Feeds:
Posts
Comentários

Archive for novembro \30\UTC 2013

Mais um dele...

Mais um dele…

Assim como em todas as partidas em que precisou recorrer a equipe reserva nesta série B, mais uma vez o Palmeiras não conseguiu se impor e saiu de campo derrotado.

Foram 90 minutos de futebol leve. Palmeiras e Chapecoense jogavam soltos, sem abusar da violência, porém com seriedade. O Palmeiras iniciou a partida tentando chutes de fora da área, enquanto que a Chapecoense apostava suas fichas nas jogadas pelas laterais.

Sentindo falta dos principais titulares, a equipe mantinha a posse de bola mas não conseguia chegar com perigo. A primeira (e única) grande chance do primeiro tempo foi em jogada de Felipe Menzes que Kardec finalizou mal, em cima do goleiro Nilvado.

Quando parecia que o placar não sairia do zero na primeira etapa, Juninho resolveu dar uma mãozinha para a Chapecoense. Aliás, uma não, três. O lateral “colocou” a mão na bola por três vezes. Na terceira, não teve jeito: bola na cal. Bruno Rangel bateu e abriu o placar, aos 44 minutos.

No segundo tempo, com Bruno Oliveira no lugar de Wendel, o Palmeiras foi para cima e a Chapecoense ficou somente esperando para os contra-ataques, mas faltava qualidade na construção das jogadas ofensivas de ambos os lados.

A primeira tentativa de Gilson Kleina para buscar o empate veio quando Eguren se lesionou. Ananias entrou em seu lugar, mas apesar de aumentar a presença ofensiva da equipe, faltava inspiração. Kleina ainda tentou Ronny no lugar de Charles, e a partir daí ao menos houve alguém em campo para tentar alguns chutes de média distância. No fim das contas, não fossem as mãos de Juninho, e o jogo teria terminado igual ao do primeiro turno.

O Palmeiras 2013 entra de férias, e o IPE torce muito para que a dupla Nobre-Brunoro faça um bom trabalho nas negociações de reforços para 2014. O segredo está no elenco, e não em ter um ou dois jogadores diferenciados acompanhados de um bando de bagres.

NOTAS

– Fábio: tranquilo, não teve muito trabalho durante a partida. Sem culpa no gol – 6,5

– Wendel: partida no nível de sempre – 5

– Tiago Alves: uma quase-pixotada no segundo tempo mas nada que tenha comprmetido – 6

– Thiago Martins: considerando que é bastante jovem e fazia sua estreia em uma equipe profissional, foi em – 6,5

– Juninho: sem comentários – 3

– Eguren: algumas boas subidas ao ataque e boa participação defensiva – 7

– Renatinho: partida ruim, mas ainda precisa de mais chances para uma avaliação definitiva – 4,5

– Charles: tentou algumas boas tabelas no campo de ataque – 6,5

– Felipe Menezes: fez um bom primeiro tempo, mas sumiu no segundo – 7

– Serginho: abusou dos chutes tortos – 5

– Kardec: perdeu a chance do jogo, ainda no primeiro tempo – 6

– Bruno Oliveira: deu azar que Eguren se lesionou pois Kleina mandou a defesa jogar em linha e ele ficou preso à marcação – 6

– Ananias: não pára em pé – 5

– Ronny: ao menos tentou algumas jogadas em velocidade e chutes de média distância – 6,5

FICHA TÉCNICA

CHAPECOENSE 1 X 0 PALMEIRAS

Local: Arena Condá, Chapecó (SC)
Data e hora: 30/11/2013, às 16h20 (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner Magalhães (RJ)
Auxiliares: Edilson Pereira (TO) e Marco Antônio Moreira (GO)
Público e renda: 9.251 pagantes / R$ 123.100,00
Cartões amarelos: Athos, Rafael Lima, Glaydson, Fabinho Gaúcho, Wanderson e Neném (CHA); Wendel e Juninho (PAL);

GOLS: Bruno Rangel, aos 44’1ºT (1-0);

CHAPECOENSE: Nivaldo, Alemão (Glaydson, 22’1ºT), Rafael Lima, Dão e Wanderson; Fabinho, Paulinho Dias, Diego Felipe e Athos (Danilinho, 10’2ºT); Potita (Neném, 34’2ºT) e Bruno Rangel. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

PALMEIRAS: Fábio, Wendel (Bruno Oliveira, Intervalo), Tiago Alves, Thiago Martins e Juninho; Eguren (Ananias, 6’2ºT), Renatinho, Charles (Ronny, 26’2ºT) e Felipe Menezes; Serginho e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

Read Full Post »

CHAxSEP

Em ritmo de férias, o Palmeiras vai a campo para seu último compromisso no ano e, esperamo, sua última partida da história na série B.

Horário e local: sábado (30/11), as 16:20, na Arena Condá (Band/PPV).

Árbitro: será Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), cujo histórico registra 2 vitórias:

2013 – 2×1 Avaí (B,f)

2011 – 1×0 Ceará (BR,c)

Situação na tabela: o campeão tem 79 pontos e o vice tem 69.

Desfalques/Reforços: Wesley, Prass, Valdivia, Marcelo Oliveira, André Luiz, Vilson, Henrique, Mendieta, Márcio Araújo e Vinícius, lesionados, ficam de fora. Leandro antecipou suas próprias férias ao tomar um cartão amarelo por reclamação aos 45 minutos do segundo tempo contra o Ceará. Luís Felipe não joga mais pelo clube.

Pendurados: Wendel, Marcelo Oliveira e André Luiz. Próxima partida:  só em 2014.

Bola verde IPE: Prass segue na liderança, com média 7,71.

Previsão IPE: Fábio; Wendel, Tiago Alves, Thiago Martins e Juninho; Eguren, Renatinho, Charles e Felipe Menezes; Serginho e Kardec.

Destaques/Chapecoense: também de férias, mas encarando a partida como uma prévia da série A, a Chape deve ir a campo com Danilo; Alemão, Dão, Rafael Lima e Tiago Saletti; Wanderson, Paulinho Dias, Diego Felipe e Danilinho; Soares e Bruno Rangel.

Ex-palmeirenses na Chapecoense: nenhum.

Olho nele: Bruno Rangel, artilheiro isolado da série B, com 30 gols marcados.

Palpite IPE: 4×3, gols de Araújo, André Luiz, Caio e Wendel para o Palmeiras, e Bruno Rangel fazendo hat-trick pela Chape.

Histórico: apenas uma partida na história entre as equipes – 0x0 – no primeiro turno, em SP.

Curiosidade: a Chapecoense é o quarto adversário na história do Palmeiras vindo do interior do estado de Santa Catarina. Os outros três foram Joinville (6J /4V / 1E / 1D / 9GP / 3GC) , Criciúma (10J / 5V / 2E / 3D / 12GP / 9GC), e Atlético Operário (1J / 1V / 2GP / 0GC).

Read Full Post »

2014: 2004 de novo?

Nen foi o melhor reforço de 2004

Nen foi o melhor reforço de 2004

Encerrada, com final não tão feliz, a novela Gilson Kleina, é hora de o Palmeiras finalmente correr atrás dos reforços. Quer dizer, na verdade a hora já era desde que o acesso ficou evidente, ou ao menos a partir do jogo contra o São Caetano, mas não adianta chorar o leite derramado.

Diversos nomes tem sido ventilados; alguns de peso, como Alex, Diego ou mesmo o lateral Jonathan. Outros – a maioria – são de gente que, digamos, ainda quer provar seu valor. Gente como Lins, que não vingou no Grêmio mas faz ótimo Brasileiro pelo Criciúma (e que, ao que tudo indica, está acertado); Uendel, lateral da Ponte, ou Lucas Lima, meia do Inter emprestado ao Sport.

Em resumo, nomes que não encantam de saída. Mas, se o passado se repete, são estes que virão para o ano que vem.

Dizemos isso baseado no que ocorreu dez anos atrás. Sim, existem grandes diferenças entre o acesso de 2003 e o desta temporada, sendo duas em especial relevantes:

  1. A motivação do centenário
  2. A presença de um presidente diferente do daquela época (ainda que Paulo Nobre não esteja agradando a este redator, concedo que ele terá agora finalmente a oportunidade de não pegar apenas a sobra do mercado como no resto do ano)

Mas, dizíamos, a história pode se repetir. Afinal, mostramos que assim foi na passagem de 2012 para 2013, quando ainda éramos capitaneados por Nanica, Maçã, Prata e companhia: após as duas quedas, o time demorou para dispensar, e mais ainda para contratar.

Se a sina continuar, temos que ver o que aconteceu em 2004 para entender o futuro. E ambas as situações começam com uma semelhança: a manutenção do treinador, ainda que sem novela em 2003: não havia questionamento em relação à manutenção de Jair Picerni (que quase saiu por conta própria, pois havia recebido bela oferta do Japão).

E os reforços, pombas?

Bom, aí é que o calo aperta. Listamos todos os jogadores que estrearam em 2004 pelo Verdão, e nota-se claramente que houve apenas dois tipos de debutantes: jogadores da base e atletas e busca de um lugar ao sol. A solitária exceção à regra foi Renaldo, atacante que já havia sido artilheiro do Brasileiro e destaque no La Coruña – e que no Palmeiras foi, para sermos bondosos, discreto.

Vale dizer que a aposta na base era à epoca compreensível: foi com a molecada que o Verdão ganhou uma injeção de ânimo em 2003. Diego Souza, Edmílson, Alceu e sobretudo Vágner Love empolgavam a torcida, que no entanto veria apenas um dos moleques vingar – Diego Cavalieri.

Já os reforços trazidos de fora foram principalmente para o ataque, o que se entende: este foi o primeiro setor desmantelado por Mustafá em 2004. Edmílson se despediu ainda em janeiro, Vágner Love em junho. E avantes vieram aos borbotões, mas apenas um teve desempenho realmente digno: Osmar, que fez gols decisivos em suas primeiras quatro partidas (e na estreia foram dois). Mesmo ele, contudo, não teria cadeira cativa no onze titular nos anos seguintes. Isto, um e apenas um jogador da turma daquela temporada conseguiu. Foi o zagueiro Nen, que chegou ostentando um feito nada abonador: fora rebaixado com o Gama para a terceira divisão no ano anterior.

Ou seja, o conceito adotado naquele ano remete diretamente à entrevista de Nobre e Kleina após a renovação do técnico: foram trazidos apenas “reforços pontuais”, mantendo-se a base. Em 2004 até que funcionou: o time chegou à Libertadores, e só não pôde alçar voos mais altos porque o então presidente vendeu a galinha dos ovos de ouro que vestia a nove. Para o ano que vem, no entanto, dificilmente essa, hmmm, estratégia vingará. O elenco tem deficiências claras, e não basta trazer gente para completar elenco e disputar posição.

Confira na tabela a seguir a relação em ordem alfabética dos craques daquele ano e conclua conosco: 2004 de novo, não!

2004 não

Read Full Post »

Gol se comemora assim...

Gol se comemora assim.

No jogo da taça, só deu Palmeiras. Jogando solto, sem pressão, mas com seriedade, a equipe de Gilson Kleina, mesmo saindo atrás no placar, dominou as ações da partida e venceu com tranquilidade.

No primeiro tempo, o Ceará bem que tentou. Prass fez duas boas defesas, enquanto o Palmeiras perdia chances na frente. Na mas clara delas, Serginho saiu na cara do gol e concluiu mal, facilitando a defesa de Fernando Henrique. No lance seguinte, o castigo. Magno Alves deixou André Luiz sentado e abriu o placar.

A alegria cearense não durou muito. Minutos depois Eguren subiu mais do que todo mundo e marcou de cabeça – 1×1 – e fim de papo na primeira etapa.

No segundo tempo, Charles, que entrara no lugar de Serginho, apareceu no ataque e completou de cabeça cruzamento de Felipe Menezes, virando a partida. O Ceará ainda tentava entender o que havia acontecido quando Alan Kardec dominou bola com extrema categoria, balançou na frente do zagueiro e sofreu penalti. O próprio Kardec cobrou para ampliar o placar.

A essa altura, o Ceará, que chegara a vislumbrar G4 com a confirmação da derrota do Icasa, se via não só fora dele como também ultrapassado pelo Figueirense. Perdido em campo, o gol derradeiro veio com  Leandro, em mais um golaço.

Na última rodada, o Palmeiras vai até a Arena Condá e enfrenta a vice-campeã Chapecoense.

NOTAS

– Prass: mais um partidaço com pelo menos 3 grandes defesas – 9

– Wendel: bastante vigor físico, disposição, raça, caráter, que esbarram em sua limitação técnica aguda – 7

– André Luiz: assistiu sentado ao gol adversário – 6

– Henrique: partida tranquila, sem subidas desvairadas ao ataque – 8

– Juninho: resolveu engatar uma sequência de boas partidas somente quando a fatura no campeonato estava liquidada. Belo passe para o quarto gol – 8

– Eguren: hoje apareceu mais na parte ofensiva e foi bem, com direito a gol – 8,5

– Araújo: incansável na cobertura e desarmes, boa partida – 7,5

– Felipe Menezes: boa movimentação e armou boas jogadas, com direito a assistência – 8

– Serginho: não pode perder um gol daquele – 6

– Leandro: vida deatacante é assim mesmo… vai fazendo partida apagada até que surge aquela chance e o cara mete um golaço – 8

– Alan Kardec: busca jogo, faz pivô, dipsuta as bolas estouradas da defesa… e marca gols – 9

– Charles: entrou e fez o que se esperava do Serginho – 7,5

– Bruno Oliveira: não pegou na bola, fica sem nota.

– Valdivia: entrou para fazer graça – 5

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 4 X 1 CEARÁ

Local: Morenão, Campo Grande (MS)
Data-Hora: 23/11/2013 – 17h20 (de Brasília)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Vanessa de Abreu Amaral (MS)
Público/renda: R$ R$ 444.725,00/7.121
Cartões amarelos: (PAL); Thiago Humberto, Ricardinho, Vicente (CEA)
Cartão vermelho: Nenhum

GOLS: Magno Alves, 19’/1ºT (0-1); Eguren, 30’/1ºT (1-1); Charles, 14’/2ºT (2-1); Alan Kardec, 18’/2ºT (3-1); Leandro, 34’/2ºT (4-1)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel (Bruno Oliveira – 32’/2ºT), André Luiz, Henrique e Juninho; Eguren, Márcio Araújo e Felipe Menezes (Valdivia – 39’/2ºT); Serginho (Charles – intervalo), Leandro e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

CEARÁ: Fernando Henrique; Marcos (Léo Gamalho – 23’/2ºT), Gustavo Henrique, Ricardo Silva e Vicente; João Marcos, Ricardinho, Lulinha (Diego Ivo – 37’/2ºT) e Thiago Humberto (Diogo Orlando – 12’/2ºT); Motta e Magno Alves. Técnico: Sérgio Soares.

Read Full Post »

SEPxCEA

Cumprindo tabela e longe de casa, o Palmeiras recebe as faixas e o caneco diante de uma equipe que ainda luta pelo acesso.

Horário e local: sábado (23/11), as 17:20, no Morenão, em Campo Grande-MS (PPV)

Árbitro: será Márcio Chagas da Silva (RS), cujo péssimo histórico registra 8 partidas, com 2V/1E/5D:

2012 – 1×2 Atl-GO (BR,c) / 0x1 Fluminense (BR,f) / 0x1 Atl-MG (BR, c)

2011 – 0x1 Vasco (BR, f) / 1×0 Botafogo (BR, c) / 5×1 Comercial-PI (CB, c)

2010 – 0x2 Atl-MG (BR, c) / 1×1 Fluminense (BR, f)

Situação na tabela: o Campeão tem 76 pontos, enquanto o Ceará é o primeiro fora do G4, com 59 pontos.

Desfalques/Reforços: Vilson, Wesley e Vinícius seguem em tratamento de lesões e ficam de fora. Valdivia, de volta da seleção, sente dores e deve ficar no banco. Henrique, liberado após suspensão, retorna à equipe. Léo Gago voltou a treinar com bola, mas ficou de fora dos relacionados.

Pendurados: Wendel, Marcelo Oliveira, André Luiz, Leandro e Luís Felipe. Próxima partida:  Chapecoense (fora).

Bola verde IPE: Prass é o líder, com média 7,66.

Previsão IPE: Prass; Wendel, Henrique, André Luiz e Juninho; Eguren, Araújo e F.Menezes; Serginho, Leandro e Kardec.

Destaques/Ceará: o meia Rogerinho, suspenso, fica de fora. Em compensação, retornam de suspensão o goleiro Fernando Henrique, o zagueiro Potiguar e o volante Ricardinho. A provável escalação do Vovô deverá ter Fernando Henrique; Marcos, Gustavo, Potiguar e Vicente; João Marcos, Ricardinho, Thiago Humberto e Lulinha; Mota e Magno Alves.

Ex-palmeirenses no Ceará: nenhum.

Olho nele: o veterano atacante Magno Alves é um dos artilheiros do país em 2013.

Palpite IPE: jogo das faixas contra adversário que precisa de resultado – 1×1 – gol de Kardec.

Último confronto: foi pelo turno – 2×2 – gols de Leandro e Kardec para o Palmeiras, e Marcos e Magno Alves para o Ceará.

Última vitória como mandante: foi pelo BR2011 – 1×0 – gol contra de Tiago Mathias.

Última derrota como mandante: o Palmeiras jamais perdeu para o Ceará como mandante.

Histórico: o primeiro confronto da história entre as equipes foi válido pelo “Quandrangular de Fortaleza” (1938) e terminou com goleada palestrina – 5×1 – gols de Luisinho, Barrilote (2), Feitiço e Imparato III.

GERAL SÉRIE B
J V E D GP GC J V E D GP GC
22 12 8 2 50 15 2 0 2 0 3 3

O IPE se lembra: pela CB98, um chocolate – 6×0 – gols de Alex, Zinho (2), Paulo Nunes (2) e Cris.

Read Full Post »

Voltamos.

Voltamos.

Missão cumprida. Com tranquilidade, o Palmeiras não tomou conhecimento do adversário e garantiu o título da série B. Esperamos, pela última vez.

O jogo começou bastante movimentado e pegado. O Palmeiras assustou logo no início, com Alan Kardec, em cobrança de falta que explodiu no travessão. O Boa, abusando da força e reclamando muito, também ameaçou em alguns lances, mas Prass estava em tarde iluminada.

O primeiro gol veio em uma jogada improvável. Wendel roubou bola em cochilo do defensor mineiro e tocou para Felipe Menezes. O meia bateu rasteiro para abrir o placar do jogo, aos 28 minutos. Depois do gol, a partida esfriou e o primeiro tempo não teve maiores emoções.

No segundo tempo, o jogo melhorou. O Palmeiras, com Charles no lugar de Wendel, dominou o meio campo e logo aos 10 minutos ampliou o placar. Charles fez a jogada pelo meio e achou Leandro livre na esquerda. O camisa 38 teve frieza, driblou o goleiro adversário com o corpo e completou para o gol vazio. Um belo gol.

O Boa, já entregue na partida, ainda viu o Palmeiras liquidar a fatura aos 31, com Juninho, desta vez com passe de Eguren.

O Palmeiras agora vai até Campo Grande para o jogo das faixas e terá pela frente o Ceará, que ainda briga pelo acesso a série A.

NOTAS

– Prass: bela partida, com pelo menos 3 defesas difíceis – 9

– Wendel: estava ligado no lance do primeiro gol – 7

– André Luiz: pensando em série A, pode no máximo ser segundo reserva – 7

– M.Oliveira: mais uma boa partida como zagueiro – 8

– Juninho: partida tranquila coroada com mais um gol – 8

– Eguren: melhorou em relação a última partida, com direito a assistência – 8

– Araújo: o mesmo vigor de sempre na marcação e sem compremeter nos passes – 7,5

– Felipe Menezes: ia mal até fazer o gol, depois melhorou – 8

– Serginho: muita movimentação e velocidade – 7,5

– Leandro: humilhou o goleiro do Boa – 8,5

– Kardec: poucas chances na frente, mas buscou jogo a todo momento – 8

– Charles: boa movimentação e passe pra gol – 8

– Fernandinho: mal pegou na bola, fica sem nota.

– Rondinelly: não pegou na bola, também fica sem nota.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 0 BOA

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 16/11/2013, às 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Assistentes: Edina Alves Batista (PR) e Luiz Santos Renesto (PR)
Renda e público: 17.163 pagantes / R$ 611.560, 00
Cartões amarelos: Betinho, Marcelinho Paraíba, Vinícius, Ciro Sena, Moisés (BOA); Wendel, Alan Kardec, Charles (PAL)
Gols: Felipe Menezes, aos 28’/1ºT (1-0); Leandro, aos 10’/2ºT (2-0); Juninho, aos 31’/2ºT (3-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel (Charles – intervalo), André Luiz, Marcelo Oliveira e Juninho (Rondinelly – 44’/2ºT); Eguren, Márcio Araújo e Felipe Menezes; Serginho, Leandro e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

BOA: Douglas; Rafinha (Moisés – 31’/2ºT), Ciro Sena, Thiago Carvalho e Crystian (Luiz Paulo – intervalo); Rodrigo Souza, Betinho, Vinícius Hess e Marcelinho Paraíba; Petros e Fernando Karanga. Técnico: Nedo Xavier.

Read Full Post »

XV, C

XVEste feriado da República será comemorado duplamente na agradável Piracicaba: a sexta-feira marca o centenário do Esporte Clube XV de Novembro local, talvez o time mais identificado com o interior paulista (Ponte e Guarani são de uma cidade que, pelo tamanho deles próprios e de Campinas, são menos vistos como típicos clubes interioranos).

Fundado em 1913 como união de dois clubes piracicabanos, o 12 de Outubro e o Vergueirense, o XV demorou a debutar na elite paulista, pois na primeira metade do século XX o acesso ao Estadual era raríssimo para equipes de fora da capital, ABC e Santos: apenas o Hydecroft, de Jundiaí e a dupla campineira disputaram o torneio, e ainda assim poucas vezes.

A chance de ouro para os times caipiras surgiu em 1947: foi a criação da Segunda Divisão. Mas, no ano inaugural, o título que o alvinegro conseguiu ainda não lhe dava o direito a vaga entre os gigantes, e o XV foi obrigado a remar tudo de novo no ano seguinte. Sem problemas: em um torneio com nomes fortes como Botafogo, Guarani, Ponte e Inter de Limeira, o Nhô Quim sagrou-se campeão ao bater o Linense na decisão por 5 a 1. Piracicaba estava no panteão do futebol paulista.

Em seu primeiro ano na elite, o XV não fez feio. Ganhou 9, perdeu 9 e empatou cinco, terminando em oitavo entre 12 times. Conseguiu até mesmo bater o campeão São Paulo por 2 a 0 (e o Nacional por 10 a 1). De quebra, venceu o torneio início.

nhoquimcampeao

Nhô Quim comemora (fotoeahistoria.blogspot.com.br)

O clube permaneceu intacto na primeira divisão até 1965, quando caiu pela primeira vez; dali para a frente oscilaria períodos nas duas divisões (entre 2001 e 2005, jogou a A3). Esse vai e vem acabou dando ao XV um recorde curioso: é o time com mais conquistas da segunda divisão: cinco. Taças estas que se somam ao título nacional que Piracicaba ostenta: a série C de 1995, vencida em decisão contra o Volta Redonda (RJ).

Mas este texto ficaria incompleto sem citar a maior campanha da história quinzista: a do Paulista de 1976, em que o XV só não superou o Palmeiras do fim da Academia. O vice-campeonato foi um resultado excelente para o time zebrado, que só se vergou no confronto direto da penúltima rodada, na partida que registra o recorde de público do velho Palestra Itália, com mais de 40 mil expectadores. Foi, sem sombra de dúvida, o mais famoso e importante na história dos 89 confrontos entre as duas equipes, com 57 vitórias verdes, 9 alvinegras e 23 empates, que se iniciou ainda em 1922, em amistoso no estádio da Rua do Conselho de Piracicaba que terminou 1×0 para o Palestra.

O esquadrão vice de 1976 (Crédito: Terceiro Tempo)

O esquadrão vice de 1976 (Crédito: Terceiro Tempo)

E, claro, o texto ficaria ainda mais incompleto sem mencionarmos o hino popular do XV, uma ode ao interior deste país. Não conhece ainda? Confira!

Nossos parabéns ao XV e a todos os piracicabanos neste dia de festa no Barão de Serra Negra!

*

Este é o último centenário que homenagearemos em 2013; antes, falamos do Juventude. Infelizmente, devido aos afazeres diários da equipe do blog, acabamos não falando de clubes relevantes como o São Bento (14/9), Inter de Limeira (5/10), Rio Branco (4/8) e Nacional-AM (13/1), o que nos doeu porque, apesar de palmeirenses doentes, damos muito valor às equipes que construíram a história de nosso futebol.

Mas em 2014 tem mais. Além, claro, da nossa própria festa, tem Santa Cruz, Ceará, Jabaquara, Paysandu, Taubaté…

Read Full Post »

Older Posts »