Na 12ª partida do Palmeiras no Paulista, a quarta seguida fora de casa, enfim caiu a invencibilidade do último time até então virgem. Em partida atrasada e em meio a uma maratona, a derrota veio numa cidade tida como asa negra: em Bragança Paulista, o Verdão jamais havia vencido nas oito partidas anteriores, e seguiu com esta sina na noite daquela terça.
O algoz do Palmeiras naquela terça foi o lateral-direito Gil Baiano – futuro reforço nosso – que no início do segundo tempo acertou uma paulada em cobrança de falta para fazer o único tento da noite. A zaga de Edinho Baiano e Tonhão não comprometeu, mas o ataque, cansado, não teve forças para reagir. Nas entrevistas pós-jogo, técnico e jogadores tentaram ver o lado positivo, pois não haveria mais a pressão que a sequência invicta trazia. Em compensação, ficava uma pulga atrás da orelha, já que o fim de semana traria um Choque-Rei muito aguardado.
Ao menos a liderança isolada foi mantida, já que o São Paulo, que também repôs sua última partida defasada naquela noite, também perdeu. O Paulistão começara dia 23/1, e finalmente todos os 16 times estavam igualados em número de jogos. Faltavam apenas três rodadas para o fim do primeiro turno, e o Palmeiras defenderia seu solitário ponto de vantagem contra o Santos nas partidas contra Juventus, São Paulo e Noroeste.
Ficha Técnica
Gol: Gil Baiano 3 do 2º tempo
Bragantino: Bragantino: Gabriel, Gil Baiano, Júnior, Carlos Augusto, Ayupe; Da Guia, Carlos André, Donizete; Marco Aurélio (Ludo), Chicão, João Santos. Técnico: Luís Carlos Prima
O Campeonato Paulista 2013 teve seu início para o Palmeiras 2012. Isso mesmo, com pouquíssimas diferenças em relação ao time que terminou o vexaminoso BR12, o Verdão foi a campo enfrentar o Bragantino e ‘não decepcionou’: empate por 0×0 com duas bolas na trave. Era mais ou menos o máximo que se podia esperar da retalhada equipe.
Bem verdade que é necessário dar méritos para Souza, que retornou fazendo um bom papel no meio, levando perigo nas bolas paradas e também nos chutes de fora da área, além de ter sofrido o penalti que Barcos desperdiçou no 2ºT. E foi só ele…
Os jogadores que ficaram para essa temporada demonstraram alguma disposição, sem a pressão de ter que livrar a equipe da zona de rebaixamento acabaram errando menos, mas é visível que o Palmeiras não tem criação, Patrik Vieira pode vir a ser um bom meia atacante, mas não é o 10 que o time precisa. Em se substituindo peças pontuais (Juninho, Márcio Araújo, Patrik Vieira e Luan para ser mais exato) a equipe tem condições de lutar pela promoção no BR13, que no fim das contas é o que realmente importa este ano.
No momento o placar mais aguardado no clube é o da eleição de amanhã, que o próximo Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, seja ele quem for, trabalhe de maneira rápida e certeira, os reforços tem que começar a chegar imediatamente e corresponder, para evitar vexames maiores.
Vamos às notas:
Fernando Prass – estréia tranquila, não foi exigido – 6
Ayrton – outro estreante do dia, não apareceu nem comprometeu – 5
Henrique – o ataque do Bragantino ajuda – 5
Maurício Ramos – idem acima – 5
Juninho – não apoia, não defende, não cruza, nulo – 4
Márcio Araújo – A exemplo dos zagueiros, teve a vida facilitada pelo ataque do Braga – 4
Souza – o melhor em campo, criou , arriscou de fora da área, não pode ficar intimidado pelos erros, vai ser importante em 2013 – 7
Wesley – bem abaixo do que se espera dele – 4
Patrik Vieira – mal na armação, não conseguiu levar a bola do meio pro ataque – 4
Luan – péssimo, vaiado justamente – 3
Barcos – que a pontaria descalibrada seja sinal do início de temporada – 5
Maikon Leite – aquela coisa, 99% transpiração, 1% inspiração – 5
Mazinho – parece que o Kleina treinou os atacantes para acertar a trave – 5
Caio – pouco acionado, mas não se pode esperar absolutamente nada dele – 4
Kleina – quando tiver mais ferramentas, vai ter que apresentar um padrão de jogo que não dependa dos tiros de fora do Souza ou de cobranças de falta, vira a página!! – 5
Momentos (melhores é sacanagem) :
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 0 X 0 BRAGANTINO
Local: Pacaembu, São Paulo (SP) Data/Hora: 20/1/2013 – 17h (de Brasília) Árbitro: Vinícius Furlan Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Junior e Alex Alexandrino
Renda e público: 10.167 pagantes / R$340.890 Cartões amarelos: Malaquias e Rafael Defendi (BRA) Cartão vermelho: - GOLS: -
PALMEIRAS: Fernando Prass, Ayrton (Caio – 38′/2ºT), Maurício Ramos, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley, Souza e Patrick Vieira (Maikon Leite – 20′/2ºT); Luan (Mazinho – 25/2ºT) e Barcos. Técnico: Gilson Kleina
BRAGANTINO: Rafael Defendi, Carlinhos, André Astorga e Kadu, Geandro, Preto (Neto – 24′/2ºT), Thiago Santos (Matheus – 18′/2ºT), Léo Jaime e Barboza; Malaquias e Lincom (Diogo – 11′/2ºT). Técnico: Mazzola Junior
O ano começa com a última partida da gestão Tirone. Se certamente 2013 não tem o início de ano que o palmeirense imaginava, ao menos resta esse consolo. E, com uma provável escalação quase igual à de 2012, o Palmeiras entra em campo mais preocupado com sua eleição presidencial do que com o adversário da primeira partida do Paulistão. Vale lembrar que o Alviverde defende uma longa série invicta na abertura deste torneio – a última derrota na largada foi em 1995. Ano passado, na estreia… bom, está logo abaixo.
Horário e local: domingo, 20/01, as 17:00, no Pacaembu (PPV).
Árbitro: será Vinicius Furlan, que com isso apita duas seguidas do Verdão no Estadual, já que ele foi o árbitro da despedida de 2012 naquela derrota para o Guarani por 3 a 2. Seu histórico completo tem 3 vitórias, 1 empate e aquela derrota; suas partidas mais recentes foram:
2012 – 2×3 Guarani (f)
2011 – 1×0 Santos (f), 3×1 Paulista (c)
Desfalques/Reforços: Fernandinho e Tiago Real estão em fase final de recuperação de cirurgias e ficam de fora. Maikon Leite também é outro que pode desfalcar a equipe. Além deles, é claro que Valdivia é dúvida. Por outro lado, teremos as estreias de Fernando Prass e Ayrton e o retorno de Souza.
Pendurados: ainda não há. Próxima partida: Oeste (fora).
Última derrota em SP: o Palmeiras perdeu apenas uma vez para o Bragantino em casa, foi pelo Brasileirão 91 – 0×2 – gols de Ronaldo Alfredo e Ivair.
Histórico: o primeiro confronto da história entre as equipes foi em um amistoso em 1957 – 2×1 – gols de Renato e Ivan (PAL) e Válter (BRA). De lá para cá, a vantagem é toda verde.
A campanha do Paulistão 2012 começou bem! Jogo fora de casa, adversário com time bem montado e que quase conseguiu acesso à série A do Brasileirão em 2011, os prognósticos não eram bons, só 1 jogador estreava pelo Verdão, mantendo a formação que fracassou ano passado quase completa em campo. Juninho, a propósito, foi bem, e só.
Não deu tempo nem de acostumar com aquela camisa sem patrocínio master e Leandro Amaro já começava a contagem dos tentos versão 2012. Eram apenas seis minutos quando Marcos Assunção (autor do último gol de 2011 e já marcando presença no primeiro do ano) cobra escanteio e o zagueirão estufou as redes: 1×0. Com a vantagem no placar o time mostrou muita valentia e… recuou. O Bragantino atacou, principalmente em bolas cruzadas e Bruno mostrou serviço. A primeira etapa da peleja pós-churrasquérias 2011 acabou com vantagem no placar.
Na parte final Cicinho acabou cometendo falta em Léo Jaime dentro da área, pênalti que Wellington converteu. Ricardo Bueno ia desperdiçando chances e Valdívia era (e foi) o melhor palmeirense em campo. Murtosa então trocou 6 por meia-dúzia e mandou Fernandão a campo no lugar de Bueno; nada acontecia, então um pouco de ousadia seria necessária, Maikon Leite entrou no lugar de Tinga e foi premiado, 2 minutos depois já estava lá testando cruzamento em trama bem armada por Luan e Valdívia, 1×2 e assim foi até o fim. Vitória!
Apesar dos sustos da defesa e a evidente falta de qualidade do ataque (Barcos pra que te quero!!) é importante iniciar o ano vencendo, na próxima partida, clássico contra a Lusa (que estreou com derrota ontem). Deola volta de suspensão mas Felipão continua fora, é ir vencendo e acumulando gordura e, principalmente, um pouco de paz.
Avaliações: a partir de agora, ficaremos de olho no desempenho por todo o campeonato e concederemos o simbólico (que a grana tá curta) Troféu IPE ao melhor jogador do time na competição. A regra é simples: vale a nota média das atuações, mas jogos contra Corinthians, Santos e São Paulo e eventuais partidas de mata-mata têm peso 2. Exige-se um mínimo de 40% de atuações.
Bruno – alternou momentos em que pareceu mais e menos seguro, mas não comprometeu. 5,5
Cicinho – foi bem no apoio, mas quase decidiu a partida do jeito errado ao cometer um pênalti tolo. 4
Leandro Amaro – a única que ganhou pelo alto foi a mais importante, mas pode não ser assim sempre. 5,5
Henrique – igual a seu colega, mas bateu bastante. 5
Juninho – discreto, mas não ruim. 5
Márcio Araújo – teve que correr por ele e por Assunção e Tinga. 5,5
Marcos Assunção - além do escanteio, alçou outras bolas perigosas. Com a bola rolando, não foi tão bem. 5
Tinga – não que o Carmona seja um craque, mas não dá pra despachar o 17 no lugar e ver se cola? 4,5
Valdivia – melhor do time, até como um voto de confiança em um 2012 melhor. 7
Luan – para quem estava quase fora do jogo, foi decente. 5,5
Ricardo Bueno – Frizzo assinaria embaixo: sorte do 9 que o novo reforço é Barcos, pois se fosse Aviones, já teria chegado e o despachado para o banco, que já seria muito. 3,5
Fernandão – ganha nota mais alta que Bueno apenas por não ter tido tempo de igualá-lo. 4
Maikon Leite – era pra ficar sem nota, mas é importante estar no lugar certo na hora certa. 6
Chico – participação importantíssima ao gastar 18 segundos. Sem nota
Murtosa – fez três substituições óbvias, mas que podiam ter acontecido ao menos 5 minutos antes. 5,5
Nota especial
Edemar Annuseck – dez, com estrelinha no caderno. O comentarista do Premiere FC foi um show à parte e merece um destaque. Vamos aos melhores momentos:
“O Palmeiras tem dificuldades na troca de passes na entrada da área do Bragantino”. Isso aos QUATRO minutos, quando o time só tinha chegado uma vez até ali.
“O Bragantino está ganhando todas as bolas pelo alto”. Verdade que foram várias, mas houve uma que eles perderam. E foi a que definiu o placar do primeiro tempo.
“Marcos Assunção devia ter a inteligência de cobrar a falta tirando da barreira”. Neto ainda poderia ter alguma autoridade para dizer isso. Mas, pombas, querer ensinar justo o Assunção a bater falta?
“Valdivia EGOÍSTA (frisando bem o termo)”, “Valdivia prende demais”, “Valdivia está atrasando o jogo do time”. OK, Edemar, deu pra entender.
“Valdivia foi decisivo na jogada”. Agora que o gol saiu, fazer o quê, né? (Em tempo: o chileno prendeu a bola sim, mas sinceramente ontem me parece que ele fez isso quase sempre para esperar alguém se posicionar melhor.)
Melhores momentos:
FICHA TÉCNICA
BRAGANTINO 1 X 2 PALMEIRAS
Estádio: Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
Data/hora: 22/1/2012 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Rafael Ferreira da Silva e Fausto Augusto Viana Moretti
Renda/público: R$ 240.986,00 / 8.200 pagantes
Cartões amarelos: Murilo Henrique (BRA), Wellington (BRA), Luis Henrique (BRA), Serginho (BRA), Paulo Roberto (BRA), Júnior Lopes (BRA); Cicinho (PAL), Henrique (PAL), Maikon Leite (PAL), Leandro Amaro (PAL)
GOLS: Leandro Amaro, 6’1º/T (0-1), Wellington de pênalti, 14′ 2º/T (1-1), Valdivia 39’2º/T (1-2)
BRAGANTINO: Rafael Santos; Murilo Henrique, André Astorga e Luiz Henrique; Victor Ferraz, Serginho, Wellington, Fernando (Júnior Lopes, 18’2º/T) e Léo Jaime; Romarinho (Paulo Roberto 20’2º/T) e Giancarlo (Bruno, 38’2º/T). Técnico: Marcelo Veiga.
E chegou a de preparar a pipoca, o guaraná e a cerveja: depois de 49 dias, finalmente o Verdão volta a disputar três pontos. Não são muitas as novidades, mas a esperança sempre se renova.
Na estreia, um adversário que vem de boa série B, da qual só não subiu porque amarelou nas rodadas finais. O Bragantino ainda desperta lembranças ruins, mas hoje o Massa Bruta já não assusta tanto: neste século, não conseguiu nos bater. Que siga assim.
Horário e local: domingo (22/1), às 17:00, no Estádio Nabi Abi Chedid, que, convenhamos, tinha um nome melhor quando era Marcelo Stefani (PPV).
Árbitro: será Leandro Bizzio Marinho, debutante em jogos do Palmeiras. Mas já apitou jogo do Corinthians ano passado, bem como partidas das séries B, C e D; ou seja, não é tão inexperiente. Costuma distribuir muitos cartões.
Desfalques: Deola e Felipão, suspensos, eThiago Heleno, que só volta em abril; Luan está contundido e é dúvida; Daniel Carvalho e Adalberto Román dificilmente atuam; Hernan Barcos é ausência certa
Destaques/Bragantino: o eterno técnico Marcelo Veiga tem várias caras novas em relação ao elenco que beliscou a vaga na série A. Dois palmeirenses foram devolvidos: Luís Felipe e Deyvid Sacconi, que esteve próximo de renovar mas ainda não definiu a permanência. Se dois voltaram, um foi: Murilo Gomes, zagueiro, foi emprestado e não joga por questões contratuais. O time provável terá Rafael; Luis Henrique, Andre Astorga e Murilo Henrique; Victor, Serginho, Cambará, Fernando Gabriel e Léo Jaime; Romarinho e Giancarlo
Ex-palmeirenses no Bragantino: só mesmo o emprestado Murilo Gomes.
Previsão IPE: o Bragantino sai na frente, o Palmeiras empata com Valdivia, e fica tudo por isso mesmo.
Última vitória no local do jogo: foi exatamente na última partida lá. Pelo Paulista-2010, 3 a 2 (Cleiton Xavier, Robert, Lenny; Diego Macedo, Quixadá)
Última derrota no local do jogo: na última vez em que se enfrentaram no século XX, o Braga venceu pelo Brasileiro de 1997: 2 a 1 no time de Felipão (Alex; Ronaldo Alfredo, Márcio)
Curiosidade: Palmeiras e Bragantino já fizeram até um mata-mata internacional. Foi na Copa Conmebol de 1996, em que a Linguiça Mecânica (ô time cheio de apelido) avançou após vencer por 5 a 1 e perder por 3 a 0, em partida que registrou o primeiro gol de Viola pelo Alviverde.
Histórico: o primeiro encontro data de 1933, uma vitória por 3 a 1 para o Palestra Itália. De lá pra cá, 33 partidas e uma vantagem palmeirense que ultrapassou os 50% com o triunfo do ano passado. Já no Paulista, são 50% exatos.
GERAL
CAMPEONATO PAULISTA
J
V
E
D
GP
GC
J
V
E
D
GP
GC
33
17
8
8
56
31
22
11
7
4
37
17
O IPE se lembra: o jogo de 2008 poderia ser mais um, mas foi possivelmente o que deu combustível para o Palmeiras arrancar para o título. Com 25 minutos, o time apanhava de 2 a 0 e ainda perdera Marcos, expulso após apanhar de Malaquias (!). Mas ainda no primeiro tempo igualou a situação no placar e virou no número de jogadores – o Braga tomou dois gols e dois vermelhos. No segundo tempo, um passeio e a vitória por 5 a 2 que deu moral para a equipe que começava a ascender na tabela.
O Palmeiras venceu hoje o Bragantino, jogando no Canindé, e se mantém na disputa pela liderança – caso o rival tropece amanhã frente ao time da Vila Sônia, o Verdão será líder isolado com 35 pontos ganhos em 16 partidas disputadas. A 10ª vitória na competição veio e cada vez o otimismo vai aumentando e a pressão diminuindo. Novamente com Rivaldo na lateral esquerda e com Chico de titular na vaga de Assunção, o Palmeiras foi pro jogo enfrentar os gigantes (no tamanho mesmo) de Bragança Paulista.
A partida nem bem começou e Rivaldo sofreu falta frontal, na ausência de Assunção, Lincoln e Thiago Heleno se posicionaram para a cobrança, o próprio Rivaldo ainda ameaçou chatear a torcida mas quem cobrou mesmo foi o Zagueirão: 1×0. A partir daí a partida ficou truncada e o Bragantino avançou mais que o Palmeiras, o time parecia desinteressado pela partida e cauteloso demais para atacar, fim de primeiro tempo com a única outra chance, num chute de fora da área de Chico que o goleiro da terra da linguiça do Bragantino espalmou para fora.
Pro segundo tempo Don Felipone manteve a mesma escalação e o time manteve a mesma postura: pouco atacava e deixava o Bragantino jogar, mas sem dar chance pro azar, nada de grandes sustos. De tanto correr e tentar, o adversário ‘pregou’ e o Palmeiras teve a frieza de matar a partida: Thiago Heleno, o matador da camisa número 4 guardou mais um depois de boa cobrança de falta de Lincoln: 2×0 e parecia que já estava tudo decidido MAS ainda havia tempo para MAIS, depois de bela tabela entre Patrik e Rivaldo (sério mesmo!!), o camisa 40 deixou João Vitor na frente do gol, com a frieza que um camisa 9 teria (caso esse jogador existisse no elenco), o volantão levantou a cabeça, escolheu o canto e tirou do goleiro, sem chutão, sem loucura: 3×0 e fecha a conta seu juiz.
Batendo nos pequenos, sem dó nem piedade, a equipe de Palestra Itália segue sua caminhada firme rumo ao mata-mata, com a melhor defesa e agora um dos 4 melhores ataques. O próximo jogo é contra o Santos, na Vila Belmiro. Pode ser o momento da afirmação definitiva e de chegar nas fases finais com mais moral e confiança.
Na opinião do IPE o pior em campo foi Rivaldo, apesar da participação no 3º gol o jogador apresentou muitas falhas defensivas e pouco produziu ofensivamente, o melhor por sua vez foi Thiago Heleno, que além dos dois tentos anotados, mostrou disposição e bom posicionamento na defesa, vamos até desconsiderar a entortada que levou ainda no primeiro tempo.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 x 0 BRAGANTINO
Estádio: Canindé(SP) Data/hora: 26/03/2011 – 18h30 (de Brasília) Árbitro: Magno de Sousa Lima Neto Auxiliares: João Edilson de Andrade e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Renda/público: R$ 272.631,00 / 10.460 pagantes Cartões amarelos: Everaldo, Junior Lopes e Cristian (Bragantino); Cicinho (Palmeiras) Cartões vermelhos: Não houve GOLS: Thiago Heleno, aos 2′ do 1ºT e aos 35′ do 2ºT. João Vitor, aos 42′ do 2ºT.
PALMEIRAS: Deola; Cicinho (João Vitor), Leandro Amaro, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Chico, Patrik e Lincoln; Kleber (Maurício Ramos) e Adriano (Luan).
BRAGANTINO: Gilvan, Murilo Henrique, Carlinhos e Everaldo (Júnior Lopes); Nêgo, Rodriguinho, Marcos Aurélio (Fabrício Carvalho), Eder e Cristian (Roberto); Marcelinho e Léo Jaime
Antes de ter a primeira semana de folga após dois meses (a última foi entre o Derby e o Americana), e já pensando no clássico contra o Santos, o Palmeiras terá pela frente o Bragantino, que vem de derrota para o São Caetano e luta para se aproximar do G8 paulista.
Horário e local: sábado, 26/3, às 18:30, no Canindé (PPV)
Árbitro: será Magno de Souza Lima Neto. Nunca apitou jogos do time do Palmeiras.
Pendurados: Kleber e Gabriel Silva. Próximo jogo: Santos (f)
Desfalques: Danilo e Assunção, suspensos; Valdivia, Pierre e Dinei lesionados. Marcos ainda é dúvida.
Palpite IPE: Deola; Cicinho, Thiago Heleno, L. Amaro e Rivaldo; M. Araújo, João Vitor, Patrik e Lincoln; Kleber e Adriano.
Destaques/Bragantino: o lateral Lindembergh e o zagueiro Carlinhos voltam de suspensão. Já o artilheiro da equipe, Juninho Quixadá, continua fora por conta de uma lesão. O Bragantino conta ainda em seu elenco com velhos conhecidos da torcida Palmeirense: o goleiro Gilvan e o meia Cristian “Mendigo”. Além destes, os atacantes Finazzi e Fabrício Carvalho também atuam por lá.
Última vitória em SP: foi pelo Paulista de 2009 – 3×0 – com gols de Jeci e Ortigoza (2)
Última derrota em SP: faz tempo! Foi pelo Brasileiro de 1991 – 2×0 – gols de Ronaldo Alfredo e Ivair.
Curiosidade: o time do Bragantino que derrotou o Palmeiras em 1991 era comandado por Carlos Alberto Parreira e tinha alguns jogadores que marcaram época como Mauro Silva, Biro-Biro e Gil Baiano. Outra curiosidade deste jogo: o árbitro foi José Roberto Wright, hoje comentarista da Globo.
Histórico: Ampla vantagem esmeraldina.
GERAL
CAMPEONATO PAULISTA
J
V
E
D
GP
GC
J
V
E
D
GP
GC
32
16
8
8
53
31
21
10
7
4
34
17
O IPE se lembra: em 1989, o Palmeiras foi a Bragança pelo Paulista daquele ano. Em jogo tenso e marcado por muita confusão, o Bragantino, do técnico Vanderlei Luxemburgo, saiu na frente com Valmir. Após o gol, a torcida palmeirense entrou em conflito com a polícia e jogo foi paralisado por alguns minutos. O Palmeiras só chegou ao empate aos 35 minutos do segundo tempo, com um gol contra de Pintado (hoje técnico do Linense e ex-jogador de São Paulo e Santos). Com este empate, o Palmeiras conquistou pela última vez a Taça dos Invictos. Abaixo, a ficha daquele jogo:
25/05/1989 – BRAGANTINO-SP 1 x 1 PALMEIRAS-SP – CAMPEONATO PAULISTA
Estádio Marcelo Stéfani – Bragança Paulista / SP – Brasil – Público: 14.473 pagantes – Renda: NCz$ 37.784,00
Árbitro: José Roberto Wright (RJ)
Bragantino (Bragança Paulista/SP): Paulo César, Gil Baiano, Pintado, Nei, Biro-Biro, Souza, Zé Rubens, Valmir, Mano, Claudinho Gaúcho (Dino), Gatãozinho (Gallo) – Técnico: Wanderley Luxemburgo
Palmeiras (São Paulo/SP): Velloso, Édson Boaro, Toninho, Nenê, Abelardo, Júnior, Gérson Caçapa, Edu, Careca (Mauricinho), Gaúcho, Neto (Marcus Vinícius) – Técnico: Émerson Leão
Gols: Valmir (Bragantino), 2 min, Pintado (Bragantino) (contra), 35 min segundo tempo