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Archive for dezembro \30\UTC 2013

A principal imagem do ano

A principal imagem do ano

Se em 2012 o palmeirense viveu o céu e o inferno, 2013 foi o ano do purgatório. Voltamos à disputa da “obsessão”, defendíamos o escudo da Copa do Brasil e poderíamos beliscar um esvaziado Paulistão, mas a meta mesmo era uma só, e a mais fácil de todas: novamente expiar os pecados na série B, com não menos do que o indesejado título. E, se era isso, a missão do ano foi cumprida. As grandes expectativas se concentram agora em 2014, ano no qual na prática o Palmeiras já entrou há meses, desde que caiu contra o Atlético-PR.

Enquanto aguardamos os reforços e sonhamos com um centenário digno (leia-se “com taça”), revivamos o ano que passou e as histórias que este blog trouxe durante estes longos doze meses. O foco é dentro de campo, embora reconheçamos que há fatos importantíssimos que ocorreram fora dele, como o imbroglio com a WTorre e, não menos relevante, a chocante morte de um operário da Arena.

O 38°

O 38°

Janeiro começou em compasso de espera pelas eleições presidenciais. Antes dela, porém, falamos sobre a Assembleia Geral, que definiu o voto direto dos associados a partir do próximo pleito. Pleito este que decidirá o sucessor de Paulo Nobre, ungido o 38° presidente da história alviverde na noite de 21 de janeiro. Dia em que também lançamos uma longa série para homenagear os 20 anos da conquista do Paulistão de 1993.

Em campo, poucas novidades de nossa parte: a chocha estreia no ano foi num empate por 0 a 0 com o Bragantino, na qual apenas Fernando Prass e Ayrton debutaram. Ficou nítido que novidade mesmo só do outro lado do campo: enfrentaríamos alguns adversários inéditos no ano (e, no fim, perderíamos para todos…). Tirone não quis tomar grandes decisões (que novidade!) antes de passar o bastão, o que talvez tenha sido bom dados os passos mais que errados que dera antes – basta ver que seu último ato foi acertar salários de 500 mil reais com Riquelme. No fim, o principal motivo de espera pelo Paulistão não foi o time, e sim o concurso lançado pelo IPE que no fim premiaria o leitor Raphael Tanaka, na foto com sua camisa retrô superestilosa.

O mês ainda reservaria o primeiro mico do ano – a derrota em casa para o Penapolense – e vitórias contra o Oeste (no primeiro jogo com Nobre no leme) e São Bernardo. Na Copinha, mais um ano de jejum, mas a campanha foi boa, com o time parando somente na semifinal.

No tamo tan xunto

No tamo tan xunto

Os jogos do início de fevereiro pelo modorrento Estadual ficaram em segundo plano quando a bomba explodiu no dia 8: Barcos foi negociado para o Grêmio em um negócio que até hoje não foi resolvido – Leandro fica? Vai? E o tal quinto jogador?

O fato é que Nobre e Brunoro fizeram sua aposta: renovar o reduzido e rebaixado elenco alviverde. O primeiro desafio de parte da tropa (pois quem estava inscrito pelo tricolor gaúcho não pôde ser reinscrito aqui) foi a estreia na Libertadores, em triunfo por 2 a 1 contra o Sporting Cristal. E a semana cheia culminou no único Derby da temporada: um 2 a 2 que estivemos próximos de perder, depois de vencer e que pôde ser visto tanto pela ótica pessimista (os dois pontos que escaparam) quando pela otimista (era o time que caiu contra o que teve um 2012 que nunca mais se repetirá, assim esperamos).

O mês seguiu na toada de vitórias e empates pelo Paulista, mas terminou com uma derrota para o Libertad em que várias deficiências ficaram escancaradas. Mesmo assim, a classficação não parecia distante.

Vexame

Vexame

A frase que encerrou fevereiro foi por água abaixo na primeira partida de março. Uma exibição desastrosa contra o Tigre, em que o time teve tudo para ganhar mas perdeu na última bola da partida, nos fez lembrar por que estávamos na segunda divisão. Poucos dias depois, desperdiçamos ótima chance de acabar com o tabu no Morumbi ao empatar o Choque-Rei com um a mais.

Sim, nós com um a mais na casa do São Paulo: sinal de que a arbitragem paulista vem pouco a pouco melhorando, como fizemos questão de ressaltar. Só o que não melhorava muito era o time, que no fim do mês fez seu terceiro clássico e pela terceira vez empatou, em um zero a zero chatíssimo contra o Santos. Resultado que pareceu um milagre tendo em vista o que aconteceria alguns dias depois: os vexaminosos 6 a 2 que levamos do Mirassol.

Ah, os pênaltis...

Ah, os pênaltis…

Abril começou com a vaga no Paulista praticamente assegurada mesmo após o desastre. Era hora de retomar a Libertadores, e o Verdão o fez em grande estilo: bateu o Tigre, o que também não era lá muito difícil, e com quase 34000 pagantes fez o Pacaembu e o Libertad tremerem. Incrível: com uma rodada de antecedência, o time estava classificado!

Mais: no Paulista, uma vitória nunca simples contra a Ponte fora de casa e o Palmeiras engatilhava cinco triunfos sucessivos, no ponto mais tranquilo do semestre. Com as vagas nas duas competições definidas, era hora de ver os cruzamentos. Para a Libertadores, preparamos um manual completo para o dia do último jogo, a derrota em Lima que nos pôs diante do Tijuana. Estavam chegando as decisões – em 2013 e em 1993, quando um novo técnico acabava de chegar.

Com uma derrota besta, o Palmeiras manteve o Ituano na primeira divisão e não provocou o nono rebaixamento por nossos pés. Mais que isso: soube que teria um clássico fora de casa nas quartas-de-final. E o preço foi alto: no dia 27, mais uma vez o time foi até que decente, mas incapaz de vencer. O Santos cobrou melhor os pênaltis e o Paulistão caiu por terra, tendo consagrado Vílson como melhor jogador alviverde da competição.

A recuperação parecia ser rápida: nos últimos momentos do mês, o Verdão trouxe um bom zero a zero do gramado sintético de Tijuana.

Ay caramba!

Ay caramba!

Chegamos àquele que foi de longe o mês mais amargo do ano. A primeira partida de maio ocorreu já na metade do mês, e não poderia ser mais decepcionante: derrota para o Tijuana ante um Pacaembu abarrotado. Era o fim da Libertadores (na qual nosso melhor jogador foi Charles) e, pior, o começo do resto do ano de 38 intermináveis jornadas pela série B, que começou com duas vitórias naquele mesmo mês (para aquecer, lembramos toda a campanha de 2003). Aproveitamos para estimar a pontuação necessária para o acesso – e, revendo agora, acertamos na mosca (veja o último parágrafo), o que não chega a ser propriamente um feito.

Enfim, foi um mês que deixou quase todos os palmeirenses tristes. Mas um teve motivos para sorrir: aproveitando nova promoção do blog, que lançou a ainda esvaziada seção “Cultura Alviverde”, o leitor Diego Rodrigo levou um exemplar do livro 1942 – o Palestra vai à guerra.

Hã? 2013?

Hã? 2013?

Junho teve apenas quatro jogos, com duas vitórias e duas derrotas: a única como mandante em todo o campeonato e uma escandalosa, a de Recife. Tão bizarra que até o Mahatma Gandhi da camisa 18 levou cartão vermelho.

Durante a pausa para a Copa das Confederações, nos dedicamos a outros assuntos. O principal, claro, a lembrança dos 20 anos do inesquecível título de 1993 e o encerramento da série de 143 dias que a rememorou. Mas houve tempo para associar Mendieta a seus nove antecessores paraguaios, sugerir vários camisas 9 – Kléber não ficaria e Allan Kardec ainda não fora contratado – e até lembrar do centenário de nosso colega de Parmalat.

Kardec foi um dos estreantes

Kardec foi um dos estreantes

As férias se acabaram e o trabalho recomeçou. Com novos jogadores e um preparo físico muito acima dos rivais, o Palmeiras atropelou e viveu seu melhor período na temporada: cinco jogos, quatro vitórias e um empate, numa série que seguiria agosto adentro. E nos 4 a 1 contra o ABC houve um feito raro: três jogadores marcaram seus primeiros gols no clube. Gancho, claro, para lembrarmos outras “primeiras vezes”.

Não deixamos passar em branco os seis meses da gestão Nobre, trazendo as opiniões de Vicente Criscio e Marcelo Santa Vicca, e também aproveitamos a visita de Francisco para explicar o que o Papa tem a ver com o Porco.

Um mês tranquilo, que só não terminou melhor porque foi o da despedida de um dos gigantes de nossa história: Djalma Santos.

Libertadores, só em 2015

Libertadores, só em 2015

Agosto, mês do desgosto? Na Copa do Brasil, foi: nossa participação começou e acabou ali mesmo, no mês dos Pais, com uma surra em Curitiba que deixou claro que o elenco era mesmo de série B, na qual o time começava a atropelar, assumindo a liderança e só não se mantendo invicto no pós-Copa das Confederações por ter usado os reservas contra o Boa, em jornada sofrível.

O nonagésimo nono aniversário não foi lá muito feliz, mas ao menos o mês terminou com a vaga bem encaminhada.

Disparando

Disparando

Setembro foi o mês em que o ano já poderia ter se dado por encerrado. Sem Copa do Brasil mas com o título de campeão do primeiro turno após sonolento empate com a Chapecoense, o Palmeiras só fez abrir mais vantagem na liderança. Ao menos teve algumas atuações dignas de destaque, como nas vitórias sobre Avaí e Sport.

Em meio a mais do mesmo, aproveitamos a presença da Ponte na Sulamericana, sua primeira presença internacional, para pesquisar sobre nossas estreias nos torneios mundo afora.

De novo de volta

De novo de volta

A tortura acabou em outubro. Quer dizer, faltavam ainda partidas por jogar, mas o principal estava resolvido. Um empate chocho contra o São Caetano, em dia de roupa nova, bastou para colocar o Verdão de volta à série A – esta que até agora não sabemos que times terá e que, a seguir pelo exemplo de 2000, poderia ter o Palmeiras de todo jeito, ainda que por convite. Ainda bem que não precisaremos pagar esse king kong.

O acesso pôs uma pedra na série B, apagando com isso outros jogos marcantes do mês, como uma goleada fácil fácil no Figueirense e uma derrota contra o ABC em dia de casa cheia. Cheia demais, como ficou evidente pelas cenas tristes que o Brasil inteiro pôde ver.

Mas futebol é alegria, e encerramos o mês lembrando da Alegria do Povo – nos 80 anos de Garrincha, levantamos todas as partidas que ele fez contra nós.

Dever cumprido

Dever cumprido

Se outubro foi o mês de garantir o quarto lugar, novembro foi o de gritar BICAMPEÃO. Quer dizer, de os jogadores fazerem isso, pois torcedor eu não vi nenhum. A grande conquista veio ao despachar o Boa no Pacaembu. Depois disso, recebemos a taça em mais uma partida fora de casa – Campo Grande, a única em que jogamos fora sem ter sido por punição. E demos adeus ao ano com uma derrota para a Chapecoense que não deixa nenhuma lembrança.

Como 2013 já era passado mesmo com jogos por vir, nos debruçamos sobre 2014. E, a julgar pelo que vinha e ainda vem ocorrendo, temos um cenário parecido com o de 2004. Até que pegamos vaga na Libertadores daquela vez, mas que os reforços não foram grande coisa, ah, isso não foram.

O craque do ano

O craque do ano

Sem jogos e sem reforços de nome, dezembro foi de recapitulações e memórias. Primeiro, méritos a Fernando Prass, Bola Verde da série B em título roubado de Valdivia na reta final e também escolhido o craque do campeonato pelos leitores, junto com Wesley. O goleiro acabou sendo o destaque neste ano de 68 jogos, cujos números dissecamos.

E, como já era hora de encerrar o assunto 2013, contamos a história de conquistas que fizeram aniversário no finzinho do ano: os 80 anos do primeiro Rio-São Paulo, os 50 do Paulista de 1963, os 93 da primeira taça palestrina e os 15 da Copa Mercosul.

*

Tudo junto, 2013 não será um ano de grande saudade, e nem mesmo conseguiu deixar sementes plantadas para um futuro triunfal. Mas deverá ficar na memória por ser a última vez em que disputamos a famigerada segundona. Não é isso mesmo?

Feliz Ano Novo a todos nossos leitores! Sigam por aqui em 2014, o ano em que a Copa é apenas um pretexto para os 100 anos da gigante Sociedade Esportiva Palmeiras.

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A primeira Copa Mercosul foi nossa!

A primeira Copa Mercosul foi nossa!

Hoje o Palmeiras comemora 15 anos da conquista de um título que foi o ‘vestibular’ da Libertadores: a Copa Mercosul 1998. Era a primeira edição do torneio e foi tratada com extrema importância pela equipe de Felipão, que havia chegado ao clube em 1997 e tinha à disposição um grande elenco precisando de títulos (uma pequena pausa: que ironia! não ganhávamos algo desde 1996 e havíamos sido vice-campeões brasileiros no ano seguinte, mas acontece que àquela época um ano sem ganhar nada era encarado como tragédia, bons tempos… voltando). Aquele torneio era a oportunidade de erguer uma taça continental e trazer confiança. Deu certo e o troféu veio mesmo para o Palestra Itália, como poderia ter vindo em 1999 e 2000, mas aí são outras histórias.

A Copa Mercosul foi a sucessora da Supercopa e predecessora da Copa Sul-Americana, com um formato bastante diferente do utilizado na competição que temos hoje. Vinte clubes de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile disputariam o torneio, organizado pela Conmebol e gerido pela Traffic (que conheceríamos muito ‘bem’ em 2o08). O critério para a escolha de seus participantes não foi nada convencional: audiência de TV. Posto isso, os clubes que participaram naquele ano foram: Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Vasco, Grêmio, San Lorenzo, Independiente, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, River Plate, Racing, Nacional – URU, Peñarol, Colo-Colo, Universidad de Chile, Universidad Católica, Cerro Porteño e Olímpia. Divididos em 5 grupos e jogando em ida e volta, os primeiros colocados e os três melhores segundos passavam para as quartas-de-final. A curiosidade ficava pela disputa da final ser em até 3 partidas caso necessário – o que foi o caso naquele ano.

(Pouca gente lembra, mas para não ouvir muitos protestos dos clubes dos outros países a ela afiliados, a Conmebol inventou uma Copa Merconorte – nome sem nenhum sentido real – para equipes do Peru, Bolívia, Venezuela, Equador e Colômbia, país que triunfou nas quatro edições realizadas)

O Palmeiras era do Grupo B, junto com Nacional, Independiente e Universidad de Chile, e a primeira partida da história da competição foi justamente do Verdão: num Morumbi gélido e vazio, vitória de virada contra os argentinos por 2 a 1.

A partida seguinte foi histórica: em pleno Centenario, um massacre por 5 a 0 sobre o Nacional. Era o prenúncio de uma campanha perfeita na primeira fase, em que se seguiram vitórias por 2 a 1 contra La U (notem o belíssimo gol da vitória) e 3 a 0 contra o Independiente, ambas fora de casa, depois 3 a 1 no Nacional e 1 a 0 nos chilenos no Brasil. Foram 16 gols a favor e somente 3 contra.

Nas quartas-de-final, o adversário foi o poderoso Boca Juniors, na primeira prova de fogo daquela equipe; a primeira partida foi em casa (vai entender) e o Palmeiras venceu por 3×1, na volta na Argentina o placar terminou empatado em 1×1. Classificação garantida e a próxima fase nos reservava o Olímpia. Mais uma vez decidindo fora, o Verdão venceu as duas partidas: 2×0 em casa e 1×0 fora, em jogo que não terminou devido ao tradicional esporte latino-americano de lançamento de artefatos à escolha do participante.

Enquanto isso, o Cruzeiro eliminava o San Lorenzo e se classificava para a grande final contra o Palmeiras. Seria um grande tira-teima, pois as equipes já haviam se enfrentado seis vezes naquele ano, sendo cinco delas muito importantes: as duas da decisão da Copa do Brasil, que levamos, e as três das quartas-de-final do Brasileiro, no qual o outro ex-Palestra Itália levou a melhor.

Pela melhor campanha em todas as fases o alviverde mandaria a partida de volta da final e a partida de desempate, se houvesse. No Mineirão perdemos por 2×1 (Marcelo Ramos e Fábio Júnior para o Cruzeiro e Roque Jr para o Palmeiras) e apesar da vitória de virada por 3×1 no Palestra Itália (Cléber, Oséas e Paulo Nunes para o Palmeiras e Fábio Júnior para o Cruzeiro) seria necessário o terceiro jogo por não existir o critério de saldo de gols.

A última partida seria novamente no Palestra Itália e qualquer vitória dava o caneco ao Verdão. E ela foi magra; ficou a cargo de Arce marcar o gol da partida que sagrou o Palmeiras campeão. No simulado da Libertadores, o Palmeiras passou com louvor.

Partida completa:

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA

29/12/1998 – 3ª partida – Final Copa Mercosul
Palmeiras 1 x 0 Cruzeiro (Arce, 16′ 2ºT)
Campeão: Palmeiras
Estádio: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Público: 29.450
Renda: n/d
Árbitro: Luciano Augusto Teotônio Almeida (DF)
PALMEIRAS: Velloso, Arce, Júnior Baiano, Roque Júnior, Júnior, Tiago, Rogério, Alex (Almir), Zinho, (Agnaldo), Paulo Nunes, Oséas (Pedrinho). Técnico: Luiz Felipe Scolari
CRUZEIRO: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, João Carlos, Gilberto, Ricardinho (Caio), Marcus Paulo, Valdo, Müller (Alex Alves), Marcelo Ramos, Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi
GOLS: Arce – 16′ 2º T
CARTÕES AMARELOS: Tiago, Zinho e Pedrinho (Palmeiras), Marcelo Dijan, João Carlos e Marcelo Ramos (Cruzeiro)
CARTÕES VERMELHOS: Marcelo Ramos (Cruzeiro)

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Os primeiros campeões

Os primeiros campeões

Esta quinta-feira marca o aniversário de duas conquistas importantíssimas de nosso Alviverde Imponente: os 20 anos do título de 1993, que contamos aqui, e, inversamente, os 93 anos do título de 1920, a primeira de tantas e tantas taças que orgulham o palmeirense. E é deste triunfo, tão essencial quanto desconhecido, que vamos tratar aqui.

O Campeonato Paulista de 1920 começou com um favorito; afinal, o então campeão tinha vencido não só a edição de 1919 como as três anteriores – foi o famoso tetracampeonato do Paulistano até hoje não igualado no Estado (o Santos este ano perdeu a chance de fazê-lo). O time do Jardim América somava sete títulos nas 18 edições disputadas, e ainda por cima contava com o grande craque brasileiro da época, Arthur “El Tigre” Friedenreich.

Ainda assim, havia um rival que parecia ter encontrado um caminho para encarar o bicho-papão: era o Palestra Itália, que até o último jogo da edição anterior estava com chances – em 1919, o último jogo do campeonato foi Paulistano x Corinthians. O Palestra estava um ponto à frente do tricampeão, e portanto torcia para que seu futuro arquirrival vencesse a partida, ou ao menos empatasse, forçando um jogo-extra. Mas os alvinegros perderam por 4 a 1 e com isso impediram que os palestrinos levantassem a taça cinco anos após sua fundação. O alerta, porém, estava dado: os italianos chegaram para valer. E, junto com ele, os já importantes rivais – o Corinthians, terceiro colocado em 1919, também tinha uma equipe competitiva. O pentacampeonato não viria facilmente.

O torneio de 1920 seguiu os moldes habituais de então: 10 times jogando em turno e returno. Só que o Santos decidiu prematuramente abandonar o torneio após apenas sete partidas (entre as quais uma derrota para o Palestra por 3 a 2 e os vexaminosos 0x11 contra o Corinthians que até hoje constituem a pior derrota da história peixeira); foram assim 16 partidas para cada equipe.

A estreia palestrina no certame não poderia ser mais animadora: de cara, um Derby. E, como no primeiro, disputado três anos antes, o clube mais jovem venceu por 3 a 0, dois de Heitor e um de Ministro, na tarde de 25 de abril. Desta forma, a equipe já largava deixando um concorrente para trás, enquanto o Paulistano tinha uma estreia café-com-leite – bateu o Santos, em jogo posteriormente anulado.

Dois dias depois, um fato que impulsionaria o Palestra naquela campanha e, mais que isso, mudaria a história quase centenária do campeão do século: no dia 27 de abril, o clube assinava a compra do Parque Antarctica. A jovem associação tomava fumaças de gente grande.

Para embalar ainda mais, na segunda rodada o tetracampeão teve um surpreendente tropeço ao empatar com o fraco Minas Gerais, que em seguida também foi o segundo time no caminho do Palestra. Ao vencer, o time comandado por Bianco assumiu a liderança. Dali por diante, os favoritos foram atropelando seus adversários um a um – o Paulistano chegou a fazer 12 a 0 sobre a AA Palmeiras, que nos legaria o nome; para não ficar atrás, o Palestra massacrou o SC Internacional por 11 a 0, na nossa até hoje maior goleada em jogos oficiais.

Assim, o primeiro turno teve na última rodada o encontro entre o Palestra 100% e o Paulistano com um ponto perdido. O duelo do Parque Antarctica – assumido de vez pelo Palestra na terceira rodada num 7 a 0 sobre o Mackenzie então associado à recém-fundada Portuguesa – foi disputado, e terminou num empate por 1 a 1 que deixava o time da Água Branca na liderança, mas mantinha o campeonato aberto.

O segundo turno começou com um susto: em pleno Parque Antarctica, o Corinthians levou a melhor por 2 a 1. Era o começo de uma recuperação tardia do arquirrival, que após um fraco primeiro turno venceu todas as partidas da segunda etapa. Nem assim conseguiu o título, pois Palestra e Paulistano tropeçaram pouco.

Muito pouco, aliás: o Palestra só perderia um ponto para as equipes fora da briga, contra o Ypiranga, enquanto o Paulistano largaria dois na derrota ante o São Bento. Com isso, o ainda alvirrubroverde abriria dois de vantagem para o alvirrubro.

E assim Paulistano e Palestra chegaram para a última rodada: os detentores do título com 24 pontos, fruto de 11 vitórias, 2 empates e duas derrotas. Os desafiantes, com 26 unidades, uma vitória a mais e uma derrota a menos. O empate seria suficiente para sua primeira volta olímpica – tradição que, é verdade, ainda não existia.

Mas, no estádio da Floresta, o Paulistano fez valer o sangue-frio de quem sabia ser campeão. Sofreu, mas Friedenreich marcou o gol que bastou para o triunfo e para provocar uma partida-desempate. Por mais uma semana o Palestra permaneceria com sua prateleira vazia.

A partida decisiva teve lugar, óbvio, em 19 de dezembro de 1920. Novamente o duelo, cujo relato pode ser visto aqui e depois aqui, teve lugar na Floresta, mas o resultado final seria outro. O Palestra tomou a iniciativa desde o começo, e, se fosse uma luta de boxe, teria vencido o primeiro tempo por pontos. Mas tratava-se de futebol, e o placar se manteve em zero a zero.

Água mole em pedra dura, entanto, sabemos no que dá, e aos 10 minutos do segundo tempo a cidadela paulistana caiu: Martinelli entrou driblando, bateu cruzado e venceu Arnaldo. Um a zero.

Não deu nem tempo de comemorar: um minuto depois, Mário Andrada chutou forte e Primo nada pôde fazer. Era o empate, e um dos campeonatos mais disputados da história seguia sem dono.

A pressão palestrina era cada vez maior; o Paulistano vivia de esporádicos contra-ataques. E finalmente veio o nocaute: Heitor encontrou Forte, que invadiu em alta velocidade e fuzilou a meta adversária; faltavam ainda alguns minutos, mas na base do bola pro mato o Palestra tratou de impedir qualquer reação tardia. O tempo passou sofregamente, mas enfim o ex-craque alemão Hermann Friese deu a contenda por encerrada.

Naquele minuto, um novo campeão surgiu, mas quem poderia dizer que aquele seria apenas o começo de uma trajetória tão fulgurante?

Hoje, lembramos muito do título de 1993, a cereja no bolo de um ano espetacular. Mas não podemos nos esquecer que a conquista de Evair, Edmundo e companhia talvez não existisse se, naquela tarde de domingo 73 anos antes, uma esquadra agora praticamente desconhecida não tivesse aberto de maneira brilhante a trilha de sucesso que ora tentamos retomar.

Campanha

25/04/1920 – Corinthians 0 x 3 Palestra Itália

09/05/1920 – Minas Gerais 1 x 3 Palestra Itália

16/05/1920 – Palestra Itália 7 x 0 Mackenzie

30/05/1920 – Santos 2 x 3 Palestra Itália (depois anulado)

04/07/1920 – Palestra Itália 4 x 1 A.A.São Bento

18/07/1920 – A.A.das Palmeiras 0 x 5 Palestra Itália

01/08/1920 – Palestra Itália 1 x 0 Ypiranga

08/08/1920 – Palestra Itália 11 x 0 Internacional

15/08/1920 – Palestra Itália 1 x 1 Paulistano

05/09/1920 – Palestra Itália 1 x 2 Corinthians

03/10/1920 – Palestra Itália 0 x 0 Ypiranga

17/10/1920 – Palestra Itália 4 x 0 Mackenzie

31/10/1920 – Palestra Itália 1 x 0 Minas Gerais

07/11/1920 – Internacional 1 x 6 Palestra Itália

15/11/1920 – São Bento 0 x 1 Palestra Itália

21/11/1920 – Palestra Itália 5 x 0 A.A. das Palmeiras

12/12/1920 – Paulistano 1 x 0 Palestra Itália

19/12/1920 – Paulistano 1 x 2 Palestra Itália

Total: 17 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 55 gols a favor e 9 contra

Ficha Técnica – Paulistano 1 x 2 Palestra Itália

Local: Floresta

Data: 19/12/1920

Árbitro: Hermann Friese

Paulistano: Arnaldo; Carlito e Guarani; Sérgio, Zito e Mariano; Agnello, Mário, Friedenreich, Guariba e Cassiano

Palestra Itália: Primo; Oscar e Bianco; Valle, Picagli e Bertolini; Martinelli, Federici, Heitor, Ministro e Forte

Gols: Martinelli, aos 10, Mário Andrada, aos 11, e Forte, aos 32 minutos do segundo tempo

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Só este esquadrão parava Pelé

Só este esquadrão parava Pelé

Há exatos 50 anos, o Palmeiras batia o Noroeste por 3×0 no Pacaembu e faturava com uma rodada de antecedência o Campeonato Paulista de 1963.

O Paulistão daquele ano foi disputado no sistema de pontos corridos, e a equipe Palmeirense teve campanha exemplar, com 22 vitórias, 6 empates e somente 2 derrotas. A equipe marcou 67 gols e sofreu apenas 28 durante o certame, com direito a um estrondoso 5×2 no Dérbi.

Abaixo, todos os jogos da campanha, a ficha técnica da final e uma verdadeira raridade: o áudio com a narração dos 3 gols do jogo do título, na voz eterna de Fiori Gigliotti.

Primeiro turno

14/07 – Palmeiras 5 x 0 Jabaquara

18/07 – Palmeiras 2 x 1 Prudentina

21/07 – São Bento 2 x 2 Palmeiras

24/07 – Palmeiras 3 x 1 Ferroviária

04/08 – Noroeste 1 x 2 Palmeiras

07/08 – Palmeiras 1 x 1 Santos

11/08 – Palmeiras 3 x 2 Juventus

15/08 – Esportiva 0 x 0 Palmeiras

21/08 – Palmeiras 1 x 0 Botafogo

25/08 – Comercial 1 x 1 Palmeiras

03/09 – Palmeiras 0 x 3 Portuguesa

08/09 – Palmeiras 4 x 2 XV de Piracicaba

15/09 – Corinthians 0 x 2 Palmeiras

22/09 – Guarani 0 x 2 Palmeiras

26/09 – Palmeiras 1 x 3 São Paulo

Segundo turno

29/09 – Palmeiras 5 x 1 São Bento

02/10 – Juventus 1 x 1 Palmeiras

06/10 – Jabaquara 0 x 1 Palmeiras

09/10 – Palmeiras 0 x 0 Comercial

13/10 – Portuguesa 1 x 5 Palmeiras

19/10 – Ferroviária 3 x 4 Palmeiras

30/10 – Palmeiras 1 x 0 Guarani

03/11 – Botafogo 1 x 4 Palmeiras

07/11 – Palmeiras 2 x 1 Esportiva

14/11 – XV de Piracicaba 1 x 3 Palmeiras

20/11 – Santos 0 x 1 Palmeiras

24/11 – Prudentina 0 x 2 Palmeiras

04/12 – Palmeiras 5 x 2 Corinthians

11/12 – Palmeiras 3 x 0 Noroeste

17/12 – São Paulo 0 x 1 Palmeiras

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Os gols do título

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Ficha Técnica – Palmeiras 3 x 0 Noroeste

Pacaembu (11/12/1963)

Renda: Cr$ 13.073.100,00

Público: 37.023 pagantes

Palmeiras: Picasso; Djalma SantosDjalma Dias e Vicente; Zequinha e Valdemar; Julinho BotelhoVavá, Servílio, Ademir da Guia e Gildo. Técnico: Sílvio Pirilo.

Noroeste: Evaristo; Aracito, Virgílio e Gualberto; Romualdo e Gildésio; Daniel, Araras, Zé Carlos, Lourival e Aílton. Técnico: Balbino Simões.

Gols: Servílio, aos 14 min e 44 min, e Julinho, aos 17 min do segundo tempo.

Árbitro: Anacleto Pietrobon

Paulista-63-02

* O Blog do IPE agradece ao leitor e amigo Nivaldo Nocelli pelo envio do audio com os gols da partida.

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 taçarjsp1933

Esta terça-feira, 10 de dezembro de 2013, marca mais uma efeméride na rica história alviverde: há 80 anos o Palestra Itália conquistava a primeira edição do torneio Rio-São Paulo. Tido à época quase como um Campeonato Brasileiro, era o reflexo de um tempo em que mal se ouvia falar dos times de outros Estados, como os mineiros América, Atlético e Palestra Itália (o atual Cruzeiro) ou o Grêmio (o Internacional ainda não era uma potência estadual).

O Rio-São Paulo não foi a primeira competição interestadual de nosso calendário: já se disputava à época o Campeonato Brasileiro de Seleções e, em nível de clubes, era disputada sem grande regularidade a Taça dos Campeões RJ/SP – o próprio Palestra vencera a edição de 1926 (que acabou em 1927) ao bater duas vezes o São Cristóvão. Era, no entanto, uma disputa obviamente limitada a apenas dois times.

Asim, a introdução do Rio-SP em 1933 acabou por criar o primeiro torneio que integrava equipes de regiões distintas. Dadas as dificuldades de transporte, era fácil entender que as fronteiras do campeonato não poderiam se estender demais, o que fez com que só o disputassem os clubes da Capital Federal e do Estado mais industrializado do país.

A competição contou com 12 clubes, sendo sete paulistas (Palestra Itália, Corinthians, São Paulo da Floresta, Santos, Portuguesa, AA São Bento e Ypiranga) e cinco cariocas (Vasco, Fluminense, Bangu, América e Bonsucesso). Chama a atenção, claro, a ausência de Botafogo e Flamengo – o primeiro ficou de fora porque, no ano em que se introduziu o profissionalismo no futebol nacional, quis se manter amador; o segundo, porque a princípio acompanhou o alvinegro e no fim mudou de ideia, mas muito tarde.

Em tempos de longas viagens de trem, foi tomada uma decisão bastante sensata: os jogos dos campeonatos regionais valeriam para ambos os torneios; as tabelas foram ajustadas na medida do possível para que as equipes se enfrentassem nas mesmas datas (ou seja, havia rodadas do Paulista e Carioca com jogos entre estes times e outras em que elas pegavam os demais clubes locais).

Desta forma, o torneio se iniciou em 7 de maio de 1933, com cinco partidas locais. No Rio, o Flu fez 3 a 1 no Vasco, mas o destaque foi para a goleada no Derby: em pleno Parque São Jorge, o Corinthians foi arrasado por 5 a 1. Trata-se de jogo famoso na mídia palestrina pela descrição pós-jogo d’O Estado de S. Paulo, que desdenhou do então campeão paulista mesmo após um placar tão dilatado.

Nas duas partidas seguintes, ainda em maio, o Palestra somaria mais duas vitórias contra rivais regionais: 3 a 2 sobre o São Paulo da Floresta e 3 a 1 sobre o Santos. Somente em junho viria a primeira partida contra um carioca: 2 a 1 sobre o Vasco da Gama. Quatro jogos, quatro vitórias, e o clube dos italianos despontava como forte favorito. Detalhe: todos os jogos haviam sido fora de casa.

Curiosamente, a primeira partida no Parque Antarctica foi a primeira que o time não venceu: em 25/6, a Portuguesa fez 3 a 1 e tirou do Palestra uma invencibilidade em jogos oficiais que vinha desde dezembro de 1931. Foi o início de uma fase cambaleante que duraria por todo o mês de julho: empate por 3 a 3 com o Bonsucesso, vitória por 2 a 0 contra o São Bento, derrota pelo placar mínimo para o América e vitória sofrida, 2 a 1, contra o lanterna Ypiranga.

Em agosto, porém, o time voltou a embalar: foram três boas vitórias – 4 a 1 no Fluminense, 6 a 0 no Bangu e, abrindo o returno, 4 a 3 no Santos. Vitória esta importantíssima, pois a primeira etapa havia terminado com empate na liderança: nossos 17 pontos eram os mesmos do São Paulo da Floresta, que perderia para o Vasco na estreia do 2º turno. A vantagem de dois pontos não era ruim, mas novo tropeço contra a Portuguesa no começo de setembro (1 a 1) poderia dar novo ânimo ao tricolor.

Entretanto, dali para a frente o Palestra encaixaria uma série sensacional de vitórias: 2 a 1 no Vasco, 5 a 0 no Ypiranga, 3 a 0 no São Bento, 3 a 1 no Bonsucesso. E isso era o aperitivo.

Afinal, faltava chegar aquele 5 de novembro histórico. O Palestra dividia a liderança do Estadual e do Rio-SP com o SPFC (que nos alcançara por ter um jogo a mais), mas teria que enfrentar seu maior rival. Clássico pode até não ter favorito, mas naquele dia a diferença dos elencos era gritante, e se traduziu na impressionante goleada por 8 a 0 sobre o Corinthians, na maior derrota da história alvinegra.

Não parou por aí: exatamente uma semana depois, o confronto foi contra o próprio São Paulo da Floresta. E novamente o Palestra triunfou – um gol solitário de Avelino liquidou o Campeonato Paulista a nosso favor e deixou o Rio-SP muito bem encaminhado.

A reta final teve apenas confrontos contra cariocas. O primeiro deles, 4 a 0 no América, deixou o título ainda mais próximo: em 3 de dezembro o SPFC, dois pontos atrás e único rival ainda vivo, faria sua última partida contra o Fluminense, enquanto o Palestra iria a São Januário pegar o Bangu tendo ainda mais um confronto, também contra o Flu.

Bastaria naquele dia um empate, ou então que o clube das Laranjeiras arrancasse um ponto. Mas nada disso aconteceu: o São Paulo fez 5 a 2, e o surpreendente Bangu – campeão carioca pela primeira vez e melhor time do RJ naquela competição – derrotou o alviverde por 4 a 3 numa espécie de jogo das faixas que chegou a estar empatado em 3 a 3.

Apesar da derrota, a situação ainda era favorável: em 10 de dezembro, o jogo era em casa e pelo empate contra um Fluminense em sétimo lugar. O time foi escalado pelo uruguaio Humberto Cabelli com Nascimento; Carnera e Junqueira; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Gabardo, Romeu, Lara e Imparato.

O jogo começou frenético: nos primeiros minutos, o atacante tricolor Álvaro teve gol anulado por impedimento; em seguida, dois gols paulistas – Gabardo aos 15, Imparato aos 16 (há quem atribua o gol a Dula; nos baseamos na descrição da partida feita pelo Estadão da terça seguinte). Ainda no primeiro tempo, Bernardes fez o gol de honra.

A etapa final também foi disputada, embora ao time da casa bastasse controlar a partida – podia ainda sofrer um gol e sair campeão. Mas, de parte a parte, a bola não entrou, o tempo passou e o juiz apitou.

Palestra Itália, campeão do Torneio Rio-São Paulo!

Com 17 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, 67 gols a favor e 25 contra, o clube levantava o primeiro torneio interestadual do país, e seria aclamado pelo Diário Carioca como “Campeão Brasileiro de 1933”. Já como Palmeiras, viriam mais quatro conquistas: 1951 (a terceira das famosas Cinco Coroas), 1965, 1993 e 2000. Mas, pela primazia, pelas goleadas sobre o Corinthians e pela excepcional campanha, a primeira foi mesmo a mais importante de todas. Uma taça agora octogenária que mostrou aos cariocas aquilo que os paulistas já sabiam: com o Palestra Itália ninguém podia.

O primeiro campeão nacional

O primeiro campeão nacional

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A imagem que resume 2013

Para o bem e o mal, a imagem que resume 2013

Direto e reto: números, números e mais números da temporada alviverde.

Desempenho

Jogos – 68 (Série B 38, Paulista 20, Libertadores 8, Copa do Brasil 2)

Vitórias – 37 (Série B 24, Paulista 9, Libertadores 3, Copa do Brasil 1)

% Vitórias – 54% (Série B 63, Paulista 45, Libertadores 38, Copa do Brasil 50)

Empates – 16 (Série B 7, Paulista 8, Libertadores 1, Copa do Brasil 0)

% Empates – 24% (Série B 18, Paulista 40, Libertadores 12, Copa do Brasil 0)

Derrotas – 15 (Série B 7, Paulista 3, Libertadores 4, Copa do Brasil 1)

% Derrotas – 22% (Série B 18, Paulista 15, Libertadores 50, Copa do Brasil 50)

Aproveitamento – 62%

Maior sequência de vitórias – 7 (Icasa – Bragantino – São Caetano – Paraná – Joinville – Paysandu – Atlético/PR)

Maior sequência invicta – 12 (América/RN – Oeste – ABC – Figueirense – Guaratinguetá – os sete jogos acima)

Maior sequência de derrotas – 2 (Libertad – Tigre, Sporting Cristal – Ituano e Boa – Atlético/PR)

Maior sequência sem vitórias – 5 (Sporting Cristal – Ituano – Santos – Tijuana – Tijuana)

Disputa de pênaltis – 1 (1 derrota: contra o Santos no Paulista)

Palmeiras 1x0 Atlético-PR: sétima vitória seguida

Palmeiras 1×0 Atlético-PR: sétima vitória seguida

Gols, gols, gols

Gols marcados – 113 (Série B 71, Paulista 35, Libertadores 6, Copa do Brasil 1)

Gols marcados por jogo – 1,66 (Série B 1,87, Paulista 1,75, Libertadores 0,75, Copa do Brasil 0,5)

Gols sofridos – 63 (Série B 28, Paulista 25, Libertadores 7, Copa do Brasil 3)

Gols sofridos por jogo – 0,93 (Série B 0,74, Paulista 1,25, Libertadores 0,88, Copa do Brasil 1,5)

Saldo de gols – 50 (Série B 43, Paulista 10, Libertadores -1, Copa do Brasil -2)

Maior sequência de jogos marcando gols – 12 (ver a sequência invicta)

Maior sequência de jogos sem marcar gols – 3 (Libertad – Tigre – SPFC)

Maior sequência de jogos levando gols – 4 (Guarani – Sporting Cristal – Ituano – Santos)

Maior sequência de jogos sem levar gols – 2 (diversas vezes)

Maior goleada aplicada – 4×0 (sobre Oeste, Icasa e Figueirense)

Maior goleada sofrida – 2×6 Mirassol

Sobre o Figueira, uma das maiores goleadas.

Sobre o Figueira, uma das maiores goleadas.

Classificações finais

Série B – Campeão

Campeonato Paulista – 6º colocado

Libertadores da América – 15º colocado

Copa do Brasil – caiu nas oitavas-de-final

Gozado, esse ano não rolou pôster...

Gozado, esse ano não rolou pôster…

Jogadores

Quem mais atuou – Márcio Araújo, 61 vezes (não diga!)

O resto do pódio – Fernando Prass (55) e Wesley (52)

Os outros top 10 – Henrique e Juninho (51 cada), Vinícius (46), Charles e Leandro (42), Vílson (32), Maurício Ramos (29)

Quantos jogos Valdivia fez – 27 (40%)

Quantos jogadores atuaram – 46

Estreantes do ano – 23 (Allan Kardec, Ananias, André Luiz, Ayrton, Charles, Edílson, Eguren, Emerson, Fabio, Felipe Menezes, Kléber, Leandro, Léo Gago, Marcelo Oliveira, Mendieta, Renatinho, Rondinelly, Ronny, Serginho, Thiago Martins, Tiago Alves, Vílson, Weldinho)

Artilheiro – Leandro, 19 gols

O resto do pódio – Allan Kardec (14) e Wesley (7)

Os outros top 10 – Charles, Vílson e Vinícius (6 cada), Henrique e Serginho (5), Juninho, Mendieta, Tiago Real e Valdivia (4)

Quantos jogadores marcaram – 28

Marcaram pela primeira vez em 2013 – 19 (Allan Kardec, André Luiz, Ayrton, Caio, Charles, Eguren, Felipe Menezes, Fernandinho, Kléber, Leandro, Léo Gago, Luís Felipe, Marcelo Oliveira, Mendieta, Ronny, Serginho, Souza, Vílson, Wesley)

Mais cartões vermelhos – Leandro, 3 (de 13 no total do ano, 1 a cada 5 jogos)

Mais cartões amarelos – Leandro e Charles, 12 cada (de 135 no total do ano, 2 por jogo)

Valdivia – 10 amarelos, nenhum vermelho

Márcio Araújo – 2 amarelos e um vermelho. Repito: DOIS amarelos. Não fosse a expulsão após o fim do jogo contra o Sport, ele não teria nenhuma suspensão no ano.

Curiosidade – os 2 amarelos foram no Paulista. Araújo passou a Libertadores, a Copa do Brasil e TODA a série B sem ser advertido durante os 90 minutos.

O santo – Felipe Menezes (17 partidas no ano sem nenhum cartão)

Mais vezes vindo do banco – Caio (18 vezes)

...and counting.

…and counting.

Técnicos

Gílson Kleina – 67 partidas

Juninho – 1 partida (Palmeiras 4×0 Oeste; Kleina estava suspenso)

Juninho

Juninho

Adversários

Clássicos – 4 jogos, 4 empates (2×2 Corinthians, 0x0 SPFC, 0x0 e 1×1 Santos)

Estreantes – 6 (Penapolense, Tigre, Tijuana, Icasa, Boa, Chapecoense)

Curiosidade negativa – todos os times que pegamos pela primeira vez em 2013 nos venceram

Países visitados – 4 (Argentina, México, Paraguai, Peru)

Time enfrentado mais vezes – Oeste, Bragantino, São Caetano (3 vezes cada)

Azulão: 3 vezes em 2013, 0 em 2014

Azulão: 3 vezes em 2013, 0 em 2014

Recorde e curiosidades

Melhor defesa da história da Série B em pontos corridos: 28 gols sofridos.

O pênalti defendido por Fernando Prass contra o Icasa encerrou jejum de 3 anos sem defesa de pênalti durante uma partida: a última vez havia sido de Deola na estreia de Felipão contra o Avaí em 2010 (e no rebote os catarinenses marcaram)

Pelo terceiro ano seguido nenhum palmeirense marcou três vezes em um jogo. A última vez foram os quatro gols de Adriano Michael Jackson contra o Comercial-PI no começo de 2011.

O pênalti salvo contra o Icasa garantiu o recorde.

O pênalti salvo contra o Icasa garantiu o recorde.

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Disputa acirrada!

Disputa acirrada!

A partir deste ano, além do já tradicional Troféu Bola Verde IPE – premiação baseada nas nossas notas pós-jogo – o blog também abriu espaço para a votação entre os leitores para eleição do destaque da Série B 2013.

A eleição foi feita a partir das enquetes publicadas no blog sempre após os jogos da equipe, nas quais os leitores podiam opinar livremente sobre o melhor jogador em campo. O critério para eleger o vencedor não tem mistério: levou o prêmio aquele que foi eleito mais vezes o melhor em campo durante todo o campeonato.

Sendo assim, após 35 enquetes (sim, “falhamos” em 3 jogos), a disputa pelo prêmio “Escolha dos Leitores” acabou empatada! Os grandes vencedores, eleitos os melhores em campo em 6 oportunidades cada, foram Wesley e Fernando Prass (que também faturou o Troféu Bola Verde IPE).

Parabéns a ambos, fundamentais na campanha que recolou o Palmeiras em seu lugar de direito.

Abaixo, segue a classificação final completa.

Pos. Jogador Indicações Adversários
1 Wesley 6 América-RN (t), Paraná (t), Sport (r), Oeste (r), ABC (r) e Bragantino (r)
Fernando Prass 6 Icasa (t) (r), América-RN (r), Guaratinguetá (r), São Caetano (r) e Boa (r)
2 Valdivia 5 Figueirense (t), Bragantino (t), Ceará (t), Avaí (r) e Joinville (r)
Alan Kardec 5 São Caetano (t), Atl-GO (r), Asa (r), Figueirense (r) e Ceará (r)
3 Leandro 3 Asa (t), Avaí (t) e Paraná (r)
4 Mendieta 2 Paysandu (t) e Chapecoense (t)
Luís Felipe 2 Boa (t) e América-MG (r)
5 Charles 1 Atl-GO (t)
Henrique 1 Sport (t)
Vilson 1 Joinville (t)
Fábio 1 Paysandu (r)
Eguren 1 Chapecoense (r)
Ayrton 1 América-MG (t)

Legenda: (t) = turno ; (r) = returno.

Nota: ficaram de fora por falha do blog as partidas contra Oeste, Guaratinguetá e ABC, todas do primeiro turno.

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