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Archive for novembro \21\UTC 2014

As armas de cada um

Quem é que deeeeeeeeesce? (tabela do FutebolInterior)

Quem é que deeeeeeeeesce? (tabela: FutebolInterior)

Por causa do Grande Prêmio dos EUA, o jogo entre Bahia e Palmeiras foi o último a começar na 32ª rodada do Brasileirão. Assim, quando soou o apito final, o Verdão já sabia que, a seis rodadas do fim, detinha cinco pontos de frente não só para o primeiro time dentre os rebaixados como também para o primeiro fora. Faltavam três jogos em casa, dois contra times que se encaminhavam para a salvação e um que poderia vir com seus reservas.

O que aconteceu, todos vimos: três derrotas seguidas e a vantagem virou pó. Estes cinco viraram um, e já na próxima rodada o time pode entrar no temido Z4. o qual não frequenta desde que voltou de Florianópolis com uma virada incrível nas costas.

Agora nos vemos metidos em uma espécie de roleta russa em que quatro times lutam para sobreviver, porém um sucumbirá (não levaremos em conta a possibilidade de o Figueirense entrar na luta, nem de Botafogo e Bahia se reerguerem, ainda que este último tenha uma tabela decente). Coritiba, Vitória, Chapecoense e Palmeiras se engalfinham numa luta de foice no escuro. Cada um deles tem suas armas e fraquezas. Vamos a elas:

CORITIBA – A TABELA

Risco de queda: 33 – 38% (de acordo com os sites Infobola e Matemática-UFMG)

Pontos nas últimas cinco rodadas: seis

Jogos que restam: Palmeiras (c), Atlético-MG (f), Bahia (c)

Hoje o Coritiba é o time à porta do inferno. Em compensação, é o time com a tabela mais generosa nesta reta final: sedia o último confronto direto entre os times no bolo, depois visita um provável campeão da Copa do Brasil em festa e por fim conclui contra um time possivelmente já rebaixado – e, se o Bahia não estiver, pode-se tratar de outro confronto direto.

As últimas rodadas têm mostrado luta: houve só uma derrota em cinco jogos, contra o Flamengo, e mesmo nessa o time brigou até o fim. Assim como nós, o Coxa também desperdiçou duas vitórias no fim – Grêmio e Corinthians – mas no geral está mais embalado para a decisão de domingo. Mas, se nós estamos desesperados, é bom lembrar que eles estarão ainda mais. Empate pode não ser bom para o Palmeiras, porém tende a ser ainda pior para o time do Alto da Glória, cuja torcida não aguenta mais ver a equipe subir e descer e por isso também pressiona o clube, que, para complicar, está em período eleitoral. Sabemos como é.

VITÓRIA – ADVERSÁRIOS ACOMODADOS

Risco de queda: 39 – 42%

Pontos nas últimas cinco rodadas: sete

Jogos que restam: Figueirense (f), Flamengo (f), Santos (c)

Esta foi a arma mais difícil de identificar (leia-se “tive que forçar um pouco”), pois, como as porcentagens demonstram, o rubronegro é o mais ameaçado dos quatro candidatos. Estes sete pontos em cinco rodadas devem ser um pouco relativizados, pois três destes jogos foram contra times de baixo (Criciúma, Chapecoense, Coritiba). Mesmo assim, há dois meses o time não perde por mais de um gol de diferença, o que mostra que seus jogos têm sido renhidos; contra Flamengo (em São Luís, campo até certo ponto neutro) e principalmente Santos isso pode fazer uma baita diferença. A vitória da Chape ontem recolocou as barbas do Figueirense de molho; não fosse isso, também esta partida teria caráter menos decisivo para o rival. Isto pesará bastante contra o Leão, que afinal de contas só volta a seu estádio na despedida.

CHAPECOENSE – O BOTAFOGO

Risco de queda: 14 – 16%

Pontos nas últimas cinco rodadas: quatro

Jogos que restam: Botafogo (c), Cruzeiro (c), Goiás (c)

Assim como nós, a Chape só somou quatro pontos nas últimas rodadas. Mas o incrível resultado de ontem vira espetacularmente a situação dos catarinenses: de provável rebaixado a menos ameaçado. Isto porque o próximo jogo é quase uma benção; não se pode desprezar ninguém – e o Flu viu isso ontem – mas o Botafogo parece ter entregue os pontos. Se ganhar do Glorioso não vier ou não bastar, o alviverde pode ainda buscar algo contra um Cruzeiro de ânimo imprevisível (provavelmente campeão brasileiro e vice do Brasil) ou um Goiás ansioso pelas férias. Para se garantir de vez na série A, no entanto, o ataque precisa ser mais regular: apesar da profusão de ontem, nos cinco jogos anteriores eles só haviam marcado um gol, e bem no finzinho do jogo contra o Santos.

PALMEIRAS – O DESEMPATE

Risco de queda: 17 – 23%

Pontos nas últimas cinco rodadas: quatro

Jogos que restam: Coritiba (f), Inter (f), Atlético-PR (c)

A matemática dá uma chance em cinco de o Palmeiras cair. Na prática, parece óbvio que a diferença entre resistir ou não é simplesmente se Valdivia estará em campo – e contra os reservas do Atlético-MG nem isto bastou. O time vem desmoronando após um bom miolo de segundo turno, vê seu técnico cada vez mais hesitante, vive clima de eleição… enfim, o pacote está montado.

Nenhum palmeirense espera pontuar em Porto Alegre, por mais que o Inter também não esteja lá essas coisas. Assim, cada vez mais o Palmeiras depende da sua carta na manga: o desempate. É o que nos mantém à frente da Chape e o que nos manterá na frente do Coxa se terminarmos juntos; contra o Vitória depende de como se dá a situação: quatro pontos pra lá e três pra cá, estamos salvos. Um triunfo lá, dois empates aqui, já era.

O campeonato do Palmeiras é domingo: vitória em Curitiba muito provavelmente resolve nossa vida. Empate deixa a decisão para o Palestra Itália e derrota, bom, melhor nem pensar.

No meio do turbilhão, o chileno segue lesionado. E pendurado.

O cenário que eu espero

Acredito que o Palmeiras consiga mais três pontos, meramente baseado em alguns momentos de futebol que o time apresentou neste turno, em particular contra Grêmio e Santos (até sofrer o primeiro gol). E penso que o Vitória não fará mais que quatro, o que nos bastaria. Mas admito: tem uma enorme dose de fé embutida nas linhas acima.

Por via das dúvidas, melhor Paulo Nobre pegar os aplaudidíssimos milhões de reais e investi-los em patuás, trevos de quatro folhas, pés de coelho. É mais garantido que apostar em Felipe Menezes e Diogo.

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