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Archive for the ‘Curiosidades’ Category

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Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

Palestra_Itália-1916

Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

 oficiais

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1994 World Cup Final. Pasadena, USA. 17th July, 1994. Brazil 0 v Italy 0. (Brazil won 3-2 on penalties). Brazilian star Romario drapes himself in his country's flag after Brazil won the World Cup by beating Italy on penalties.

Em 1994 ele foi o cara

“Ué, mas esse não é um blog sobre o Palmeiras?”

É sim, amigo, mas há alguns jogadores cujo histórico justifica um texto – contando seu histórico contra nós, naturalmente. Entre outros, já falamos de Garrincha, Sócrates e até mesmo de Ronaldo, esse que hoje parece uma antítese do hoje senador e ontem companheiro de ataque de Seleção (a dupla recebeu o famigerado apelido de “Rô-Rô“).

Assim, vamos relembrar o que Romário de Souza Faria fez contra o Palmeiras – e, saibam de antemão, não foi pouco!

A carreira do Baixinho começou no Vasco, ainda nos anos 80. Seu primeiro jogo profissional foi em 1985, e por mais três anos e meio ele ficaria no cruz-maltino; pouco após jogar as Olimpíadas de Seul (ao lado de nenhum palmeirense, eu rechequei) foi para o PSV, de onde seguiu para o Barcelona e para o título mundial de 1994.

Toda essa enrolação para dizer que somente depois disso, já aos 29 anos, é que finalmente o campeão da Copa encontrou o campeão do Século: em 3 de setembro de 1995, Romário sofreu mas vazou Velloso. Só que o “melhor ataque do mundo” formado também por Sávio e Edmundo tinha diante de si o então bicampeão brasileiro – e o Palmeiras venceu por 2 a 1 em pleno Maracanã.

Começou aí uma longa tradição: Romário contra o Verdão era usualmente sinal de bola na rede. Foram 23 jogos, e em 14 deles o 11 foi às redes, somando 22 gols – o Palmeiras é o terceiro time que mais levou gols do atacante (apenas Botafogo e Olaria estão à frente, ou atrás dependendo do ponto de vista).

O Palmeiras ganhou uma taça à vera (o Rio-SP 2000) e duas amistosas (Copa Euroamérica 1996 e Troféu Naranja 1997) enfrentando o artilheiro. E foi vice de forma acachapante uma vez – claro, falamos da Copa Mercosul de 2000, em cuja decisão Romário fez seu segundo triplete no Alviverde – o primeiro, curiosamente, foi exatamente no supracitado Troféu Naranja, quando ele atuava pelo Valencia. Não, não tem link pra esses jogos.

Se é fato que enfrentá-lo era sinal de gol sofrido, também era muitas vezes um bom presságio: dos 23 encontros, vencemos 10 e empatamos 6. Das sete derrotas, a da Mercosul foi a penúltima: depois disso, ele só nos venceria em 2002, marcando um gol de pênalti em Rodrigo Taddei. Foi o terceiro dos cinco gols que ele faria através de penalidade máxima. Já não viriam muitos mais: os dois últimos foram numa goleada a nosso favor no Palestra: 5×2 em 2005.

O adeus foi em 2007, num empate em São Januário em que ele passou em branco. Antes, ja tinha rodado por Fluminense (levou 3×0 de um Palmeiras já quase rebaixado), Catar, EUA e Austrália. Ficaria na ativa por mais um ano, até marcar seu milésimo gol e enfim descansar em paz – no bom sentido, claro.

O velho Palestra Itália pôde vê-lo oito vezes. Não foi muito, mas foi certamente o suficiente para entender porque Romário foi o maior centroavante brasileiro, quiçá mundial, dos últimos 50 anos. Estes mesmos que ele hoje completa.

 *

Lista completa dos jogos de Romário contra o Palmeiras:

Flamengo 1×2 Palmeiras (BR 1995) – 1 gol

Flamengo 1×1 Palmeiras (Euroamérica 1996) – 1 gol

Flamengo 2×0 Palmeiras (CB 1997) – 1 gol

Palmeiras 0x1 Flamengo (CB 1997)

Valencia 3×1 Palmeiras (Naranja 1997) – 3 gols

Palmeiras 2×1 Flamengo (BR 1998) – 1 gol

Flamengo 2×1 Palmeiras (CB 1999) – 1 gol

Palmeiras 4×2 Flamengo (CB 1999) – desculpa, o dia era de Euller…

Flamengo 1×1 Palmeiras (BR 1999)

Vasco 3×3 Palmeiras (Rio-SP 2000) – 2 gols (1 de pênalti)

Palmeiras 2×1 Vasco (Rio-SP 2000) – 1 gol

Vasco 1×2 Palmeiras (final Rio-SP 2000) – 1 gol

Palmeiras 4×0 Vasco (final Rio-SP 2000)

Palmeiras 3×0 Vasco (BR 2000)

Vasco 2×0 Palmeiras (final Mercosul 2000)

Palmeiras 1×0 Vasco (final Mercosul 2000)

Palmeiras 3×4 Vasco (final Mercosul 2000) – 3 gols (1 de pênalti)

Palmeiras 1×3 Vasco (BR 2001) – 2 gols (1 de pênalti)

Vasco 2×2 Palmeiras (Rio-SP 2002) – 2 gols de pênalti

Fluminense 0x3 Palmeiras (BR 2002)

Palmeiras 5×2 Vasco (BR 2005) – 2 gols

Vasco 0x0 Palmeiras (BR 2005)

Vasco 2×2 Palmeiras (BR 2007)

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O jogo agora é mais difícil

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Em dois segundos ganharemos o ano

Em dois segundos ganharemos o ano

Tudo está bem quando termina bem. Se esta frase é mesmo verdade, então fechamos 2015 com uma paz de espírito inédita neste século (eu diria que os anos mais próximos foram 2008, que pareceu apontar para um bom futuro, e 2003, por puro alívio e pela molecada de então). Com taça, temos que remontar a 1998.

Foram altos, baixos e um enorme alto de novo no fim. Um ano agitado, de reforços por atacado, de nos acostumar de vez à nova casa, de “água limpa”. De moleque da base que todos queriam ver subir, de moleque da base que poucos conheciam e arrebentou na final. De chapéu.

São os números desse ano que vamos destrinchar agora. Você poderá compará-los com os anos anteriores clicando aqui para 2014aqui para 2013.

E, principalmente, se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do ano em que o maior campeão nacional foi novamente campeão nacional.

Nota: este Instituto Palestrino de Estatística não faz tudo sozinho. Agradecemos alguns dados obtidos através da sempre recomendada Porcopedia e os dados sobre assistências enviados pelo amigo @edersep.

Desempenho

Aproveitamento: 57%

Jogos: 72 (Série A 38, Paulista 19, Copa do Brasil 13, Amistosos 2)

Vitórias: 37 (Série A 15, Paulista 12, Copa do Brasil 8, Amistosos 2)

% Vitórias: 51% (Série A 39, Paulista 63, Copa do Brasil 62)

Empates: 13 (Série A 8, Paulista 2, Copa do Brasil 3)

% Empates: 18% (Série A 18, Paulista 11, Copa do Brasil 23)

Derrotas: 22 (Série A 15, Paulista 5, Copa do Brasil 2)

% Derrotas: 31% (Série A 39, Paulista 26, Copa do Brasil 15)

derby15

Um empate e uma vitória ao mesmo tempo

Gols, gols, gols

Gols marcados: 119 (Série A 60, Paulista 28, Copa do Brasil 25, Amistosos 6)

Gols marcados por jogo: 1,65 (Série A 1,58, Paulista 1,47, Copa do Brasil 1,92)

Gols sofridos: 82 (Série A 51, Paulista 14, Copa do Brasil 14, Amistosos 3)

Gols sofridos por jogo: 1,13 (Série A 1,34, Paulista 0,74, Copa do Brasil 1,08)

Saldo de gols: 37 (Série A 9, Paulista 14, Copa do Brasil 11)

Tripletes: 1 (Lucas Barrios nos 4 a 1 contra o Fluminense no segundo turno do Brasileiro)

Maior goleada aplicada: 5×1 Sampaio Correa (menção honrosa para os 4×0 no SPFC)

Maior goleada sofrida: 1×5 Chapecoense

Zé fez dois na maior goleada do ano.

Zé fez dois na maior goleada do ano.

Classificações finais

Série A: 9° colocado

Campeonato Paulista: vice-campeão

Copa do Brasil: TRICAMPEÃO!

Jogadores

Quem mais atuou: Fernando Prass (68). Em 2014 haviam sido 32 jogos.

O resto do pódio: Vítor Hugo (58), Dudu, Lucas e Rafael Marques (todos 56)

Os outros top 10: Robinho (52), Zé Roberto (51), Cristaldo (46), Arouca e Gabriel (40 cada)

Quantos jogadores atuaram: 50 (o mesmo que em 2014)

Estreantes do ano: 28 (todos os reforços com exceção de Cleiton Xavier e Rafael Marques mais Gabriel Jesus, Matheus Sales, Lucas Taylor, Jóbson e Jaílson ) – quatro a mais que 2014

Todos os 25 reforços: tente lembrá-los!

Artilheiro: Dudu, 16 gols

O resto do pódio: Rafael Marques (15) e Cristaldo (14). Curiosidade: em 2014, o terceiro havia sido Wesley, com 5. Melhorou…

Os outros top 10: Leandro Pereira (10), Robinho (9), Barrios e Vítor Hugo (8 cada), Gabriel Jesus e Zé Roberto (7 cada), Lucas (4)

Mais assistências: Dudu e Robinho (13 cada)

Todos os outros: Lucas e Egídio (7 cada), Zé Roberto (6), Rafael Marques e Allione (5 cada); Kelvin e Gabriel Jesus (3 cada); Valdivia, Alecsandro, Cristaldo, Vítor Hugo, Barrios, João Paulo (2 cada); Cleiton Xavier, Wellington, Gabriel, Arouca e Victor Ramos (1 cada).

Quantos jogadores marcaram: 22 (fora um gol contra)

Marcaram pela primeira vez em 2014: 14 (Alan Patrick, Alecsandro, Allione, Andrei Girotto, Dudu, Egídio, Gabriel, Gabriel Jesus, Jackson, Kelvin, Leandro Pereira, Lucas, Lucas Barrios, Robinho, Victor Ramos, Vítor Hugo, Zé Roberto)

Mais cartões vermelhos: Victor Ramos, com 2 das 10 expulsões do Palmeiras (as outras foram de Jackson, Dudu, Robinho, Vítor Hugo, Arouca, Cristaldo, Lucas e Leandro Almeida). Sem falar da expulsão anulada de Egídio contra a Chapeconese

Curiosidade: dos 10 vermelhos, 4 foram na Vila Belmiro (Dudu e Victor Ramos na final do Paulista; Cristaldo no returno do BR e Lucas na ida da Copa do Brasil).

Mais cartões amarelos: Lucas, 15, depois Dudu 14, Vítor Hugo 11, Robinho, Jackson e Egídio 9.

O santo: Rafael Marques (56 partidas no ano sem um único cartão)

Dudu foi arco e flecha

Dudu foi arco e flecha

Técnicos

Oswaldo de Oliveira: 31 partidas, com 17V/7E/7D (aproveitamento 62%)

Alberto Valentim: 1 partida, com 1V

Marcelo Oliveira: 40 partidas, com 19V/6E/15D (aproveitamento 53%)

mocampeao

Contestado (por mim inclusive) mas campeão

Nossa casa

Jogos no Allianz Parque: 36 (incluindo a estreia no Paulista com mando do Audax e excluindo o amistoso Brasil 2×0 México)

Maior público e renda: 39.960 pagantes e R$ 5.336.631,25 em Palmeiras 2×1 Santos, decisão da Copa do Brasil

Menor público e renda: 15.037 pagantes e R$ 614.729,50 em Palmeiras 0x2 Coritiba (jogo que antecedeu a final)

Público total: 1.062.325 (média de 29.509 por partida)

Renda total: R$ 75.299.244,06 (média de R$ 2.091.645,67 por partida)

Ticket médio: R$ 70,88 por ingresso. E o salário, ó…

Nosso melhor aproveitamento: Santos (3J/3V)

Nosso pior aproveitamento: Ponte Preta (2J/2D)

Jogos de mata-mata: 8, com sete vitórias e um empate

Jogos em que era obrigatório vencer: 2, com duas vitórias (Fluminense e Santos na semi e na final da Copa do Brasil)

Taças conquistadas: uma

allianz

Ter casa cheia foi e será comum

Árbitros com 3 ou mais jogos ou de finais

Sete jogos

Anderson Daronco: 4×0 SPFC, 4×1 Vasco, 3×2 Cruzeiro (Copa do Brasil), 4×1 Fluminense, 1×1 SPFC, 2×1 Fluminense (Copa do Brasil), 0x2 Vasco

Quatro jogos

Raphael Claus: 0x1 SCCP, 0x1 Grêmio, 3×3 SCCP, 0x1 Ponte Preta (Brasileiro)

Wilton Sampaio: 0x0 JEC, 1×2 Cruzeiro, 3×2 Grêmio, 3×2 Inter (Copa do Brasil)

Três jogos

Luiz Flávio de Oliveira: 3×1 Shandong Luneng, 1×0 Bragantino, 0x1 Santos (final da Copa do Brasil)

Thiago Duarte Peixoto: 3×1 Audax, 1×2 Santos (1ª fase do Paulista), 2×2 SCCP (semi do Paulista)

Vinicius Dias Araújo: 3×0 Rio Claro, 2×0 SCCP, 2×0 Ponte Preta

Marcelo de Lima Henrique: 0x1 Goiás (primeiro turno), 2×1 Cruzeiro (Copa do Brasil), 3×1 Avaí

Leandro Pedro Vuaden: 1×2 Figueirense, 0x1 Goiás (segundo turno), 1×2 Fluminense (Copa do Brasil)

Igor Junio Benevenuto: 3×0 Avaí, 4×2 Flamengo, 0x2 Coritiba

Árbitros das finais

Copa do Brasil: Héber Roberto Lopes (volta) e Luiz Flávio de Oliveira (ida)

Paulista: Guilherme Ceretta de Lima (volta) e Vinicius Furlan (ida)

CAMPEONATO BRASILEIRO 2015: SÃO PAULO FC X PALMEIRAS

Você de novo?

Adversários

Clássicos: 14 (6 vitórias, 3 empates, 5 derrotas). Aproveitamento: 50% (que escondem uma taça, uma classificação em Itaquera e uma goleada).

Corinthians: 1V/2E (com 1V nos pênaltis)/1D

São Paulo: 2V/1E

Santos: 3V/4D

Estreantes: 4 (Shandong Luneng, Red Bull, Capivariano, Vitória da Conquista)

Clubes estrangeiros enfrentados: 1 (Shandong Luneng)

Time enfrentado mais vezes: Santos (7 vezes e duas finais)

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Será que a bola de Robinho entra?

Maiores sequências

Vitórias: 6 (Rio Claro, São Bento, Penapolense, Capivariano, Vitória da Conquista, Bragantino)

Invencibilidade: 8 (SPFC, Chapecoense, Ponte, Avaí, Sport, ASA, Santos, Vasco)

Derrotas: 3 (Atlético-PR, Cruzeiro, Coritiba)

Jogos sem vitórias: 6 (Santos, Vasco, Atlético-PR, Cruzeiro, Santos, Coritiba. Ou seja, os jogos que antecederam a decisão da Copa do Brasil)

Jogos marcando gols: 10 (as seis vitórias seguidas mais Santos, XV, São Bernardo e SPFC).

Jogos sem marcar gols: 3 (Joinville, Goiás, ASA)

Jogos sem levar gols: 4, duas vezes (destaque para 4 vitórias seguidas no BR, SPFC, Chapecoense, Ponte e Avaí)

Jogos levando gols: 19 (todos os últimos jogos da temporada)

Disputas de pênaltis

Número de disputas: 4, com 3 vitórias (Corinthians, Fluminense, Santos) e uma derrota (Santos no Paulista)

Pênaltis cobrados: 20, com 16 acertos e 4 erros

Cobraram nas 4 vezes: Jackson e Rafael Marques

Três acertos: Jackson (nas três que ganhamos)

Dois acertos: Rafael Marques, Cristaldo, Cleiton Xavier

Um acerto: Dudu, Zé Roberto, Allione, Leandro Pereira, Victor Ramos, Kelvin e, claro, Fernando Prass

Dois erros: Rafael Marques

Um erro: Jackson e Robinho

Pênaltis defendidos por Prass: Elias, Petros, Gustavo Scarpa, Gustavo Henrique (Gum e Marquinhos Gabriel chutaram para fora). Sem contar esses, houve um contra o Cruzeiro pelo Brasileirão.

Algumas curiosidades

– O Palmeiras foi o melhor time no confronto somente entre paulistas e entre paulistas e cariocas no Brasileirão. Mesmo assim, terminou pela sexta vez seguida como o pior grande paulista na competição.

– O Palmeiras atuou em 11 Estados durante o ano: SP, RJ, MG, PR, SC, GO, RS, BA, MT, MA, PE. Não jogou em AL porque o ASA transferiu o mando para Londrina.

Os 5 principais jogos do ano (em nossa opinião)

Palmeiras 3×0 SPFC (Paulista): o primeiro clássico do ano tinha terminado em derrota, mas o segundo mostrou que em 2015 não seríamos saco de pancada dos grandes rivais.

Corinthians 2 (5) x 2 (6) Palmeiras (Paulista): a primeira demonstração que o time não tremeria em jogos grandes e de quebra a primeira eliminação do arquirrival em sua própria casa.

Corinthians 0x2 Palmeiras (Brasileiro): fim de um jejum de quase quatro anos sem vitórias no Derby e primeira vitória (no tempo normal) em Itaquera.

Palmeiras 3×2 Internacional (Copa do Brasil): não fomos brilhantes, mas este jogo teve múltiplos aspectos positivos – eliminar uma enorme asa negra, mostrar a força do time em casa, exibir poder de reação estando a 20 minutos da queda e fazer a torcida sofrer como há muito não acontecia.

Palmeiras 2 (4) x 1 (3) Santos: porque a primeira taça em casa ninguém esquece.

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The End

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De bom mesmo este ano só a volta pra casa

De bom mesmo este ano só a volta pra casa

Já estamos com a cabeça em 2015, mas vamos aqui fechar o ano com os números da temporada do futebol alviverde. Para outras modalidades acesse este abrangente resumo feito por Fernando Galuppo; para comparar com os números de 2013 clique aqui.

Se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do decepcionante 2014 verde e branco.

Desempenho

Jogos: 64 (Série A 38, Paulista 17, Copa do Brasil 8, Copa Euro-Americana 1)

Vitórias: 29 (Série A 11, Paulista 12, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

% Vitórias: 45% (Série A 29, Paulista 71, Copa do Brasil 62, Copa Euro-Americana 100)

Empates: 9 (Série A 7, Paulista 2)

% Empates: 14% (Série A 14, Paulista 18, Copa do Brasil 0)

Derrotas: 26 (Série A 20, Paulista 3, Copa do Brasil 3)

% Derrotas: 41% (Série A 53, Paulista 18, Copa do Brasil 38)

Aproveitamento: 49%

Maior sequência de vitórias: 6 (Linense, Comercial, Atlético Sorocaba, Penapolense, SPFC, XV – os seis primeiros jogos da temporada)

Maior sequência invicta: 9 (os seis jogos acima mais Audax, Corinthians, Ituano)

Maior sequência de derrotas: 5 (Atlético-MG, SPFC, Sport, Coritiba, Inter)

Maior sequência sem vitórias: 6 (os cinco jogos acima mais Atlético-PR – ou seja, os seis últimos jogos do ano)

Um clássico vencido na melhor sequência da temporada

Um clássico vencido na melhor sequência da temporada

Gols, gols, gols

Gols marcados: 75 (Série A 34, Paulista 29, Copa do Brasil 10, Copa Euro-Americana 2)

Gols marcados por jogo: 1,17 (Série A 0,89, Paulista 1,70, Copa do Brasil 1,25, Copa Euro-Americana 2,00)

Gols sofridos: 79 (Série A 59 (!!), Paulista 14, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

Gols sofridos por jogo: 1,23 (Série A 1,55, Paulista 0,82, Copa do Brasil 0,63, Copa Euro-Americana 1,00)

Saldo de gols: -4 (Série A -25, Paulista 15, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

Maior sequência de jogos marcando gols: 17 (todo o Paulistão exceto o jogo contra o Ituano e mais a ida contra o Vilhena) – um dos raros índices melhores do que o de 2013.

Maior sequência de jogos sem marcar gols: 4, duas vezes (Chapecoense, Botafogo, Grêmio, Santos e Atlético-MG, SPFC, Sport, Coritiba)

Maior sequência de jogos sem levar gols: 4 (Goiás, Sampaio Correa, Figueirense, Vitória)

Maior sequência de jogos levando gols: 6 (os últimos seis jogos da temporada)

Maior goleada aplicada: 4×1 Atlético Sorocaba

Maior goleada sofrida: 0x6 Goiás

A maior goleada foi logo no terceiro jogo

A maior goleada foi logo no terceiro jogo

Classificações finais

Série A: 16° colocado

Campeonato Paulista: 3º colocado

Copa do Brasil: caiu nas oitavas-de-final

Copa Euro-Americana: campeão junto com os colegas de continente

O Troféu Julinho Botelho

O Troféu Julinho Botelho

Jogadores

Quem mais atuou: Marcelo Oliveira, 53 vezes

O resto do pódio: Lúcio (47) e Wesley (43, também foi o terceiro em 2013). Não admira o desempenho do time no ano…

Os outros top 11: Juninho (40), Henrique (39), Leandro (35), Diogo (34), Victor Luís (33), Wendel, Fernando Prass e Renato (32 cada)

Quantos jogos Valdivia fez: 29 (45%). Mais que em 2013!

Quantos jogadores atuaram: 50 (quatro a mais que em 2013)

Estreantes do ano: 24 (Allione, Bernardo, Bruninho, Bruno César, Chico, Cristaldo, Diogo, Eduardo Júnior, Erik, França, Gabriel Dias, João Pedro, Josimar, Léo Cunha, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Mouche, Nathan, Rodolfo, Tobio, Victor Luís, Victorino, Washington, William Matheus) – um a mais que 2013

Artilheiro: Henrique, 18 gols

O resto do pódio: Alan Kardec (10, também foi o segundo em 2013) e Wesley (5, também foi o terceiro em 2013)

Os outros top 9: Juninho, Leandro, Valdivia (4), Felipe Menezes, Mendieta, Mouche (3). Seis atletas marcaram duas vezes.

Quantos jogadores marcaram: 24 (quatro a menos que 2013)

Marcaram pela primeira vez em 2014: 14 (Bruno César, Cristaldo, Diogo, França, Henrique, João Pedro, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Miguel, Mouche, Renato, Tobio, Victor Luís, William Matheus)

Mais cartões vermelhos: Allione e Bruno César, 2 cada (de 11 no total do ano, 1 a cada 6 jogos). Foram duas expulsões a menos que no ano passado. Os outros expulsos: Kardec, Marcelo Oliveira, Wesley, Tobio, Josimar, Valdivia e Nathan

Mais cartões amarelos: Juninho, 13, depois Marcelo Oliveira 12, Valdivia, Lúcio e Henrique 11.

Curiosidade: em proporção, o rei do cartão foi Eguren, 7 cartões em 15 jogos (muitos deles só atuando em parte)

O santo: Mazinho (26 partidas no ano sem nenhum cartão)

Mais vezes vindo do banco: Felipe Menezes (15 vezes), depois Mendieta e Diogo, 12, e Bruno César, Mouche e Cristaldo, 11

O artilheiro de 2014 não deve ficar em 2015

O artilheiro de 2014 não deve ficar em 2015

Técnicos

Gílson Kleina: 23 partidas, com 15V/2E/6D/37GP/22GC (aproveitamento 68%)

Alberto Valentim: 8 partidas, com 4V/1E/3D/7GP/6GC (aproveitamento 54%)

Ricardo Gareca: 13 partidas, com 4V/1E/8D/11GP/16GC (aproveitamento 33%)

Dorival Júnior: 20 partidas, com 6V/5E/9D/20GP/35GC (aproveitamento 38%)

E se tivesse chegado antes? E se tivesse ficado depois? Gareca foi a esfinge de 2014

E se tivesse chegado antes? E se tivesse ficado mais? Gareca foi a esfinge de 2014

Adversários

Clássicos: 9 jogos, 1 vitória (2×0 SPFC), 2 empates (ambos vs Corinthians) e 6 derrotas

Estreantes: 2 (Grêmio Osasco Audax, Vilhena)

Clubes estrangeiros enfrentados: 1 (Fiorentina)

Time enfrentado mais vezes: Atlético-MG (4 derrotas, digo, vezes)

Galo de novo nããão!

Galo de novo nããão!

Curiosidades

Este foi o terceiro ano com maior porcentual de derrotas em nossa história – mas à frente estão somente os dois primeiros anos (1915 e 1916), quando o clube ainda era novato e enfrentava adversários mais experientes.

Depois de três anos e meio, finalmente um palmeirense marcou três vezes em um jogo. A façanha coube a Henrique, nos 4 a 2 contra a Chapecoense.

Feliz 2015, e lembre-se: até 25/8/15 ainda é centenário

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Em 2005, uma virada empolgante

Em 2005, uma virada empolgante

O jogo entre Flamengo e Vitória nem tinha acabado quando inúmeras mensagens com o mesmo teor começaram a pipocar no Twitter. Em resumo, diziam mais ou menos o seguinte:

O bom senso de fato diz que confiar em que o Palmeiras faça sua parte é uma temeridade, ainda que o presidente reeleito haja garantido que não cairemos. Agora, esta sensação de falhar quando temos tudo em nossas mãos se justifica?

O que aconteceu das últimas vezes em que só dependia de nós?

Pesquisamos todas as vezes que isso ocorreu desde 2000, quando ao bom e caro da Parmalat se sucederam inúmeros ruins e baratos. Excluímos mata-matas, porque afinal ali sempre só depende de nós e também porque os jogos são sempre contra adversários diretos. Mesmo assim, sobram estes casos apresentados do mais recente para o mais antigo, identificados em verde (se conseguimos o resultado necessário), azul (se não conseguimos, porém os adversários também falharam) ou vermelho (você sabe).

Vamos à lista. Sigam-me os bons!

Botafogo 2×1 Palmeiras – Brasileiro 2009

Já começamos por um caso emblemático, cujo trauma até hoje parece não ter passado. Após uma vitória contra o Galo estancar quatro jogos sem triunfos, o Verdão chegou à última rodada com poucas chances de título, mas dependendo só de si para chegar à Libertadores.

Em terceiro lugar, o time chegaria à fase de grupos se vencesse o Botafogo, que abria o Z4. Mesmo o empate garantiria no mínimo a pré-Libertadores, pois tínhamos três pontos de vantagem para o Cruzeiro. Se perdêssemos, bom, os mineiros jogariam fora de casa contra o Santos. Ou, numa zebra, o São Paulo quem sabe podia perder para o Sport em casa.

No fim… bom, o São Paulo não teve o mínimo trabalho – ganhou por 4 a 0 sem suar e levou uma das vagas. O Palmeiras livrou o Glorioso da degola ao perder por 2 a 1 (e esse “um” foi nos acréscimos, um típico gol de desonra). E a Raposa, também por 2 a 1, levou os três pontos e a vaga remanescente. O tento decisivo foi de Kléber Gladiador, que havia atuado no Palmeiras no ano anterior (e o primeiro foi de um futuro breve atleta nosso, Wellington Paulista).

Que isso sirva de lição: contar com o Santos é péssimo negócio.

Colo-Colo 0x1 Palmeiras – Libertadores 2009

Chegar vivo àquela partida já era incrível: o Palmeiras perdera as duas primeiras no grupo. Ressuscitou em Recife, para tropeçar no mesmo Sport no Palestra. Aí venceu a vigente campeã LDU para viajar a Santiago em busca da vitória, único resultado que lhe serviria – empatado conosco em pontos, o Colo-Colo tinha saldo melhor.

O Palmeiras veio com uma surpresa: Souza fazia somente sua segunda partida como titular – na primeira o Palmeiras atuara com reservas. O time atuava direito, mas o gol não vinha. No segundo tempo, ainda perdeu Marcão, expulso. Até que um daqueles chutes que os Jumares acertam contra nós finalmente veio a favor. Cleiton Xavier acertou o lugar onde a coruja que simboliza a Universidad de Chile, maior rival do Cacique, dorme, e nos deu uma vitória que já parecia impossível. Uma noite de rara felicidade nestes tempos.

Não negue, você está emocionado.

Não negue, você está emocionado.

Palmeiras 0x1 Botafogo – Brasileiro 2008

Você leu isso pouco acima: Palmeiras em terceiro na última rodada, bastando vencer o Botafogo para se manter à frente do Cruzeiro e ir à fase de grupos da Libertadores.

Pois é. Um ano antes tinha sido igual – mas em casa. Desta vez o Fogão estava no meio da tabela, jogando somente pela mala branca de seu arquirrival Flamengo, que precisava de um tropeço nosso por estar em quinto, um ponto atrás e com desvantagem no desempate. O Cruzeiro, também um ponto atrás mas em quarto, tinha missão fácil: a rebaixada Lusa no Mineirão.

Naquela tarde, a única alegria veio de Curitiba, onde o Atlético-PR (que estava na mesma situação que temos hoje: 16º com um ponto a mais que o 17º) venceu os cariocas por exóticos 5 a 3 e nos garantiu um lugar em busca da América. O técnico rubro-negro era Caio Júnior, que assim jogava fora a vaga pelo segundo ano seguido (a outra? chegaremos lá).

A nossa parte não fizemos: um gol de Wellington Paulista nos derrubou. O Cruzeiro fez fáceis quatro a um na Portuguesa e com isto nos enviou a Potosí. Com olhos de hoje, poderia ter sido pior.

Palmeiras 1×3 Atlético-MG – Brasileiro 2007

É, temos que repetir: o Palmeiras brigava com o Cruzeiro por uma vaga na Libertadores, etc. e tal. Desta vez, também o Grêmio estava na briga.

Em quarto lugar, o Palmeiras até poderia chegar à fase de grupos, mas seria necessária uma combinação pouco provável. O mais importante era mesmo garantir a vaga na pré contra um Galo que também buscava uma classificação – para a Sula. Mas, poxa, brigávamos contra o Cruzeiro, eles iam entregar, não?

Era obrigatório vencer: apesar de o Palmeiras, em quarto, ter um ponto a mais que a Raposa, em sexto, e o Imortal, em sétimo, os mineiros receberiam o fragílimo América-RN, de DEZESSETE pontos em 37 rodadas (um deles contra nós). Vale dizer que o Flu era o quinto colocado mas já estava classificado por ter vencido a Copa do Brasil.

Caio Júnior não contava com Valdivia, suspenso – oh! – e punha suas fichas em Edmundo. Mas o time, que tinha aprontado poucas semanas antes ao perder no Palestra para o então quase rebaixado Juventude, fez das suas de novo: saiu atrás, empatou logo depois, mas sucumbiu no segundo tempo. Os 3 a 1 para o Atlético de Emerson Leão nos derrubaram três posições de uma vez.

O Cruzeiro, claro, venceu o América por 2 a 0 e levou a vaga. O Flu bateu o vice Santos. E o Grêmio tropeçou em Porto Alegre, mas o empate bastou para ficarem à nossa frente na classificação. Não que lamentássemos este resultado em particular: afinal, foi a partida que rebaixou o arquirrival Corinthians para a Série B, o que fez com que a derrota fosse momentaneamente esquecida e o Palestra tivesse ao menos um motivo para explodir naquele 2 de dezembro.

Palmeiras 3×2 Fluminense – Brasileiro 2005

Um dos poucos grandes jogos da década passada. O Palmeiras lutava pela Libertadores e dera muita sorte na penúltima rodada – perdeu para o Inter em Porto Alegre (quem raios sempre coloca esse jogo perto do fim do campeonato?) mas viu o Fluminense perder de virada em casa para um Juventude sem qualquer pretensão. Se o Tricolor tivesse vencido, abriria quatro pontos de vantagem e apenas cumpriríamos tabela na despedida.

Mas não venceu e veio ao Palestra precisando empatar para manter a quarta posição. Um ponto atrás, o Verdão era o único time que ainda brigava com o Flu – os de cima já estavam classificados e os de baixo eliminados. Era um daqueles raros confrontos diretos em rodadas finais de pontos corridos.

O doping psicológico de Leão que nos reerguera após um mau início de torneio se fez presente uma última vez. O Fluminense saiu na frente (claro, com gol de ex-palmeirense: Tuta), levou o empate de Washington, fez 2 a 1, mas foi a pique após gol contra de Petkovic. O gol de falta de Correa decretou a virada, a festa na arquibancada e, não sabíamos, o último final feliz de um Brasileirão para o Palmeiras. E lá se vão nove anos…

Palmeiras 0x0 Cerro Porteño – Libertadores 2005

Talvez a missão mais fácil da lista. Era a última rodada da fase de grupos, e o Palmeiras pegava um Cerro já classificado, mas não com a primeira posição garantida – para isso eles precisavam do empate. Vitória do Palmeiras nos daria a liderança da chave, e a igualdade também serviria para nos classificar, porém nos faria enfrentar o São Paulo, como de fato ocorreu.

Se perdêssemos, teríamos que torcer para o Santo André não vencer o Deportivo Táchira no ABC por mais de dois gols de diferença. Parecia tranquilo, mas o tempo passava, o Palmeiras não saía do zero e o Ramalhão pegou no breu – após ir para o intervalo ganhando só de 1 a 0, não precisou nem de 20 minutos para marcar mais QUATRO.

Enquanto isso, o Alviverde perdia Nen, expulso. Foi o estopim para desistir de atacar e segurar o zero que já então parecia lindo. E, de maneira chocha como era a cara do time de Bonamigo, avançamos para depois pagar mico nas oitavas.

Fluminense 1×1 Palmeiras – Brasileiro 2004

Esse é um caso esquisito. Eram quatro vagas em jogo; três já estavam definidas e o Palmeiras ocupava o quarto posto. O São Caetano, logo atrás, perdeu 24 pontos no STJD após a morte de Serginho e com isso deixou o quinto lugar. Assim, o Palmeiras se classificara na penúltima rodada ao vencer o Criciúma no Palestra.

Às vésperas da rodada final, no entanto, foi anunciado um novo julgamento. Se o Azulão recuperasse os pontos, teria somente um a menos que o Palmeiras, que portanto precisaria vencer o Flu no Rio ou torcer para um tropeço do eterno time de Adhemar contra o ameaçado Atlético-MG fora; se nada desse certo, era esperar que o STJD ratificasse a punição dali a alguns dias.

Ficamos no empate (com direito a golaço de Ricardinho), mas nem precisamos do tribunal – o Galo fez 3 a 0 e liquidou a peleja fora do tapetão (no qual a perda dos 24 pontos acabou sendo confirmada).

Rio Branco 1×1 Palmeiras – Paulista 2003

“Pô, Rio Branco? Nem precisava colocar esta na lista, né?”

Calma, é necessário ter as coisas em perspectiva. Este foi o primeiro campeonato em que ouvíamos “ão ão ão” em tudo quanto era biboca. O time tinha sido remontado após a queda, e seria remontado de novo durante a série B. Ou seja, era um plantel muito frágil.

O Paulistão tinha um regulamento esquisito: era curto mas havia 21 (!) participantes. A primeira fase consistia em 3 grupos de sete jogando em turno único. A última partida do Palmeiras era em Americana e o time precisava empatar para garantir no mínimo uma das duas vagas de melhores segundos colocados.

Era um confronto direto – o Tigre precisava da vitória. O jogo começou a mil: os dois gols saíram nos primeiros 20 minutos (o nosso de pênalti cobrado por Adãozinho). Depois caiu de ritmo, mas a classificação não veio de forma fácil: o assustado Palmeiras levou duas bolas na trave. Mas se safou e acabou efetivamente passando como segundo melhor terceiro colocado – ficamos atrás de Guarani e da líder União Barbarense (!!)

Vitória 4×3 Palmeiras – Brasileiro 2002

Evidentemente o confronto que mais será lembrado esta semana, e nem pode ser de outra forma. Eram outras circunstâncias – jogo fora de casa, a derrota obrigatoriamente derrubava o time, havia certa incredulidade pelo ineditismo da situação e pelas viradas de mesas anteriores. Mas o fato é que foi a única vez que o Palmeiras jogou sua sorte na ponta de baixo na tabela, e fracassou.

Assim como agora, vitória nos livrava de qualquer risco e empate nos faria depender de uma combinação de resultados. Mas a derrota já assinava o atestado de óbito – o Palmeiras era o primeiro dentro da zona (escaparia em caso de vitória porque os dois times logo acima, Bahia e Lusa, se enfrentavam e um deles seria ultrapassado).

Tanto se falará deste jogo nos próximos dias que vou evitar fazê-lo aqui. Nada de links e de descrição do jogo; poupemo-nos da triste memória daquele dia (eu mesmo já ando tão bem-sucedido nisso que coloquei 4×2 ali em vermelho e só olhando a ficha é que notei que estava errado). Basta dizer que naquele 19 de novembro nem o empate teria resolvido – subiríamos uma posição e mesmo assim o vexame seria consumado. E ponto final.

Palmeiras 2×0 Guarani – Copa João Havelange 2000

O confuso torneio que misturava times de diversas divisões no mata-mata chegou à última rodada da 1ª fase do Módulo Azul (a primeira divisão) com o Palmeiras em 13º lugar entre 25 times – e 12 se classificavam para o mata-mata.

O Guarani estava somente 1 ponto acima de nós, em 11º; logo, era um confronto direto. Com sorte, o Palmeiras poderia obter a vaga empatando, mas dependeria de o Grêmio perder para o lanterna Santa Cruz e o Botafogo não vencer o eliminado Santos, ambos jogando fora de casa. Difícil.

A missão do #Siamonoi acabou não sendo muito complicada; já no primeiro tempo Magrão e Tuta resolveram o duelo. No segundo tempo o atacante acabou expulso, mas mesmo assim o Bugre não reagiu. O Palmeiras seguiria adiante para eliminar o São Paulo nas oitavas e cair perante a zebra de bengala azul.

Juventude 0x0 Palmeiras – Libertadores 2000

Deixei em preto em vez de verde porque listar este jogo é quase uma trapaça (até porque o contrato com a Parmalat ainda vigia). É verdade que o Palmeiras só dependia de si, mas podia até perder por cinco gols que ainda assim se classificava. Assim, até com Lúcio e Victorino, né? Pensando bem…

*

Em resumo, vivemos esta situação onze vezes desde que Evair nos deixou pela segunda vez. Em seis delas fizemos nossa parte e em outras duas nossos adversários deram uma mão.

As três em que falhamos, porém, foram exatamente em rodadas finais do Brasileiro, quando além de capacidade é necessário ter cabeça, o que vem nos faltando há tempos.

Ainda acho que nos salvamos. O time é ruim e vem numa queda assustadora (embora contra o Inter tenha se segurado decentemente até o 2 a 1), mas leia notícias e blogs dos adversários. Eles também já se consideram condenados. E, quer saber? Provavelmente todos estejamos – mesmo quem sobreviver.

Mas, por ora, respire fundo. Bem ou mal, a vantagem é nossa.

Tente pensar em coisas boas: praias desertas, águas cristalinas. Afinal…

*

Atualização de 8/12: findo este horrendo Brasileirão, temos mais um jogo para a galeria. E ele fica em azul – bastava ganhar, mas o resultado final de Palmeiras 1×1 Atlético-PR nos fez contar com a igual incompetência do Vitória, que só precisava bater o Santos mas levou 1×0 no fim. O alvinegro praiano, ao contrário do que fez em 2009, desta vez quebrou muito nosso galho.

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Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Palmeiras e Atlético-MG se encontrarão pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Um dos contendores foi campeão da América ano passado e, ainda que sem aquele futebol e aquele técnico, continua tendo um elenco forte; o outro já nem sabe se leva a competição a sério, uma vez que novamente está com a corda no pescoço no Brasileirão. Mas o jogo de ida será a primeira partida do nosso segundo século, o que pode dar um ânimo redobrado ao elenco. Além disso, há uma semana a vitória do Atlético em sua casa veio só no fim.

O favoritismo, claro, é deles, mas não dá para dizer que o exército de Brancoeverdeleone seja carta fora do baralho.

Ainda mais se considerarmos o histórico dos mata-matas entre as duas equipes. Os gigantes paulista e mineiro já se enfrentaram em duelos de ida e volta por três vezes, cada um por uma competição diferente, mas sempre com algo em comum: no fim, a vaga ficou com o Verdão. O confronto que se aproxima vale mais que todos os anteriores, e é indiscutível que o plantel mais vistoso é alvinegro, mas o Galo que bote a crista de molho, porque assim foram os embates passados:

1. Copa do Brasil 1996: o duelo também valeu pelas oitavas. O Palmeiras havia atropelado o Sergipe por 8 a 0, enquanto os mineiros passaram pelo Vila Nova goiano com duas vitórias (1×0 e 4×1). O time atleticano não era ruim; contava com jogadores como Taffarel e Euller. Mas pegou um Alviverde em momento arrasador, no auge da máquina que goleava seus adversários um a um.

Assim, nem dá para dizer que foi surpresa termos vencido no mesmo Independência que sediará o jogo sob mando deles (2×1 de virada, gols de Luizão – os dois – e Leandro) e aqui (um sonoro 5×0, Rivaldo 2, Cléber, Müller e Cafu). Afinal, essas duas partidas fizeram parte da sequência de 21 vitórias consecutivas daquele elenco que encantou o país – mas que foi parado justamente pelo arquirrival do Atlético na final desse mesmo torneio.

2. Copa Mercosul 2000: o Palmeiras já havia começado a nefasta política do bom e barato, mas mesmo assim o time chegou à semifinal da Mercosul após bater o Cruzeiro nas quartas, frustrando a expectativa por um clássico mineiro (o Atlético passara pelo Boca Juniors).

Só que, enquanto o Galo ia de Velloso, Claudio Caçapa, Mancini, Marques e Guilherme, nós tínhamos Paulo Turra, Tiago Silva e Thiago Matias (apesar de um Arce aqui, um Taddei ali). Mesmo assim, um começo arrasador decidiu prematuramente o confronto: após 3 dos 180 minutos, o Verdão já tinha 2 a 0. No fim, a partida do Palestra terminou 4 a 1 (Tuta 2, Paulo Turra e Basílio; Guilherme); na volta, o Atlético precisava vencer por 3, mas o Palmeiras soube cozinhar o galo (trocadilho involuntário, sério!) no primeiro tempo e liquidou de vez a esperança mineira ao marcar no primeiro minuto da segunda etapa. Acabou vencendo por 2 a 0 (Tuta, Juninho) e se classificando à final, em que daria vexame contra o Vasco.

3. Copa Sul-Americana 2010: na primeira competição por mata-mata de Felipão em sua segunda passagem pelo Palmeiras, o Atlético foi o adversário das quartas-de-final, após termos passado por Vitória e Universitario de Sucre; o Galo, por sua vez, tinha eliminado Grêmio Prudente e Independiente Santa Fé. Os interesses dos adversários, no entanto, eram bem distintos: o Palmeiras tinha a competição como prioritária, já que no Brasileirão estava na zona do não-ata-nem-desata. O Atlético, contudo, vinha passando sufoco no Nacional, e por isso vinha usando os reservas.

O favoritismo, portanto, era nosso dada a diferença de motivação. Na ida, em Sete Lagoas, o Verdão abriu o placar no começo do segundo tempo, e poderia ter ampliado em pênalti pouco depois… se o árbitro Marcelo de Lima Henrique não voltasse atrás com a pressão dos jogadores alvinegros e alegasse um suposto impedimento de Lincoln, sobre o qual o bandeira nada falou. Para completar, só ele viu outro penal, dessa vez a favor dos mineiros. Assim, o que podia ser uma vitória confortável virou um empate em 1 a 1 (Kléber; Obina).

Na volta, porém, não teve jeito. O Atlético, com a corda ainda mais apertada, até lutou – teve ótimas chances, e só foi desistir mesmo após levar o segundo gol depois dos 30 da etapa final – mas acabou caindo por 2 a 0 (Marcos Assunção num gol olímpico, Luan).

Resumo: até hoje foram seis jogos por mata-matas, com cinco vitórias palmeirenses e um empate, 16 gols a favor e 3 contra. Agora, porém, o desafio é maior que todos os anteriores. Será que o Palmeiras mantém a escrita, ou será mais um morto no Horto?

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Kleina 100 disfarce

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Kleina ainda tenta ensinar Vinicius

Sem qualquer motivo para celebração, Gilson Kleina completou na queda para o Ituano sua centésima partida na casamata verde (bem como seu 46° ano de vida). Não é pouco: ele já é o 16° treinador com mais partidas pelo Verdão. Antes da Copa chegará a 14° e, se terminar a temporada chegando às oitavas-de-final da Copa do Brasil, entra no Top 10.

Foi tempo suficiente para avaliarmos seus defeitos e virtudes. Estas vinham aparecendo mais claramente este ano, fazendo com que muitos torcedores inconformados por sua renovação ao fim do ano passado se convertessem ou ao menos se resignassem; o fiasco de domingo, porém, dá munição farta e compreensível a seus não poucos detratores.

(para não muretar, mas muretando, eu diria que não é o técnico dos meus sonhos, mas se não ele, hoje quem?)

Como pontos positivos, temos que na média ele não prima pela retranca – a não ser em momentos em que está acuado no cargo, ou em mata-matas – e soube ganhar e unir o grupo, o que é uma qualidade frequentemente subvalorizada: se o time não é brilhante, que pelo menos corram uns pelos outros, e isso eles fazem.

Em compensação, dói na alma a insistência com alguns jogadores claramente desqualificados para atuar no Palmeiras (sim, Vinícius) e, mais que tudo, já está colada a pecha de fracassado em mata-mata, não sem razão: foram cinco eliminações e uma classificação – o Vilhena deve lhe ajudar amanhã. Menos mal que o Brasileiro é em pontos corridos… quem sabe estejamos diante de um Felipão ao contrário? (Já ouço os gritos de ‘herege’).

Para ilustrar seus altos e baixos no Verdão, separamos cinco jogos bem sucedidos e outros cinco que ele preferirá esquecer. A lista está em ordem cronológica, sem intenção de ranqueá-las:

As boas lembranças

Figueirense 1×3 Palmeiras (1º jogo) – logo na estreia, um belo cartão de visitas. O time vinha de três derrotas seguidas, a última no Derby, e só não estava na lanterna porque batia o Atlético-GO no número de vitórias. Estava numa festa e consegui ligar o rádio com 15 minutos. Ouvi que estava 2 a 0 e, claro, desanimei. Mas daquela vez pelo menos era um belo triunfo, que deu um ânimo que infelizmente não durou tanto.

Corinthians 2×2 Palmeiras (24°) – o campeão do mundo contra o rebaixado. O salto alto alvinegro nos ajudou muito, é certo, mas o fato é que o Verdão entrou em campo de cabeça erguida, lembrando-se que não é e nunca será coadjuvante. Saiu atrás, conseguiu a virada e, pena, cedeu o empate, mas foi um alento num período tão desgraçado.

Palmeiras 1×0 Libertad (37°) – a exibição não foi brilhante. Mas foi um daqueles momentos de comunhão entre torcida e time que poucos técnicos conseguem, ainda mais somente 15 dias depois do massacre de Mirassol. O Palmeiras dava mostras de que poderia ir além do que seu frágil elenco lhe parecia permitir.

Figueirense 2×3 Palmeiras (51°) – a situação na série B ainda não era tão confortável (OK, a vitória valeu a liderança, mas a diferença para os adversários era pequena). Esta ótima vitória de virada contra um adversário direto – tanto que também subiu – serviu para tranquilizar elenco e torcida: não haveria mais sofrimento na série B.

Palmeiras 2×0 SPFC (87°) – eram dois anos sem ganhar um clássico; Kleina mesmo tinha perdido dois no Brasileiro de 2012 e empatado todos os de 2013. Naquele domingo, o Palmeiras se impôs amplamente contra o São Paulo e jogou o tabu por terra.

As más lembranças

SPFC 3×0 Palmeiras (4°) – 3 jogos, 3 vitórias. Mas era o clássico que poria a prova o novo treinador. E ali ele fez uma escolha que se provou muito infeliz: a de escalar o já ex-atleta Daniel Carvalho, que havia tido atuação razoável contra o Millonarios no meio de semana. O time parou e fomos feitos de gato e sapato.

Libertad 2×0 Palmeiras (26°) – perder para o time que àquela altura era tido como o bicho-papão do grupo – mas que não se classificaria – até era considerado normal. O problema foi a postura do time, que em momento algum tentou atacar, mesmo saindo atrás cedo.

Mirassol 6×2 Palmeiras (33°) – nesta lista tentei evitar jogos que pudessem ser atribuídos principal ou exclusivamente aos jogadores (caso, por exemplo, da derrota pro Tigre, quando perdemos gols aos borbotões, ou mesmo da eliminação ante o Ituano). Agora, se é verdade que nenhum treinador consegue sozinho fazer o time levar três gols nos primeiros dez minutos, também é fato que depois de encostar no placar com os 3 a 2 não se podia deixar o raio cair de novo. Mas foi assim, num fiasco que nos faz pensar qual catástrofe então causaria sua dispensa. Não, melhor não pensar.

Palmeiras 1×2 Tijuana (43°) – não foi Kleina quem tomou um frango constrangedor. Mas era ele quem comandava a equipe que já vinha jogando mal, e que inexplicavelmente se perdeu em campo, mesmo com 70 minutos e 35000 vozes a favor. Vivemos tais situações repetidamente ao longo dos anos, sim, mas é papel do técnico impedir essa sina.

Atlético-PR 3×0 Palmeiras (62°) – o futuro vice-campeão da Copa do Brasil e futuro terceiro colocado do BR era muito mais time que nós. Mas, de novo, é uma questão de postura. Sem tentar em nenhum momento atacar, apenas segurar o resultado, depois os pênaltis, depois sabe-se lá o quê, naufragamos sem qualquer contestação.

*

Parece claro que Paulo Nobre não irá dispensá-lo sem que o Palmeiras se afunde no começo do Brasileiro, seja por realmente acreditar nele, seja por questões econômicas. Neste caso, é confiar que ele faça o melhor com o melhor elenco que teve nas mãos desde sua chegada (consequentemente em toda sua carreira). Que faça desabrochar talentos ocultos e que tente fazer de vários limões uma limonada. Menos no caso do Vinícius, que aí não tem jeito.

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

Contra o Libertad. vitória tensa dele e da torcida

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