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Parte dos 40.000 que nos empurraram rumo ao tri

“Bate no peito e fala: o Palmeiras é grande”. O lendário discurso de Zé Roberto no primeiro jogo oficial da temporada no fundo era desnecessário; quem afinal poderia negar a grandeza do maior campeão nacional? Era, porém, compreensível: tão machucado nos últimos anos, a ponto de um presidente rival debochar de um tal “apequenamento”, volta e meia o clube tinha que relembrar seu tamanho a quem só via os resultados recentes.

Ontem, amigos, vimos que o Palmeiras não é grande: é gigante. Há muito tempo, hoje e eternamente. O próprio Zé Roberto disse isso e fico muito feliz que o tenha feito, pois eu havia pensado nessas palavras, neste título, antes mesmo de ouvi-lo.

No 11 contra 11 o Santos até podia ser mais qualificado. Mas no 40 mil contra 11, para não citar os tantos que entupiram a Turiassu (Palestra Itália, desculpem, é o estádio), não tinha como: a torcida apropriou-se do time como há tempos não se via, e como poucos conseguem. Esqueçam as derrotas no Allianz para os Goiases e Pontes: na hora do aperto já nos sentimos verdadeiramente em casa e rapidamente aprendemos a fazer dela um caldeirão – Inter, Flu e agora o Santos que o digam. Bons tempos ainda virão.

Este Palmeiras que empurrou o alvinegro contra as cordas desde literalmente os primeiros segundos, quando Gabriel Jesus podia ter aberto o placar, pode ter mantido seus incontáveis chutões pro alto, mas mesmo assim foi senhor do jogo. O leve time santista viu-se enredado e sofreu demais na primeira metade do primeiro tempo. Lá pelos 30 minutos, o ímpeto arrefeceu um pouco mesmo antes da saída do camisa 33, que forçou uma mudança de estratégia que não pôde ser efetivamente aplicada antes do intervalo. Foi nosso pior momento.

Em compensação, após o reinício… sim, tinha bicão; sim, tinha passe errado. Mas houve luta, apetite, gana, vontade. Se eu tinha uma certeza antes da decisão era que não seríamos derrotados pelo Santos tão facilmente quanto Corinthians e São Paulo haviam sido. E, num lance tão bem feito que surpreendeu até a própria torcida, Barrios, Robinho e Dudu fizeram o adversário provar de seu veneno: era o primeiro gol, e o adversário se encolheu ainda mais a partir de então. Mérito e muito também do tão criticado – por mim mesmo! – Marcelo Oliveira. Ontem, foi de se tirar o chapéu (chapéu? Dudu?).

Vieram mais mudanças, o Palmeiras começou a ceder um pouco de espaço, mas ainda estocava. E de tanto insistir, encontrou o segundo numa bola alçada, a que tanto criticam para dizer que o time não tem recurso mas que vale tanto quanto qualquer outra.

Dois a zero, era só segurar alguns minutos. Ou seja, era óbvio que vinha bucha – não seguramos as vantagens que chegamos a ter nas quartas antes de Andrei Girotto ter seu momento de herói e nas semis antes de um cambaleante Fred fazer o Flu ressurgir. E foi justo de Ricardo Oliveira, o Viola da vez.

A disputa de pênaltis fez com que Dudu deixasse de ser o nome do jogo, ele que nem jogou tão bem assim, mas estava no lugar certo na hora certa (e como isso conta, não, Betinho?). Era hora de surgir uma lenda. Um novo gigante.

Em 9 de julho de 1978 o Palmeiras arrancou um empate contra o São Paulo aos 42 do segundo tempo, gol de Beto Fuscão, e se manteve vivo na campanha que terminaria no vice-campeonato nacional. Mas hoje em dia isso pouco importa. O fato relevante foi que naquele dia, a 1100 km do estádio do Morumbi, mais precisamente na ex-capital gaúcha Viamão, veio ao mundo um piá que recebeu o nome de Fernando Büttenbender Prass. E que, 37 anos e 146 dias depois, este já legítimo membro do panteão que acolhe Oberdan, Valdir, Leão e Marcos colocou-se de vez na história alviverde. Com a diferença de que foi decisivo não só com as mãos mas também com os pés.

O que ele fez vocês viram; só digo que eu fiquei com inveja. Como eu queria ser Fernando Prass na hora que o chute forte, seco e reto decretou o tricampeonato da Copa do Brasil. Como eu queria ser o homem que, fazendo ainda mais do que dele se esperava – e dele se esperava muito, deixou em êxtase milhões de palmeirenses paulistanos, acrianos, suecos. Prass já tinha uma taça dessa mesma competição, erguida pelo Vasco, mas é impossível que ontem não tenha sido seu momento mais sublime calçando luvas e chuteiras.

O capitão e líder Zé Roberto fez as honras da casa ao levantar o troféu do dodecacampeonato nacional verde. E então fez a única coisa que podia fazer: entregá-lo a quem tornou sua conquista possível desde o jogo da ida, em que já havia sido monumental.

E eu quis ser Prass de novo.

*

Atuações:

Fernando Prass – há conquistas que, anos e anos depois, remetem imediatamente a um personagem. 1993 é Evair. 1994 é Rivaldo. 2015 será para sempre Fernando Prass.

João Pedro – era o ponto frágil e se mostrou como tal. Dou um desconto pois vinha sem jogar com regularidade, foi bem no ataque e é mesmo difícil marcar o bom ataque santista. 6

Jackson – boa partida apesar de ratear no gol. A ótima cobrança de pênalti (mais uma) limpou a barra. 8

Vítor Hugo – excelente. 9

Zé Roberto – o cara que tentava passar a bola enquanto os outros iam de bola pro mato. 8

Matheus Sales – jantou Lucas Lima e não tenho medo de cravar: tornou-se ídolo. 10

Arouca – mais calmo que no primeiro jogo, mas coadjuvante de seu jovem parceiro no meio-de-campo. 8

Robinho – não é o 10 que precisamos, mas se esforçou demais para ser o que ia resolver. Resolveu. 9

Gabriel Jesus – o gol perdido tira pontos. O resto do jogo soma. O resto do torneio, mais ainda. 8

Barrios – partida excepcional para um jogador que precisa urgente de férias após emendar uma temporada e meia sem descanso. Vai arrebentar em 2016. 10

Dudu – s.m. : “Volta por cima”. 10

Rafael Marques – participou do segundo gol. Fiquemos com isso. 7

Cristaldo –  não deve e não deveria ficar. Se for assim, fechou com 100% em pênaltis decisivos. 8

Lucas Taylor – se João Pedro entrou na fogueira, Taylor pegou um incêndio. Se virou como pôde. 7

Marcelo Oliveira – contra títulos há poucos argumentos. Vai ficar, sem sombra de dúvida. É ver o que fará com o elenco tendo o início do ano e o Paulista pra encaixar.

*

Ficha técnica:

PALMEIRAS 2 x 1 SANTOS
Data: 02/12/2015
Horário: 22h (de Brasília)
Competição: Copa do Brasil (final)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP)
Gol: Dudu aos 11 e aos 39 minutos do segundo tempo (Palmeiras); Ricardo Oliveira aos 41 minutos do segundo tempo (Santos).
Pênaltis: Palmeiras – Zé Roberto (gol), Rafael Marques (Vanderlei), Jackson (gol), Cristaldo (gol), Fernando Prass (gol); Santos – Marquinhos Gabriel (fora), Gustavo Henrique (Fernando Prass), Geuvânio (gol), Lucas Lima (gol), Ricardo Oliveira (gol)
Cartões amarelos: Gabriel (Santos); Matheus Sales, João Pedro e Dudu (Palmeiras)
PALMEIRAS: Fernando Prass, João Pedro, Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca, Dudu, Robinho e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Paulo Ricardo), Renato e Lucas Lima; Gabriel (Geuvânio), Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel. Técnico: Dorival Júnior.

prasscampeão

Um homem e seu destino

Os holofotes sempre estiveram sobre ele (foto: VerdaoWeb.com.br)

Os holofotes sempre estiveram sobre ele (foto: VerdaoWeb.com.br)

Agosto de 2010 foi um mês agitado no mercado de trabalho: eu comecei a bater ponto no atual emprego e o mais caro jogador da história do Palmeiras retornava após dois anos de sua primeira passagem.

Se o retorno pouco após outro regresso – o de Felipão – era cercado de dúvidas, a despedida traz uma certeza: não há certezas quando se trata de Valdivia. A bem da verdade, estou convicto de que não valeu a pena – e creio que a maior parte da torcida concorda; há muita gente, contudo, que discorda, e em alguns aspectos não se pode negar alguma razão.

Síndrome de Estocolmo, falta de jogadores que decidem, carência afetiva, ausência de ídolos desde que Marcos pendurou as luvas. São quase sinônimos que explicam o lugar que Valdivia assumiu no imaginário do palmeirense, mas penso que uma razão se sobrepõe: o fato de que ele sempre foi o jogador do “se” e nunca um caso real. Em meio a uma contusão, convocação ou suspensão as expectativas não se concretizavam, mas de forma sebastianista acreditávamos que uma hora seu potencial enfim desabrocharia. Talento não lhe faltava – eu há alguns anos o coloquei em 26° lugar na lista dos melhores palmeirenses que vi, e é um rol que inclui os anos 90, portanto repleto de ótimos jogadores.

O tempo passou, e cinco anos depois esta esfinge chilena ainda intriga. É fácil gostar dele como jogador: carismático, provocador, careteiro, articulado, inteligente, dono de um domínio de bola absurdo, era um prato cheio para provocar rivais, encantar quem não viu os grandes jogadores de outrora (e, por que não?, também quem viu) e assegurar o sangue verde das crianças. Apesar de desejá-lo fora há um bom tempo, não consegui torcer contra ele na Copa América, quando seu destino já era sabido e na prática não havia mais qualquer ligação com o Palmeiras. É fácil odiar Valdivia quando se torce para um rival. Para nós, nem tanto; a esperança de vê-lo fazer algo diferente com a bola não morre.

O lado ruim é igualmente fácil de adjetivar: desagregador, baladeiro, reclamão e via de regra ausente na hora do pega pra capar. Suas respostas atravessadas aos Andrés Hernans da vida dão um prazer pequeno perto do desgosto de não tê-lo no final e na final de 2012 (que lhe valeu o único título desta passagem) e em praticamente todo o primeiro semestre deste ano. Sim, ele deu contribuição importantíssima nos últimos jogos do ano passado, mas talvez não precisasse jogar lesionado se não tivesse demorado a retornar após a transferência frustrada pós-Copa, ou não tomasse suspensão de dois jogos pela expulsão contra o Flamengo.

Até seus últimos momentos mostram o médico e o monstro que nos brindou com alegria e raiva por todos estes anos. Dentro de campo, um desfecho de gala ajudou a quebrar uma sequência de 10 derbies sem vitória (dos quais ele não atuou em três); fora, uma série de entrevistas que demonstraram um rancor injusto com quem só lhe mimou.

A sombra de Valdivia seguirá pairando na Academia a cada partida frustrante de Robinho, Cleiton Xavier, Fellype Gabriel – se é que este realmente existe. Vozes se levantarão bradando “tá vendo? Se ele estivesse jogando…” (mesmo sabendo que em mais de 50% das vezes ele não estaria). Se o título brasileiro deste ano passar perto mas não vier, o coro de “faltou um 10” será forte – e provavelmente verdadeiro. Mas este 10 não seria o Mago. Não este que há tempos se nutre da ausência de um plantel capaz, que perdeu seu status de intocável nesta temporada e pouco fez por recuperá-lo. A frase mais sintomática veio de seu pai: “ele precisava de uma liga mais relaxada“; com isso não é preciso dizer mais nada.

Pensando bem, é necessário sim: obrigado por alguns bons momentos, muitos menos do que poderiam ter sido. Vá relaxar no mundo árabe e sucesso em sua boa seleção chilena. Só não precisa voltar mais uma vez para realimentar um sonho que nunca se realizou.

*

Pensei em fazer um Top 10 de momentos bons e maus de Valdivia, mas deixo a vocês escolherem e edito aqui depois. Por enquanto, relembraremos alguns primeiros e últimos momentos do Mago nesta segunda e provavelmente derradeira passagem pelo Palmeiras. Para estatísticas de presença em campo, confiram aqui.

  • A reestreia (a partir de 1′)

  • O primeiro gol (início do vídeo)

  • A primeira expulsão (a partir de 4’40”)

  • A última expulsão (a partir de 1h45’30”)

  • O último gol (a partir de 1’50”)

  • O último jogo (na íntegra)

sporcle

Semana curta é semana boa. Semana de vitória no Derby é semana maravilhosa. Então vamos aproveitar o bom momento para anunciar uma novidade que irá desafiar seus conhecimentos sobre o Verdão: os quizzes do IPE.

Para criá-los, usamos a plataforma do Sporcle, um site repleto de passatempos que dá liberdade para cada usuário montar seus jogos. Você encontra as atividades referentes ao Palmeiras clicando aqui.

Nem todos os jogos foram criados por nós, o que é ótimo: quanto mais gente melhor. Aqueles feitos por este editor estão identificados como “created by Verdao” (se ao me cadastrar eu tivesse pensado em futuramente lançar esses desafios, teria escolhido o username ipeonline…).

Já são 17 passatempos, 10 deles feitos por quem vos tecla (e vem mais por aí, claro). Os enunciados estão em inglês, mas quem não domina este idioma pode jogar do mesmo jeito – quase tudo é auto-explicativo.

Então fica o convite para você se testar, testar seus amigos, criticar, comentar, avisar se está fácil ou difícil, se achou erro e, principalmente, sugerir temas para novos questionários. Logo teremos desafio com foto, áudio, vídeo…

Enquanto o blog não retoma suas atividades, continue nos acompanhando no Twitter, especialmente nas frenéticas Jornadas IPE que fazemos na maioria das partidas do Verdão, e aproveite este novo recurso que trazemos para você desfrutar ainda mais a experiência única de ser Parmera.

Será que vem mais um desses?

Será que vem mais um desses?

Chegou ao fim a primeira fase do Paulistão. Ao contrário do ano passado, desta vez os três grandes – e também o SPFC – conseguiram avançar de fase.

No entanto, o caminho verde até a taça ainda não está definido. Certo é que de cara vem o Botafogo, que ano passado nos derrotou no Santa Cruz, em jogo único no Allianz segunda à noite. Ou quem sabe em Barueri na madrugada de terça, Presidente Prudente quinta ao meio-dia… a Federação promete resolver o impasse ainda hoje. Daí pra frente, tudo depende dos resultados dos outros confrontos.

Existem quatro combinações a cada partida: vitória do mandante no tempo normal, mandante nos pênaltis, visitante no tempo normal ou nos pênaltis. Sendo quatro confrontos nas quartas, temos um total de 44 combinações possíveis de resultados, ou 256. Dessas, podemos desprezar todas as que põem o tricolor ribeirão-pretano como vencedor. Não que sejam favas contadas – é que não faz sentido projetarmos o que vem por aí se nós não estivermos, certo?

Sobram então 128, e são essas possibilidades todas que apresentamos a você. Por sorte, este ano muitas são redundantes: no caso de Ponte Preta, Red Bull e/ou XV se classificarem, é indiferentes para efeito de chave se for nos pênaltis ou no tempo normal. Essa é a razão pela qual você não contará 128 possibilidades abaixo, e sim 36 (bem menos que as 81 do ano passado, o que facilitou bastante o trabalho agora…)

Então é isso. Clique na imagem para ampliar ou imprimir, brinque de captar o que cada figura representa (uma dica: há duas fotos que representam o mesmo duelo, mas em estádios distintos), escolha o que você prefere e seque à vontade. Mas, venha quem venha, agora é hora de o Palmeiras mostrar que este ano o vento virou.

semi2015

De bom mesmo este ano só a volta pra casa

De bom mesmo este ano só a volta pra casa

Já estamos com a cabeça em 2015, mas vamos aqui fechar o ano com os números da temporada do futebol alviverde. Para outras modalidades acesse este abrangente resumo feito por Fernando Galuppo; para comparar com os números de 2013 clique aqui.

Se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do decepcionante 2014 verde e branco.

Desempenho

Jogos: 64 (Série A 38, Paulista 17, Copa do Brasil 8, Copa Euro-Americana 1)

Vitórias: 29 (Série A 11, Paulista 12, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

% Vitórias: 45% (Série A 29, Paulista 71, Copa do Brasil 62, Copa Euro-Americana 100)

Empates: 9 (Série A 7, Paulista 2)

% Empates: 14% (Série A 14, Paulista 18, Copa do Brasil 0)

Derrotas: 26 (Série A 20, Paulista 3, Copa do Brasil 3)

% Derrotas: 41% (Série A 53, Paulista 18, Copa do Brasil 38)

Aproveitamento: 49%

Maior sequência de vitórias: 6 (Linense, Comercial, Atlético Sorocaba, Penapolense, SPFC, XV – os seis primeiros jogos da temporada)

Maior sequência invicta: 9 (os seis jogos acima mais Audax, Corinthians, Ituano)

Maior sequência de derrotas: 5 (Atlético-MG, SPFC, Sport, Coritiba, Inter)

Maior sequência sem vitórias: 6 (os cinco jogos acima mais Atlético-PR – ou seja, os seis últimos jogos do ano)

Um clássico vencido na melhor sequência da temporada

Um clássico vencido na melhor sequência da temporada

Gols, gols, gols

Gols marcados: 75 (Série A 34, Paulista 29, Copa do Brasil 10, Copa Euro-Americana 2)

Gols marcados por jogo: 1,17 (Série A 0,89, Paulista 1,70, Copa do Brasil 1,25, Copa Euro-Americana 2,00)

Gols sofridos: 79 (Série A 59 (!!), Paulista 14, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

Gols sofridos por jogo: 1,23 (Série A 1,55, Paulista 0,82, Copa do Brasil 0,63, Copa Euro-Americana 1,00)

Saldo de gols: -4 (Série A -25, Paulista 15, Copa do Brasil 5, Copa Euro-Americana 1)

Maior sequência de jogos marcando gols: 17 (todo o Paulistão exceto o jogo contra o Ituano e mais a ida contra o Vilhena) – um dos raros índices melhores do que o de 2013.

Maior sequência de jogos sem marcar gols: 4, duas vezes (Chapecoense, Botafogo, Grêmio, Santos e Atlético-MG, SPFC, Sport, Coritiba)

Maior sequência de jogos sem levar gols: 4 (Goiás, Sampaio Correa, Figueirense, Vitória)

Maior sequência de jogos levando gols: 6 (os últimos seis jogos da temporada)

Maior goleada aplicada: 4×1 Atlético Sorocaba

Maior goleada sofrida: 0x6 Goiás

A maior goleada foi logo no terceiro jogo

A maior goleada foi logo no terceiro jogo

Classificações finais

Série A: 16° colocado

Campeonato Paulista: 3º colocado

Copa do Brasil: caiu nas oitavas-de-final

Copa Euro-Americana: campeão junto com os colegas de continente

O Troféu Julinho Botelho

O Troféu Julinho Botelho

Jogadores

Quem mais atuou: Marcelo Oliveira, 53 vezes

O resto do pódio: Lúcio (47) e Wesley (43, também foi o terceiro em 2013). Não admira o desempenho do time no ano…

Os outros top 11: Juninho (40), Henrique (39), Leandro (35), Diogo (34), Victor Luís (33), Wendel, Fernando Prass e Renato (32 cada)

Quantos jogos Valdivia fez: 29 (45%). Mais que em 2013!

Quantos jogadores atuaram: 50 (quatro a mais que em 2013)

Estreantes do ano: 24 (Allione, Bernardo, Bruninho, Bruno César, Chico, Cristaldo, Diogo, Eduardo Júnior, Erik, França, Gabriel Dias, João Pedro, Josimar, Léo Cunha, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Mouche, Nathan, Rodolfo, Tobio, Victor Luís, Victorino, Washington, William Matheus) – um a mais que 2013

Artilheiro: Henrique, 18 gols

O resto do pódio: Alan Kardec (10, também foi o segundo em 2013) e Wesley (5, também foi o terceiro em 2013)

Os outros top 9: Juninho, Leandro, Valdivia (4), Felipe Menezes, Mendieta, Mouche (3). Seis atletas marcaram duas vezes.

Quantos jogadores marcaram: 24 (quatro a menos que 2013)

Marcaram pela primeira vez em 2014: 14 (Bruno César, Cristaldo, Diogo, França, Henrique, João Pedro, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Miguel, Mouche, Renato, Tobio, Victor Luís, William Matheus)

Mais cartões vermelhos: Allione e Bruno César, 2 cada (de 11 no total do ano, 1 a cada 6 jogos). Foram duas expulsões a menos que no ano passado. Os outros expulsos: Kardec, Marcelo Oliveira, Wesley, Tobio, Josimar, Valdivia e Nathan

Mais cartões amarelos: Juninho, 13, depois Marcelo Oliveira 12, Valdivia, Lúcio e Henrique 11.

Curiosidade: em proporção, o rei do cartão foi Eguren, 7 cartões em 15 jogos (muitos deles só atuando em parte)

O santo: Mazinho (26 partidas no ano sem nenhum cartão)

Mais vezes vindo do banco: Felipe Menezes (15 vezes), depois Mendieta e Diogo, 12, e Bruno César, Mouche e Cristaldo, 11

O artilheiro de 2014 não deve ficar em 2015

O artilheiro de 2014 não deve ficar em 2015

Técnicos

Gílson Kleina: 23 partidas, com 15V/2E/6D/37GP/22GC (aproveitamento 68%)

Alberto Valentim: 8 partidas, com 4V/1E/3D/7GP/6GC (aproveitamento 54%)

Ricardo Gareca: 13 partidas, com 4V/1E/8D/11GP/16GC (aproveitamento 33%)

Dorival Júnior: 20 partidas, com 6V/5E/9D/20GP/35GC (aproveitamento 38%)

E se tivesse chegado antes? E se tivesse ficado depois? Gareca foi a esfinge de 2014

E se tivesse chegado antes? E se tivesse ficado mais? Gareca foi a esfinge de 2014

Adversários

Clássicos: 9 jogos, 1 vitória (2×0 SPFC), 2 empates (ambos vs Corinthians) e 6 derrotas

Estreantes: 2 (Grêmio Osasco Audax, Vilhena)

Clubes estrangeiros enfrentados: 1 (Fiorentina)

Time enfrentado mais vezes: Atlético-MG (4 derrotas, digo, vezes)

Galo de novo nããão!

Galo de novo nããão!

Curiosidades

Este foi o terceiro ano com maior porcentual de derrotas em nossa história – mas à frente estão somente os dois primeiros anos (1915 e 1916), quando o clube ainda era novato e enfrentava adversários mais experientes.

Depois de três anos e meio, finalmente um palmeirense marcou três vezes em um jogo. A façanha coube a Henrique, nos 4 a 2 contra a Chapecoense.

Feliz 2015, e lembre-se: até 25/8/15 ainda é centenário

Feliz 2015, e lembre-se: até 25/8/15 ainda é centenário

Dois dos que deveriam sair

Dois dos que deveriam sair

Pelo que saiu no noticiário há algum tempo, hoje deve ser anunciada uma lista de dispensas no Verdão (mas o assunto sumiu de pauta, o que pode significar adiamento desta decisão); depois de um 2014 no mínimo decepcionante, deveria haver uma mudança radical no elenco. Sabemos que, por custo de rescisão e falta de mercado para vários dos jogadores, além da dificuldade de se trazer duas dezenas de novos atletas, muita gente inapta vai ficar.

Mesmo assim, reservamo-nos o direito de dizer quem manteríamos. O tempo já passado desde os agoniantes minutos finais do Brasileirão pode levar as pessoas a serem mais condescendentes com um ou outro, mas nossa vontade é de dispensar mais de dois terços do grupo. Menos mal que os reforços até aqui anunciados parecem ser capazes de melhorar o nível da equipe, ainda que faltem nomes de mais peso.

Por nós, ficariam:

  • Goleiros: FERNANDO PRASS e VINICIUS. Um goleiro para a reserva imediata teria que ser contratado.
  • Laterais: JOÃO PEDRO, LÉO CUNHA e MATHEUS MÜLLER. Falta um titular para a esquerda.
  • Zagueiros: NATHAN, TOBIO, THIAGO MARTINS, e vale testar mais GABRIEL DIAS. Acima de tudo é imprescindível que Lúcio se vá.
  • Volantes: ALLIONE e, com muito boa vontade, manteria WASHINGTON por alguns meses para avaliar melhor.
  • Meias: infelizmente ainda precisamos de VALDIVIA enquanto não houver ao menos dois jogadores plenamente capazes de substituí-lo.
  • Atacantes: não fica nenhum.

Alguns comentários:

– Não sou fã de Victor Luís, embora haja muito jogador pior e menos comprometido que ele no elenco. Tem algum valor de mercado, portanto tentaria vendê-lo. Se não houver proposta decente (não é para doá-lo), fica, mas como reserva da lateral.

– Cristaldo e Mouche podem ir. O problema é que certamente agiríamos como aqueles clubes do leste europeu que sempre compram por 10, se arrependem e vendem por 2.

– Se for difícil arrumar goleiro reserva, dentre os quatro que temos eu ficaria com Jaílson. É o único que ainda não teve a oportunidade de nos decepcionar.

É isso. Ficariam 12, o que mostra como somos generosos; dado que trouxemos sete e Oswaldo pretende ter 34, faltam somente 15 contratações. Está fácil sonhar com um 2015 de glórias, não?

StoAndre

Em 2011 eliminamos o Santo André

Terça-feira, 16 de dezembro, 11:00. O sorteio da Copa do Brasil já tem data marcada, e a CBF ainda não divulgou uma lista oficial de participantes, nem explicou os moldes da competição, nem… bom, basicamente ignorou o assunto.

Ainda assim, é possível especular com grande chance de acerto o que vem pela frente. O Instituto Palestrino de Estatística traz o caminho das pedras em primeira mão para o torcedor alviverde (queria dizer “brasileiro”, mas já há textos como esse, e sempre damos crédito a quem rala pra fazer esse trabalho na unha).

É importante notar que estamos supondo que em 2015 a CBF manterá o mesmo formato de 2014. De novo: não houve qualquer palavra da entidade até aqui.

Em princípio, teremos os seguintes mata-matas:

  • 1ª fase: Pote 1 x Pote 5; Pote 2 x Pote 6; Pote 3 x Pote 7; Pote 4 x Pote 8
  • 2ª fase: Pote 1 (ou 5) x Pote 4 (ou 8); Pote 2 (ou 6) x Pote 3 (ou 7)
  • 3ª fase Pote 1 (ou 4, 5, 8) x Pote 2 (ou 3, 6, 7)

A partir daí, os cinco times da Libertadores e mais o Fluminense (sexto no Brasileiro) se juntam aos dez sobreviventes.

Isto posto, eis a composição dos potes (clique para ampliar)

CB2015

Com isto, podemos traçar o cenário “fácil” e o “difícil”, sempre supondo que os times de potes mais bem ranqueados avancem:

  • Que tal se vierem Vitória da Conquista, Salgueiro e Portuguesa?
  • E se em vez disso forem Londrina, Sampaio Corrêa (de novo) e Sport?

Em termos de ineditismos ou repetições, temos na primeira fase dois times que já pegamos na CB (Santo André e Remo) e três times que jamais enfrentamos nem mesmo em amistosos (Campinense, Confiança e Vitória da Conquista).

*

E quando acabar a terceira fase?

Estaremos obviamente ou classificados para as oitavas ou eliminados. E daí?

  • Se classificado para as oitavas, é quase certo pegar pedreira. Os cabeças-de-chave serão os seis times que entram só ali mais os dois melhores ranqueados que sobrarem. Para o Palmeiras ser cabeça-de-chave, precisa que no máximo um entre os seis times acima dele sobreviva. Esqueçam. Ou seja, vamos pegar alguém entre Atlético-MG, Cruzeiro, Inter, SPFC, SCCP, Fluminense e provavelmente Flamengo e Grêmio.
  • Se eliminado, em primeiro lugar gritaremos VERGONHA VERGONHA TIME SEM VERGONHA. Aí torceremos para entrar na Sul-Americana. Serão seis vagas e há nove times na nossa frente. Portanto, precisaríamos que no mínimo quatro entre Flamengo, Grêmio, Santos, Atlético-PR, Coritiba, Goiás, Figueirense, Sport e Chapecoense cheguem às oitavas. Deve acontecer.

E então? Melhor ir para as oitavas e pegar um caminho difícil como neste ano ou ser eliminado por um Bragantino da vida e encarar uns Huachipatos por aí?

Somos pela honra, sempre. Não chegamos ao posto de maior campeão nacional por artimanhas.

Rumo ao tri!

Quero outro desse

Quero outro desse