Continuando o calvário que a cada rodada nos dá a certeza de que a série B2013 é inevitável, o Palmeiras, mesmo com um jogador a mais em campo desde os 16 do primeiro tempo, não saiu do zero contra o Grêmio.
A partida foi um retrato típico de como o lado psicológico pode afetar o desempenho de uma equipe. O Palmeiras teve total domínio das ações, com posse de 2/3 do tempo de bola rolando, mas não conseguiu transformar a visível superioridade em vitória.
Pior: não conseguiu traduzir esse domínio em chances claras de gol. O maior tempo de bola no pé se resumiu a chutes de longa distância, chuveirinhos para a área e um lance isolado de Barcos, que para encerrar a noite com um toque de crueldade, parou na travessão.
Mais uma vez o que vimos foi o Palmeiras superior ao adversário, mas sem poder para matar a partida. Este problema passa por uma série de fatores, desde o já citado lado psicológico, até a falta de um meia que jogue (regularmente) de cabeça erguida, organizando o jogo e criando jogadas de efetivo perigo.
A situação só piora quando observamos o desempenho dos adversários diretos (no momento: Sport, Coritiba e Bahia). Hoje, na melhor das hipóteses, precisamos de 2 rodadas “perfeitas” para sairmos da ZR. Na prática, sabemos que isso dificilmente acontecerá, justamente porque tudo tem conspirado contra, independente dos 10 pontos tungados pela arbitragem.
Avaliações
- Bruno: teve pouco trabalho e não comprometeu – 5
- Artur: foram dele os chutes de longa distância que levaram algum perigo a meta gremista no primeiro tempo – 5,5
- M.Ramos e T.Heleno: com os dois em campo o sistema defensivo visivelmente ganha em solidez – 7
- Juninho: é um caso de estudo. Geralmente os jogadores sentem o peso da camisa ao chegarem no clube. Este parece estar sentindo o peso quase 1 anos após ter chegado – 4
- Henrique: é excelente na função de proteção da zaga e na saída de jogo. O problema é quando precisa chegar ao ataque e criar, pois não é a dele – 6
- Araújo: só de não ter aprontado das suas já está valendo – 5
- J.Vitor: idem ao Araújo – 5
- Thiago Real: chegou numa fogueira danada e mostrou personalidade para estar em campo. Com a bola no pé não acrescentou muito. Aguardemos os próximos capítulos – 6
- Luan: a mesma vontade e vergonha na cara de sempre, que em muitos momentos compensam a fatal de técnica – 5,5
- Barcos: dá dó vê-lo isolado nesta equipe, lutando da forma que pode para criar alguma coisa em um lance individual – 7,5
- Corrêa: pelo menos esse sabe cruzar, diferente de todos os laterais que passaram pelo Palmeiras nos últimos 10 anos – 5,5
- Maikon Leite: entrou, deu um chute no gol e errou todo o resto – 4
- Mazinho: em um jogo onde o principal artifício foram as bolas alçadas na área, me parece que a melhor alternativa teria sido colocar o Obina – 5
- Felipão: em termos de esquema de jogo não há muito mais a se fazer. A equipe não vem jogando mal, mas falta o poder de transformar a superioridade em gols, o que não pode ser totalmente creditado a ele – 6
Melhores Momentos
Ficha técnica
PALMEIRAS 0 X 0 GRÊMIO
PALMEIRAS: Bruno; Artur (Corrêa), Thiago Heleno, Maurício Ramos e Juninho; Henrique, João Vítor, Márcio Araújo (Maikon Leite) e Tiago Real; Luan (Mazinho) e Hernán Barcos
Treinador: Luis Felipe Scolari
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Naldo, Werley, Pará e Ânderson Pico; Souza, Fernando, Zé Roberto (André Lima) e Marco Antônio (Marquinhos); Marcelo Moreno (Léo Gago) e Kléber
Treinador: Vanderlei Luxemburgo
Cartões amarelos
PALMEIRAS: Luan, Tiago Real, Maikon Leite e Corrêa
GRÊMIO: Kléber, Marcelo Moreno, Naldo, André Lima e Ânderson Pico
Cartões vermelhos
GRÊMIO: Kléber
Árbitro
Sandro Meira Ricci (DF)
Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)






