Foi um atropelo. Assim como Santos e Corinthians, a Lusa mal viu a cor da bola contra o Alviverde Imponente, e Sérgio mal sujou seu uniforme nos inapeláveis 4×0 que o Palmeiras impingiu ao rubroverde. Mesmo assim, o placar é enganoso: até 15 minutos do fim, a vantagem era só de um gol.
Otacílio sem aviso prévio mexeu no time, e Mazinho retornou à lateral-direita que fora sua no Paulistão de 1992 (e que, como sabemos, seria sua também dali a alguns meses, num certo 12 de junho). João Luís foi sacado e Daniel Frasson cavou um lugar na equipe.
Edmundo foi o nome do jogo, para o bem e para o mal. Marcou o primeiro aos 16 – um golaço! – e mesmo antes já tinha acertado o travessão. Depois disso, o Palmeiras se soltou ainda mais e exigiu demais do goleiro Ênio. Mesmo assim, o placar ficou no 1 a 0 até o intervalo.
A Lusa voltou modificada do intervalo e esboçou reação, mas não durou muito; pouco a pouco o Verdão retomou o domínio das ações. Evair perdeu duas boas chances, mas aos 32 minutos uma bonita tabela terminou em cruzamento de João Luís para Edílson, de cabeça, marcar seu primeiro gol pelo Palmeiras. A Lusa foi às cordas e assim acabou vazada mais duas vezes: Evair, em cobrança de pênalti sofrida por Edílson (e que ele ofereceu para quem quisesse bater; ninguém se prontificou), e Zinho.
Tarde totalmente tranqüila? Que nada, lembra daquele “para o bem e para o mal”? Pois é: Edmundo, ao perceber que seria substituído por Jean Carlo enquanto estava 2 a 0, simplesmente se mandou do gramado antes de o juiz autorizar a entrada do reserva. Por alguns momentos, o time ficou com 10. Após o jogo, Otacílio fez cara de paisagem. Como de hábito no Palestra, nem belas vitórias traziam paz.
Ainda assim, o bom resultado manteve o time na vice-liderança do certame, com 14 pontos (5 vitórias e quatro empates); o líder Santos tinha 16, mas uma partida a mais. Corinthians e São Paulo (este com ainda um jogo a menos que nós) tinham apenas 10.
Ficha Técnica
Gols: Edmundo 16 do 1º Tempo; Edílson 32, Evair (pênalti) 38 e Zinho 44 do 2º Tempo.
Portuguesa: Ênio; Jorge Luís, Vladimir, Éder, Du (Cléber); Capitão, Carlinhos, Bentinho; Tico, Dinei, Gláucio (Baiano). Técnico: Cilinho
Palmeiras: Sérgio; Mazinho, Antonio Carlos, Alexandre Rosa, Roberto Carlos (João Luís); César Sampaio, Daniel, Edilson, Zinho; Edmundo (Jean Carlo), Evair. Técnico: Otacílio Gonçalves
Cartões Amarelos: Éder, Edílson, Roberto Carlos, Jean Carlo, Carlinhos, Bentinho, Antônio Carlos e Cléber
Árbitro: Dagoberto Teixeira
Estádio: Pacaembu, para 29.954 pagantes com renda de Cr$ 1.698.015.000,00







