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Archive for janeiro \30\UTC 2014

Entrou e decidiu

Entrou e decidiu

De uniforme e capitão novos, o Palmeiras precisou ter paciência para manter os 100% nesta noite de quinta. Mesmo com Valdivia em campo, a equipe palestrina teve dificuldade para encontrar espaços contra um adversário que atuou os 90 minutos com 10 jogadores atrás da linha da bola.

Com o jogo bastante embolado no meio campo, fruto do esquema tático adversário com 4 volantes e um meia, quem apareceu primeiro na partida não foi nenhuma das duas equipes mas sim o árbitro. Logo aos 2 minutos de jogo Lúcio aplicou chapéu em Heleno e foi parado com um tapa no rosto. O juiz só deu amarelo.

Com bastante posse de bola e tranquilidade, a primeira chance de gol alviverde veio aos 6, em cruzamento de Juninho que a dupla de zaga adversária quase fez contra. No lance seguinte, Marcelo Oliveira tentou de fora da área, mas isolou.

Aos 18, abafa de Wesley e Valdivia na saída de bola. O chileno conseguiu dar o bote, mas na sequência do lance foi fominha e chutou para fora.  Foi a vez então do Penapolense responder, naquela que seria a sua única chance no primeiro tempo, em chute de fora da área que Prass defendeu com facilidade.

O jogo prosseguiu sem grandes emoções até os 36, quando Valdivia novamente preferiu chutar de fora ao invés de passar a bola. E então, aos 40 minutos, veio a expulsão que deveria ter acontecido 38 minutos antes. Heleno dividiu bola com Wesley e deixou as travas da chuteira nas costas do volante palestrino. O juizão deveria ter dado vermelho direto, mas ao menos aplicou o segundo amarelo no jogador.

No segundo tempo, com Marquinhos Gabriel no lugar de Valdivia, a partida virou jogo de ataque contra defesa. O Penapolense com um a menos ficava todo atrás da bola e o Palmeiras rondava a área adversária, tentando achar algum espaço, que veio logo no primeiro minuto. Marcelo Oliveira meteu uma bola na trave, de cabeça. Na sobra, Lúcio pegou muito mal e isolou.

No lance seguinte foi a vez de Wesley tentar de fora, em bola que passou perto. Já aos 13 quem teve a chance de marcar foi Wendel, numa pancada que o goleiro colocou para escanteio, após jogada de Wesley.

O tempo passava e as chances eram desperdiçadas. Wellington subiu sozinho em cobrança de escanteio, mas cabeceou mal e jogou para fora. Juninho também teve sua chance, mas chutou fraco de direita.

Aos 20, finalmente o gol. Marquinhos Gabriel recebeu na direita e esticou para Alan Kardec, já dentro da área. O camisa 14 cruzou rasteiro, o goleiro espalmou para o meio da área, e o próprio Marquinhos pegou o rebote para marcar seu primeiro gol com a camisa do Maior Campeão Nacional.

Depois do gol, a pressão verde diminuiu, mas ainda houve tempo de Wesley acertar dois chutes de fora da área que passaram muito perto. Com a desacelerada da equipe, e a necessidade de atacar do Penapolense, as chances para o adversário apareceram.

A primeira delas foi aos 35 minutos, em cruzamento da esquerda que Rafael Ratão por pouco não marcou na saída de Prass. A segunda veio minutos depois, aos 40, em uma jogada de ex-Palmeirenses. Cobrança de falta de Fernando, que Gualberto cabeceou para fora mesmo estando totalmente livre de marcação.

Leandro ainda teve tempo de também tentar um chute de fora, mas a partida acabou mesmo com o placar magro.

As atenções agora se voltam totalmente para o clássico de domingo. O inimigo vem embalado pela vitória elástica de ontem, e nós vamos com a confiança de sermos a única equipe a ter vencido todas as partidas até agora no campeonato.

AVALIAÇÕES

– Prass: teve pouco trabalho e não deu sustos – 7

– Wendel: bastante acionado, especialmente no segundo tempo, foi bem defensivamente e no ataque – 7,5

– Wellington: parece ser ele o veterano da zaga. Jogou sério e sem afobação – 8

– Lúcio: o tempo parado está realmente cobrando o preço em alguns momentos. Precisa fazer o ajuste fino urgente no tempo de bola e nas antecipações para não se ver em situações de mano-a-mano pois já tem a velocidade de outrora – 7

–  Juninho: partida burocrática, aparecendo bem menos que Wendel – 6

– Marcelo Oliveira: jogou tanto de primeiro volante quanto de terceiro zagueiro e fez partida tranquila – 7

– Wesley: 90% das jogadas passam pelos seus pés. Levou perigo nos chutes de longe – 7,5

– Valdivia: mais preocupado em chutar a gol do que jogar para a equipe, ficou devendo – 6

– Mazinho: desta vez não foi mal como na partida anterior. Foi nulo mesmo – 6

– Leandro: precisou tomar uma bronca do Kleina para não ficar de fora do clássico. Partida apagada – 6

– Alan Kardec: recebeu poucas vezes em condição boa, e mesmo assim participou da jogada do gol – 7

– Marquinhos Gabriel: entrou e garantiu a vitória. Se for utilizado na equipe com inteligência e sem afobação poderá ser uma grata surpresa – 8

– Felipe Menezes: mal pegou na bola – 6

– Serginho: tentou três jogadas e errou as três – 6

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 X 0 PENAPOLENSE

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 30 de janeiro de 2013, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Junior e Alexandre Basilio Vasconcellos (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Marcelo Prieto Alfieri e Camilo Morais Zarpelão (ambos de SP)
Público/renda: 11.232 pagantes/ R$ 410.187,50
Cartões amarelos: Leandro, Wendel, Serginho e Juninho (PAL); Heleno e Gualberto (PEN)
Cartões vermelhos: Heleno (PEN) (41’/1T)

GOL: Marquinhos Gabriel, aos 21’/2T (1-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Wellington e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Valdivia (Marquinhos Gabriel, no intervalo) e Mazinho (Felipe Menezes, aos 24’/2T); Leandro (Serginho, aos 35’/2T) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina

PENAPOLENSE: Samuel; Rodnei, Jaílton, Gualberto e Rodrigo Biro; Liel (Fernando, aos 31’/2T), Petros, Heleno, Washington e Guaru (Rafael Ratão, aos 12’/2T); Alexsandro Créu (Lukas, aos 26’/2T). Técnico: Narciso.

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SEPxAPN

Tentando manter os 100% de aproveitamento mas com parte das atenções já voltadas para o choque-rei, o Palmeiras volta a campo para enfrentar a equipe que foi a primeira algoz de 2013.

Horário e local: quinta-feira, 30/01, às 19:30, no Pacaembu (PPV).

Árbitro: será Flávio Rodrigues de Souza, cujo histórico registra 3 jogos, com 2V/1D:

– 2013: 1×2 Ituano (P,f)

– 2012: 2×1 Ponte Preta (P,c)

-2011: 1×0 Mirassol (P,f)

Desfalques/Reforços: Victorino segue realizando aprimoramento físico, agora em companhia de Bruno César, recém contratado. Bruno Oliveira, Renato e Eguren seguem em tratamento de lesões. Valdivia continua com sua programação especial de treinos, e existe a possibilidade de que ele seja poupado para domingo. Henrique foi vendido para o Napoli e não atua mais pelo clube. Tiago Alves, Diogo e Vinícius estão recuperados de lesões e ficam à disposição.

Pendurados: nenhum. Próxima partida: choque-rei (casa).

Bola Verde IPE: Prass assumiu a liderança, com média 8,00.

Previsão IPE: Prass; Wendel, Lúcio, Wellington e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Mazinho e Valdivia; Leandro e Kardec.

Destaques/Penapolense: a equipe anunciou no domingo a contratação do atacante Rafael Ratão, da Ponte, por empréstimo até o fim do Paulista. Os meias Neto, expulso na última rodada, e Edílson, que pertence ao Palmeiras, ficam de fora. A provável escalação deverá ter Samuel; Rodnei, Jaílton, Gualberto e Rodrigo Biro; Liel, Washington, Petros e Guaru; Fio e Alexandro.

Ex-palmeirenses no Penapolense: o zagueiro Gualberto, o volante Fernando, e o meia Edílson.

Palpite IPE: 3×1, gols de Kardec, Leandro e Lúcio.

Último (e único) confronto: foi pelo Paulistão 2013, no Pacaembu – 2×3 – gols de Ayrton e Luan para o Palmeiras, e Guaru, Perez e Magrão para o Penapolense.

Histórico

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
1 0 0 1 2 3 1 0 0 1 2 3

Curiosidade: o Clube Atlético Penapolense foi fundado em 1944, mas devido a seguidos problemas financeiros sua trajetória registra diversos períodos de inatividade. Somente a partir de 2005 a equipe se estruturou financeiramente e desde então veio crescendo no futebol do estado até conseguir o acesso inédito ao grupo de elite, em 2012. O primeiro jogo da história da “Pantera da Noroeste” contra um grande paulista foi justamente contra nós.

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Volvio la magia

Volvio la magia

O terceiro jogo do ano da graça de 2014 – o Centenário do Palmeiras – nos trouxe a 3ª vitória consecutiva, a liderança do grupo D do Paulistão 2014 sendo a 2ª vitória fora de casa, a volta e primeiro gol de Valdívia no ano, a primeira goleada, estréia de Marquinhos Gabriel com duas assistências… grandes indicativos de que foi uma bela tarde de futebol para a torcida Palmeirense em Sorocaba.

No primeiro tempo o time parecia desconcentrado e a defesa deixava os atacantes do Atlético chegarem a todo momento, dando trabalho para Fernando Prass e óbvio que como a equipe sorocabana contava com um ex-Palmeiras, Ewerthon, o gol era questão de tempo. Lúcio e Henrique bateram cabeça e o Verdão saiu atrás no placar. No ataque a coisa não funcionava com Mazinho matando as jogadas (que partida horrível), Valdívia mostrava que realmente é o diferencial da equipe criando, mas foi chutando que ele se destacou mais hoje, cruzamento de Wendell (volta e lê de novo), e o chileno apareceu pra conferir: 1 x 1 aos 21′. Dai em diante o Palmeiras acalmou o jogo mas não conseguiu virar o placar, o melhor viria na segunda etapa…

…foi quando Gilson Kleina mudou a equipe taticamente e o time se transformou, a defesa se posicionou melhor desde o início da etapa e do meio pra frente tudo funcionava, Alan Kardec deixou Leandro em ótima condição e o atacante limpou o zagueiro gigante com muita categoria e empurrou pro fundo do gol aos 22′, e ainda tinha mais, o time se manteve no ataque ao invés de recuar, não se deu por satisfeito, tanto que poucos minutos depois foi a vez do ‘artilheiro’ Juninho estufar as redes depois de ótimo passe do estreante do dia, Marquinhos Gabriel foi na linha de fundo, levantou a cabeça e deu ótima assistência, a partir dai o Atlético viu que não dava mais e o jogo ficou calmo, sonolento, era sinal de que Felipe Menezes estava em campo. Ainda deu tempo de Marquinhos Gabriel fazer outra bela jogada na linha de fundo e dessa vez entregar de bandeja para Wesley. Grande virada, grande resultado e a auto-estima decolando.

Notas:

Fernando Prass: operou um milagre no primeiro tempo e não teve culpa no gol – 9
Wendell: boa partida, bela assistência para Valdívia e muita dedicação na defesa – 8
Lúcio: bateu cabeça com Henrique no lance do gol, depois foi bem como último da defesa – 7
Henrique: bate cabeça com Lúcio e depois quase não teve trabalho – 7
Juninho: 3 jogos e 2 gols, não comprometeu apesar de errar bastante – 7
Marcelo Oliveira: mais um jogo dividido entre 3º zagueiro e 1º volante, foi bem – 8
Wesley: bem na articulação e deixou o dele – 8
Valdívia: driblou, fez gol, deu excelentes passes, arrumou confusão, tomou amarelo… é o destaque – 9
Mazinho: irritou demais, matou todas as jogadas de ataque em que foi acionado – 3
Leandro: um golaço e depois outro drible desconcertante no zagueiro gigante – 8
Alan Kardec: mais um jogo em branco mas com ótima participação nas jogadas de ataque – 8

Marquinhos Gabriel: o adversário já estava meio cambaleado mas estrear com 2 assistências não é pra qualquer um – 9
Felipe Menezes: sono – 6
Mendieta: mal tocou na bola, se movimentou bastante, valeu o retorno – 6

Transmissão da Band: deprimente, imagem péssima e narração de Luciano do Valle com comentários de Neto – ZERO
Melhores Momentos:

ATLÉTICO SOROCABA 1 X 4 PALMEIRAS 

Local: Walter Ribeiro, Sorocaba (SP)
Data/Hora: 26/1/2014 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Cássio Luiz Zancopé
Assistentes: Carlos Augusto N. Júnior e Maria Eliza Correia Barbosa
Público/Renda: 11.218 pagantes/ R$ 537.260,00

Cartões Amarelos: Alex Willian, Boquita Fabão, Kasado e Montoya (ATS); Marcelo Oliveira e Valdivia (PAL)
Cartões Vermelhos: –
GOLS: Ewerthon, aos 13’/1ºT (1-0); Valdivia, aos 21’/1ºT (1-1); Leandro, aos 22’/2ºT (1-2); Juninho, aos 30’/2ºT (1-3) e Wesley, aos 47’/2ºT (1-4)

ATLÉTICO SOROCABA: Fábio; Fabinho Capixaba, Fabão, Montoya e Alex Reinaldo (Allan, 41’/1ºT); Boquita, Kasado (Michel, 32’/2ºT), Chico e Douglas Packer; Ewerthon e Alex Willian (Jefferson Maranhão, 7’/2ºT). Técnico: Ivan Baitello.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Henrique e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Mazinho (Marquinhos Gabriel, 19’/2ºT) e Valdivia (Felipe Menezes, 28’/2ºT); Leandro (Mendieta, 31’/2ºT) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

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CASxSEP

Dois jogos, duas vitórias, e aos poucos os reforços vão encontrando seu espaço na equipe. A expectativa é boa, e agora só depende do técnico fazer “dar liga”.

Horário e local: domingo, 26/01, às 17hrs, no estádio municipal Walter Ribeiro (Globo/PPV).

Árbitro: será Cássio Luiz Zancopé, estreante em jogos do Palmeiras. Neste paulista, apitou Bragantino 2×0 SPFC.

Desfalques/Reforços: Victorino, aprimorando a parte física, e Bruno Oliveira e Eguren, lesionados, seguem de fora. Juninho e Renato saíram lesionados do último jogo e também ficam de fora. Diogo também não se recuperou e completa a lista de desfalques. Em compensação, Valdivia está relacionado para a partida.

Pendurados: nenhum. Próxima partida: Penapolense (casa).

Bola Verde IPE: liderança dividida entre nada menos do que cinco jogadores, todos com média 7,5: Wesley, Kardec, Prass, Marcelo Oliveira e Mazinho.

Previsão IPE: Prass; Wendel, Henrique, Lúcio e W.Matheus; França, Marcelo Oliveira, Wesley e Valdivia; Mazinho e Kardec.

Destaques/Sorocaba: com apenas 1 ponto conquistado em duas partidas, o Sorocaba vai a campo pressionado. Deola, emprestado pelo Palmeiras, fica impedido de atuar. A provável escalação deverá ter Fábio; Fabinho Capixaba, Everson, Montoya e Allan; Kasado, Alex Reginaldo, Boquita e Douglas Packer; Alex William e Ewerthon.

Ex-palmeirenses no Sorocaba: o goleiro Deola, o lateral Fabinho Capixaba, e os atacantes Ewerthon e Lenny.

Palpite IPE: 2×0, gols de Kardec e Valdivia.

Último confronto: foi pelo Paulistão 2013, no Pacaembu – 2×0 – gols de Henrique e Márcio Araújo.

Última vitória no local do jogo: será a primeira vez na história que o Palmeiras enfrenta o Atlético em Sorocaba.

Histórico

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
2 1 1 0 4 2 2 1 1 0 4 2

Curiosidade: esta será a primeira vez que enfrentamos o Sorocaba no Ninho da Garça, mas não será nem de longe a primeira vez que jogamos lá. Nossa trajetória no estádio Sorocabano registra 16 partidas, todas contra o São Bento, com 7 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. Na última vez que estivemos por lá, vitória de 3×0, gols de Osmar (2) e William, pelo Paulistão 2007.

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César Sampaio veste a braçadeira de capitão da equipe

César Sampaio veste a braçadeira de capitão da equipe

Orra, meu! São Paulo (ninguém aqui fala Sampa, certo?) chegou aos 460 anos, e por isso recebe aqui a homenagem do único paulistano entre a extensa equipe de três redatores do blog. Não será a primeira: dois anos atrás trouxemos uma curiosidade pouco conhecida – os títulos paulistanos do Verdão, que se juntam às suas glórias estaduais, nacionais e internacionais.

Desta vez, resolvemos lembrar os grandes craques que vestiram a camisa verde tendo nascido no quintal de casa. Já falamos de times formados por cariocas, paulistas, nordestinos, sulistas e outros. Está na hora dos oriundos da terra da garoa, com destaque para a dupla quase sertaneja de zaga:

1. Nascimento – o goleiro foi tricampeão paulista 1932/33/34 (embora no último ano tenha jogado apenas na estreia). Assistiu de dentro do campo às oito vezes em que seu colega corintiano Onça foi buscar no fundo das redes na maior goleada da história do Derby.

2. Djalma Santos – o maior lateral direito do Palestra também o é de todo o futebol mundial. O mito que nos deixou ano passado foi eleito o melhor de sua posição na Copa de 1958 (jogando apenas a final!) e também foi um monstro no Verdão, aonde chegou um ano depois. Entre 1959 e 1968, foram quase 500 partidas e inúmeros títulos deste que é um mito do Palestra.

3. Valdemar Carabina – titular durante quase todo o período que abrangeu a primeira Academia. Jogador leal, excelente marcador e firme na bola aérea. Homem ideal para a defesa que ninguém passa.

4. Waldemar Fiúme – passou de 600 jogos e tem estátua no clube. Precisa explicar mais?

5. César Sampaio – o mais jovem dos titulares foi um dos símbolos dos saudosos anos 90, com grandes atuações em suas duas passagens. Teve a honra de erguer a Libertadores.

6. Geraldo Scotto – 352 jogos durante o período áureo da rivalidade com o Santos, uma série de taças e um grande talento na marcação. É titular da equipe de todos os tempos, e obviamente da paulistana também.

7. Julinho – artilheiro duas vezes do Paulistão, tem uma das maiores médias de gols da história do clube (0,93 gol/jogo), jogou a Copa de 1954. Outro monstro sagrado da história alviverde.

8. Servílio – vamos improvisar um pouco, escalando o meia-direita que brilhou na Academia. Depois até jogou no arquirrival, clube em que seu pai é lenda, mas isto não mancha sua grande trajetória vestindo verde.

9. Heitor – o maior artilheiro de nossa história, com 327 gols em 358 jogos (média de 0,91 gol/jogo) e único a marcar seis vezes num jogo. Escalação indiscutível.

10. Lima – o maestro da esquadra é o “Garoto de Ouro”, que em dezesseis anos de clube disputou mais de 450 partidas e marcou 149 gols (apenas quatro a menos que o Divino), conquistando entre inúmeros troféus a Taça Rio.

11. Rodrigues – poderia ser o camisa 11 do time do centenário; nessa seleção paulistana é outra escolha óbvia. Foi vice na Copa de 1950 mas conquistou o planeta um ano depois como titular da esquadra verde.

Técnico: o brilho que os paulistanos tiveram dentro de campo não se refletiu tanto à beira do gramado: os mais vitoriosos técnicos do clube nasceram em outras paragens fora. Ficamos com Mario Travaglini, que levantou o Paulista de 1966, a Taça Brasil em 1967 e que era visto como homem de confiança no Palmeiras, tanto que o dirigiu em outras três oportunidades depois de sair em 1968.

No banco de reservas, mantemos o ótimo nível da equipe com Diego Cavalieri, Cafu, Bianco, Serafini, Liminha, Américo Murolo e Edu Bala.

O Palestra Itália em 1969: uma instituição paulistana

O Palestra Itália em 1969: uma instituição paulistana

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O estreante da noite

O estreante da noite

A auto-confiança do treinador do Bafo não foi suficiente para impedir o Palmeiras de conquistar a segunda vitória no Paulistão 2014. Além de manter o aproveitamento essa também foi a primeira vitória fora de casa, situação de jogo que se repete na próxima rodada, e serviu principalmente para mostrar que o time está relativamente tranquilo, executando seu futebol independente do local e adversário. Por falar em local o de hoje precisa receber uma corneta bem sonora, o ‘gramado’ estava repleto de areia, buracos e afins, ocasionando diversas situações de atendimento médico, a FPF não cansa de diminuir o Paulistão autorizando que aconteçam partidas nesse tipo de pasto. O ponto forte da partida em Ribeirão Preto fica por conta da torcida Palmeirense: estava em maior número e se fez ser ouvida por todo o jogo, o interior é todo nosso.

No início da peleja parecia que o Comercial daria trabalho, atacando com uma certa voracidade e marcando forte a saída de bola do Palmeiras; Gilson Kleina foi a campo com uma escalação no mínimo curiosa pois estavam juntos Marcelo Oliveira, Wendell, Renato e Juninho, desse jeito fica menos fácil fazer a redonda chegar no ataque… segue o jogo. Essa sede toda do time ribeiro pretano não foi capaz entretanto de impedir que o Palmeiras marcasse primeiro, e qualquer time que vê o camisa 6 Palmeirense indo às redes logo aos 13′ dá uma esmorecida. Alan Kardec hoje não conferiu, mas esteve nas jogadas dos 2 gols, primeiro escorando a bola que sobrou para Juninho conferir e depois brigou pela bola que sobrou pra Wesley fuzilar de fora da área, entre os dois tentos validados Serginho chegou a marcar mas teve o gol absurdamente mal anulado pela assistente Renata de Brito. É ruim quando o nome de alguém do trio de arbitragem aparece na relação de gols da partida. Com o placar apontando 2×0 era questão de cabeça fria para garantir o resultado e a dúvida da defesa restava sobre Lúcio, que estreou com a camisa do Verdão hoje, o zagueirão não comprometeu apesar de algumas pixotadas, coisa normal de quem já está com a idade mais avançada e estava há 6 meses sem jogar.

O segundo tempo transcorreu tranquilamente, o Palmeiras não estava disposto a arriscar e ainda assim teve algumas boas chances, qualquer tentativa por parte do Comercial foi prontamente impedida por Fernando Prass. O destaque negativo fica por conta das contusões de Renato, que saiu dando lugar para França fazer sua segunda partida com a camisa centenária do Palmeiras (esse ano é demais) e Juninho, que foi rendido por William Matheus (precisamos de um apelido).

No próximo domingo (26/01) o Palmeiras vai a Sorocaba enfrentar o Atlético local, o grupo D está enrolado e o Verdão é vice-líder apesar dos 6 pontos conquistados. A segunda partida fora de casa deve ser a terceira em que Gilson Kleina não conseguirá repetir a escalação, porém por bons motivos: pode ser que Valdívia atinja condição de jogo e vá pra campo, na mesma situação estão Eguren, Mendieta e Leandro.

Notas:

Fernando Prass: nenhuma defesa foi de fato difícil, mas ele não deu chance pro azar – 9
Wendell: o quebra-galho oficial fez partida tranquila, até por não ter sido muito exigido, se estrepou na trave – 7
Lúcio: quem esperava que ele fosse estabanado e faltoso quebrou a cara, está sem tempo de bola, natural – 7
Henrique: alterna grandes momentos com outros nem tão grandiosos – 7
Juninho: fez o primeiro gol, perdeu um outro e atrapalhou algumas jogadas, o de sempre – 7
Marcelo Oliveira: estava ali para garantir a do Lúcio, acho que nem precisou – 7
Renato: ainda meio ‘verde’, mas tem potencial – 7
Wesley: não precisa correr muito pra fazer a diferença, gol e boa atuação – 9
Serginho: gol mal anulado e partida consistente, muitas jogadas passaram por ele – 8
Alan Kardec – participou dos 2 gols, hoje não deixou o dele – 7
Mazinho: abusou das firulas e tomou várias decisões ruins na hora de finalizar – 6

William Matheus – entrou bem, foi pro ataque e ajeitou uma bola pro Felipe Menezes – 7
Felipe Menezes – entrou com sono e desperdiçou a bola ajeitada pelo William Matheus – 6
França – não teve trabalho, o jogo estava resolvido quando foi pra campo – 6

Melhores Momentos:

FICHA TÉCNICA
COMERCIAL 0X2 PALMEIRAS

Local: Dr. Francisco de Palma Travassos, Ribeirão Preto (SP)
Data-Hora: 23/1/2014 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath
Auxiliares: Marco Antônio Gonzaga da Silva e Renata Ruel Xavier de Brito

Gols: Juninho, aos 13’/1°T (0-1); Wesley, aos 37’/1°T (0-2)
Cartões amarelos: Marcus Winícius (Comercial);
Cartões vermelhos: –
Renda e público: R$ 420.415,00 / 8.815 pagantes

COMERCIAL: Júlio Sérgio; Graffite (Leandrinho, 32’/2°T), Edimar, Reniê e Wilian Simões; Xaves, Marcus Winícius e Cacá (Leandro Oliveira, 14’/2°T); Cassiano Bodini, Marcelo Toscano e Macena (Rodrigo, intervalo). Técnico: Toninho Cecílio.

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lúcio, Henrique e Marcelo Oliveira; Wendel, Renato (França, 27’/2°T), Wesley (Felipe Menezes, 22’/2°T), Mazinho e Juninho (William Matheus, 16’/2°T); Serginho e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

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250 jogos, e contando

Palmeiras 2x0 Galo: a estreia do blog

Palmeiras 2×0 Galo: a estreia do blog

Este modesto espaço na grande rede nasceu há pouco mais de três anos, e de lá para cá foram 250 jogos comentados pelos especialistas corneteiros editores da casa. O primeiro deles foi Palmeiras 2 x 0 Atlético-MG pelas quartas-de-final da Sul-Americana de 2010; como se pode ver, ainda muito cru.

A seção foi crescendo, com cada vez mais estatísticas, fotos, vídeos, ironia e, claro, cornetagem, como cabe a palestrinos de boa cepa. Por fim, vieram as notas que deram origem ao prêmio Bola Verde, cada vez mais uma referência no que diz respeito ao desempenho dos atletas do Verdão (bom, a gente chega lá).

Para celebrar essa importante marca, escolhemos dez desses pós-jogos por sua importância ou simplesmente porque gostamos deles. São três feitos por cada um de nós e um jogo especial comentado por seis mãos. Relembre estes (nem sempre) bons momentos!

Palmeiras 1(5) x 1(6) Corinthians, o jogo de um craque renegado

Palmeiras 2×1 Corinthians e a fulminante estreia de Fernandão

Botafogo 2×6 Palmeiras, a maior goleada da história do blog

Grêmio 0x2 Palmeiras, um jogo de êxtase

Lusa 3×0 Palmeiras, pra lembrar que a raiva turbina qualquer texto

Palmeiras 0x1 Coritiba, incredulidade e desalento

Flamengo 1×1 Palmeiras, o retorno à série B

Palmeiras 1×2 Tijuana, noite de desabafo

Figueirense 2×3 Palmeiras, pois na vitória também se corneta

Palmeiras 0x0 São Caetano, o retorno à série A*

*um editor trapaceou e colocou um texto seu a mais.

Por fim, a grande conquista da Copa do Brasil em três atos: logo após o jogo, na manhã seguinte e após o desfile por São Paulo. Era o mínimo para celebrar um título nacional que não vinha há 12 anos.

É isso. Boa leitura e até daqui a pouco, com o 251º capítulo dessa história.

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