Paulo de Almeida Nobre acaba de ser eleito o 38º presidente da história do Palmeiras (a lista completa está no site oficial). Particularmente nos primeiros anos, a troca de comando foi muito mais frequente – uma demonstração clara disso é o fato de que 18 deles, praticamente metade, chefiaram o clube ainda como Palestra Itália. Aproveitando a mudança no trono verde, eis aqui algumas curiosidades sobre os detentores do poder ao longo de nossa história:
- o primeiro mandatário da Società Palestra Italia foi Ezequiel Simoni, que havia se proposto a bancar os custos iniciais de formação do clube e por isso, mesmo sem pedir, foi escolhido para ser dirigente da nova entidade. Ficou no cargo, contudo, apenas por dois meses.
- nos primeiros anos, era difícil esquentar a cadeira. No início de 1917 (apenas dois anos e meio após a fundação), Guido Sarti foi o oitavo a assumir a presidência, e finalmente o primeiro a perdurar um ano inteiro.
- Francesco de Vivo foi o presidente que esteve mais vezes no cargo. Foram quatro passagens; a primeira durou um mês, entre o fim de 1915 e o início de 1916, a última foi de seis meses em 1927. No total, ele esteve pouco mais de três anos no poder.
- Davide Pichetti, o primeiro a ficar mais de um ano (1920-1923) foi também o primeiro a ser campeão paulista, em 1920.
- um dos presidentes do Palmeiras pertencia à família mais rica do Brasil na primeira metade do século XX. Luiz Eduardo Matarazzo era o 13º e último dos filhos de Francisco Matarazzo e foi o mandatário entre o fim de 1928 e o início de 1932, período por sinal em que o Palestra Itália passou em branco no que diz respeito a conquistas.
- o sucessor de Matarazzo, no entanto, teve muito mais sucesso. Num ranking hipotético de “porcentual de aproveitamento” seria difícil bater Dante Delmanto: três anos de mandato e o tricampeonato paulista. De quebra, o Rio-São Paulo de 1933, a inauguração da arquibancada do Palestra Itália e a maior goleada da história do derby.
- Ítalo Adami foi quem “morreu líder e nasceu campeão”. Foi o único a presidir tanto o Palestra Itália quanto o Palmeiras.
- Mario Frugiuele era o presidente durante a Taça Rio. Uma bola usada na decisão contra a Juventus ficou durante muito tempo em sua casa, mas hoje está no clube.
- o presidente que ficou no cargo por mais tempo foi Delfino Facchina: entre 1959 e 1970 e entre 1979 e o meio de 1980, quando faleceu no meio de seu mandato de quatro anos. Em termos de maior tempo consecutivo no cargo, sua gestão de 12 anos empata com a de Mustafá Contursi.
- além de Delfino Facchina, o outro presidente do clube no período das Academias foi Paschoal Giuliano, que também detém o recorde de mais tempo decorrido entre suas gestões. O primeiro dos seus três mandatos começou em 1953; o último se encerrou em 1984.
- Brício Pompeu de Toledo, presidente em duas ocasiões entre 1978 e 1982, era o irmão caçula de Cícero, ex-presidente do São Paulo que dá nome ao Estádio do Morumbi.
- um ex-presidente foi exonerado do cargo: Jordão Sacomani, o primeiro gestor do período da fila, foi deposto por conta da má situação financeira em que colocou o clube.
- Paulo Nobre torna-se o segundo presidente do Palmeiras sem ascendência italiana; o único até agora havia sido o já citado Brício Pompeu de Toledo.
- Valentino Sola, Luiz Eduardo Matarazzo, Hygino Pellegrini, Mario Frugiuele, Ferruccio Sandoli e Delfino Facchina são nomes de ruas em São Paulo (a Hygino Pellegrini, por sinal, ao lado do Palestra). Dante Delmanto dá nome a um viaduto, Francisco Patti a uma praça, Raphael Parisi e Mario Beni a escolas.
A biografia de alguns dos principais presidentes do clube pode ser conferida aqui.
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Não queríamos nos envolver no clima de Fla-Flu eleitoral, mas admitimos: a equipe do blog torceu por Décio Perin. Felizmente sabíamos que, ao contrário da última vez, ambas as opções prometiam um futuro melhor, e é por isso que não nos sentimos derrotados. Paulo Nobre comandará o clube em dois momentos altamente positivos – a reinauguração de nossa casa e o centenário – mas ao mesmo tempo assume um time com pouca grana, pouco elenco, pouco legado de seu desastroso antecessor mas muito o que fazer, a começar por uma campanha decente na Libertadores e, claro, o retorno à elite nacional. De cara, contará com forte apoio popular. Não é tudo – e a gestão Belluzzo mostrou isso perfeitamente – mas é bastante e um bom começo, ainda mais agora que, na próxima eleição, é o voto direto que decidirá.
Toda sorte do mundo a Paulo Nobre; seu sucesso será o sucesso do Palmeiras. Por isso, torcemos todos para que faça uma ótima gestão e que nos conduza de volta ao rumo que o Alviverde Imponente se acostumou a trilhar durante quase noventa e nove anos.













