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Palmeiras 3 x 2 SPFC: em 1951, a Quarta Coroa

O dia 25 de janeiro é marcado pelo aniversário da cidade que dá abrigo ao Campeão do Século XX. E o Palmeiras, que tantos títulos estaduais, nacionais e internacionais possui, também tem suas taças municipais (embora não necessariamente promovidas pela cidade). Aqui, um resumo do que o Verdão conquistou em seu quintal:

Taça Cidade de São Paulo

Este torneio foi disputado entre 1942 e 1952; participavam dele Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos e Portuguesa (mas raramente todos ao mesmo tempo). Das onze edições, o Alviverde conquistou quatro:

  • 1945 (1×0 São Paulo, 1×1 Corinthians)
  • 1946 (4×1 Corinthians, 2×1 São Paulo)
  • 1950 (3×2 Portuguesa, 2×2 São Paulo) – a primeira de nossas Cinco Coroas
  • 1951 (6×2 Santos, 3×2 São Paulo) – a Quarta Coroa

Taça Cidade de São Paulo (inauguração do Pacaembu)

Dois anos antes da criação de seu mais famoso homônimo, esta competição marcou a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940. Em 28/4, um domingo, o Palmeiras não fez o primeiro gol, mas venceu a primeira partida: 6 a 2 contra o Coritiba. Na sequência da rodada dupla, o Corinthians bateu o Atlético-MG por 4 a 2.

Na semana seguinte, o Derby decidiu o título; o jogo foi para o intervalo em 1 a 1 (Echevarrieta e Begliomini contra). No segundo tempo, porém, Luizinho faria o gol que daria a primeira das diversas taças conquistadas no Municipal.

Troféu Campeoníssimo

Taça concedida em 1942 ao time do Trio de Ferro que apresentasse melhor desempenho nos clássicos. No ano em que o Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão, este foi a cereja do bolo.

Taça Piratininga

Esta taça era dada ao clube paulistano (Palmeiras, Lusa, São Paulo, Corinthians) que tivesse os melhores resultados nos jogos entre si do Estadual. O Verdão a levou por três vezes, em 1963, 1965  e 1966.

Off: a taça de 25/1

Embora nada tivesse a ver com São Paulo, o Palmeiras curiosamente já foi campeão em um 25 de janeiro: foi no Torneio Euro-América de 1996, aquele em que massacramos o Borussia Dortmund por 6 a 1. Na decisão, o Verdão jogava pelo empate contra o Flamengo. Saiu perdendo já no fim, mas Rivaldo marcou nos descontos e o título de pré-temporada veio para o Palestra.

 

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Romeu: artilheiro e tricampeão

Você se lembra da sua festa de 20 anos? Ou, caso ainda não tenha chegado lá, já pensou em como gostaria que fosse? Foi (será) especial, não é?

Pois é: para o clube italiano que gradualmente começava a dominar o futebol paulista, também foi um momento especial. Afinal, não é sempre que se comemora o aniversário com um presente especial: o tricampeonato paulista. E foi exatamente isso que aconteceu em 26 de agosto de 1934.

Acredite se quiser, foi exatamente no dia de sua vigésima velinha que o Palestra Itália sacramentou a conquista de seu terceiro Estadual seguido, feito que o clube nunca mais conseguiu repetir (e que só o Paulistano, tetracampeão entre 1916 e 1919, supera). Graças à excelente campanha, o time teve a possibilidade de ser campeão com uma rodada de antecedência, e não desperdiçou a chance de unir o útil ao agradável, fazendo uma festa dupla.

O Campeonato Paulista de 1934 já começou com o Palestra considerado favorito; afinal, o time mantinha a mesma base que triunfara nos dois anos anteriores (e que há poucos meses batera o Corinthians por inapeláveis 8 a 0). Isso era essencial para um torneio enxuto, com apenas 8 participantes que jogavam turno e returno, num total de 14 jogos; não havia tempo para se recuperar de um início fraco. E o Palestra rapidamente pôs suas cartas na mesa.

Logo na estreia, 7 a 1 no Ypiranga. “Até aí”, vangloriaram-se os rivais do São Paulo da Floresta, “nada demais”: eles fizeram 9 a 1 no Sírio (que seria o lanterna). Mas na segunda rodada o time do Parque Antarctica já abriria vantagem, ao fazer 6 a 0 no mesmo Sírio, enquanto São Paulo da Floresta e Corinthians empatariam por 1 a 1. A ponta da tabela já era verde.

A seguir, dois clássicos fora de casa e duas vitórias: 3 a 0 na Vila Belmiro e 2 a 1 no Parque São Jorge. O Palmeiras mantinha a ponta e os 100%, mas com o São Paulo da Floresta (já deu pra entender que não é o mesmo clube que hoje tem sede no Morumbi, certo?) a apenas um ponto. E o tricolor nos alcançaria na quinta rodada, quando empatamos com a Portuguesa por 1 a 1. Será que veríamos um campeonato disputado cabeça a cabeça?

A resposta ficou patente nas rodadas seguintes: depois de vencer o fraco Paulista da capital por 3 a 2, veio o encerramento do turno no confronto com o co-líder, que caiu por 2 a 0 no Parque Antarctica. Com metade do campeonato, o Palestra estava na frente. De quebra, tinha o artilheiro, Romeu, que ao final do torneio teria 13 e pela segunda vez (a outra fora em 1932) terminaria como goleador máximo da competição.

O returno não trouxe grandes esperanças aos adversários: nos cinco primeiros jogos, cinco vitórias com apenas um gol sofrido (no Derby, que acabou 3 a 1). Por isso, o Palestra chegou à penúltima rodada com 23 pontos, contra 20 do São Paulo-F. Uma vitória contra o CA Paulista bastaria para que o título viesse antes do clássico da rodada final.

Foi o que aconteceu: no Estádio Antonio Alonso, que ficava na Rua da Mooca, o Palestra até terminou o primeiro tempo com o placar em branco. Após o intervalo, porém, os gols foram saindo: em 20 minutos Gabardo, Gutierrez e Lara fizeram o serviço. O Paulista ainda descontaria, mas o domingo que marcava 20 anos do Palestra Italia já estava tingido de verde e vermelho. Pouco importa que na semana seguinte a invencibilidade tenha caído contra o São Paulo-F; àquela altura, o destino do troféu já estava selado: o time da Água Branca chegara a seu sexto título paulista.

Resumo da campanha: 14 jogos, com 12 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 45 gols a favor e apenas 8 contra. Artilheiros: Romeu (13), Imparato III (7), Álvaro e Lara (5 cada), Carnieri (4), Sandro, Gabardo e Gutierrez (3 cada), Dula (1). Um gol foi contra.

Ficha técnica do jogo decisivo:

26/08/1934 – C.A.PAULISTA-SP 1 x 3 PALESTRA ITÁLIA-SP – CAMPEONATO PAULISTA
Estádio Antônio Alonso (Rua da Moóca) – São Paulo / SP – Brasil
Árbitro: Victor Carratu
C.A.Paulista (São Paulo/SP): Rossetti, Pinheiro, Pedro (Palermo), Antunes, Del Popolo, Attílio, Guilherme, Zuta, Heitor, Del Vecchio, Jaime
Palestra Itália (São Paulo/SP): Aymoré Moreira, Carnera, Junqueira, Zezé Moreira, Dula, Tuffy, Álvaro, Gabardo, Romeu Pellicciari (Gutiérrez), Lara, Vicente – Técnico: Humberto Cabelli
Gols: Gabardo (Palestra Itália), 5 min, Gutiérrez (Palestra Italia), 13 min, Lara (Palestra Itália), 19 min, Zuta (C.A.Paulista), 32 min segundo tempo

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Claro que estamos aqui!

Por Claudio RK

Amanhã é dia de festa para os palmeirenses. Se hoje conseguirmos reverter a situação na Sul-Americana, comemoraremos em dobro. Se não der, OK: nem a disputaríamos se naquela quarta-feira, 26 de agosto de 1914, 46 pessoas não se reunissem no Salão Alhambra, na Rua Marechal Deodoro (hoje General Olímpio da Silveira) para formalizar o nascimento da Società Palestra Italia.

Claro que não vamos desfiar a história do Palmeiras inteira hoje; contamos partes dela periodicamente aqui no blog – amanhã mesmo, por exemplo, você verá qual aniversário coincidiu com uma grande festa. Preferi uma homenagem mais lúdica; para isso, decidi usar um recurso clássico de quem não sabe exatamente o que preparar: um ranking. No caso, o dos 97 melhores jogadores que vi com a camisa verde.

Vai ter muito nome aqui que você olhará e dirá: “esse cara está louco”. Bom, muitos de vocês, como eu, começaram a acompanhar o Palmeiras na draga dos anos 80; e sabem como é. Ficamos desesperados para colocar Julinhos, Jaires e Ademires, mas não: aqui só tem gente de 1987 em diante. Ou seja, há nomes nem sempre ilustres.

Também evitei adotar critério de simpatia. Se jogou bem, entrou, por mais que a torcida (eu inclusive) não suporte ver o sujeito; o exemplo óbvio está na 66ª posição. Da mesma forma, evitei ao máximo valorizar jogadores que são/foram mais queridos do que propriamente bons jogadores. Tonhão, por exemplo, não entrou. Por fim, procurei colocar jogadores de todas as posições: um volante pode ser melhor que um atacante se em sua especialidade ele for mais competente.

O ranking completo foi feito por mim, mas os colegas do blog Álvaro e Pedro Ivo também têm seu Top 10; compare-os e, se for o caso, internem-me…

Sem mais delongas, assuste-se e divirta-se com os 97 INQUESTIONAVELMENTE melhores atletas que desfilaram pela Sociedade Esportiva nos terríveis anos 80, maravilhosos anos 90 e turbulentos anos 00.

(obs: o ano citado é apenas uma referência para o leitor diferenciar xarás ou identificá-los prontamente)

97 Caio (M, 2007) 88 Martinez (V, 2008)
96 Daniel (Z, 2003) 87 Jackson (M, 1999)
95 Muñoz (A, 2001) 86 Paulo Isidoro (M, 1995)
94 Maurício Ramos (Z, 2009) 85 Denílson (A, 2008)
93 Juninho (M, 2000) 84 Tuta (A, 2001)
92 Alex Alves (A, 1995) 83 Danilo (Z, 2009)
91 Pena (A, 2000) 82 Fernando (V, 2000)
90 Magrão (V, 2004) 81 Washington (A, 2005)
89 Asprilla (A, 2000)
80 Elivélton (A, 1996) 70 Paulo Baier (M, 2006)
79 Cicinho (LD, 2011) 69 Viola (A, 1997)
78 Daniel Frasson (M, 1993) 68 Claudio (LD, 1994)
77 Lúcio (LE, 2003) 67 Osmar (A, 2004)
76 Leandro (LE, 2008) 66 Neto (M, 1989)
75 Marcinho (M, 2005) 65 Edmílson (A, 2003)
74 Maurílio (A, 1993) 64 Keirrison (A, 2009)
73 Jean Carlo (M, 1993) 63 Nen (Z, 2005)
72 Obina (A, 2009) 62 Thiago Heleno (Z, 2011)
71 Pierre (M, 2008) 61 Amaral (V, 1993)
60 Agnaldo (Z, 1998) 50 Alex Mineiro (A, 2008)
59 Lino (V, 1987) 49 Henrique (Z, 2008)
58 Sérgio (G, 1993) 48 Marcos Assunção (V, 2011)
57 Juninho (M, 2005) 47 Diego Cavalieri (G, 2007)
56 Dida (LE, 1992) 46 Taddei (V, 2000)
55 Galeano (V, 1999) 45 Kléber (A, 2011)
54 Márcio Araújo (V, 2011) 44 Toninho (Z, 1991)
53 Léo Lima (V, 2008) 43 Gaúcho (A, 1988)
52 Cleiton Xavier (M, 2009) 42 Lopes (M, 2001)
51 Gamarra (Z, 2005) 41 Jorginho (A, 1991)
40 Júnior (V, 1989) 30 Zetti (G, 1987)
39 Correa (V, 2005) 29 Rincón (V, 1994)
38 Careca (A, 1989) 28 Vágner Bacharel (Z, 1986)
37 Pedrinho (M, 2001) 27 Júnior Baiano (Z, 1999)
36 Luizão (A, 1996) 26 Valdivia (M, 2008)
35 Betinho (M, 1992) 25 Paulo Nunes (A, 1999)
34 Müller (A, 1996) 24 Edu Manga (M, 1987)
33 Diego Souza (M, 2009) 23 Flávio Conceição (V, 1996)
32 Rogério (V, 1999) 22 Oséas (A, 1999)
31 Euller (A, 1999) 21 Edílson (A, 1993)
20 Djalminha (M, 1996) 15 Jorginho (M, 1986)
19 Cafu (LD, 1996) 14 Cléber (Z, 1994)
18 Mirandinha (A, 1986) 13 Vágner Love (A, 2003)
17 Roberto Carlos (LE, 1993) 12 Roque Júnior (Z, 1999)
16 Velloso (G, 1994) 11 Arce (LD, 1999)

E enfim, os 10 primeiros são:

10. Mazinho: no Palmeiras, começou como lateral-direito e foi ótimo. Depois, como volante, foi ótimo. E quando precisou jogar no meio, foi ótimo – e foi assim que roubou a vaga de Raí na Copa de 1994 e, aos seus títulos no Verdão, somou uma Copa do Mundo.

9. Zinho: divide com Mazinho os mesmos títulos, e ainda conquistou a Copa do Brasil e a Libertadores. Meia que como poucos sabia organizar o time, de quebra abriu o placar na partida que marcou toda uma geração

8. Antonio Carlos: mais um da turma que tirou o Palmeiras da fila. Zagueiro clássico, mas que sabia brigar quando era preciso. O melhor defensor do clube desde a saída de Luís Pereira.

7. Júnior: sempre o considerei um excepcional jogador. Foi importantíssimo nas Libertadores de 1999 e 2000, e também fazia seus gols. Jogou uma partida na Copa de 2002 e foi eleito o melhor em campo.

6. César Sampaio: outro da turma de 1993/1994/1999. Além de ser um excelente marcador, sabia sair pro jogo e ainda detinha uma liderança natural que muito contribuiu para uma equipe em que nem sempre as estrelas falavam a mesma língua.

5. Edmundo: genial e intempestivo, o Animal foi brilhante em sua primeira passagem pelo clube, contribuindo decisivamente para a sequência de títulos de 1993 e 1994. Ganhou um Rio-São Paulo quase sozinho.

4. Alex: meia brilhante; capaz de construir jogadas, dar aquele passe crucial e ainda tinha um bom faro de gol para alguém de sua posição. Não à toa passou três vezes pelo clube – quando saía, a saudade era muita…

3. Marcos: que nos perdoem excepcionais arqueiros como Oberdan, Valdir de Moraes e Leão, mas o camisa 12 é definitivamente o maior goleiro da história do Palmeiras. O busto é questão de tempo.

2. Evair: El Matador era artilheiro, exímio cobrador de pênaltis e ainda por cima aprendeu a ser arco, além de flecha. Fosse só por seu talento, talvez ficasse um pouco mais abaixo no ranking; é, porém, o jogador mais querido por inúmeros palmeirenses, entre eles eu mesmo. Logo, coerência não se aplica pra ele, que tem que ficar no topo.

1. Rivaldo: ele não conquistou tantos títulos quando os demais, pois sua passagem foi mais curta. E foi curta porque seu imenso talento chamou a atenção dos espanhóis. Se ao estrear foi alvo de desconfiança por ter passado pelo arquirrival (e hoje é alvo de certo rancor por jogar em outro), é inegável que um protagonista de título da Copa do Mundo que também eleito Bola de Ouro da Fifa é evidentemente um jogador raro. Os europeus, na verdade, só podem lamentar: não viram os primeiros anos de brilho de Rivaldo, o maior jogador a vestir a camisa do Palmeiras desde a aposentadoria de Ademir da Guia.

Rivaldo chegando em 1994: o maior desde a Academia

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180 gols com o manto sagrado

Há exatos 66 anos nascia, em Niterói, César Augusto da Silva Lemos. Primogênito de uma família de centroavantes, seus irmãos – Luís Alberto (Luisinho “Tombo”) e José Carlos (“Caio Cambalhota”) – atuaram por diversos clubes brasileiros, com maior destaque para Luisinho, maior artilheiro da história do América-RJ, e que também atuou pelo Palmeiras, nos anos de 1984 e 1985.

César iniciou sua carreira em 1965, no Flamengo, onde atuou até 1967, disputando 68 partidas e marcando 38 gols. Seu desempenho no Flamengo chamou a atenção do Palmeiras, que o contratou ainda em 1967. Logo em sua chegada ao clube, César conquistou dois títulos: a Taça Brasil de 1967 e o Robertão de 1967, sagrando-se também artilheiro deste último.

Dono de uma vasta e bagunçada cabeleira, se destacava por seu jeito “peculiar”. Não eram somente seus gols que chamavam a atenção. Provocador, costumava prometer gols nas vésperas de clássicos e foi protagonista de algumas passagens curiosas. Certa vez, em um Dérbi, levou a bola consigo para o vestiário após ser expulso (na época, só havia uma bola em campo).

Outra história curiosa vem da Copa do Mundo de 74. César descobriu o controle que invertia o sentido das escadas rolantes, esperou o momento certo em que toda a delegação do Zaire estava na escada, e inverteu o fluxo (obrigado, Jota!).

O apelido de “Maluco” veio no início dos anos 70. César Maluco surgiu pela voz do locutor Geraldo José de Almeida, que começou a chama-lo assim pelo jeito que comemorava seus gols: subindo no alambrado, aos braços da torcida.

Maluco em ação

No Palmeiras, César foi titular da segunda Academia, colecionando títulos e gols. No total, foram 324 partidas e 180 gols, que lhe garantem até hoje o posto de segundo maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Heitor e na frente de Evair.

Além da Taça Brasil e do Robertão de 1967, César participou da conquista dos Paulistas de 1966, 1972 e 1974, do Robertão de 1969, dos Brasileiros de 1972 e 1973, e do Troféu Ramón de Carranza de 1969.

Além de Flamengo e Palmeiras, César também defendeu outros clubes (Fluminense, Corinthians e Santos). Pela seleção brasileira, disputou 17 partidas, incluindo a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Apesar de ter atuado por diversos grandes clubes, sua imagem como jogador é toda verde. César é sócio do Palmeiras, e pode ser encontrado facilmente andando pelas alamedas do clube.

A César o que é de César: Parabéns!

Ficha Técnica

Nome: César “Maluco” Augusto da Silva Lemos

Nascimento: 17/05/1945, Niterói-RJ

Estreia: Universitário-PER 1×0 Palmeiras (amistoso, 22/2/67)

Último jogo: São Paulo 1×1 Palmeiras (Paulista, 6/10/74)

Jogos: 324

Gols: 180

Nota da equipe do IPE: lamentamos saber que César perdeu recentemente sua esposa, e lhe desejamos força.

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Neste domingo – por gratidão do destino, Ele que FOI o domingo (e todos os outros dias da semana) dos Palmeirenses por 17 anos, o filho do ‘Seo’ Domingos completa 69 anos. Nosso parabéns e muito obrigado.

Formado na base do Bangu-RJ, o Divino chegou ‘em casa’ em 1961, dono de uma técnica sobrenatural e estilo de jogo refinad0 – por diversas vezes chamado injustamente de lento, Ele colocou a 10 e nunca mais tirou, essa que é a camisa D’Ele até hoje está emprestada nas costas dos outros jogadores. Nada que se diga aqui traduzirá a importância desse Senhor de feição calma, fala mansa e futebol ARREBATADOR para a Sociedade Esportiva Palmeiras. Foram nada menos que 901 jogos (recorde absoluto do clube), 153 gols, 12 títulos oficiais, sabe-se lá quantos MILHÕES de aplausos, sorrisos e encantamentos. Quem viu não esquece, quem não viu cultua sem duvidar, ídolo máximo do clube o Divino comandou a 1ª e 2ª Academias do Verdão.

Com a missão ingrata de fazer frente ao Santos de Pelé, o Palmeiras do Divino não fez feio, pelo contrário. Único clube a conquistar títulos em SP durante a fase de ouro do time da Vila, os Paulistas de 63 e 66 e os dois Campeonatos Brasileiros de 1967. Comandando a meiuca, acompanhado por monstros do quilate de Dudu, Leivinha, Julinho, César Maluco e tantos outros, Ele não se intimidou pelo talento do outro camisa 10 e protagonizou duelos épicos, partidas inesquecíveis, campeonatos inacreditáveis.

Primando sempre pela qualidade, aos passos largos e passes precisos, Ele brilhou nos campos Brasileiros e também internacionais, sob sua batuta o Palmeiras conquistou 3 Ramón de Carranza e um Troféu Mar del Plata, 5 Campeonatos Brasileiros (recordista do clube), outros 5 Paulistas e 1 Rio-São Paulo. Apesar desse portfólio teve pouquíssimas chances na Seleção Brasileira, uma injustiça sem tamanho, um desperdício da parte da CBD. Um baita Azar… DELES!

As histórias a respeito D’Ele são infinitas, cada um de nós conhece algumas, sejam presenciais ou contadas por nossos Pais, Avós, Tios, amigos. Esse craque formou grande, ENORME parte da torcida Palmeirense, não seria preciso sequer citar seu nome em lugar algum, sua alcunha e suas características o identificam tão bem ou até melhor que o nome próprio. Em algum lugar do tempo O Divino e a Sociedade Esportiva Palmeiras tiveram o privilégio e a felicidade de se juntarem, um é responsável pela grandeza do outro de alguma forma, ninguém teria sido melhor camisa 10 desse clube que Ademir da Guia. Obrigado Divino. Feliz Aniversário.

“Sem Ademir da Guia o Palmeiras é menos Palmeiras” – Treinador Rubens Minelli ainda nos anos 60.

“Ele está jogando demais. É para o Palmeiras o que o Pelé é para o Santos. Quem ganhou do Fluminense não foi o Palmeiras, foi o Ademir da Guia”. – Zagallo, em 1971, sobre a derrota do Fluminense para o Palmeiras na Copa Libertadores da América.

“A gente brincava de ‘bobinho’ nos treinos e tentava fazer o Ademir ir para o meio. Todo mundo tocava para ele com efeito, mas não tinha jeito. Do jeito que a bola viesse ele dominava. Eu não me lembro de uma única vez em que o Ademir tenha ido para o meio da roda.” – Leivinha, ex-jogador do Palmeiras.

 

Carne, Osso e Bronze

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