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Archive for outubro \30\UTC 2013

Oi, eu sou o Fabio

Oi, eu sou o Fabio

Missão de subir cumprida com muita facilidade, é provável que os jogadores se acomodem daqui por diante nas seis derradeiras apresentações de 2013. Sabendo que dificilmente rolará um grande facão, ou que mesmo que ocorra seus destinos já devem estar traçados, eles ficam um pouco de olho no gramado, outro nos anúncios da CVC.

Esperando que a tiriça não seja muito grande, juntamos aqui as quatro metas que o Verdão pode ainda buscar no resto desta torturante, melancólica e picolé-de-chuchu série B.

1. A vaga na Sul-Americana 2014

Na verdade, em princípio o Palmeiras não joga de qualquer forma a Sula no ano que vem, pois deveria passar pelas primeiras fases da Copa do Brasil sem maiores sustos. Mas cautela, caldo de galinha e uma opção em caso de queda não fazem mal a ninguém.

Mantido o critério de 2013, serão oito vagas para brasileiros – nove se Ponte Preta ou São Paulo forem campeões este ano. Seis times (os da Libertadores e o campeão da Sula ou o sexto do BR) não poderão disputá-la, o que joga a vaga para os times que ficarem abaixo destes no Brasileiro.

Os clubes rebaixados perdem preferência em relação aos que subirem. Assim, a ordem de prioridade vai do 7° ao 16º da série A 2013, seguidos do 1º ao 4º da série B e do 17º ao 20º da série A. Portanto, com o acesso o Verdão fica na pior das hipóteses como 14º da fila; se for campeão da B será o 11°, o que significa que, se cair cedo na Copa do Brasil, terá que torcer para três dos times à sua frente seguirem adiante na CB para liberarem a vaga.

Não é difícil: esse ano, até o Sport, que era o 15º da fila, jogou a Sula. Mas existe o risco de alguns times serem eliminados propositalmente para jogarem a Sula, que dá alguma visibilidade internacional e até certo ponto é um torneio mais fácil que a Copa do Brasil agora que os times da Libertadores a disputam. Se vários fizerem isso, o Palmeiras não pode se dar ao luxo de tropeçar contra uma das equipes que enfrentará antes das oitavas (caminho que certamente incluirá alguma equipe da A ou da B).

2. O título

A vantagem sobre a Chapecoense é grande: nove pontos mais o critério de desempate. Desta forma, bastam três vitórias nos seis jogos finais, e qualquer tropeço dos catarinenses diminui a conta.

Não deve ter erro, a menos que a acomodação seja muito forte. Mas as vaias ao fim do jogo do acesso devem servir de aviso.

Palpite do blog: apenas para aumentar a bizarrice deste ano, o título vem na rodada 35, contra o Paysandu, mas antes mesmo de encarar o Papão às 21:50 – a Chapecoense entra em campo às 19:30 no Paraná e lá deixará os pontos que nos darão o caneco.

3. Os recordes

A campanha palmeirense era excelente até a virada contra o Paysandu no último lance do jogo. Depois, três tropeços consecutivos e dali pra frente não houve mais que duas vitórias consecutivas, o que diminuiu bastante a possibilidade de fazer uma série B “histórica”, quebrando todos os recordes desde 2007, quando a competição adotou o modelo atual de 20 clubes em turno e returno.

Para se ter uma ideia, o desempenho de 2013 está aquém até mesmo do de 2003, quando a competição foi muito mais difícil, por ter fases finais em que só os melhores participavam – ou seja, jogamos cinco vezes contra o Sport, três contra o Botafogo e só uma contra União São João, Gama, etc. Naquela ocasião, foram 78 pontos em 35 partidas, o que só alcançaremos vencendo as três próximas.

Mesmo assim, ainda dá para buscar alguns recordes:

  • Melhor campanha: o recorde é do Corinthians de 2008, com 85 pontos; para bater, só vencendo todos os jogos. Empatando um, ficaríamos iguais em pontos mas com mais vitórias, o que não quer dizer absolutamente nada
  • Melhor ataque: a Lusa de 2011 fez 82. Para ultrapassar, faltam 23 gols em seis jogos, quase quatro por partida. Difícil.
  • Melhor defesa: este é bem viável. O Corinthians em 2008 e Vasco e Figueirense em 2009 sofreram 29 gols; o Verdão até aqui levou 24 (nos últimos cinco jogos, apenas um). Se não for vazado mais que quatro vezes na reta final, consegue.
  • Melhor saldo: a briga é novamente com o arquirrival, que teve saldo de 50. Hoje temos 36, o que nos exige ganhar todas por mais de dois gols de diferença em média. Não deve dar.
  • Maior número de vitórias: é outro Derby. Eles triunfaram 25 vezes em 2008. Nós até aqui somamos 21.

4. Testes

Aqui não tem muito o que fazer. Praticamente todo o elenco já teve chances de atuar na série B, e dos que têm contrato a vencer em dezembro já se viu o suficiente da maioria. Pra quê, por exemplo, ver como Rondinelly atuaria, ou discutir se Ronny vai ou fica? E os moleques dos quais tanto se falou no ano passado, se já não jogaram esse ano não será em 2014 que terão oportunidades (sem qualquer juízo de valor aqui sobre suas capacidades).

Quem poderia receber uma oportunidade é Fabio, até porque Bruno é um cujo contrato está perto do fim. Candidatos à lateral-direita também podem ser aproveitados, já que este ano tivemos tantos e terminaremos o ano sem nenhum.

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Alegria do povo

Alegria do povo

26 de outubro de 1933, Pau Grande, subdistrito de Magé, Rio de Janeiro. Foi nesta data e local que Amaro e Maria Carolina tiveram seu quinto filho, que foi registrado como Manuel dos Santos (o “Francisco”, nome de família, nunca fez parte de seus documentos, que, aliás, também erradamente diziam que ele nascera no dia 18). Nome que todos os brasileiros ignorariam solenemente mesmo quando famoso, já que ele sempre foi conhecido por seu apelido – como o Edson, entende?

A biografia de Garrincha daria um livro – e deu mesmo, o excepcional Estrela Solitária de Ruy Castro, escrito bem antes dessa polêmica atual gerada por quem cria fama e quer se esconder na cama, mas que mesmo assim trouxe grande dor de cabeça ao autor. Qualquer resumo deixará de fora detalhes imprescindíveis, por isso vamos aqui nos ater à sua relação com o Palmeiras, sem citar que foi bicampeão mundial, que só perdeu uma partida pela Seleção (a última, contra a Bulgária na Copa de 1966), que só não fez chover em tantas e tantas partidas ao arrancar pela direita e deixar zagueiros estatelados pelo caminho.

Garrincha atuou profissionalmente por quatro equipes brasileiras – pela ordem, Botafogo, Corinthians, Flamengo e Olaria. Encarou o Verdão pelas duas primeiras, num total de 16 jogos com retrospecto equilibrado: seis vitórias verdes, sete botafoguenses, três empates. O anjo de pernas tortas vazou nossa meta quatro vezes.

Vale citar ao menos duas destas partidas, por curiosidades relativas a elas: uma delas, a número cinco da lista abaixo, marcou a estreia de João Saldanha como comandante botafoguense. No Pacaembu, ele ordenou à sua defesa que tomasse cuidado com o camisa nove (Mazzola); mesmo assim, em poucos minutos o Verdão abriu dois a zero. Após uma bronca monumental na zaga, finalmente o alvinegro entendeu o que acontecia: sabe-se lá por quê, naquele dia dois palmeirenses envergavam o 9 às costas… a história está no raro Subterrâneos do Futebol, de Saldanha, mas pode ser lida aqui.

A outra partida é mais famosa, pois afinal foi o único Derby que ele disputou, e que acabou por protagonizar: na derrota alvinegra por 2 a 1, Mané teve a chance do empate no finzinho, mas Valdir de Moraes defendeu a penalidade. Foi um raro clássico jogado numa segunda-feira.

Garrincha nunca envergou a camisa verde, mas este redator sempre o teve como o maior mito do futebol brasileiro. Não pude deixar de escrever este breve texto para marcar a data redonda na história deste já meio esquecido imortal.

*

As partidas de Garrincha contra o Verdão:

1) 13/3/1954 – Palmeiras 4×2 Botafogo (amistoso no Palestra. Garrincha fez de pênalti)

2) 17/4/1954 – Botafogo 4×3 Palmeiras (torneio amistoso no Maracanã)

3) 30/5/1954 – Palmeiras 2×2 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

4) 16/4/1955 – Botafogo 3×2 Palmeiras (Rio-São Paulo no Maracanã. Garrincha fez de pênalti)

5) 1/6/1957 – Palmeiras 2×2 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

6) 29/3/1958 – Botafogo 3×2 Palmeiras (Rio-São Paulo no Maracanã)

7) 15/4/1959 – Palmeiras 4×1 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu; Garrincha marcou)

8) 23/5/1960 – Palmeiras 1×3 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

9) 16/6/1960 – Botafogo 0x1 Palmeiras (amistoso em General Severiano)

10) 19/4/1961 – Botafogo 0x0 Palmeiras  (Rio-São Paulo no Maracanã)

11) 13/2/1962 – Palmeiras 1×0 Botafogo (torneio quadrangular de Lima, Peru)

12) 17/3/1962 – Botafogo 3×1 Palmeiras (Rio-São Paulo no Maracanã; este resultado deu o título ao Glorioso)

13) 28/6/1962 – Botafogo 1×0 Palmeiras (amistoso no Maracanã, gol de Garrincha. Foi o primeiro jogo de ambas as equipes após o bi mundial)

14) 8/6/1963 – Palmeiras 2×1 Botafogo (torneio quadrangular de Florença, Itália)

15) 3/5/1964 – Palmeiras 3×4 Botafogo (Rio-São Paulo no Pacaembu)

16) 21/3/1966 – Palmeiras 2×1 Corinthians (Rio-São Paulo no Pacaembu)

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Luta, só com o árbitro

Luta, só com o árbitro

Sejamos práticos: zero a zero, dois a zero, cinco a zero, pouco importa. O desfecho foi o necessário, e com seis rodadas de antecedência o Palmeiras, além de ser o único paulista garantido no Brasileirão 2014,  é o time da elite que terá mais tempo para se planejar, pois seu ano acabou. O título e uma vaga estepe na Sula em caso de vexame na Copa do Brasil, objetivos que restam, virão sem maiores problemas.

Isto posto, não precisava ser desta forma. Foi uma injustiça com os trinta e tantos mil presentes à anunciada festa, com os demais milhões de palmeirenses que pela telinha esperavam ver uma vitória, com o elenco que em 1965 deu origem ao uniforme envergado ontem (e o de goleiro, hein? Parabéns, Adidas).

A partida foi modorrenta e lembrou a que fizemos contra o América de Natal: fumaças de que a vitória viria facilmente, dissipadas ao fim do primeiro tempo, em que a lambança de Seneme (cujo erro não foi voltar atrás no pênalti, e sim em assinalá-lo originalmente e tirar o doce da boca de Wesley) tirou o pouco ânimo da tropa verde. O segundo tempo nem precisava existir: as substituições não surtiram efeito, o time deu sono e só nos mantivemos atentos porque sabíamos que a cada minuto a, hmmm, “festa”, estava mais próxima. No fim, algumas vaias, que talvez não condissessem com o momento, mas que eram facilmente compreensíveis. Que as Chapecoenses se contentem em subir dessa forma.

Mas, quer saber? Se isso servir para antecipar avaliações sobre quem serve (poucos) e quem deve sair, ótimo. Mas esses “ses” já foram tantas vezes pronunciados nos últimos anos que é difícil crer que será diferente dessa vez – ainda que, agora, finalmente Paulo Nobre esteja livre de parte do fardo legado por Tirone (outro pedaço, a situação financeira, dizem que estão equacionando. A ver. O discurso de que “não faremos loucuras” está presente, mas a loucura maior é querer ter em 2014 um time contratado em cima das mesmas premissas que nos têm guiado).

Enfim, o personagem mais importante do jogo, não pelo que aconteceu, mas pelo que vem, é sem dúvida o presidente. Todos os holofotes agora estarão em cima dele. Dentro de campo, os seis jogos seguintes se arrastarão até um desfecho sem brilho, quando esperamos que atletas e treinador já estejam com seus armários vazios.

O Palmeiras voltou. Sua alma triunfante, ainda não.

NOTAS

Fernando Prass – bonita camisa e atuação, Fernandinho! 8

Luís Felipe – já entrou em ritmo de despedida. Mesmo que fique, deveria ser reserva, não titular. 5

André Luís – sem muito trabalho contra um ataque que escorregava tanto. 5,5

Henrique – quase fez um belo gol. Atrás, foi bem. 6,5

Juninho – valeu, obrigado, até nunca mais. 5

Márcio Araújo – combateu muito, para compensar a apatia de Wesley. Ainda assim, valeu, obrigado, até nunca mais. 7

Wesley – acordado, é opção para 2014. 4

Valdivia – tentou um pouco, depois se poupou porque sabadão é dia do bicho pegar. 6

Ananias – valeu, obrigado, até nunca mais. 4

Allan Kardec – talvez sua pior partida pelo clube, mas ainda tem certo saldo. 4

Vinicius – valeu, obrigado, até nunca mais. 3

Serginho – ser melhor que Vinicius significou apenas ser melhor que Vinicius. Pouco, não? 4

Ronny – valeu, obrigado, até nunca mais. 5

Felipe Menezes – terá algumas chances até o fim do ano, mas dificilmente passará do “valeu, obrigado, até nunca mais”. Sem nota

Gilson Kleina – vide Juninho, Ananias, Vinicius, Ronny.

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 X 0 SÃO CAETANO

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 26/10/2013 – 16h20
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP)
Público/renda: R$ 1.221.630,00/33.748 pagantes
Cartões amarelos: Luis Felipe (PAL); Bruno Aguiar, Anselmo e Samuel Xavier (SCA)
Cartão vermelho: Nenhum

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe (Felipe Menezes – 40’2ºT,) André Luiz, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley e Valdivia; Ananias (Ronny – 31’/2ºT), Vinicius (Serginho – 18’/2ºT) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

SÃO CAETANO: Rafael; Samuel Xavier, Bruno Aguiar, Luiz Eduardo e Fernandinho; Fabinho (Gabriel – 35’/2ºT), Jardel (Anselmo – Intervalo), Wagner Carioca e Eder; Marcelo e Cassiano (Geovane – 13’/2ºT). Técnico: Pintado.

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camisa32013

Amanhã, no jogo em que devemos dar por encerrada a missão mais importante (e fácil) do ano, o Palmeiras estreará a já famosa nova camisa três, a que será utilizada até o centenário. Será a sétima vez que o Verdão deixa de sê-lo para adotar outras cores – OK, algumas das outras foram de verde mesmo, mas mesmo assim não eram modelos que usavam somente nosso tom histórico.

Neste momento em que viramos um híbrido ornitológico entre canário e periquito, vamos aqui lembrar as primeiras vezes de cada uma das terceiras camisas que tivemos desde 2006, que incluem seis vitórias (uma delas de Pirro) e uma derrota. Prepare seus olhos para o carnaval palestrino, cujas cores vão entrar na passarela.

1. A prateada

De pijam... digo, prata

De pijam… digo, prata

A primeira foi talvez a mais feia de todas, com todo respeito àqueles que possuem o fardamento.

Criada em 2006, ela foi escolhida a partir de votação pela internet – caso único entre os terceiros modelos. As outras opções sugeridas pela Adidas eram em tons de azul, para homenagear a Azzurra, e vermelho e verde, em homenagem ao Palestra Itália, mas no fim deu mesmo prata.

O debute desta camisa se deu, ora só, numa partida contra o São Caetano, que, ora só, brigava para não ser rebaixado (foi). Mas o Palmeiras, naquela época, estava nessa mesma briga contra a degola, e vinha de uma sova de 1 a 5 na Vila Belmiro.

Naquele 9/9/2006, o cenário de festa montado para a ocasião parecia que ia ruir quando logo aos dois minutos o Azulão saiu na frente. Mas a reação foi rápida, e ainda no primeiro tempo Daniel, Paulo Baier e Edmundo deram números finais ao jogo. Palmeiras 3 a 1, e naquela rodada o Alviverde subiu de 13° para 10°, dando um alívio que ao fim foi fundamental.

2. A limão

A mais famosa

A mais famosa

De longe a mais bem-sucedida em termos comerciais, o uniforme de tom oficialmente “amarelo-elétrico” foi lançado em evento no Palestra Itália no dia 7 de setembro de 2007, quando 1500 participantes receberam o modelo sem ainda saber como seria, e posaram para uma foto com o elenco do clube. Este redator estava lá, e pouco após o choque (sem trocadilho) de observar o novo manto ficou bastante satisfeito com o trabalho da Adidas.

Essa camisa, cuja estreia por coincidência foi exatamente um ano após a do modelo prata, ficou invicta por bastante tempo, a começar da primeira peleja, um 2 a 0 sobre o Goiás (gols de Francis e Caio), que manteve o time na vã luta por uma vaga na Libertadores. O sucesso foi tamanho que a fornecedora nem sequer lançou uma camisa 3 diferente em 2008. Porém, o uso excessivo deste uniforme, que foi ressuscitado alguns anos depois, fez grande parte da torcida pegar bronca dela. Mesmo assim, seu aspecto chamativo ainda se faz notar especialmente quando as câmeras de TV filmam a torcida em jogos noturnos.

3. A azul

No começo, tudo azul

No começo, tudo azul

A camisa que, dizem, homenageava a Itália e que, sussurram, homenageava a então patrocinadora Samsung, foi a que pegou o momento mais esperançoso do Palmeiras nos últimos anos. Lançada em 2009, quando o Verdão vinha em grande fase, liderando o Brasileirão, ela teve logo de cara uma missão difícil.

Em 22 de agosto, o neo-Azulão pisou no Palestra para enfrentar o Inter, com quem brigávamos pela ponta da tabela. Empurrado pela torcida que lotou o estádio naquele sábado, Obina abriu o placar no fim da primeira etapa, Ortigoza ampliou logo após o intervalo e, no fim, o susto com o gol colorado. Dois a um: uma estreia auspiciosa em um campeonato que terminou de maneira tão amarga.

4. A de rugby

Só faltou a bola oval

Só faltou a bola oval

Na falta de cores irreverentes, em 2010 a Adidas resolveu fazer um modelo verde mesmo, mas inspirado em outro esporte – o rugby, aquele que Lincoln, o rei do passe pra trás, representava tão bem.

A quarta versão da camisa 3 do time teve o mesmo resultado positivo quando inaugurada: na noite de 30 de outubro, em partida pelo Brasileirão no qual o Verdão já não lutava por nada, uma vitória por 3 a 2 sobre o Goiás em Barueri – gols de Tinga (!), Márcio Araújo (!!) e Dinei (!!!).

5. A inspirada em 1993

Evocando bons tempos

Evocando bons tempos

Quando as coisas não vão como se espera, o palmeirense recorre à lembrança de tempos de domínio. Foi o que aconteceu em 2011, quando a inspiração para o terceiro modelo veio da inesquecível conquista que então chegava à maioridade. É certo que não havia Evaíres, Edmundos e Sampaios a envergá-las, mas mesmo assim era bater o olho e se lembrar de glórias.

Pena que logo o primeiro jogo já mostrou que a inspiração era triunfal, mas o presente nem tanto: no jogo de volta da primeira fase da Sul-Americana, em 25 de agosto, o Verdão até conseguiu uma boa vitória contra o Vasco, com gols de Luan, Kléber e Marcos Assunção. Porém o famoso pombo sem asa de Jumar deu ao cruzmaltino a vaga pelo critério do gol fora.

6. A do escudo dourado

Sem jogadores, que 2012 é pra ignorar

Sem jogadores, que 2012 é pra ignorar

Tenho mais ou menos 100 camisas de diversos times (minha preferência, aos fãs do blog que queiram me presentear, é pelos times do interior paulista). Ou seja, gosto do assunto, e portanto me dou ao direito de palpitar: dourado não dá.

Mas foi o que a Adidas colocou no escudo do Verdão no último modelo, em 2012, que foi alvo de extensa campanha de marketing, com direito a torcedores vendo o modelo antes do lançamento dentro de uma van por apenas alguns segundos. No fim, sua estreia foi condizente com o pífio Brasileirão do Alviverde: em pleno Pacaembu, no dia 25 de agosto (outra vez, por coincidência, exatamente um ano após a inauguração do modelo anterior), o time foi derrotado pelo freguês Santos, em dia que o palmeirense que mais brilhou foi mesmo Neymar, que no segundo tempo virou a partida que até então estava 1 a 0, gol de Correa.

Qual a mais bonita?

Minha opinião ficou evidente, eu sei: das seis, minha favorita é a limão. Mas não sou dono da verdade, por isso deixo aos leitores o veredito definitivo. Vote na enquete aí do lado e eleja a camisa três mais descolada, supimpa, bonitona, fashion e chuchu beleza dos últimos anos.

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SEP x sctn

Faltando apenas 1 ponto para garantir o acesso, o Palmeiras volta ao Pacaembu, de camisa nova, e recebe o desesperado São Caetano.

Horário e local: sábado (26/10), as 16:20, no Pacaembu (Globo/PPV).

Árbitro: será o experiente Wilson Luiz Seneme (SP), cujo histórico registra 30 partidas, com 11V/7E/12D. Seu histórico dos últimos 3 anos não é nada animador, apesar do equilíbrio no histórico geral:

2012 – 0x3 Portuguesa (BR, f) / 3×3 São Paulo (P, c)

2011 – 0x0 Corinthians (BR, f)

2010 – 1×1 Botafogo-RP (P, f) / 0x1 Corinthians (P, f)

Situação na tabela: o Palmeiras lidera com 68 pontos. O São Caetano tem 30 pontos, na vice-lanterna.

Desfalques/Reforços: Mendieta operou o joelho e só volta em 2014. Vilson e Tiago Alves, lesionados, e Leandro, suspenso, também ficam de fora. Valdivia treinou normalmente e está liberado. Outro que volta é Juninho, após cumprir suspensão.

Pendurados: Leandro, Eguren e Kardec. Próxima partida:  Paraná (fora).

Bola verde IPE: Valdivia segue na liderança, com média 7,75.

Previsão IPE: Prass; Luís Felipe, Henrique, André Luiz e Juninho; Araújo, Wesley e Valdivia; Ananias, Vinícius e Kardec.

Destaques/São Caetano: o atacante Danielzinho e o meia Danilo Bueno, lesionados, e o volante Leandro Carvalho, suspenso, ficam de fora. O também volante Moradei se recupera de lesão e é dúvida. Em compensação, outro volante, Anselmo, está de volta após cumprir suspensão. O técnico Pintado deverá ir a campo com Rafael Santos; Samuel Xavier, Gabriel, Luiz Eduardo e Fernandinho; Fabinho, Anselmo, Dudu e Éder; Geovane e Marcelo Soares.

Ex-palmeirenses no São Caetano: o volante Anselmo e os meias Pedro Carmona e Rivaldo.

Olho nele: Jael “o cruel” é o artilheiro do azulão no certame com 11 gols marcados, e curiosamente é reserva da equipe.

Palpite IPE: 3×1, de virada, gols de Kardec (2) e Valdivia.

Último confronto: foi pelo turno da série B – 2×1 – gols de Henrique e Kardec para o Palmeiras, e Geovane para o S.Caetano.

Última vitória como mandante: foi pelo Paulista 2008 – 3×1 – gols de Pierre, Valdivia e Alex Mineiro para o Palmeiras, e Douglas para o S.Caetano.

Última derrota como mandante: foi o chocolate que encerrou a nada saudosa passagem de Muricy Ramalho pelo clube  – 1×4 – gols de Diego Souza para o Palmeiras, e Eduardo (2), Luciano Mandi e Marcelo Batatais para o S.Caetano.

Histórico: o primeiro confronto da história entre as equipes foi um amistoso diputado em 1991 e que terminou com vitória verde – 4×0 – gols de Andrei, César, Edu Marangon e Márcio.

GERAL SÉRIE B
J V E D GP GC J V E D GP GC
28 14 6 8 48 35 1 1 0 0 2 1

O IPE se lembra: em 2006 o Palmeiras também estreou uniforme diferente contra o São Caetano e venceu – 3×1 – gols de Daniel, Paulo Baier e Edmundo.

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Basta o empate!

Sábado voltamos a brigar pela taça que realmente vale

Sábado voltamos a brigar pela taça que realmente vale

A proximidade do acesso deixa algumas pessoas extremamente ansiosas. Apesar de enfrentarmos no sábado um time cada vez mais freguês (dos últimos nove jogos, perdemos somente um para o Azulão, aquele que derrubou Muricy em 2010), fomos consultados sobre o que acontece em caso de empate – vale lembrar que realmente este foi o resultado em nossa última partida no Pacaembu, contra um também frágil América-RN.

O cenário está todo montado para que a estreia da camisa amarela não dê chabu: os resultados de ontem à noite (tropeços de Figueirense e Paraná) foram ótimos e, agora, o Verdão nem precisa sair com a vitória. É isso mesmo: empate dá o acesso.

Como chegamos a essa conclusão? Fizemos a simulação da seguinte forma: a partir deste site, deixamos os resultados da 32ª rodada em branco, com exceção do jogo do Palmeiras, no qual marcamos empate. Com 69 pontos, apenas Chapecoense, Avaí, Sport e Paraná poderiam nos alcançar, então em todos os jogos das rodadas seguintes lhes concedemos os três pontos. Deixamos apenas a partida entre Sport x Paraná em branco, para poder considerar qualquer resultado neste confronto.

Resultado: com a 32ª rodada e Sport x Paraná em aberto, temos a Chapecoense e o Avaí nos ultrapassando, mas nossos 69 pontos ainda nos colocam à frente dos pernambucanos (65 pontos em 36 partidas) e paranaenses (63 em 46). Mesmo que ambos vençam neste fim de semana, ambos ficariam atrás do Verdão e, como se enfrentam, somente um deles poderia nos passar.

E se perdermos? Bom, em primeiro lugar, haja zica. Em segundo, fica difícil de comemorar o acesso já no sábado, mas não é impossível: neste caso, teremos que secar América-MG, Icasa, Sport e Paraná. Se apenas um dos quatro vencer, fim de papo. Mas, como o Coelho só joga às 21h, a comemoração (se é que após uma derrota em jogo cercado de tanta expectativa se pode comemorar) só poderá ocorrer no Pacaembu caso todos os outros três deixem de vencer.

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Og Moreira 01

Toscaninho, o maestro verde

O Palestra Itália tinha apenas três anos de vida – e nenhum título de “expressão” – quando Og Moreira veio ao mundo, aos 22 de Setembro de 1917, em Nova Friburgo (RJ).

Volante de excelente trato com a bola, deu os primeiros passos no futebol em 1933, aos 16 anos, no antigo Fluminense Atlético Clube (atual Friburguense).

Não demorou muito para o garoto chamar a atenção e em 1935, após ser convocado para seleção carioca, Og se transferiu para o América.

Em seu primeiro ano de América, sagrou-se campeão carioca, atuando em 15 partidas e marcando um gol. Permaneceu no América até 1940, quando já era considerado um dos maiores jogadores do país.

No final de 1940 partiu para a Argentina, como novo reforço do Racing. A aventura em terras portenhas não durou muito, e pouco mais de um ano após deixar o América, Og voltava ao Rio de Janeiro para defender as cores do Fluminense.

Logo na chegada ao clube carioca, sagrou-se campeão estadual, mas foi titular em apenas quatro partidas durante todo o campeonato. Assim como no Racing, insatisfeito diante da dificuldade em se firmar como titular, acabou se transferindo para o Palestra Itália em 1942.

Novo clube, novo título. E certamente o mais memorável deles!

O Palestra Itália se sagraria Campeão Paulista de 1942 em cima do SPFC, na partida que ficou famosa após o escrete do “co-irmão” fugir de campo. O lance que gerou a revolta sãopaulina foi justamente a marcação de um penalti em cima de Og, que recebeu um violento carrinho do zagueiro Virgílio, quando o jogo já apontava 3×1 para o Palestra Itália / Palmeiras.

Arrancada Heróica

Arrancada Heróica

Og foi o primeiro atleta negro a jogar pelo Palestra Itália e permaneceu no clube até 1949, quando teve seu contrato rescindido após desentendimentos com o treinador Osvaldo Brandão. Pelo Palestra Itália / Palmeiras, disputou 198 partidas e marcou 27 gols. Conquistou pelo clube, além do Paulistão 1942, também os estaduais de 1944 e 1947 e a Taça Cidade de São Paulo de 1945 e 1946.

Por toda sua qualidade técnica e a forma como conduzia as ações do meio de campo, foi apelidado de Toscaninho, em homenagem ao maestro italiano Arturo Toscanini. Ele ainda jogaria no Nacional e no Juventus antes de pendurar as chuteiras, em 1951.

Og Moreira completaria hoje 96 anos. O IPE agradece ao Maestro por enriquecer ainda mais nossa história quase centenária.

Og Moreira 02

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 x 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu (SP)
Data/Horário: 20/09/1942
Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues
Público/renda: 45.913
Cartão vermelho: Virgílio (SPFC)

GOLS: Cláudio, Del Nero e Etchevarrieta (Palmeiras) / Waldemar de Brito (SPFC)

PALMEIRAS: Oberdan, Junqueira, Begliomini, Zezé Procópio, Og Moreira, Del Nero, Cláudio, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima e Etchevarrieta. Técnico: Armando Del Debbio.

SÃO PAULO: Doutor, Piolim, Virgílio, Silva, Lola, Noronha, Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal. Técnico: Conrado Ross.

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