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Paulo Nobre chega a seis meses de mandato

Paulo Nobre chega a seis meses de mandato

Neste domingo Paulo Nobre completa seis meses de seu mandato como 38º presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Depois das gestões de Belluzzo (de quem esperávamos o céu mas recebemos o purgatório) e Tirone (de quem temíamos um inferno que se concretizou), Nobre assumiu um Palmeiras endividado e rebaixado, mas na Libertadores e a um ano e meio do centenário. E de lá para cá sua gestão despertou paixão e ódio, mas nunca indiferença.

Nós do IPE nunca tivemos nem teremos qualquer interesse em participar da política do Palmeiras, e por isso falamos pouco a esse respeito; por outro lado, sabemos que é a política que determina o presente e o futuro do clube, motivo pelo qual não quisemos deixar a data passar em branco.

O amigo já deve ter sua ideia formada sobre o desempenho do presidente. Mas, para estimular o debate, convidamos duas pessoas bastante famosas na Mídia Palestrina para trazerem seus pontos de vista.

Agradecemos muito a Vicente Criscio, criador do mais que conhecido 3VV, conselheiro do clube e que contribuiu para o plano de gestão do candidato derrotado no pleito de janeiro Décio Perin, e a Marcelo Santa Vicca, que por muito pouco não se tornou conselheiro na última eleição; Marcelo foi o criador do Tsunami Verde e é integrante destacado do Fanfulla, grupo que em seus cinco anos cresceu a ponto de ser muito importante para a vitória de Nobre.

Confira o que eles têm a dizer, e não esqueça de deixar seu comentário.

*

E A REFORMA DE QUE O PALMEIRAS TANTO PRECISA?

Por Vicente Criscio

Dia 21 teremos os seis meses de mandato do Presidente da SE Palmeiras, Paulo Nobre. 25% do seu mandato já foi embora.

E nesse meio ano de Presidência o que podemos dizer da gestão do Presidente?

Primeiro, é importante reconhecer a palestrinidade e a boa intenção do Presidente. Ninguém duvida que ele está lá querendo acertar. Também ninguém nega que a situação financeira do Palmeiras é complicada e um tremendo estressor dessa gestão. Por outro lado qualquer um, com um mínimo de conhecimento do que acontece dentro das alamedas, já sabia desde dezembro de 2012 que a situação financeira era complicadíssima.

Pois bem, depois dessa longa e talvez dispensável introdução, como avaliar a gestão de meio ano de Paulo Nobre?

Ruim!

Eu poderia elencar vários motivos – caso Barcos; o CEO com muito poder e até aqui pouco resultado; a falta de planejamento no preço dos ingressos; um marketing badalado mas com resultado zero; ter abdicado da Libertadores; contratação de executivo com relação familiar com não sei quem; … e a lista poderia ser mais longa. E poderia ter várias explicações razoáveis.

Mas para mim a maior decepção estes seis meses de gestão está na reforma estatutária.

O Presidente do Palmeiras tem poder. Esse poder do atual Presidente é inclusive potencializado, uma vez que foi eleito com imensa maioria, fez todos os seus vice-presidente, tem apoio do COF e de Mustafá Contursi, e tem ainda a Presidência do Conselho Deliberativo nas mãos de um amigo antigo.

Ora, então o que falta ao Presidente para mandar a SUA proposta de reforma estatutária? Qual motivação falta ao Presidente para usar de sua força política e do poder institucional que tem para enviar uma proposta que separe de fato o clube social do futebol? que crie os mecanismos que acabe completamente com a influência no futebol dos “políticos” aventureiros e interesseiros em carteirinhas e negócios? o que falta ao Presidente para empurrar uma reforma estatutária que efetivamente coloque uma gestão 100% profissional, independente e com governança dentro da SEP?

Nobre aparentemente preferiu não criar conflitos e jogou a bomba da reforma na mão dos políticos de plantão. Foi criada uma comissão de reforma estatutária. Mais de 20 conselheiros, de todas as correntes políticas, estão construindo um dromedário. Depois irão analisar mais sabe-se lá quantas propostas de emendas. Depois irão construir uma proposta única e submeter ao Conselho, com direito a reuniões setoriais. Depois vão mandar para os sócios votarem. Prometeram até julho de 2014 termos alguma proposta. Será?

Mas essa é a menor dúvida. A maior dúvida que tenho é a seguinte: alguém acredita que virá algo que realmente mude a estrutura de poder da SEP?

Eu não. E essa eu deixo na conta do Presidente!

Mas o que o Presidente poderia ter feito? Poderia ter chegado no dia 21 de janeiro, 6 meses atrás, com uma proposta pronta. Poderia ter colocado logo após a eleição do conselho e do presidente do CD. Poderia ter chamado a discussão com seus aliados. Poderia ter passado o trator que o elegeu de forma justa e correta, no sentido de empurrar uma reforma estatutária pra valer.

E pra quem acha que isso não é possível, basta recordar como foi a discussão e aprovação do projeto da Arena. Eu diria que do ponto de vista de complexidade, as mudanças estatutárias que aprovaram a nova arena são mais complexas que uma reforma estatutária.

Óbvio que todos nós torcemos para essa gestão acertar. Todos nós torcemos para o Palmeiras voltar a ter um time que alegre sua torcida. Todos nós nos alegramos com as vitórias e sofremos com as derrotas. E reconheço que algumas ações de Nobre podem levar para vitórias e quem sabe títulos nestes seus dois anos (e quem sabe mais dois) como Presidente. E todo palmeirense verdadeiro torce para isso acontecer.

Mas a maior alegria que Paulo Nobre poderia proporcionar à torcida é um Palmeiras com um modelo de gestão livre dos políticos de plantão, mais profissional, mais alinhado com o futebol de negócios e resultados do século XXI. Um Palmeiras com sustentabilidade não apenas financeira mas institucional, que seja de todos os palmeirenses, e não de apenas 300 conselheiros ou 3000 sócios de um clube social onde 20% nem liga pra futebol.

 *

6 MESES DE PAULO NOBRE E O SALDO É POSITIVO

Por Marcelo Santa Vicca

Antes de entrar na análise, deixo claro faço parte do Grupo Fanfulla que apoiou a eleição do Paulo Nobre e faz parte ativamente da sua gestão. Apoio ideias e não pessoas. O plano de governo dele é praticamente o mesmo de 2011 quando todos pediam PN mas ele perdeu para o Tirone. Se o plano é o mesmo e era bom, entendo que continua a ser. Estive com o Paulo e com o Decio antes da eleição e considero ambos capazes. Também acho esses rótulos de “oposição predatória ou chapa branca” extremamente nocivos para o futuro do Palmeiras, pois são todos palmeirenses que divergem na forma de pensar mas que não deveriam alimentar o ódio que corrói o clube há décadas. Esse binarismo é perda de tempo. Conheço palmeirenses de primeira linha em todas as trincheiras do clube e se houvesse mais união o Palmeiras seria quase imbatível. Isso posto, vamos a análise dos 6 meses.

Digo que o saldo é positivo porque considero que os acertos foram mais importantes que os erros que, claro, aconteceram também. Não haveria espaço aqui para listar pontualmente todos os erros e acertos e analisar um a um. Também, mesmo sendo economista, não pretendo amparar a análise na mais do que conhecida combalida situação financeira, visto que ela serviria de justificativa para todo e qualquer fracasso. Também não vou compará-lo ao Tirone, pois o pituca não é referência para nada. Prefiro focar apenas na análise macro, olhando o cenário esportivo e o clube quando ele assumiu, a realidade atual e o futuro projetado, sem me ater a picuinhas e nomes, muito menos ao ufanismo ou quem é mais palmeirense que quem. Queremos um time vencedor e estruturado e isso basta.

De cara, o PN não é omisso. Acerta e erra, mas está trabalhando na linha de frente. Está seguindo o plano que apresentou na sua campanha. Está cumprindo o plano de profissionalização da gestão da base, do jurídico, do marketing e do futebol com profissionais de excelência reconhecida em todas as areas; está fazendo uma reforma silenciosa que não aparece para o torcedor na gestão “não profissionalizada” dos departamentos do clube, cortando gastos, melhorando controles e adotando práticas mais eficientes. Acabou com o Palmeiras-B que drenava recursos do futebol e cujo objetivo de abrigar revelações sem espaço já estava desvirtuado havia anos, tendo virado um balcão de negócios. Cumpriu a promessa de separar o futebol do clube. Doa a quem doer, outros esportes não drenam mais os recursos do futebol. Está pilotando a situação política e iniciou o debate para a reforma estatutária ampla que deseja mas, sabemos, não será rápida nem fácil pois não depende só da vontade dele. Qualquer alteração passa pelo CD e por um rito estatutário como já pudemos observar, para mudar apenas um artigo (eleição direta) foram mais de 3 anos por omissão da gestão anterior. Portanto o papel dele é fazer isso andar, mandar os projetos para o CD votar. As propostas já estão sendo condensadas. Além disso, assumiu um clube que sequer orçamento aprovado para o ano tinha (continua não tendo) e sem patrocinador master, sendo que as empresas definem seus planos de marketing para o ano seguinte em outubro, novembro.  Enfim, assumiu no turbilhão e era sabido que os primeiros meses seriam dramáticos.

Falando só do futebol, em apenas 6 meses, com erros e acertos, ele encontrou um elenco em desmanche com apenas 18 profissionais e hoje temos um elenco que considero um dos 10 melhores do país, o nosso melhor após 2009 (minha opinião, não é preciso concordar). Não, eu não estou satisfeito com esse elenco. O Palmeiras precisa de um elenco para disputar em condição de igualdade qualquer campeonato e ainda não é o caso; mas não existe mágica pra isso em 6 meses. Considerando que ele assumiu em 23 de janeiro quando atletas de nível já estão em plena temporada em clubes estruturados, não havia muita opção naquele momento. Pegou só o “fim da feira”, com Paulista e Libertadores já comprometidos pela falta de planejamento da gestão anterior. Planeja-se a temporada no segundo semestre do ano anterior, não em fevereiro. Ninguém monta um time pra ganhar a Libertadores 15 dias antes do começo, com ou sem dinheiro. O Newell’s da Argentina está aí porque começou a re-estruturar 5 anos atrás. 5 anos! O mesmo vale para o Borussia na Alemanha que se re-estruturou em 2006 e começou a colher em 2010. Essa janela agora, de meio de ano, é a primeira cheia dele. Hoje atletas querem jogar no Palmeiras, ao contrário dos últimos anos. Hoje o Palmeiras é transparente, honesto, com atletas e parceiros como a Adidas e WTorre. A relação com todos melhorou muito, pois o PN passou a cumprir acordos que antes eram rasgados sem cerimônias.

Tem muito a ser feito e nem tudo sai como eu gostaria. Algumas decisões me decepcionaram. Política de preços de ingressos confusa, jogar em Prudente, a transação ruim do Barcos, assessoria de imprensa,  alguns reforços duvidosos, são todos erros que considero pontuais mas não estruturais. Mas nos próximos meses a situação tende a ser mais fácil do que nos primeiros meses. Estão finalizando um plano para recompor as finanças que deve gerar alívio em muito breve, as novas instalações do clube serão decentemente ocupadas de forma planejada, o programa sócio torcedor já sofreu melhoras e pode melhorar mais, teremos o Allianz Parque como a Arena mais viável da America Latina e as próximas eleições serão diretas e em novembro, corrigindo o erro cronológico que dificulta o planejamento há anos. Sim, eu estou otimista mesmo enxergando claramente erros pontuais do PN. Não esperava que o Palmeiras fosse sair das trevas para a luz em 6 meses mas ao menos estamos construindo um alicerce para um futuro melhor e nunca mais passarmos pelo vexame de outro rebaixamento.

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Zé Roberto poderia assinar hoje mesmo

Zé Roberto poderia assinar hoje mesmo

Entramos no mês de julho, período fundamental para times que precisam se reforçar, como evidentemente é o caso do Palmeiras.

Mas, peraí: Mendieta, Ananias, Allan Kardec, Felipe Menezes, Eguren (se vier)… já não é o bastante? Bom, para 2013 esperamos que sim. Só que não é disso que tratamos aqui: o que começa agora é a temporada de caça aos reforços para o ano que vem, que para o Verdão é importantíssimo, por ser o do centenário.

Isto porque desde o dia primeiro todos os jogadores cujos contratos vencem no fim deste ano estão liberados para assinar pré-contratos com quaisquer outras agremiações. Quando bem-feita, é uma maneira eficaz de garantir bons atletas a custos menos altos, o que cai como uma luva a um clube que vive apregoando estar de cofres vazios (o que não impediu a vinda dos recém-chegados).

O Palmeiras tem histórico de não saber lidar com essa questão, vide Thiago Neves, que recebeu adiantamento e depois deu uma banana ao clube, ou Martinuccio. Quando acerta com alguém, é um Maikon Leite da vida. Mas há que continuar tentando.

O site da CBF mostra a validade do contrato de todos os atletas vinculados a clubes brasileiros, do Palmeiras ao Plácido de Castro. A forma de visualizá-los, porém, é a cara do futebol brasileiro: confusa. Até 2012, era possível puxar uma lista de todos os jogadores de cada clube e colocá-la em um Excel, o que era uma mão na roda para nós. Agora, é necessário ver um por um, lembrando que quase todos estão listados por seus nomes, não apelidos, o que dificulta ainda mais (um dos jogadores abaixo, por exemplo, consta apenas pelo nome Marcio Passos de Albuquerque. Sabe quem é?).

Nada que os dirigentes do Verdão, dedicados diuturnamente à nossa equipe, não possam superar facilmente. Mesmo assim, se precisarem de uma mãozinha, listamos aqui um exemplo de cada equipe grande do eixo RJ-MG-RS, mais um coirmão. A questão não é se o cara é craque ou cabe no elenco atual, e sim que existem oportunidades por aí (em outros países inclusive!).

- Junior César (Flamengo – emprestado ao Atlético-MG)

- Edinho (Fluminense – mas somos contra retorno de ex-jogadores)

- Bolívar (Botafogo)

- Edmílson (Vasco – vale a ressalva do Flu)

- Diego Renan (Cruzeiro)

- Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG – sabendo que já fomos feitos de bobo por ele)

- Zé Roberto (Grêmio)

- Kléber (Inter)

- Emerson Sheik (Arquirrival – mas aí também já é demais…)

A indefinição sobre o que teremos em 2014 não serve como desculpa para não agir. Diria até que nossa situação está até mais definida que a de vários outros clubes: é muito provável disputarmos Série A e Copa do Brasil e só (o que, claro, é lamentável); já muitos times da primeira divisão sequer sabem se estarão lá no ano que vem. E o fato de ser a temporada do centenário atrairá naturalmente mais holofotes ao Palmeiras, o que deveria facilitar as contratações.

Faz tempo que o Verdão só pega a sobra do mercado; a última vez que foi pró-ativo foi quando tínhamos a Traffic – ou seja, não era o próprio clube que se mexia. Que Paulo Nobre esteja atento às oportunidades e não incorra nos erros de seus antecessores. O time de 2014 precisa ser muito, mas muito mais forte que o atual – já contando os reforços recentes.

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9 Noves para o Verdão

Walter já sabe comemorar de verde

Walter já sabe comemorar de verde

Kléber volta para o Porto ou fica? Não importa muito. Com ou sem a permanência do desajeitado atacante, o Palmeiras continua procurando um fazedor de gols, algo que não tem há muito tempo. Quer dizer, tinha um até alguns meses atrás, mas… bom, não importa.

(Em tempo, a aposta em Kléber foi válida. Não deu certo, paciência, acontece)

Para ajudar a diretoria nessa busca, apresentamos aqui nove opções dentro do perfil desejado (isto é, se possível de preço acessível, mas com algumas mais caras. Se tem dinheiro pra contratar Mendieta, deve ter para um avante). Como a ideia é buscar soluções diferentes, descartamos nomes já bastante ventilados pela mídia, como Ricardo Oliveira, Allan Kardec ou Rafael Moura, mas temos desde soluções convencionais até inusitadas. Vale também dizer que, se quisermos algum rival da série B, temos que correr: os artilheiros, como Lincom (Bragantino), Bruno Rangel (Chapecoense) ou Ronaldo (JEC) já fizeram seis jogos. Mais um e não poderemos contratá-los. 

Sabemos que algumas dessas sugestões parecem (ou são mesmo) esdrúxulas, mas queremos mostrar que, com um pouco de afinco, pode-se garimpar algum nome realmente adequado. Se ainda assim os homi não se dispuserem a ir atrás, fiquem com nossas dicas:

  1. Fernando Baiano – terceiro artilheiro do Paulistão, atrás apenas de Neymar e William (e jogou menos partidas que ambos). É uma alternativa barata, pois o São Bernardo não é lá um time muito rico, além de só ter a Copa Paulista pela frente este ano. Sugestão: oferecer três ou quatro jogadores para empréstimo no Estadual do ano que vem. Bom correr: rivais de série B como o Figueirense já o sondaram.
  2. Walter – o pernambucano de 23 anos está no Goiás por empréstimo, pois pertence ao Porto. Talvez seja complicado conseguir a rescisão com o esmeraldino, mas pode valer a pena. O atacante é da pá virada, porém tem tudo para cair rapidamente nas graças da torcida.
  3. Souza – o reserva do Bahia? Aquele que o Corinthians comemorou quando despachou? Sim, ele mesmo. Motivo de chacota por motivo de chacota, já temos diversos outros. Para a série B, um cara que tem média de 0,5 gol por jogo nos últimos três anos de série A – mesmo contando pênaltis – deve estar mais que bom.
  4. Afonso Alves – lembra daquele atacante que chegou a fazer algumas partidas pela Seleção? Pois é, ele tem 32 anos, está no Al-Gharafa do Catar e seu contrato vai só até setembro. Seria uma aposta relativamente barata.
  5. Emanuel Gigliotti – um novo Barcos, quem sabe? O argentino de 26 anos e 1,86m é o vice-artilheiro do Clausura jogando pelo modesto Colón, com 10 gols em 17 jogos. Passou por vários clubes, entre os quais o Novara, pelo qual jogou na segundona italiana e ao qual pertence até hoje. Outras opções vindas da Argentina são Santiago Silva e Lucas Viatri, ambos recém-colocados na lista de dispensas do Boca.
  6. Bruno Mendes - o jovem atacante revelado pelo Guarani está na reserva do Botafogo. Talvez possa vir por empréstimo, ou – seria a sorte suprema – em negociação incluindo Valdivia, por quem o Glorioso já manifestou interesse. O lado ruim é que o garoto de 18 anos não vem sendo um matador como pareceu ano passado; este ano foi às redes somente duas vezes.
  7. Nicolás Castillo – vice-artilheiro do Sul-Americano sub-20, o chileno já recebeu até uma chance na Seleção principal. O problema é a boa posição de seu time, a Universidad Católica, no Chilenão. Time em crise perde jogadores mais facilmente…
  8. Jack McInerney - uma aposta ousada, mas provavelmente melhor que Wesley. É um ianque de apenas 20 anos que lidera com folga a artilharia da MLS, o Americanão. Já passou pelo sub-17, sub-20, agora faz parte do sub-23 mas já foi pré-convocado pelo técnico do time principal, Jürgen Klinsmann, para a Copa Ouro do mês que vem. Seria muito difícil arrumar uma parceria para tirá-lo do Philadelphia Union e fazer uma grande jogada de marquetchim?
  9. Marta – se nada mais funcionar, quem sabe? Pior que Caio e Vinicius não deve ser.
  10. Pato – não, peraí. Pra entrar nessa lista tem que fazer gol.
Yankee, come home

Yankee, come home

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O presidente do centenário

O presidente do centenário

Paulo de Almeida Nobre acaba de ser eleito o 38º presidente da história do Palmeiras (a lista completa está no site oficial). Particularmente nos primeiros anos, a troca de comando foi muito mais frequente – uma demonstração clara disso é o fato de que 18 deles, praticamente metade, chefiaram o clube ainda como Palestra Itália. Aproveitando a mudança no trono verde, eis aqui algumas curiosidades sobre os detentores do poder ao longo de nossa história:

- o primeiro mandatário da Società Palestra Italia foi Ezequiel Simoni, que havia se proposto a bancar os custos iniciais de formação do clube e por isso, mesmo sem pedir, foi escolhido para ser dirigente da nova entidade. Ficou no cargo, contudo, apenas por dois meses.

- nos primeiros anos, era difícil esquentar a cadeira. No início de 1917 (apenas dois anos e meio após a fundação), Guido Sarti foi o oitavo a assumir a presidência, e finalmente o primeiro a perdurar um ano inteiro.

- Francesco de Vivo foi o presidente que esteve mais vezes no cargo. Foram quatro passagens; a primeira durou um mês, entre o fim de 1915 e o início de 1916, a última foi de seis meses em 1927. No total, ele esteve pouco mais de três anos no poder.

- Davide Pichetti, o primeiro a ficar mais de um ano (1920-1923) foi também o primeiro a ser campeão paulista, em 1920.

- um dos presidentes do Palmeiras pertencia à família mais rica do Brasil na primeira metade do século XX. Luiz Eduardo Matarazzo era o 13º e último dos filhos de Francisco Matarazzo e foi o mandatário entre o fim de 1928 e o início de 1932, período por sinal em que o Palestra Itália passou em branco no que diz respeito a conquistas.

- o sucessor de Matarazzo, no entanto, teve muito mais sucesso. Num ranking hipotético de “porcentual de aproveitamento” seria difícil bater Dante Delmanto: três anos de mandato e o tricampeonato paulista. De quebra, o Rio-São Paulo de 1933, a inauguração da arquibancada do Palestra Itália e a maior goleada da história do derby.

- Ítalo Adami foi quem “morreu líder e nasceu campeão”. Foi o único a presidir tanto o Palestra Itália quanto o Palmeiras.

- Mario Frugiuele era o presidente durante a Taça Rio. Uma bola usada na decisão contra a Juventus ficou durante muito tempo em sua casa, mas hoje está no clube.

- o presidente que ficou no cargo por mais tempo foi Delfino Facchina: entre 1959 e 1970 e entre 1979 e o meio de 1980, quando faleceu no meio de seu mandato de quatro anos. Em termos de maior tempo consecutivo no cargo, sua gestão de 12 anos empata com a de Mustafá Contursi.

- além de Delfino Facchina, o outro presidente do clube no período das Academias foi Paschoal Giuliano, que também detém o recorde de mais tempo decorrido entre suas gestões. O primeiro dos seus três mandatos começou em 1953; o último se encerrou em 1984.

- Brício Pompeu de Toledo, presidente em duas ocasiões entre 1978 e 1982, era o irmão caçula de Cícero, ex-presidente do São Paulo que dá nome ao Estádio do Morumbi.

- um ex-presidente foi exonerado do cargo: Jordão Sacomani, o primeiro gestor do período da fila, foi deposto por conta da má situação financeira em que colocou o clube.

- Paulo Nobre torna-se o segundo presidente do Palmeiras sem ascendência italiana; o único até agora havia sido o já citado Brício Pompeu de Toledo.

- Valentino Sola, Luiz Eduardo Matarazzo, Hygino Pellegrini, Mario Frugiuele, Ferruccio Sandoli e Delfino Facchina são nomes de ruas em São Paulo (a Hygino Pellegrini, por sinal, ao lado do Palestra). Dante Delmanto dá nome a um viaduto, Francisco Patti a uma praça, Raphael Parisi e Mario Beni a escolas.

A biografia de alguns dos principais presidentes do clube pode ser conferida aqui.

*

Não queríamos nos envolver no clima de Fla-Flu eleitoral, mas admitimos: a equipe do blog torceu por Décio Perin. Felizmente sabíamos que, ao contrário da última vez, ambas as opções prometiam um futuro melhor, e é por isso que não nos sentimos derrotados. Paulo Nobre comandará o clube em dois momentos altamente positivos – a reinauguração de nossa casa e o centenário – mas ao mesmo tempo assume um time com pouca grana, pouco elenco, pouco legado de seu desastroso antecessor mas muito o que fazer, a começar por uma campanha decente na Libertadores e, claro, o retorno à elite nacional. De cara, contará com forte apoio popular. Não é tudo – e a gestão Belluzzo mostrou isso perfeitamente – mas é bastante e um bom começo, ainda mais agora que, na próxima eleição, é o voto direto que decidirá.

Toda sorte do mundo a Paulo Nobre; seu sucesso será o sucesso do Palmeiras. Por isso, torcemos todos para que faça uma ótima gestão e que nos conduza de volta ao rumo que o Alviverde Imponente se acostumou a trilhar durante quase noventa e nove anos.

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índioadãozinho

Índio e Adãozinho: em 2002 só eles chegaram.

Passou-se o mês inteiro de dezembro, o mais farto no mercado de jogadores, e o Palmeiras trouxe uma única peça, Fernando Prass (Ayrton fora contratado há tempos, o que é importante em tempos de segunda divisão: será que ele teria vindo se sondado após a queda?).

A torcida se exaspera com a lentidão da diretoria, que ainda se vê tolhida pela decisão do Conselho de Orientação Fiscal de referendar qualquer decisão de Tirone e Frizzo. O técnico Gilson Kleina já deixa claro seu desencanto a cada entrevista, e não poderia ser diferente.

O cenário que pinta para o começo de 2013 é preocupante – e já o seria mesmo que sem termos caído. Mas será que é tão diferente assim do que ocorreu dez anos atrás, quando passamos por este sufoco pela primeira vez?

O Instituto Palestrino de Estatística pesquisou todo o cenário daquela época para analisar o que nos espera. Viaje agora conosco ao túnel do tempo sem luz no fim.

Calendário do futebol

Em 2002, a queda aconteceu na última rodada da primeira fase, em 17/11. Com a decepção e o baque, um amistoso contra o Cene, campeão sul-mato-grossense, acabou sendo cancelado. Com isso, a derrota para o vitória acabou sendo o último jogo do ano. O Palmeiras ficou sem jogos oficiais por 70 dias, até estrear no Paulista/2003 contra o Mogi Mirim em 26/1.

Já em 2012, o empate com o Flamengo em 18/11 não encerrou a temporada – faltavam as derrotas para Atlético-GO e Santos, esta em 1/12. A estréia no Paulista/13 também ocorrerá antes, em 20/1, de modo que a pausa será de exatos 50 dias.

O fato de ter dois jogos após cair fez com que, ao contrário de 2002, o Palmeiras dispensasse jogadores e lançasse alguns jovens ainda durante o campeonato, o que diminui o peso das novidades para o ano seguinte.

Eleições

Há 10 anos, o Palmeiras também vivia um período eleitoral. O pleito estava originalmente marcado para 15/1, mas acabou sendo antecipado para o dia 6 de janeiro de 2003, uma (claro) segunda. Isso por si só mostra que, sim, é possível alterar a data da votação e o clube podia nos poupar da agonia atual de ter que esperar até o longínquo dia 21 de janeiro para saber quem herda a terra arrasada.

Naquela eleição, houve dois concorrentes: um era o então presidente Mustafá Contursi com seu discurso “fiz cair, vou fazer subir” (o que significava na prática “vou virar a mesa”; nem isso, ainda bem, ele cumpriu). O oponente era o famoso economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, que à época criou com seus aliados o movimento Muda Palmeiras, que após 10 anos e algumas mudanças de nome hoje é parte importante da vida política do clube.

Pode-se dizer que foi a campanha do que não queria gastar um tostão contra o que depois torraria muito mais que um milhão, mas o fato é que foi uma disputa muito desigual a favor do Sapo-Boi.

Senão, vejamos: Belluzzo lançou sua campanha convidando conselheiros a um jantar ao qual compareceram personalidades como Joelmir Beting e Aldo Rebelo. Mustafá contra-atacou marcando um evento na mesma hora. Resultado: apenas cerca de 40 votantes deram o ar da graça ao primeiro evento, enquanto quase 200 (incluindo o próprio irmão de Belluzzo) estiveram prestigiaram o presidente – que, ora vejam, não apareceu.

A vitória de Mustafá na eleição foi um pouco menos folgada que no jantar, mas ainda assim foi larga: por 175 votos contra 77 (e 13 nulos), o “bom e barato” continuou assolando o Palestra Itália por mais dois anos.

Patrocínios

De 2012 para 2013 não deveremos ter nenhuma mudança: Kia e Adidas seguirão firme com o Palmeiras. Em 2003, porém, houve uma mudança no começo da temporada – a Rhumell deu lugar à Diadora como fornecedora de uniformes (no entanto, apesar de o acerto ter sido fechado no início da janeiro, a empresa italiana só estreou após algumas rodadas de série B). Quem não se lembra do modelo das bolinhas que mudavam de cor com o suor? A Pirelli, por sua vez, manteve-se como o principal patrocinador da equipe.

Dispensas

Hmmm, aqui a coisa começa a esquentar. Em 2002, uma situação bizarra: após a queda, os jogadores receberam uma semana de folga, mas depois voltaram para uma semana de treinos físicos (as férias só começaram em dezembro). As dispensas só começaram no fim deste período, e foram feitas a conta-gotas.

Em 2012, a diretoria não esperou o campeonato acabar para divulgar a primeira barca. Os cortes foram mais rápidos e devem se encerrar antes (desde que o time ache interessados nos craques disponibilizados).

Em comum, a data de início da degola: 29 de novembro. Confira abaixo como foi o ritmo das dispensas, lembrando que atletas disponibilizados mas que ainda não saíram (Leandro Amaro, Tadeu e outros) não estão listados.

dispensas

Vale comentar ainda que em 21/1, segundo a Folha de S.Paulo, Marcos foi vendido para o Arsenal. Barrigada pouca é bobagem.

Contratações

Você acha que está devagar? Pois em 2002 não foi diferente: o Palmeiras fechou o ano com apenas dois jogadores contratados: Índio, zagueiro do Juventude, e Adãozinho, meia do São Caetano, além do técnico Jair Picerni. Nada muito diferente do que agora, em que veio apenas Fernando Prass (Ayrton, insistimos, é um caso à parte).

Uma semelhança está na expectativa pelo retorno de dois volantes: se agora Kleina conta com Souza e Wendel, em 2003 Picerni recebeu Magrão e Claudecir de braços abertos. Outro que voltou foi o lateral-direito Neném.

Os jogadores só começaram mesmo a chegar após a reeleição de Mustafá: nas duas semanas seguintes, foram oito. Entre eles, porém, houve casos de corar o palmeirense de vergonha, como o do lateral esquerdo João Marcelo, que veio do Ferroviário, ficou dois dias, não acertou salário e voltou. Ou ainda do atacante colombiano Carlos Castro e do meia Toni, que saíram sem atuar.

Parece claro que a indefinição eleitoral custará caro na montagem do elenco: foi isso que ocorreu em 2003, e provavelmente ocorrerá de novo agora. Com três agravantes: a eleição quinze dias mais tarde, um plantel mais reduzido pelo maior número de dispensas e uma Libertadores se avizinhando (o que não era pra ser um problema, mas do jeito que vai pode se transformar em outro vexame).

Confira abaixo o ritmo de chegadas de atletas na pré-temporada, notando que após fevereiro de 2003 o Palmeiras parou de se reforçar.

Contratações

Time-base

O Palmeiras perdeu para o Vitória naquele fatídico 17/11 com Sérgio, Arce, Alexandre, César, Rubens Cardoso (Leonardo Moura), Paulo Assunção, Flávio (Nenê), Juninho, Zinho, Muñoz, Itamar (Lopes). Ou seja: dos 14 que entraram em campo no Barrradão, apenas três seguiriam no clube, aqueles destacados em itálico. Seis atletas sairiam até o fim de dezembro.

Agora, o Palmeiras empatou com o Flamengo com Bruno, Artur (Obina), Maurício Ramos, Román, Juninho, Márcio Araújo, Correa, Tiago Real (Vinícius), Mazinho (Bruno Dybal), Maikon Leite e Barcos. Destes catorze, apenas quatro pegaram o caminho da roça. A renovação pelo visto será menor.

Na estreia de 2003, o time bateu o Mogi-Mirim com Marcos, Neném (Pedro), Índio, Leonardo, Everaldo, Claudecir, Magrão, Pedrinho, Zinho (Adãozinho), Muñoz, Dodô (Leandro Amaral). Foram quatro estreantes, em itálico. Em 2013, é claro que os dois reforços estarão em campo desde o início. Mas serão só eles?

Categorias de base

O Palmeiras não usou sua base no Brasileirão de 2002 – Pedro jogou três vezes, Vágner Love duas, e só. No início de 2003, Picerni estava ciente de que havia uma boa geração (o Verdão foi campeão paulista sub-20 em 2002 e vice da Copinha no ano seguinte) porém só começou a efetivamente usar os moleques após afundar no Paulista e tomar sete do Vitória. Foi então que a geração de Edmílson, Diego Souza e Alceu pediu passagem e se assumiu seu lugar.

Agora, alguns garotos foram promovidos durante o campeonato, casos de Patrick Vieira e principalmente João Denoni. Com o rebaixamento confirmado, Bruno Dybal e Diego Souza, entre outros, também puderam atuar. É certo que eles estarão integrados ao elenco principal já desde o começo do ano que vem – mas como ter certeza que o sucesso será o mesmo da geração de Vágner Love?

Resumo

O fato é um só: a eleição, que deveria ser um detalhe, paralisa todo o ambiente do clube, mesmo que Tirone tome vergonha na cara e decida de uma vez por todas não tentar novo mandato. Até dia 21, o Palmeiras viverá de mais futricas, fofocas, boatos, impasses e incertezas que o habitual.

Reforços? Não contem com isso – o que, a julgar pelo nível de diversos nomes ventilados, é até melhor. É preferível manter o pouco que temos a buscar novos empréstimos para bancar um veterano com pouco a acrescentar como Riquelme.

O time que definiu o acesso e o título da série B em Garanhuns foi escalado com Marcos, Leonardo, Glauber, Adãozinho, Baiano, Magrão, Diego Souza, Lúcio, Élson (Correa), Vágner Love (Denis), Edmilson. Dos treze, sete – mais da metade! – só se juntou ao elenco a partir de março.

Vai ser assim de novo: sem planejamento algum, contando um pouco com a base, bastante com a sorte e mais ainda com a fragilidade dos adversários. Para 2013 vai bastar; subiremos. Mas e o centenário?

Este, senhores, começa apenas dia 21. Que Perin ou Nobre tomem rapidamente pé da situação, e que sejam menos inaptos que o atual mandatário e seus antecessores, pois o campeão do século XX já jogou fora 13 anos do XXI.

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O novo comandante terá muito trabalho

Depois de uma semana de desorientação, com um acervo de nomes que incluiu Leão, Jorginho, Falcão, Cristóvão Borges, Dorival Júnior e Madre Teresa de Calcutá, a diretoria finalmente conseguiu acertar com um treinador: Gilson Kleina, que comandava a Ponte Preta desde o início de 2011, é desde já o responsável por fazer o time jogar na elite do Nacional – seja em 2013, seja em 2014. Além, claro, da Libertadores de 2013 (pra não falar da Sul-Americana deste ano, que ainda existe).

O currículo deste curitibano de 44 anos já foi destrinchado por PVC no post que primeiro anunciou sua chegada, faltando apenas citar que seu único título até aqui foi o Alagoano de 2006 pelo Coruripe. Não é obviamente uma folha como a de Felipão, mas quais são os outros técnicos de carreira triunfal que não foram queimados no Palmeiras nos últimos anos? Ao menos Gílson Kleina vem fazendo um trabalho digno na Ponte, de onde o Verdão também trouxe Estevam Soares em 2004 e, num ponto importantíssimo de sua história, Vanderlei Luxemburgo em 1993.

O que falta - a nós e à imensa maioria dos torcedores, não habituados ao noticiário da equipe campineira - é saber o que ele pensa, quais suas táticas favoritas, se é paizão ou linha dura, se é retranqueiro ou destemido. Por isso, deixamos ao próprio Kleina a missão de se apresentar ao torcedor alviverde. A seguir, alguns vídeos daquele a quem a partir de agora confiaremos nossas esperanças. Bem-vindo e muito, mas muito boa sorte.

Entrevista para a TV Bandeirantes

Duas entrevistas para o site da Ponte Preta

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Bananada de goiaba…

- É, Frizzo, e agora?

- Nem me diga, Tirone. Que tragédia. Não sei o que fazer.

- Acho que vamos ter que procurar um técnico.

- Sem dúvida, eu já liguei na Assistência mas o preço era muito alto.

- Do que você tá falando, cazzo?

- Ué, do ar condicionado que o pessoal quebrou lá na lanchonete.

- Pombas, Frizzo, tô falando do Palmeiras.

- Que que tem o Palmeiras?

- Tamo quase na rabeira e o campeonato já tá acabando. Você não viu? Falaram hoje na TV!

- Calma, Tirone, o Felipão vai se virar bem. Demos pra ele um monte de camarão. Quem não gostaria de ter o Fernandão, que até campeão do mundo naquele time do Sul foi, ou aquele moleque topetudo que veio do Santos que corre pacas?

- Que Felipão, Frizzo? Ele pediu a conta!

- Sério isso? Por quê?

- Falou algo sobre falta de apoio da diretoria, que só ele tinha que resolver tudo. Pra ser sincero, não estava prestando muita atenção, estava quase passando de fase no Angry Birds. Pior que ele me atrapalhou, deixa ver se agora eu consigo.

- Ô Tirone, presta atenção, homem. Se não era o Felipão no banco contra o Curintia, quem era?

- Sabe que a pergunta é boa? Sei lá, o Murtosa?

- Acho que o Galeano deve saber, deixa eu ligar pra ele (…) Ô Galeano, beleza? Passa aqui na sala do Tirone prum café, ele trouxe um blend sensacional lá da Europa (…) Quê? Você não tá mais no Palmeiras? Pô, ninguém me fala nada! Tá bom, obrigado por tudo.

- E aí, ele vai querer açúcar ou adoçante? Vou colocar o mesmo pra mim, não consigo me decidir.

- Ele vazou também. Acho que não tem jeito, presidente, vamos ter que começar a resolver as coisas nós mesmos.

- Caramba, logo agora que a eleição tá chegando?

- Falar nisso, lembra que você me prometeu que eu posso escolher o novo assistente geral de supervisão do departamento de peteca sênior, hein?

- Putz, o Giannini tinha me pedido isso também. Podemos decidir isso depois?

- Tá, vamos falar da vinda do técnico então.

- Caramba, você insiste nisso, hein, Frizzo? Foi tão feio assim no restaurante?

- Não, Tirone, o do Palmeiras!

- Ah é, desculpa. Eu gosto do Leão, que tal?

- O Palmeiras não é zoológico pra ter Leão. Além do quê, ele não tá no São Paulo?

- É, tem razão, deixa pra lá. Temos que respeitar o coirmão. Aliás, senhora Rose, ô Rose, eta secretária surda, você mandou entregar aquele Black Label que eu trouxe da Europa pro Juvenal?

- Pituca, para de mudar de assunto, o troço é sério.

- Tá, tá, que saco. Não sei, não conheço nenhuma outra opção. Eu gosto do Leão.

- Que tal o Jorginho?

- Muito burro. Trocar a Débora pela sem graça da Nina? Prefiro até a Carminha, ela podia ser uma boa gerente aqui.

- Não, Tirone, é um que parece que trabalhou um tempo aqui e…

- Já passou por aqui? É esse mesmo, faz duas semanas que eu não contrato nenhum ex. Sabe que depois do tal Leandro o empresário do Gladstone não para de me ligar? Só falta acertar salário, você acha que 150 mil ia ofender? Melhor 200, né?

- Então, meu sobrinho disse que o Jorginho tá empregado.

- Ih, complicou. Por que tudo é tão difícil? Alguém vai ter que ligar pro presidente do clube dele!

- Presidente, não é por mal, mas acho que o melhor seria você fazer isso.

- Eu? Tá louco?

- Só pra perguntar se tem multa, coisa e tal.

- De jeito nenhum, o Mustafá mandou eu não pagar multa alguma e você sabe como ele fica bravo se a gente desobedece.

- Melhor falar com o jurídico então, quem sabe eles contornam isso?

- É, boa ideia, vou ligar lá (…) Oi, Piraci, tudo bem? Preciso de ajuda (…) Não, homem, pra que que eu quero 30 ingressos? Pra ver esse time aí? Não, quero saber se podemos tirar um técnico de outro clube (…) Ah, tá (…) OK, depois eu decido, agora não sei.

- E aí?

- Não entendi direito, acho que ele falou que é só endemizar o time dele. Esquece, muito complicado.

- Então tem que ser alguém sem clube.

- Isso, muito mais fácil. Eu gosto do Leão, mas deve ter gente boa, né?

- Ah, claro. Por sorte pedi a um filho de conselheiro pra preparar uma lista de nomes, ele só pediu 10 mil.

- Boa, garoto. Quem tem nessa lista?

- Joel Santana.

- Não falo inglês, próximo.

- Vágner Mancini.

- Aquele do restaurante?

- Esquece. Jair Picerni.

- Hmmm, pode ser, depois eu decido. Tem outros?

- Tem sim. Olha esse, Guardiola. Acho que esse moleque tava de sacanagem.

- Ô Frizzo, e o Dunga, já tem time? Cara bravo, decidido, gosto de gente como eu.

- O Palmeiras não é circo pra ter anão, Tirone, vamos voltar aqui pra lista. Só sobrou um nome, Falcão. Posso descartar, né? O Palmeiras não é viveiro pra ter Falcão.

- Não, espera aí. Eu gosto dele, “I´m not dog no”…

- Ô Tirone, tem certeza que estamos falando da mesma pessoa?

- Sei lá, Frizzo, que saco, acho que vou trazer ele mesmo. Depois eu decido. Tô com fome, vambora.

- Tá. Cantina ou churrascaria?

- Precisa decidir agora?

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Este sábado, 12 de maio, marca o décimo aniversário de uma das conquistas mais curiosas do Palmeiras: o título baiano de 2002 (foi o mesmo dia do “hoje não, hoje não, hoje sim”, mas isso é outra história).

O Palmeiras do Nordeste foi uma experiência que durou cerca de três anos, entre 2002 e 2005. No ano anterior, o Verdão fechara uma parceria com a Associação Atlética Independente, time de Feira de Santana fundado no ano anterior e que já em sua estreia subiu da terceira para a segunda divisão baiana. A ideia do então presidente Mustafá Contursi era a de buscar novos talentos numa época em que a Parmalat havia acabado de sair do clube – vale lembrar que pouco antes desse período fora criado o Palmeiras B.

Até o fim de 2001, como citado, era apenas uma parceira, mas que rendeu frutos ao Independente: neste ano, o clube conquistou o acesso à elite baiana, bem como uma vaga na Série C nacional – algo a que um clube de segunda divisão estadual evidentemente não teria direito, mas a influência política do Palmeiras ajudou (sim, houve um tempo em que fomos influentes). E a campanha até que não foi ruim: passou da primeira fase como segundo em um grupo de seis, mas ficou na lanterna de sua chave na segunda fase.

Em 22 de dezembro daquele ano o clube do Palestra Itália resolveu adotar oficialmente a equipe nordestina, que então recebeu o nome de Palmeiras Nordeste Futebol Ltda. E de cara, num golpe de sorte, teve a chance de fazer sucesso: em 2002, os torneios interestaduais receberam maior importância, esvaziando os Estaduais. Assim, o Palmeiras-NE não precisou encarar Vitória e Bahia no certame, e sim outras oito equipes interioranas.

O regulamento previa turno e returno, sendo que os dois primeiros colocados fariam a final e se classificariam para o Supercampeonato Baiano, este sim com os grandes da Boa Terra. Como havia número ímpar de clubes, alguém folgava a cada rodada, e coube ao recém-chegado à elite Palmeiras descansar na última jornada; mesmo assim, com 8 vitórias, 5 empates e 3 derrotas o Verdão (podemos chamá-lo assim também?) se garantiu como líder na penúltima rodada e só aguardou para ver quem seria seu adversário: deu Cruzeiro, de Cruz das Almas.

Assim, Palmeiras e Cruzeiro fizeram uma decisão que, pelos nomes, até parecia ser de Copa do Brasil. No primeiro jogo (sábado, 4/5/2002), em Cruz das Almas, o Cruzeiro saiu na frente logo de cara com o artilheiro da competição Fafá; foi somente aos 33 do segundo tempo que Ricardinho igualou a partida.

Oito dias depois, a grande decisão teve lugar no Estádio Jóia da Princesa. Com gols do decisivo reserva Ricardinho e Dentinho, o Palmeiras bateu o Cruzeiro por 2 a 0 e se tornou o único clube do país a conquistar títulos Estaduais distintos (sem contar o fato que a cisão do Mato Grosso gerou alguns campeões do antigo MT e do novo Mato Grosso do Sul). O time, que tinha uniforme igual ao da matriz, à exceção do goleiro e da ausência de patrocínio (o escudo ainda não era o que abre este texto), tornava-se o primeiro time desde 1969 a romper a sequência de títulos da dupla Ba-Vi.

O time que conquistou nosso 23º estadual

No supercampeonato baiano, disputado como hexagonal, o time até começou bem – fez sete dos primeiros nove pontos, incluindo um triunfo contra o Vitória. Mas perdeu o gás e ficou na lanterna (ainda que a somente quatro pontos do segundo colocado). Naquele mesmo ano, o time chegaria às semifinais da Taça do Estado da Bahia, sendo eliminado pelo Vitória, e caiu logo na fase inicial da Série C – foi sua última competição nacional, já que a vaga para a Copa do Brasil do ano seguinte ficou com o Fluminense de Feira de Santana, “vice-supercampeão”.

Em 2003, o time fez feio no Baiano, caindo prematuramente, mas teve seu último brilho ao conquistar a Taça do Estado da Bahia; incrivelmente, o adversário na decisão foi o mesmo Cruzeiro do ano anterior. Dessa vez, o Palmeiras venceu fora por 1 a 0 e empatou a volta por 1 a 1. Essa partida já não foi em Feira de Santana: alegando ciúmes por parte do Fluminense, time mais famoso da cidade, o presidente Epitácio Pessoa (é isso mesmo) decidiu mandar seus jogos em Candeias, para onde o Palmeiras-NE se mudaria em definitivo no ano seguinte. Coincidência ou não, foi aí que começou a decadência do time, que foi mal no Baiano-2004; em 2005, por fim, a experiência chegou ao fim com o rebaixamento da equipe, que àquela altura já se mudara novamente, agora para Santo Antonio de Jesus. O Palmeiras, já então presidido por Afonso Della Monica, pôs um ponto final na aventura nordestina.

E você que chegou até aqui deve ter se perguntado: OK, o time foi campeão, mas a ideia era revelar jogadores, certo? Pois é, e assim como no caso do time B, nesse sentido não houve grande sucesso: apenas três jogadores vieram da Bahia para São Paulo – e todos eles antes de assumirmos oficialmente a equipe: os laterais-esquerdos Neílton (que nem chegou a jogar) e Róbson (três jogos e três derrotas em 2001, incluindo os 6×2 que levamos em casa do Flu) e o meia Tupã (sete jogos em 2001, incluindo dois pela Libertadores, e um gol marcado, contra o União Barbarense pelo Paulistão).

Curiosamente, o clube posteriormente revelou um jogador mais conhecido, mas que hoje defende nosso maior rival: o atacante Elton, do Corinthians. Tem coisas que só acontecem mesmo com o Palmeiras, o único clube que pode se gabar de possuir títulos dos dois Estaduais mais antigos do país.

FICHA TÉCNICA

12/5/2002: Palmeiras-NE 2×0 Cruzeiro

Local: Jóia da Princesa (Feira de Santana)

Árbitro: Saul Brito (BA)

Gols: Ricardinho e Dentinho

Palmeiras-NE: Manuca; Edvan, Paulo Ricardo, Neto e Neílton; Batistinha, Germínio, Jonga e Dentinho; Nildo e Serginho. Técnico: Hélio dos Santos(não descobrimos no lugar de quem Ricardinho entrou)

Cruzeiro: Pilão, Fábio, Roque, Ricardo e Alex; Marcone, Gildo, Lulinha e Erlan; Vivi e Fafá. Técnico: Aroldo Moreira.

Tupã foi quem mais jogou entre os oriundos do Palmeiras Nordeste

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Tuta é um dos ex-palestrinos ainda na briga

E a rodada final da série A2 sacramentou o improvável – mas quem sabe benéfico – rebaixamento do Palmeiras B, que caiu ante os reservas do São Bernardo por 4 a 0 e viu resultados surpreendentes lhe deixarem como o melhor entre os piores, na 17ª posição.

Não é a primeira vez que o time cai da A2 para a A3: em 2007, o time terminou exatamente no mesmo posto, e ainda assim sobreviveu para subir novamente em 2010. É verdade que a A2 era o máximo possível para os jovens, porém isso não serve para minimizar a queda, ainda mais porque a justificativa para colocar meninos (e outros não tão meninos assim) em campo era dar maturidade ao enfrentar profissionais mais experientes.

Agora, ao disputar a série A3, o argumento não se sustenta: olhando-se os elencos das equipes desta divisão, percebe-se que a maioria dos jogadores também é jovem, com um ou outro veterano no meio, geralmente em times mais conhecidos. Neste caso, aguardamos um posicionamento da diretoria sobre o prosseguimento das atividades da equipe. Se bem que não adianta esperar muito: semestre que vem tem a Copa Paulista, e embora a posição final do time B não garanta vaga, é possível que estejamos inscritos se houver desistências.

Enfim, sabíamos que não haveria festa pelo acesso do time B à elite. Contudo, há jogadores que vestiram o manto verde que terão essa alegria ao final, já que dos oito clubes que disputarão o restante da A2, somente dois não contam com ex-palmeirenses: Ferroviária e Noroeste. Eis a relação de quem ainda briga:

  • Atlético Sorocaba: o volante Fabio Gomes e o atacante Tiago Tremonti (que não chegou a atuar, mas em poucas vezes esteve no banco de reservas).
  • São Bernardo: bom, aí há que forçar a barra – o volante Zé Forte surgiu em nossa base, e esteve presente no histórico Palmeiras B x Palmeiras da Copinha de 2005. Mas não jogou no profissional.
  • Red Bull: o goleiro Gilvan e o veteraníssimo lateral-direito (agora meia) Baiano.
  • Audax: o volante Francis e o atacante Alex Afonso.
  • Penapolense: o atacante Beto.
  • União Barbarense: o atacante Tuta.

E, já que o assunto é esse, verificamos também quais ex-palmeirenses podem subir da A3 para a A2, porém aí a lista é bem curta: excluindo-se eventuais jogadores que passaram apenas pela base, temos somente o lateral-direito Rogério “35 milhões” (Grêmio Osasco) e o volante Alceu e o atacante Osmar (ambos no Marília). Afinal, a imensa maioria dos postulantes, como ressaltamos, joga com novatos. E é isso que aguarda o time B, caso ele realmente siga seu caminho em 2013.

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Palmeiras B 6 x 3 Rio Claro: o ponto alto de uma campanha ruim

Às 10 horas da manhã do domingo, será disputada a rodada final da primeira fase da Série A2 do Campeonato Paulista. Se por um lado todos os clubes classificados já estão definidos (a saber: Audax, Red Bull, Atlético Sorocaba, São Bernardo, Ferroviária, Penapolense, Noroeste e União Barbarense. Em itálico os que contam com a torcida do blog para subir; o quarto clube tanto faz), por outro ainda restam três vagas para a terceira divisão. E a briga para saber quem acompanha o União São João tem, entre seus protagonistas, a incrível fábrica de talentos conhecida como Palmeiras B.

Embora corra um risco considerável, a situação do Verdinho não chega a ser crítica. Em 14º lugar, com 5 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, 20 pontos e saldo de gols -4, basta secar um pouco que o time nem mesmo precisará vencer o São Bernardo no ABC paulista. Uma improvável vitória (o time não vence há seis rodadas e nos últimos 10 jogos só venceu dois: contra o lanterna e o vice-lanterna) livra a cara do time; outro resultado põe o B na dependência dos seguintes confrontos:

- São José (15º, 20 pts, saldo -6) x Penapolense (6º)

- Santo André (16º, 19 pts, 1 vitória a menos que o B) x União Barbarense (8º)

- Audax (1º) x Santacruzense (17º, 19 pts, 1 vitória a menos que o B)

- Rio Preto (18º, 18 pts) x Velo Clube (10º)

Um empate serve se dois dos times acima não vencerem (se três vencerem, o São Carlos tem que perder para o Sorocaba fora por 4 gols). Se o time perder, o cenário é praticamente o mesmo – o que muda é que o São José não poderá nem mesmo empatar.

Mas a questão principal é que , ficando na A2 (onde está desde o ano passado) ou retornando à A3, deve-se questionar qual a serventia desse time. É verdade que esse ano não houve jogadores tão velhos quanto em temporadas passadas, embora ainda haja espaço para um caso como o de Bruno Rodrigues, 23 anos, 3 jogos (trazido do Japão!); mesmo assim, são poucos os que poderiam ter futuro no time de cima. Entre os que mais atuaram, podemos citar o goleiro Pegorari (20 anos), o zagueiro Cléber (19), o lateral esquerdo Cleiton (19), o meia Marcos Vinicius (20) e os atacantes Nadson (22) e Caio Mancha (19, artilheiro do clube com 8 gols).

Nenhum deles, porém, parece que terá qualquer chance de vingar; tal papel caberá aos mais jovens, especialmente à geração que venceu o Paulista sub-17 ano passado, que atuou nesta última Copinha e ainda poderá jogar na próxima. Por estarem de férias e depois retomando o condicionamento, os que foram recrutados para a A2 foram apenas coadjuvantes: Bruno Dybal, por exemplo, só fez 2 jogos; Luís Gustavo, apenas um - e, comprovando ser um zagueiro-artilheiro, fez o seu.

Financeiramente, também não se pode dizer que o time seja um sucesso: não há retorno em vendas de atletas, e a média de público é irrisória. São 171 (sugestivo!) testemunhas por jogo, segunda pior média da divisão – curiosamente, o único time que leva menos gente é o líder Audax.

Enfim, sabemos que esse post lembra bastante o tom daquele que fizemos ano passado, mas não é que nós não sejamos metamorfoses ambulantes: o Palmeiras B é que não muda, mantendo-se mais como problema que como solução ao clube. Assim, é difícil torcer contra, e sabemos que não conseguiremos fazer isso na manhã desse domingo, mas uma eventual queda pode até mesmo ser benéfica, se levar a uma mudança radical no modelo da equipe – ou à sua extinção.

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