O mata-mata do Paulistão é jogado em partida única, o Palmeiras se classificou fora do G4 e teve que jogar a partida fora de casa; vindo de duas derrotas seguidas depois daquela fase empolgante com vitórias suadíssimas a base de pura raça e gritos da torcida, o time voltou a mostrar suas piores facetas. Defesa esburacada, falta de criatividade no meio e falta de qualidade na hora do arremate são algumas delas – e todas puderam ser vistas na eliminação de hoje. É bem verdade que o time caiu nos penaltis, o time do Santos não é tão superior ou tão mais bem treinado que o alviverde, tanto é que com a presença de algumas peças mais qualificadas o Verdão teria saído vencedor no tempo normal.
No começo do jogo a sensação é de que a garra estava de volta e o Palmeiras conseguiria manter um ritmo forte marcando a defesa adversária com pressão e criando chances, até os 10′ foram duas tentativas – ambas de Leandro – e aos 12′ o castigo: deixaram Neymar (o artista circense) sozinho no meio da área, a ‘jóia’ chutou torto e a bola morreria longe do gol, mas na confusão no meio da área deixaram Cícero sozinho também, ai foi caixa. Com o gol santista a bola começou a queimar nos pés palmeirenses, erro atrás de erro e o alvinegro praiano passou a mandar no jogo e assustar – muito por sinal. Merece destaque a bela atuação pró-time-da-casa do árbitro Guilherme Ceretta de Lima, faltas invertidas, indecisão e o serviço encomendado: proteção a Neymar.
Na volta pro segundo tempo entrou o ‘camisa 9′ no lugar de Léo Gago – este de péssima partida até ali – mas a falta de criatividade não deixou Kléber mostrar nada, o time insistia pelo meio e não conseguia furar a defesa santista, Muricy substituía como se sabotasse os praianos e o time facilitava, mas nem assim o Palmeiras conseguia o empate, Gilson Kleina foi para o tudo ou nada e colocou a peça mais ofensiva que tinha a disposição: Souza – e é sério; parece ser proibido colocar o time pra frente caso o desespero ainda não esteja tomando café na sala de estar da presidência do Palmeiras. Na sequência foi a vez de Valmir no Leandro Maikon Leite no Vinícius. Melhor evitar adjetivos. O Palmeiras desperdiçava chance atrás de chance o jogo estava completamente aberto, o filme do time martelando, martelando e perdendo já estava nítida na memória quando Souza cruzou para Kléber, de cabeça, desencantar com o manto alviverde. 1×1 e agora era tentar o tudo ou nada ou ir para os penaltis.
Não deu tempo para mais nada e Kleina selecionou os cobradores e jogou a responsa nas costas do Bruno, que foi disparado o melhor em campo durante os 90 minutos. Kléber foi para a cobrança e conseguiu ser o herói de menor duração da história do Palmeiras, seu nome ficou com saldo positivo só dos 38′ do 2ºT até a cobrança da penalidade. De cabeça baixa e no meio, foi fácil para Rafael pegar com os pés, o Santos marcou em todas as cobranças (que saudade de um goleiro catador de penaltis…) e Leandro desperdiçou mais uma para o Palmeiras depois das conversões de Souza e Wesley. Nem precisou da quinta cobrança.
A vida do Palmeiras agora é a Libertadores, com jogo fora de casa no gramado sintético e sem reforços para a sequência do torneio. San Gennaro.
Notas:
Bruno: várias defesaças no tempo normal, não é pegador de penaltis – 8
Ayrton: marcando Neymar parecia um amador em campo – 3
Maurício Ramos: falhou na marcação no gol do Santos – 4
Henrique: encostou o pé no Neymar e tomou amarelo, teve que se conter o resto do jogo todo – 5
Marcelo Oliveira: ficou mais na defensiva e marcou pouco no campo adversário – 4
Márcio Araújo: sua melhor participação foi dar lugar a Souza – 4
Léo Gago: conseguiu errar tudo: chutes, desarmes, passes – 2
Wesley: a displicência em pessoa, melhorou bastante no segundo tempo, mas esteve longe de ser o craque do time – 5
Charles: passou o efeito alucinógeno das partidas em que marcou 2 gols salvadores – 4
Leandro: perdeu uma grande chance no começo do segundo tempo e perdeu seu penalti, estava amarrado – 1
Vinícius: ciscou bastante pelo lado esquerdo, arrematou bem no início de segundo tempo e mais nada – 4
Souza: cruzou bem para o empate e converteu sua cobrança – 6
Maikon Leite: melhor nem dar nota para não parecer perseguição.
Kleber: fez o gol e perdeu o penalti – 4
Gilson Kleina: armou mal o time, retranqueiro, botou o time pra frente só na hora do desespero,escalou mal o banco de reservas – RUA
Melhores Momentos:
FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 (4)X (2) 1 PALMEIRAS
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/Hora: 27/4/2013 – 16h15
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira (SP) e Maria Nubia Ferreira Leite (SP)
Renda/Público: R$ 443.755/14.172 pagantes
Cartões Amarelos: Renê Júnior, Neto (SAN); Henrique, Márcio Araújo (PAL)
GOLS: Cícero, 12′/1ºT (1-0); Kleber, 38′/2ºT (1-1)
Pênaltis: Kleber (0-0); Miralles (1-0); Souza (1-1); Cícero (1-2); Wesley (2-2), Montillo (3-2); Leandro (3-2); Renê Júnior (4-2)
SANTOS: Rafael, Alan Santos (Neto, 14/2ºT), Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca (Marcos Assunção, 37/2ºT) e Cícero; Montillo, Neymar e André (Miralles, 15/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho
PALMEIRAS: Bruno, Ayrton, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Márcio Araújo (Souza, 21/2ºT), Léo Gago (Kleber, intervalo), Charles e Wesley; Vinícius (Maikon Leite, 24/2ºT) e Leandro. Técnico: Gilson Kleina.










