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Posts Tagged ‘Contratos’

Chegou!

O gaúcho Daniel da Silva Carvalho é o novo reforço do Palmeiras, e o primeiro que pode fazer jus ao termo da moda: é talentoso o suficiente para ser considerado um “camarão”. Porém, sabemos que ele tem uma certa tendência a, digamos, manter uma forma física levemente arredondada, e a foto acima não esconde isso.

Daniel Carvalho foi bem por Inter e CSKA (também teve breve estada no Catar), antes de chegar ao Atlético-MG, em maio de 2010. A questão é: os quilinhos a mais e as diversas lesões atrapalharam seu desempenho pelo Galo?

Para responder a isso, vamos a seus números, indo do campeonato mais antigo para o mais novo, a fim de perceber se havia evolução:

Campeonato Brasileiro 2010 – o meia demorou a estrear, mas não por sua culpa: foi a janela de contratações que não permitiu a estreia antes. Mesmo assim, o começo não foi bom: em seu primeiro jogo, na 11ª rodada, ele foi expulso. Devido ao mau condicionamento físico, só retornaria a campo 9 rodadas depois. Da R20 à R31, só perdeu dois jogos, um por suspensão. Porém, nas últimas sete rodadas, só conseguiu entrar atuar uma vez (justo quando o Galo venceu os reservas do Palmeiras em Araraquara), e ainda assim por somente treze minutos. Foram apenas dois gols.

Campeonato Mineiro 2011 – Daniel Carvalho foi operado no fim de 2010 e sua recuperação levou quatro meses; por isso, no Estadual fez apenas quatro partidas, e em todas ele veio do banco, num total de apenas 121 minutos em campo.

Campeonato Brasileiro 2011 – foram 24 partidas (21 como titular), com quatro gols marcados (dois de pênalti) e 9 assistências. As catorze partidas de fora foram principalmente no começo do campeonato – no segundo turno, ele perdeu apenas quatro partidas, sendo uma por suspensão. Também atuou uma vez na Sul-Americana. O lado ruim é que ele saía constantemente dos jogos: foram apenas 11 partidas completas. No total, foram 1795 minutos em campo; como comparação, foram 15 minutos a menos que Henrique.

Ou seja, vemos que Daniel Carvalho jogou pouco no Galo, o que é mau sinal – tudo o que não precisamos é de um novo Lincoln ou Valdivia. Entretanto, seu fim de 2011 mostra que houve um progresso, e que seus problemas podem estar ficando para trás.

O que resta a nós, como sempre, é torcer. Futebol ele tem; esperamos que ele tenha plenas condições de mostrá-lo.

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Wendel é um dos que estão de saída

Ano novo, vida nova. É isso que irá acontecer com alguns atletas do Palmeiras, cujos contratos se estendem somente até o dia 31 de dezembro. A maioria parte sem deixar saudade (se é que partirá mesmo - às vezes aparecem renovações estranhas no apagar das luzes); na realidade, há apenas um nome de maior relevância na lista, aquele que está há mais tempo no grupo, e que conquistou a América e o mundo. Marcos, claro, é um caso à parte e por isso mesmo o único do qual se fala (a propósito, a opinião do blog é que, conquanto gostemos dele, sua aposentadoria já deveria ter se consumado há algum tempo).

Por outro lado, alguns jogadores retornam de empréstimo. Sabemos que apenas uma minoria deve continuar no Verdão; os demais iniciaram um périplo que tende a durar até o fim do contrato. Veja quem são, talvez alguém lhe agrade.

QUEM SAI

Em ordem de quem estreou antes, veja a lista de quem deve seguir seu rumo em outros lugares, aliviando o caixa do clube:

1. Marcos - na verdade, o goleiro tende a permanecer mais alguns meses; nesse caso, poderá chegar à marca de 20 anos debaixo das metas verdes. Alternativamente, pode se despedir no amistoso contra o Ajax. Certo é que se reapresenta no dia 4, com contrato ou sem.

Jogos: 530

Estreia: Esportiva de Guaratinguetá 0 x 4 Palmeiras (16/5/1992)

Último jogo: Avaí 1 x 1 Palmeiras (18/9/2011)

2. Wendel – o volante/lateral veio do time B e estreou numa tremenda fogueira, em mata-mata de Libertadores após a demissão de Leão, e até deu conta do recado no começo. No entanto, perdeu espaço de 2008 em diante, tendo sido emprestado sucessivas vezes para times da Série A, como Santos, Goiás e Atlético-PR. Sua última aparição foi sob o comando de Antonio Carlos.

Jogos: 150 (não marcou)

Estreia: Palmeiras 1 x 1 São Paulo (26/4/2006)

Último jogo: Palmeiras 3 x 2 Sertãozinho (8/3/2010)

3. Luís “Maluco” - o atacante criado por Caio Júnior até marcou dois gols, mas mostrou que habilidade não era seu forte. Nem o  chute, nem posicionamento, nem… Só jogou em 2007 e foi sucessivamente emprestado a Ituano, Juventude, Barueri e Boavista.

Jogos: 13 (2 gols)

Estreia: Palmeiras 0 x 2 Atlético-PR (24/6/2007)

Último jogo: Palmeiras 1 x 0 Fluminense (14/11/2007)

4. Jorge Preá - quando César Sampaio assumiu a gerência de futebol, a primeira lembrança foi do atacante de apelido bizarro e futebol mais ainda. Teve seu momento de glória ao marcar o gol que deu a vitória contra a Lusa no Paulista de 2008 – foi seu único tento. Outro que foi sucessivamente emprestado.

Jogos: 8 (1 gol)

Estreia: Palmeiras 0 x 3 Guaratinguetá (6/2/2008)

Último jogo: Palmeiras 0 x 1 Grêmio (9/11/2008)

5. Lincoln – o jogador de linha mais renomado do grupo que sai atuou pouco e nunca rendeu o que se esperava. Contusões, falta de condicionamento e uma certa, hmmm, apatia acabaram por miná-lo no grupo. Foi rebaixado com o Avaí, mas já assinou com o Coxa. Ainda deve ter uma bela grana a receber do Palmeiras.

Jogos: 49 (6 gols)

Estreia: Santos 3 x 4 Palmeiras (14/3/2010)

Último jogo: América 1 x 1 Palmeiras (7/7/2011)

6. Dinei – ficou marcado pelo golaço que marcou numa partida em que a torcida desejava acima de tudo a derrota. De resto, muito pouco. Retorna ao Atlético-PR, de onde veio por empréstimo (prorrogado duas vezes, vá entender por quê).

Jogos: 35 (4 gols)

Estreia: Palmeiras 1 x 0 Grêmio Prudente (22/9/2010)

Último jogo: Bahia 0 x 2 Palmeiras (26/11/2011)

7. Paulo Henrique – quem era esse mesmo?

Únicos jogos: Santos 1 x 0 Palmeiras, Palmeiras 1 x 2 Fluminense

8. Os que não jogaram no profissional – 14 atletas que passaram pela base ou time B mas que não chegaram a subir também têm vínculo se encerrando. Os mais conhecidos são o goleiro Pegorari, o lateral David (que, emprestado, foi campeão da série C com o Joinville), os zagueiros Cléber e Wellington Silva, o meia Peterson e o atacante Caio Mancha. É possível que boa parte deles permeneça.

QUEM VOLTA

A lista é grande. Mas Felipão já avisou que poucos deles devem ser utilizados. Enquanto isso, mesmo sem préstimos ao clube, o dinheiro ainda cai em suas contas.

1. Willian – o “Coração de Leão” volta do Náutico. Tem contrato até junho, e certamente não será mais aproveitado no Palmeiras, que defendeu pela última vez no mesmo dia da despedida de Wendel.

2. Daniel Lovinho – um dos casos mais difíceis. Jogou pouquíssimo no América-MG e quase nada no Ipatinga. O mercado parece limitado para ele, que tem vínculo por mais dois anos. Talvez algum novato no Paulista possa se interessar.

3. Pierre – o mais famoso dos emprestados, deve permanecer no Atlético-MG; cabe ao Palmeiras conseguir coisa melhor que Rafael Cruz e Ricardo Bueno em troca.

4. Maurício Nascimento – o zagueiro-pugilista retornou do Vitória, e tem destino incerto. Contrato até o fim de 2012.

5. Bruno – o goleiro retorna da Portuguesa, onde não jogou, e é um dos poucos que podem ser aproveitados no ano que vem.

6. Gualberto – o zagueiro volta do ABC, mas não deve ficar muito no clube – só tem contrato por mais um mês.

7. Fabinho Capixaba – ah, esse NÃO volta. Ao menos, não agora – está emprestado para o Criciúma até maio, mas há interesse do Avaí (onde jogou em 2009).

8. Vítor – o lateral retorna do Cruzeiro e tem toda a cara de moeda de troca. Mas não se pode descartar a hipótese de ser o reserva de Cicinho.

9. Luís Felipe – o outro lateral direito emprestado retorna do Bragantino. Agora que fez uma boa série B, poderia ser testado no Paulista, mas não há sinal que isso vai acontecer.

QUEM IA VOLTAR

Alguns jogadores estavam prestes a retornar, mas já acertaram suas vidas:

1. Deyvid Sacconi – renovou seu contrato de empréstimo com o Bragantino. Seu vínculo com o Palmeiras vai até o meio de 2012, mas deve ser prorrogado até o fim do ano que vem para bater com o tempo que deve ficar no Braga.

2. Felipe – o meia que disputou o Brasileiro da Série B pelo Guarani agora jogará o Paulistão pelo Mogi Mirim.

3. Souza – o ruivo volta do São Caetano, mas acertou com o Náutico. Seu contrato dura mais um ano.

4. Murilo Gomes – o zagueiro não chegou a jogar pelo time profissional, mas mesmo assim já rodou: esteve na Ucrânia, e agora vai para o Bragantino. O vínculo dura mais um ano.

5. Anselmo - o volante voltaria do Barueri para seu último semestre de clube, mas já foi reemprestado ao São Caetano.

E é isso. Que a pequena folga gerada pelos contratos que se encerram seja sabiamente usada (sim, ainda sonhamos…).

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A única vez em que WP foi às redes

Por Claudio RK

Há três anos que, no fim da temporada, organizo uma votação do tipo “melhores e piores” entre amigos palmeirenses. Aquilo de definir melhor e pior jogador no ano, melhor e pior atuação, e assim por diante. Evidente que todas as respostas são subjetivas, mas uma categoria em particular reflete maneiras diferentes de se ver o mundo: a das contratações. Para ser mais específico, a das contratações mal-sucedidas.

Isto porque percebi que há várias maneiras de julgar o que foi uma contratação ruim. Pegando exemplos do ano passado, podemos exemplificar:

- Há os jogadores que são considerados más contratações porque simplesmente já sabíamos que eram ruins (ou não esperávamos nada). É o caso, por exemplo, de Rivaldo, Tadeu e Dinei

- Há os casos em que o atleta não é ou não parece tão ruim, mas o custo-benefício pode não compensar. O exemplo clássico de 2010 é Valdivia e seus 341 agentes, mas Lincoln não fica muito atrás.

- Por fim, existe a minha situação “favorita” para definir uma contratação como ruim: a diferença entre a expectativa e a realidade. Ou seja, jogadores que parecem que vêm pra resolver, e acabam se tornando um fiasco; Vítor é um bom exemplo. Nestes casos, ao contrário dos demais, a culpa não é tanto da diretoria.

Bom, depois disso você se pergunta: por quê esse devaneio? A resposta é que nos últimos dez dias tivemos dois exemplos de contratações que possivelmente vão figurar nos cases de estudantes de Palmeiras: o acerto em definitivo de Luan e a devolução de Wellington Paulista ao Cruzeiro.

O primeiro caso é interessante: Luan é visto por Felipão como essencial para o elenco; afinal, seu afinco em atacar como um zagueiro e defender como um avante é comovente. No entanto, o contrato do camisa 21 vai até 2016, e nosso treinador deve zarpar bem antes disso. E aí, como fica? Se o próximo comandante não for tão afeito às virtudes do atleta, Luan começará seu périplo por equipes menores, à la Wendel ou Sacconi? E mesmo que isso não ocorra, é um jogador que justifica os supostos 7 milhões de reais?

O ex- e agora novamente cruzeirense, por sua vez, é um caso que entra na categoria das decepções. É bem verdade que não se tratava de um craque – se o fosse, não sairia assim da Raposa, pródiga em vendas milionárias – mas o currículo que apresentamos no blog mostrava uma média razoável de gols. Fato é que, entre o que se imaginava e o que se viu, WP entra para o rol dos grandes candidatos a vencedor do indesejável prêmio de pior contratação do ano.

E pra você? O que seria uma contratação ruim? Qual a pior de 2011 até agora? O cardápio da temporada teve, além de Wellington Paulista, os seguintes nomes em ordem alfabética: Adriano Michael Jackson, Chico, Cicinho, Gerley, Henrique, João Vítor, Maikon Leite, Max Pardalzinho, Paulo Henrique e Thiago Heleno.

PS: quer saber os eleitos em anos anteriores? Vamos lá: em 2008 deu Lenny, 2009 foi Vágner Love, e 2010 apresentou empate entre Rivaldo e Tadeu.

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Gerley

Reforço de Caxias, tchê!

O Palmeiras confirmou ontem a contratação por três anos do lateral-esquerdo Gerley Ferreira de Souza, que completa 21 anos no próximo dia 11/9. Apesar de ter nascido em Central de Minas, município mineiro quase na fronteira com o Espírito Santo, o novo reforço fez toda sua carreira desde a base no Caxias-RS.

Destacou-se na boa campanha do time grená no Gauchão deste ano, a ponto de ser eleito o melhor lateral-esquerdo do Estadual; em 15 partidas na temporada, todas como titular, recebeu 3 cartões amarelos e nenhum vermelho. Fez dois gols: um pela Copa do Brasil, contra o Botafogo-PB, e o outro num jogo importante: a final do primeiro turno, contra o Grêmio no Olímpico. O garoto gosta de decisão?

É tido como jogador forte no apoio, sem descuidar totalmente da marcação. Veremos: hoje a maior parte dos laterais sabe (ou pensa saber) avançar, mas tem carências na formação defensiva; seus 1,82 m e 78 kg, no entanto, podem ajudar a intimidar os atacantes adversários.

Provavelmente poderemos julgar rapidamente o investimento de, ao que parece, R$ 1,3 milhão por 50% de seus direitos econômicos: Gabriel Silva está de partida para o Mundial Sub-20, e Rivaldo está longe de encantar torcida e treinador. Parece ser uma boa promessa, vamos aguardar.

Confira abaixo os gols de Gerley em 2011 (momento desabafo: não consigo colocar os vídeos para começarem no ponto certo, nem usando o #t=1m1s. Agradecemos a ajuda dos leitores que consigam fazê-lo). No primeiro vídeo, foi o último gol, aos cerca de 13 segundos; no segundo, o lance está por volta de 56 segundos.

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Numa bola com aaaaaasas, a primeira derrota.

Começou no último fim de semana a Copa Paulista, torneio que ocupa os times das séries A1, A2 e A3 durante o segundo semestre, e que confere vaga na Copa do Brasil ao vencedor. E, entre os 36 clubes participantes, não poderia deixar de estar o Palmeiras B. Afinal, há que se movimentar os jovens sem chances, os encostados e os simplesmente desconhecidos que não se sabe ao certo como aparecem lá.

A primeira fase tem grupos de até nove equipes; os quatro primeiros em cada chave avançam. Não se deve esperar muito do alviverde – as campanhas anteriores não tiveram brilho algum. E a estreia não foi auspiciosa: ontem, no Moisés Lucarelli, o time caiu ante o Red Bull (atual vice-campeão, é verdade) por 1 a 0.

Além dos dois acima citados, completam o grupo 3 Inter de Limeira, São Bento, XV de Piracicaba, Ituano, Itapirense e União Barbarense. O Rio Branco, nona equipe do grupo, desistiu de participar. O próximo desafio do Palmeiras, que mandará suas partidas na sempre calorosa Rua Javari, é domingo que vem às 11:00 contra o União Barbarense. Estaremos atentos ao resultado e, claro, ao boletim financeiro.

Quer saber quem jogou ontem? Pois não: a escalação teve Fábio; Edgar, Wellington, Jeferson, Andrade; Mayko, Everton, Didi, Ramos, Andrade; Georginho, Gilsinho. Entraram no segundo tempo Hugo, Bruno Turco e Amoroso.

Notou alguns nomes diferentes? Você está certo, tivemos três estreias – Jeferson, 19 anos, que aparentemente veio de Alagoas (há poucas referências); Edgar, 21 anos, ex-Atlético-PR (revelado lá, mas jogou apenas uma única partida pelo Furacão), e Georginho, 20 anos, quatro partidas pelo Criciúma no Catarinense. E la nave va.

Para completar, um inédito histórico do Palmeiras B na Copa Paulista. A equipe joga a competição desde 2003, sem ter conseguido brilhar. Eis o resultado ano a ano; percebam que o clube avançou de fase uma única vez.

 

  Onde parou Classificação no grupo
1999 não participou -
2000 não houve torneio -
2001 não participou -
2002 não participou -
2003 1ª fase 6º (entre 8 clubes)
2004 1ª fase 5º (entre 5 clubes)
2005 1ª fase 7º (entre 7 clubes)
2006 Oitavas (vs. Santacruzense) 2º (entre 8 clubes)
2007 1ª fase 6º (entre 7 clubes)
2008 não participou -
2009 1ª fase 6º (entre 8 clubes)
2010 1ª fase 8º (entre 8 clubes)

 

 

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Muito prazer, esses são Júlio César e Bruno Oliveira.

Você faz ideia de quantos atletas o Palmeiras tem hoje sob contrato? São 239, sendo 123 destes ainda amadores. Dos 116 que restam, 16 estão conosco por empréstimo*. Sobra exatamente uma centena, a grande maioria dos quais ainda defende os times de base ou o famigerado time B, e outra parcela são os jogadores do atual elenco. Porém, é claro que, no meio destes 100, existem vários que pertencem ao grupo mais nocivo às contas do clube: o dos encostados.

Por não despertar interesse da comissão técnica – na imensa maioria das vezes, compreensivelmente - mas estarem amarrados a contratos longos, cuja rescisão custa um dinheiro que o clube não tem, ou então por terem algum padrinho intere$$ado, vários atletas estão sempre à disposição para empréstimo ou ficam treinando em separado - isso quando não alternam as duas condições.

Apenas nas duas últimas semanas, retornaram ao Palmeiras Deyvid Sacconi, William e Tadeu, todos voltando de Pernambuco (os dois primeiros do Náutico, o terceiro do Sport). Foi isto que motivou este post. A pergunta é: quem mais está vagando por aí, com salários geralmente pagos pelo Verdão, mesmo quando emprestados? Confira a relação, por ordem de data do contrato atual (a partir do mais antigo): 

1. Deyvid Sacconi – o meia chegou em 2007 e começou seu périplo ano passado. Já passou por Goiás, Prudente e Náutico, e foi devolvido antes da hora pelos dois times de fora de SP. Tem contrato por mais um ano.

2. Willian – o Coração de Leão foi mais um que veio da base e não vingou. Depois de algumas chances em 2008, já passou por Ipatinga, Náutico (duas vezes), Vitória, Goiás e Atlético-GO. Semana passada voltou do Náutico, pois sofrerá cirurgia no ombro. Seu contrato dura mais 12 meses.

3. Danilo – o volante do time B chegou a treinar no Racing espanhol, mas não deu certo. Este ano disputou o Carioca pelo Olaria, onde teve destaque suficiente para que o Sport se interessasse e o levasse emprestado. Contrato até março de 2013.

4. David – lateral direito da base e depois do time B, já passou da idade de ser aproveitado. Está no Joinville, de onde não deverá retornar, já que seu contrato acaba em dezembro.

5. Felipe – o meia que foi o destaque do Rio Branco vice-campeão da Copinha em 2008 não evoluiu como se esperava. No Palmeiras, teve uma oportunidade contra o Santos, na estreia de Jorginho após a demissão de Luxemburgo, e basicamente foi só. Passou por Rio Branco, Bahia e Olaria e acaba de ser emprestado ao Guarani para a disputa da Série B. Contrato até maio de 2013.

6. Jorge Preá – o que dizer desta indicação de César Sampaio cujo grande (e único) momento foi o gol da vitória contra a Lusa em 2008? George Preah não passou disse, e já foi para Atlético-PR, Bragantino, Mogi Mirim e ABC. Seria emprestado para o Marília esse ano, mas por problemas médicos o clube interiorano o devolveu. Fica no Palmeiras até o fim do ano.

7. Wendel – o volante/lateral-direito é dessa lista quem mais jogou pelo clube. Entrou numa fogueira danada ao estrear em plena Libertadores de 2006 e até deu conta do recado naquela oportunidade. Mas não foi além disto, e de quebra-galhos útil passou a ser moeda de troca. Ao menos ainda foi e é repassado para times da primeira divisão: depois de Santos e Goiás, está no Atlético-PR. Seu contrato vai até o fim do ano.

8. Souza – outro que teve sua grande oportunidade numa pedreira (a partida fora contra o Colo-Colo em 2009) e correspondeu, mas foi só. O ruivo passou pela Ponte e está no São Caetano, e ainda tem mais um ano e meio de contrato.

9. Daniel Lovinho – o atacante da base que ainda não conseguiu marcar pelo Palmeiras passou sem brilho por Goiás e Ponte Preta e agora está no América-MG. Pode ficar tranquilo quanto ao futuro próximo, pois tem contrato com o Alviverde até dezembro de 2013.

10. Maurício Nascimento – depois de se envolver numa briga de rua com Obina, no mais melancólico momento do Brasileiro de 2009 (e olha que melancolia não faltou naquela campanha), foi emprestado à Lusa e recentemente ao Vitória. Fica no Palmeiras até o fim do ano que vem

11. Fabinho Capixaba – este ícone das contratações furadas já foi enviado para Avaí, Coritiba e Mirassol; no momento está de volta ao Palmeiras, mas a Ponte Preta manifestou interesse. Se não der certo, já sabe: está de boa até abril de 2013.

12. Vítor – talvez seja injusto incluí-lo aqui, pois é uma das contratações mais recentes. Porém aparentemente seu ciclo no Palestra já está encerrado. Foi para o Sport, de onde seguiu para o Cruzeiro como parte da negociação por Wellington Paulista. Curiosamente, foi por sua vinda que o Palmeiras mandou Wendel, Willian, Lovinho e Sacconi; contrato até o fim de 2013

13. Tadeu – o atacante cuja contratação foi absolutamente inexplicável teve um brilhareco ao fazer dois gols na dramática classificação contra o Vitória na Sul-Americana. Mesmo assim era nítido que não se tratava de jogador para o Palmeiras. Foi para o Sport e já voltou; fica para a diretoria decidir o que fazer com o atleta que tem mais dois anos de contrato.

14 e 15. Bruno Oliveira e Júlio César – quem? Pois é. Nunca os vimos, mas merecem a inclusão. Vieram do XV de Piracicaba em agosto passado (e ainda tivemos que ceder renda no Paulista como parte do pagamento), não atuaram e foram emprestados para disputar o Paulista pelo Oeste. Júlio César jogou ONZE minutos pela equipe de Itápolis. Bruno Oliveira, nem isso… e ambos têm contrato até julho. De 2015!

Não iremos aqui estimar os gastos com salários desses atletas. O leitor pode fazer sua própria estimativa e chegar à mesma óbvia conclusão que nós: o Palmeiras gasta muito com o que não deve.

*eis os 16 emprestados: Cicinho, Danilo (de saída), Thiago Heleno, João Vítor, Luan, Wellington Paulista, Max Pardalzinho, Dinei, Adriano Michael Jackson e Paulo Henrique, além dos sub-20 Alexandre, Caio Mancha, Cleber Pacheco, Fabricio (este chegou há duas semanas) e Felipe. Notem que meio time titular está nessa condição. Será medo de repetir os casos anteriores?

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O primeiro reforço do Palmeiras após o Paulistão e a Copa do Brasil é o lateral-direito Paulo Henrique Martins Costa, do Paraná Clube. O sul-mato-grossense de Ivinhema completa 22 anos em agosto, e, diz-se, foi um dos que se salvou do fiasco paranista no Estadual deste ano, que culminou no rebaixamento da Gralha Azul. Aparentemente, o jogador foi trazido por uma quantia não revelada (poderia ser paga em jogadores…) por empréstimo até dezembro.

Após curta passagem pelo Ivinhemense de sua cidade natal, Paulo Henrique foi revelado pela Ferroviária, time que nos deu Dudu (heresia!). Em sua curta carreira, podemos destacar um lado bom e um lado ruim: a parte positiva é que desde cedo ele vem jogando bastante, não é de ficar no banco (e, por favor, nada de comentários do tipo “também, imagina se ele fosse reserva da Ferroviária ou do Paraná”…). Pelo clube paulista, foram 38 jogos em 2008, 31 em 2009 e 26 em 2010 (nessas 95 partidas, marcou 2 gols e recebeu 4 vermelhos, o que não é pouco).

Transferiu-se para o Paraná Clube em junho, no meio da Série B, e participou da campanha de recuperação da equipe, que habitou a zona de rebaixamento por um longo período mas acabou em sétimo lugar. Pelo rubroazul, atuou em 32 partidas – 30 delas como titular – e anotou um solitário gol, numa derrota para o Coritiba por 4 a 2 em março.

Ah, sim: o lado ruim. Em seus três anos de profissional, este já foi seu segundo rebaixamento – a Ferroviária foi lanterna da série A2 em 2009 (mas nesse caso pode-se também dizer que ele participou da campanha que levou novamente a Ferrinha a essa divisão em 2010). Não importa: agora ele está em uma potência do futebol brasileiro, e esperamos que seja um jogador útil no longo Campeonato Brasileiro que se aproxima; ou que seja ao menos melhor que seu xará que passou rapidamente pelo clube no ano passado.

O único gol de Paulo Henrique pelo Paraná pode ser visto aos 2 minutos do vídeo abaixo.

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