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Archive for the ‘Bastidores’ Category

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Deveria ter dado vermelho!

Arbitragem é sempre um assunto polêmico e cercado de desconfiança, e nos últimos anos tem ocupado espaço muito maior do que deveria nos noticiários esportivos (e policiais).

A premissa básica para a escolha continua sendo o sorteio, obrigatório por determinação do estatuto do torcedor. Entretanto, apesar de fixar o sistema de escolha, o estatuto não estabelece critérios para a realização dos sorteios, ficando a cargo das federações a adoção do que melhor lhes “convêm”.

A CBF, por exemplo, adota um critério de sorteio nem um pouco democrático e que abre muito espaço para que árbitro X ou Y apite partida do clube A ou B. Funciona da seguinte maneira: para cada partida da rodada, a CBF seleciona dois árbitros (sem critério técnico algum, e é justamente aí que mora o perigo) e os posiciona na coluna 1 ou 2. Feita a “pré-seleção” para todas as partidas da rodada, sorteia-se apenas entre a coluna 1 ou 2, ou seja, o sorteio em si é previamente manipulado, já que para uma partida específica somente dois árbitros estão habilitados a serem sorteados.

Felizmente, no meio de tantas notícias negativas relacionadas a arbitragem (Edílson, Zveiter, Marcio Resende de Freitas, Calciocaos…) ainda existem atitudes que merecem elogios, como a que partiu este ano da FPF.

A comissão estadual de arbitragem inovou no sistema de escolha dos árbitros para as partidas. As mudanças foram sutis, mas ao menos até o momento não se tem notícia neste Paulistão de partidas onde a arbitragem tenha sido determinante para o resultado final ou tenha causado revolta generalizada.

Até 2012, os árbitros eram habilitados para as partidas através do ranking de árbitros da FPF, ou seja, para partidas envolvendo os quatro grandes, somente árbitros das categorias “especial” (FIFA) e “ouro” poderiam ser sorteados, sendo basicamente este o único critério para a realização dos sorteios.

A partir deste ano, a FPF implantou as seguintes mudanças:

(1) No início do campeonato foram selecionados 25 árbitros entre as categorias especial (a mais alta do ranking) e categoria 1 (segunda) para participarem dos sorteios.

(2) Na primeira rodada do campeonato o sorteio é realizado envolvendo estes 25 árbitros, independente do ranking, para as 10 partidas da rodada vigente, ficando os 10 árbitros sorteados impedidos de apitar na rodada seguinte, e assim sucessivamente.

(3) Além disso, o árbitro deve aguardar três rodadas para poder atuar em jogos de equipes envolvidas na sua atuação anterior.

Na visão do IPE, as medidas acima tornaram mais transparente e justo o sistema de sorteio, evitando “aberrações” do tipo Sandro Meira Ricci apitando 2 ou 3 jogos seguidos de um certo clube da capital paulista, por exemplo, além de não restringir as escalas de arbitragem a apenas duas possibilidades para cada partida, como faz a CBF.

Enfim, fica o registro e os parabéns a essa sutil mudança, mas que certamente colabora para que a arbitragem seja um pouco mais isenta.

O regulamento para o sorteio de árbitros do Campeonato Paulista pode ser encontrado na íntegra através deste link: http://www.futebolpaulista.com.br/arquivos/sorteioarbitragem_13.pdf

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O Palmeiras em primeiro lugar!

O Palmeiras em primeiro lugar!

Em meio ao melancólico e vexatório final de mandato do Sr. Arnaldo Tirone e a já fervente batalha entre os diversos grupos políticos pelo poder para o próximo biênio, eis que o site oficial do clube divulgou, na última sexta-feira (11/01), o teor da votação da Assembleia Geral dos Sócios (AG), a ser realizada no próximo sábado (19/01),  fruto do esforço e trabalho de muitos Palmeirenses na luta pela instituição das eleições diretas no clube.

Segundo o texto oficial, que pode ser encontrado neste link, a AG terá nada menos do que 10 tópicos a serem votados pelos sócios. Apesar de tornar a votação bastante demorada e talvez até um pouco confusa para aqueles que não têm acompanhado de perto todo o processo das diretas, a votação em itens possibilitará que a mudança seja aprovada da forma mais democrática possível, refletindo o pensamento da maioria dos associados.

Desta forma, a alteração do estatuto (esperamos!) resultará nas mudanças – se não ideais – as mais próximas do melhor caminho para a tão necessária oxigenação e renovação do poder e das ideias dentro do clube.

Recomenda-se a leitura com bastante atenção de todos os itens antes da votação! O mais importante é que o associado tenha bem claro a seguinte orientação:

  • Itens 1, 2, 3, 5, 6, 7, 9 e 10: para aprovação destes itens, será necessário que a opção “CONCORDO” receba 50% + 1 votos dos associados.
  • Itens 4 e 8: para estes dois tópicos serão necessários 2/3 (dois terços) dos votos para aprovar uma das opções.

De forma a esclarecer e também marcar posição neste momento histórico na vida do clube, vamos aqui repassar item a item da votação, com comentários e também nossa opinião sobre os tópicos:

1) A partir de novembro/2014, o Presidente e os Vice-Presidentes da Diretoria Executiva passarão a ser eleitos pelos associados (voto direto).

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Caso o “não concordo” vença, a eleição continuará sendo indireta, pelo conselho que também será eleito nos próximos dias.

Opinião do IPE: nós colocamos um banner das diretas já durante o ano passado. Somos francamente favoráveis ao voto direto!

2) A posse da Diretoria Executiva eleita (Presidente e Vice-Presidentes) ocorrerá no dia 15 de dezembro ou cinco dias após a realização da última partida oficial de futebol profissional no ano.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

A ideia aqui é evitar o que vemos esse ano, com o COF jogando contra a diretoria executiva e dificultando a montagem do time para 2013.

Opinião do IPE: mesmo correndo o risco de a eleição afetar o desempenho da equipe na reta final do Brasileirão, seria ideal antecipar as eleições para o final de Novembro ou início de Dezembro, a fim de que o novo presidente possa planejar adequadamente a temporada seguinte.

3) Os candidatos aos cargos da Diretoria Executiva (Presidente e Vice-Presidentes) se inscreverão reunidos em CHAPAS, ao invés de inscrições individuais.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Hoje, o estatuto permite que vices de chapas de grupos diferentes sejam eleitos, o que teoricamente pode dificultar a governabilidade da nova gestão. Um exemplo deste dispositivo é a candidatura independente de Salvador Hugo Palaia para vice-presidente no pleito vigente.

Opinião IPE: a eleição da Chapa por completo torna o pleito mais ágil e garante melhor governabilidade ao próximo presidente, portanto somos a favor.

4) Para aprovar as inscrições das chapas será necessário um quórum:

(   ) Concordo com o quórum de 15% dos Conselheirospresentes na reunião do Conselho Deliberativo

(   ) Concordo com o quórum de 20% dos Conselheiros presentes na reunião do Conselho Deliberativo, com número mínimo de 50 votos, o que for maior.

(   ) Não concordo.

Item que trata do filtro no conselho para que uma chapa tenha direito a efetivamente concorrer ao pleito. Explicando: para que uma chapa possa se inscrever na eleição, além de ser necessário que os membros cumpram as exigências estatutárias de elegibilidade (tempo de associação + tempo como conselheiro efetivo), a chapa deverá ser referendada por um percentual dos conselheiros.

Opinião IPE: Este é certamente o item mais polêmico de toda votação. Em primeiro lugar, nem deveria existir. Abre espaço para que as próximas eleições continuem sendo direcionadas através de conchavos políticos, justamente o que se pretende combater com a instituição das eleições diretas. Quem defende este filtro afirmando tratar-se um dispositivo para evitar que um aventureiro se torne presidente deveria ter vergonha de falar uma abobrinha dessas. Qualquer pessoa, hoje, para se candidatar a presidente, precisa cumprir uma série de pré-requisitos que, em resumo, o obrigam a ser sócio do clube há pelo menos 16 anos, além de toda a burocracia para a formação das chapas, e mesmo assim não se conseguiu evitar que pessoas totalmente despreparadas assumissem a presidência e outros cargos estratégicos (exemplos não faltam!). O ideal seria que este absurdo não existisse, mas na “menos pior” das opções, apoiamos o filtro de 15%, deixando claro que o ideal seria não existir filtro algum. Há também quem afirme que o conselho já representa os sócios, o que é outra grande falácia, já que  o conselho da SEP há anos não reflete os desejos dos associados, pois boa parte de seus integrantes são vitalícios eleitos pelos próprios conselheiros, sem voto dos sócios.

5) Se não houver a obtenção do quórum de aprovação das chapas, será iniciado novo processo de aprovação das chapas, com os mesmos candidatos.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Trata-se do mecanismo que determina o procedimento a ser adotado caso nenhuma das chapas inscritas passe pelo famigerado filtro do conselho.

Opinião IPE: mais um dispositivo que abre espaço para manobras no CD, sendo portanto imprescindível que o filtro do item 4 seja o menor possível. De qualquer forma, para as mudanças estatutárias não sofram mais ainda com a falta de vontade dos atuais comandantes do CD, concordamos com o item.

6) Se houver somente uma chapa inscrita, o quórum de aprovação da inscrição da chapa será de 50% + 1 dos votos dos associados.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Este item determina a ação a ser tomada caso haja apenas uma chapa inscrita.

Opinião IPE: Acreditamos ser bastante difícil haver uma eleição com apenas uma chapa inscrita, mas em se tratando de Palmeiras, nada é impossível. Mais uma vez é preciso citar que a “aprovação” das chapas deveria competir desde o princípio SOMENTE aos associados através da eleição, sem filtro no conselho. Mais um item onde o voto deverá ser aquele que garanta o melhor resultado para que o poder seja concentrado ao máximo na mãos dos sócios. Concordamos.

7) Havendo mais de 50% de votos brancos ou nulos, haverá convocação de nova Assembleia Geral, no prazo de quinze dias, para a mesma chapa concorrer à eleição. A não obtenção da votação mínima na segunda Assembléia Geral, ensejará o início de novo processo de escolha das chapas, para nova submissão à Assembléia Geral.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Este item visa dar base ao processo eleitoral, cobrindo todas as ocorrências possíveis em uma eleição.

Opinião IPE: Concordamos.

8) Para se candidatar aos cargos da Diretoria Executiva (Presidentee Vice-Presidentes), os candidatos deverão ter exercido mandadoefetivo no Conselho Deliberativo:

(   ) Concordo com o requisito de cumprimento de 4 anos demandato efetivo no Conselho Deliberativo

(   ) Concordo com o requisito de cumprimento de 8 anos demandato efetivo no CD

(   ) Não concordo.

Item que determina o tempo obrigatório que um sócio deve ter como conselheiro efetivo para ter o direito de se candidatar. Vale lembrar que, para que um sócio seja candidato ao conselho, são necessários 8 anos de associação. Ou seja, na prática, hoje, um sócio deve ter no mínimo 16 anos de clube sendo 8 deles como conselheiro para se candidatar a presidência.

Opinião IPE: este é um item importante e deveria ser o verdadeiro e único filtro para se permitir que um sócio seja candidato a presidente. Viver o dia-a-dia e ter experiência no âmbito administrativo do clube faz parte da formação de novos líderes, mas 16 anos é tempo demais no mundo do futebol e o clube precisa de renovação em seus quadros. Portanto, apoiamos a primeira opção, que diminuiria para 12 anos o tempo para um sócio poder concorrer a presidência. 

9) Torna-se obrigatória a realização de transição de todas as informações do Clube, pelos gestores em final de mandato aosgestores eleitos.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Precisamos opinar? Já deveria ser assim desde 1914.

10) Torna-se obrigatória a apresentação de proposta de administração pelas Chapas, no ato da inscrição para os cargos da Diretoria Executiva, com disponibilização eletrônica de seu teor aosassociados, mediante solicitação.

(   ) Concordo

(   ) Não concordo

Precisamos opinar? Já deveria ser assim desde 1914.

Esperamos que os sócios compareçam em peso, marquem posição, e ajudem o clube a dar o primeiro passo rumo à modernidade. Chega de administrações baseadas e dependentes de política, sem foco no futebol, com rabo preso e com práticas administrativas viciadas e ultrapassadas.

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