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Archive for julho \31\UTC 2013

Poderia ter sido diferente...

Poderia ter sido diferente…

Vitória, goleada e liderança, mas poderia ter sido diferente. Não fosse Fernando Prass e estaríamos neste momento lamentando desperdiçar com derrota a chance de ter “uma rodada perfeita”, como tantas vezes aconteceu nos últimos anos.

Até a defesa do penalti, o que se via em campo era um Palmeiras sem conseguir se livrar da forte marcação do Icasa. As poucas chances criadas foram em chutes de longa distância de Charles.

Com Valdivia no banco, Mendieta e Leandro tentavam as principais jogadas da equipe. O paraguaio, na base de tabelas curtas, e Leandro na base do drible. E foi justamente assim que veio o penalti. Leandro invadiu a área e fintou. O zagueiro não conseguir acompanhar a jogada e deu um ipon no cabeça de espanador.

Vinícius, irritantemente participativo como de costume, ao menos parece que entende de cobrancças de penalti: correu para a bola olhando para o goleiro e bateu com firmeza, no canto.

O gol obrigou o Icasa a sair para o jogo, e aos poucos os espaços foram aparecendo. Wesley teve boa chance mas chutou nas mãos do goleiro. Já no final da primeira etapa Mendieta teve a chance de marcar um golaço, mas finalizou muito fraco.

O time voltou com a mesma formação do primeiro tempo, porém mais solto. Luis Felipe, apagado no primeiro tempo, fez boas jogadas de linha de fundo. Na primeira delas, Vinicius concluiu em cima do goleiro.

Aos 18 minutos vieram as substituições que mudaram o jogo por motivos diferentes: Valdivia no Mendieta, não porque o paraguaio tenha estado mal, mas o chileno realmente é diferenciado. A outra: Kardec no Vinícius, essa sim, corrigindo a inexplicável presença do garoto entre os titulares.

E foi Kardec quem brilhou primeiro. Em escanteio cobrado por Juninho, o camisa 14 apareceu bem e testou para o fundo das redes – 2×0.

A partir daí só deu Palmeiras. Com a vitória garantida as chances apareciam naturalmente já que os espaços aumentaram ainda mais. Após algumas chances perdidas, Wesley aproveitou jogada que passou de pé em pé pelo ataque e fuzilou o angulo esquerdo do goleiro João Ricardo.

Já no fim do jogo, o gol mais bonito, o segundo de Kardec na partida. Valdivia driblou meio time do Icasa, tocou para o atacante e correu para o abraço, literalmente, como se o gol fosse dele. E foi.

O Palmeiras agora volta a campo na sexta feira, as 19:30, para enfrentar o Bragantino, novamente no Pacaembu.

NOTAS

– Fernando Prass: não passou nada – 10

– Luís Felipe: primeiro tempo fraco, segundo muito bom – 7,5

– Hernique: foi penalti. Precisa reclamar menos e jogar mais – 5

– Vilson: deu um susto no início do jogo mas depois foi bem – 7

– Juninho: ficou o primeiro tempo inteiro passando em disparada na esperança de receber uma bola do Vinícius, coitado. Foi dele o cruzamento para o segundo gol – 7

– Araújo: discreto, hoje foi muito bem – 7

– Charles: fez o certo enquanto o Icasa se retraia na defesa – 7

– Wesley: quando tem jogadares qualificados para jogar com ele seu futebol cresce muito – 8,5

– Mendieta: errou alguns passes bobos mas criou boas jogadas. Parece ainda meio fora de sintonia em algumas jogadas. Quase marca um golaço – 8

– Vinícius: sempre escolher a pior opção na sequência de suas jogadas, impressionante. Não sai no vermelho hoje porque teve personalidade no penalti – 7

– Leandro: fez a jogada que abriu caminho para a vitória e se movimentou muito bem, sempre dando opção de jogada – 7,5

– Valdivia: entrou e mudou o jogo – 9

– Kardec: fez o que se espera de um camisa nove – 8,5

– Ananias: tentou algumas jogadas de velocidade no pouco tempo que teve, sem sucesso – 6

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA 

PALMEIRAS 4 X 0 ICASA

Local:  Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 30 de julho de 2013, terça-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Assistentes: Fabio Pereira (TO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Cartões amarelos: Henrique e Alan Kardec (Palmeiras); Luiz Otávio, Gilmak, Chapinha e Radamés (Icasa)

Gols:
PALMEIRAS: Vinicius, aos 37 minutos do primeiro tempo, e Alan Kardec, aos 32 e aos 47, e Wesley, aos 39 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Charles, Wesley e Mendieta (Valdivia); Leandro e Vinicius (Alan Kardec)
Técnico: Gilson Kleina

ICASA: João Ricardo; Neilson, Luiz Otávio, Bruno Perone e Carlinhos; Da Silva, Gilmak, Radamés, Roberto (Alex William) e Chapinha (Adalgiso Pitbull); Juninho Potiguar (Leandro)
Técnico: Sidney Moraes

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SEPxICA

Sem tempo para digerir o mau resultado do final de semana, o Palmeiras volta a campo tentando recuperar a liderança contra um adversário inédito em sua história.

Horário e local: terça-feira (30/07), as 21:50, no Pacaembu (PPV).

Árbitro: será Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO), estreante em jogos do Palmeiras.

Situação na tabela: o Palmeiras é vice-líder, com 22 pontos. O Icasa é nono, com 13.

Desfalques/Reforços: Léo Gago, ainda em tratamento de lesão, e Ronny, suspenso por dois jogos, ficam de fora. Eguren está regularizado e pode fazer sua estreia.

Pendurados: Ayrton, Charles e Valdivia. Próxima partida:  Bragantino (casa).

Bola verde IPE: Era apenas questão de tempo para Valdivia assumir a liderança, com média 8,13.

Previsão IPE: Fernando Prass; Luís Felipe, Vílson, Henrique e Juninho; Araújo, Charles, Wesley e Valdivia; Leandro e Vinícius.

Destaques/Icasa: o “verdão do cariri” segue reformulando o elenco. O zagueiro Nildo e o meia Élder foram dispensados, e o clube anunciou as contratações do goleiro Ricardo Ahlf (ex-Figueirense), do zagueiro Matheus (ex-Botafogo, e irmão do nosso meia Felipe Menezes) e do atacante Tadeu (ex-Oeste e Palmeiras). A provável escalação deverá ter João Ricardo; Neilson, Luiz Gustavo, Luiz Otavio e Carlinhos; Da Silva, Radamés, Guto, Junior Potiguar e Chapinha; Pitbul.

Ex-palmeirenses no Icasa: o atacante Tadeu.

Olho nele: o meia Chapinha é o artilheiro da equipe, com 3 gols marcados.

Palpite IPE: 2×0, gols de Valdivia e Alan Kardec.

Último confronto: será a primeira vez que as equipes se enfrentam na história.

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GTGxSEP

Líder, embalado e de bem com a vida, o Palmeiras vai até o interior do estado enfrentar o Guaratinguetá que, após início irregular, emplacou duas vitórias seguidas e se afastou da zona de rebaixamento.

Horário e local: sábado (27/07), as 16:20, no Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, o “Ninho da Garça” (Globo/Band/PPV).

Árbitro: será Vinicius Furlan (SP), cujo histórico registra 6 partidas, com 3V/2E/1D:

– 2013: 0x0 Bragantino (P,c)

– 2012: 2×3 Guarani (P,f)

– 2011: 1×0 Santos (P,f) / 3×1 Paulista (P,c)

– 2010: 3×1 XV Piracicaba (Amistoso)

– 2009: 1×1 Guaratinguetá (P,f)

Situação na tabela: o Palmeiras lidera o certame com 21 pontos, enquanto que o Guará é o décimo terceiro, com 10.

Desfalques/Reforços: Rondinelly e Léo Gago, entregues ao departamento médico, ficam de fora. Valdivia segue a programação diferenciada de treinos e pode ser poupado contra Guará ou Icasa, resta saber qual. Eguren viajou ao Uruguai para finalmente obter o visto de trabalho, mas se não aparecer no BID ainda hoje, não poderá estrear. Não há suspensos.

Pendurados: Ayrton e Ronny. Próxima partida:  Icasa (casa).

Bola verde IPE: Serginho continua na liderança, com média 7,0.

Previsão IPE: Fernando Prass; Luís Felipe, Vílson, Henrique e Juninho; Araújo, Charles, Wesley e Valdivia (Mendieta); Leandro e Vinícius.

Destaques/Guaratinguetá: o zagueiro Wendel, suspenso, fica de fora. Marquinhos, o outro titular da zaga, se recupera de lesão mas a tendência é que esteja em campo. A provável escalação do tricolor do vale deverá ter Saulo; Murilo, Marquinhos (Pedro Paulo), Leandro Ferreira e Ruan; Júlio César, Bruno Formigoni, Renato Peixe e Juninho; Moacir e Douglas.

Ex-palmeirenses no Guará: o goleiro Rafael Dida e o atacante Alex Afonso.

Palpite IPE: o Palmeiras manterá a boa fase – 3×0 – gols de Valdivia, Leandro e Alan Kardec.

Último confronto: foi também a única vitória nossa contra eles, pelo Paulista 2012 – 3×2 – gols de Artur, João Vitor e Barcos.

Última derrota: foi pelo Paulista 2008 – 0x3 – gols de Alê e Michael (2).

Histórico: a história entre as equipes é recente e começou com um empate – 2×2 – pelo Paulistão 2007, gols de Valdivia e Edmundo para o Palmeiras, com Dinei – que depois passaria pelo Palmeiras – deixando tudo igual.

GERAL SÉRIE B
J V E D GP GC J V E D GP GC
4 1 2 1 6 8 0 0 0 0 0 0

O IPE se lembra: o histórico entre as equipes registra apenas quatro partidas e como já citamos 3 delas acima, ficou faltando somente o empate pelo Paulistão 2009 – 1×1 – gols de Diego Souza (PAL) e Wellington Amorim (GUA).

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Djalma Santos

*27/02/1929 +23/07/2013

*27/02/1929 +23/07/2013

Deixou a vida como a conhecemos, ontem (23/07/2013), o imortal Djalma Santos.

O maior lateral direito da história do futebol, título que deve manter por pelo menos mais uma eternidade, foi o 7º jogador com mais partidas disputadas trajando a gloriosa camisa Palmeirense, camisa esta que por sua vez deve parte desse status à Djalma. Até mesmo a camisa da Seleção Brasileira deve reverências a Djalma Santos, que trajando-a disputou 4 Copas do Mundo (54, 58, 62, 66) erguendo a taça por duas vezes.

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Foram diversos títulos, ainda que enumerados e nominados não bastam para representar a grandeza deste craque. Há divergências quanto a quantidade total de partidas pelo Palmeiras, tanto faz se 498 ou 501. O fato de ter sido o melhor LD da Copa do Mundo de 1958 mesmo tendo jogado apenas uma partida (a derradeira) fala por si só. Qualidade inquestionável, representatividade mundial, exemplo de jogador e referência de qualidade em sua posição.

Quando o Palmeiras representou o Brasil, lá esteve Djalma Santos

Quando o Palmeiras representou o Brasil, lá esteve Djalma Santos

O Blog do IPE agradece a Djalma Santos por ter feito parte da história do Palmeiras com tamanho brilhantismo e importância, jamais será possível substitui-lo ou esquece-lo quando se falar no melhor selecionado de craques que desfilaram a camisa alviverde ao longo da quase centenária história do clube e da história do futebol em si, como a Fifa o reconheceu em 1963 convocando-o para seu ‘World XI’.

Fifa World XI

Fifa World XI

 

O céu do futebol está em festa,  mais uma estrela ascendeu para o hall eterno das glórias futebolísticas. Obrigado e descanse em paz.

Confira no vídeo abaixo Djalma Santos falando sobre os bastidores da Copa do Mundo 1958:

Melhores momentos do craque na final de 58 contra a Suécia:

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O Papa e o Porco

Em 1991, João Paulo II nos deu sorte

Em 1991, João Paulo II nos deu sorte

E Francisco está no Brasil. Não é a primeira visita de um papa ao país, mas é talvez a mais significativa por ser a viagem inaugural de um pontificado, e principalmente pela origem latino-americana do líder da Igreja Católica.

Mas aqui nós falamos de futebol, e é claro que todos os palestrinos que acompanham o noticiário têm a mesma dúvida: afinal de contas, para nós essa visita é boa? Vai dizer que você não está há meses pensando nisso!

Para responder, verificamos como o Palmeiras se comportou durante as cinco vezes anteriores em que um bispo de Roma pôs os pés em solo brasileiro (quando não o beijou):

João Paulo II

O goleiro polonês Karol Wojtyla esteve quatro vezes no país, sendo uma delas apenas de passagem:

  1. 30/6/1980 – 12/7/1980. Durante a visita, o Palmeiras deu vexame: empatou em casa contra o América de São José do Rio Preto por 1×1 (gol de Jorginho) no dia 2, depois perdeu um Choque-Rei no Morumbi por 1×0 no dia 5 (o papa esteve em SP nos dias 3 e 4 e escapou destes jogos). Para completar o mico, ainda perdeu do Noroeste no Palestra também por 1×0 no dia 10. Devia ser realmente para pagar alguns pecados: afinal, o Palmeiras tinha vencido a Lusa dois dias antes da chegada, e depois venceu o Marília um dia após seu retorno.
  2. 11/6/1981: não foi uma visita oficial, e sim uma escala em viagem à Argentina. E o Palmeiras nem mesmo estava no Brasil: na véspera, havia disputado amistoso em La Paz contra o Bolívar (um 2 a 2 que perdíamos por 2 a 0 até os 44 do segundo tempo! O empate veio com Pedrinho e Adauto). A fase do Verdão era péssima – fazia dois meses que o time não vencia, e o jogo na Bolívia foi o sétimo seguido sem ganhar. A partida seguinte foi em Bauru, dia 13, e não saímos do zero. A vitória só viria depois de mais dois jogos – mas ao menos seria num Derby (2×1 de virada, Jorginho e Paulinho)
  3.  12/10/1991 – 21/10/1991: desta vez fomos abençoados. Um dia após a aterrissagem, o Verdão venceria o famoso Derby em que Neto cuspiu no árbitro José Aparecido de Oliveira (2×1, ambos os gols de Betinho). Três dias depois, um empate fora contra o Botafogo de Ribeirão Preto (1×1, Magrão). Por fim, outro clássico e outra vitória: dia 20, 1×0 no Santos (Toninho).
  4. 2/10/1997 – 6/10/1997: foram somente cinco dias, sem jogos do Alviverde. Antes, perdêramos para o Vasco por 2 a 1 no Rio (gol de Edmílson), em prévia da decisão daquele Brasileiro. E depois empatamos por 1 a 1 com o Coritiba também fora (Alex).

Bento XVI

Não há registro que Joseph Ratzinger seja fã do ludopédio, mas ao menos ele nos deu sorte em sua única visita ao Brasil.

  1. 9/5/2007 – 13/5/2007: só houve um jogo no período. Foi bem no último dia, e foi a estreia no Brasileirão daquele ano: 4 a 2 no Flamengo, com 2 gols de Edmundo, um de Osmar (que se lesionou gravemente e não mais jogaria naquele ano) e outro de Florentín

Resumo

O Palmeiras está invicto há 33 anos com um papa no patropi! Será que o Guaratinguetá, único adversário que teremos enquanto Jorge Maria Bergoglio permanecer aqui, vai quebrar esta escrita?

*

Francisco é declaradamente torcedor do San Lorenzo de Almagro, tradicionalíssimo clube argentino que sofre do mesmo mal que nossos arquirrivais tinham até o ano passado (os outros torcedores portenhos dizem que CASLA, as iniciais do clube, significa Club Argentino Sin Libertadores de América). Se bem que eles levantaram a última edição da Copa Mercosul, em 2001.

Se não tem taça, ao menos tem confronto contra o Palmeiras: mais precisamente, cinco, dos quais três foram amistosos em 1968 (3×1 no Pacaembu) e 1972 (0x0 e 1×1 em Mar del Plata).

Mas os jogos mais famosos foram os da semifinal da própria Copa Mercosul em 1999. Assim como ocorreu na semifinal da Libertadores daquele ano, contra outro argentino, perdemos por 1 a 0 no Nuevo Gasómetro e vencemos por 3 a 0 no Palestra (Júnior Baiano, Arce 2). E desde então nunca mais cruzamos o caminho do Ciclón (que curiosamente também conta com o apoio de Aragorn, filho de Arathorn).

Papa copero y peleador

Papa copero y peleador

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voltando...

voltando…

Num embate pra lá de recheado de momentos de emoção completamente inversa, o Palmeiras saiu vencedor da peleja no campo molhado contra um dos times ‘menos fracos’ da Série B. Que é obrigação do Verdão vencer a maioria das partidas e subir com folga ninguém discorda e vencer os jogos contra concorrentes diretos é imprescindível. Mas o que fez hoje não deixa de ser relevante, já que há mais de um ano o time não vencia de virada – a última vez fora contra o próprio Figueirense no primeiro turno do BR-2012, 3 a 1 em Barueri.

No começo da partida o Palmeiras demonstrava calma e uma boa organização de jogadas, apesar de não chutar a gol ficava nítido que o alviverde controlava as ações ofensivas. Numa bobeada da zaga do Figueira Valdívia apareceu na cara do goleiro e sofreu penalti, na derradeira partida Vinícius foi o batedor, hoje quem botou a bola debaixo do braço e disse ‘deixa comigo’ foi Leandro, alguns lembraram que ele já havia perdido um penalti contra o Santos no Paulistão 2013, mas parece que Gilson Kleina não… o camisa 38 mandou a bola muito longe do gol e poucos minutos depois o rival da tarde abriu o placar num daqueles gols em que não dá pra acreditar. O primeiro tempo acabou com o Palmeiras desordenado, desorientado e porque não, desesperado.

Pra segunda metade Gilson Kleina mandou Alan Kardec no lugar de Charles, com Araújo permanecendo em campo, promovendo a estréia do camisa 14. Nos primeiros minutos não surtiu grande efeito e o Palmeiras continuava meio perdido, até que em chute de Vinícius o empate veio e o time sossegou, botou a bola no chão (ou no ar) e chegou a virada, depois de André Rocha enfiar o pé em Valdívia e ser expulso, bola cruzada na área e cabeceio de André Luiz, cabeçada de manual, bola no chão e no fundo da rede. No entanto existe uma velha maldição que ronda o Palmeiras e não demorou muito para Ricardo Bueno reforçar a lenda e guardar o empate, com Araújo estático bem próximo a ele. O cenário voltou a ficar obscuro com um empate apesar de ter um jogador a mais e Gilson Kleina mexendo no time de uma maneira, digamos, questionável. Foi quando ‘a magia’ se fez e Valdívia marcou seu 35º gol com a camisa do Palmeiras. Ronny cruzou bem para Kardec que mandou bela cabeçada no pé da trave, na sobra o 10 apareceu escorando. Fim de jogo, 3 pontos, liderança provisória e uma certeza quase tangível de que o time subirá.

Mas é preciso destacar que o sufoco poderia ter sido menor, o time aparenta estar bem ‘ensaiado’ só que com os atores errados, a melhora do time depois da saída de Vinícius e entrada de Ronny foi nítida, bem como a presença de Márcio Araújo não se justificou, chegando a deixar Charles de fora, outro ponto importante é a não presença de Mendieta, apesar da baixa condição física provavelmente ele deve formar um meio campo melhor que o famigerado ‘3 volantes’ do Seo Gilso. Quanto a defesa é cristalina a necessidade de um zagueiro mais confiável, não é porque fez gol hoje que André Luiz seja o zagueiro ideal, lento e perdido na marcação, ainda na defesa Juninho também não pode mais ser mantido, por quê Fernandinho não joga?

Vamos às notas:

Fernando Prass: Não que tenha falhado, mas a rebatida do 2º gol catarinense foi estranha. – 7
Luis Felipe: Hoje não se destacou tanto, mas não dá pra esperar que seja destaque todos os jogos – 6
André Luiz: Nada além do gol, parece estar sempre atrasado – 5
Vilson: Compensou a falta de ritmo com a vontade, limpou tudo que apareceu por ali – 7
Juninho: Péssimo, errando passes, cruzamentos infrutíferos e medo do adversário – 4
Márcio Araújo: Pregado quase na linha fatal no 2º gol catarinense – 4
Charles: Não estava conseguindo organizar a saída de bola da defesa pro ataque no primeiro tempo – 5
Wesley: Na maior parte do tempo está fora de sua posição de origem, mas foi bem, cruzou a bola da virada – 7
Valdívia: Reclamou bastante, errou alguns passes, acertou vários, arrumou penalti, expulsão, aos poucos está realmente de volta – 9
Vinícius: Fez um gol por acaso (ainda teve desvio do Vilson) e errou todo o restante – 5
Leandro: Hoje merece uma péssima nota: displicente no penalti e sumido no jogo todo – ZERO

Alan Kardec: Boa estréia, alguma dificuldade no entrosamento mas demonstrou que sabe fazer pivô e cabecear – 7
Ananias: Entrou pra melhorar a saída de bola, mas acabou só tomando amarelo mesmo – 4
Ronny: Mudou o jogo, acelerou as jogadas pela esquerda, descolou o cruzamento pro 3º gol e ainda fez algumas jogadas de efeito – 8

Gilson Kleina: Consertou o time com as substituições (menos a do Ananias), mas poderia ter escalado melhor já do início, não? – 6

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA

FIGUEIRENSE 2 X 3 PALMEIRAS


Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
Data e Hora: 20/7/2013 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Katiuscia M. Berger Mendonça (ES) e Ramires Santos Candido (ES)

Renda/Público: 
Não disponíveis
Cartões Amarelos: 
André Rocha, Ricardinho, Nem (FIG); Alan Kardec, Valdívia, Ananias (PAL)
Cartões Vermelhos: – 
André Rocha
GOLS:  
Rafael Costa, 29’/1ºT (1-0); Vinícius, 11’/2ºT (1-1);  André Luiz, 26’/2ºT (1-2); Ricardo Bueno, 30’/2ºT (2-2); Valdivia, 42’/2ºT (2-3)

FIGUEIRENSE: Thiago Volpi; André Rocha, Bruno Pires, Thiego e Wellington Saci; Nem, Dener, Maylson (Willian – 20’/2ºT) e Ricardinho (Marcelo Toscano – 23’/2ºT); Ricardo Bueno e Rafael Costa (Tinga – 27’/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, André Luiz e Juninho; Márcio Araújo, Charles (Alan Kardec – intervalo), Wesley e Valdivia; Vinicius (Ronny – 37’2ºT) e Leandro (Ananias – 28’/2ºT). Técnico: Gilson Kleina.

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Paulo Nobre chega a seis meses de mandato

Paulo Nobre chega a seis meses de mandato

Neste domingo Paulo Nobre completa seis meses de seu mandato como 38º presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Depois das gestões de Belluzzo (de quem esperávamos o céu mas recebemos o purgatório) e Tirone (de quem temíamos um inferno que se concretizou), Nobre assumiu um Palmeiras endividado e rebaixado, mas na Libertadores e a um ano e meio do centenário. E de lá para cá sua gestão despertou paixão e ódio, mas nunca indiferença.

Nós do IPE nunca tivemos nem teremos qualquer interesse em participar da política do Palmeiras, e por isso falamos pouco a esse respeito; por outro lado, sabemos que é a política que determina o presente e o futuro do clube, motivo pelo qual não quisemos deixar a data passar em branco.

O amigo já deve ter sua ideia formada sobre o desempenho do presidente. Mas, para estimular o debate, convidamos duas pessoas bastante famosas na Mídia Palestrina para trazerem seus pontos de vista.

Agradecemos muito a Vicente Criscio, criador do mais que conhecido 3VV, conselheiro do clube e que contribuiu para o plano de gestão do candidato derrotado no pleito de janeiro Décio Perin, e a Marcelo Santa Vicca, que por muito pouco não se tornou conselheiro na última eleição; Marcelo foi o criador do Tsunami Verde e é integrante destacado do Fanfulla, grupo que em seus cinco anos cresceu a ponto de ser muito importante para a vitória de Nobre.

Confira o que eles têm a dizer, e não esqueça de deixar seu comentário.

*

E A REFORMA DE QUE O PALMEIRAS TANTO PRECISA?

Por Vicente Criscio

Dia 21 teremos os seis meses de mandato do Presidente da SE Palmeiras, Paulo Nobre. 25% do seu mandato já foi embora.

E nesse meio ano de Presidência o que podemos dizer da gestão do Presidente?

Primeiro, é importante reconhecer a palestrinidade e a boa intenção do Presidente. Ninguém duvida que ele está lá querendo acertar. Também ninguém nega que a situação financeira do Palmeiras é complicada e um tremendo estressor dessa gestão. Por outro lado qualquer um, com um mínimo de conhecimento do que acontece dentro das alamedas, já sabia desde dezembro de 2012 que a situação financeira era complicadíssima.

Pois bem, depois dessa longa e talvez dispensável introdução, como avaliar a gestão de meio ano de Paulo Nobre?

Ruim!

Eu poderia elencar vários motivos – caso Barcos; o CEO com muito poder e até aqui pouco resultado; a falta de planejamento no preço dos ingressos; um marketing badalado mas com resultado zero; ter abdicado da Libertadores; contratação de executivo com relação familiar com não sei quem; … e a lista poderia ser mais longa. E poderia ter várias explicações razoáveis.

Mas para mim a maior decepção estes seis meses de gestão está na reforma estatutária.

O Presidente do Palmeiras tem poder. Esse poder do atual Presidente é inclusive potencializado, uma vez que foi eleito com imensa maioria, fez todos os seus vice-presidente, tem apoio do COF e de Mustafá Contursi, e tem ainda a Presidência do Conselho Deliberativo nas mãos de um amigo antigo.

Ora, então o que falta ao Presidente para mandar a SUA proposta de reforma estatutária? Qual motivação falta ao Presidente para usar de sua força política e do poder institucional que tem para enviar uma proposta que separe de fato o clube social do futebol? que crie os mecanismos que acabe completamente com a influência no futebol dos “políticos” aventureiros e interesseiros em carteirinhas e negócios? o que falta ao Presidente para empurrar uma reforma estatutária que efetivamente coloque uma gestão 100% profissional, independente e com governança dentro da SEP?

Nobre aparentemente preferiu não criar conflitos e jogou a bomba da reforma na mão dos políticos de plantão. Foi criada uma comissão de reforma estatutária. Mais de 20 conselheiros, de todas as correntes políticas, estão construindo um dromedário. Depois irão analisar mais sabe-se lá quantas propostas de emendas. Depois irão construir uma proposta única e submeter ao Conselho, com direito a reuniões setoriais. Depois vão mandar para os sócios votarem. Prometeram até julho de 2014 termos alguma proposta. Será?

Mas essa é a menor dúvida. A maior dúvida que tenho é a seguinte: alguém acredita que virá algo que realmente mude a estrutura de poder da SEP?

Eu não. E essa eu deixo na conta do Presidente!

Mas o que o Presidente poderia ter feito? Poderia ter chegado no dia 21 de janeiro, 6 meses atrás, com uma proposta pronta. Poderia ter colocado logo após a eleição do conselho e do presidente do CD. Poderia ter chamado a discussão com seus aliados. Poderia ter passado o trator que o elegeu de forma justa e correta, no sentido de empurrar uma reforma estatutária pra valer.

E pra quem acha que isso não é possível, basta recordar como foi a discussão e aprovação do projeto da Arena. Eu diria que do ponto de vista de complexidade, as mudanças estatutárias que aprovaram a nova arena são mais complexas que uma reforma estatutária.

Óbvio que todos nós torcemos para essa gestão acertar. Todos nós torcemos para o Palmeiras voltar a ter um time que alegre sua torcida. Todos nós nos alegramos com as vitórias e sofremos com as derrotas. E reconheço que algumas ações de Nobre podem levar para vitórias e quem sabe títulos nestes seus dois anos (e quem sabe mais dois) como Presidente. E todo palmeirense verdadeiro torce para isso acontecer.

Mas a maior alegria que Paulo Nobre poderia proporcionar à torcida é um Palmeiras com um modelo de gestão livre dos políticos de plantão, mais profissional, mais alinhado com o futebol de negócios e resultados do século XXI. Um Palmeiras com sustentabilidade não apenas financeira mas institucional, que seja de todos os palmeirenses, e não de apenas 300 conselheiros ou 3000 sócios de um clube social onde 20% nem liga pra futebol.

 *

6 MESES DE PAULO NOBRE E O SALDO É POSITIVO

Por Marcelo Santa Vicca

Antes de entrar na análise, deixo claro faço parte do Grupo Fanfulla que apoiou a eleição do Paulo Nobre e faz parte ativamente da sua gestão. Apoio ideias e não pessoas. O plano de governo dele é praticamente o mesmo de 2011 quando todos pediam PN mas ele perdeu para o Tirone. Se o plano é o mesmo e era bom, entendo que continua a ser. Estive com o Paulo e com o Decio antes da eleição e considero ambos capazes. Também acho esses rótulos de “oposição predatória ou chapa branca” extremamente nocivos para o futuro do Palmeiras, pois são todos palmeirenses que divergem na forma de pensar mas que não deveriam alimentar o ódio que corrói o clube há décadas. Esse binarismo é perda de tempo. Conheço palmeirenses de primeira linha em todas as trincheiras do clube e se houvesse mais união o Palmeiras seria quase imbatível. Isso posto, vamos a análise dos 6 meses.

Digo que o saldo é positivo porque considero que os acertos foram mais importantes que os erros que, claro, aconteceram também. Não haveria espaço aqui para listar pontualmente todos os erros e acertos e analisar um a um. Também, mesmo sendo economista, não pretendo amparar a análise na mais do que conhecida combalida situação financeira, visto que ela serviria de justificativa para todo e qualquer fracasso. Também não vou compará-lo ao Tirone, pois o pituca não é referência para nada. Prefiro focar apenas na análise macro, olhando o cenário esportivo e o clube quando ele assumiu, a realidade atual e o futuro projetado, sem me ater a picuinhas e nomes, muito menos ao ufanismo ou quem é mais palmeirense que quem. Queremos um time vencedor e estruturado e isso basta.

De cara, o PN não é omisso. Acerta e erra, mas está trabalhando na linha de frente. Está seguindo o plano que apresentou na sua campanha. Está cumprindo o plano de profissionalização da gestão da base, do jurídico, do marketing e do futebol com profissionais de excelência reconhecida em todas as areas; está fazendo uma reforma silenciosa que não aparece para o torcedor na gestão “não profissionalizada” dos departamentos do clube, cortando gastos, melhorando controles e adotando práticas mais eficientes. Acabou com o Palmeiras-B que drenava recursos do futebol e cujo objetivo de abrigar revelações sem espaço já estava desvirtuado havia anos, tendo virado um balcão de negócios. Cumpriu a promessa de separar o futebol do clube. Doa a quem doer, outros esportes não drenam mais os recursos do futebol. Está pilotando a situação política e iniciou o debate para a reforma estatutária ampla que deseja mas, sabemos, não será rápida nem fácil pois não depende só da vontade dele. Qualquer alteração passa pelo CD e por um rito estatutário como já pudemos observar, para mudar apenas um artigo (eleição direta) foram mais de 3 anos por omissão da gestão anterior. Portanto o papel dele é fazer isso andar, mandar os projetos para o CD votar. As propostas já estão sendo condensadas. Além disso, assumiu um clube que sequer orçamento aprovado para o ano tinha (continua não tendo) e sem patrocinador master, sendo que as empresas definem seus planos de marketing para o ano seguinte em outubro, novembro.  Enfim, assumiu no turbilhão e era sabido que os primeiros meses seriam dramáticos.

Falando só do futebol, em apenas 6 meses, com erros e acertos, ele encontrou um elenco em desmanche com apenas 18 profissionais e hoje temos um elenco que considero um dos 10 melhores do país, o nosso melhor após 2009 (minha opinião, não é preciso concordar). Não, eu não estou satisfeito com esse elenco. O Palmeiras precisa de um elenco para disputar em condição de igualdade qualquer campeonato e ainda não é o caso; mas não existe mágica pra isso em 6 meses. Considerando que ele assumiu em 23 de janeiro quando atletas de nível já estão em plena temporada em clubes estruturados, não havia muita opção naquele momento. Pegou só o “fim da feira”, com Paulista e Libertadores já comprometidos pela falta de planejamento da gestão anterior. Planeja-se a temporada no segundo semestre do ano anterior, não em fevereiro. Ninguém monta um time pra ganhar a Libertadores 15 dias antes do começo, com ou sem dinheiro. O Newell’s da Argentina está aí porque começou a re-estruturar 5 anos atrás. 5 anos! O mesmo vale para o Borussia na Alemanha que se re-estruturou em 2006 e começou a colher em 2010. Essa janela agora, de meio de ano, é a primeira cheia dele. Hoje atletas querem jogar no Palmeiras, ao contrário dos últimos anos. Hoje o Palmeiras é transparente, honesto, com atletas e parceiros como a Adidas e WTorre. A relação com todos melhorou muito, pois o PN passou a cumprir acordos que antes eram rasgados sem cerimônias.

Tem muito a ser feito e nem tudo sai como eu gostaria. Algumas decisões me decepcionaram. Política de preços de ingressos confusa, jogar em Prudente, a transação ruim do Barcos, assessoria de imprensa,  alguns reforços duvidosos, são todos erros que considero pontuais mas não estruturais. Mas nos próximos meses a situação tende a ser mais fácil do que nos primeiros meses. Estão finalizando um plano para recompor as finanças que deve gerar alívio em muito breve, as novas instalações do clube serão decentemente ocupadas de forma planejada, o programa sócio torcedor já sofreu melhoras e pode melhorar mais, teremos o Allianz Parque como a Arena mais viável da America Latina e as próximas eleições serão diretas e em novembro, corrigindo o erro cronológico que dificulta o planejamento há anos. Sim, eu estou otimista mesmo enxergando claramente erros pontuais do PN. Não esperava que o Palmeiras fosse sair das trevas para a luz em 6 meses mas ao menos estamos construindo um alicerce para um futuro melhor e nunca mais passarmos pelo vexame de outro rebaixamento.

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