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Archive for the ‘Opinião’ Category

Os holofotes sempre estiveram sobre ele (foto: VerdaoWeb.com.br)

Os holofotes sempre estiveram sobre ele (foto: VerdaoWeb.com.br)

Agosto de 2010 foi um mês agitado no mercado de trabalho: eu comecei a bater ponto no atual emprego e o mais caro jogador da história do Palmeiras retornava após dois anos de sua primeira passagem.

Se o retorno pouco após outro regresso – o de Felipão – era cercado de dúvidas, a despedida traz uma certeza: não há certezas quando se trata de Valdivia. A bem da verdade, estou convicto de que não valeu a pena – e creio que a maior parte da torcida concorda; há muita gente, contudo, que discorda, e em alguns aspectos não se pode negar alguma razão.

Síndrome de Estocolmo, falta de jogadores que decidem, carência afetiva, ausência de ídolos desde que Marcos pendurou as luvas. São quase sinônimos que explicam o lugar que Valdivia assumiu no imaginário do palmeirense, mas penso que uma razão se sobrepõe: o fato de que ele sempre foi o jogador do “se” e nunca um caso real. Em meio a uma contusão, convocação ou suspensão as expectativas não se concretizavam, mas de forma sebastianista acreditávamos que uma hora seu potencial enfim desabrocharia. Talento não lhe faltava – eu há alguns anos o coloquei em 26° lugar na lista dos melhores palmeirenses que vi, e é um rol que inclui os anos 90, portanto repleto de ótimos jogadores.

O tempo passou, e cinco anos depois esta esfinge chilena ainda intriga. É fácil gostar dele como jogador: carismático, provocador, careteiro, articulado, inteligente, dono de um domínio de bola absurdo, era um prato cheio para provocar rivais, encantar quem não viu os grandes jogadores de outrora (e, por que não?, também quem viu) e assegurar o sangue verde das crianças. Apesar de desejá-lo fora há um bom tempo, não consegui torcer contra ele na Copa América, quando seu destino já era sabido e na prática não havia mais qualquer ligação com o Palmeiras. É fácil odiar Valdivia quando se torce para um rival. Para nós, nem tanto; a esperança de vê-lo fazer algo diferente com a bola não morre.

O lado ruim é igualmente fácil de adjetivar: desagregador, baladeiro, reclamão e via de regra ausente na hora do pega pra capar. Suas respostas atravessadas aos Andrés Hernans da vida dão um prazer pequeno perto do desgosto de não tê-lo no final e na final de 2012 (que lhe valeu o único título desta passagem) e em praticamente todo o primeiro semestre deste ano. Sim, ele deu contribuição importantíssima nos últimos jogos do ano passado, mas talvez não precisasse jogar lesionado se não tivesse demorado a retornar após a transferência frustrada pós-Copa, ou não tomasse suspensão de dois jogos pela expulsão contra o Flamengo.

Até seus últimos momentos mostram o médico e o monstro que nos brindou com alegria e raiva por todos estes anos. Dentro de campo, um desfecho de gala ajudou a quebrar uma sequência de 10 derbies sem vitória (dos quais ele não atuou em três); fora, uma série de entrevistas que demonstraram um rancor injusto com quem só lhe mimou.

A sombra de Valdivia seguirá pairando na Academia a cada partida frustrante de Robinho, Cleiton Xavier, Fellype Gabriel – se é que este realmente existe. Vozes se levantarão bradando “tá vendo? Se ele estivesse jogando…” (mesmo sabendo que em mais de 50% das vezes ele não estaria). Se o título brasileiro deste ano passar perto mas não vier, o coro de “faltou um 10” será forte – e provavelmente verdadeiro. Mas este 10 não seria o Mago. Não este que há tempos se nutre da ausência de um plantel capaz, que perdeu seu status de intocável nesta temporada e pouco fez por recuperá-lo. A frase mais sintomática veio de seu pai: “ele precisava de uma liga mais relaxada“; com isso não é preciso dizer mais nada.

Pensando bem, é necessário sim: obrigado por alguns bons momentos, muitos menos do que poderiam ter sido. Vá relaxar no mundo árabe e sucesso em sua boa seleção chilena. Só não precisa voltar mais uma vez para realimentar um sonho que nunca se realizou.

*

Pensei em fazer um Top 10 de momentos bons e maus de Valdivia, mas deixo a vocês escolherem e edito aqui depois. Por enquanto, relembraremos alguns primeiros e últimos momentos do Mago nesta segunda e provavelmente derradeira passagem pelo Palmeiras. Para estatísticas de presença em campo, confiram aqui.

  • A reestreia (a partir de 1′)

  • O primeiro gol (início do vídeo)

  • A primeira expulsão (a partir de 4’40”)

  • A última expulsão (a partir de 1h45’30”)

  • O último gol (a partir de 1’50”)

  • O último jogo (na íntegra)

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A barca que o IPE queria

Dois dos que deveriam sair

Dois dos que deveriam sair

Pelo que saiu no noticiário há algum tempo, hoje deve ser anunciada uma lista de dispensas no Verdão (mas o assunto sumiu de pauta, o que pode significar adiamento desta decisão); depois de um 2014 no mínimo decepcionante, deveria haver uma mudança radical no elenco. Sabemos que, por custo de rescisão e falta de mercado para vários dos jogadores, além da dificuldade de se trazer duas dezenas de novos atletas, muita gente inapta vai ficar.

Mesmo assim, reservamo-nos o direito de dizer quem manteríamos. O tempo já passado desde os agoniantes minutos finais do Brasileirão pode levar as pessoas a serem mais condescendentes com um ou outro, mas nossa vontade é de dispensar mais de dois terços do grupo. Menos mal que os reforços até aqui anunciados parecem ser capazes de melhorar o nível da equipe, ainda que faltem nomes de mais peso.

Por nós, ficariam:

  • Goleiros: FERNANDO PRASS e VINICIUS. Um goleiro para a reserva imediata teria que ser contratado.
  • Laterais: JOÃO PEDRO, LÉO CUNHA e MATHEUS MÜLLER. Falta um titular para a esquerda.
  • Zagueiros: NATHAN, TOBIO, THIAGO MARTINS, e vale testar mais GABRIEL DIAS. Acima de tudo é imprescindível que Lúcio se vá.
  • Volantes: ALLIONE e, com muito boa vontade, manteria WASHINGTON por alguns meses para avaliar melhor.
  • Meias: infelizmente ainda precisamos de VALDIVIA enquanto não houver ao menos dois jogadores plenamente capazes de substituí-lo.
  • Atacantes: não fica nenhum.

Alguns comentários:

– Não sou fã de Victor Luís, embora haja muito jogador pior e menos comprometido que ele no elenco. Tem algum valor de mercado, portanto tentaria vendê-lo. Se não houver proposta decente (não é para doá-lo), fica, mas como reserva da lateral.

– Cristaldo e Mouche podem ir. O problema é que certamente agiríamos como aqueles clubes do leste europeu que sempre compram por 10, se arrependem e vendem por 2.

– Se for difícil arrumar goleiro reserva, dentre os quatro que temos eu ficaria com Jaílson. É o único que ainda não teve a oportunidade de nos decepcionar.

É isso. Ficariam 12, o que mostra como somos generosos; dado que trouxemos sete e Oswaldo pretende ter 34, faltam somente 15 contratações. Está fácil sonhar com um 2015 de glórias, não?

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Todos, palmeirenses ou não, concordamos que a camisa do Palmeiras em si tem muito peso e respeito, e que costuma consagrar grandes jogadores e massacrar os que não a mereciam, mas por essas traquinagens do destino acabaram vestindo-a. Essa semana está sendo aventada a possibilidade de Felipão convocar Alan Kardec para completar a lista da seleção que fará o último amistoso antes da convocação para a Copa do Mundo, e esse assunto me deixou com vontade de externar uma constatação já antiga: a camisa 9 do Palmeiras (em que pese Kardec vestir a 14) tem o poder de destacar mais que qualquer outra.

Mítica

Mítica

Não é difícil lembrar de grandes craques e até alguns deuses sagrados da mitologia do ludopédio que envergaram a 9 do Palmeiras, ou que exerciam essa função mesmo com outro número (ou sem número algum, no caso dos mais antigos). Só bem rapidinho assim temos Heitor, Servílio, Humberto Tozzi, César Maluco, Mazzola, Mendonça, Evair, Luizão, Oséas, Vágner Love (apesar dos pesares)…

Eu sou o número 9

Eu sou o número 9

Mas onde quero chegar com isso tudo é no seguinte: recentemente passaram pelo Palmeiras jogadores que tiveram um desempenho turbinado com a 9 (ou na posição dela) alviverde e que não repetiram esse desempenho nos seus próximos clubes ou não se apresentavam tão bem em seus clubes anteriores. A especulação de Alan Kardec para a Seleção Brasileira mesmo que não se concretize já demonstra que vestir o manto do Palmeiras fez bem demais ao atacante, não é fácil pensar no Kardec de Vasco, Internacional, Benfica e Santos sendo pelo menos especulado para uma vaga na Seleção.

Recentemente vivenciamos o fenômeno com Alex Mineiro (esse sempre foi goleador), fazendo excelente temporada com o Palmeiras em 2008, tendo jogado 63 partidas e marcado 37 gols. Depois fez duas temporadas decepcionantes por Grêmio e Atlético-PR e encerrou a carreira. Antes do Palmeiras já tinha sido destaque no próprio Atlético-PR e diversos outros clubes, mas jamais tendo uma média de 0,58 gols/partida como fez com a 9 Verde.

Brilhou em 2008

Brilhou em 2008

Depois foi a vez de Keirrison – o jogador que encerrou o ciclo Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras – que apareceu como revelação do Coritiba mas foi com a camisa do Verdão legítimo que fez sua melhor meia temporada, ele chegou como aposta no início de 2009, virou solução e não ficou nem até o fim do ano, uma passagem meteórica com  incrível média de 0,66/gols por partida (24 gols em apenas 36 partidas) estando aí no meio do balaio o melhor início de temporada de um atacante do Palmeiras em todos os tempos – avassaladores 16 tentos em 14 jogos. Foi também cotado para vestir a amarelinha mas preferiu realizar o ‘sonho’ de todo garoto da geração ESPN e rumou para o Barcelona – sem nunca ter jogado uma partida pelo time catalão jamais voltou a ser o artilheiro da fase palmeirense de sua carreira.

Trocou o momento de glória por ZERO jogos no Barça

Trocou o momento de glória por ZERO jogos no Barça

Em 2010 a camisa 9 ficou carente de um grande destaque, é verdade que Robert fez a sua segunda melhor temporada da vida, certamente a melhor se colocarmos o peso de um aproveitamento de 0,44 gols/partida com a camisa do Palmeiras contra um de 0,75 com a camisa do Atlas do México no longínquo ano de 2004.

Com direito a hat trick contra o Santos

Com direito a hat trick contra o Santos

O matador seguinte que brilhou com a camisa palmeirense como jamais com qualquer outra tão importante é também o pivô de um dos pontos mais questionáveis da administração Paulo Nobre, Hernán Barcos. El Pirata, que veio, cativou a torcida, enlouqueceu a criançada e foi doado ao Grêmio, nunca brilhou em seu país natal. Veio da LDU do Equador onde fez duas grandes temporadas que somadas lhe dão uma média de 0,57 gols/partida e o vice da Sulamericana 2011. Vale o registro de sua passagem pelo Shenzhen Ruby da China apesar da fragilidade da liga anotou 14 gols em 14 partidas, faz a média aí… Fato é que com a camisa 9 do Palmeiras Barcos foi mais que o atacante de média 0,51 gols/partida (31/61), foi o pilar do time e candidato a ídolo do clube, convocado 4 vezes para a seleção argentina enquanto era o sucessor de Evair, achou que a visitinha do Palmeiras à Série B prejudicaria sua sequência na Alvi Celeste e foi para o Grêmio… jamais voltou a ser convocado.

Doado

Doado

Agora é a vez da ‘camisa 9’ Palmeirense colocar Alan Kardec num lugar onde ele jamais imaginou estar. Qual a sua opinião dileto leitor, você acha que algum desses artilheiros teve apenas sorte enquanto vestindo Verde ou a força da camisa palmeirense potencializou seus resultados? Deixe seu comentário,  cite algum que você julga ter se destacado especialmente no Palmeiras e perebado pelos outros clubes, e vote na enquete de qual desses citados foi o melhor em sua passagem no Verdão!

Minha vez, Felipão!

Minha vez, Felipão!

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Maior contratação do ano

Maior contratação do ano

Faz um mês que o elenco palmeirense se reapresentou para a temporada 2014, esperamos um tempo para ver as movimentações das entradas e saídas do time, e já é hora de analisar os jogadores que chegaram sem risco de deixar de fora alguma grande contratação ou baixa.

No fim do ano passado, com o acesso garantido, era notório que o time estava carente em várias posições, uma vez que voltaria a enfrentar adversários mais cascudos que certos oponentes da série B. Era também notória a inutilidade de certas peças do elenco para 2014; ciente disso, a diretoria foi às compras e realizou dispensas. Nada muito espetacular, mas também nada que se possa criticar ferrenhamente.

Foram dispensados André Luiz, Vilson (não foi bem dispensado, mas ok), Márcio Araújo, Charles, Léo Gago, Rondinelly, Ronny, Ananias e Caio Mancha (este foi emprestado, obrigado Pedro Ivo). Me perdoem se esqueci de alguém, se aconteceu deve ser pelo nível extraordinário de importância para o elenco que o dito cujo tinha… dentre os dispensados, o mais importante para em 2013 foi Charles, o restante ou era reserva ou estava queimado com torcida, comissão técnica ou dirigentes, seja por altas pedidas salariais (Vilson), más atuações (André Luiz, Márcio Araújo, Ronny, Ananias) ou por não serem exatamente craques (Rondinelly, Caio Mancha). Todas as dispensas foram acertadas, incluindo aí o titular absoluto Márcio Araújo, que não é mau como se pinta mas já tinha errado dado o que tinha que dar com a camisa palmeirense.

A única saída ‘importante’ do time foi Henrique, o zagueiro não vinha de grande fase mas era o ponto mais sólido da defesa palmeirense, era o capitão da equipe e ficou sem clima com a diretoria por cobrar seus direitos com mais afinco e energia do que dispendia para jogar. Pena o péssimo momento da saída, pois com as demais contusões e o nível das reposições (in)disponíveis, ele fará falta.

As reposições chegaram mais cirurgicamente, nos primeiros dias da pré-temporada já tivemos gratas confirmações de contratações já especuladas e algumas surpresas, como o que importa é o que vem por aí e o que passou passou, vamos nos ater mais nos reforços:

Lúcio – Zagueiro – grande contratação, estava queimado por um episódio de indisciplina no spfc mas chegou com vontade, apesar da idade avançada é um excelente zagueiro, pentacampeão, campeão de tudo que disputou mundo afora, agrega experiência, qualidade e liderança ao camarote elenco.

Victorino – Zagueiro – bom zagueiro uruguaio, tem várias presenças nas convocações da Celeste. Estava no Cruzeiro mas não jogou em 2013 por estar lesionado, já tem um pouco mais de idade e não dá para prever se fará boas participações depois de tanto tempo sem jogar. Apesar do renome, incógnita.

William Matheus – Lateral esquerdo – chegou para ser reserva do Juninho (!!) e assim o é, vai ter mais oportunidades mas é uma boa aposta, possivelmente barata e que já mostrou alguma qualidade no Figueirense (tal qual o titular da sua posição) e também na boa campanha do Goiás no BR13.

Paulo Henrique – Lateral esquerdo – mais um jogador pura e essencialmente promessa. Veio como contrapeso na negociação do Bruno César (tem o mesmo empresário) e está há 8 meses sem jogar por conta de uma lesão no joelho, a única aparição digna de nota foi pela Copa São Paulo de juniores em 2012 pelo Santos, depois disso mais nada. Incógnita.

França – Volante – desembarcou sob grande desconfiança depois de passar a temporada passada inteira tratando uma pneumonia contraída na neve européia, nunca jogou por um grande clube, veio carregado de rótulos (açougueiro, destruidor, grosso) e tatuagens (parece um tapete de casa de vó), mas já fez algumas boas partidas defensivamente e no último jogo deu números finais ao confronto contra o XV com um golaço, é uma promessa em que vale a pena apostar.

Josimar – Volante – depois de ter sido sondado no início do ano passado e ter pedido demais, dessa vez deve ter adequado a pedida salarial a sua real condição: reserva. Josimar vem pra disputar vaga com Marcelo Oliveira, França e Eguren, não devemos vê-lo frequentemente entre o 11 inicial, a menos que Gilson Kleina ‘marcioarauje’ o cara.

Bruno César – Meio campo – maior esperança dentre os contratados, ainda não estreou e esperamos que seja o Bruno César do rival e não o do Palmeiras-B, o setor para o que veio é o mais carente já que conta com um craque ‘vaga-lume’, não será o armador que Valdívia é mas poderá fazer um pouco dessa função juntamente com as chegadas mais próximas do gol. Excelente contratação, depende de se readaptar ao futebol brasileiro depois de passar um ano no oriente médio.

Marquinhos Gabriel – Meia atacante – veio pra compor elenco. é mais uma aposta para a meia ofensiva, fez grande campeonato no Bahia mas foi revelado no Internacional de Porto Alegre, tem tudo para ser um jogador útil desde que aceite a condição de curinga do meio-campo. Já estreou com duas assistências e no jogo seguinte fez um gol. Temos que esperar mais para cravar qualquer coisa, por enquanto boa aposta.

Diogo – Atacante – dadas as condições de sua carreira chega pra ser opção ao Leandro no ataque, em outros tempos poderia ser uma grande contratação, com status de estrela. Rodou pela Grécia, Flamengo, Santos, voltou pra Portuguesa na qual foi revelado, mas não vingou em nenhum deles.

Rodolf0 – Atacante – ainda é garoto, veio depois de ser artilheiro do Campeonato Brasileiro Sub-20, uma aposta válida desde que deem tempo de jogo em condições favoráveis, todos sabemos que a fritura mata jogadores tão crus…

Além dos 10 reforços tivemos os retornos de Patrik Vieira, Mazinho (ambos estavam na segundona japonesa) e Miguel Bianconi, nenhum dos três deve ter muito espaço ao longo do ano. Mazinho está sendo bastante utilizado neste início mas deve perder lugar para Bruno César assim que o meia tiver condições de jogo. Há que se destacar também a permanência de Leandro, que veio na malfadada negociação do Barcos por empréstimo, ficou um ano e acabou tendo metade de seus direitos adquiridos em definitivo.

Fazendo um balanço das entradas e saídas do time, é possível dizermos que o Palmeiras reforçou setores carentes, substituiu peças desgastadas ou inadequadas no elenco e conseguiu ter opções de banco um pouco melhores que no ano passado. É bem verdade que não temos nenhum lateral direito, Wendell não dá, além da falta de algum zagueiro digno de mais confiança para jogar com Lúcio, apostar só no Wellington é arriscado. Mas o time tem uma cara, apesar dos reforços em sua maioria virem de má-fase ou na condição de apostas é possível vencer com esse time.

*

Nosso negócio aqui é Palmeiras, mas não resisto a dar um pitaco nesta transação entre os dois rivais que levou Pato e Jadson a trocarem de endereço.

Em primeiro lugar, é preciso frisar – o que a imprensa nem sempre faz – que esse negócio demonstra claramente o FIASCO que foram as vultosas contratações (12 milhões de reais pelo agora ex-são-paulino, quase 50 no caso do ex-Barbara-Berlusconi). Não foi uma atitude ousada de seus dirigentes, não foi para ganhar popularidade, não foi para reforçar seus elencos: foi por puro desespero de parte a parte.
Agora, a urgência maior nitidamente era corintiana. As pichações que os muros tricolores receberam depois da derrota para o Palmeiras nem se comparam à barbárie dos hunos organizados que invadiram o CT alvinegro após a surra (de bola) na Vila. Além disso, Pato tem uma rejeição absurda, enquanto Jadson não era criticado da mesma forma.
Quem teria que levar vantagem em um negócio açodado como este? O São Paulo, claro. Mas não é o que parece ter acontecido. Para mim, claramente o resultado foi melhor – MUITO melhor – para o Corinthians. Senão, vejamos:
– Jadson já entra como titular no Corinthians, enquanto Pato esquentava o banco. Pato em princípio tirará o lugar de Oswaldo ou Ademílson, mas ficaria mais à vontade no de Luís Fabiano, que tem cadeira cativa mesmo sendo outro que anda devendo e muito.
– O Corinthians economiza alguns tostões por mês (pelo que se fala, R$ 150 mil), mesmo bancando parte do salário de Pato, e ainda pode lucrar com venda caso o atacante inesperadamente se dê bem no Morumbi. Já o São Paulo cedeu Jadson em definitivo e aumenta sua folha com um jogador do qual (até onde sabemos) só terá direito em caso de venda se o valor for exorbitante.
Por que razão Juvenal aceitaria esta proposta? Para não ficar com a tirada do amigo da casa PC, que provavelmente é a mais plausível (Gobbi teria pego JJ num momento, digamos, mais ébrio), credito o fato à velha soberba são-paulina em achar que eles são bons em recuperar jogador. Assim como iriam recuperar Fabrício (não conseguiram) ou Ganso (que vive cada vez mais de centelhas de bom futebol), entre outros, eles agora querem mostrar que Pato só precisa do ambiente certo para provar seu valor.
O incrível é que o clube que o cedeu torce para que isso não ocorra! Palavras de Mario Gobbi: “pode ser que Pato dê certo no São Paulo, é um risco”. Risco, ele diz, embora esse talvez seja o único jeito de seu time conseguir revalorizá-lo em parte.
Nesta história toda, pato, mas pato mesmo, não é o Pato…

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2014 chegou trazendo um cenário que o torcedor brasileiro de um modo geral já está habituado a ver: reapresentação do time, especulações de contratações, trocas de técnicos, equipe concentrada em algum hotel pra preparação para o estadual, tudo isso em um intervalo de 10, 15 dias no máximo. Todo ano é assim, bem como no ano anterior sempre surgem discussões sobre calendário, ali por outubro estamos sempre falando que o planejamento já deveria estar acontecendo, contratações deveriam estar sendo feitas, os jogadores titulares deveriam ser liberados para as férias e que assim possam se apresentar antes e treinar mais… e nada nunca muda.

Neste ano o Palmeiras já tem garantidas pelo menos 57 partidas, não nos esquecendo da paralisação para a Copa do Mundo, sendo que a primeira destas partidas será daqui 3 dias, e o elenco só se reapresentou há 12. O Campeonato Paulista é o torneio estadual mais importante do país, se estende por pouco menos de 3 meses e leva o campeão a uma jornada de 19 partidas (foi reduzido este ano). Para quem em 2013 fez mais uma vez o papel ridículo de disputar uma série B, 2014 além de ano do Centenário é tempo de reafirmação, conquistar o Campeonato Paulista logo na largada seria um bom começo.

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Apresenta, contrata, treina, joga: 14 dias

Tendo um intervalo tão curto entre o início da temporada e a primeira partida do Paulistão, alguém acredita que o tempo de preparação seja adequado para enfrentar o campeonato com a importância que deveria? A tempos o torneio é utilizado como pré-temporada, um troféu de tamanha importância jogado em ritmo de treino durante quase toda sua duração.  É verdade que os clubes mais ricos tem condições tecnológicas e financeiras de colocar o elenco em forma durante a competição e igualar o nível dos ‘pequenos’ que estão treinando desde o último trimestre do ano anterior, mas a questão que fica é a seriedade com que é encarado o Paulistão, sabotado pela própria FPF, que poderia ser visto com melhores olhos especialmente por quem já o conquistou 22 vezes. Alterar seu calendário e a quantidade de times que o disputam poderia permitir uma pré-temporada maior e melhor e de quebra mudaria esse descrédito que a taça enfrenta atualmente (basta ver seu novo ‘apelido’: Paulistinha).

Mudaria, caso a FPF não estivesse mais preocupada com os votos para garantir a reeleição do presidente e principalmente caso a CBF não resistisse tanto em adequar um calendário nacional melhor para os clubes, torcedores e jogadores obrigando os anunciantes e patrocinadores a reorganizarem suas programações acompanhando o futebol, mas o rabo é muito comprido pra conseguir soltar.

Marco Polo del Nero

A equipe Palmeirense será formada pela base de 2013, adicionada dos novos contratados (William Matheus, Victorino, Lúcio, França, Diogo e Rodolfo), do retorno de diversos emprestados (Patrick Vieira, Mazinho, Wellington, Luiz Gustavo) e possivelmente alguns que ainda vão chegar (Bruno César, Marquinhos Gabriel e talvez Robinho, estes terão um tempo de preparação menor ainda que os demais). O primeiro jogo é sábado (18/01) contra o Linense, no Pacaembu. 

Que comece o Paulistão 2014 e que ao final possamos mais uma vez erguer essa taça. Você acompanha todos os detalhes do torneio aqui no Blog do IPE, como sempre.

A última foi em 2008

A última foi em 2008

Campeonato Paulista 2014

Participantes:
Grupo A – Atlético Sorocaba, Comercial – SP, Linense, Penapolense e spfc.
Grupo B – Aberração Audax – SP, Botafogo – SP, sccp, Ituano e XV de Piracicaba.
Grupo C – Paulista, Portuguesa, Ponte Preta, São Bernardo e santos.
Grupo D – PALMEIRAS, Oeste, Bragantino, Mogi Mirim e Rio Claro.
Início: Sábado, 18/01/2014
Término: Domingo, 13/04/2014
Tabela Completa

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Paulo Nobre chega a seis meses de mandato

Paulo Nobre chega a seis meses de mandato

Neste domingo Paulo Nobre completa seis meses de seu mandato como 38º presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Depois das gestões de Belluzzo (de quem esperávamos o céu mas recebemos o purgatório) e Tirone (de quem temíamos um inferno que se concretizou), Nobre assumiu um Palmeiras endividado e rebaixado, mas na Libertadores e a um ano e meio do centenário. E de lá para cá sua gestão despertou paixão e ódio, mas nunca indiferença.

Nós do IPE nunca tivemos nem teremos qualquer interesse em participar da política do Palmeiras, e por isso falamos pouco a esse respeito; por outro lado, sabemos que é a política que determina o presente e o futuro do clube, motivo pelo qual não quisemos deixar a data passar em branco.

O amigo já deve ter sua ideia formada sobre o desempenho do presidente. Mas, para estimular o debate, convidamos duas pessoas bastante famosas na Mídia Palestrina para trazerem seus pontos de vista.

Agradecemos muito a Vicente Criscio, criador do mais que conhecido 3VV, conselheiro do clube e que contribuiu para o plano de gestão do candidato derrotado no pleito de janeiro Décio Perin, e a Marcelo Santa Vicca, que por muito pouco não se tornou conselheiro na última eleição; Marcelo foi o criador do Tsunami Verde e é integrante destacado do Fanfulla, grupo que em seus cinco anos cresceu a ponto de ser muito importante para a vitória de Nobre.

Confira o que eles têm a dizer, e não esqueça de deixar seu comentário.

*

E A REFORMA DE QUE O PALMEIRAS TANTO PRECISA?

Por Vicente Criscio

Dia 21 teremos os seis meses de mandato do Presidente da SE Palmeiras, Paulo Nobre. 25% do seu mandato já foi embora.

E nesse meio ano de Presidência o que podemos dizer da gestão do Presidente?

Primeiro, é importante reconhecer a palestrinidade e a boa intenção do Presidente. Ninguém duvida que ele está lá querendo acertar. Também ninguém nega que a situação financeira do Palmeiras é complicada e um tremendo estressor dessa gestão. Por outro lado qualquer um, com um mínimo de conhecimento do que acontece dentro das alamedas, já sabia desde dezembro de 2012 que a situação financeira era complicadíssima.

Pois bem, depois dessa longa e talvez dispensável introdução, como avaliar a gestão de meio ano de Paulo Nobre?

Ruim!

Eu poderia elencar vários motivos – caso Barcos; o CEO com muito poder e até aqui pouco resultado; a falta de planejamento no preço dos ingressos; um marketing badalado mas com resultado zero; ter abdicado da Libertadores; contratação de executivo com relação familiar com não sei quem; … e a lista poderia ser mais longa. E poderia ter várias explicações razoáveis.

Mas para mim a maior decepção estes seis meses de gestão está na reforma estatutária.

O Presidente do Palmeiras tem poder. Esse poder do atual Presidente é inclusive potencializado, uma vez que foi eleito com imensa maioria, fez todos os seus vice-presidente, tem apoio do COF e de Mustafá Contursi, e tem ainda a Presidência do Conselho Deliberativo nas mãos de um amigo antigo.

Ora, então o que falta ao Presidente para mandar a SUA proposta de reforma estatutária? Qual motivação falta ao Presidente para usar de sua força política e do poder institucional que tem para enviar uma proposta que separe de fato o clube social do futebol? que crie os mecanismos que acabe completamente com a influência no futebol dos “políticos” aventureiros e interesseiros em carteirinhas e negócios? o que falta ao Presidente para empurrar uma reforma estatutária que efetivamente coloque uma gestão 100% profissional, independente e com governança dentro da SEP?

Nobre aparentemente preferiu não criar conflitos e jogou a bomba da reforma na mão dos políticos de plantão. Foi criada uma comissão de reforma estatutária. Mais de 20 conselheiros, de todas as correntes políticas, estão construindo um dromedário. Depois irão analisar mais sabe-se lá quantas propostas de emendas. Depois irão construir uma proposta única e submeter ao Conselho, com direito a reuniões setoriais. Depois vão mandar para os sócios votarem. Prometeram até julho de 2014 termos alguma proposta. Será?

Mas essa é a menor dúvida. A maior dúvida que tenho é a seguinte: alguém acredita que virá algo que realmente mude a estrutura de poder da SEP?

Eu não. E essa eu deixo na conta do Presidente!

Mas o que o Presidente poderia ter feito? Poderia ter chegado no dia 21 de janeiro, 6 meses atrás, com uma proposta pronta. Poderia ter colocado logo após a eleição do conselho e do presidente do CD. Poderia ter chamado a discussão com seus aliados. Poderia ter passado o trator que o elegeu de forma justa e correta, no sentido de empurrar uma reforma estatutária pra valer.

E pra quem acha que isso não é possível, basta recordar como foi a discussão e aprovação do projeto da Arena. Eu diria que do ponto de vista de complexidade, as mudanças estatutárias que aprovaram a nova arena são mais complexas que uma reforma estatutária.

Óbvio que todos nós torcemos para essa gestão acertar. Todos nós torcemos para o Palmeiras voltar a ter um time que alegre sua torcida. Todos nós nos alegramos com as vitórias e sofremos com as derrotas. E reconheço que algumas ações de Nobre podem levar para vitórias e quem sabe títulos nestes seus dois anos (e quem sabe mais dois) como Presidente. E todo palmeirense verdadeiro torce para isso acontecer.

Mas a maior alegria que Paulo Nobre poderia proporcionar à torcida é um Palmeiras com um modelo de gestão livre dos políticos de plantão, mais profissional, mais alinhado com o futebol de negócios e resultados do século XXI. Um Palmeiras com sustentabilidade não apenas financeira mas institucional, que seja de todos os palmeirenses, e não de apenas 300 conselheiros ou 3000 sócios de um clube social onde 20% nem liga pra futebol.

 *

6 MESES DE PAULO NOBRE E O SALDO É POSITIVO

Por Marcelo Santa Vicca

Antes de entrar na análise, deixo claro faço parte do Grupo Fanfulla que apoiou a eleição do Paulo Nobre e faz parte ativamente da sua gestão. Apoio ideias e não pessoas. O plano de governo dele é praticamente o mesmo de 2011 quando todos pediam PN mas ele perdeu para o Tirone. Se o plano é o mesmo e era bom, entendo que continua a ser. Estive com o Paulo e com o Decio antes da eleição e considero ambos capazes. Também acho esses rótulos de “oposição predatória ou chapa branca” extremamente nocivos para o futuro do Palmeiras, pois são todos palmeirenses que divergem na forma de pensar mas que não deveriam alimentar o ódio que corrói o clube há décadas. Esse binarismo é perda de tempo. Conheço palmeirenses de primeira linha em todas as trincheiras do clube e se houvesse mais união o Palmeiras seria quase imbatível. Isso posto, vamos a análise dos 6 meses.

Digo que o saldo é positivo porque considero que os acertos foram mais importantes que os erros que, claro, aconteceram também. Não haveria espaço aqui para listar pontualmente todos os erros e acertos e analisar um a um. Também, mesmo sendo economista, não pretendo amparar a análise na mais do que conhecida combalida situação financeira, visto que ela serviria de justificativa para todo e qualquer fracasso. Também não vou compará-lo ao Tirone, pois o pituca não é referência para nada. Prefiro focar apenas na análise macro, olhando o cenário esportivo e o clube quando ele assumiu, a realidade atual e o futuro projetado, sem me ater a picuinhas e nomes, muito menos ao ufanismo ou quem é mais palmeirense que quem. Queremos um time vencedor e estruturado e isso basta.

De cara, o PN não é omisso. Acerta e erra, mas está trabalhando na linha de frente. Está seguindo o plano que apresentou na sua campanha. Está cumprindo o plano de profissionalização da gestão da base, do jurídico, do marketing e do futebol com profissionais de excelência reconhecida em todas as areas; está fazendo uma reforma silenciosa que não aparece para o torcedor na gestão “não profissionalizada” dos departamentos do clube, cortando gastos, melhorando controles e adotando práticas mais eficientes. Acabou com o Palmeiras-B que drenava recursos do futebol e cujo objetivo de abrigar revelações sem espaço já estava desvirtuado havia anos, tendo virado um balcão de negócios. Cumpriu a promessa de separar o futebol do clube. Doa a quem doer, outros esportes não drenam mais os recursos do futebol. Está pilotando a situação política e iniciou o debate para a reforma estatutária ampla que deseja mas, sabemos, não será rápida nem fácil pois não depende só da vontade dele. Qualquer alteração passa pelo CD e por um rito estatutário como já pudemos observar, para mudar apenas um artigo (eleição direta) foram mais de 3 anos por omissão da gestão anterior. Portanto o papel dele é fazer isso andar, mandar os projetos para o CD votar. As propostas já estão sendo condensadas. Além disso, assumiu um clube que sequer orçamento aprovado para o ano tinha (continua não tendo) e sem patrocinador master, sendo que as empresas definem seus planos de marketing para o ano seguinte em outubro, novembro.  Enfim, assumiu no turbilhão e era sabido que os primeiros meses seriam dramáticos.

Falando só do futebol, em apenas 6 meses, com erros e acertos, ele encontrou um elenco em desmanche com apenas 18 profissionais e hoje temos um elenco que considero um dos 10 melhores do país, o nosso melhor após 2009 (minha opinião, não é preciso concordar). Não, eu não estou satisfeito com esse elenco. O Palmeiras precisa de um elenco para disputar em condição de igualdade qualquer campeonato e ainda não é o caso; mas não existe mágica pra isso em 6 meses. Considerando que ele assumiu em 23 de janeiro quando atletas de nível já estão em plena temporada em clubes estruturados, não havia muita opção naquele momento. Pegou só o “fim da feira”, com Paulista e Libertadores já comprometidos pela falta de planejamento da gestão anterior. Planeja-se a temporada no segundo semestre do ano anterior, não em fevereiro. Ninguém monta um time pra ganhar a Libertadores 15 dias antes do começo, com ou sem dinheiro. O Newell’s da Argentina está aí porque começou a re-estruturar 5 anos atrás. 5 anos! O mesmo vale para o Borussia na Alemanha que se re-estruturou em 2006 e começou a colher em 2010. Essa janela agora, de meio de ano, é a primeira cheia dele. Hoje atletas querem jogar no Palmeiras, ao contrário dos últimos anos. Hoje o Palmeiras é transparente, honesto, com atletas e parceiros como a Adidas e WTorre. A relação com todos melhorou muito, pois o PN passou a cumprir acordos que antes eram rasgados sem cerimônias.

Tem muito a ser feito e nem tudo sai como eu gostaria. Algumas decisões me decepcionaram. Política de preços de ingressos confusa, jogar em Prudente, a transação ruim do Barcos, assessoria de imprensa,  alguns reforços duvidosos, são todos erros que considero pontuais mas não estruturais. Mas nos próximos meses a situação tende a ser mais fácil do que nos primeiros meses. Estão finalizando um plano para recompor as finanças que deve gerar alívio em muito breve, as novas instalações do clube serão decentemente ocupadas de forma planejada, o programa sócio torcedor já sofreu melhoras e pode melhorar mais, teremos o Allianz Parque como a Arena mais viável da America Latina e as próximas eleições serão diretas e em novembro, corrigindo o erro cronológico que dificulta o planejamento há anos. Sim, eu estou otimista mesmo enxergando claramente erros pontuais do PN. Não esperava que o Palmeiras fosse sair das trevas para a luz em 6 meses mas ao menos estamos construindo um alicerce para um futuro melhor e nunca mais passarmos pelo vexame de outro rebaixamento.

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Obsessão

Obsessão

Após a rodada de ontem, fica mais fácil simular, afinal temos menos partidas por vir. Porém continua sendo muito difícil apontar o que virá, já que há ainda diversas possibilidades.

Isso faz com que você possa gastar um bom tempo do seu dia preocupado com as projeções (leia-se: vai ter Derby?). Por isso, simplificamos tudo para o amigo leitor. Veja abaixo TODAS as combinações possíveis para hoje (clique na figura para ampliar); agora é só acompanhar os jogos da noite com esta tabela em mãos e pronto, você saberá para quem torcer – eventualmente, pode ser até mesmo contra o Palmeiras, se você tiver nervos para isso…

simlib

Algumas observações:

– em todas as projeções que resultam em Tijuana, Derby ou Vélez, o Palmeiras cairia no lado “brasileiro” da chave, com Corinthians e o vencedor de Atlético-MG x São Paulo. Em praticamente todas as demais, o Verdão ficaria do outro lado.

– o asterisco: na linha em que sempre há duas alternativas, a primeira (Derby ou Libertad) vale se o Palmeiras hoje empatar com gols. Se for 0 a 0, ficaremos igual ao Emelec em absolutamente todos os critérios e haverá um sorteio, podendo nesse caso também pegarmos o Vélez.

– nos casos em que há Olímpia ou Independiente Santa Fé: serão os paraguaios se o Palmeiras perder por um gol e os colombianos se a derrota for por dois ou mais.

– essas projeções não incluem placares exóticos. É possível, por exemplo, o Palmeiras pegar o Fluminense, mas entre outros resultados teríamos que empatar com o Sporting Cristal a partir de 3 a 3 (obrigado ao leitor Felipe Magalhães por essa descoberta)

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