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Posts com Tag ‘Valdívia’

Já está devendo...

Já está devendo…

Demorou, mas ela veio. A primeira derrota do ano se deu num cenário totalmente atípico: 6 titulares fora, time com esquema atípico, adversário embalado em casa, carência absoluta de atacante na falta de Kardec. Não foram poucos os fatores que justificaram a derrota de ontem, é óbvio que o time poderia ter saído vitorioso, mas não foi nada espantoso perder esse jogo.

Logo no começo do primeiro tempo o Botafogo já foi pra cima da desentrosada defesa do Palmeiras, a zaga mais uma vez contou com o improviso de Marcelo Oliveira, pela esquerda o substituto de Juninho teve a proeza de nos fazer sentir a ausência do camisa 6, pela direita Wendell e Eguren formavam uma dupla um tanto quanto engessada, do meio pra frente França fazia a função de Wesley, em que não foi tão mal apesar de ser um pouco lento, e Valdívia dava seu lugar sem deixar de estar em campo para Mendieta, o chileno ocupava o espaço de Leandro e num arroubo de falta de critério lógico Miguel era o 9 (onde está o tal Rodolfo?). Colocado isso tudo ai acima podemos ir para os 3 gols do Botafogo, entremeados pelo gol do Palmeiras. No primeiro pane geral da zaga, William Matheus erra a marcação e gol. Ai vem o gol do Palmeiras de penalti, Valdívia, bateu muito bem. Na sequência William Matheus erra saída de bola, gol do Botafogo. Pouco depois William Matheus comete penalti (mão na bola) e gol do Botafogo. Já está um pouco claro quem não foi muito bem no jogo né?

Pra derradeira etapa Gilson Kleina voltou com Bruno César no lugar de Marquinhos Gabriel (apagadíssimo) e Vinishow no lugar de Miguel Bianconi, Valdívia continuava de atacante (por vezes até mesmo de centro-avante) e William Matheus continuava atormentando a própria defesa. A falta de jogadores importantes foi tão sentida que diante da impotência Palmeirense em criar chances de real perigo o Botafogo começou a tocar a bola e matar o tempo, Bruno César que chegou com toda pompa (e uns quilos a mais) não segurou a onda e acabou sendo expulso por excesso de reclamação com o árbitro, a partir daí o porco afundou de vez no brejo e foi só esperar a partida terminar.

Não é motivo para alarde, uma derrota depois de tanta invencibilidade serve (ou deve servir) para alertar os jogadores, reacender o ímpeto de vencer, não pode achar que vai vencer só porque já venceu antes. Então que sirva de lição e que na próxima partida não apareça nenhum esquentadinho, nas duas últimas foram 2 vermelhos, e o time com o retorno de peças importantes – incluso ai o camisa 6 – jogue pra valer.

Notas:

Fernando Prass – não teve culpa nos gols e quase pegou o penalti – 8

Wendell – atrapalhado com a bola, perdido na marcação, tomou um vareio – 4

Lúcio – já demonstra uma certa regularidade, não vai eliminar totalmente os erros de tempo de bola – 6

Marcelo Oliveira – cada vez mais fixo na improvisação – 5

William Matheus – conseguiu nos fazer sentir falta do Juninho, errou quase tudo que tentou – ZERO

Eguren – pesado, prendeu muito o jogo, em que pese ter sido difícil achar alguém pra quem tocar – 5

França – um dos melhores em campo, não é muito rápido mas demonstrou uma boa condução de bola – 7

Mendieta – não conseguiu encaixar jogo com Valdívia e ai não rendeu nada – 4

Valdívia – por vezes teve que ser o 9, não deu certo, mas insistiu e jogou razoavelmente bem – 7

Marquinhos Gabriel – nulo, escondido, a estréia boa foi ponto fora da curva – 4

Miguel – cadê o tal Rodolfo? – 3

Vinícius – Vinishow ficou preso na ponta esquerda qual um cão numa corrente curta – 4

Bruno César – segundo jogo e já um vermelinho na conta – ZERO

Serginho – entrou no desespero do treinador, não pôde fazer muita coisa – 4

Momentos:

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-SP 3 x 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)
Data/Horário: 23/2/2014, às 18h30
Árbitro: Robério Pereira Pires
Assistentes: Leonardo Schiavo Pedalini e Giulliano Neri Colisse
Público: 16.373 pagantes
Cartões Amarelos: Gilmak, Gilvan, Alex Silva (BOT); William Matheus, Bruno César, França (PAL)
Cartões Vermelhos:  Bruno César, aos 28′/2ºT (PAL); Alex Silva, aos 41′/2ºT (BOT)

GOLS: Mike, aos 19′/1ºT (1-0); Valdivia, aos 24′/1ºT (1-1); Camilo, aos 33′/1ºT (2-1); Marcelo Macedo, aos 38′/1ºT (3-1)

BOTAFOGO-SP: Gilvan; Daniel, Henrique Mattos, Lima e Giovanni; Gilmak (Alex Silva – 32′/2ºT), Hudson, Camilo e Wellington Bruno (Léo – 25′/2ºT); Mike e Marcelo Macedo (Leandro – 21′/2ºT). Técnico: Wagner Lopes.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira e William Matheus; França, Eguren, Mendieta (Serginho – 25′/2ºT) e Valdivia; Marquinhos Gabriel (Bruno César – Intervalo) e Miguel (Vinicius – Intervalo). Técnico: Gilson Kleina.

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Volvio la magia

Volvio la magia

O terceiro jogo do ano da graça de 2014 – o Centenário do Palmeiras – nos trouxe a 3ª vitória consecutiva, a liderança do grupo D do Paulistão 2014 sendo a 2ª vitória fora de casa, a volta e primeiro gol de Valdívia no ano, a primeira goleada, estréia de Marquinhos Gabriel com duas assistências… grandes indicativos de que foi uma bela tarde de futebol para a torcida Palmeirense em Sorocaba.

No primeiro tempo o time parecia desconcentrado e a defesa deixava os atacantes do Atlético chegarem a todo momento, dando trabalho para Fernando Prass e óbvio que como a equipe sorocabana contava com um ex-Palmeiras, Ewerthon, o gol era questão de tempo. Lúcio e Henrique bateram cabeça e o Verdão saiu atrás no placar. No ataque a coisa não funcionava com Mazinho matando as jogadas (que partida horrível), Valdívia mostrava que realmente é o diferencial da equipe criando, mas foi chutando que ele se destacou mais hoje, cruzamento de Wendell (volta e lê de novo), e o chileno apareceu pra conferir: 1 x 1 aos 21′. Dai em diante o Palmeiras acalmou o jogo mas não conseguiu virar o placar, o melhor viria na segunda etapa…

…foi quando Gilson Kleina mudou a equipe taticamente e o time se transformou, a defesa se posicionou melhor desde o início da etapa e do meio pra frente tudo funcionava, Alan Kardec deixou Leandro em ótima condição e o atacante limpou o zagueiro gigante com muita categoria e empurrou pro fundo do gol aos 22′, e ainda tinha mais, o time se manteve no ataque ao invés de recuar, não se deu por satisfeito, tanto que poucos minutos depois foi a vez do ‘artilheiro’ Juninho estufar as redes depois de ótimo passe do estreante do dia, Marquinhos Gabriel foi na linha de fundo, levantou a cabeça e deu ótima assistência, a partir dai o Atlético viu que não dava mais e o jogo ficou calmo, sonolento, era sinal de que Felipe Menezes estava em campo. Ainda deu tempo de Marquinhos Gabriel fazer outra bela jogada na linha de fundo e dessa vez entregar de bandeja para Wesley. Grande virada, grande resultado e a auto-estima decolando.

Notas:

Fernando Prass: operou um milagre no primeiro tempo e não teve culpa no gol – 9
Wendell: boa partida, bela assistência para Valdívia e muita dedicação na defesa – 8
Lúcio: bateu cabeça com Henrique no lance do gol, depois foi bem como último da defesa – 7
Henrique: bate cabeça com Lúcio e depois quase não teve trabalho – 7
Juninho: 3 jogos e 2 gols, não comprometeu apesar de errar bastante – 7
Marcelo Oliveira: mais um jogo dividido entre 3º zagueiro e 1º volante, foi bem – 8
Wesley: bem na articulação e deixou o dele – 8
Valdívia: driblou, fez gol, deu excelentes passes, arrumou confusão, tomou amarelo… é o destaque – 9
Mazinho: irritou demais, matou todas as jogadas de ataque em que foi acionado – 3
Leandro: um golaço e depois outro drible desconcertante no zagueiro gigante – 8
Alan Kardec: mais um jogo em branco mas com ótima participação nas jogadas de ataque – 8

Marquinhos Gabriel: o adversário já estava meio cambaleado mas estrear com 2 assistências não é pra qualquer um – 9
Felipe Menezes: sono – 6
Mendieta: mal tocou na bola, se movimentou bastante, valeu o retorno – 6

Transmissão da Band: deprimente, imagem péssima e narração de Luciano do Valle com comentários de Neto – ZERO
Melhores Momentos:

ATLÉTICO SOROCABA 1 X 4 PALMEIRAS 

Local: Walter Ribeiro, Sorocaba (SP)
Data/Hora: 26/1/2014 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Cássio Luiz Zancopé
Assistentes: Carlos Augusto N. Júnior e Maria Eliza Correia Barbosa
Público/Renda: 11.218 pagantes/ R$ 537.260,00

Cartões Amarelos: Alex Willian, Boquita Fabão, Kasado e Montoya (ATS); Marcelo Oliveira e Valdivia (PAL)
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Ewerthon, aos 13′/1ºT (1-0); Valdivia, aos 21′/1ºT (1-1); Leandro, aos 22′/2ºT (1-2); Juninho, aos 30′/2ºT (1-3) e Wesley, aos 47′/2ºT (1-4)

ATLÉTICO SOROCABA: Fábio; Fabinho Capixaba, Fabão, Montoya e Alex Reinaldo (Allan, 41′/1ºT); Boquita, Kasado (Michel, 32′/2ºT), Chico e Douglas Packer; Ewerthon e Alex Willian (Jefferson Maranhão, 7′/2ºT). Técnico: Ivan Baitello.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Henrique e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Mazinho (Marquinhos Gabriel, 19′/2ºT) e Valdivia (Felipe Menezes, 28′/2ºT); Leandro (Mendieta, 31′/2ºT) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

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voltando...

voltando…

Num embate pra lá de recheado de momentos de emoção completamente inversa, o Palmeiras saiu vencedor da peleja no campo molhado contra um dos times ‘menos fracos’ da Série B. Que é obrigação do Verdão vencer a maioria das partidas e subir com folga ninguém discorda e vencer os jogos contra concorrentes diretos é imprescindível. Mas o que fez hoje não deixa de ser relevante, já que há mais de um ano o time não vencia de virada – a última vez fora contra o próprio Figueirense no primeiro turno do BR-2012, 3 a 1 em Barueri.

No começo da partida o Palmeiras demonstrava calma e uma boa organização de jogadas, apesar de não chutar a gol ficava nítido que o alviverde controlava as ações ofensivas. Numa bobeada da zaga do Figueira Valdívia apareceu na cara do goleiro e sofreu penalti, na derradeira partida Vinícius foi o batedor, hoje quem botou a bola debaixo do braço e disse ‘deixa comigo’ foi Leandro, alguns lembraram que ele já havia perdido um penalti contra o Santos no Paulistão 2013, mas parece que Gilson Kleina não… o camisa 38 mandou a bola muito longe do gol e poucos minutos depois o rival da tarde abriu o placar num daqueles gols em que não dá pra acreditar. O primeiro tempo acabou com o Palmeiras desordenado, desorientado e porque não, desesperado.

Pra segunda metade Gilson Kleina mandou Alan Kardec no lugar de Charles, com Araújo permanecendo em campo, promovendo a estréia do camisa 14. Nos primeiros minutos não surtiu grande efeito e o Palmeiras continuava meio perdido, até que em chute de Vinícius o empate veio e o time sossegou, botou a bola no chão (ou no ar) e chegou a virada, depois de André Rocha enfiar o pé em Valdívia e ser expulso, bola cruzada na área e cabeceio de André Luiz, cabeçada de manual, bola no chão e no fundo da rede. No entanto existe uma velha maldição que ronda o Palmeiras e não demorou muito para Ricardo Bueno reforçar a lenda e guardar o empate, com Araújo estático bem próximo a ele. O cenário voltou a ficar obscuro com um empate apesar de ter um jogador a mais e Gilson Kleina mexendo no time de uma maneira, digamos, questionável. Foi quando ‘a magia’ se fez e Valdívia marcou seu 35º gol com a camisa do Palmeiras. Ronny cruzou bem para Kardec que mandou bela cabeçada no pé da trave, na sobra o 10 apareceu escorando. Fim de jogo, 3 pontos, liderança provisória e uma certeza quase tangível de que o time subirá.

Mas é preciso destacar que o sufoco poderia ter sido menor, o time aparenta estar bem ‘ensaiado’ só que com os atores errados, a melhora do time depois da saída de Vinícius e entrada de Ronny foi nítida, bem como a presença de Márcio Araújo não se justificou, chegando a deixar Charles de fora, outro ponto importante é a não presença de Mendieta, apesar da baixa condição física provavelmente ele deve formar um meio campo melhor que o famigerado ’3 volantes’ do Seo Gilso. Quanto a defesa é cristalina a necessidade de um zagueiro mais confiável, não é porque fez gol hoje que André Luiz seja o zagueiro ideal, lento e perdido na marcação, ainda na defesa Juninho também não pode mais ser mantido, por quê Fernandinho não joga?

Vamos às notas:

Fernando Prass: Não que tenha falhado, mas a rebatida do 2º gol catarinense foi estranha. – 7
Luis Felipe: Hoje não se destacou tanto, mas não dá pra esperar que seja destaque todos os jogos – 6
André Luiz: Nada além do gol, parece estar sempre atrasado – 5
Vilson: Compensou a falta de ritmo com a vontade, limpou tudo que apareceu por ali – 7
Juninho: Péssimo, errando passes, cruzamentos infrutíferos e medo do adversário – 4
Márcio Araújo: Pregado quase na linha fatal no 2º gol catarinense – 4
Charles: Não estava conseguindo organizar a saída de bola da defesa pro ataque no primeiro tempo – 5
Wesley: Na maior parte do tempo está fora de sua posição de origem, mas foi bem, cruzou a bola da virada – 7
Valdívia: Reclamou bastante, errou alguns passes, acertou vários, arrumou penalti, expulsão, aos poucos está realmente de volta – 9
Vinícius: Fez um gol por acaso (ainda teve desvio do Vilson) e errou todo o restante – 5
Leandro: Hoje merece uma péssima nota: displicente no penalti e sumido no jogo todo – ZERO

Alan Kardec: Boa estréia, alguma dificuldade no entrosamento mas demonstrou que sabe fazer pivô e cabecear – 7
Ananias: Entrou pra melhorar a saída de bola, mas acabou só tomando amarelo mesmo – 4
Ronny: Mudou o jogo, acelerou as jogadas pela esquerda, descolou o cruzamento pro 3º gol e ainda fez algumas jogadas de efeito – 8

Gilson Kleina: Consertou o time com as substituições (menos a do Ananias), mas poderia ter escalado melhor já do início, não? – 6

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA

FIGUEIRENSE 2 X 3 PALMEIRAS


Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
Data e Hora: 20/7/2013 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Katiuscia M. Berger Mendonça (ES) e Ramires Santos Candido (ES)

Renda/Público: 
Não disponíveis
Cartões Amarelos: 
André Rocha, Ricardinho, Nem (FIG); Alan Kardec, Valdívia, Ananias (PAL)
Cartões Vermelhos: - 
André Rocha
GOLS:  
Rafael Costa, 29′/1ºT (1-0); Vinícius, 11′/2ºT (1-1);  André Luiz, 26′/2ºT (1-2); Ricardo Bueno, 30′/2ºT (2-2); Valdivia, 42′/2ºT (2-3)

FIGUEIRENSE: Thiago Volpi; André Rocha, Bruno Pires, Thiego e Wellington Saci; Nem, Dener, Maylson (Willian – 20′/2ºT) e Ricardinho (Marcelo Toscano – 23′/2ºT); Ricardo Bueno e Rafael Costa (Tinga – 27′/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, André Luiz e Juninho; Márcio Araújo, Charles (Alan Kardec – intervalo), Wesley e Valdivia; Vinicius (Ronny – 37’2ºT) e Leandro (Ananias – 28′/2ºT). Técnico: Gilson Kleina.

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E ai Sabella?

E ai Sabella?

O Palmeiras foi a São José do Rio Preto enfrentar o Oeste e a desconfiança da torcida alviverde, finalmente os primeiros gols do ano saíram, e a vitória apareceu. Não se pode dizer que foi um jogo primoroso, no entanto, vencer é vencer e a atitude segue sendo boa, a criação melhorou consideravelmente (ou o adversário piorou em relação a estréia?) e figuras importantes apareceram.

No primeiro tempo o jogo se mostrava quase como o anterior: ataque do Palmeiras contra defesa do adversário. Barcos marcou o primeiro depois de bola sobrada em cruzamento de Ayrton, talvez fazendo Sabella se arrepender da não-convocação,  e logo na sequência Patrik Vieira guardou um golaço em ótimo cruzamento de Wesley. A partir daí o time relaxou e o Oeste foi para o tudo ou nada, mas a primeira etapa ficou por isso mesmo.

No retorno, aquela velha sensação de que os gols foram na verdade uma feijuca mal digerida e a preguiça tomou conta do Verdão, muitos erros de passe e desorganização defensiva só poderiam resultar em gol do Oeste, vale frisar que o time de Itápolis estará no caminho do Palmeiras mais duas vezes no ano pelo menos: na Série B. Valdívia enfim fez sua estreia – com uma falta de ritmo assombrosa mesmo considerando os meses fora, mas com lances do talento que por vezes ele se recusa a mostrar. Kleina ainda promoveu a entrada de João Denoni para organizar a cozinha e, mais para o final do jogo, momentos de tensão, mas Luanel messi rendeu mais que ninguém Maikon Leite. Como que por ‘magia’, depois de boa jogada de Barcos e cruzamento de Valdívia, Luan fuzilou a rede do Oeste. Comemorar ou não, eis a questão?

Da arquibancada foi possível ver Paulo Nobre comemorando efusivamente, vamos transformar essa vontade em contratações e troféus.

Vamos às notas:

Fernando Prass: Fez sua primeira defesa de verdade, não teve culpa no gol – 7
Ayrton: Perdeu um gol inacreditável, de resto, fez bons cruzamentos – 6
Maurício Ramos: Quando o resto do sistema defensivo caiu, foi junto, não segura a onda sozinho – 6
Henrique: Pior em campo, deu vários sustos e foi responsável direto no gol do Oeste – 5
Juninho: Nem fedeu nem cheirou, nem apoiou nem defendeu – 5,5
Márcio Araújo: Contra o Oeste, pouco exigido, não consegue segurar a onda da defesa – 5,5
Souza: Bem nas cobranças de falta e no combate no meio – 6
Wesley: Ainda tímido, apareceu um pouco mais que no jogo passado, belo cruzamento pro 2º gol – 7
Patrik Vieira: Boa movimentação, golaço e mais confiança – 7,5
Maikon Leite: Nulo e perdeu grande chance em enfiada de Valdívia – 5
Barcos: Marcou seu gol, já seria suficiente, ainda apareceu bem no ataque – 7,5

João Denoni: Marcou bem, importante reestréia – 6
Valdívia: Fora de ritmo, mas dá uma grande qualidade nos passes – 7
Luan: Entrou, fez gol e não provocou a torcida, ainda assim é o Luan – 6,5

Gilson Kleina: Contra time pequeno tem que ganhar fácil mesmo – 7

FICHA TÉCNICA

OESTE 1 X 3 PALMEIRAS

Local: Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP)
Data/Horário: 23/1/2013, às 22h
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo e Leandro Matos Feitosa

Renda e Público: 11.166 pagantes/renda não disponível
Cartões Amarelos: Eduardo, Dezinho (OES); Juninho, Maurício Ramos (PAL)
Cartões Vermelhos: Nenhum
GOLS: Barcos, 26′/1ºT (0-1); Patrick Vieira, 32′/2ºT (0-2); Serginho, 19′/2ºT (1-2); Luan, 44′/2ºT (1-3)

OESTE: Fernando Leal, Eduardo, Dezinho e Ligger; Dede, Wanderson, Paulo Vitor, Peterson e Jefferson (Lelê – 9′/2ºT); Serginho e Jheimy (Marcinho – 16′/2ºT). Técnico: Luiz Carlos Martins

PALMEIRAS: Fernando Prass, Ayrton, Maurício Ramos, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley, Souza (João Denoni – 22′/2ºT) e Patrick Vieira (Valdivia – 18′/2ºT); Maikon Leite (Luan – 38′/2ºT) e Barcos. Técnico: Gilson Kleina.

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Começou bem o ano...

A campanha do Paulistão 2012 começou bem! Jogo fora de casa, adversário com time bem montado e que quase conseguiu acesso à série A do Brasileirão em 2011, os prognósticos não eram bons, só 1 jogador estreava pelo Verdão, mantendo a formação que fracassou ano passado quase completa em campo. Juninho, a propósito, foi bem, e só.

Não deu tempo nem de acostumar com aquela camisa sem patrocínio master e Leandro Amaro já começava a contagem dos tentos versão 2012. Eram apenas seis minutos quando Marcos Assunção (autor do último gol de 2011 e já marcando presença no primeiro do ano) cobra escanteio e o zagueirão estufou as redes: 1×0. Com a vantagem no placar o time mostrou muita valentia e… recuou. O Bragantino atacou, principalmente em bolas cruzadas e Bruno mostrou serviço. A primeira etapa da peleja pós-churrasquérias 2011 acabou com vantagem no placar.

Na parte final Cicinho acabou cometendo falta em Léo Jaime dentro da área, pênalti que Wellington converteu. Ricardo Bueno ia desperdiçando chances e Valdívia era (e foi) o melhor palmeirense em campo. Murtosa então trocou 6 por meia-dúzia e mandou Fernandão a campo no lugar de Bueno; nada acontecia, então um pouco de ousadia seria necessária, Maikon Leite entrou no lugar de Tinga e foi premiado, 2 minutos depois já estava lá testando cruzamento em trama bem armada por Luan e Valdívia, 1×2 e assim foi até o fim. Vitória!

Apesar dos sustos da defesa e a evidente falta de qualidade do ataque (Barcos pra que te quero!!) é importante iniciar o ano vencendo, na próxima partida, clássico contra a Lusa (que estreou com derrota ontem). Deola volta de suspensão mas Felipão continua fora, é ir vencendo e acumulando gordura e, principalmente, um pouco de paz.

Avaliações: a partir de agora, ficaremos de olho no desempenho por todo o campeonato e concederemos o simbólico (que a grana tá curta) Troféu IPE ao melhor jogador do time na competição. A regra é simples: vale a nota média das atuações, mas jogos contra Corinthians, Santos e São Paulo e eventuais partidas de mata-mata têm peso 2. Exige-se um mínimo de 40% de atuações.

Bruno – alternou momentos em que pareceu mais e menos seguro, mas não comprometeu. 5,5

Cicinho – foi bem no apoio, mas quase decidiu a partida do jeito errado ao cometer um pênalti tolo. 4

Leandro Amaro – a única que ganhou pelo alto foi a mais importante, mas pode não ser assim sempre. 5,5

Henrique – igual a seu colega, mas bateu bastante. 5

Juninho – discreto, mas não ruim. 5

Márcio Araújo – teve que correr por ele e por Assunção e Tinga. 5,5

Marcos Assunção - além do escanteio, alçou outras bolas perigosas. Com a bola rolando, não foi tão bem. 5

Tinga – não que o Carmona seja um craque, mas não dá pra despachar o 17 no lugar e ver se cola? 4,5

Valdivia – melhor do time, até como um voto de confiança em um 2012 melhor. 7

Luan – para quem estava quase fora do jogo, foi decente. 5,5

Ricardo Bueno – Frizzo assinaria embaixo: sorte do 9 que o novo reforço é Barcos, pois se fosse Aviones, já teria chegado e o despachado para o banco, que já seria muito. 3,5

Fernandão – ganha nota mais alta que Bueno apenas por não ter tido tempo de igualá-lo. 4

Maikon Leite – era pra ficar sem nota, mas é importante estar no lugar certo na hora certa. 6

Chico – participação importantíssima ao gastar 18 segundos. Sem nota

Murtosa – fez três substituições óbvias, mas que podiam ter acontecido ao menos 5 minutos antes. 5,5

Nota especial

Edemar Annuseck – dez, com estrelinha no caderno. O comentarista do Premiere FC foi um show à parte e merece um destaque. Vamos aos melhores momentos:

“O Palmeiras tem dificuldades na troca de passes na entrada da área do Bragantino”. Isso aos QUATRO minutos, quando o time só tinha chegado uma vez até ali.

“O Bragantino está ganhando todas as bolas pelo alto”. Verdade que foram várias, mas houve uma que eles perderam. E foi a que definiu o placar do primeiro tempo.

Marcos Assunção devia ter a inteligência de cobrar a falta tirando da barreira”. Neto ainda poderia ter alguma autoridade para dizer isso. Mas, pombas, querer ensinar justo o Assunção a bater falta?

Valdivia EGOÍSTA (frisando bem o termo)”, “Valdivia prende demais”, “Valdivia está atrasando o jogo do time”. OK, Edemar, deu pra entender.

“Valdivia foi decisivo na jogada”. Agora que o gol saiu, fazer o quê, né? (Em tempo: o chileno prendeu a bola sim, mas sinceramente ontem me parece que ele fez isso quase sempre para esperar alguém se posicionar melhor.)

Melhores momentos:

FICHA TÉCNICA


BRAGANTINO 1 X 2 PALMEIRAS

Estádio: Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
Data/hora: 22/1/2012 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Rafael Ferreira da Silva e Fausto Augusto Viana Moretti
Renda/público: R$ 240.986,00 / 8.200 pagantes
Cartões amarelos: Murilo Henrique (BRA), Wellington (BRA), Luis Henrique (BRA), Serginho (BRA), Paulo Roberto (BRA), Júnior Lopes (BRA); Cicinho (PAL), Henrique (PAL), Maikon Leite (PAL), Leandro Amaro (PAL)
GOLS: Leandro Amaro, 6’1º/T (0-1), Wellington de pênalti, 14′ 2º/T (1-1), Valdivia 39’2º/T (1-2)

BRAGANTINO: Rafael Santos; Murilo Henrique, André Astorga e Luiz Henrique; Victor Ferraz, Serginho, Wellington, Fernando (Júnior Lopes, 18’2º/T) e Léo Jaime; Romarinho (Paulo Roberto 20’2º/T) e Giancarlo (Bruno, 38’2º/T). Técnico: Marcelo Veiga.

PALMEIRAS: Bruno; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro, Juninho; Márcio Araújo, Tinga (Maikon Leite, 37′ 2º/T), Marcos Assunção, Valdívia (Chico 47′ 2º/T); Luan e Ricardo Bueno (Fernandão, 22’2º/T). Técnico: Murtosa

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Dia de clássico, estádio cheio, obrigação de vitória cumprida, não sem algum drama. Que mais é necessário para um jogo daqueles que não sairão da memória? É essa a partida que nossa amiga e leitora de primeira hora, a jornalista Ana Kabbach, levará pra sempre consigo. Eis seu relato:

Difícil eleger apenas um jogo inesquecível do Palmeiras. Até porque, no final de tudo, todos eles são. Seja aquele jogo emocionante ou entediante, eles sempre ficam na memória. Quem é que não lembra o placar daquele jogo antigo, morno, que não valia nada? Ou quem esquece aquele clássico decisivo? Seja no sofá ou na arquibancada, pra quem é palestrino de verdade, todos os jogos são memoráveis.

Talvez o meu jogo inesquecível tenha sido o Chocolate com Pimenta (semifinal do Campeonato Paulista em 2008 – Palmeiras x São Paulo). Não tive a oportunidade de frequentar muito a arquibancada dessa minha segunda casa. Mas, quando paro pra pensar nos jogos em que fui, esse é o primeiro que vem na minha cabeça, até mesmo por todo o clima (delicioso) de rivalidade.

Alguém lembra do impasse de conseguir que o Palestra fosse sede para esse jogo? Ter conseguido isso foi uma das demonstrações da disposição do Clube em garantir uma competição honesta, a despeito de interesses mal disfarçados. Mas enfim…

Logo depois disso, pessoalmente, tudo começou com o pedido de autorização pra ir ao jogo. Porque, claro, uma menina indo a um clássico sempre preocupa o velho e poderoso chefão. Depois de tudo ok, lembro de chegar ao redor do Palestra e sentir aquele clima intenso, como todo o reforço policial e cavalaria maior que o normal. Os ânimos estavam à flor da pele e, eu, ansiosa por conseguir viver tudo aquilo.

Ver o time decidido e em busca de bons resultados, além de ver o Valdívia honrar o manto sagrado com futebol de primeira, deixava o sorriso no rosto por todos aqueles 90 minutos. Afinal, era época do Mago dizer “Valdívia não provoca. Futebol de Valdívia provoca” (bons tempos, aliás). E foi bem isso que aconteceu. Irritadinho com as graças do Mago, o tal cobrador de falta não se aguentou e sentou um bofetão na cara do Valdívia que, lógico, não perdeu tempo e fez seu dramalhão. Fez esquentar ainda mais o jogo.

Se ainda não bastasse a partida em sim, algo bem inusitado aconteceria. Além do apagão no estádio, que deixou o jogo atrasado por alguns minutos, foi o dia do famoso Gás de Pimenta. Os jogadores do SPFW saíram do vestiário alegando que alguém (não lembro se houve culpado ou não) teria jogado um gás de pimenta, o que impediria a presença deles por lá, esquentando ainda mais os ânimos.

Tudo isso foi construindo o que hoje eu chamo de meu jogo inesquecível. Inesquecível pelas circunstâncias e pelo resultado. Afinal, meu primeiro clássico foi com pé direito: ganhamos com classe e ainda eliminamos o timeco da competição!

*

CONTEXTO

Era a partida de volta da semifinal do Paulistão de 2008. O Palmeiras havia perdido no Morumbi por 2 a 1, com direito a gol de mão de Adriano, e precisava vencer por qualquer placar. A pressão por nove anos de jejum se fazia sentir, mas o time vinha de uma longa sequência de bons resultados (interrompidos apenas por aquela derrota na primeira partida) e estava num momento de grande confiança.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 2 x 0 São Paulo

Data: 20 de abril de 2008 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Vicente Romano Neto (SP) (SP)
Renda: R$ 1.144.355,00
Público: 27.680 pagantes
Cartões amarelos: Élder Granja, Valdívia (Palmeiras), Dagoberto, Fábio Santos, Jorge Wagner, Rogério Ceni (São Paulo)
Cartão vermelho: Martinez (Palmeiras), André Dias (São Paulo)

GOLS: Léo Lima, aos 22 minutos do primeiro tempo, Valdívia, aos 39 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Martinez, Léo Lima, Diego Souza (Wendel) e Valdívia; Kléber (Denílson) e Alex Mineiro (Lenny); Técnico: Wanderley Luxemburgo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Joílson (Sérgio Mota), Hernanes, Fábio Santos, Jorge Wagner e Júnior (Hugo); Dagoberto (Borges) e Adriano; Técnico: Muricy Ramalho

NO DIA SEGUINTE

A Folha de S. Paulo do dia seguinte até que demorou para citar o caso do gás. Antes disso, ressaltou até mesmo a falha de Rogério Ceni, quem diria.

MELHORES MOMENTOS

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Veredicto: culpado

É, não deu. E se tivéssemos ganho, claro que estaríamos algo satisfeitos porque teríamos vencido os dois clássicos, mas a festa seria alvinegra do mesmo jeito, portanto ainda assim o gosto seria amargo (e, pra quem queria entregar, mesmo isso teria sido inútil. Repetimos: o jogo que decidiu o campeonato foi o mais óbvio possível: Vasco 2 x 2 Corinthians. Tivessem os cruz-maltinos segurado o placar, a taça agora estaria em São Januário).

Os menores dos consolos são dois: o Palmeiras não perdeu para o Corinthians no Brasileiro (só o Santos também não caiu), e pela quarta vez em quatro jogos no ano fomos superiores ao rival. Mas dessas só venceu uma, e isso é o que fica. Foi um ano em que desaprendemos a ganhar jogos grandes; no máximo, podemos comemorar que tiramos o São Paulo da Libertadores, mas quando a festa será realmente nossa de novo?

O jogo começou semelhante à semifinal do Paulista: o Palmeiras novamente parecia pilhado demais – e naquela ocasião, isso custou a perda de Danilo prematuramente. Ontem, o time demorou 20 minutos e um gol no Engenhão para perceber que quem tinha que estar nervoso era o adversário; quando isso aconteceu, o Verdão passou a dominar amplamente a partida, ainda que sem chegar efetivamente ao gol. A melhor chance foi sem querer, na bola chutada de fora que desviou em Leandro Amaro e quase matou Júlio César.

Veio o segundo tempo, e o primeiro lance que marcou a partida. Valdivia mereceu a expulsão? Em nossa opinião, o juiz poderia ter dado tanto o amarelo quanto o vermelho. Jorge Henrique atuou bem, e o espacate chileno com direito a mão aberta fez Seneme optar pelo chuveiro. Não iremos aqui culpar o árbitro, que se mal intencionado estivesse poderia ter concedido um quase pênalti ao Corinthians no fim da primeira etapa. Ou seja, quem vacilou (de novo) foi mesmo nosso 10. Não dá pra dizer que se ele permanecesse no gramado, a vitória viria, mas seria mais provável.

A partir daí, o Corinthians tornou-se senhor da partida. O Palmeiras chegava no máximo a cada cinco minutos, ainda que com perigo. Mas apenas uma expulsão alvinegra poderia alterar as coisas. Quando ela veio, o Flamengo já empatara, Jumar também já fora expulso e as esperanças de mudar o tenebroso cenário eram ínfimas. Melhoramos,tentamos, chegamos perto, mas não deu.

Por fim, o segundo lance importante da partida. Os palmeirenses que porventura já estejam irritados por culparmos Valdivia, por favor nem prossigam. Fato é que a provocação de Jorge Henrique não teve nada de mais. Sim, ele é um jogador medíocre e, por que não?, a cara do que se vê no Parque São Jorge, mas estava em seu direito. Ou Edmundo não fizera o mesmo contra Viola em 1994, num lance que nós do IPE mesmos havíamos inserido no pré-jogo?

O que conseguimos com a briga? Teve torcedor orgulhoso, “dá mesmo nele, tinha que ser pra quebrar”. Mas, no fim, só deixamos os corintianos com um troféu a mais. Eles se orgulham muito da briga generalizada que abortou a final do Paulista de 1999, e agora têm mais uma dessas pra coleção. O Palmeiras não deve achar que foi bonito (embora, admitimos, o revide de João Vítor fosse natural e compreensível. Desnecessária foi a batalha que se seguiu).

No fim, não foi um vexame, não foi uma glória. Mas ficou claro que o papel que nos coube infelizmente foi o de coadjuvante. Até quando?

Avaliações:

Deola – apareceu pouco e bem. 6

Cicinho – menos eficaz que em partidas anteriores, foi igual a Fabio Santos. 5

Henrique – o banco lhe fez muito bem. 7

Leandro Amaro – o patinho feio do time se virou bem. 7

Gerley – não é genial, mas também não se omite. 6

Márcio Araújo – não deixou Alex jogar. 7

Marcos Assunção – os escanteios dessa vez não funcionaram bem, mas como sempre foi a fonte de todo perigo. 6

Valdivia – já não vinha bem, e entregou a taça na bandeja. Seja por intenção ou imprudência, zero.

Patrik – não merecia sair. 6

Luan – a luta de sempre, mas foi só. 5

Ricardo Bueno – fraquíssimo. 2

João Vítor – discreto até a expulsão. Como levou um rival junto, fica com 5.

Fernandão – perto de Ricardo Bueno, é quase um Evair. 6 só porque quase se consagra de novo

Maikon Leite – ótimas intenções, más execuções. 5

Felipão – fez o time entrar nervoso igual à semi do Paulista; podia ter mantido Patrik e sacado Bueno antes, mas fez certo ao trocar Cicinho por Maikon Leite. 4

FICHA TÉCNICA

Corinthians 0 x 0 Palmeiras 

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 4 de dezembro de 2011, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Gasse (ambos Fifa-SP)
Cartões amarelos: Alex, Jorge Henrique, Alessandro, Liedson, Chicão (Corinthians). Patrik, Leandro Amaro, João Vitor (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Wallace e Leandro Castán (Corinthians). Valdivia e João Vitor (Palmeiras)
Público: 36.708 pagantes
Renda: R$ 1.326.367,00

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Wallace e Alex; Willian (Chicão), Jorge Henrique (Moradei) e Liedson
Técnico: Tite

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (Maikon Leite), Leandro Amaro, Henrique e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor) e Valdivia; Luan e Ricardo Bueno (Fernandão)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

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Alguém aí ficou surpreso?

Ceará e Atlético Paranaense. Amigo leitor, são apenas esses dois times que nos interessam no resto do Campeonato Brasileiro; como até a vaga para a Sul-Americana deve ficar pelo caminho, ficaremos no lucro em permanecer na Série A. E, nesse sentido, a rodada foi incrivelmente boa. Como é inócuo torcer pelo bando que traja verde (e que ao menos ontem resolveu apanhar de branco), temos somente que secar.

Ceará e Atlético Paranaense, repetimos. América e Avaí já parecem ser incapazes de nos alcançar, enquanto que a diferença que temos para Bahia, Atlético-MG e Cruzeiro é pouco confortável (ainda que os celestes consigam fazer um segundo turno ainda pior que o nosso). Por isso, parece claro que nossa permanência depende do insucesso do Vozão e do Furacão. Lamentavelmente, ambos ainda enfrentam nosso arquirrival, o que nos deixa numa situação em que qualquer resultado terá um componente ruim, mas vamos ver o que cada um deles ainda tem pela frente:

Ceará: Avaí (f), Santos (c), Corinthians (c), Grêmio (f), Cruzeiro (c), Bahia (f)

Atlético-PR: Atlético-GO (c), Corinthians (f), São Paulo (c), Cruzeiro (f), América (f), Coritiba (c)

Temos nove pontos de vantagem para os cearenses e dez para os rubronegros, mas perderíamos no critério de desempate para ambos. Assim, na prática considerem como se tivéssemos meio ponto a menos que nossos 41, é um bom jeito de fazer as contas. Também é claro que, eventualmente, o Palmeiras ainda pode conquistar algum ponto, mas melhor não confiar nisso.

Creio que o Ceará não consegue fazer nove pontos na tabela que lhe resta (e, para conseguir, terá que bater o Cruzeiro, o que não é ruim para nós). Pode até somar algo em Florianópolis domingo – não acredito – mas não deve vencer nem o que lhe falta em casa. Terá que torcer para que na última rodada o Bahia já esteja salvo.

O Furacão, por sua vez, tem uma tabela melhor. Tem boa chance de vencer as duas próximas em casa, contra adversários já sem grande motivação, e seu último jogo fora só será dificultado por uma mala branca com cotas pagas por ao menos cinco clubes. Se o Coelho segurar ao menos um empate, uma derrota atleticana para o Corinthians, quem diria, deve nos salvar.

Vejam particularmente a 35ª rodada: enquanto recebemos o Vasco, possivelmente passaremos pela vergonha de ter que torcer para São Paulo e Corinthians conquistarem pontos. A que ponto chegamos, senhoras e senhores…

***

Ao jogo: atualmente, podemos dividir as partidas do Palmeiras em derrotas e vexames. Ontem, esbarramos na segunda categoria, mas no fim acabou sendo “apenas” mais um revés.

A partida naturalmente foi decidida no gol perdido por Fernandão. O clichê não perdoa, e quem não faz um gol daqueles merece tomar um – aliás, para mim estava claro que Neto Berola estava em posição normal ao ser lançado. Daí pra frente, o Palmeiras jogou como se já soubesse que não conseguiria reagir, e de fato foi o que ocorreu. Melhorou no nove contra onze, justamente porque sabia que não sairia daquele buraco. Correu um pouco, vá lá, mas esse elenco (e comissão, e diretoria, e…) já entra nitidamente derrotado antes de começar a partida. Pra completar, a estrela (cadente) do time resolve dar os pitis habituais contra a arbitragem, e além da reclamação resolveu bater. Lógico, Valdivia mereceu a expulsão – aliás, se o juiz quisesse podia ter nos deixado com oito, mas ele foi bondoso e poupou Cicinho.

Como curiosidade, apesar das reclamações e dos amarelos de praxe, não é costumeiro que o chileno acabe no chuveiro: ontem foi sua 137ª partida pelo clube, e seu segundo cartão vermelho; o outro fora pelo Brasileiro de 2007, contra o Vasco. Mas pelo menos era costumeiro que ele jogasse um pouco de bola. Ontem, ele deu o passe para Luan que depois resultou na chance grotescamente perdida por Fernandão, e só. Agora, mais duas semanas fora, e sabe-se lá em que condições voltará para as rodadas derradeiras. Para lembrar a bandeira de seu país, bem que o cartão vermelho podia vir acompanhado de um bilhete azul…

O problema das expulsões não é que elas tenham prejudicado a partida; já estava 0 a 2 mesmo. O duro é que já entramos mais uma vez esfacelados na próxima partida, e infelizmente ainda faltam rodadas demais para que o Coxa perceba que entregar a partida equivale a afundar seu grande rival…

O menos ruim ontem foi Thiago Heleno; em ambos os gols do Galo, considero que houve mais mérito dos adversários que erros grosseiros nossos. E foi só. Que Marcos Assunção volte logo para tentarmos os pontinhos que faltam. Sem ele, já se viu que a coisa não anda.

FICHA TÉCNICA

Competição: Brasileirão Série A (32ª Rodada)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique/RJ
Assistentes: Edinei Mascarenhas (RJ) e Marcos Peçanha (RJ)
Data/Hora: 30/10/2011, às 18h00
Cartões amarelos: Pierre e Daniel Carvalho (CAM); Valdívia e Cicinho (PAL);
Cartão vermelho: Maurício Ramos e Valdívia (PAL);
Gols: Neto Berola 36’ 1T e Filipe Souto 17’ 2T (CAM); Luan 39’ 2T (PAL);

ATLÉTICO/MG
Renan Ribeiro; Carlos César (Serginho), Réver, Leonardo Silva e Triguinho; Fillipe Souto, Pierre, Daniel Carvalho (Magno Alves) e Bernard; Neto Berola (Richarlyson) e André.
Técnico: Cuca.

PALMEIRAS
Deola; Cicinho, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Rivaldo; Chico, Márcio Araújo (João Vítor), Valdívia e Tinga (Maikon Leite); Fernandão (Vinícius) e Luan.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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Echevarrieta: talvez o maior estrangeiro de nossa história

Não é segredo que o Palmeiras tenta contratar o meia-atacante argentino Martinuccio (e sonda como uma alternativa o também argentino Fabbro). Caso um deles venha a se juntar ao clube, fará parte de uma galeria de mais de 60 estrangeiros que atuaram pelo Alviverde.

É claro que só alguns deles realmente se destacaram no Verdão, mas como definir qual seria a seleção ideal estrangeira no clube? Adotaremos como critério aqui em geral o número de partidas disputadas – se o jogador atuou bastante, em princípio é sinal de que não devia ser tão ruim (ou então atuou numa época desastrosa…). Mas, como se verá, há exceções. Além disso, para evitar injustiças, citaremos algumas opções para nosso esquadrão, que entra em campo agora:

1. Primo – o italiano Primo Zanotta atuou 164 vezes entre 1919 e 1927, tendo sido o primeiro arqueiro do Palestra a atingir a marca centenária. Foi tricampeão paulista e, naturalizado brasileiro, conquistou (como reserva) a Copa América de 1919. Seu reserva seria o paraguaio Perez, 59 jogos e bicampeão do Robertão.

2. Arce – indiscutivelmente o dono da lateral direita, pois não só é um dos mais bem-sucedidos estrangeiros em número de conquistas, como também é o que mais atuou pelo Palmeiras: 242 vezes. Curiosamente, o uruguaio Diogo, seu hipotético reserva, é o terceiro estrangeiro que mais entrou em campo com nossas cores (146, perdendo apenas para Arce e Primo).

3. Arouca – a dupla de zaga é um setor que recebeu reforços de países pouco habituais em nossa história. Prova disso é que o beque com mais jogos (137) pelo clube é o português Humberto da Silva Frias, que conquistou dois Paulistas, 1974 e 1976 (este como titular), além de uma vaga nesta seleção.

4. Gamarra – para garantir a segurança da defesa, dificilmente haveria alguém melhor que o excelente paraguaio, cuja passagem no Palmeiras se dividiu em um ótimo segundo semestre de 2005 e um regular primeiro semestre de 2006. No todo, suas 33 partidas fazem dele o segundo “zagueiro-zagueiro” com mais partidas no clube, e seu talento completa o perfil para entrar nesta equipe. Para a reserva, o uruguaio também ótimo e também já veterano ao desembarcar no Palestra Darío Pereyra (32 J)

5. Luiz Villa – o argentino defendeu o Palmeiras em 127 oportunidades entre 1950 e 1953, sempre com o clássico estilo de seu país natal. Diz a lenda que o corinthiano Luizinho sentou-se na bola à sua frente, o que foi desmentido pelo jogador alvinegro.

6. Ventura Cambon – aqui apelamos um pouco. Afinal, o uruguaio de 53 jogos e tricampeão paulista entre 1932 e 1934 era médio-esquerdo. Porém, o único jogador estrangeiro efetivamente lateral esquerdo foi o colombiano Pablo Armero (80 J), e mesmo que ele se torne campeão mundial na Udinese não o colocarei nessa seleção…

7. Madurga – o argentino Norberto Madurga (62 J) era versátil, atuando em várias posições do meio-campo ao ataque. Foi campeão paulista e brasileiro em 1972

8. Rincón – para fechar um pouco o meio-de-campo, escalamos o colombiano Freddy Rincón (75 jogos entre 1994 e 1997), a quem a torcida às vezes torce o nariz por ter passado depois pelo rival. Mas era talentoso, mesmo que sua segunda passagem tenha sido relativamente apagada.

9. Echevarrieta - Juan Raúl Echevarrieta se destacou com ótimos números pelo Palestra Itália: com 114 gols em 127 jogos, ostenta impressionante média de 0,9 gol/partida. É o 11º maior artilheiro do clube, e levantou os Paulistas de 1940 e 1942, já como Palmeiras.

10. Valdivia – quem gosta do chileno achará que estamos jogando pra galera. Quem não curte, poderia pedir por exemplo o uruguaio Hector Silva (80J) ou, quem sabe, o boliviano Aragonés (que, afinal, atuou 113 vezes, poucas delas bem). Mas o campeão paulista de 2008 já soma 124 partidas e, quando não está em campo – o que ocorre com muito mais frequência que o desejado – percebe-se como faz falta.

11. Villadoniga – ele veio do Vasco, mas era uruguaio. Segundo Villadoniga atuou 134 vezes pelo Palmeiras e, assim como seu companheiro de ataque, estava presente na Arrancada Histórica. Teve tempo ainda de conquistar outro Paulista, em 1946. Como opções no ataque, teríamos o argentino Artime (57J) e Bovio (73J) ou ainda, pelo número de jogos, o colombiano Muñoz (142 – quarto colocado no ranking de atuações de estrangeiros)

Técnico – a disputa é intensa: Ventura Cambon (248 jogos) ganhou diversos títulos, entre eles a Copa Rio, e seria o favorito. Mas já está escalado na lateral esquerda, e não irá se comandar. O argentino Nelson Ernesto Filpo Núñez (154 jogos) foi o único estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira, quando o Palmeiras a representou em 1965. Mas título, mesmo, só conquistou o Rio-São Paulo daquele mesmo ano. Assim, a balança pende para o uruguaio Humberto Cabelli (105 jogos), que levou o Palestra Itália ao único tricampeonato de sua história, com os históricos 8 a 0 sobre o Corinthians no meio do caminho.

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Detalhe do patrocínio na barra e no calção

O Palmeiras tinha a chance de manter a ponta do campeonato jogando hoje no Anacleto Campanela mas acabou esbarrando no São Caetano em um jogo de pouca técnica e muitos erros de finalização.

A partida começou com o Palmeiras no ataque, sem Valdívia, mas com Kléber conseguindo criar boas chances; logo aos 5′ Artur derrubou o Gladiador dentro da área, o juizão apontou a cal, reclamação,  Kléber bateu e bola para um lado, goleiro para o outro: 1×0.

A partir daí o São Caetano passou a tentar o ataque e o Palmeiras procurou chegar com calma para ampliar o placar, o Azulão teve mais força ofensiva e o Palmeiras recuou excessivamente, ou não teve criatividade necessária para contra-atacar corretamente e começou a aparecer o melhor da partida na opinião do IPE: Deola executou grandes defesas e impediu o empate do Azulão – pelo menos por um tempo, aos 35′ Artur – o mesmo do penalti – cabeceou depois de cobrança de escanteio de Minhoca (!!), Deola ainda chegou a pegar nela mas não teve jeito: 1×1.

Pro segundo tempo Felipão tirou Michael Jackson – que anda meio ‘morto’ – e colocou Tinga para tentar melhorar a criação, mas nada foi capaz de alterar o placar para o lado do Palmeiras – o São Caetano atacava mais e esteve mais perto de desempatar o placar. Thiago Heleno e Anderson Marques tomaram vermelho por um empurra-empurra depois de falta na área – foi a primeira expulsão do Palmeiras no ano. No finzinho o Azulão pressionou pela virada mas Deola estava lá para garantir pelo menos o pontinho. O Palmeiras encerra a rodada em terceiro, à frente do Santos, e agora tem dois jogos em casa, além de assistir ao confronto direto entre os líderes, para buscar uma posição melhor.

Fica evidente a Valdívia-dependência, o meio não apresentou praticamente nada digno de nota, o que nos leva à inevitável e DESAGRADÁVEL pergunta: Como o Palmeiras pode ser dependente de Valdívia com essa série de lesões – ainda que rápidas – do Chileno? será que além do 9 que tanto pede Don Felipone o Verdão não deveria providenciar outro meia? Outro destaque negativo da meiúca hoje foi Marcos Assunção, que errou absolutamente tudo e falhou no gol do São Caetano.

 

 

FICHA TÉCNICA
SÃO CAETANO 1 X 1 PALMEIRAS

Estádio: Anacleto Campanella, São Caetano (SP)
Data/hora: 20/3/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Carlos Barbosa de Oliveira (SP) e Carlos Alberto Funari (SP)
Renda e público: R$275.800,00 / 9.527 pagantes
Cartões Amarelos: Thiago Martinelli, Augusto Recife, Henrique Dias (SCA); Luan (PAL)
Cartões Vermelhos: Anderson Marques, 18′/2ºT (SCA); Thiago Heleno, 18′/2ºT (PAL)
Gols: Kleber, 6′/1ºT; Artur, 36′/1ºT

SÃO CAETANO: Luiz; Jean Rolt, Anderson Marques e Thiago Martinelli; Artur, Augusto Recife, Walter Minhoca (Kléber, 24′/2ºT), Aílton (Henrique Dias, 32′/2ºT) e Bruno; Eduardo e Antonio Flávio (Luciano Mandi, 12′/2ºT). Técnico: Ademir Fonseca.

PALMEIRAS: Deola, Cicinho (Chico, 22′/2ºT), Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, e Patrik; Adriano (Tinga, Intervalo) Luan (Max Santos, 36′/2ºT) e Kleber. Técnico: Felipão.

 

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