Arnaldo. Um a zero.

Não deu nem tempo de comemorar: um minuto depois, Mário Andrada chutou forte e Primo nada pôde fazer. Era o empate, e um dos campeonatos mais disputados da história seguia sem dono.

A pressão palestrina era cada vez maior; o Paulistano vivia de esporádicos contra-ataques. E finalmente veio o nocaute: Heitor encontrou Forte, que invadiu em alta velocidade e fuzilou a meta adversária; faltavam ainda alguns minutos, mas na base do bola pro mato o Palestra tratou de impedir qualquer reação tardia. O tempo passou sofregamente, mas enfim o ex-craque alemão Hermann Friese deu a contenda por encerrada.

Naquele minuto, um novo campeão surgiu, mas quem poderia dizer que aquele seria apenas o começo de uma trajetória tão fulgurante?

Hoje, lembramos muito do título de 1993, a cereja no bolo de um ano espetacular. Mas não podemos nos esquecer que a conquista de Evair, Edmundo e companhia talvez não existisse se, naquela tarde de domingo 73 anos antes, uma esquadra agora praticamente desconhecida não tivesse aberto de maneira brilhante a trilha de sucesso que ora tentamos retomar.

Campanha

25/04/1920 – Corinthians 0 x 3 Palestra Itália

09/05/1920 – Minas Gerais 1 x 3 Palestra Itália

16/05/1920 – Palestra Itália 7 x 0 Mackenzie

30/05/1920 – Santos 2 x 3 Palestra Itália (depois anulado)

04/07/1920 – Palestra Itália 4 x 1 A.A.São Bento

18/07/1920 – A.A.das Palmeiras 0 x 5 Palestra Itália

01/08/1920 – Palestra Itália 1 x 0 Ypiranga

08/08/1920 – Palestra Itália 11 x 0 Internacional

15/08/1920 – Palestra Itália 1 x 1 Paulistano

05/09/1920 – Palestra Itália 1 x 2 Corinthians

03/10/1920 – Palestra Itália 0 x 0 Ypiranga

17/10/1920 – Palestra Itália 4 x 0 Mackenzie

31/10/1920 – Palestra Itália 1 x 0 Minas Gerais

07/11/1920 – Internacional 1 x 6 Palestra Itália

15/11/1920 – São Bento 0 x 1 Palestra Itália

21/11/1920 – Palestra Itália 5 x 0 A.A. das Palmeiras

12/12/1920 – Paulistano 1 x 0 Palestra Itália

19/12/1920 – Paulistano 1 x 2 Palestra Itália

Total: 17 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 55 gols a favor e 9 contra

Ficha Técnica – Paulistano 1 x 2 Palestra Itália

Local: Floresta

Data: 19/12/1920

Árbitro: Hermann Friese

Paulistano: Arnaldo; Carlito e Guarani; Sérgio, Zito e Mariano; Agnello, Mário, Friedenreich, Guariba e Cassiano

Palestra Itália: Primo; Oscar e Bianco; Valle, Picagli e Bertolini; Martinelli, Federici, Heitor, Ministro e Forte

Gols: Martinelli, aos 10, Mário Andrada, aos 11, e Forte, aos 32 minutos do segundo tempo

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Sérgio novamente ouvia os boatos sobre Taffarel

Sérgio novamente ouvia os boatos sobre Taffarel

Com a eliminação na Copa do Brasil na véspera, o foco do Palmeiras agora era somente o Campeonato Paulista, desde sempre visto como prioritário. Dois dias depois daquela sexta-feira, o Verdão enfrentaria o Rio Branco no Palestra pela primeira rodada do quadrangular semifinal, e teria novidades em relação ao time de Porto Alegre: Edílson se recuperou de lesão e Antonio Carlos voltaria de suspensão. Apenas Edinho (além de e Evair, claro) ainda ficaria de fora.

Para tumultuar um pouco o ambiente, voltou a circular naquela sexta uma notícia que aparecia de tempos em tempos: Taffarel estaria fechado com o Verdão, e chegaria logo após o fim do Estadual. O boato tinha fundamento – Sérgio e Velloso não eram goleiros “de nome” (ainda que o reserva tivesse feito uma partida pela Seleção) e o goleiro da Seleção era reserva justo no Parma, o que obviamente facilitava o negócio. Mas era hora para se falar nisso?

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