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Archive for dezembro \26\UTC 2011

Eu tava lá!

Ser palmeirense e morar longe de São Paulo significa valorizar cada oportunidade que aparece de ver o time ao vivo. Se além disso a primeira delas calhar de vir com uma taça junto, temos a combinação perfeita para um jogo inesquecivel. E é esta lembrança que trazemos hoje, vivenciada por um dos membros de nossa equipe. Fala, Álvaro:

Agora que a porteira já foi aberta gloriosamente pelo Fábio Tatu, vou me arriscar a compartilhar aqui algumas lembranças a respeito daquele jogo que julgo inapagável da memória. Sou um dos redatores (responsável por 0,1% da produção) do Blog do IPE e fui convidado pelo ‘chefe’ para comparecer na recém-inaugurada seção.

Eu considero clichê classificar jogos de títulos com essa pecha de ‘inesquecível’ – não esquecer o que se ganha é fácil, existem derrotas que também marcam, seja pelo vexame ou por se tratar de uma batalha épica, perder também faz parte, mas acho que seria inapropriado vir aqui falar de um revés. Dessa vez vou cair na vala comum e falar sobre nosso último título, jogo que pude ver in loco.

A data é mais conhecida que a escalação do Palmeiras de 93, 4/5/2008 – mas aquele jogo começou antes, bem antes, naquele gol de Alex Mineiro na primeira semifinal e logo em seguida ¿Por qué no te callas, Rogério? Estávamos de volta a uma decisão e eu não poderia perder aquilo por nada. Voltando no tempo lá para meados de 2006 conheci o Parmerista! e comecei a participar dos comentários, lá conheci amigos com quem convivo até hoje – apesar de morar no DF e todos eles em SP. Seria então a oportunidade de matar uma macaca e um coelho com uma viagem só: poderia encontrar aqueles amigos do convívio diário via web – mas que jamais tinha sequer visto – e estrearia em finais no velho Palestra Itália destroçando a Ponte Preta, perfeito, certo? Ainda faltava a cereja do bolo, aproveitei a oportunidade para convidar meu Pai, que jamais havia pisado no Palestra, para ver a partida, ele prontamente veio do MARANHÃO e nos encontramos em SP. Agora sim estava perfeito.

É claro que não poderia ser tão fácil assim, como seria impossível comprar ingressos na bilheteria, lá fomos nós comprar no glorioso setor VISA (que San Gennaro o tenha), milhões de tentativas de compra depois, com o site absolutamente congestionado, conseguimos ingressos para QUASE todos os interessados em acompanhar o prélio no estádio.

No grande dia da peleja rumamos para a Turiaçu e numa passagem pelo Bourbon Shopping achando que além de estar ali, com os ingressos nos cartões, nada mais nos surpreenderia eis que surge ninguém menos que Ademir da Guia. Fotos, autógrafos em camisas verde limão e agora sim, o jogo.

Parecia óbvio que aqueles 90 minutos serviriam apenas para esperar a entrega da taça, o Verdão venceu a primeira partida em Campinas – 0 x 1; e não precisaria mais que segurar o resultado, mas aquele time tinha um ‘que’ daqueles dos tempos áureos que não voltam mais, nunca mais… O primeiro tempo já virou 2×0 com um gol contra e outro de Alex Mineiro, a torcida estava eufórica, campeões e vencendo a final com sobras. Vem o segundo tempo e o show tinha que continuar, Valdívia limpa a meia cancha da Ponte Preta INTEIRA e bate pro gol, 3×0. Enquanto a torcida comemorava o tento, mais um, Alex Mineiro de novo!! Festa, rola a bola, outro, que isso minha gente?! 5×0, hat-trick de “Tio Chico” o artilheiro da competição…  Palmeiras Campeão.

Ficamos no Palestra saboreando aquela sensação de vencer de novo, depois de tanto tempo, já era perto das 21h quando finalmente conseguimos deixar o estádio e rumar para uma pizzaria.

Tanto pelo jogo quanto pela circunstância, esse foi meu jogo inesquecível.

*

CONTEXTO

O Palmeiras andava ha alguns anos sem conquistas – a ultima fora a Copa dos Campeões em 2000 (ou a Série B, dependendo do gosto do freguês). Por isso, a caminhada do Paulista de 2008 foi sendo saboreada aos poucos. O time forte montado em parceria com a Traffic demorou um pouco a engrenar, mas quando isso aconteceu parecia que estávamos fadados a conquista, e a vitoria no finzinho sobre a Lusa é uma espécie de símbolo de que tudo daria certo. Se a semifinal foi um duelo duro contra um rival que vinha de anos melhores, a decisão acabou sendo mais fácil do que se esperava. Ja em Campinas, o Palmeiras venceu com gol de Kléber. No Palestra, podíamos até perder por um gol. No meio da semana, a Copa do Brasil ficou para trás ao perdermos para o Sport, mas o foco era mesmo no que estava mais próximo; no domingo, a Macaca pagou o pato.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 04 de maio de 2008 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Cléber Wellington Abade
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Vicente Romano Neto
Renda: R$ 1.433.350,00
Público: 27.927 pagantes
Cartões amarelos: Pierre, Leandro, Marcos, Kléber, Gustavo, Lenny (Palmeiras), César (Ponte Preta)
Cartão vermelho: Diego Souza (Palmeiras) e Deda (Ponte Preta)

Gols: Ricardo Conceição (contra), aos 19 e Alex Mineiro, aos 34 minutos do primeiro tempo, Valdívia,, aos 28 e Alex Mineiro, aos 30 e aos 32 minutos do segundo tempo

Palmeiras: Marcos (Diego Cavalieri); Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Martinez, Diego Souza e Valdívia; Alex Mineiro (Lenny) e Kléber (Denílson). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Ponte Preta: Aranha; Eduardo Arroz, João Paulo, César e Vicente; Ricardo Conceição, Deda, Elias (Giuliano) e Renato; Luis Ricardo e Leandro (Wanderley). Técnico: Sérgio Guedes

NO DIA SEGUINTE

Confira a Folha de S. Paulo do dia seguinte, com uma propaganda que chamava mais a atenção para… a Ponte.

MELHORES MOMENTOS, na narração, digamos, displicente de Cleber Machado.

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Wendel é um dos que estão de saída

Ano novo, vida nova. É isso que irá acontecer com alguns atletas do Palmeiras, cujos contratos se estendem somente até o dia 31 de dezembro. A maioria parte sem deixar saudade (se é que partirá mesmo – às vezes aparecem renovações estranhas no apagar das luzes); na realidade, há apenas um nome de maior relevância na lista, aquele que está há mais tempo no grupo, e que conquistou a América e o mundo. Marcos, claro, é um caso à parte e por isso mesmo o único do qual se fala (a propósito, a opinião do blog é que, conquanto gostemos dele, sua aposentadoria já deveria ter se consumado há algum tempo).

Por outro lado, alguns jogadores retornam de empréstimo. Sabemos que apenas uma minoria deve continuar no Verdão; os demais iniciaram um périplo que tende a durar até o fim do contrato. Veja quem são, talvez alguém lhe agrade.

QUEM SAI

Em ordem de quem estreou antes, veja a lista de quem deve seguir seu rumo em outros lugares, aliviando o caixa do clube:

1. Marcos – na verdade, o goleiro tende a permanecer mais alguns meses; nesse caso, poderá chegar à marca de 20 anos debaixo das metas verdes. Alternativamente, pode se despedir no amistoso contra o Ajax. Certo é que se reapresenta no dia 4, com contrato ou sem.

Jogos: 530

Estreia: Esportiva de Guaratinguetá 0 x 4 Palmeiras (16/5/1992)

Último jogo: Avaí 1 x 1 Palmeiras (18/9/2011)

2. Wendel – o volante/lateral veio do time B e estreou numa tremenda fogueira, em mata-mata de Libertadores após a demissão de Leão, e até deu conta do recado no começo. No entanto, perdeu espaço de 2008 em diante, tendo sido emprestado sucessivas vezes para times da Série A, como Santos, Goiás e Atlético-PR. Sua última aparição foi sob o comando de Antonio Carlos.

Jogos: 150 (não marcou)

Estreia: Palmeiras 1 x 1 São Paulo (26/4/2006)

Último jogo: Palmeiras 3 x 2 Sertãozinho (8/3/2010)

3. Luís “Maluco” – o atacante criado por Caio Júnior até marcou dois gols, mas mostrou que habilidade não era seu forte. Nem o  chute, nem posicionamento, nem… Só jogou em 2007 e foi sucessivamente emprestado a Ituano, Juventude, Barueri e Boavista.

Jogos: 13 (2 gols)

Estreia: Palmeiras 0 x 2 Atlético-PR (24/6/2007)

Último jogo: Palmeiras 1 x 0 Fluminense (14/11/2007)

4. Jorge Preá – quando César Sampaio assumiu a gerência de futebol, a primeira lembrança foi do atacante de apelido bizarro e futebol mais ainda. Teve seu momento de glória ao marcar o gol que deu a vitória contra a Lusa no Paulista de 2008 – foi seu único tento. Outro que foi sucessivamente emprestado.

Jogos: 8 (1 gol)

Estreia: Palmeiras 0 x 3 Guaratinguetá (6/2/2008)

Último jogo: Palmeiras 0 x 1 Grêmio (9/11/2008)

5. Lincoln – o jogador de linha mais renomado do grupo que sai atuou pouco e nunca rendeu o que se esperava. Contusões, falta de condicionamento e uma certa, hmmm, apatia acabaram por miná-lo no grupo. Foi rebaixado com o Avaí, mas já assinou com o Coxa. Ainda deve ter uma bela grana a receber do Palmeiras.

Jogos: 49 (6 gols)

Estreia: Santos 3 x 4 Palmeiras (14/3/2010)

Último jogo: América 1 x 1 Palmeiras (7/7/2011)

6. Dinei – ficou marcado pelo golaço que marcou numa partida em que a torcida desejava acima de tudo a derrota. De resto, muito pouco. Retorna ao Atlético-PR, de onde veio por empréstimo (prorrogado duas vezes, vá entender por quê).

Jogos: 35 (4 gols)

Estreia: Palmeiras 1 x 0 Grêmio Prudente (22/9/2010)

Último jogo: Bahia 0 x 2 Palmeiras (26/11/2011)

7. Paulo Henrique – quem era esse mesmo?

Únicos jogos: Santos 1 x 0 Palmeiras, Palmeiras 1 x 2 Fluminense

8. Os que não jogaram no profissional – 14 atletas que passaram pela base ou time B mas que não chegaram a subir também têm vínculo se encerrando. Os mais conhecidos são o goleiro Pegorari, o lateral David (que, emprestado, foi campeão da série C com o Joinville), os zagueiros Cléber e Wellington Silva, o meia Peterson e o atacante Caio Mancha. É possível que boa parte deles permeneça.

QUEM VOLTA

A lista é grande. Mas Felipão já avisou que poucos deles devem ser utilizados. Enquanto isso, mesmo sem préstimos ao clube, o dinheiro ainda cai em suas contas.

1. Willian – o “Coração de Leão” volta do Náutico. Tem contrato até junho, e certamente não será mais aproveitado no Palmeiras, que defendeu pela última vez no mesmo dia da despedida de Wendel.

2. Daniel Lovinho – um dos casos mais difíceis. Jogou pouquíssimo no América-MG e quase nada no Ipatinga. O mercado parece limitado para ele, que tem vínculo por mais dois anos. Talvez algum novato no Paulista possa se interessar.

3. Pierre – o mais famoso dos emprestados, deve permanecer no Atlético-MG; cabe ao Palmeiras conseguir coisa melhor que Rafael Cruz e Ricardo Bueno em troca.

4. Maurício Nascimento – o zagueiro-pugilista retornou do Vitória, e tem destino incerto. Contrato até o fim de 2012.

5. Bruno – o goleiro retorna da Portuguesa, onde não jogou, e é um dos poucos que podem ser aproveitados no ano que vem.

6. Gualberto – o zagueiro volta do ABC, mas não deve ficar muito no clube – só tem contrato por mais um mês.

7. Fabinho Capixaba – ah, esse NÃO volta. Ao menos, não agora – está emprestado para o Criciúma até maio, mas há interesse do Avaí (onde jogou em 2009).

8. Vítor – o lateral retorna do Cruzeiro e tem toda a cara de moeda de troca. Mas não se pode descartar a hipótese de ser o reserva de Cicinho.

9. Luís Felipe – o outro lateral direito emprestado retorna do Bragantino. Agora que fez uma boa série B, poderia ser testado no Paulista, mas não há sinal que isso vai acontecer.

QUEM IA VOLTAR

Alguns jogadores estavam prestes a retornar, mas já acertaram suas vidas:

1. Deyvid Sacconi – renovou seu contrato de empréstimo com o Bragantino. Seu vínculo com o Palmeiras vai até o meio de 2012, mas deve ser prorrogado até o fim do ano que vem para bater com o tempo que deve ficar no Braga.

2. Felipe – o meia que disputou o Brasileiro da Série B pelo Guarani agora jogará o Paulistão pelo Mogi Mirim.

3. Souza – o ruivo volta do São Caetano, mas acertou com o Náutico. Seu contrato dura mais um ano.

4. Murilo Gomes – o zagueiro não chegou a jogar pelo time profissional, mas mesmo assim já rodou: esteve na Ucrânia, e agora vai para o Bragantino. O vínculo dura mais um ano.

5. Anselmo – o volante voltaria do Barueri para seu último semestre de clube, mas já foi reemprestado ao São Caetano.

E é isso. Que a pequena folga gerada pelos contratos que se encerram seja sabiamente usada (sim, ainda sonhamos…).

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Heitor, o maior de todos os artilheiros

A história de um clube de futebol pode ser contada através dos gols que ele marcou. No caso do Palmeiras, são mais de 10 mil até hoje, e o atleta que mais contribuiu para este número nasceu num dia 20 de dezembro, terça-feira como hoje, mas em 1898.

O paulistano Heitor Marcelino Domingues – que viria a ser chamado de “Ettore” pela torcida que defenderia por tantos anos – começou a se destacar cedo. Este filho de imigrantes espanhois debutou no futebol “de primeiro quadro”, como se dizia dos times principais, em 1916, pelo extinto bicampeão paulista Americano. Naquele mesmo ano, porém, juntou-se às fileiras do jovem Palestra Itália, e de lá só sairia pouco mais de quinze anos depois, multicampeão e maior artilheiro da história, status que mantém até hoje.

Heitor estreou pelo Palestra em Campinas, num amistoso contra o Guarani, mas naquele 12/11/1916, o placar não sairia do zero. Somente em sua terceira partida, amistoso em Santos contra o Brasil local, ele iria às redes pela primeira vez, na vitória por 2 a 1 em 25/3/1917. Foi apenas a primeira das 178 partidas do Palestra em que a súmula registraria gol(s) seu(s).

A força, velocidade e habilidade do rapaz de 18 anos chamaram a atenção até mesmo da Seleção Brasileira. Em 13 de maio deste mesmo ano de 1917, ele se tornou o primeiro palestrino a atuar pelo escrete nacional, no amistoso contra o Sportivo Barracas (2×1), da Argentina. De quebra, ao anotar o gol que abriu o placar ele se tornou o primeiro atleta de nosso time a marcar pelo selecionado brasileiro.

Sua carreira continuou prolífica, e assim Heitor foi convocado (junto com seu companheiro Bianco) para disputar o Campeonato Sul-Americano de Seleções (a atual Copa América) em 1919. Desta forma, foi campeão do primeiro grande título de nossa seleção, com direito a participar do gol decisivo – uma cabeçada sua deu rebote, aproveitado por Friedenreich. Posteriormente, Heitor também venceria a edição de 1922 e, em 1929, chegou a atuar no gol em uma partida – não levou nenhum. Sua última partida pelo time nacional foi em 1930: 3 a 2 sobre a França, com dois gols seus. No geral, foram 11 partidas e 4 gols vestindo branco (a cor da Seleção na época).

Faltavam as conquistas pelo Palestra, mas a primeira não tardou a vir: foi o Paulista de 1920, o primeiro de nossa longa lista. Durante a campanha, ele marcou seis gols na goleada de 11 x 0 sobre o SC Internacional; foi a única vez em que um palestrino foi às redes meia dúzia de vezes até hoje.

O título de 1920 não foi seu único: Heitor levantaria também as taças de 1926, marcando 4 gols na partida decisiva (7×1 Sílex), e 1927. Como se não bastasse, foi ainda campeão paulista de basquete (!) em 1928. Conquistou ainda o Paulista extra de 1926, o Torneio Início de 1927 e a Taça de Campeões Rio-São Paulo de 1926.

Foi artilheiro do Estadual duas vezes: em 1926 (com seu companheiro Domingues e Filó, do Paulistano) e em 1928. É também o maior artilheiro verde nos Derbys, com 14 gols.

A última de suas 339 partidas pelo Palestra Itália ocorreu em 3/1/1932.  Na vitória por 5 a 2 sobre o Germânia pelo Campeonato Paulista, Heitor se despediria da forma como deixou gravada sua passagem pelo clube: com seu 284º gol marcado.

Aposentado dos gramados como jogador, Heitor manteve-se dentro dos estádios em nova função: árbitro. Pois é, e dos bons: apitou até decisão de Paulista, em 1935. Também fez parte da inauguração do Pacaembu: apitou as duas partidas que nos deram o título da Taça Cidade de São Paulo, torneio que teve como palco o novo Estádio Municipal (Palestra 6 x 2 Coritiba, Palestra 2 x 1 Corinthians). Comandou outras seis partidas do Alviverde – jamais perdemos.

Nosso grande artilheiro se foi em 21 de setembro de 1972, aos 73 anos; poucos dias antes o Palmeiras havia levantado o título paulista daquele ano. Heitor pôde despedir-se vendo seu Palmeiras, que ele tanto ajudou a ser grande, seguindo sua senda de vitórias.

Sugestões de textos a mais: Palestrinos, Fernando Galuppo.

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Evair marca no Morumbi: em 1993, o hepta

Em 19 de dezembro de 1993, o Palmeiras voltou a conquistar o Brasil. Depois de 20 anos sem o título nacional, a nova Academia conquistava seu terceiro troféu do ano, o heptacampeonato brasileiro.

A competição teve seu início em setembro e, pela primeira vez em muitos anos, trazia o Alviverde menos pressionado. Afinal, o jejum se fora com a conquista do Paulistão no inesquecível Derby de 12 de junho; de quebra, levamos também o Rio-São Paulo contra o mesmo Corinthians. O ambiente melhor, aliado à força daquele elenco e à fome de uma torcida que começava a conhecer o gosto do triunfo, fazia do Palmeiras um dos favoritos ao título.

A fórmula, como costumava ser naqueles tempos, era uma bagunça: para evitar que o Grêmio, rebaixado em 1991, não subisse no ano seguinte, a CBF decidiu em 1992 promover 12 times ao primeiro escalão, em vez dos dois originalmente previstos. Dos 20 clubes que o Brasileirão teve naquele ano, passaríamos a 32. Foi uma medida que acertou no que viu, já que o Grêmio ficou na nona posição da Segundona; os promovidos, caso se mantivesse a regra usual, teriam sido Paraná e, ora vejam, o Vitória.

Para complicar ainda mais, os clubes foram divididos em quatro grupos, sendo que nos dois primeiros só haveria os membros do Clube dos 13, mais Bragantino, Sport e Guarani, que tinham feito boas campanhas no Brasileiro de 1992. E nesses grupos ninguém poderia cair – os oito clubes rebaixados seriam definidos apenas entre os times claramente considerados de segunda linha, abrigados nos outros dois grupos. Ao menos estes teriam chances de ser campeões – dois deles avançariam aos quadrangulares finais, juntando-se aos seis melhores dos grupos “de elite”. Como veremos, isso foi fundamental na história do campeonato.

O Palmeiras participava do grupo B, com Santos, Fluminense, Vasco, Atlético-MG, Grêmio, Sport e Guarani. Dentro do grupo, haveria jogos em turno e returno, com os três primeiros avançando. No outro grupo, os demais grandes clubes, o que significava que, mesmo que fosse adiante, o Verdão deixaria de enfrentar rivais tradicionais, como o então campeão Flamengo, o Botafogo e, no fim, o próprio Corinthians.

Demorou um pouco, mas o Palmeiras engrenou. Nas cinco primeiras rodadas, o Palmeiras empatou fora e ganhou em casa (exceção à derrota na Vila Belmiro). Mas uma bela vitória nas Laranjeiras, quando o time abriu 4 a 0 e depois relaxou, permitindo ao Fluminense marcar duas vezes, deu início a uma série de sete vitórias consecutivas. Com isso, o Palmeiras obteve vaga com antecedência, e nem outra derrota para o Santos, dessa vez no Palestra, tirou a liderança da chave – que curiosamente teve como classificados os três times paulistas.

Os quadrangulares semifinais reuniram cinco times paulistas advindos da fase de grupos mais o Flamengo e os dois sobreviventes dos grupos “de baixo”, Remo e Vitória. Apenas o vencedor de cada chave avançaria rumo à decisão e, dadas as campanhas da fase inicial, parecia claro quais times seriam: se de um lado o Palmeiras mostrara sua força com 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, do outro a campanha de nosso arquirrival era ainda melhor: foram 10 vitórias e 4 empates do time agora treinado por Mario Sérgio (Nelsinho Baptista não resistiu às duas decisões perdidas para nós).

Curiosamente, a primeira rodada dos quadrangulares reservou dois clássicos paulistas: no grupo E, o Corinthians bateu o Santos por 3 a 2. No dia seguinte, empatamos com o São Paulo pelo grupo F, 1 a 1. Nosso grupo parecia indefinido, e realmente seria assim pelas três rodadas seguintes, já que Palmeiras e São Paulo venceram seus confrontos sobre Remo e Guarani.

Enquanto isso, do outro lado, a invencibilidade alvinegra cairia por terra em Salvador na segunda rodada: 2 a 1 para o rubro-negro (um deles marcado por nosso futuro atacante Alex Alves). O Vitória, que já tinha batido o Flamengo, assumia a liderança. Enquanto isso, os cariocas empatavam com o Santos, resultado que começava a tirar ambas as equipes da disputa – até porque as quatro partidas seguintes desse grupo (os dois Santos x Vitória e Flamengo x Corinthians) terminariam empatados.

A quinta e penúltima rodada, portanto, seria decisiva nos dois grupos: na chave E, o Vitória tinha dois pontos de vantagem sobre o Corinthians (esse foi o último Brasileiro em que a vitória valia duas unidades). O triunfo daria a liderança ao alvinegro, mas em dez minutos os baianos já abriam dois de vantagem – o primeiro gol, por sinal, numa falha grotesca de Ronaldo: numa falta de tiro livre indireto cobrada diretamente, ele resvalou a bola, o que foi suficiente para validar o gol. O Corinthians reagiu e chegou ao empate, mas o Vitória se manteve dois pontos à frente, próximo de enfrentar o Palmeiras na decisão.

O Palmeiras? Sim: na véspera dessa partida, o Choque-Rei tivera lugar no Morumbi. E, em partida de excelente nível técnico, daquelas que se pode considerar uma final antecipada, o Alviverde bateu o São Paulo por 2 a 0. A vitória só veio no segundo tempo, com um gol de Edmundo e uma pintura de César Sampaio, mas antes disso o Palmeiras já dominava, auxiliado ainda pela expulsão de Palhinha por fazer um gol de mão. Com o triunfo, o Verdão assegurava seu lugar na decisão, por ter melhor campanha que o Tricolor.

Faltava a última rodada, mas apenas um empate bastava ao Vitória, e foi o que aconteceu: Flamengo 1 x 1 Vitória (enquanto isso, o já classificado Palmeiras poupava as baterias empatando contra o Remo). Pela primeira vez, o time baiano decidiria o Brasileiro. E, depois de 15 anos, o Alviverde voltava a uma final nacional.

A decisão era em dois jogos, e o Palmeiras tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Já em Salvador, porém, o clube deixaria a conquista do hepta muito bem encaminhada: já na reta final da partida, Evair tocou de calcanhar para Edílson, que marcou o único gol do jogo.

Com tudo isso, o Palmeiras chegou à partida decisiva podendo perder por um gol. Mas não deu nem tempo de pensar no pior: em cinco minutos, Evair já tinha aberto o placar. Mais 20 minutos, e Edmundo faria o segundo. Daí pra frente, foi tocar a bola e esperar para soltar o grito de campeão pela terceira vez no ano.

FICHA TÉCNICA DA DECISÃO

19/12/1993 – PALMEIRAS-SP 2 x 0 VITÓRIA-BA – CAMPEONATO BRASILEIRO
Estádio Cícero Pompeu de Toledo – Morumbi – São Paulo / SP – Brasil – Público: 88.644 pagantes – Renda: CR$ 169.028.500,00
Árbitro: Márcio Rezende Freitas (MG)
Palmeiras (São Paulo/SP): Sérgio, Gil Baiano, Antônio Carlos, Cléber (Tonhão), Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Zinho, Edílson, Edmundo, Evair (Sorato) – Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Vitória (Salvador/BA): Dida, Rodrigo, João Marcelo, China, Renato Martins, Gil Sergipano, Roberto Cavalo, Paulo Isidoro, Alex Alves, Claudinho, Giuliano (Fabinho / Evandro) – Técnico: Fito Neves
Cartões amarelos: Gil Sergipano, Rodrigo, João Marcelo, Renato Martins (Vitória) – cartão vermelho: China (Vitória)
Gols: Evair (Palmeiras), 4 min primeiro tempo, Edmundo (Palmeiras), 23 min primeiro tempo

CAMPANHA

Foram 22 jogos, com 16 vitórias, 4 empates e 2 derrotas (ambas na primeira fase, para o Santos), com 40 gols a favor e 17 contra. Eis as partidas:

4/9 – Guarani 1 x 1 Palmeiras (Alexandre Rosa)

12/9 – Palmeiras 3 x 0 Sport (Edmundo 2, Paulo Sérgio)

18/9 – Grêmio 1 x 1 Palmeiras (Edmundo)

26/9 – Santos 3 x 1 Palmeiras (Roberto Carlos)

30/9 – Palmeiras 1 x 0 Atlético-MG (Edílson)

3/10 – Fluminense 2 x 4 Palmeiras (Edílson 2, Zinho, Evair)

9/10 – Palmeiras 2 x 0 Vasco (Edmundo, Zinho)

13/10 – Palmeiras 3 x 1 Guarani (Edmundo, Antonio Carlos, Evair)

16/10 – Sport 1 x 2 Palmeiras (Evair, Jean Carlo)

23/10 – Vasco 0 x 1 Palmeiras (Zinho)

30/10 – Palmeiras 3 x 1 Grêmio (Edmundo 2, Luciano contra)

6/11 – Atlético-MG 2 x 3 Palmeiras (Saulo, Edílson, Edmundo)

10/11- Palmeiras 0 x 1 Santos

14/11 – Palmeiras 2 x 1 Fluminense (Maurílio, Sorato)

21/11 – Palmeiras 1 x 1 São Paulo (Edílson)

25/11 – Guarani 1 x 2 Palmeiras (Zinho 2)

28/11 – Remo 1 x 2 Palmeiras (César Sampaio, Edmundo)

1/12 – Palmeiras 3 x 0 Guarani (Edílson, Evair, Edmundo)

4/12 – São Paulo 0 x 2 Palmeiras (Edmundo, César Sampaio)

8/12 – Palmeiras 0 x 0 Remo

12/12 – Vitória 0 x 1 Palmeiras (Edílson)

19/12 – Palmeiras 2 x 0 Vitória (Evair, Edmundo)

Artilheiros

Os 40 gols marcados foram distribuídos entre Edmundo (12), Edílson (7), Evair e Zinho (5 cada), César Sampaio (2), Alexandre Rosa, Saulo, Antonio Carlos, Maurílio, Sorato, Paulo Sérgio, Roberto Carlos e Jean Carlo (1 cada), além de um gol contra.

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O Estádio Mario Filho

O Estádio Mario Filho

Começamos aqui uma nova série no blog. Falaremos a cada duas semanas sobre os estádios em que jogamos: quais as partidas mais importantes, nossos números e algumas curiosidades. Para abrir esta série, o “Maior do Mundo”, palco de uma de nossas mais relevantes conquistas.

Quer saber nosso histórico em algum templo do futebol em particular? Somos todo ouvidos: blogdoipe@gmail.com

*

Construído para a Copa do Mundo de 1950, o Estádio Mário Filho foi durante muito tempo a cancha com maior capacidade de público do planeta. Embora sucessivas reformas e medidas de segurança tenham reduzido sua capacidade, este estádio, que em 2014 se juntará ao Azteca, na Cidade do México, como o único a receber duas finais de Copas.

Para o Palmeiras, é também um estádio histórico. Travamos ali 136 batalhas; apenas Palestra Itália, Pacaembu e Morumbi nos abrigaram mais vezes. Foram 47 vitórias, 33 empates e 56 derrotas, o que nem chega a ser um retrospecto tão ruim em se considerando que na maioria das vezes atuamos como visitantes. Marcamos 192 gols e sofremos 211, estamos devendo 19.

Nossa primeira partida ali aconteceu em 30/1/1951. A partida, válida por um Torneio Início do Rio-São Paulo, terminou em derrota por 3 a 0 frente ao Bangu (um dos gols feito pelo mito Zizinho), mas é justificável: apenas dois dias antes, o Palmeiras havia conquistado o título paulista frente ao São Paulo no famoso “Jogo da Lama”; assim, boa parte dos titulares não atuou contra o alvirrubro.

O segundo jogo, já pelo Rio-São Paulo, também terminou em revés, um exótico 4×6 para o América; foi somente na terceira partida ali que o Verdão conseguiu seu primeiro triunfo no Maraca: 4×1 sobre o Vasco, em 1/4/1951. Dali pra frente, foram mais 132 partidas até chegarmos à última vez que atuamos no estádio, no empate por 1 a 1 contra o Fluminense pelo Brasileiro de 2010 – pode-se dizer que nos despedimos do velho Maracanã com um gol, já que naquele jogo Ewerthon marcou já nos acréscimos.

Uma curiosidade é que, no confronto direto contra os grandes cariocas dentro de sua maior casa, perdemos para Flamengo e Botafogo, empatamos com o Fluminense, mas ganhamos de goleada do Vasco (10 vitórias contra 4 empates e 3 derrotas), talvez porque o cruzmaltino também tenha sua casa e se sinta um pouco fora d´água ali. Contra outros times, temos 7 vitórias, 2 empates e 7 derrotas.

Entre tantos jogos, separamos alguns que nos trazem boas memórias, além de taças para a grande coleção. Confira agora o Top 5 Maracanã:

5. Vasco 1 x 2 Palmeiras (1ª final do Rio-São Paulo, 26/2/2000) – o Verdão passara pelo Botafogo na semi e enfrentava novamente o Vasco, que fizera parte de seu grupo na fase inicial. A decisão seria no Morumbi, mas o time já deixou tudo encaminhado ao bater os cariocas em pleno Maracanã, com gols de César Sampaio e Pena.

4. Fluminense 0 x 1 Palmeiras (2ª semifinal da Taça Brasil, 16/11/1960) – a primeira partida, no Pacaembu, terminara em zero a zero, o que dava certa vantagem ao Tricolor. E o jogo de volta seguia o mesmo roteiro até que Humberto Tozzi fez, aos 44 do segundo tempo, o tento que nos colocou na final que resultaria em nosso primeiro título nacional.

3. Palmeiras 4 x 1 Flamengo (Campeonato Brasileiro, 9/12/1979) – a história que Fabio Tatu trouxe semana passada conta melhor do que nós o que foi essa partida.

2. Palmeiras 2 x 0 Náutico (final da Taça Brasil, 29/12/1967) – era a “negra”: cada qual havia vencido fora de casa, e como não ainda havia o critério de desempate por saldo de gols (que nos favoreceria), foi marcada uma terceira partida, às vésperas do Ano Novo, em campo neutro. E os cerca de 17 mil espectadores testemunharam os gols de César e Ademir que trouxeram o tricampeonato nacional.

1. Palmeiras 2 x 2 Juventus (2ª final da Copa Rio, 22/7/1951) – o mais reluzente dos títulos de nossa galeria veio no palco da maior decepção da história do futebol brasileiro, ocorrida um ano antes. A redenção veio pelos pés do Alviverde imponente, que batera a Vecchia Signora na primeira partida com um gol de Rodrigues, e conquistou o mundo neste empate com outro tento de Rodrigues e um de Liminha.

Quem sabe o Maracanã sendo sede de uma nova final de Copa daqui a três anos signifique que 2015 será um ano glorioso como foi 1951? Claro que, até lá, esperamos celebrar conquistas, mas ficamos já ansiosos por saber o que o novo Maraca nos reservará.

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Juninho

Já vestiu até o manto grená (Copa SP-2007)

O Palmeiras finalmente formalizou a contratação do lateral-esquerdo Juninho, do Figueirense. Embora a notícia já fosse amplamente sabida, preferimos aqui nos resguardar; sabemos quantas vezes negócios “certos” desandaram pelos lados da Água Branca.

O soteropolitano Evanildo Borges Barbosa Júnior completará 22 anos no próximo dia 11/1. Revelado pelo Pão de Açúcar Esporte Clube (atual Audax), foi vice-campeão paulista sub-17 em 2007 (não menospreze; pense em nossos garotos recém-campeões!). Na época, era eventualmente escalado também na lateral direita.

Após atuar na equipe sub-20 do PAEC por mais um ano e meio, foi emprestado para o Figueirense em 2009. Naquele ano, jogou apenas 2 partidas da Série B, mas agradou e ficou para a temporada de 2010. Na Segundona que marcou o retorno do time catarinense à Série A, ele jogou bastante: 36 das 38 partidas da equipe, sendo o atleta do clube com mais minutos de jogo (e o quinto em toda a competição). Além disso, marcou três gols.

Agora em 2011 também atuou bastante: pelo catarinense, jogou 20 das 21 partidas de sua equipe e anotou um tento. E em sua primeira Série A esteve presente em 35 partidas da boa campanha alvinegra, indo pras redes duas vezes, contra Atlético-PR e Ceará. Atuou nas duas partidas contra o Palmeiras, sendo que no Canindé foi substituído no intervalo.

É um jogador disciplinado: nas 93 partidas que fez pelo Figueira, recebeu 18 cartões amarelos, mas não foi para o chuveiro nenhuma vez. Além disso, como vimos, marcou seis gols (o mesmo que todos nossos laterais – Cicinho, Paulo Henrique, Gabriel Silva, Gerley e Rivaldo – somados).

Este ano, uma das poucas apostas certas foi o lateral-direito. Quem sabe agora estejamos acertando também do outro lado? Currículo, ele começa a construir: foi Bola de Prata e finalista da eleição da CBF.

Bem-vindo, Juninho! O último lateral-esquerdo de alcunha semelhante à sua também era baiano, e dele temos ótimas lembranças…

Fique com seus gols pelo BR-2011 e um vídeo de sua passagem pela base.

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Estádio Rei Pelé: deveremos estrear aqui

A CBF acaba de divulgar ontem a tabela da Copa do Brasil, ainda sem as datas exatas. O Palmeiras busca o bicampeonato, mas para isso terá que derrubar times desconhecidos e velhos adversários. Nosso diagrama da Copa do Brasil você encontra aqui (aproveite para descobrir as cores dos uniformes de Real Noroeste, Santa Quitéria, Sapucaiense…). Veja o caminho das pedras verdes e suas curiosidades:

Primeira fase: na estreia, um adversário inédito – o Coruripe, da cidade homônima. Será a terceira vez em dezessete participações que o Palmeiras inicia sua jornada em Alagoas. E lá não tem jeito, é 8 ou 80: nas duas vezes anteriores, uma provocou nosso maior vexame (a eliminação para o ASA), mas a outra foi o primeiro passo para o título de 1998, contra o CSA. Você tem dúvida de qual delas se falará mais?

O Coruripe, cuja mascote é o Hulk (Série B feelings) manda seus jogos no acanhado Estádio Gérson Amaral, mas a CBF dificilmente liberará este campo para o confronto de alviverdes. Assim, provavelmente a partida deve acontecer no Estádio Rei Pelé, onde a bela história de 1998 começou a ser construída.

Segunda fase: se passarmos pelos alagoanos, teremos pela frente América (RN) ou Horizonte (CE). Ambos seriam novidades na Copa do Brasil, embora já tenhamos enfrentado os potiguares 8 vezes, sete pelo Brasileiro e uma pela Série B – ainda estamos invictos. O time cearense, vale dizer, deu bastante trabalho ao Flamengo na edição deste ano.

Na série “coincidências com 1998”, vale lembrar que, naquela ocasião, o segundo mata-mata foi contra o Ceará. Ou seja, este Estado também apareceu no mapa daquela conquista.

Oitavas de final: avançando, os adversários mais prováveis são o Ceará e o Paraná. O primeiro, enfrentamos três vezes na CB (ao lado de Vitória e Grêmio, é o time que mais encontramos): como dito, passamos em 1998; além disso, também levamos em 1997, mas caímos em 1994; o segundo nos tirou em 2004. Já a equipe paranaense foi nossa vítima em 1996, quando ganhamos as duas partidas.

As outras possibilidades de confronto são o matogrossense Luverdense e o candango Gama, que eliminamos em 1999.

Quartas de final: nesta etapa o Palmeiras poderia cruzar pela primeira vez com rivais da Série A de 2012 – isso caso o Cruzeiro avance. Os mineiros, velhos conhecidos das duas finais que disputamos (1996 e 1998), antes tem que passar possivelmente pelo Atlético Paranaense, que tiramos em 1992 e 2010.

As possibilidades menos cotadas são o Criciúma, que eliminamos em 2003, e o Sampaio Correa, que enfrentamos em nosso primeiro jogo na história da Copa do Brasil, nos idos de 1992.

Semifinal: faz tempo que o Palmeiras não chega aqui – a última vez foi em 1999. E, se aqui novamente estivermos, poderemos encontrar rivais históricos, como o Grêmio, que nos bateu em 1993 e 1995 mas caiu em 1996, ou a Portuguesa, que ainda não enfrentamos na CB mas é um time que enfrentamos mais de duzentas vezes. Outras possibilidade são o Bahia e o Náutico, ambos na série A e que para nós seriam também inéditos na competição.

Final: desde 1998 não pomos os pés aqui. A última vez foi com o mesmo treinador de agora; poderá o Palmeiras bisar o título daquele ano?

Os mais tradicionais clubes que se encontram na outra chave são Atlético-MG, Botafogo e São Paulo. O primeiro, eliminamos em 1996; o segundo nos derrotou em 1999 após ser eliminado no ano anterior, e o rival paulistano nos tirou em 2000. Convém ficar de olho ainda em times como o atual vice-campeão Coritiba ou o recentemente campeão Sport. E, como a Copa do Brasil é pródiga em surpresas, quem sabe não encontremos na grande decisão times como o Espigão, ou ainda nosso velho conhecido 4 de Julho de Piripiri?

Resumo: uma sequência possível para o título seria Coruripe – América/RN – Ceará – Cruzeiro – Grêmio – São Paulo, que tal? Se tudo der certo, ansiamos pelo dia 25 de julho, quando poderemos reconquistar o Brasil.

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