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Archive for janeiro \31\UTC 2013

Se fosse sempre assim…

Desde os primeiros instantes deu pra perceber que seria muito difícil não derrotar o fragílimo São Bernardo – e olha que Maikon Leite e Vinicius se esforçaram. Mas tem coisas que até para o atual Palmeiras são impensáveis, e assim o time triunfa no Pacaembu pela primeira vez na temporada, apaga parte do mico de domingo passado e ganha algumas horas de paz.

Aproveitando a brecha de enfrentar o agora lanterna, Gilson Kleina resolveu que era hora de atacar, e para a circunstância montou bem seu time, com dois homens abertos nas pontas (pena serem quem fossem). Podia apenas ter deixado o inescapável Márcio Araújo de fora, mas aí ele não seria Araújo.

Para sermos justos, Vinicius e Maikon Leite cumpriam taticamente o que lhes fora pedido, causando estragos na zaga negro-amarela; tecnicamente é que como de hábito a coisa não fluía. Dessa vez, porém, o Verdão tinha uma arma secreta. Quer dizer, que não deveria ser secreta, mas como aparece só de vez em quando fica com esse status. Falamos, naturalmente, de Valdivia, em ótima exibição – mas que só se tornará realmente digna de elogios quando bisada em jogos realmente complicados. Enfim, era este o jogo, e o chileno correspondeu.

O gol até tardou a sair, e veio somente após um susto –  a bola no travessão de Fernando Baiano. Ainda assim, em que pesem os inúmeros erros de passe no meio (menção honrosa a, claro, Araújo, mas também Ayrton), o Bernô não conseguiu ameaçar tanto, e o primeiro tempo terminou com uma magra vantagem, numa rara jogada ensaiada verde que Barcos aproveitou como havia feito contra o Botafogo no Brasileirão.

Bastaram menos de 15 minutos, no entanto, para o segundo tempo acabar. Mais dois gols estrangeiros e o rival ia às cordas. Restou treinar posicionamento, deixar o jovem Edilson brincar um pouco e relembrar aos palmeirenses que WENDEL ainda é um fantasma a nos assombrar. Bom, podia ser o Capixaba…

E é isso. O time dorme em sexto e no fim de semana encara o XV fora, numa grande chance para uma dobradinha. Mas, como bradamos em alto e bom som, “aqui é Palmeiras”. O que nem sempre tem sido bom.

Atuações

Fernando Prass – pareceu inseguro; ficou estático em uma bola que deveria ser sua no segundo tempo. Por sorte o atacante furou a cabeçada. 5

Ayrton – todas as descidas do São Bernardo foram por seu lado. 4,5

Maurício Ramos – sem os sustos habituais. Mas, pô, era o que faltava. 5,5

Henrique – continua querendo bancar de armador, não é a dele. 5

Juninho – ao subir congestionava com Vinicius, então aproveitou para marcar um pouco. 5,5

Márcio Araújo – sofreu, mas dessa vez tem a desculpa de ter que marcar por vários. 5

Wesley – bom primeiro tempo, mas ainda aquém do que se espera pela grana que custou. 6

Valdivia – o dono do jogo. Não tira nota maior porque o jogo foi fácil. 8

Maikon Leite – abaixa a cabeça, corre, erra, abaixa a cabeça… 4,5

Barcos – dois gols que somados não davam um metro do gol. E daí? Atacante tem que estar no lugar certo. 7,5

Vinicius – fez a zaga se ocupar, o que é um mérito. Mas é fraquinho de tudo… 5,5

Patrick Vieira – entrou quando ninguém mais queria saber de jogo. 5

Edilson – ganhou alguns minutos, mas ainda não ganha sua primeira nota. SN

Wendel – é o Márcio Araújo da década passada. SN

Gilson Kleina – precisa decidir se o esquema que usou será definitivo (a julgar pelo fato de que devem trazer dois volantes por Luan, parece que não). Mas, se insistir nele, precisa dar um jeito de proteger melhor a zaga. Hoje deu pra se virar, mas no talo.

Ficha Técnica

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 31 de janeiro de 2013, quinta-feira  Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Adriano de Assis Miranda (SP)
Assistentes: Fausto Augusto Viana Moretti e Risser Jarussi Corrêa (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Leandro Bizzio Marinho e Cássio Luiz Zancopé (ambos de SP)
Cartões amarelos: Valdivia (Palmeiras); Gleidson Souza (São Bernardo)
Público: 5.313 pagantes
Renda: R$ 177.540,00

Gols: Barcos, aos 32 minutos do primeiro tempo e aos 10 minutos do segundo tempo; Valdivia, aos 5 minutos do segundo tempo

Palmeiras: Fernando Prass; Ayrton (Wendel), Henrique, Mauricio Ramos e Juninho; Márcio Araújo, Wesley e Valdivia (Edilson); Maikon Leite, Barcos e Vinicius (Patrick Vieira)
Técnico: Gilson Kleina

São Bernardo: Wilson Junior; Regis, Marcio Garcia, Samuel e Gleidson Souza; Dudu, Glaydson (Michael), Kleber e Luciano Mandi (Gil); Ricardinho (Naldinho) e Fernando Baiano
Técnico: Luciano Dias

Melhores Momentos

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João Luiz recebeu folga

João Luiz recebeu folga

Após a vitória em Piracicaba no sábado, o domingo foi de descanso para os titulares. Otacílio Gonçalves já começa a pensar no clássico da semana seguinte contra o Santos, mas diz que não poupará ninguém no meio de semana contra o Rio Branco.

O Santos, por sinal, neste 31/1 derrotaria o Corinthians por 1 a 0 no primeiro jogo entre os quatro grandes e manteria a liderança do Paulista com 100% em 3 jogos.

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Em sua primeira partida fora de casa, transmitida por Bandeirantes e Manchete (hoje Rede TV), o Verdão bateu o XV de Piracicaba por 2 a 0. A estrela foi Evair, autor dos dois gols e novo artilheiro do campeonato com três.

Neste jogo, El Matador resolveu a parada na bola parada: aos 23 do 1° tempo, de falta. Aos 19 do segundo, de pênalti. O Verdão ainda teria outro pênalti, que o camisa 9 deixou para Edílson bater. O Capetinha, no entanto, acertou a trave e levou bronca do técnico Otacílio Gonçalves: “só Evair bate”.

O time titular foi o mesmo da estreia, mas os substitutos não: Alexandre Rosa teve a oportunidade de somar seus primeiros minutos no campeonato. O fato é que o Verdão 100% tinha duas rodadas e duas vitórias, mas ainda não era líder: por ter estreado depois, ainda estava atrás de Santos (3V) e Guarani (2V/1E) e empatado com Bragantino e Rio Branco – este o próximo adversário.

Ficha técnica

Palmeiras: Velloso; João Luís, Antonio Carlos (Alexandre Rosa), Edinho Baiano, Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Edilson, Zinho; Edmundo, Evair (Maurílio). Técnico: Otacílio Gonçalves

XV de Piracicaba: Sidmar; Kel (Marcelo Santos), Láercio, Gérson; Edvan, Joãozinho, Mané, Élvis; Celso Luís, Dicão (Pedrinho Maradona). Técnico: José Galli Neto

Estádio: Barão de Serra Negra, com 13314 pagantes

Árbitro: Dagoberto Teixeira

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Ainda de cabeça inchada por conta de mais um vexame e sem reforços, o Palmeiras recebe um dos lanternas tentando se reabilitar. Será que consegue?

Horário e local: quinta-feira, 31/01, as 19:30, no Pacaembu (PPV).

Árbitro: será Adriano de Assis Miranda. Para variar, o Palmeiras ficará a merce de um árbitro que apita seu primeiro jogo na série A1.

Situação na tabela: o Palmeiras ocupa a oitava posição com 4 pontos, enquanto que o São Bernardo é o vice-lanterna, com apenas 1 ponto.

Desfalques/Reforços: Fernandinho e Tiago Real, em fase final de recuperação, e Souza, lesionado, ficam de fora. Luan está de malas prontas rumo ao Internacional e também deve ficar de fora. Juninho, recuperado da pancada sofrida em treino, retorna. Não há suspensos.

Pendurados: ainda não há. Próxima partida: XV de Piracicaba (fora).

Previsão IPE: Prass; Ayrton, Mauricio Ramos, Henrique e Juninho; Araújo, Denoni, Wesley e Patrik Vieira; Maikon Leite e Barcos.

Destaques/S.Bernardo: o zagueiro Daniel Marques foi expulso na última rodada e está fora. A provável escalação do Tigre deverá ter Wilson Jr.; Régis, Marcio Garcia, Samuel e Gleidson; Dudu, Naldinho, Bady e Michael; Ricardinho e Fernando Baiano.

Olho neles: meia Michael, ex-Guaratinguetá e Coritiba, adora fazer gols no Palmeiras, e o veterano atacante Fernando Baiano, que já jogou em nosso maior rival.

Ex-palmeirenses no S.Bernardo: o zagueiro Daniel Marques e o volante Zé Forte (Palmeiras B).

Palpite IPE: 2×1, gols de Patrik Vieira e Barcos.

Último confronto: foi também a única partida da história entre as equipes – 2×0 – pelo Paulistão 2011.

Histórico: o histórico é recente e registra apenas um jogo.

             GERAL              CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
1 1 0 0 2 0 1 1 0 0 2 0

O IPE se lembra: no único jogo até aqui entre as equipes, vitória verde pelo Paulistão 2011 – 2×0 – gols de Patrik e Danilo.

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Ô Tonhão, segura as pontas que eu já chego.

Ô Tonhão, segura as pontas que eu já chego.

Às vésperas do segundo jogo do Paulistão, em Piracicaba, a Parmalat ainda se mexia no mercado: boatos davam conta que a empresa italiana estaria interessada nos zagueiros Cléber (Logroñés) e Aloísio (Porto); como sabemos, Cléber seria um dos maiores zagueiros da década – mas só veio mais tarde, estreando no último dia de setembro.

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Freguês do Penapolense

Freguês do Penapolense

“Vexame”, “humilhação”, você deve ter ouvido isso várias vezes ao longo da transmissão e após a partida. Não se deixe enganar: a derrota em si foi apenas mais uma em nosso calvário, não a tempestade que querem fazer crer. Hoje o Palmeiras é isso – e essa é a verdadeira vergonha: um time que não consegue se impor ante os mais desconhecidos adversários, que precisa lutar para buscar resultados que a nossos rivais soam absolutamente naturais.

É uma etapa do processo. Não vai haver milagre, especialmente quando sabemos que o grupo atual é essencialmente o mesmo que caiu. Se a coisa não deu certo após um título, que dirá após o fiasco?

Vivemos uma etapa de transição – rumo a quê, ainda não sabemos, mas é evidente que o grupo do segundo semestre não será esse. Portanto, não comemore demais as vitórias no Paulista (clássicos, na improvável hipótese de sucesso, estão liberados) e nem chore demais as derrotas: são treinos, e só. O Palmeiras vai chegar ao mata-mata e ali não deve ter grande sucesso, mas se pelo menos conseguir separar de vez o pouco trigo do muito joio ao longo desses meses, sem desperdiçar ainda mais tempo (o expurgo de fim de ano foi bem chocho), então o campeonato pode ser de serventia.

O jogo? Bom, um time que passa 75 minutos atrás sem conseguir empatar e ainda leva o terceiro com um a mais não merece muitos elogios mesmo. Kleina provavelmente teve sua pior partida no comando junto com a derrota para o São Paulo, ainda em seu terceiro jogo. Mau sinal para alguém que está com esse plantel há tantos meses.

Avaliações

Fernando Prass – levou um gol esquisito e dois em que ficou vendido. 4

Ayrton – o que fez na frente desfez atrás. Como homenagem ao seu primeiro gol, 5

Maurício Ramos – o futebol continua os mesmos, mas os cabelos, quanta diferença… 4

Henrique – começou o ano muito mal. 3,5

Wendel – era a chance de colocar Luan na lateral. Não aconteceu e deu no que deu. 3

João Denoni – no exército de volantes, não sobressaiu. 4,5

Márcio Araújo – regular, considerando-se seu nível habitual. 4

Wesley – nesse ritmo, vai virar um case para managers neste business. Tanto $ pra tão pouca bola? 3

Patrick Vieira – correu por ele e Wesley, mas produziu pouco mais que o colega. 5

Maikon Leite – se a cada gol perdido colocasse um troco na caixinha, Wesley teria vindo sem precisar de parceria. 3

Barcos – mal viu a cor da bola. E também não teve saco de ir buscá-la. 4

Valdivia – tecnicamente sabe o que faz. Mas quando estará em forma e jogando seguidamente? Não precisa responder. 5

Vinicius – o pior jogador de frente do time da Copinha vai continuar por quê nos profissionais? 3

Luan – resolveu provar pra Felipão que não chamá-lo foi um erro. 5

Gilson Kleina – ainda pode se apoiar na falta de reforços, mas esse discurso não terá vida longa. A organização em campo e as escolhas técnicas e táticas independem do talento do grupo.

Ficha Técnica

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Data: 27 de janeiro de 2013 (domingo), 17 horas

Árbitro: Fabio de Jesus Volpato Mendes (SP)

Cartões amarelos: Ayrton, Henrique e Márcio Araújo (Palmeiras); Jailton, Neto e Fio (Penapolense). Cartão vermelho: Jailton (Penapolense)

Público: 7.543 pagantes Renda: R$ 265.840,00

Gols: Ayrton, aos sete, Guaru, aos nove, Magrão, aos 14 minutos do primeiro tempo; Perez, aos 29 e Luan, aos 44 minutos do segundo tempo

Palmeiras: Fernando Prass; Ayrton, Henrique, Mauricio Ramos e Wendel; João Denoni (Valdivia), Márcio Araújo, Wesley e Patrick Vieira (Vinícius); Maikon Leite (Luan) e Barcos. Técnico: Gilson Kleina

Penapolense: Marcelo; Alex, Jailton, Biro e Rodrigo Biro; Liel (Denis), Anderson Carvalho, Neto (Fernando) e Guaru; Fio (Perez) e Magrão. Técnico: Edison Só

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Só usem água fria, OK?

Só usem água fria, OK?

Após a vitória na estréia, os titulares vão a uma academia fazer hidroginástica para desintoxicação, algo até então inédito no Palmeiras. Provavelmente a Parmalat bancou, porque a depender do então presidente…

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