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EP93_FINAL

E agora eu vou soltar a minha voz: gooooooooooooooooool do Palmeiras!

Não foi apenas José Silvério quem soltou sua voz. Naquele instante, com exatos 9 minutos e 59 segundos da prorrogação, Evair marcou o último gol do Campeonato Paulista e milhões de palmeirenses souberam que o grito tantas vezes reprimido de “é campeão” finalmente podia sair de suas gargantas: o Campeão do Século voltara, o inverno se acabara.

(E até hoje eu ainda não consigo conter as lágrimas ao descrever esse dia)

A partida que nos redimiu começou bem antes de Edmundo (acho) rolar a bola pela primeira vez. Muito antes da execução do Hino Nacional por Agnaldo Timóteo. De mais de 104.000 torcedores afluírem ao Morumbi para verem o mais importante capítulo da vida de torcedor de toda uma geração.

Começou, claro, quando Viola teve a feliz ideia de imitar um porco na primeira metade da decisão. O Palmeiras até perdeu aquela partida, mas o camisa 9 corintiano deu ao Verdão a faísca que faltava para incendiar os últimos 120 minutos de agonia.

Premido pela necessidade de vencer, Luxemburgo colocou um banco ofensivo (com Velloso, Alexandre Rosa, Jean Carlo, Maurílio e Soares). O time inicial era o que vinha jogando, com a necessária troca do suspenso Amaral por Daniel – além, evidentemente, do retorno de Evair aos titulares.

Sérgio; Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão, Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Zinho; Edmundo, Edílson, Evair. Um timaço.

Desde o primeiro minuto ficou nítido quem daria as cartas: com apenas 58 segundos, Edmundo perdeu uma chance incrível. Aos 9’30″, foi Edílson quem invadiu, mas, desequilibrado, não concluiu bem. Três minutos depois, Zinho pegou um rebote de escanteio e chutou em cima de Ronaldo.

Nelsinho percebeu que o crime estava prestes a ser cometido, e tomou uma decisão destemida: com apenas 18 minutos, trocou Adil por Tupãzinho, com o claro intuito de reforçar a marcação. As chances do Palmeiras então escassearam um pouco, mas o time ainda dominava a peleja.

Mesmo assim, quem deu o susto seguinte foi o Timão: aos 32, uma cabeçada de Viola que nem foi tão perigosa assim, mas que quase causou uma parada cardíaca neste então moleque de 15 anos. Foi a última vez naqueles 17 anos em que o Palmeiras esteve ameaçado de perder.

Afinal, a redenção começaria dali a pouco: aos 36 minutos e 41 segundos, Zinho explodiria a metade verde do estádio ao abrir o placar após a bola passar por boa parte do time, a partir do goleiro Sérgio. Com aquele gol, a vantagem na decisão voltava a ser alviverde: se a meta do Palmeiras não fosse vazada, o título viria.

A missão palmeirense ficou um pouco mais fácil minutos após a abertura do placar: aos 39’20″, Henrique fez falta duríssima em Edílson e, já tendo o amarelo, teve que ir para o chuveiro (depois reclamaria do juiz, mas basta olhar o lance que não resta dúvida do acerto na expulsão). Nelsinho já tinha usado uma substituição e, não querendo queimar a segunda, pediu para Ricardo, que vinha jogando na lateral esquerda, ficar na zaga. Do ponto de vista alvinegro, foi uma atitude corretíssima, como se verá.

Antes do intervalo, houve ainda a famosa voadora de Edmundo em Paulo Sérgio, que não foi muito diferente do que os jogadores do rival, particularmente Ricardo, já tinham feito com nosso camisa sete por toda a primeira etapa. O fato é que o primeiro tempo se encerrou com vantagem verde no placar, no número de jogadores e no ânimo da ainda escaldada torcida.

Após um minuto de silêncio em homenagem ao pai do zagueiro alvinegro Marcelo, a segunda etapa começou com o Corinthians mais bem postado em campo. Com um a menos prematuramente, o time sabia que levar a partida para a prorrogação era forçar um desgaste desfavorável, e portanto, já que tinha que marcar um gol, melhor que fosse no tempo normal.

A estratégia acabou barrando na boa atuação da zaga palmeirense, e pouco a pouco o Verdão começou a reagir, até chegar a um ponto crucial na história do Palmeiras: após um drible de Tonhão (!), uma arrancada de TONHÃO (!!), seguida por um lançamento perfeito de trivela para Edmundo de TONHÃO (!!!), Ronaldo derrubou o Animal, que vinha sozinho, e ganhou um cartão vermelho de presente. Numa aula de malandragem (temos que reconhecer, ele foi brilhante), o camisa 1 fingiu ter sido agredido e conseguiu ao menos levar embora com ele o camisa 4 do Verdão. Não faz mal: Tonhão saiu do campo para entrar para a História. Ele ainda faria mais 87 partidas pela equipe, mas poderia ter se aposentado em glória naquele instante.

O Corinthians foi obrigado a fazer sua segunda alteração – já pensaram se Nelsinho tivesse mexido após a expulsão de Henrique? O time seria obrigado a atuar o resto do tempo com um jogador de linha no gol. Assim, o mesmo Tupãzinho que entrara no lugar de Adil deu lugar a Wilson “Macarrão”, que quase 11 anos depois seria técnico interino do Palmeiras.

Vendo o adversário com apenas 8 na linha, Luxemburgo arriscou manter a equipe sem sacrificar um de seus atacantes para colocar Alexandre Rosa. Foi arriscado: mesmo com nove contra dez, o Corinthians mostrava brio e volta e meia ameaçava. Mas também foi certo: permitiu o golpe que praticamente garantia a prorrogação.

Zinho roubou bola em nosso campo, praticamente dentro da área, e desceu rapidamente; vários jogadores o acompanharam. Foi assim que, ao tirar a bola de Evair, a zaga alvinegra não conseguiu afastar, e botou a bola no pé de Mazinho. O lateral direito arrancou pela esquerda, deixou seus marcadores deitados ou perplexos e rolou para Evair, aos 28 minutos e 57 segundos, marcar o segundo gol, o gol que mostrou que qualquer resto de equilíbrio acabara: o Palmeiras era senhor da decisão. E assim caiu o longo jejum de Evair, que ficou fora muito tempo por lesão: a última vez que o Matador fora às redes havia sido dois meses e um dia antes, contra a Portuguesa.

2a0

Sabendo que não marcaria os dois gols que lhe dariam o título diretamente, o Corinthians tomou a decisão óbvia: diminuiu o ritmo à espera da prorrogação, quando lhe bastaria um. O Palmeiras evidentemente fez o mesmo, e os 20 minutos finais do segundo tempo só não passaram despercebidos porque houve ainda mais uma estaca cravada no rival: em meio a muitos gritos de “Palmeiras” e alguns tímidos de “olé”, Antonio Carlos lançou Daniel, que entrou rápido na área, deixou Marcelo sentado mais uma vez e centrou para Evair, que escolheu o canto mas jogou no pé da trave. Rápido como uma flecha, Edílson encheu o pé no rebote e, aos 38 minutos e 18 segundos, marcou o terceiro. Um tento que, se não mudava a história do jogo, valeu por construir a goleada. E que foi um prêmio ao provavelmente melhor jogador palmeirense em toda aquela campanha (é isso mesmo: temos pinimba do Capetinha pelo que fez no rival, especialmente a final de 1999, mas é justo reconhecer – ele contribuiu muito, muito mesmo, para que hoje possamos falar sobre 1993).

O resto do tempo normal prosseguiu sem maiores emoções (mentira, cada minuto que passava trazia um sentimento cada vez melhor), e os oponentes se alinharam para a prorrogação. A batalha final.

Logo ficou claro para qualquer espectador isento – palmeirenses e corinthianos estavam nervosos demais para racionalizar o que fosse – que o time do Parque São Jorge dependeria mais da sorte que de bola. Porque essa estava o tempo todo nos pés verdes.

O massacre foi amplo: aos 2, bela jogada de Edmundo e Edílson perdeu um gol incrível. Aos 4, Edmundo mandou pra fora. O Corinthians tentou responder aos 7, quando Viola invadiu a área, gingou, mas o chute foi bloqueado.

A resposta foi fulminante: vinte segundos depois, Edmundo era derrubado na área por Ricardo. Pênalti que José Aparecido de Oliveira assinalou incontinenti. Pênalti após o qual o mundo seria um lugar melhor.

Antes de Evair tomar a bola para si, deu tempo para Ezequiel ser expulso por reclamação. Reduzido a oito e vendo o camisa 9, que pelo Palmeiras jamais falhara numa cobrança da marca fatal, ir para a bola, o Corinthians sabia que sua sorte estava selada. Dificilmente a vingança de 1974 se concretizaria.

E Evair não decepcionou.

Dali para a frente, dizem que o já eterno ídolo foi substituído por Alexandre Rosa, e Edílson por Jean Carlo. Pode ser. Àquela altura eu já estava em outro plano, mergulhado nos sonhos alimentados durante anos que por fim se tornavam realidade. Só sei que voltei à Terra mais ou menos na hora em que Luxemburgo cumprimentava Nelsinho e ia para o vestiário, naquele gesto de, hmmm, humildade calculada.

Poucos segundos depois, acabava a partida, acabava o campeonato, acabava o pesadelo. E a festa explodiu no estádio, na cidade, em vários pontos do país.

E, naquele dia dos Namorados, finalmente essa nossa imensa paixão que é o Palmeiras voltava a ser correspondida.

campeao1993

*

Não curtiu muito a narração do Luiz Alfredo? Então reviva aquele jogo com outras vozes:

José Silvério

Silvio Luiz (a que eu acompanhei)

Fiori Gigliotti (pena não ter outras)

Osmar Santos

*

É evidente que o Palmeiras não foi campeão somente naquele dia. O título foi o resultado de uma bela campanha que consistiu em 38 jogos, com 26 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, 72 gols a favor e 30 contra, saldo de 42.

Trouxemos nos últimos meses um resumo de toda esta campanha. Confira aqui todos os jogos que nos levaram ao fim do jejum, além de alguns outros momentos marcantes desta inesquecível trajetória.

O cenário

Primeira fase – 1º turno

Primeira fase – 2º turno

Quadrangular semifinal

Final

*

Alguns jogaram muito, outros só alguns minutos. Mas todos estes 25 jogadores e 3 treinadores entraram para a história do Palmeiras:

Goleiros

  • Sérgio Luiz de Araújo (35 jogos, 26 gols sofridos)
  • Wagner Fernando Velloso (4 jogos, 4 gols sofridos)

Laterais

  • Iomar do Nascimento, Mazinho (36 jogos, 1 gol)
  • Roberto Carlos da Silva (33 jogos, 4 gols)
  • João Luís Barbosa (19 jogos)
  • Jefferson Vieira da Silva (5 jogos, 1 gol)
  • Cláudio Guadagno (2 jogos)

Zagueiros

  • Antonio Carlos Zago (34 jogos, 2 gols)
  • Antônio Carlos da Costa Gonçalves, Tonhão (17 jogos)
  • Édson Manoel do Nascimento, Edinho Baiano (23 jogos, 1 gol)
  • Alexandre Ricardo Rosa (9 jogos)

Meias

  • Carlos César Sampaio Campos (34 jogos, 4 gols)
  • Daniel Frasson (25 jogos, 1 gol)
  • Crizam César de Oliveira Filho, Zinho (36 jogos, 9 gols)
  • Edílson da Silva Ferreira (35 jogos, 11 gols)
  • Alexandre da Silva Mariano, Amaral (11 jogos)
  • Jean Carlo de Souza (26 jogos, 4 gols)
  • Juliano César de Moraes Tobias, Juari (3 jogos)
  • José Aparecido Pereira, Naná (1 jogo)

Atacantes

  • Evair Aparecido Paulino (24 jogos, 18 gols)
  • Edmundo Alves de Souza Neto (34 jogos, 11 gols)
  • Cléverson Maurílio Silva (25 jogos, 4 gols)
  • José Carlos Soares (3 jogos, 1 gol)
  • Aguinaldo Luiz Sorato (2 jogos)
  • Paulo Sérgio Gonzatti (1 jogo)

Técnicos

  • Wanderley (grafia da época) Luxemburgo da Silva (14 jogos, 12V/2D)
  • Otacílio Gonçalves da Silva Júnior (23 jogos, 14V/6E/3D)
  • Raul Pratali Filho (1 jogo, 1D)

palmeiras-1993

*

Ficha Técnica

Gols: Zinho 36 do 1º Tempo; Evair 28 e Edílson 38 do 2º Tempo; Evair aos 9 do 1° tempo da prorrogação

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel e Edílson (Jean Carlo); Edmundo, Evair (Alexandre Rosa) e Zinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Corinthians: Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Marcelinho Paulista e Neto; Paulo Sérgio, Viola e Adil (Tupãzinho, depois Wilson). Técnico: Nelsinho Baptista

Cartões Vermelhos: Henrique, Ronaldo, Tonhão e Ezequiel

Cartões Amarelos: Roberto Carlos, Mazinho, Zinho, Edmundo, Marcelo, Leandro Silva e Neto

Árbitro: José Aparecido de Oliveira

Local: Morumbi, para 104.401 pagantes e renda de Cr$ 18.154.900.000,00.

Palmeiras Campeão Paulista de 1993

*

As capas do dia seguinte (notem a do Estadão: é uma raridade que a manchete principal seja esportiva)

Capa Estadão

Capa Folha

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Antônio Carlos: o terceiro gol começou com ele.

Antônio Carlos: o terceiro gol começou com ele.

Quinta-feira, dia do penúltimo treino em quase dezessete anos de jejum, desta vez em Bragança Paulista, pois em Atibaia havia muitos cururus à beira do gramado. Na véspera, o Palmeiras havia treinado o posicionamento da defesa nas cobranças de falta de Neto; desta vez, foi o contrário: cobranças de falta a favor, para quem sabe ferir o adversário com suas próprias armas. Também optou por testar um forte avanço dos laterais, especialmente Mazinho (que, por estar no Verdão por empréstimo que se encerraria no mês seguinte, tinha uma carreira em jogo).

Como se viu dois dias depois, tais treinamentos não tiveram muita utilidade: não foi a bola parada que nos fez vencer, nem que tirou a chance do rival. E as laterais foram mesmo um ponto forte do time, mas a jogada do camisa 2 que terminou nas redes foi… pela esquerda.

Uma outra arma testada, porém, foi eficaz: os lançamentos de Antônio Carlos desde a intermediária para o trio de atacantes. Durante a partida, porém, quem recebeu o bom lançamento foi Daniel, e dali saiu o terceiro gol. No ano seguinte, foi assim que saiu também o gol de empate na decisão do Brasileiro contra o mesmo Corinthians, o que certamente é mais uma curiosidade do que fruto daquele treinamento no interior.

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EP93_SCCPxSEP2

Um time habilidoso contra a pressão. Os milhões da Parmalat contra os fracassos de anos. Jogadores de seleção contra a seca de títulos. E, claro, um gigante paulista contra outro.

No primeiro round da decisão do Paulistão 1993, todos os traumas de dezessete anos de inglórias vieram à tona para os palmeirenses. O obstinado elenco corintiano, que já tinha deixado pelo caminho o então campeão mundial, venceu por 1 a 0 e passou a ter a vantagem de buscar apenas um empate no sábado seguinte. O rival tinha a grande chance de vingar 1974.

Ciente de que eram inferiores na técnica, os alvinegros ganharam na luta e na tática. O catenaccio corintiano aprisionou o time alviverde de tal forma que Edmundo ficou enredado por Marcelo e Ricardo, Edílson foi dominado por Ezequiel e Zinho parou em Leandro Silva. Os laterais não subiam, e Maurílio, bom, a natureza dava conta (e Mauricio estava de sobreaviso).

Apenas marcar cuidadosamente não bastaria ao Corinthians, que afinal de contas teria que ganhar uma das duas partidas. Mas a sorte sorriu logo aos 13 minutos, quando Viola, que acreditou numa bola quase perdida, se atirou para escorar cruzamento de Neto, vencer Sérgio e fazer o que seria o único gol do jogo.

A comemoração ficou famosa: Viola nem se levantou direito para comemorar; agachou e imitou um porquinho. Foi um golpe duro para os palmeirenses, que jamais o perdoariam, mesmo quando ele vestiu nossa camisa.

O cenário agora estava ao feitio do alvinegro. O Palmeiras tinha a bola, mas não furava o bloqueio rival. Até o fim do primeiro tempo, houve apenas uma chance mais clara, em chute de Edmundo que Ronaldo agarrou.

Era necessário um fato novo para modificar o panorama da partida, e ele veio no intervalo: numa mudança esperada desde o começo da semana, Maurílio deu lugar a Evair. A equipe melhorou, e logo Zinho e Edilson tiveram chances. César Sampaio se lesionou e Jean Carlo entrou, aumentando ainda mais a pressão. Tonhão, Edmundo e Jean Carlo desperdiçaram oportunidades. Evair, meio sem ritmo, não teve sua vez, mas chamava atenção de toda a zaga rival.

Aí Moacir e Amaral se estranharam. Cartão vermelho para os dois. O Palmeiras ficou sem nenhum volante, e o Corinthians, cioso da vantagem, trocou Neto por Marcelinho (o futuro “Paulista”) e manteve o ferrolho.

Desgastado e sem marcação eficiente, o Verdão começou a ceder terreno e ambos começaram a trocar golpes. O Palmeiras se atirava, já que saldo de gols era irrelevante – o famoso “perdido por um, perdido por mil”. E assim o adversário criou, mas também não fez, até a hora de decidir que estava bom assim, e que era bobagem tentar algo mais.

O Corinthians se trancou e conseguiu fazer o ataque verde passar em branco. A superação alvinegra assustou a torcida palmeirense, que vivia um momento de otimismo só comparável ao de 1986. Difícil saber qual decepção seria maior, caso o fracasso se concretizasse dali a uma semana…

Ficha Técnica

Gol: Viola aos 13 do 1º tempo

Corinthians: Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Moacir e Neto (Marcelinho Paulista); Paulo Sérgio, Viola e Adil (Tupãzinho). Técnico: Nelsinho Baptista

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio (Jean Carlo), Amaral e Edílson; Edmundo, Maurílio (Evair) e Zinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Cartões vermelhos: Moacir e Amaral

Cartões amarelos: Marcelo, Edmundo, Leandro Silva, Evair, Tupãzinho e Neto

Árbitro: Dionísio Roberto Domingos

Local: Morumbi, para 93.736 pagantes e renda de Cr$ 15.789.250.000,00

edmundo

Edmundo lutou, mas o Palmeiras saiu atrás na decisão

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EP93_RBAXSEP

Nem precisou do time titular. Na última partida do Palmeiras fora da capital antes de soltar o grito de campeão, um mistão derrotou o já eliminado Rio Branco em Americana pela contagem mínima.

Apenas quatro dos jogadores escalados para aquela partida eram realmente titulares: Sérgio, Tonhão, Amaral e Edílson. Sendo assim, o desentrosamento e a falta de ritmo de alguns atletas que jogavam pouco, como Alexandre Rosa, Jefferson e principalmente Sorato, fez com que o time não fluísse: após um início até bom, o Palmeiras começou a ceder terreno para as investidas do Tigre. Cada vez mais o Rio Branco pressionava, e se o placar permaneceu zerado até o intervalo foi principalmente por mérito de Sérgio.

O segundo tempo começou igual, mas aí entrou em campo o “quem não faz toma”: numa rara escapada, Edílson foi derrubado dentro da área. Jean Carlo não desperdiçou: 1 a 0.

O placar mudou, mas a partida não: o Verdão continuou sofrendo em campo, contando com a ineficiência rival. E ainda por cima dois dos titulares foram substituídos: Amaral saiu para entrada de Juari e Edílson deu lugar a, ora só, Paulo Sérgio, o autor do primeiro gol do Palmeiras após a parceria com a Parmalat e que ainda não havia atuado em 1993 (no Brasileirão jogaria com mais frequência). Quem colecionou o famoso álbum de figurinhas pós-título lembra que Paulo Sérgio foi o único jogador que não posou com uniforme do clube.

Mesmo com a equipe chegando ao fim do jogo completamente desfigurada, a quinta vitória no quadrangular veio. A partida era praticamente um amistoso, mas ainda assim o Palmeiras mandava seu recado: tinha elenco, e vinha babando por conquistas.

Ficha Técnica

Gol: Jean Carlo (pênalti) 12 do 2º Tempo

Rio Branco: Hugo, Marcinho,  Camilo, Leandro e Carlinhos Capixaba; Sidnei, Alexandre (Moreno) e Aritana (Duda); Gílson Batata, Ronaldo e  Toninho Cajuru. Técnico: Cassiá

Palmeiras: Sérgio, Cláudio,  Tonhão, Alexandre Rosa e Jefferson; Amaral (Juari), Daniel e Edílson (Paulo Sérgio); Maurílio, Sorato e Jean  Carlo. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Cartões Amarelos: Jefferson, Camilo, Sidnei, Maurílio e Amaral

Árbitro: Edmundo Lima Filho

Local: Estádio Décio Vitta, para 15.567 pagantes e renda de Cr$ 1.738.735.000,00

Na falta de Evair, Jean Carlo pôs na cal e marcou

Na falta de Evair, Jean Carlo pôs na cal e marcou

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EP93_SEPxGUA2

Ao contrário do que aconteceu em tantos anos de insucessos, desta vez o Palmeiras seguia implacável com os times do interior. No Parque Antarctica, o Verdão derrotou pela segunda vez no quadrangular o Bugre (no campeonato todo, foram 4 jogos e 4 vitórias contra este time que costuma complicar), e só não se classificou à final porque ainda dependia do resultado de Ferroviária x Rio Branco, que ocorreria no dia seguinte. Se o time de Araraquara não vencesse, a vaga era nossa. O adversário ainda estava indefinido: o outro grupo estava embolado e os jogos da quarta rodada ainda não haviam acontecido.

O primeiro tempo foi marcado pela pancadaria, que vitimou rapidamente Edu Lima, o mais talentoso bugrino. Acertado por Edmundo, saiu antes dos 10 minutos, debilitando o ataque rival. Ainda assim, o árbitro distribuiu apenas três amarelos em toda a partida.

Apesar de perder sua referência, o Bugre fazia uma boa partida; a marcação nos atacantes palmeirenses era eficaz e a constante movimentação do ataque impedia as descidas dos laterais. O Alviverde, assim, jogava à base da ligação direta, quase sempre infrutífera.

Para abrir uma opção de ataque, Amaral foi para a direita cobrir os avanços de Mazinho. Deu certo: aos 31, o camisa 2 fez grande jogada e centrou para Maurílio, que chutou para defesa parcial do goleiro bugrino. No rebote, o próprio Mazinho apareceu para empurrar para o gol e assim marcar seu único tento em partidas oficiais pelo Verdão (ele fez outro pela Copa Parmalat).

Após o gol, o time se acomodou e por pouco não levou o empate ainda no primeiro tempo, mas o chute de Jura bateu na trave. E, depois do intervalo, ambas as equipes fizeram uma apresentação muito pobre; o Palmeiras não jogou bem, e o Guarani, desmotivado, não buscou muita coisa. Desta forma, a peleja prosseguiu modorrenta até o apito final.

Se não teve show, o importante é que o Palmeiras manteve os 100% do quadrangular e podia na quinta-feira comemorar pelo radinho. O espetáculo ficaria para depois.

Ficha técnica

Gol: Mazinho aos 31 do 1° tempo

Palmeiras: Sérgio, Mazinho,  Antônio Carlos (Alexandre Rosa), Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio, Amaral e Edílson (Jean Carlo); Edmundo,  Maurílio e Zinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Guarani: Narciso, Jura,  Fernando, Marcelo e Rocha; Valmir, Missinho e Edu Lima (Gilmar); Mauricinho, Luizão (Ricardo Eugênio) e Alex. Técnico: Flamarion

Cartões Amarelos: Amaral, Marcelo e Missinho

Árbitro: Antônio de  Pádua Sales

Local: Palestra Itália, para 22.602 pagantes e renda de Cr$ 3.211.675.000,00

O único gol de Mazinho em jogos oficiais veio em boa hora

O único gol de Mazinho em jogos oficiais veio em boa hora

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El Matador curtiria o prêmio

El Matador curtiria o prêmio

Há distantes quatro meses e meio lançamos uma promoção para ver quem preveria melhor os resultados do Paulistão 2013. E, com o encerramento (decepcionante) do campeonato (também decepcionante), chega ao fim a espera dos participantes. É hora de saber quem leva a camisa retrô.

E o vencedor atende pelo codinome de tanakeira. Com palpites certeiros (acertou campeão e vice, um semifinalista, o campeão do interior e o melhor dos times promovidos), ele fez jus ao prêmio. Entre 31 participantes, ele foi um dos únicos dois a cravar o título do arquirrival – e o outro que o fez é editor do blog e não concorria à camisa.

Quer conferir o seu desempenho? Aqui está o Resultado do Palpitão de todos os concorrentes. Se houver dúvida sobre algum quesito, veja o link inicial para entender os critérios de pontuação.

Parabéns, tanakeira! Entraremos em contato para a entrega do prêmio.

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livro-1942

Bem-vindos à nova seção do blog! Em “Cultura Alviverde”, faremos resenhas de livros, filmes e o que mais apareça ligado ao Verdão. Considerando a enxurrada de material que deve ser lançada em breve por ocasião do centenário, cremos que material para análise não faltará. E para celebrar esta nova coluna, nada melhor que uma promoção, certo? Por isso, sortearemos entre os leitores um exemplar do livro sobre o qual falaremos nesta edição inaugural.

*

Por Claudio RK

Existe um certo preconceito contra livros cujo tema é futebol; muitas vezes eles pecam por superficialidade e parcialidade. Confesso que foi esperando por ambos os defeitos que comecei a ler 1942, o Palestra vai à guerra, de Celso de Campos Jr., obra que narra o período turbulento em que o Palestra se tornou Palmeiras. Mas me surpreendi de forma bastante positiva, especialmente no primeiro quesito.

Percebe-se facilmente que o autor investiu tempo em sua pesquisa. As fontes são inúmeras, e poucos detalhes importantes escaparam; o clima vivido pelo Palmeiras – e pela sociedade paulistana e brasileira – é descrito de forma a não deixar dúvidas sobre como o Estado Novo e alguns de seus integrantes ameaçavam a própria existência do Palestra Italia, e de como a história da sobrevivência de nosso clube vai muito além da troca de nome. Você sabia que o clube quase nem participou do Paulista de 1942, ponto central em nossa história?

O livro alterna as descrições dos cenários político e esportivo daquele ano; ao mesmo tempo em que procura mostrar como o ambiente internacional evoluiu de modo a envolver o Brasil na guerra, destacando obviamente os ataques a navios locais por submarinos germânicos, traça um belo resumo do que foi o Campeonato Paulista daquele ano não somente a partir do ponto de vista alviverde, como também mostrando como os rivais se prepararam (somente a bombástica contratação de Leônidas da Silva pelo São Paulo merece algumas páginas, uma deferência justa).

O estilo do autor particularmente me agradou porque se assemelha ao que tentamos fazer aqui no blog em nossos textos sobre momentos históricos – não só descrever o fato, como todo o contexto em que ele se deu. E aí entendemos como as inúmeras intervenções do governo getulista não deram alternativa à diretoria palestrina. Era se reinventar ou ter um destino assemelhado ao da Associação Alemã de Esportes, que cedeu o Canindé – sim, o terreno onde hoje se situa o estádio da Lusa – ao São Paulo por, digamos, livre e espontânea decisão de fora.

Se a riqueza de histórias, detalhes e causos é preciosa e em minha opinião justifica amplamente por si só a leitura, no quesito “parcialidade” ficam algumas dúvidas. É fato que o Palestra Itália definitivamente não era o clube da predileção da elite paulista, porém o quadro pintado é de que ninguém apoiava o time da Água Branca; naquela época, contudo, o tamanho de nossa torcida era semelhante ao do Corinthians, senão maior. Por mais que o São Paulo Futebol Clube tivesse apoio maciço na imprensa – e Paulo Machado de Carvalho, este que vai saber por quê nomeia o Estádio Municipal, tem sua ação detratória muito bem explicitada - é difícil entender como uma equipe de tão poucos torcedores e sócios (algo destacado por Campos Jr.) conseguia exercer tal influência sobre as outras agremiações. Fiquei com a mesma sensação que tenho sobre a imprensa atual – ora de que os palmeirenses somos injustiçados ao extremo, ora de que somos algo (e “algo” é um eufemismo) paranoicos.

O ano foi passando e o Palestra Italia, que já havia mudado de nome uma vez, se viu forçado a fazê-lo novamente, isso às vésperas do Choque-Rei que poderia decidir o campeonato (e, numa das poucas omissões graves, o autor não diz o que aconteceria caso o Tricolor vencesse a partida e depois terminasse o certame empatado conosco. Haveria jogo-desempate, nos diz Jota Christianini, nosso desafogo nas horas difíceis). O relato da partida que decidiu o torneio, o primeiro jogo da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, é o clímax da obra, e as 10 páginas dedicadas a ela são lidas de uma só vez. É um momento que nos traz um orgulho incomparável de termos sangue verde correndo em nossas veias, e que deveria fazer muita gente que hoje tem poder no clube corar de vergonha pelo que se esforçam em nos diminuir. Apesar disso, um clube que triunfou naquelas circunstâncias, amigos, não tem como perder sua grandeza.

O projeto gráfico também merece menção. Senti falta de fotos “de cara limpa” – o trabalho de Gustavo Piqueira sempre tem algum texto de jornal, alguma coloração sobre os retratos; fica contudo a impressão que a opção foi esta porque a qualidade do material à disposição não era das melhores. Ao longo do livro, vamos nos habituando a esse estilo, e ao fim e ao cabo é necessário reconhecer: se pode não ser plenamente de agrado de todos, em compensação cumpre sua função: é chamativo e nos faz ver e rever as imagens, cada vez encontrando algo que nos havia passado despercebido.

Uma sugestão para uma futura reedição: colocar um índice remissivo. Volta e meia aparece um nome que já tínhamos lido, mas queremos relembrar em qual situação. E uma ressalva: um livro que em minha opinião se destacou justamente por ser tão factual, por deixar pouco passar batido, não precisava terminar num tom tão subjetivo, pinçando cartas de leitores de jornais da época. OK, é um retrato até válido daquele momento, porém escorrega para uma chacota desnecessária. Os fatos por si só já deveriam envergonhar aqueles que fugiram de campo no dia em que o Palmeiras nasceu campeão.

Recomendado para: qualquer palmeirense, claro, mas também para quem queira conhecer um pouco do cenário político do período de guerra e/ou do cenário esportivo do início dos anos 40, quando vários craques perderam a chance de ter seus nomes mais lembrados por não poderem disputar uma Copa do Mundo.

Não recomendado para: quem acha injusto o juiz ter mandado voltar a cobrança do Pato.

Informações:

Livro: 1942 – O Palestra vai à guerra, de Celso de Campos Jr.
Ilustrações: Gustavo Piqueira
Projeto gráfico: Casa Rex
Formato: 16×23 cm, 320 páginas (impressão do miolo em cores, encadernação em capa dura e formato diferenciado)
Editora: Realejo
Preço: R$ 84,90

O autor: Celso de Campos Jr. é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e em História pela Universidade de São Paulo. Escreveu “Adoniran – Uma biografia” e “São Marcos de Palestra Itália”, além de ser um dos autores do livro “Nada mais que a verdade – A história do jornal Notícias Populares”.

O ilustrador: Gustavo Piqueira é um dos designers brasileiros mais premiados aqui e no exterior. É proprietário do estúdio de design “Casa Rex”, com sedes em São Paulo e Londres.

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Promoção! Que tal poder conferir as mais de 300 páginas do livro na faixa? O IPE reservou um exemplar para nossos leitores, que só precisam responder três perguntinhas de pai pra filho. Estas aqui:

1. Entre Palestra Italia e Palmeiras, o Verdão teve um outro nome, que usou em quase todo o Paulista de 1942. Qual foi?

2. Qual foi o dia, mês e ano em que ocorreu a primeira partida da Sociedade Esportiva Palmeiras?

3. O técnico que nos conduziu àquele título tinha sido campeão também no ano anterior, pelo arquirrival. Qual seu nome?

Mande as respostas para blogdoipe@gmail.com com nome completo e endereço. Sortearemos a obra entre todos que gabaritarem.

Você tem até dia 16 para concorrer, e o resultado sai na semana seguinte. Boa sorte!

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Foi no sufoco, no fim, mas o Palmeiras conseguiu seu objetivo em Araras: a vitória magra nos acréscimos valeu ao Palmeiras a garantia do liderança ao término da primeira fase, e o ponto extra na segunda fase que vinha de brinde.

O Verdão não esperava facilidade contra a equipe de Jair Picerni, que mantinha suas últimas esperanças de classificação, mas não precisava ser tão complicado. O primeiro obstáculo foi antes mesmo do jogo: Luxa pretendia estrear o lateral Claudio, mas a documentação do Flamengo não chegou a tempo, e Amaral foi para o prélio. Em compensação, Edmundo, com efeito suspensivo, foi a campo normalmente.

Mesmo com o Animal em noite inspirada, a partida foi truncada. O lado direito do Palmeiras era bastante acionado, mas este era também o setor forte do União, com Esquerdinha. A batalha entre os dois persistiu durante todo o primeiro tempo e em parte do segundo, até que Maurílio entrou para fazer aquele setor e deixar Edmundo mais centralizado.

Quem precisava mais da vitória era o time de Araras, e assim a pressão dos donos da casa se intensificou, mas mesmo tendo algumas boas chances o time de verde – eles – não chegou a vazar Sérgio. O castigo veio aos 45, em raríssima jogada de escanteio cobrado curto que virou alguma coisa: o melê na área terminou em gol de Edílson. Gol de líder. Em definitivo.

Ficha Técnica

Gol: Edílson 45 do 2º Tempo.

União São João: Luís Henrique, Edinho, Beto Médice, Cláudio e Carlos Roberto; Vinícius, Alexandre e Vágner; Israel, Osías e Esquerdinha. Técnico: Jair Picerni

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Edinho Baiano (Tonhão) e Roberto Carlos; Amaral, Daniel e Jean Carlo (Maurílio); Edmundo, Edílson e Zinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Cartão Vermelho: Esquerdinha

Cartões Amarelos: Edinho Baiano, Amaral, Jean Carlo, Osías, Vágner e Edinho

Árbitro: Oscar Roberto Godói

Local: Herminio Ometto, para 19.034 pagantes e renda de Cr$ 1.271.360.000,00

Edílson resolveu a parada

Edílson resolveu a parada

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Um vareio inesperado: assim foi o Derby do segundo turno, que lembrou aquelas velhos clichês de lutas em que o boxeador mais forte bate, bate e bate, mas não derruba seu adversário. Aí este se aproveita, dá um golpe certeiro e pimba, nocaute.

O líder Palmeiras começou com forte pressão: a um minuto Jean Carlo perdeu grande chance. Mais dez minutos e o time já havia perdido outras duas possibilidades. Era questão de tempo, ou assim parecia – e a torcida rival, vendo o que se desenhava, começou a pedir a entrada de Neto, que começara no banco (os palmeirenses deram apoio, cantando “Nelsinho, coloca o Gordinho”). Mas o Corinthians pouco a pouco se acertou e, se não criava, ao menos passava a impedir o avanço da tropa verde. Melhor que isso: no fim do primeiro tempo, na praticamente única chance que teve, abriu o placar com o zagueiro Marcelo, de cabeça. (Nota: desculpem o vídeo postado por um rival, mas paciência. Quem sorriu no fim fomos nós)

O segundo tempo começou igual: 15 minutos em que o Verdão martelou inutilmente. Só que a equipe veio abaixo quando Bobô invadiu a área e, ao tentar cruzar, encontrou a mão de Edinho Baiano, que desviou a bola para o fundo das redes. Valente, o Palmeiras ainda buscava algo, mas não era dia mesmo; pra piorar, em contragolpe mortal o arquirrival ainda fez o terceiro, com Paulo Sérgio. Assim o Alvinegro devolvia com troco a derrota por 2 a 0 do primeiro turno e praticamente garantia sua vaga para a fase seguinte.

Luxemburgo terminava seu primeiro clássico com uma derrota fragorosa ante um técnico que era seu velho conhecido (a final de 1990 entre Bragantino x Novorizontino colocara os dois frente a frente). O Palmeiras desperdiçava a primeira chance de conseguir o ponto extra, o que em si não era um problema, já que bastavam dois pontos nos jogos finais, contra União São João e XV de Piracicaba (este a um passo de se juntar a Noroeste, Juventus e Marília, já rebaixados). Mas como a tunda afetaria o elenco? Um Derby nunca passa impune, e os dias seguintes seriam de clima pesado para os palmeirenses – tanto os atletas como os torcedores, especialmente aqueles que iam para a escola ainda sem ter visto o time campeão (presente!). Que domingo maldito.

Ficha Técnica

Gols: Marcelo 42 do 1º Tempo; Bobô 15 e Paulo Sérgio 36 do 2º Tempo

Corinthians: Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo, Henrique (Ricardo) e Elias; Ezequiel, Moacir e Tupãzinho; Paulo Sérgio, Bobô e Adil (Marcelinho Paulista). Técnico: Nelsinho Baptista

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Edinho Baiano e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, (Maurílio) e Jean Carlo; Edmundo, Edílson e Zinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo.

Cartões Amarelos: Bobô, Roberto Carlos, Ezequiel, Paulo Sérgio, César Sampaio, Edílson, Henrique, Ronaldo, Antonio Carlos

Árbitro: João Paulo Araújo

Local: Morumbi, para 89.326 pagantes e renda de Cr$ 8.506.810.000,00

Até gol contra de mão de Edinho Baiano teve

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Do Paulistão já tem dono

Do Paulistão já tem dono

Com a participação palestrina encerrada de forma “precoce”, é chegada a hora do anúncio do grande vencedor do Troféu Bola Verde IPE – Paulistão 2013.

A primeira parcial, divulgada ainda durante a fase de classificação, apontava Souza em primeiro lugar, com média 6,25, seguido de perto por João Denoni, com 6,10. Ao final da primeira fase, a liderança passou para os pés do zagueiro-volante Vilson, que não deu bobeira para o azar e tascou o prêmio, com média 6,38.

Parabéns, Vilson! Abaixo, a classificação final.

Pos. Jogador Média
1 Vilson 6,38
2 Souza 6,17
3 Fernando Prass 6,17
4 Henrique 5,86
5 Márcio Araújo 5,48
6 João Denoni 5,35
7 Leandro 5,25
8 Maurício Ramos 5,21
9 Patrick Vieira 5,20
10 Juninho 4,77
11 Caio 4,50
12 Léo Gago 4,45
13 Wesley 4,33
14 Ayrton 4,29

*Nota: para efeito de classificação, foram considerados apenas os jogadores que atuaram em pelo menos 40% das partidas da equipe no certame.

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