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Posts Tagged ‘Copa do Mundo’

 cmrbra

É hora da primeira final! OK, é uma final meia-boca, contra um adversário já eliminado, mas a #CopadaCostaRica já mostrou que não tem partida ganha de véspera. Assim, o Brasil precisa do empate para garantir vaga, mas melhor vencer para ficar mais tranquilo em relação ao primeiro lugar.

De quebra, é dia de estatística importantíssima: a Seleção Brasileira chega à sua centésima partida em Copas do Mundo. Cenário montado para boa vitória.

Horário e local: segunda-feira, 23/6, às 17:00h no Mané Garrincha (Estádio Nacional é o %$#). Brasília já recebeu dois jogos da Copa: Suíça 2×1 Equador e, num confronto Conmebol x CAF, Colômbia 2×1 Costa do Marfim.

Árbitro: será o sueco Jonas Eriksson. Nesta Copa, apitou (bem) Gana 1×2 EUA; fez diversas partidas de Liga dos Campeões na temporada, inclusive uma semifinal (Atlétic0 de Madrid 0x0 Chelsea).

Desfalques/Reforços: Hulk deve voltar, Fred pode sair.

Pendurados: Neymar, Thiago Silva, Luiz Gustavo e Ramires. Vale lembrar que os cartões só são zerados na passagem das quartas para as semis.

Próxima partida: se passarmos de fase, pegamos Chile ou Holanda.

Previsão IPE: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar; Hulk, Fred, Neymar.

Destaques/Camarões: já eliminados, os camaroneses vêm protagonizando as famosas “cenas lamentáveis”. Expulsão de Song, troca de cabeçadas, fora a greve antes do embarque. O time está se desmanchando, lembrando muito 1994, quando após eliminados na segunda rodada largaram mão de tudo, consagrando Oleg Salenko, autor de cinco gols nos 6 a 1 da despedida.

Olho nele: Não tem jeito, o destaque é a provável despedida de Samuel Eto’o das Copas do Mundo. Com 33 anos e sem garantia alguma de que Camarões se classifique para 2018, o atacante pior que Obina dá adeus aos mundiais.

Ex-brasileiros em Camarões: até onde eu sei, ninguém.

Palpite IPE: 4 a 0, dois de Neymar, Oscar e William.

Histórico: são quatro embates, sendo o primeiro deles o mais famoso, o único por Copas. Segue a lista:

Brasil 3×0 Camarões, 1994 (Copa do Mundo, gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto )

Brasil 2×0 Camarões, 1996 (amistoso, gols de Giovanni e Djalminha, seu único pela seleção)

Brasil 2×0 Camarões, 2001 (Copa das Confederações, gols de Carlos Miguel e Washington)

Brasil 0x1 Camarões, 2003 (Copa das Confederações, gols de Eto’o)

O IPE se lembra: vamos falar do único jogo não oficial. Neste amistoso de 1996, jogado em Curitiba, três palmeirenses defenderam a Seleção: Cléber, Leandro Ávila (!) e Djalminha. Além deles, estiveram em campo o ex-palmeirense Zetti e os futuros palestrinos Denílson, Oséas e Renaldo.

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bramex

A segunda rodada da Copa começa (antes de a primeira acabar) com o Brasil buscando vaga para as oitavas contra um tradicionalíssimo adversário. Os mexicanos vêm sendo uma pedra no sapato, mas em Copas o buraco é mais embaixo. Promesse de jogo interessante hoje!

Horário e local: terça-feira, 17/6, às 16:00h no Castelão (TV Gazeta, com Fernando Solera, Chico Lang e Luís Henrique Gurian. Estranho… será que me passaram uma ficha errada?).

Atenção: vale lembrar que, no único jogo disputado em Fortaleza, o time da Concacaf bateu o da Conmebol por 3 a 1.

Árbitro: será o turco Cüneyt Çakir. Foi o quarto árbitro na decisão da Liga dos Campeões e da Euro 2012 e apitou uma semi da Liga Europa. Última partida internacional oficial: Ucrânia 2×0 França, pela repescagem europeia.

Desfalques/Reforços: Hulk é dúvida, e Ramires pode aparecer.

Pendurados: Neymar e Luiz Gustavo. Próxima partida: Camarões x Brasil.

Previsão IPE: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Ramires, Paulinho, Oscar; Fred, Neymar.

Destaques/México: vindo de boa estreia, Miguel Herrera não deve mexer sua equipe, que adentra o esmeraldino com Ochoa; Aguilar, Rodriguez, Marquez, Moreno, Layun; Herrera, Vásquez, Guardado; Giovanni dos Santos, Peralta.

Olho nele: O atacante Traquinas é bastante Peralta, ou vice-versa, e destruiu Neymar e o resto da trupe de Mano Menezes na final olímpica de 2012.

Ex-brasileiros no México: o mais próximo é Giovanni dos Santos, porque seu pai nasceu aqui. Mas ele é mexicano mesmo, de cuerpo y alma y RG.

Palpite IPE: dois a um, Neymar e David Luiz

Histórico: Brasil e México tem um histórico muito amplo de confrontos em tudo quanto é competição. Copa do Mundo, Copa América, Ouro, das Confederações, Olimpíada, amistoso, ao gosto do freguês – que historicamente são eles, ainda que nos últimos anos tenhamos nos curvado várias vezes a La Tri.

Em Copas, foram estes os três embates. Percebam que nunca levamos gol:

Brasil 4×0 México, 1950 (também foi o primeiro jogo entre as equipes)

Brasil 5×0 México, 1954

Brasil 2×0 México, 1962

No todo, foram 38 partidas, com 22 vitórias brasileiras, 6 empates e 10 derrotas. Nos últimos dez jogos, porém, foram quatro vitórias nossas, cinco deles e um empate. Isso sem contar os Jogos Olímpicos, que não são disputados pela seleção principal

O IPE se lembra: A Copa das Confederações de 2005 terminou muito bem para o brasileiro, após derrotarmos a Alemanha na semi e golearmos a Argentina na final. Na segunda partida da primeira fase, porém, os mexicanos venceram: 1 a 0. Alerta!

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bracro

Duzentos milhões em ação, pra frente Brasil, salve a Seleção!

Quase sete anos após ser homologado como sede da Copa, finalmente a bola rola para o segundo Mundial em solo brasileiro. O adversário é o mesmo da estreia de 2006, e espera-se que, como naquela vez, a largada seja com vitória. Acompanhe aqui as informações deste teste pra cardíaco, amigo!

Horário e local: quinta-feira, 12/6, às 17:00h no Isentaquerão (Band com Teo José, Neto e Edmundo, SporTV com Milton Leite, Mauricio Noriega e Belletti, Fox Sports com João Guilherme e Mário Sérgio, ESPN Brasil com Paulo Andrade, PVC e Paulo Calçade, Bandsports com José Luiz Datena e sei lá quem comentando, mais aquele canal que tem a pachorra de empregar o Caio).

Árbitro: será o japonês Yuichi Nishimura, que pela segunda vez seguida apita o Brasil em Copas, já que também trabalhou na derrota para a Holanda em 2010. Foi a única partida da Seleção em que ele atuou; em nível olímpico, fez Brasil 3×1 Bielorrússia em 2012.

Nishimura atuou bastante nas eliminatórias asiáticas, tendo como última participação o jogo de ida da repescagem (Jordânia 1×1 Uzbequistão). Na Copa das Confederações, apitou Espanha 2×1 Uruguai.

Desfalques/Reforços: por enquanto ninguém, mas melhor bater três vezes na madeira.

Pendurados: ninguém. Próxima partida: Brasil x México.

Previsão IPE: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar; Hulk, Fred, Neymar.

Destaques/Croácia: o técnico Niko Kovač tem problemas – o atacante Mandžukić está suspenso e o lateral-esquerdo Pranjic (chega de acentos), único convocado da posição, está lesionado. O time europeu deve vir a campo com Pletikosa; Srna; Lovren, Vida, Vrsaljko; Brozovic, Modric, Perisic, Kovacic; Eduardo, Jelavic.

Olho neles: Modric acaba de ser campeão europeu pelo Real Madrid.

Ex-brasileiros na Croácia: o atacante Eduardo e o meia Sammir.

Palpite IPE: não revelamos por causa do bolão. Ah, tá bom: 2×0, Fred e Hulk.

Curiosidades: estreias, como os técnicos adoram falar, são os piores jogos. Vamos falar delas então:

Em estreias de Copas, o Brasil tem 15 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O último tropeço foi diante da Suécia, em 1978 (1×1). Já estreamos uma vez contra a própria Croácia, 1×0 (2006), e duas contra sua “mãe”, a Iugoslávia (1×2 em 1930 e 0x0 em 1974)

Em aberturas de Copa, o Brasil atuou três vezes: vitórias por 4×0 contra o México em 1950 e 2×1 contra a Escócia em 1998, e aquele empate com a Iugoslávia de 1974. Notem o tabu: toda vez que abrimos a Copa com vitória, e somente nestas ocasiões, fomos vice-campeões.

Em estreias, a Croácia (estatística vale pra todos, né?) tem uma vitória (3×1 Jamaica em 1998) e duas derrotas (1×0 México em 2002 e para o Brasil em 2006). Eles jamais abriram um Mundial.

O goleiro Pletikosa será o único dos que atuaram no jogo de 2006 a voltar a campo. O hoje técnico Kovac também jogou, e Fred estava no banco.

Histórico: A contagem oficial da CBF registra três partidas entre brasileiros e croatas; o primeiro deles foi disputado com a seleção olímpica, e por isso é controverso. Incluindo esta partida, os jogos foram:

Brasil 1×1 Croácia, 1996 (Manaus, amistoso), gol de Sávio

Croácia 1×1 Brasil, 2005 (Split, amistoso), gol de Ricardinho

Brasil 1×0 Croácia, 2006 (Berlim, Copa do Mundo), gol de Kaká

O IPE se lembra: Brasil e Croácia quase se enfrentaram numa final de Copa do Mundo. Em 1998, o Brasil passou nos pênaltis pela Holanda na semifinal da terça, e na quarta os croatas abriram o placar contra os donos da casa, que no fim viraram e depois nos atropelaram na decisão.

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Chegou a hora!

Chegou a hora!

Chega de falar de aeroporto, VLT, manifestação: #vaitercopa. É hora do torneio mais importante do mundo depois do Paulistão!

Contudo, derrota pra time obscuro do interior tem todo ano, e Copa do Mundo não. Por isso, mesmo em tempos de recesso não podemos deixar um evento desses passar batido. E, para um torneio tão grandioso, preparamos um questionário idem.

Agora, você sabe que a Alemanha ganhou três Copas, que Cafu é o único a jogar três finais, que Ronaldo é o recordista de gols (vai Klose!), que só Brasil e Espanha triunfaram longe de seus continentes, que toda estrela que o Brasil conquistou teve um integrante palmeirense.

Por isso procuramos perguntas mais pitorescas. Você conhecerá histórias, descobrirá que algumas verdades não passam de lendas e, acima de tudo, esperamos que se divirta bastante.

Para estimular, prêmios! Os três primeiros colocados receberão um destes livros:

Nunca fui Santo

nuncafuisanto

1942, o Palestra vai à guerra

livro-1942

Jogo Sujo – o mundo secreto da Fifa

jogosujo

Gostou? Então participe enviando suas respostas para blogdoipe@gmail.com até o fim da Copa (sabemos que durante o torneio ninguém lerá o gabarito…). Os três que acertarem mais levam. Em caso de empate, vence quem nos escrever antes (se quiser mandar aos pedaços fique à vontade, mas vale a data do último e-mail).

Bom, se você chegou até aqui, é um forte. E está preparado para saber que são, hmmm, CINQUENTA perguntas.

Boa sorte!

Parte I – Os causos

Copa não é apenas futebol, mas também algumas historinhas. Para cada edição, eis uma pergunta que não tem nada a ver com quem fez mais, primeiro ou melhor.

1) 1930 – como morreu o capitão francês nesta Copa?

2) 1934 – o principal atacante suíço na Itália se caracterizava por algo que usava durante as partidas. O que era?

3) 1938 – por que Leônidas não jogou a semifinal contra a Itália?

4) 1942/1946 – onde a taça Jules Rimet ficou guardada no período sem Copas?

5) 1950 – por que a Índia, classificada, não disputou a Copa?

6) 1954 – como era o uniforme da seleção escocesa contra o Uruguai? Por quê? Quanto terminou o jogo?

7) 1958 – a Irlanda do Norte quase deixa de disputar duas partidas dessa Copa. Por quê?

8) 1962 – na Copa que sediaram, os chilenos tinham um curioso ritual pré-jogo. Qual?

9) 1966 – nesta Copa, um estádio recebeu uma única partida. Qual foi o estádio, o jogo e por que isso ocorreu?

10) 1970 – se no tempo normal Brasil x Itália empatassem, o que aconteceria?

11) 1974 – a final desta Copa começou com atraso. Por quê?

12) 1978 – a final desta Copa também começou com atraso. Por quê?

13) 1982 – quem invadiu o gramado para reclamar com o juiz num jogo desta Copa? O que aconteceu depois?

14) 1986 – por quê o México organizou duas Copas em menos de 20 anos?

15) 1990 – a prorrogação da semifinal entre Itália e Argentina durou 40 minutos. Por quê?

16) 1994 – durante o Mundial, duas equipes de F-1 pintaram mensagens provocativas alusivas à Copa. Quais foram?

17) 1998 – o goleiro argentino nessa Copa tomou um cartão amarelo curioso. Qual foi o motivo?

18) 2002 – Felipão faria uma última substituição na final, mas não deu tempo pois não houve falta, lateral, etc. Quem entraria?

19) 2006 – quantos jogadores do Arsenal participaram desta Copa?

20) 2010 – por que a Igreja Batista de Nazaré da África do Sul ameaçou processar a Fifa?

21) 2014 – o comitê que escolheu o logo da Copa (abaixo) era bastante heterogêneo. Quem participou dele?

logo-copa-2014

Parte 2 – um pouco de Eliminatórias

A Copa, na verdade, começa com as Eliminatórias – o que começa agora, oficialmente, é a fase final. Assim, trazemos cinco perguntinhas sobre o torneio mais global do globo:

22) Só não houve eliminatórias para a primeira Copa do Mundo. Quais países jogaram todas desde 1934?

23) Que países nunca foram eliminados nas Eliminatórias, com o perdão da redundância?

24) Que país-sede também jogou as Eliminatórias?

25) Qual país disputou mais partidas de Eliminatórias?

26) Zâmbia x Sudão fizeram um play-off na fase inicial das Eliminatórias para 1970. No primeiro jogo, em Zâmbia, 4 a 2 para os donos da casa. Na volta, 4 a 2 para o Sudão. Quem passou e por quê?

Parte 3 – outros causos

Porque a História é feita de histórias.

27) “Porque nada tenemos, lo haremos todo”. Quem disse essa famosa frase, qual sua nacionalidade e o que significa “nada”?

28) É famosa a história de que o então presidente Médici pediu que Dario jogasse a Copa de 70. Mas houve uma seleção que efetivamente foi toda convocada pelo governante do país. Qual e quando?

29) Quem foi Pickles?

30) A cobrança de falta abaixo, em Brasil 3 x 0 Zaire (1974), ficou famosa. O que levou o jogador africano a fazer isso?

31) A Copa de 1950 teve dois grupos de 4 times, um com três e um com dois, porém seria mais lógico fazer um grupo com 4 times e os demais com três. Por que não foi assim?

Parte 4 – é penta

Uma pergunta para cada Copa que levamos.

32) 1958 – quantos e quais eram os remanescentes de Copas anteriores neste Mundial?

33) 1962 – Garrincha foi expulso na semifinal. Como ele pôde disputar a decisão?

34) 1970 – qual jogador desmaiou em campo pouco após o fim de Brasil x Itália?

35) 1994 – quem seria o batedor do último pênalti na final se Baggio tivesse convertido?

36) 2002 – qual a explicação dada por Ronaldo para criar aquele cabelo Cascão?

Parte 5 – os primeiros

Essas duas são tranquilas, vai.

37) Qual foi o primeiro 0x0 na história das Copas?

38) Qual foi a primeira disputa de pênaltis?

Parte 6 – os mais

Alguns recordistas não tão óbvios.

39) Que jogador participou de mais Copas?

40) Quem tomou mais cartões vermelhos?

41) Qual estádio recebeu mais partidas?

42) Quem marcou gols em mais Copas?

43) Que país perdeu mais jogos (até a Copa de 2014 começar)?

44) Que jogador foi capitão de sua equipe em mais partidas?

45) Qual país sofreu mais gols?

46) Que jogador marcou mais gols em Copas saindo do banco de reservas?

47) Que jogadores disputaram mais partidas de Copa sem nunca vencerem?

48) Que seleção campeã usou menos jogadores durante a campanha? Quantos?

Parte 7 – a saideira

Duas perguntinhas que não pude encaixar em outro lugar.

49) Qual o único jogador a disputar 2 finais de Copa por países diferentes?

50) Para concluir, uma porreta: a Fifa recomenda a ida de três goleiros desde 1934. Quantos times efetivamente usaram todos os três durante uma Copa

E é isso. Esperamos que estas questões o ajudem a brilhar na roda de amigos durante todo o próximo mês!

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"Jajá de Barra Mansa" completaria hoje 90 anos

 

Um dos principais jogadores brasileiros de seu tempo, este carioca, nascido em 21 de Março de 1921 e natural de Quatis, completaria hoje 90 anos.

Jair Rosa Pinto, ou “Jajá de Barra Mansa” como era conhecido, jogou nos 3 principais clubes do Brasil nos anos 40 e 50 – Vasco, Palmeiras e Santos – sendo suas passagens mais marcantes pelos dois primeiros. Meia-esquerda de estilo clássico, foi um dos primeiros camisas 10 típicos entre tantos que o Brasil produziu em sua história.

Jair chegou ao Vasco em 1943, vindo do Madureira. Atuou na equipe cruzmaltina durante 4 anos, até se transferir para o rival Flamengo em 1947, insatisfeito por ganhar menos do que seus colegas de clube. Pelo time da colina, foi um dos principais jogadores do famoso “Expresso da Vitória”, considerado até hoje um dos maiores times da história vascaína, tendo participado da campanha do título carioca de 1945.

Em sua passagem pelo Flamengo, uma história curiosa, e que foi também o fator determinante para sua transferência para o Palmeiras: em 1949, após uma derrota em um clássico contra seu ex-clube por 5×2, teve sua camisa queimada pela torcida e foi acusado de ter vendido a derrota aos vascaínos. Diante deste quadro, se transferiu para o Palmeiras ainda em 1949.

No Palmeiras, foi ídolo da equipe por 7 anos. Conquistou os títulos Paulista de 1950 (o famoso Jogo da Lama), o Rio-São Paulo de 1951 e o mais importante título da história do clube, o Mundial de Clubes de 1951, batendo o Juventus-ITA na final, em pleno Maracanã, e sendo ovacionado e aclamado pela torcida, um ano depois da perda da Copa do Mundo de 1950, para o Uruguai. Pela equipe de Palestra Itália, disputou 241 partidas e marcou 71 gols.

Sobre a Copa de 1950 e o Mundial de Clubes de 1951, ninguém melhor do que o próprio Jair para explicar o que significou a conquista:

 

Campeão Mundial de Clubes - 1951

 

Já no fim de sua carreira, atuou pelo Santos e testemunhou o surgimento de Pelé. Tendo sido, segundo alguns historiadores, uma espécie de tutor do Rei em termos de posicionamento, liderança e conduta profissional.

Pela seleção brasileira, atuou em 41 partidas e marcou 24 gols. Depois de aposentado, Jair retornou ao Rio de Janeiro. Faleceu em 28 de Julho de 2005, aos 84 anos, vítima de embolia pulmonar após uma cirurgia.

Obrigado, Jajá!

 

Jair e o "Jogo da Lama"

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Foram quatro viagens ao Japão

País severamente afetado por um dos maiores terremotos já registrados, pelo tsunami subsequente e sob ameaça ainda forte de vazamento de radiação nuclear. Para qualquer país essa poderia ser uma catástrofe cuja recuperação levaria décadas, mas no caso do Japão talvez seja diferente. Claro que não será fácil se reerguer de um baque que segue em andamento e de consequências ainda incertas, mas o povo japonês já foi submetido a provações semelhantes no passado – lembremos que foi a única nação a ser atingida diretamente por bombas nucleares – e se levantou. Solidarizamo-nos com toda a comunidade nipônica, muito numerosa particularmente em São Paulo. E, como entre eles são muitos os de sangue verde, relembraremos aqui as quatro oportunidades em que o Palmeiras visitou a Terra do Sol Nascente.

A primeira vez que o clube pisou no Extremo Oriente foi em 1967. Na ocasião, o Palmeiras foi convidado a participar de um torneio que foi chamado de Copa Brasil-Japão, disputado no estádio Olímpico Komazawa de Tóquio, que havia sido utilizado em algumas partida dos Jogos de 1964. Na estreia, em 18/6, o alviverde bateu a Seleção Japonesa Pré-Olímpica por 2 a 0 (Dario, Rinaldo). Vale dizer que esta mesma seleção conquistaria no ano seguinte, no México, a medalha de bronze (durante a campanha, empatou com o Brasil em 1 a 1). Três dias depois, o Verdão perdeu para a Seleção principal por 2 a 1 (Tupãzinho), mas mesmo assim os dois times fizeram uma segunda partida, que decidiu o torneio. E, em 25 de junho de 1967, o Palmeiras somaria mais uma taça à sua extensa galeria ao bater o Japão por 2 a 0 (Jair Bala e Rinaldo). Dois meses depois, seria a vez de o Palmeiras ser o anfitrião da seleção pré-olímpica, que perdeu no Pacaembu com um gol contra de Miamoto.

Curiosidade da primeira viagem: é famosa a história de que o nome do Verdy Kawasaki, clube fundado dois anos após esta viagem e que hoje está na segunda divisão com o nome de Verdy Tokio 1969, se deve a esta visita do Palmeiras. É fato que o “Verdy” vem da palavra “verde” em português, e naturalmente é a cor da equipe, mas não conseguimos evidência de que realmente trata-se de uma homenagem ao Palestra).

Dezenove anos se passaram até que pela segunda vez o Palmeiras aterrissasse no Japão. Desta vez, em maio de 1986, o objetivo era a disputa da Copa Kirin. Para esta competição, uma atração a mais: o time contou com o reforço de Kazuo, ídolo local de relativo sucesso no Santos, que até hoje permanece sendo o único jogador oriental a vestir nossas cores. A estreia, na cidade de Fukuoka, foi com goleada: 4 a 1 sobre o Werder Bremen (3 gols de Mirandinha e um de Jorginho).

Na segunda partida, já em Shizuoka, o time comandado por Castilho,  famoso ex-goleiro do Fluminense, bateu a Seleção B da Argélia: 4 a 2 (Mendonça, Mirandinha 2, Barbosa). O Palmeiras completaria uma ótima primeira fase em Kioto derrotando (outra vez) a Seleção Japonesa, com Kazuo jogando de verde, por 2 a 1 (Denys, o próprio, e Mirandinha). Com estes resultados, o alviverde alcançou a decisão, onde novamente enfrentaria os alemães, agora em Tóquio. Foi a única partida em que Kazuo não atuou; coincidência ou não, foi a única partida em que o time caiu: após empate em 1 a 1 no tempo normal, o Werder fez 3 a 1 na prorrogação e, com os 4 a 2 (Jorginho e, como não podia deixar de ser, Mirandinha), ficou com o troféu. Era o primeiro, mas não o único, vice-campeonato verde no país.

Curiosidade da segunda viagem: desta vez, ao contrário da visita anterior, o Palmeiras não jogou somente em Tóquio. Mas as demais cidades visitadas se localizam ainda mais longe que a capital japonesa em relação aos centros mais atingidos pelo terremoto da semana passada.

A terceira excursão teve lugar em meio à Copa de 1994, e foi a única em que o Palmeiras mediu forças com clubes locais. Ficou clara a diferença de padrão existente entre o então campeão brasileiro e bi paulista e as jovens equipes nipônicas: mesmo desfalcado de Zinho e Mazinho, foram 4 partidas, com três goleadas e um empate.

O primeiro destes jogos foi contra o Jubilo Iwata, na cidade de Yamagata (esta sim, a apenas 65 km de Sendai, cidade mais próxima do epicentro do terremoto). Com dois gols de Edmundo, dois de Edílson e um de Maurílio, o time fechou a conta em 5 a 0 no mesmo dia em que Romário se entortou todo para que o Brasil despachasse a Holanda. Três dias depois, em Kobe, sul do país, um empate com o então vice-campeão nacional Kashima Antlers por 1 a 1 (Antonio Carlos fez o nosso, e o cabeludo Alcindo o deles). Mais quatro dias e, na véspera da final da Copa, o Palmeiras bateria o Yokohama Flügels – onde jogava Edu Marangon e para onde iriam ao fim daquele ano César Sampaio, Zinho e Evair – por 4 a 0 em sua própria casa (Evair 2, Edilson, Flávio Conceição). Por fim, a turnê foi fechada três dias depois, em 19/7 (dia em que o famoso “Voo da Muamba” desembarcou no Recife), na cidade de Nagoya, com outro 4 a 0, desta vez contra o Grampus Eight (Edmundo 2, Edilson e, acreditem, até o lateral Claudio marcou um).

Curiosidade da terceira viagem: se os resultados em campo (e provavelmente financeiros) foram bons, da consequência não se pode dizer o mesmo. Um time cansado – já havia excursionado por Colômbia, Geórgia e Rússia antes de chegar ao Japão – foi eliminado no dia 24/7 ante o São Paulo na Libertadores.

A última vez que o Palmeiras esteve no Oriente foi a mais famosa delas. Afinal, tratava-se da cereja no bolo do título da Libertadores: o confronto contra o Manchester United, campeão europeu. O regulamento impedia partidas amistosas, de modo que o jogo contra os ingleses foi o único que o time fez naquela oportunidade. E, no mesmo estádio Nacional de Tóquio em que 13 anos antes havia perdido para o Werder, um Palmeiras que encarou o rival de igual para igual terminou derrotado por 1 a 0. Um resultado que, se frustrou aos palmeirenses no Brasil, certamente não apagou a boa impressão que o time deixou em suas quatro visitas ao Japão.

Curiosidade da quarta viagem: tanto a partida imediatamente anterior quanto a imediatamente posterior ao confronto contra o Manchester United foram contra o San Lorenzo, pela semifinal da Copa Mercosul (derrota por 1 a 0 fora e vitória por 3 a 0 no Palestra).

Resumo das excursões:

- 4 viagens (1967, 1986, 1994, 1999)

- 12 partidas realizadas, com 8 vitórias, um empate e três derrotas

- 8 cidades visitadas: Tóquio, Fukuoka, Shizuoka, Kioto, Yamagata, Kobe, Yokohama e Nagoya 

- 1 título, o da Copa Brasil-Japão 1967

- 2 vice-campeonatos, o da Copa Kirin 1986 e o do Mundial Interclubes de 1999

 

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Não foram páreo para a Academia

O futebol dos países recém escolhidos como sedes das Copas de 2018 e 2022 pode ser desconhecido para a maioria dos brasileiros. Mas o Palmeiras já desbravou tanto as plagas geladas dos Montes Urais, quanto o árido deserto do Oriente Médio (OK, neste caso não foi bem assim. Mas realmente enfrentamos o Catar).

Comecemos pelos europeus: em 1966, um quadrangular amistoso reuniu Palmeiras, Corinthians, Flamengo e a Seleção Soviética em são Paulo. O Palmeiras estreou vencendo o Flamengo por 3 a 2, enquanto nosso arquirrival batera os vermelhos por 3 a 1. Na segunda rodada, o rubro e o alvinegro empataram sem gols, enquanto o Palmeiras, na noite de 29/1, venceu os estrangeiros por 3 a 1 (Dudu, Ademar Pantera, Rinaldo; Meski). Os sovietes desistiram do torneio; reunião entre os dirigentes dos clubes brasileiros concedeu o título ao Verdão. É importante lembrar que esta seleção derrotada pelo Alviverde (e pelo Corinthians) jogou completa e poucos meses depois ficaria em quarto lugar na Copa da Inglaterra.

Três anos depois, o Palmeiras visitou a União Soviética. Mas os amistosos na verdade foram disputados na Geórgia e Ucrânia, e não na Rússia. Esta, o clube só visitaria muitos anos mais tarde: em 1994, durante a famosa excursão à qual comumente se atribui a eliminação do Palmeiras na Libertadores, o time fez cinco partidas em solo russo (além de uma na Geórgia e quatro no Japão). O saldo foi amplamente positivo: vitórias em todas elas.

O primeiro e o segundo jogos foram no mesmo dia: era um daqueles torneios triangulares de partidas de 45 minutos. Em 15/6, na capital russa, o Palmeiras do interino Walmir Cruz bateu em seguida o Dínamo (2 a 1, Roberto Carlos e Maurílio) e o Spartak locais (2 a 0, Evair e Juari – seu único gol pelo clube). Dois dias depois, a vítima foi o Textilchik (3 a 0, Evair, Sorato e Jean Carlo). Mais 48 horas e, em Tolyatti, vencemos o Lada – sim, é o nome do carro: a sede da empresa é nesta cidade – por 2 a 0 (Evair e Sorato). O último jogo em território russo foi no dia 22, quando um esgotado Verdão (jogara com a seleção da Geórgia na véspera) venceu o Tchernomorec com um gol solitário dele, Evair, bisando o que ocorrera um dia antes.

 

Aqui o Palmeiras atropelou o Lada

Quanto ao Catar, a seleção local fez um giro pelo Brasil em 1998. E uma de suas escalas foi no Palestra Itália, na tarde de uma segunda-feira, 17/8/1998. Foi um daqueles jogos com muitas substituições – o time entrou em campo com Velloso, Júnior Baiano, Roque Júnior, Cléber; Neném, Galeano, Rogério, Alex, Júnior; Darci e Oséas, mas acabou com Marcos, Neném, Daniel, Cléber, Márcio; Ferrugem, Tiago Silva, Pedrinho, Zinho; Juliano e Jean. A única partida de Márcio e Jean pelo time profissional terminou com um placar de 2 a 0, gols de Oséas no primeiro tempo e Roque Júnior no segundo.

E é isso. Como se pode ver, o retrospecto do Palmeiras ante equipes e seleções dos países escolhidos pela Fifa é 100% vitorioso. Resta ver se a Seleção Brasileira logrará o mesmo sucesso que tivemos frente a cossacos e sheiks. Vamos aguardar.

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