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Archive for maio \30\UTC 2011

Nós costumamos relembrar aqui títulos que infelizmente a maioria de nós não vivenciou, até porque ultimamente as conquistas são escassas. Mas hoje, 30 de maio, é aniversário de uma taça que a maioria dos leitores certamente curtiu.

O título inédito da Copa do Brasil foi a primeira prova do acerto que havia sido a contratação de Luís Felipe Scolari no ano anterior. Se em 1997, com um time não tão forte quanto outros que tivemos na década, Felipão deu seu cartão de visitas com um vice-campeonato brasileiro, em 1998 missão dada foi missão cumprida.

Para a conquista desse torneio, Felipão bateu o pé: queria reforços, de preferência vindo do Grêmio, onde ele havia conseguido exatamente o que o Palmeiras almejava, ao levantar a Copa do Brasil de 1994 e a Libertadores de 1995. E assim Arce e Paulo Nunes desembarcaram no Palestra Itália.

A caminhada começava na fase preliminar – por não ter sido campeão ou vice paulista no ano anterior, havia a necessidade de jogar uma etapa a mais. Por isso, logo na terceira partida na temporada, apenas seis dias após a estreia no ano e imediatamente após um Derby, na terça-feira, dia 27/1, o Palmeiras bateu o CSA no Rei Pelé com um gol de Zinho. A vitória magra forçou a partida de volta, disputada já no domingo seguinte, 1/2. Sem maiores dificuldades, o Verdão rapidamente abriu 2 a 0 e encerrou a conta com mais um gol no segundo tempo (Arce 2, Cléber). Em uma fase preliminar na qual o único ex-campeão brasileiro a cair foi o Coritiba, o Palmeiras espantou a zebra.

A (oficialmente) primeira fase, no entanto, reservava um Ceará que já nos havia eliminado em 1994 (mas que havíamos batido no ano anterior). Precavido, o Palmeiras entrou no Castelão na terça-feira, 10/2,  nem para matar nem para morrer, mas o resultado final de 1 a 1 acabou sendo algo frustrante, pois Paulo Nunes marcara antes dos dez minutos, e o empate do Vozão veio nos descontos. Mas a volta acabou sendo mais tranquila que o previsto. Mesmo apenas dois dias depois de encarar o São Paulo pela semifinal do Rio-SP, em 19/2 o time aplicou 6 a 0 (Zinho 2, Alex, Paulo Nunes 2, Cris). E, à exceção do Inter, eliminado pelo América-MG, todos os grandes seguiram para as oitavas.

Foi aí que o Palmeiras enfrentou talvez seu momento mais difícil na competição: no primeiro jogo contra o Botafogo, derrota por 2 a 1 no Maracanã, na noite de terça, 10/3. A situação para o jogo de volta era complicada, ainda mais porque no Paulista o time vinha cambaleando – após o empate no Derby em que Oséas marcou contra, o Palmeiras foi goleado em casa pelo Mogi e em seguida só empatou em Itu. Por isso, o clima na noite de 24/3 não era bom; para complicar, o primeiro tempo terminou em branco. A agonia só terminou quando Agnaldo marcou o tento salvador aos 14 do segundo tempo e, mais ainda, quando o árbitro Saul Mendes encerrou a partida. A vaga nas quartas fora alcançada com muito suor. Mas o fato é que o Palmeiras avançava, enquanto Corinthians, Flamengo, Atlético-MG e Grêmio ficavam pelo caminho.

Agora uma pausa: as oitavas foram esticadas até o fim de abril, e o Palmeiras ficou mais de um mês sem entrar em campo pela CB.

Pronto: o torneio voltou em maio, mês que concentraria todas as etapas finais, já que a Copa do Mundo começaria em junho. Foi um mês excelente, que começou com o Sport pela frente. Os pernambucanos haviam despachado o América-MG, mas sucumbiram contra o Alviverde: dia 7/5, em Recife, 2 a 0 (Paulo Nunes e Oséas). Cinco dias depois, já no Palestra, Almir marcou no primeiro tempo e, relaxado, o Verdão cedeu o empate, por meio do futuro palmeirense Jackson. Com menos dificuldades que o previsto, o Palmeiras se juntava a Vasco, Cruzeiro e a seu futuro adversário, o Santos, nas semifinais.

Pela primeira vez o Palmeiras encontrava outro paulista na Copa do Brasil. E logo em um clássico. E logo na única etapa do torneio em que decidiriamos fora. E logo quando tropeçamos em casa: no dia 19/5, terça-feira (ao todo, o Palmeiras jogou SETE vezes às terças-feiras), Élder deixou o Peixe em vantagem, que o alvinegro sustentaria até a segunda etapa, quando Oséas empatou. E não passou disso.

Na Vila, no sábado seguinte, os piores temores pareciam se concretizar logo aos 2 minutos: o recém-saído Viola testou forte para abrir o placar. Mas a reação veio rápida – Paulo Nunes ajeitou de coice e Oséas estava lá pra empatar. Ao fim de 45 minutos, o placar encaminhava a decisão para os pênaltis.

Foi quando apareceu o herói improvável: Darci Coice de Mula, que uma década antes tirara Mirandinha dos gramados por meses, acertou uma bola no ângulo de Zetti. Abatido, o Santos não teve forças para reagir – conseguiu apenas o empate já nos acréscimos, por meio de outro futuro palmeirense, o zagueiro Argel. Os gols você confere aqui.

Naquele mesmo 23/5, o Cruzeiro segurava o Vasco em São Januário, e com isso nos garantia a possibilidade da revanche de 1996. A decisão seria novamente em São Paulo, mas desta vez no Morumbi.

Entretanto, o filme da decisão começou ainda pior que o de dois anos antes. Se naquela oportunidade o Verdão arrancara um empate em BH, em 26/5 (ora vejam, uma terça), o Mineirão veria uma vitória azul por 1 a 0. Como de hábito, o gol adversário foi anotado por um futuro jogador nosso; desta vez, Fábio Júnior. Na volta, seriam necessários dois gols de vantagem.

Agora, passemos dos fatos à memória. Foi o jogo mais tenso que este redator acompanhou in loco; não conseguia gritar, apoiar, nada. Confiava desconfiando, temendo que um gol da Raposa jogasse tudo por terra. O gol de Paulo Nunes logo aos 11 minutos ajudou muito – e eu estava perto de onde Oséas centrou, tão perto quanto se podia estar neste estádio em que os torcedores ficam longe do campo – mas ainda assim segui emudecido. Só no intervalo, quando ficar nervoso não resolvia nada (e durante o jogo adiantava?), é que me juntei ao coro que cantava o hit da época: Arerêêê, o Cruzeiro veio aqui pra se f… (canção legitimamente sucessora do ú-tererê). Veio o segundo tempo, e cada vez mais uma convicção de que ao menos no tempo normal não cairíamos. O que caiu, isso sim, foi o chuvisco que possivelmente decidiu a sorte daquela competição.

Na hora da bendita falta, meu irmão cantou a bola: “é pra chutar direto que o goleiro é fraco”. Zinho desistiu de alçar a bola e resolveu obedecer. O resto, a rebatida, o chute impossível de Oséas que de onde estava pareceu ir para fora, a comemoração do outro extremo da arquibancada que o meu setor demorou segundos que pareceram uma eternidade para entender, e finalmente o grito incontido, é história. Dali pra frente, Felipão usou seu nada elogiável expediente de atirar bolas no gramado, foi repreendido por Sidrack Marinho dos Santos e contido pelo quarto árbitro Paulo César de Oliveira, não teve autorização para substituir Oséas e queimar mais alguns segundos, mas conseguiu fazer com que o Palmeiras não fosse mais ameaçado. E eu, que só sairia do estádio algumas horas depois, já com as luzes apagadas e sem ninguém por perto, finalmente me juntei às 45 mil vozes que gritavam campeão.

Depois de 90 minutos de um jogo emocionante, depois de uma campanha de 12 jogos, 6 vitórias, quatro empates e 2 derrotas, de 21 gols a favor e 8 contra, em que Paulo Nunes marcou cinco vezes e Oséas quatro, o Palmeiras levantava sua primeira Copa do Brasil. De quebra, garantiria a passagem para a Libertadores 1999, que mais alegrias e glórias nos trariam. Esse capítulo, porém, fica para outro dia.

Quer ver a decisão na íntegra? Comece por aqui. Para ir direto aos gols e à festa, clique abaixo.

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Jogo fora de casa, contra um dos favoritos segundo a imprensa “especializada” e com desfalques importantes. Olhando desta maneira, o empate de hoje pode ser considerado um bom resultado, apesar de termos saído na frente.

Atuando com 3 atacantes, o Cruzeiro começou se impondo. Jogando em velocidade, os mineiros chegavam com facilidade pelas laterais, com Gilberto na esquerda e Wallyson na direita. O Palmeiras, sentindo a pressão incial, se defendia e esticava bolas ao ataque, especilamente com Luan, na esquerda.

Aos poucos o Palmeiras foi achando espaços e equilibrou a partida, apesar das principais chances continuarem sendo dos mineiros. Wallyson e Gilberto poderiam ter aberto o placar, mas foram parados pela trave e por Marcos, respectivamente.

No segundo tempo, o Cruzeiro começou assustando com Anselmo Ramon, que perdeu gol incrível. O Palmeiras voltou melhor, sempre explorando os contra-ataques. Em um desses contra-golpes, Assunção lançou Luan que acertou um belo chute – 1×0 – golaço.

O Cruzeiro veio para cima e criou muitas oportunidades, mas era parado por Marcos ou pela falta de pontaria. Felipão então resolveu segurar o resultado, e o castigo veio em menos de 5 minutos. Escanteio no primeiro pau, leve desvio, e conclusão de Anselmo Ramon no segundo pau. Era o empate. Os 15 minutos finais foram de pressão do time casa, mas sem sucesso.

O jogo de hoje serve para confirmar mais uma vez a urgência com a relação à reforços em alguns setores da equipe. Em especial a lateral esquerda e o meio campo. Gabriel Silva e Tinga fizeram hoje mais uma partida sofrível. O melhor em campo, na opinião do IPE, foi Marcos. Na próxima rodada o Palmeiras recebe no Canindé o Atlético-PR, que vem de duas derrotas, e deverá contar com as voltas de Lincoln e Wellington Paulista.

CRUZEIRO 1 X 1 PALMEIRAS
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 29/5/11
Cartões amarelos: Thiago Ribeiro, Gil (CRU); Luan, Márcio Araújo (PAL)
Gols: Luan, 14’/2ºT (0-1); Anselmo Ramon, 29’/2ºT (1-1)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Thiago Gomes Brigido (CE).
Renda/Público: R$ 147.838,25 – 9.080 pagantes

CRUZEIRO: Fábio, Marquinhos Paraná, Gil, Léo e Gilberto; Leandro Guerreiro, Henrique e Montillo; Brandão (Anselmo Ramon, intervalo), Wallyson (Everton, 35’/2ºT) e Thiago Ribeiro (Ortigoza, 17’/2ºT). Técnico: Cuca.

PALMEIRAS: Marcos; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Chico, 26’/2ºT), Patrik e Luan (Adriano Michael Jackson, 35’/2ºT); Kleber (Dinei, 46’/2ºT)  Técnico: Felipão.

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Mais um gol, mais uma taça

Uma das maiores glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras é a conquista das Cinco Coroas, que compreendem uma mão cheia de títulos conquistados em menos de um ano – as Taças Cidade de São Paulo de 1950 e 1951, o Campeonato Paulista de 1950, o Rio-São Paulo de 1951 e a Taça Rio. Logo após a ressaca da perda da Copa de 1950, o Palmeiras fez seu papel e elevou a estima de seus fãs, bem como de grande parte dos torcedores de outros times, ao levantar a última destas taças contra a poderosa Juventus de Turim.

Para se chegar ao ápice, no entanto, o Alviverde passou por duras partidas, ao longo das quais amealhou as quatro taças que antecederam o Mundial. E este 27 de maio registra o 60º aniversário da quarta coroa; essa data histórica e redonda merece a lembrança.

A Taça Cidade de São Paulo era um torneio que reunia os três melhores times do Campeonato Paulista do ano anterior (na verdade, era restrita ao Trio de Ferro, mais Santos e Portuguesa, mas a classificação final não trazia mesmo nenhum outro time). Era um torneio algo amaldiçoado, pois desde sua criação em 1942 nenhum time que o conquistara levantaria também o Paulistão. Este tabu cairia somente em 1950, quando o Palmeiras ficou à frente de São Paulo e Portuguesa para conquistar a Taça (a primeira Coroa) e depois triunfaria no Jogo da Lama (a segunda Coroa).

A edição de 1951 da Taça Cidade de São Paulo foi disputada entre Palmeiras, São Paulo e Santos. Era um torneio simples, de apenas três jogos. A abertura foi um massacre: em 20/5/57, no Pacaembu, o Verdão atropelou o time da Baixada por 6 a 2 (Nenê contra, Liminha, Rodrigues, Lima, Achilles e Jair Rosa Pinto; Antoninho e Silas). Quatro dias depois, o San-São terminaria com nova derrota do Santos, desta vez por 2 x 1. A decisão ficou para o domingo, e não havia vantagem por saldo de gols; empate forçaria um jogo extra.

Este, porém, não seria necessário: o Tricolor até saiu na frente antes dos 10 minutos. O Palmeiras não se abalou e teve o domínio da primeira etapa, até chegar à igualdade, pelos pés do implacável Achilles – que também marcara nas conquistas da segunda e terceira Coroas. Após o intervalo, o embalo continuou, e antes da metade do segundo tempo havíamos marcado mais duas vezes, com Liminha e novamente Achilles. No fim, o rival ainda diminuiria, mas não foi suficiente. Em mais um domingo de festa e volta olímpica, o Palmeiras amealhava seu quarto título em menos de oito meses. E o prato principal nem havia chegado…

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 2 SÃO PAULO
Taça Cidade de São Paulo/1951
27/05/1951  –  16h00
Estádio do Pacaembu, em São Paulo/SP
Árbitro: Caetano Bovino
Gols: Alcino aos 7 e Achilles aos 37 minutos do primeiro tempo. Liminha aos 15, Achilles aos 21 e Augusto aos 39 da etapa final.

Palmeiras: Oberdan; Salvador e Juvenal; Waldemar Fiúme, Luís Villa e Dema; Lima, Achilles, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues.
Técnico: Ventura Cambon.

São Paulo/SP: Mário; Alfredo e Mauro; Rui, Bauer e Noronha; Alcino, Augusto, Durval, Bibe e Teixeirinha.
Técnico: Leônidas da Silva.

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Logo na segunda rodada, o Palmeiras encara fora de casa uma equipe tida como uma das favoritas ao título. Entretanto, o momento cruzeirense é conturbado, e o Verdão pode se aproveitar disso para buscar três pontos difíceis. A luta pelo enea tem um importante capítulo neste domingo à tarde, e aqui você encontra os detalhes deste confronto:

Horário e local: Domingo, 29/5, às 16:00, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (Globo/Band)

Árbitro: será Wilton Pereira Sampaio (DF), em sua primeira aparição em 2011 após seis partidas pelo Brasileirão do ano passado – curiosamente, também foi ele quem apitou o último Cruzeiro x Palmeiras. Quem perdeu o sorteio foi Leandro Vuaden. Histórico:

2010 – 1×2 Cruzeiro (f), 1×2 Fluminense (c), 0 x 3 Atlético-GO (f), 0x0 Botafogo (f), 2 x o Atlético-PR (c), 0 x 0 Vasco (f)

2009 – 2 x 1 Inter (c)

Situação na tabela: o Palmeiras divide a sétima posição com Atlético-GO e Figueirense; a Raposa partilha a 14ª com Botafogo e Coritiba

Nesse momento, em 2010: o Palmeiras havia estreado também com uma vitória magra em casa (contra o Vitória) e estava em quinto. Na segunda rodada, empataria com o Vasco fora (0x0) e cairia para sétimo.

Desfalques: Valdivia, Lincoln e Rivaldo, lesionados; Wellington Paulista, impedido por cláusula de empréstimo. Patrik, com conjuntivite, é dúvida.

Pendurados: Kléber, na próxima rodada ninguém.

Palpite IPE: Marcos; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Chico; Luan, Kléber e Adriano.

Destaques/Cruzeiro: a inesperada derrota na abertura do campeonato tumultuou o ambiente da equipe mineira; além disso, há alguns desfalques e várias dúvidas. Cuca já sabe que não terá Victorino (na seleção uruguaia), Vítor (por cláusula de empréstimo) e Roger (lesionado); ademais, Brandão é dúvida e Gilberto está em negociação com o Botafogo. A equipe mais provável, com três atacantes, é: Fábio; Marquinhos Paraná, Léo, Gil e Gilberto; Henrique, Leandro Guerreiro, Montillo; Brandão, Thiago Ribeiro, Wallyson.

Último confronto e última derrota no local do jogo: no último jogo de 2010, uma derrota por 2 a 1 de virada que ao menos serviu para empurrar o arquirrival para a Toliminação (Henrique, Wallyson; Rivaldo).

Última vitória em MG: foi pelo Brasileiro de 2009, 2×1 também de virada (Diego Souza, Vagner Love; Thiago Ribeiro).

Histórico: as duas derrotas do Brasileiro de 2010 custaram ao Palmeiras a supremacia no confronto direto. Há grande equilíbrio, e a vantagem é palmeirense apenas nos gols marcados.

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
75 28 19 28 115 107 42 14 11 17 55 59

O IPE se lembra: enfrentar o Cruzeiro em Minas sempre foi uma tarefa árdua para o Palmeiras: foram 34 anos sem ganhar lá pelo Brasileiro – desde 1974 até 2008, quando Sandro Silva e Diego Souza fizeram uma bonita jogada para o gol solitário que rompeu o tabu.

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3 pontos no caixa e um pouco de tranquilidade no começo da competição mais importante do país. No jogo em que se comemorou o 100º prélio de Kléber (apesar do fatídico jogo ter sido o desastre do Couto Pereira), o homenageado compareceu e guardou o tento da vitória. Com a chegada de alguns reforços e a volta dos lesionados, as próximas escalações iniciais não devem ser tão estranhas quanto a de hoje, onde vimos 3 volantes e 3 atacantes começando a partida.

O Botafogo começou o jogo com mais posse de bola ao mesmo tempo que o Palmeiras parecia não saber o que fazer com a redonda nas poucas vezes que a tomava, a partir dos 15′ o equilíbrio apareceu e em uma sequência de faltas frontais, Marcos Assunção tentou, sem sucesso, abrir o placar, o Alviverde ainda teve uma grande chance no último minuto do primeiro tempo, desperdiçada por Adriano MJ e mais nada.

Pra segunda etapa Don Felipone resolveu ‘desbagunçar’ o Verdão e sacou Tinga para a entrada de um meia – Patrik; o time mostrou melhor desempenho, mais posse, até que aos 19′ o Gladiador limpou bonito e mandou uma bomba de canhota no ângulo – 1×0. A partir daí poucas chances, uma inacreditavelmente desperdiçada por Luan, ainda deu tempo de ser promovida a reestréia de Pierre – ovacionado pela torcida presente no Teixeirão – braços pra cima, soa o apito e fim de papo.

O jogo não foi dos mais animados mas nesse início de campeonato (e no restante também, ora pois!) o importante é marcar todos os pontos e não desgarrar da ponta, ao longo da competição será possível melhorar e sonhar com algo a mais em 2011.

O melhor em campo na opinião do IPE foi Marcos Assunção, e na sua? opine nos comentários!

Confira as estatísticas da partida na tabela:

FICHA TÉCNICA:

Palmeiras 1 x 0 Botafogo

Local: Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP)
Árbitro:  Márcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (FIFA-RS) e Julio Cesar Rodrigues Santos (RS)
Cartões amarelos: Thiago Heleno, Kleber (Palmeiras); Lucas, Marcelo Mattos (Botafogo)
Cartões vermelhos:  Não houve.
Renda: R$ 400.178,00
Público: 13.705 pagantes
Gols: Kléber, aos 19′ do 2ºT.

PALMEIRAS: Marcos, João Vitor (Chico), Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, TInga (Patrik) e Luan (Pierre); Kleber e Adriano. Téc. Luiz Felipe Scolari

BOTAFOGO: Jefferson, Lucas (Cidinho), Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Lucas Zen, Arévalo, Marcelo Mattos (Alex), Cortês e Galhardo (Bruno Tiago), Maicosuel e Caio

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Para começar o Brasileiro com o pé direito, o Palmeiras viaja ao interior paulista para enfrentar um time contra o qual não tem se dado muito bem nos últimos anos. Mas, se nós vamos com um time remendado, a situação do Botafogo não é muito melhor. Ânimo, torcedor palmeirense: vamos ao boletim do primeiro dos 38 passos do Verdão rumo ao paraíso no final de 2011.

Horário e local: domingo, 22/5, às 16:00, no Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (PPV). A última vez que o Palmeiras atuou lá foi pelo Paulista de 2008: com um hat-trick de Alex Mineiro, vencemos o Guarani por 3 a 1.

Árbitro: será Márcio Chagas da Silva (RS), quem perdeu o sorteio foi Leandro Vuaden. Histórico:

2010 – 5×1 Comercial-PI

2009 – 1×1 Fluminense (f), 0×2 Atlético-MG (c, 2º turno BR)

Desfalques: Cicinho, Rivaldo, Lincoln, Valdivia e Wellington Paulista, lesionados; Maikon Leite, ainda no Santos.

Novidades: Paulo Henrique pode estrear.

PenduradosKléber, daqui a duas rodadas ninguém

Próxima partida: Cruzeiro (f) 

Palpite IPE: Marcos; Paulo Henrique, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Chico, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik; Luan, Kléber

Destaques/Botafogo: Loco Abreu, Herrera e o próprio técnico Caio Júnior estão suspensos por causa de uma briga no jogo que eliminou o Botafogo da CB. Enquanto os reforços não chegam lá também (fala-se em Gilberto, do Cruzeiro, Morais, Ricardinho e Diego), o time que vai a campo domingo só deve ter um atacante: Jefferson, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Lucas Zen; Lucas, Arévalo, Marcelo Mattos, Thiago Galhardo, Maicosuel e Cortês; Caio

Último confronto: no returno do Brasileiro de 2010, um empate sem gols no Engenhão em que Loco Abreu desperdiçou um pênalti. Na Copa do Mundo é mais fácil, né?

Última vitória no local do jogo: as equipes jamais jogaram em Rio Preto; como mandante, nossa última vitória foi lá atrás: pelo BR-2006, 2 a 1 no Palestra (Edmundo, Enílton; Juninho). Ou seja, temos quase meia década de abstinência.

Última derrota no local do jogo: no encerramento do BR-2008, um 0x1 que jogou o Palmeiras para a pré-Libertadores, e por pouco não tirou a vaga na competição de uma vez (o gol, ora veja, foi de Wellington Paulista).

Histórico: a vantagem é palmeirense, mas nos últimos anos o Botafogo tem reagido.

GERAL   CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC   J V E D GP GC
108 38 35 30 155 132   39 15 13 11 54 40

O IPE se lembra: em 1999, o Palmeiras massacrou o Glorioso por 6 a 0 numa partida repleta de simbolismos: não só é a maior goleada da história do confronto, como também foi a última vez que o Palmeiras ganhou uma partida por seis gols de diferença. E, mais que tudo, foi a partida na qual Evair marcou seu derradeiro tento com o manto alviverde.

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O esquadrão de 1972

Chegou a hora: a largada do campeonato nacional mais forte do mundo, de acordo com a IFFHS, ocorre neste fim de semana. (Sim, no ranking linkado o Brasil está em quarto. Mas convenhamos: todos sabemos que nos três primeiros os campeões quase sempre serão Real ou Barça, Manchester United ou Chelsea, Inter ou Milan. Portanto o nosso por definição assume a liderança)

E o Palmeiras, como se apresenta para a disputa? Mesmo com o espírito um tanto alquebrado pelos insucessos no Paulista e na Copa do Brasil, o elenco não é dos piores em se considerando o combalido cenário nacional. Certamente não é favorito ao título, mas – nosso papel é torcer – pode fazer boa figura, se lembrar do que deu certo no começo da temporada e entender o que desandou em maio. E, claro, se trouxer reforços.

A responsabilidade do Palmeiras passa a ser maior a partir deste ano. Afinal, com o reconhecimento dos títulos de 1959 a 1970 ocorrido em dezembro passado, o Verdão entra em campo pela primeira vez desde 1979 reconhecidamente como o maior campeão nacional (para compreender melhor, em 1979 Palmeiras e Internacional eram considerados bicampeões, pois a contagem era iniciada em 1971; o Colorado nos passou com o tri naquela temporada e, quando chegamos ao tetra em 1994, o Flamengo já era penta – se não de fato, ao menos de direito).

Para você começar bem a 55ª edição do Campeonato Brasileiro sabendo bem o que o Palmeiras fez nestes anos todos, seguem algumas curiosidades e números:

– Começando pelo principal, claro: o Palmeiras é o maior campeão, ao lado do Santos. São oito títulos, conquistados em 1960, 1967 (duas vezes), 1969, 1972, 1973, 1993 e 1994. Além das conquistas, são 3 vice-campeonatos, em 1970, 1978 e 1997, e 18 participações gerais entre os quatro primeiros (o maior número entre todos os participantes)

– Três ex-atletas conquistaram cinco títulos nacionais pelo Palmeiras: Ademir da Guia, Dudu e César conquistaram cada um mais Nacionais que o Corinthians.

– César, por sinal, é o único artilheiro do Campeonato Brasileiro que o Palmeiras produziu – no Robertão de 1967, marcou 15 gols, empatando com seu futuro companheiro de ataque Ademar Pantera, então no Flamengo. César também é o maior artilheiro do Palmeiras na história da competição, com 60 gols, vinte a mais que Leivinha.

– O mítico Oswaldo Brandão é o treinador com mais títulos nacionais pelo Alviverde: levantou o caneco em 1960, 1972 e 1973. Vanderlei Luxemburgo tem dois, e Aymoré Moreira, Mario Travaglini e Rubens Minelli um cada.

– Essa será a 50ª participação do Palmeiras, que esteve ausente em 1959, 1962, 1963, 1982 e 2003. Em 1968 (Taça Brasil), Palmeiras e Santos abandonaram a disputa sem jogar devido ao atraso do calendário.

Ao longo dos próximos meses, mais curiosidades aqui no IPE. Além, claro, de todas os boletins pré-jogo, avaliações após as partidas e o currículo dos atletas que chegarem para, esperamos, empurrar o Palmeiras rumo ao eneacampeonato, que a torcida tanto aguarda.

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