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Archive for junho \29\UTC 2013

juventude

Uma pessoa que se divorcia de sua mulher passa a tratá-la por “ex-esposa”. O irmão desta senhora é um ex-cunhado. Por extensão, na relevante opinião deste escriba, alguém que se separa da irmã de um pai torna-se um “ex-tio”, embora ninguém jamais tenha dito isso, certo?

Todo esse preâmbulo nonsense para dizer que neste sábado, dia 29 de junho, completam-se 100 anos da fundação de um ex-primo do Palmeiras. O Esporte Clube Juventude, parente por parte de Parmalat, chega à efeméride histórica enquanto disputa a série D do Brasileirão, algo estranho para quem até há menos de uma década ainda estava na série A, ocasionalmente protagonizando duelos interessantes no eternamente enevoado Estádio Alfredo Jaconi, como nos 6 a 1 sobre o Corinthians que derrubaram o então técnico alvinegro Geninho (notem que até sendo massacrado o arquirrival tem uma ajudinha; o pênalti marcado para eles é escandaloso).

O Papo, como é conhecido, já tivera momentos de alta nos anos 60 e 70, tendo até mesmo disputado o Nacional. Porém a década seguinte não foi boa, mesmo contando até com um jovem Felipão como técnico.

Foi em 1992 que a sorte sorriu para o alviverde gaúcho: a Parmalat havia comprado o maior laticínio local, e para evitar a rejeição por assumir uma empresa do Estado procurou um clube para efetivar uma parceria nos moldes da recém-efetivada co-gestão no Palmeiras. Em maio de 1993, quando os palmeirenses contavam os dias para sair da fila, Brunoro foi a Caxias do Sul, e assim o Verdão ganhava um parente no interior do Rio Grande do Sul.

O período em que ambos viveram sob a tutela italiana rendeu histórias. A mais famosa delas, claro, a suspeita de que o Juventude entregaria a partida contra o Palmeiras pela última rodada do primeiro turno da primeira fase do Brasileiro de 1995. Ganhando, o Palestra asseguraria vaga na semifinal. Muita gente graúda – os mesmos que adoravam falar do “Esquema Parmalat” – bradava que uma vitória paulista seria evidentemente uma fraude. Ficaram, claro, sem palavras quando o jogo terminou um a um, e a vaga na semi foi para outro ex-Palestra, o de Belo Horizonte.

Houve outras curiosidades na relação das equipes: várias trocas de jogadores – Galeano por exemplo esteve lá (fez o gol do título da série B em 1994!), e Lauro, jogador que em mais partidas defendeu o Ju, teve uma rápida passagem no Palestra. Até mesmo Cafu atuou duas vezes pelo time gaúcho – foi a maneira de a Parmalat dar a volta numa cláusula colocada pelo São Paulo ao vendê-lo para o Zaragoza que impedia que o lateral fosse revendido para o Palmeiras (a compra de Antonio Carlos havia irritado o time do Morumbi).

Ambos os times também triunfaram no mesmo biênio: em 1998, o Verdão levantou sua primeira Copa do Brasil em 30/5. Oito dias depois, o Juventude empatou com o Inter no Beira-Rio em 0 a 0 e, tendo vencido o jogo de ida por 3 a 1, tornou-se o primeiro clube além da dupla Gre-Nal a conquistar o Gauchão desde 1954.

No ano seguinte, o Palmeiras conquistou seu maior título em termos de abrangência territorial no dia 16/6. Da mesma forma, dez dias depois de ver o “primo rico” conquistar a América, a Parmalat viu o “primo pobre” dominar o Brasil: ao segurar um 0 a 0 contra um Botafogo que jogava pelo placar mínimo após perder por 2 a 1 em Caxias.

Mui apropriadamente, a partida inaugural do Brasileirão daquele ano teve o confronto das duas equipes no Parque Antarctica, com direito a entrega de faixas de parte a parte. Em campo, Evair roubou a cena fazendo os três gols do Palmeiras. O Juventude descontou com um ex-palmeirense, Maurílio.

Como campeões continental e nacional, as equipes voltaram a se cruzar em 2000, caindo no mesmo grupo da Libertadores. Ambas as equipes estavam prestes a encerrar a parceria com a Parmalat e por isso enfraquecidas, mas o Palmeiras ainda contava com uma equipe competitiva e venceu em casa por 3 a 0 e empatou fora por 2 a 2, em jogo que eliminou os gaúchos.

Com a queda do Juventude para a série B ao fim de 2007, o confronto que teve sua partida inaugural em 1963 (vitória paulista por 4 a 2 em amistoso em Caxias) não ocorreu mais desde aquele ano. A última peleja teve gosto amargo para o Palmeiras de Caio Júnior, que ainda brigava por vaga na Libertadores mas caiu em casa por 1 a 0. Mas o saldo ainda favorece o Verdão, que em 23 partidas ganhou 11, empatou 7 e perdeu cinco, fazendo 48 gols e sofrendo 30 (nove destes tentos saíram na maior goleada de todas, um 6 a 3 pelo Brasileiro de 1998 com triplete de Oséas).

Sim, o texto ficou grande e você provavelmente nem o está mais lendo. Mas, além de o Juventude ter um feito raro entre times do interior (só eles mais Guarani, Criciúma, Santo André, Santos e Paulista têm títulos nacionais entre quem não está sediado em capitais), é um clube que tem um pedaço importantíssimo de sua história ligado a nós – e vice-versa. Qualquer palmeirense lembra-se imediatamente de anos gloriosos ao ouvir falar da agora centenária agremiação caxiense – e vice-versa. Basta isso para justificar essa pequena homenagem ao Esporte Clube Juventude.

Galeano (aqui com Dorival Júnior) foi campeão em Caxias.

Galeano (aqui com Dorival Júnior) foi campeão em Caxias.

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9 Noves para o Verdão

Walter já sabe comemorar de verde

Walter já sabe comemorar de verde

Kléber volta para o Porto ou fica? Não importa muito. Com ou sem a permanência do desajeitado atacante, o Palmeiras continua procurando um fazedor de gols, algo que não tem há muito tempo. Quer dizer, tinha um até alguns meses atrás, mas… bom, não importa.

(Em tempo, a aposta em Kléber foi válida. Não deu certo, paciência, acontece)

Para ajudar a diretoria nessa busca, apresentamos aqui nove opções dentro do perfil desejado (isto é, se possível de preço acessível, mas com algumas mais caras. Se tem dinheiro pra contratar Mendieta, deve ter para um avante). Como a ideia é buscar soluções diferentes, descartamos nomes já bastante ventilados pela mídia, como Ricardo Oliveira, Allan Kardec ou Rafael Moura, mas temos desde soluções convencionais até inusitadas. Vale também dizer que, se quisermos algum rival da série B, temos que correr: os artilheiros, como Lincom (Bragantino), Bruno Rangel (Chapecoense) ou Ronaldo (JEC) já fizeram seis jogos. Mais um e não poderemos contratá-los. 

Sabemos que algumas dessas sugestões parecem (ou são mesmo) esdrúxulas, mas queremos mostrar que, com um pouco de afinco, pode-se garimpar algum nome realmente adequado. Se ainda assim os homi não se dispuserem a ir atrás, fiquem com nossas dicas:

  1. Fernando Baiano – terceiro artilheiro do Paulistão, atrás apenas de Neymar e William (e jogou menos partidas que ambos). É uma alternativa barata, pois o São Bernardo não é lá um time muito rico, além de só ter a Copa Paulista pela frente este ano. Sugestão: oferecer três ou quatro jogadores para empréstimo no Estadual do ano que vem. Bom correr: rivais de série B como o Figueirense já o sondaram.
  2. Walter – o pernambucano de 23 anos está no Goiás por empréstimo, pois pertence ao Porto. Talvez seja complicado conseguir a rescisão com o esmeraldino, mas pode valer a pena. O atacante é da pá virada, porém tem tudo para cair rapidamente nas graças da torcida.
  3. Souza – o reserva do Bahia? Aquele que o Corinthians comemorou quando despachou? Sim, ele mesmo. Motivo de chacota por motivo de chacota, já temos diversos outros. Para a série B, um cara que tem média de 0,5 gol por jogo nos últimos três anos de série A – mesmo contando pênaltis – deve estar mais que bom.
  4. Afonso Alves – lembra daquele atacante que chegou a fazer algumas partidas pela Seleção? Pois é, ele tem 32 anos, está no Al-Gharafa do Catar e seu contrato vai só até setembro. Seria uma aposta relativamente barata.
  5. Emanuel Gigliotti – um novo Barcos, quem sabe? O argentino de 26 anos e 1,86m é o vice-artilheiro do Clausura jogando pelo modesto Colón, com 10 gols em 17 jogos. Passou por vários clubes, entre os quais o Novara, pelo qual jogou na segundona italiana e ao qual pertence até hoje. Outras opções vindas da Argentina são Santiago Silva e Lucas Viatri, ambos recém-colocados na lista de dispensas do Boca.
  6. Bruno Mendes – o jovem atacante revelado pelo Guarani está na reserva do Botafogo. Talvez possa vir por empréstimo, ou – seria a sorte suprema – em negociação incluindo Valdivia, por quem o Glorioso já manifestou interesse. O lado ruim é que o garoto de 18 anos não vem sendo um matador como pareceu ano passado; este ano foi às redes somente duas vezes.
  7. Nicolás Castillo – vice-artilheiro do Sul-Americano sub-20, o chileno já recebeu até uma chance na Seleção principal. O problema é a boa posição de seu time, a Universidad Católica, no Chilenão. Time em crise perde jogadores mais facilmente…
  8. Jack McInerney – uma aposta ousada, mas provavelmente melhor que Wesley. É um ianque de apenas 20 anos que lidera com folga a artilharia da MLS, o Americanão. Já passou pelo sub-17, sub-20, agora faz parte do sub-23 mas já foi pré-convocado pelo técnico do time principal, Jürgen Klinsmann, para a Copa Ouro do mês que vem. Seria muito difícil arrumar uma parceria para tirá-lo do Philadelphia Union e fazer uma grande jogada de marquetchim?
  9. Marta – se nada mais funcionar, quem sabe? Pior que Caio e Vinicius não deve ser.
  10. Pato – não, peraí. Pra entrar nessa lista tem que fazer gol.
Yankee, come home

Yankee, come home

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bola verde

Disputa acirrada!

Aproveitando a parada para a Copa das Confederações, divulgamos a primeira parcial do Troféu Bola Verde IPE – Série B 2013.

Para a série B, as regras estipuladas foram as seguintes:

  • Para que um jogador concorra ao prêmio, é obrigatório que participe de ao menos 40% das partidas da equipe no campeonato (16 jogos).
  • Diferente das edições anteriores, não haverá peso para partidas específicas. As notas finais de cada jogador serão as médias simples das notas dos jogos.

Sem mais delongas, segue a classificação parcial:

Pos. Jogador Média
1 Serginho 6,83
2 Fernandinho 6,67
3 Ronny 6,25
4 André Luiz 6,00
5 Leandro 5,90
6 Bruno 5,67
7 Juninho 5,42
8 Tiago Real 5,17
  Wesley 5,17
10 Ayrton 5,00
11 Vinícius 4,70
12 M.Ramos 4,67
13 Charles 4,60
14 M.Araújo 4,40
15 Henrique 4,17
16 Caio 3,10

Curiosamente, os três primeiros colocados até o momento são reservas. E o que isso prova? Que Gilson Kleina não sabe escalar direito, ou que o IPE enlouqueceu? Deixe seus comentários!

A próxima parcial será divulgada ao final do primeiro turno.

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Perez (aqui encarando Pelé) foi o primeiro paraguaio do Verdão

Perez (aqui encarando Pelé) foi o primeiro paraguaio do Verdão

Atualização de 18/6/15: auto-anunciado hoje, Lucas Barrios em breve se tornará o décimo primeiro paraguaio a defender nossas cores – ainda que seja argentino de nascimento.

*

Esta semana foi apresentado o mais novo reforço alviverde, o meia paraguaio William Mendieta. Assim que entrar em campo, provavelmente já contra o Oeste, o novo camisa 8 se tornará o décimo jogador de seu país a defender nossas cores. Entre seus antecessores, tivemos jogadores de sucesso (um deles, claro, virou sinônimo de “atleta paraguaio do Palmeiras”) e alguns fiascos. Curiosamente, Mendieta será o primeiro meia – mas já tivemos três goleiros que vieram do vizinho. Que ele seja o mais bem-sucedido de todos, para o nosso bem. A missão é muito difícil, claro. Mas, mesmo que soçobre, ele sempre poderá ter o orgulho de dizer que jogou no maior clube brasileiro, juntando-se a este pequeno grupo (por ordem de estreia):

  1. Juan Miguel Perez – o goleiro veio do Deportivo Galicia, da Venezuela, para ser reserva de Valdir de Moraes. Ficou no Palmeiras entre abril de 1967 e janeiro de 1969, tendo a chance de atuar em 59 partidas, incluindo toda a reta final do título do Robertão de 1967 e o segundo jogo da final da Libertadores de 1968, entrando ainda no início no lugar do lesionado Valdir. O Verdão venceu aquela partida, mas perderia depois a negra.
  2. José de la Cruz Benítez Santa Cruz – outro goleiro, que veio emprestado do Inter em 1978 porque Leão desfalcava a equipe com frequência devido aos preparativos para a Copa. Ficou apenas três meses, mas pôde jogar 24 partidas, incluindo o início do Brasileirão, do qual portanto foi vice-campeão.
  3. Roberto Eladio “Gato” Fernández Roa – o terceiro conterrâneo também era goleiro, e também veio do Inter, numa época em que Velloso estava fora e Sérgio vinha mal. Fez 35 partidas e conquistou o Paulistão de 1994. Até a contratação de Fernando Prass, era o último arqueiro que tinha vindo de fora do clube.
  4. Francisco Javier Arce Rolón – de longe, o mais famoso de todos. Em 242 jogos pelo Palmeiras, marcou 57 gols (é disparado o recordista entre todos os defensores de nossa história) e ganhou, na ordem, Copa do Brasil, Mercosul, Libertadores, Rio-São Paulo e Copa dos Campeões. Foi o último jogador do Verdão a marcar um gol a favor em Copas do Mundo (Paraguai 2×2 África do Sul, 2002).
  5. Catalino Rivarola Mendez – outro que fez sucesso no Grêmio antes de chegar ao Palestra, mas que nem de longe teve o mesmo desempenho de Arce. Jogou alguns minutos na derrota para o River pela semifinal da Libertadores e por isso foi campeão continental em sua curta passagem de 16 partidas.
  6. Carlos Alberto Gamarra Pavón – excepcional zagueiro famoso por cometer poucas faltas, chegou ao Palmeiras em 2005, já na fase descendente da carreira. Ainda assim, seu início no time foi bom, e ele ajudou a equipe a chegar à Libertadores do ano seguinte, quando não mais brilhou. Atuou 57 vezes e foi o último palestrino a marcar em uma Copa, mas foi um gol contra (Inglaterra 1×0 Paraguai, 2006)
  7. Derlis Javier Florentín Noguera – o atacante veio do Barcelona equatoriano e ficou apenas seis meses e 16 jogos (com 4 gols) no Verdão, do qual saiu alegando problemas com a pressão da torcida. Faleceu em 2010 em acidente de carro, sendo o único desta lista que já se foi.
  8. José Maria Ortigoza Ortiz – o cabeludo atacante passou a temporada de 2009 no Palmeiras, participando de 42 jogos e marcando oito gols, com destaque para o da vitória contra o Sport na ida das oitavas da Libertadores.
  9. Adalberto Román Benítez – o último dos paraguaios, e sem dúvida o mais fraco de todos, permaneceu durante o ano de 2012. Rebaixado com o River, repetiu a proeza no Palestra Itália. Foi-se embora após 16 jogos, 1 gol, 1 título (é, ele entrou três vezes na campanha da Copa do Brasil) e um enorme vexame.
Arce fez o gol do título da Mercosul

Arce fez o gol do título da Mercosul

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campeão

A noite de sábado e todo o domingo foram momentos de muita festa, tanto da torcida quanto da equipe. Mas estamos falando de Palmeiras, e aqui não falta polêmica nem no dia mais feliz de sua existência…

Cinco mil palestrinos correram ao Parque Antarctica para celebrar a conquista. O estádio iluminava os torcedores, que comemoravam sós, sem jogadores nem dirigentes. Aí pisaram no calcanhar de Aquiles de Mustafá: pediram chope. E gastar não era muito a praia do presidente – pelo menos, não com os outros, já que o banquete da diretoria, no Rodeio (uma das mais caras churrascarias de São Paulo), reuniu o elenco e mais de 50 aspones VIPs. Assim, ele mandou apagar as luzes na tentativa de dispersar a patuleia. Não deu certo: os eufóricos foliões ficaram até meia-noite no estádio, sem luz e sem chope, mas com o título, que era o que importava. Cantavam de tudo, mas o hit era, claro, “Chora Viola, imita o porco agora”. Os mais exaltados pulavam nas piscinas do clube quase despidos – e, lembre-se, o Palmeiras jogou de camisa de mangas compridas. Era uma noite fria, mas de corações quentes.

No dia seguinte, outro tanto voltou ao estádio, dessa vez para ver a taça em exibição. Ela ainda ficou em exposição por algumas semanas, para que todo mundo pudesse se dar conta que a conquista era mesmo real.

Do lado da equipe, o orgulho transbordava. Evair comemorou estar na história do Palmeiras; ainda durante o jogo tinha noção exata do que aquele momento representaria em sua carreira. Além disso, ele perdera uma final de modo parecido: em 1988, pelo Guarani, contra o mesmo Corinthians, com gol de Viola na prorrogação. Luxemburgo vangloriava-se de sua modernidade: um 486 novinho em folha o ajudara a observar pontos fortes e fracos do rival. Os jogadores acabaram passando por inúmeras festas: após 120 minutos de partida, ainda foram para o Palestra; depois, ao Rodeio, e terminaram a noite na danceteria Limelight (com exceção de Edmundo e Evair, que viajaram para suas cidades natais).

E, do lado da Parmalat, os planos para o futuro imediato eram traçados. A pressão diminuiria demais, mas com o time que o Palmeiras tinha, novas conquistas seriam perseguidas. Para isto, novos reforços deveriam vir, embora a prioridade fosse uma renovação, a de Mazinho, emprestado pela Fiorentina. Outros nomes cotados eram o ponta Almir, o lateral Gil Baiano, os zagueiros Cléber e Ricardo Rocha e o meia Marco Antonio Boiadeiro. Como sabemos, apenas os dois últimos não vieram (vá lá, Almir demorou cinco anos para chegar…).

Uma semana depois, o Palmeiras, desfalcado por seis convocados à Copa América e alguns reservas que, junto do time de aspirantes, excursionariam pela Europa, estrearia no Rio-São Paulo, que haveria de conquistar. Depois, o Brasileirão, no qual seria quebrado um jejum de exatos 20 anos. No ano seguinte, o triunfo regional e o nacional seriam bisados, em um biênio quase perfeito.

Como se vê, 12 de junho de 1993 não significou apenas uma conquista, e sim o ponto de partida de várias. Nenhuma delas, porém, se iguala à do Campeonato Paulista de 1993, a mais importante das incontáveis glórias da quase centenária Sociedade Esportiva Palmeiras.

*

Foram 143 dias e 143 capítulos acompanhando tudo o que aconteceu na campanha que culminou na partida que talvez seja a mais importante da história do Palmeiras. Trouxemos as contratações, os boatos, as intrigas, as grandes vitórias e as (poucas) derrotas. A troca de treinador, a contusão do ídolo. Primeira fase, segunda fase e final.

Esta série se encerra hoje, mas o arquivo fica para quem quiser a qualquer momento vivenciar tudo de novo; foi uma época de sonho, que contrasta bastante com o que temos hoje. Mas somos a eterna Academia, e vamos nos reerguer. Quando estivermos prestes a comemorar os 30 anos dessa conquista, já teremos muitos novos triunfos em nosso currículo. Mesmo assim, o feito de 1993 permanecerá como a melhor lembrança de toda uma geração. Volte sempre, aquele time merece.

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EP93_FINAL

E agora eu vou soltar a minha voz: gooooooooooooooooool do Palmeiras!

Não foi apenas José Silvério quem soltou sua voz. Naquele instante, com exatos 9 minutos e 59 segundos da prorrogação, Evair marcou o último gol do Campeonato Paulista e milhões de palmeirenses souberam que o grito tantas vezes reprimido de “é campeão” finalmente podia sair de suas gargantas: o Campeão do Século voltara, o inverno se acabara.

(E até hoje eu ainda não consigo conter as lágrimas ao descrever esse dia)

A partida que nos redimiu começou bem antes de Edmundo (acho) rolar a bola pela primeira vez. Muito antes da execução do Hino Nacional por Agnaldo Timóteo. De mais de 104.000 torcedores afluírem ao Morumbi para verem o mais importante capítulo da vida de torcedor de toda uma geração.

Começou, claro, quando Viola teve a feliz ideia de imitar um porco na primeira metade da decisão. O Palmeiras até perdeu aquela partida, mas o camisa 9 corintiano deu ao Verdão a faísca que faltava para incendiar os últimos 120 minutos de agonia.

Premido pela necessidade de vencer, Luxemburgo colocou um banco ofensivo (com Velloso, Alexandre Rosa, Jean Carlo, Maurílio e Soares). O time inicial era o que vinha jogando, com a necessária troca do suspenso Amaral por Daniel – além, evidentemente, do retorno de Evair aos titulares.

Sérgio; Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão, Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Zinho; Edmundo, Edílson, Evair. Um timaço.

Desde o primeiro minuto ficou nítido quem daria as cartas: com apenas 58 segundos, Edmundo perdeu uma chance incrível. Aos 9’30”, foi Edílson quem invadiu, mas, desequilibrado, não concluiu bem. Três minutos depois, Zinho pegou um rebote de escanteio e chutou em cima de Ronaldo.

Nelsinho percebeu que o crime estava prestes a ser cometido, e tomou uma decisão destemida: com apenas 18 minutos, trocou Adil por Tupãzinho, com o claro intuito de reforçar a marcação. As chances do Palmeiras então escassearam um pouco, mas o time ainda dominava a peleja.

Mesmo assim, quem deu o susto seguinte foi o Timão: aos 32, uma cabeçada de Viola que nem foi tão perigosa assim, mas que quase causou uma parada cardíaca neste então moleque de 15 anos. Foi a última vez naqueles 17 anos em que o Palmeiras esteve ameaçado de perder.

Afinal, a redenção começaria dali a pouco: aos 36 minutos e 41 segundos, Zinho explodiria a metade verde do estádio ao abrir o placar após a bola passar por boa parte do time, a partir do goleiro Sérgio. Com aquele gol, a vantagem na decisão voltava a ser alviverde: se a meta do Palmeiras não fosse vazada, o título viria.

A missão palmeirense ficou um pouco mais fácil minutos após a abertura do placar: aos 39’20”, Henrique fez falta duríssima em Edílson e, já tendo o amarelo, teve que ir para o chuveiro (depois reclamaria do juiz, mas basta olhar o lance que não resta dúvida do acerto na expulsão). Nelsinho já tinha usado uma substituição e, não querendo queimar a segunda, pediu para Ricardo, que vinha jogando na lateral esquerda, ficar na zaga. Do ponto de vista alvinegro, foi uma atitude corretíssima, como se verá.

Antes do intervalo, houve ainda a famosa voadora de Edmundo em Paulo Sérgio, que não foi muito diferente do que os jogadores do rival, particularmente Ricardo, já tinham feito com nosso camisa sete por toda a primeira etapa. O fato é que o primeiro tempo se encerrou com vantagem verde no placar, no número de jogadores e no ânimo da ainda escaldada torcida.

Após um minuto de silêncio em homenagem ao pai do zagueiro alvinegro Marcelo, a segunda etapa começou com o Corinthians mais bem postado em campo. Com um a menos prematuramente, o time sabia que levar a partida para a prorrogação era forçar um desgaste desfavorável, e portanto, já que tinha que marcar um gol, melhor que fosse no tempo normal.

A estratégia acabou barrando na boa atuação da zaga palmeirense, e pouco a pouco o Verdão começou a reagir, até chegar a um ponto crucial na história do Palmeiras: após um drible de Tonhão (!), uma arrancada de TONHÃO (!!), seguida por um lançamento perfeito de trivela para Edmundo de TONHÃO (!!!), Ronaldo derrubou o Animal, que vinha sozinho, e ganhou um cartão vermelho de presente. Numa aula de malandragem (temos que reconhecer, ele foi brilhante), o camisa 1 fingiu ter sido agredido e conseguiu ao menos levar embora com ele o camisa 4 do Verdão. Não faz mal: Tonhão saiu do campo para entrar para a História. Ele ainda faria mais 87 partidas pela equipe, mas poderia ter se aposentado em glória naquele instante.

O Corinthians foi obrigado a fazer sua segunda alteração – já pensaram se Nelsinho tivesse mexido após a expulsão de Henrique? O time seria obrigado a atuar o resto do tempo com um jogador de linha no gol. Assim, o mesmo Tupãzinho que entrara no lugar de Adil deu lugar a Wilson “Macarrão”, que quase 11 anos depois seria técnico interino do Palmeiras.

Vendo o adversário com apenas 8 na linha, Luxemburgo arriscou manter a equipe sem sacrificar um de seus atacantes para colocar Alexandre Rosa. Foi arriscado: mesmo com nove contra dez, o Corinthians mostrava brio e volta e meia ameaçava. Mas também foi certo: permitiu o golpe que praticamente garantia a prorrogação.

Zinho roubou bola em nosso campo, praticamente dentro da área, e desceu rapidamente; vários jogadores o acompanharam. Foi assim que, ao tirar a bola de Evair, a zaga alvinegra não conseguiu afastar, e botou a bola no pé de Mazinho. O lateral direito arrancou pela esquerda, deixou seus marcadores deitados ou perplexos e rolou para Evair, aos 28 minutos e 57 segundos, marcar o segundo gol, o gol que mostrou que qualquer resto de equilíbrio acabara: o Palmeiras era senhor da decisão. E assim caiu o longo jejum de Evair, que ficou fora muito tempo por lesão: a última vez que o Matador fora às redes havia sido dois meses e um dia antes, contra a Portuguesa.

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Sabendo que não marcaria os dois gols que lhe dariam o título diretamente, o Corinthians tomou a decisão óbvia: diminuiu o ritmo à espera da prorrogação, quando lhe bastaria um. O Palmeiras evidentemente fez o mesmo, e os 20 minutos finais do segundo tempo só não passaram despercebidos porque houve ainda mais uma estaca cravada no rival: em meio a muitos gritos de “Palmeiras” e alguns tímidos de “olé”, Antonio Carlos lançou Daniel, que entrou rápido na área, deixou Marcelo sentado mais uma vez e centrou para Evair, que escolheu o canto mas jogou no pé da trave. Rápido como uma flecha, Edílson encheu o pé no rebote e, aos 38 minutos e 18 segundos, marcou o terceiro. Um tento que, se não mudava a história do jogo, valeu por construir a goleada. E que foi um prêmio ao provavelmente melhor jogador palmeirense em toda aquela campanha (é isso mesmo: temos pinimba do Capetinha pelo que fez no rival, especialmente a final de 1999, mas é justo reconhecer – ele contribuiu muito, muito mesmo, para que hoje possamos falar sobre 1993).

O resto do tempo normal prosseguiu sem maiores emoções (mentira, cada minuto que passava trazia um sentimento cada vez melhor), e os oponentes se alinharam para a prorrogação. A batalha final.

Logo ficou claro para qualquer espectador isento – palmeirenses e corinthianos estavam nervosos demais para racionalizar o que fosse – que o time do Parque São Jorge dependeria mais da sorte que de bola. Porque essa estava o tempo todo nos pés verdes.

O massacre foi amplo: aos 2, bela jogada de Edmundo e Edílson perdeu um gol incrível. Aos 4, Edmundo mandou pra fora. O Corinthians tentou responder aos 7, quando Viola invadiu a área, gingou, mas o chute foi bloqueado.

A resposta foi fulminante: vinte segundos depois, Edmundo era derrubado na área por Ricardo. Pênalti que José Aparecido de Oliveira assinalou incontinenti. Pênalti após o qual o mundo seria um lugar melhor.

Antes de Evair tomar a bola para si, deu tempo para Ezequiel ser expulso por reclamação. Reduzido a oito e vendo o camisa 9, que pelo Palmeiras jamais falhara numa cobrança da marca fatal, ir para a bola, o Corinthians sabia que sua sorte estava selada. Dificilmente a vingança de 1974 se concretizaria.

E Evair não decepcionou.

Dali para a frente, dizem que o já eterno ídolo foi substituído por Alexandre Rosa, e Edílson por Jean Carlo. Pode ser. Àquela altura eu já estava em outro plano, mergulhado nos sonhos alimentados durante anos que por fim se tornavam realidade. Só sei que voltei à Terra mais ou menos na hora em que Luxemburgo cumprimentava Nelsinho e ia para o vestiário, naquele gesto de, hmmm, humildade calculada.

Poucos segundos depois, acabava a partida, acabava o campeonato, acabava o pesadelo. E a festa explodiu no estádio, na cidade, em vários pontos do país.

E, naquele dia dos Namorados, finalmente essa nossa imensa paixão que é o Palmeiras voltava a ser correspondida.

campeao1993

*

Não curtiu muito a narração do Luiz Alfredo? Então reviva aquele jogo com outras vozes:

José Silvério

Silvio Luiz (a que eu acompanhei)

Fiori Gigliotti (pena não ter outras)

Osmar Santos

*

É evidente que o Palmeiras não foi campeão somente naquele dia. O título foi o resultado de uma bela campanha que consistiu em 38 jogos, com 26 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, 72 gols a favor e 30 contra, saldo de 42.

Trouxemos nos últimos meses um resumo de toda esta campanha. Confira aqui todos os jogos que nos levaram ao fim do jejum, além de alguns outros momentos marcantes desta inesquecível trajetória.

O cenário

Primeira fase – 1º turno

Primeira fase – 2º turno

Quadrangular semifinal

Final

*

Alguns jogaram muito, outros só alguns minutos. Mas todos estes 25 jogadores e 3 treinadores entraram para a história do Palmeiras:

Goleiros

  • Sérgio Luiz de Araújo (35 jogos, 26 gols sofridos)
  • Wagner Fernando Velloso (4 jogos, 4 gols sofridos)

Laterais

  • Iomar do Nascimento, Mazinho (36 jogos, 1 gol)
  • Roberto Carlos da Silva (33 jogos, 4 gols)
  • João Luís Barbosa (19 jogos)
  • Jefferson Vieira da Silva (5 jogos, 1 gol)
  • Cláudio Guadagno (2 jogos)

Zagueiros

  • Antonio Carlos Zago (34 jogos, 2 gols)
  • Antônio Carlos da Costa Gonçalves, Tonhão (17 jogos)
  • Édson Manoel do Nascimento, Edinho Baiano (23 jogos, 1 gol)
  • Alexandre Ricardo Rosa (9 jogos)

Meias

  • Carlos César Sampaio Campos (34 jogos, 4 gols)
  • Daniel Frasson (25 jogos, 1 gol)
  • Crizam César de Oliveira Filho, Zinho (36 jogos, 9 gols)
  • Edílson da Silva Ferreira (35 jogos, 11 gols)
  • Alexandre da Silva Mariano, Amaral (11 jogos)
  • Jean Carlo de Souza (26 jogos, 4 gols)
  • Juliano César de Moraes Tobias, Juari (3 jogos)
  • José Aparecido Pereira, Naná (1 jogo)

Atacantes

  • Evair Aparecido Paulino (24 jogos, 18 gols)
  • Edmundo Alves de Souza Neto (34 jogos, 11 gols)
  • Cléverson Maurílio Silva (25 jogos, 4 gols)
  • José Carlos Soares (3 jogos, 1 gol)
  • Aguinaldo Luiz Sorato (2 jogos)
  • Paulo Sérgio Gonzatti (1 jogo)

Técnicos

  • Wanderley (grafia da época) Luxemburgo da Silva (14 jogos, 12V/2D)
  • Otacílio Gonçalves da Silva Júnior (23 jogos, 14V/6E/3D)
  • Raul Pratali Filho (1 jogo, 1D)

palmeiras-1993

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Ficha Técnica

Gols: Zinho 36 do 1º Tempo; Evair 28 e Edílson 38 do 2º Tempo; Evair aos 9 do 1° tempo da prorrogação

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel e Edílson (Jean Carlo); Edmundo, Evair (Alexandre Rosa) e Zinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Corinthians: Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Marcelinho Paulista e Neto; Paulo Sérgio, Viola e Adil (Tupãzinho, depois Wilson). Técnico: Nelsinho Baptista

Cartões Vermelhos: Henrique, Ronaldo, Tonhão e Ezequiel

Cartões Amarelos: Roberto Carlos, Mazinho, Zinho, Edmundo, Marcelo, Leandro Silva e Neto

Árbitro: José Aparecido de Oliveira

Local: Morumbi, para 104.401 pagantes e renda de Cr$ 18.154.900.000,00.

Palmeiras Campeão Paulista de 1993

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As capas do dia seguinte (notem a do Estadão: é uma raridade que a manchete principal seja esportiva)

Capa Estadão

Capa Folha

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12 pontos: aprovados no vestibular do Kleina

12 pontos: aprovados no vestibular do Kleina

Missão cumprida em Ceará-Mirim. Nem a indisposição estomacal generalizada que vitimou alguns jogadores do elenco foi capaz de nos tirar a vitória que, além dos três pontos, nos trará paz durante a parada da Copa das Confederações.

A equipe parecia meio desligada no início da partida. Errando mais passes do que o normal, a equipe demorou alguns minutos para se encontrar em campo, mas logo dominou a partida.

Não demorou muito, e veio a primeira boa chance. Serginho esticou bola na linha de fundo para Ayrton, que cruzou com perfeição para Caio. O atacante vinha de frente para o gol mas errou a finalização, e a bola saiu sem perigo algum.

O América então ensaiou uma tentativa de equilíbrio, travando o jogo no meio e forçando o erro do Palmeiras, mas não funcionou por muito tempo. Aos 28, em belo lançamento de Tiago Real, Vinícius ganhou do zagueiro, tirou o goleiro e teve inteligência para finalizar com um toque a meia altura, matando o zagueiro que vinha na cobertura.

A vantagem no placar fez bem ao Palmeiras, que voltou a dominar o jogo. O América só assustou uma vez, em chute de fora de Cascata que saiu por cima.

No segundo tempo o Palmeiras voltou assustando. Após falta lateral cobrada por Ayrton, a bola cruzou toda a área e encontrou Serginho que finalizou de esquerda, obrigando o goleiro adversário a praticar boa defesa.

A pressão seguiu, com Serginho em chute de fora da área e com uma cabeçada de Tiago Real, que o morrinho zagueiro salvou. O gol para fechar o placar só veio aos 48, com Fernandinho pegando rebote do estreante Ananias.

Com o resultado, o Palmeiras vai para a parada na terceira posição, com 12 pontos, e a 4 da líder Chapecoense. Na volta, o adversário será o Oeste, no último jogo de punição longe da capital.

O elenco terá folga de 5 dias, e depois volta aos treinos provavelmente com quase todo grupo disponível. Sendo Léo Gago talvez a única ausência. Quem não deverá ter folga é a dupla Nobre e Brunoro: o Palmeiras precisa de dois centroavantes urgentemente.

NOTAS

– Bruno: foi exigido apenas uma vez e foi bem – 7,5

– Ayrton: capaz de acertar um cruzamento perfeito e na sequência cobrar uma falta bisonha. Na parte defensiva foi bem. – 6,5

– André Luiz: tentou driblar onde não devia logo no início do jogo, mas depois disso não inventou mais e fez boa partida – 7

– M.Ramos: um zagueiro que em um mesmo lance mostra que não tem tempo de bola apurado, é afobado, e estabanado merece mesmo levar um amarelo no mesmo lance – 5,5

– Juninho: alguém explica para ele que ao se puxar contra ataques também existe a opção de conduzir a bola em direção ao gol, ao invés de fazer o óbvio “linha-de-fundo-cruzamento-torto” – 6,5

– Henrique: enquanto arriscou subidas foi mal, melhorando quando ficou mais preso na contenção – 7

– Wesley: finalmente jogando em sua posição correta, errou alguns passes no início mas depois fez boa partida, aparecendo como surpresa, ajudando na marcação no meio e qualificando a saída de bola da equipe – 7,5

– Tiago Real: distribuiu lançamentos e bons passes no primeiro tempo, inclusive a assistência para o primeiro gol, mas parece que não suporta os 90 minutos – 8,5

– Serginho: erra poucos passes, tem velocidade e chega bem ao ataque. Tem tudo para evoluir ainda mais – 8

– Vinícus: um lindo gol e mais uma série de lances “desanimadores” – 7,5

– Caio: atacante que tem deficiência em finalização não pode nunca ser titular do Palmeiras – 4,5

– Fernandinho: entrou bem na partida, dando mais velocidade e leveza ao meio campo, e ainda deixou o dele – 8

– Ananias: deixou boa impressão. No pouco que participou, fez a jogada do segundo gol. Boa estreia – 7

– Marcelo Oliveira: sua participação de maior destaque foi quase cometer penalti – 5

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA

AMÉRICA-RN 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Estádio Barretão, em Ceará-Mirim (RN)
Data/Horário: 11/6/2013, às 21h50
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Marcos da Silva Brigiso (CE) e Otavio Correia de Araujo Neto (AL)
Renda/Público: R$ 87.485,00/ 4.043 pagantes

Cartões Amarelos: Marcos Passos, Cascata (ARN); Tiago Real, Maurício Ramos, Ayrton (PAL)
Cartões Vermelhos: –

GOLS: Vinícius, 27’/1ºT (0-1); Fernandinho, 47’/2ºT (0-2)

AMÉRICA-RN: Andrey; Norberto, Zé Antonio, Edvanio e Renatinho; Marcio, Fabinho (Jerson – intervalo), Daniel (Alex – 33’/1ºT) e Cascata; Vinicius Pacheco (Ebinho – 33’/2ºT) e Negão. Técnico: Roberto Fernandes

PALMEIRAS: Bruno; Ayrton, André Luiz, Maurício Ramos e Juninho; Henrique, Wesley e Tiago Real (Fernandinho – 23’/2ºT); Serginho (Ananias – 28’/2ºT), Vinícius (Marcelo Oliveira – 36/2ºT) e Caio. Técnico: Gilson Kleina.

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