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Posts Tagged ‘Brasileirão’

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Não dava pra não colocar o cavalinho

Ano esquisito esse. Crises, notícias ruins aos montes, entre as quais a cada vez mais inacreditável queda do avião da Chapecoense, inúmeros famosos que se foram (sim, todo ano os há, mas a safra de 2016 parece ter sido maior – e no meu caso a que mais doeu sem dúvida foi a de Gaúcho, meu primeiro ídolo). O mundo fora do futebol – sim, ele existe – foi turbulento.

Para os palmeirenses, contudo, o ano dificilmente poderia se encerrar de maneira melhor. O Brasil voltou a ser nosso (depois de um ou vinte e dois anos, como preferir), ensinamos ao país inteiro com quantos títulos se faz um enea e as perspectivas para 2017 são também muito animadoras.

O começo não foi lá essas coisas, e o capital conquistado por Marcelo Oliveira ao levantar a Copa do Brasil rapidamente se esvaiu. Já em março ele se foi, mas o substituto foi um tiro na mosca. #VoltaCuca

De maio a novembro, com raros momentos de turbulência, o Verdão navegou em mares tranquilos (claro que só podemos afirmar isso mais de um mês após o final feliz, mas o fato é que, revendo calmamente, foi assim mesmo). Não teve nem cheiro de desgraça. 2009 nunca mais.

Agora, enfim trazemos para você o resumo da já saudosa temporada verde. Você poderá compará-la com os anos anteriores clicando aqui para 2015, aqui para 2014aqui para 2013.

Se faltou algo que chame sua atenção, use a caixa de comentários; queremos fazer deste texto o mais completo resumo estatístico do ano em que o maior campeão nacional foi novamente campeão nacional (admito: este parágrafo ficou igual ao de 2015. Bom que seja assim, não?).

Nota: este Instituto Palestrino de Estatística não faz tudo sozinho. Agradecemos alguns dados obtidos através da sempre recomendada Porcopedia e os dados sobre assistências e gols do Brasilerão enviados pelo amigo @edersep.

Chega de papo. Mergulhe agora nos números do ano. O ano do número 9.

Desempenho

Aproveitamento: 62%

Jogos: 67 (Série A 38, Paulista 17, Libertadores 6, Copa do Brasil 4, Amistosos 2)

Vitórias: 36 (Série A 24, Paulista 8, Libertadores 2, Copa do Brasil 1, Amistosos 1)

% Vitórias: 54 (Série A 63, Paulista 47, Libertadores 33, Copa do Brasil 25)

Empates: 16 (Série A 8, Paulista 4, Libertadores 2, Copa do Brasil 1, Amistosos 1)

% Empates: 24% (Série A 21, Paulista 24, Libertadores 33, Copa do Brasil 25)

Derrotas: 15 (Série A 6, Paulista 5, Libertadores 2, Copa do Brasil 2)

% Derrotas: 22% (Série A 16, Paulista 29, Libertadores 33, Copa do Brasil 50)

palmeiras-estreia

O primeiro jogo do ano

Gols, gols, gols

Gols marcados: 110 (Série A 62, Paulista 29, Libertadores 12, Copa do Brasil 5, Amistosos 2)

Gols marcados por jogo: 1,64 (Série A 1,63; Paulista 1,70; Libertadores 2,00; Copa do Brasil 1,25)

Gols sofridos: 63 (Série A 32, Paulista 19, Libertadores 8, Copa do Brasil 4, Amistosos 0)

Gols sofridos por jogo: 0,94 (Série A 0,84; Paulista 1,12; Libertadores 1,33; Copa do Brasil 1,00)

Saldo de gols: 47 (Série A 30, Paulista 10, Libertadores 4, Copa do Brasil 1, Amistosos 2)

Tripletes: nenhum (último: Lucas Barrios (4×1 Fluminense, 16/9/2015)

Maior goleada aplicada: 4×0 River Plate-URU, Atlético-PR e Figueirense

Maior goleada sofrida: 1×4 Água Santa

Jogo com mais gols: Palmeiras 4×3 Grêmio

Placares mais comuns: 2×0 (dez vezes), 2×1 e 1×2 (oito vezes cada)

golguedes

Essa bola marota será o gol mais incrível de 2016

Os gols do Brasileirão

Os 62 tentos alviverdes foram assim distribuídos:

29 de pé direito de dentro da área

8 de pé esquerdo de dentro da área

4 de pé direito de fora da área

4 de pênalti (e não venham com essa de que isso afinal é pé direito ou esquerdo dentro da área)

1 de falta (em dois toques)

16 de Cucabol cabeça

cucabol

Lá vem Cucabol

Classificações finais

Série A: ENEACAMPEÃO!

Libertadores da América: 18º colocado

Campeonato Paulista: quarto colocado

Copa do Brasil: quadrifinalista

taca-br

É nossa

Jogadores

Quem mais atuou: Vítor Hugo (59)

O resto do pódio: Dudu e Jean (53 cada)

Os outros top 10: Gabriel Jesus (48), Zé Roberto (51), Fernando Prass (41), Thiago Santos (40), Moisés e Tchê Tchê (39 cada), Alecsandro (36)

Quantos jogadores atuaram: 41 (nove a menos que em 2015, sendo que dois estrearam na última rodada)

Artilheiro: Gabriel Jesus, 21 gols

O resto do pódio: Alecsandro (12) e Dudu (9). Em 2015 o terceiro tinha feito 14 (Cristaldo), mas em 2014 apenas 5 (Wesley).

Os outros top 10: Jean (8), Vítor Hugo, Rafael Marques e Allione (5 cada), Moisés, Cleiton Xavier, Róger Guedes, Thiago Martins, Barrios, Mina e Cristaldo (4 cada)

Mais assistências: Dudu (12)

O resto do pódio: Robinho (8) e Cleiton Xavier (7)

Os outros top 10: Jean (6), Róger Guedes (5), Gabriel Jesus, Alecsandro e Thiago Santos (4 cada), Zé Roberto, Egídio e Rafael Marques (3 cada)

Quantos jogadores marcaram: 23 (fora um gol contra)

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O que mais jogou e o que mais marcou

Cartões

Mais cartões vermelhos: num ano com incrivelmente apenas dois expulsos, somente Gabriel Jesus (contra o Rosario Central) e Allione (Grêmio, em momento decisivo da Copa do Brasil) foram pro chuveiro mais cedo. Em 2015 haviam sido 10 vermelhos.

Recorde: O Palmeiras se tornou o primeiro clube na história dos Brasileiros de pontos corridos a terminar o torneio sem expulsões.

Mais cartões amarelos: Gabriel Jesus (claro), 16. Depois Thiago Santos (claro), 12, Vítor Hugo 11, Alecsandro 10, Matheus Sales 9, Edu Dracena 8.

O santo: Cristaldo, 11 jogos sem cartão. Ano passado Rafael Marques passou ileso em 56 partidas

Cartões no banco: houve seis cartões amarelos dados a jogadores no banco em nossas partidas. O único palmeirense advertido assim foi Vagner, contra o Santos na semi do Paulista; no mesmo jogo Elano também foi punido assim – pela segunda vez no ano, já que no 0x0 da primeira fase isso já tinha acontecido!

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Uma cena bem comum

Técnicos

Marcelo Oliveira: 12 partidas, com 5V/5E/2D (aproveitamento 56%)

Cuca: 51 partidas, com 29V/11E/11D (aproveitamento 64%)

Houve ainda partidas com Tico dos Santos (1×2 Nacional), Alberto Valentim (2×0 São Paulo) e Cuquinha (2×0 Flu no turno e 1×3 Botafogo)

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Cucampeão

Nossa casa

Jogos no Allianz Parque: 27

Maior público e renda: 40.986 pagantes e R$ 4 171 317,26 em Palmeiras 1×0 Chapecoense.

Recorde: este jogo marcou o maior público da história do centenário Palestra Itália (que datava de 1976)

Menor público: 18.413 pagantes em Palmeiras 1×2 Ferroviária

Menor renda: R$ 915 440,54 em Palmeiras 4×1 Capivariano

Público total: 855.651 (média de 31.691 por partida)

Renda total: R$ 56.113.907,32 (média de R$ 2.078.292,86 por jogo)

Ticket médio: R$ 65,58 por ingresso (7,5% a menos que em 2015).

Times que nos visitaram mais de uma vez no ano: apenas um, o Santos.

Jogos de mata-mata: 3, com duas vitórias e um empate.

Jogos em que era obrigatório vencer: 2, com uma vitória (River Plate-URU, e não adiantou) e um empate (Grêmio)

Gol Sul: marcamos 30, sofremos 6

Gol Norte: marcamos 20, sofremos 12

estamosjuntos

Vira, vira, vira… virou?

Jogos em que saímos ganhando: 44

Viradas sofridas: 2 (Linense, Cruzeiro)

Jogos em que saímos perdendo: 18

Viradas conseguidas: 2 (São Paulo, Vitória)

Todos estes jogos com viradas terminaram 2×1. Vale ainda destacar, claro, que em Palmeiras 4×3 Grêmio houve uma virada e uma revirada.

mina

Esse foi o empate. O cara mais atrás virou

Adversários

Clássicos: 10 (5 vitórias, 3 empates, 2 derrotas). Aproveitamento: 60%

Corinthians: 3V sem levar gol, o que não acontecia desde 2007.

São Paulo: 2V/1D

Santos: 3E/1D

Quem marcou em clássicos: Mina 3, Dudu e Rafael Marques 2, Robinho, Cleiton Xavier, Vítor Hugo e Moisés

Clubes estrangeiros enfrentados: 4 (Libertad, River Plate-URU, Rosario Central, Nacional)

Times enfrentados mais vezes: Grêmio e Santos (4 vezes cada)

derby

Batemos o Corinthians em três estádios diferentes

Ineditismos

Novos jogadores: 16 (Artur, Edu Dracena, Erik, Fabiano, Fabrício, Jean, Mina, Moisés, Régis, Rodrigo, Roger Carvalho, Róger Guedes, Tchê Tchê, Vagner, Vinicius Silvestre, Vitinho) – doze a menos que 2015

Novos artilheiros*: 9 (Erik, Fabiano, Jean, Mina, Moisés, Róger Guedes, Tchê Tchê, Thiago Martins, Thiago Santos)

*jogadores que marcaram seu primeiro gol este ano

Novos adversários: 2 (River Plate-URU e Água Santa)

Novos estádios: 2 (Domingo Burgueño em Maldonado-URU e José Liberatti em Osasco-SP)

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Que primeiro gol, hein, Fabiano?

Maiores sequências

Vitórias: 3 (diversas vezes)

Invencibilidade: 10 (Chapecoense, Vitória, Atlético-PR, Ponte Preta, Fluminense, Botafogo-PB, São Paulo, Grêmio, Flamengo, Corinthians)

Derrotas: 4 (Nacional-URU, Audax, Red Bull, Água Santa)

Jogos sem vitórias: 5 (São Bento, Oeste, Linense, River Plate-URU, Santos)

Jogos marcando gols: 13 (todos entre Audax e Fluminense no 1º turno do BR)

Jogos sem marcar gols: 1 (dez vezes). Ou seja, o Palmeiras em nenhum momento do ano ficou dois jogos sem marcar.

Jogos sem levar gols: 3 (Libertad, Nacional e Botafogo-SP, os três primeiros jogos da temporada)

Jogos levando gols: 4 (três vezes)

Palmeiras Campeão Brasileiro de 2016 - Ricardo Stuckert/CBF

Jailsão teve uma sequência própria de 19 jogos invicto no BR

Árbitros com 3 ou mais jogos ou de finais

Cinco jogos: Dewson Freitas (2×1 Flamengo, 3×0 Botafogo-PB, 3×2 Santa Cruz, 0x1 Santos, 2×1 Vitória)

Três jogos: Anderson Daronco (incluindo o Palmeiras 1×0 Chapecoense da taça), Heber Roberto Lopes, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza Raphael Claus, Ricardo Marques Ribeiro e Vinicius Furlan

Bola na marca fatal

Disputas de pênaltis: 2, com 2 derrotas (Nacional-URU em torneio amistoso e Santos no Paulista)

Pênaltis cobrados nestas disputas: 11, com 5 acertos e 6 erros.

Um acerto e um erro: Rafael Marques e Fernando Prass

Um acerto: Zé Roberto, Cleiton Xavier, Jean

Um erro: Dudu, Allione, Gabriel Jesus, Lucas Barrios

Pênaltis defendidos por Prass (nas disputas): Fernández, Ramírez e Lucas Lima

Pênaltis defendidos durante os jogos: Marco Rúben (Rosario Central) e Lucca (Corinthians)

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Já já vai ter gol. Do Palmeiras.

Algumas curiosidades

– O Palmeiras finalmente deixou de ser o pior time paulista no BR, o que vinha acontecendo seguidamente desde 2011 (2010 se incluirmos os times do interior).

– Pela primeira vez desde 1997 o Palmeiras foi o paulista melhor colocado no Brasileiro.

– O Palmeiras atuou em 9 Estados durante o ano: SP, RJ, MG, PR, SC, RS, BA, PB, PE; além disso, atuou no Distrito Federal e em dois outros países (Argentina e Uruguai).

Os 5 principais jogos do ano em nossa opinião

Palmeiras 2×0 Rosario Central (Libertadores da América): esse jogo não entra por ter sido particularmente importante na temporada, e sim como homenagem a uma das maiores atuações individuais do Verdão no século, certamente a maior do novo estádio. O que Fernando Prass fez foi um espanto.

Palmeiras 4×0 Atlético-PR (Brasileiro): após a queda no Paulista, Cuca havia dito que o time seria campeão brasileiro. A estreia no torneio demonstrou que não eram palavras ao vento.

Botafogo 3×1 Palmeiras (Brasileiro): uma derrota sim, por que não? Foi aqui que Cuca percebeu que para garantir a taça seria necessário mudar um pouco o estilo. Nasceu então o time que só perderia um dos 21 jogos seguintes e com enorme solidez rumou para a glória.

Corinthians 0x2 Palmeiras (Brasileiro): no momento mais difícil do segundo semestre, um simples empate em Itaquera poderia custar a liderança. Mas o time foi absoluto, dominou do início ao fim e ganhou um embalo decisivo.

Palmeiras 1×0 Chapecoense (Brasileiro): entramos 98% campeões, saímos 100%. Um jogo que apesar do placar magro nunca fugiu ao controle, ainda mais com a calma de quem sabia que ao mesmo tempo o Santos tropeçava – o que por si só bastava. E, claro, uma partida que jamais será esquecida não só por representar a reconquista do Brasileirão como por ter sido o ato derradeiro de 13 jogadores e um técnico. De todos os atletas da Chape que atuaram aquele dia, apenas Alan Ruschel escapou da morte 30 horas após o apito final. Não era a intenção terminar esse textão assim, mas agora vejo que não consigo fazê-lo de outra forma. Que sejam sempre lembrados.
chape-allianz

No Allianz, o adeus

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palmack3

Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

Palestra_Itália-1916

Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

 oficiais

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SEPxFLU

Após uma vitória suada e polêmica na estreia do campeonato, o Palmeiras volta a campo para sua primeira partida em casa e em meio a mais uma novela envolvendo atleta. Impressionante como os enredos alviverdes são sempre os mesmos e se repetem todo ano.

Horário e local: sábado (26/04) às 21:00, no Pacaembu (PPV com narração de Linhares Jr e comentários de Belletti).

Árbitro: será Dewson Fernando Freitas da Silva (PA), estreante em jogos do Palmeiras.

Situação na tabela: Palmeiras e Fluminense* têm os mesmos três pontos, mas os rebaixados levam vantagem no saldo e lideram o certame.

Desfalques/Reforços: Bruno César se lesionou durante treinamento e pára por um mês. Victorino segue jogando truco no DM. Não há suspensos.

Pendurados: nenhum. Próxima partida: Flamengo (fora).

Previsão IPE: Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira, Josimar, Wesley, Valdivia e Marquinhos Gabriel; Kardec.

Destaques/Fluminense*: Diguinho, recuperado de lesão, retorna à equipe. A provável escalação deverá ter Cavalieri; Bruno, Gum, Elivelton e Carlinhos; Diguinho, Jean, Wagner e Conca; Rafael Sóbis e Fred.

Olho neles: Fred e Walter formam uma dupla de ataque de peso (técnico-literalmente falando).

Ex-palmeirenses no Fluminense*: o goleiro Diego Cavalieri.

Palpite IPE: 2×1, gols de Kardec e Valdivia.

Último confronto: foi pelo BR2012, em jogo que deu o título aos rebaixados e encaminhou o rebaixamento dos carcamanos – 2×3 – gols de Patrik Vieira e Barcos.

Última vitória em SP: apesar da freguesia histórica, não vencemos o time da Unimed desde 2009 – 1×0 – gol de Diego Souza.

Última derrota em SP:  foi pelo BR2011, no Canindé – 1×2 – gols de Valdivia para o Palmeiras e Fred (2) para o Fluminense*.

Histórico: a história do confronto teve início em 1926 com uma vitória verde em amistoso disputado no Palestra Itália – 3×2 – e de lá para cá a freguesia só aumentou.

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
96 51 15 30 168 139 40 20 8 12 63 51

O IPE jamais esquecerá: com os cumprimentos de Carlos Eugênio Simon.

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CRIxSEP

Campeonato novo, vida nova! (ah, quantas vezes temos dito isso…) O Brasileirão que marca o ano do centenário do Palmeiras começa como terminou a série B de 2013: no interior de Santa Catarina. Pela frente, o time deste Nacional que há mais tempo não encontramos e que está repleto de ex-palmeirenses. Esperamos que a tradicional zica fique de lado; é importante largar com o pé direito nas nove rodadas pré-vaiterCopadoMundo.

Horário e local: domingo (20/03) às 18:30, no Heriberto Hülse, com SporTV (narração de Luiz Carlos Jr e comentários de Maurício Noriega).

Árbitro: será André Luiz de Freitas Castro (GO), cujo histórico registra 6 jogos, com 4V/2E. Esta invencibilidade tem um porém: ele comandou o jogo que nos mandou para novamente para o cadafalso.

2013 – 2×0 Bragantino (B, f), 1×0 Atlético-PR (CBr, c)

2012 – 1×1 Flamengo (BR, f)

2011 – 1×1 Bahia (BR, c)

2010 –  3×1 Flamengo (BR, f)

2008 – 5×1 Central (CBr, f)

Situação na tabela: o Palmeiras é o líder do Brasileiro com zero pontos, enquanto o Criciúma é o lanterna também com zero. Ou vice-versa.

Desfalques/Reforços: Victorino não conta, certo? Josimar volta de lesão, e espera-se que todas as vítimas da semifinal com o Ituano já estejam restabelecidos. Com 18 dias de intervalo desde o último jogo, Kleina resolveu fazer “testes” de última hora, de modo que nem ele deve saber quem vai pro jogo.

Pendurados: sempre dizemos isso, porque geralmente acertamos: Valdivia, daqui a dois jogos.

Previsão IPE: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves, Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno César, Marquinhos Gabriel, Valdivia; Alan Kardec

Destaques/Criciúma: eliminado, como nós, na semi do Estadual, o Tigre também já caiu na Copa do Brasil – foi eliminado pelo campeão paranaense Londrina. Mesmo assim, seu técnico (ver abaixo) segue prestigiado. Os reforços contratados esta semana ainda não devem atuar; a maior dúvida está na camisa 9, que deve ficar com Bruno Lopes, um jovem de 18 anos. A escalação deve ter Bruno; Eduardo, Fábio Ferreira, Escudero e Giovanni; Serginho, Ricardinho, João Vitor e Paulo Baier; Silvinho e Bruno Lopes.

Olho nele(s): Escudero é aquele folgado que tirou onda do Verdão na Sula-2008 e que fracassou no Corinthians depois. E Paulo Baier é aquele que estava nas caravelas de Cabral – e que, num caso raro para ex-jogadores, costuma ir mal contra o Palmeiras, mas sempre merece respeito. Trata-se afinal do maior artilheiro do Brasileirão desde o início dos pontos corridos.

Ex-palmeirenses no Criciúma: o zagueiro Gualberto, os volantes Martinez e João Vítor, o meia Paulo Baier e o técnico Caio Potter Júnior.

Palpite IPE: num rasgo de otimismo, o Palmeiras abre 2 a 0 (Kardec, Wesley), sofre um aos 30 do segundo tempo, fica com 10 mas leva os três pontos.

Último confronto: pela penúltima rodada do Brasileiro de 2004, uma vitória incrível – estávamos com 2 a 1, levamos o empate aos 46 do segundo tempo e dois minutos depois conseguimos o terceiro. Valeu a vaga na Libertadores, e deixou o Criciúma muito próximo do rebaixamento que se confirmou na semana seguinte (Marcinho Guerreiro, Thiago Gentil, Ricardinho; Vágner Carioca, Toninho)

Última vitória no local do jogo: no primeiro turno do BR-2004 também vencemos: 2 a 1 (Élson, Magrão; Marcos Denner).

Última derrota no local do jogo: faz tempo! Foi pelo Brasileiro de 1996, 2 a 1 (Viola; Mabília, Tôni)

Histórico: vantagem verde num confronto pouco frequente, que teve sua primeira edição em 1981, num 0x0 pela Taça de Prata.

GERAL CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
10 5 2 3 12 9 6 4 0 2 8 6

O IPE se lembra: na Copa do Brasil de 2003 eliminamos os carvoeiros na segunda fase, com um gol salvador de Thiago Gentil que deu a vitória em casa por 2 a 1 após empate de 1 a 1 na ida (notaram que ele gostava de fazer gol nos catarinenses?).

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Na história

Na história

Enfim chega ao fim este atribulado ano de 2012. Só mesmo o Palmeiras para fazer uma temporada com um título nacional terminar com um sabor tão amargo, em que além de lamber nossas feridas ainda precisamos ver os adversários celebrando feitos. Nem secar deu certo.

Nestes 12 meses, o blog do IPE tentou acompanhar a temporada verde ao mesmo tempo em que trouxe histórias, causos e curiosidades. Agora aproveitamos para relembrar o que de mais marcante tivemos no ano em que o mundo não acabou – mas, olha, não teria sido tão má ideia…

Fui

Fui

Janeiro começou com uma bomba: o último bastião dos tempos de glória, o jogador mais capacitado do elenco, o ídolo que permaneceu nesse trepidante século XXI pendurou as luvas. Trouxemos um emocionante depoimento de um de seus inúmeros fãs, e mostramos como as capas dos jornais divulgaram a aposentadoria de São Marcos.

Nessa mesma época, tivemos mais uma Copinha (um torneio que podia ser melhor), em que o Palmeiras parou nas quartas-de-final ao cair contra o Atlético-PR. Um resultado normal, não dá para classificar nem como bom nem como decepcionante. Enquanto isso, o time principal entrava em campo para um amistoso internacional: na vitória contra o Ajax, o tento da vitória foi de Pedro Carmona, que não ficaria muito mais tempo no clube. Logo depois, um início claudicante no Paulista, em que estreamos Daniel Carvalho.

No aniversário da cidade, relembramos os títulos paulistanos do Verdão. E estreamos uma nova seção no blog, falando dos estádios históricos em que pisamos, como o Maracanã e o Centenario.

Cheguei

Cheguei

Em fevereiro, o time engrenou no Paulista: foram seis vitórias (cinco consecutivas, uma delas contra o Santos) e dois empates (um deles contra o São Paulo). Neste mês tivemos a estreia do grande destaque da temporada. Mas Barcos não deixou uma grande primeira impressão – levou apenas nota 4 contra o XV de Piracicaba.

Foi um mês em que apelamos à diretoria para que desse atenção ao torcedor interiorano (o que não é o caso de nenhum dos três editores do blog), e em que demos sequência à série dos jogos inesquecíveis de nossos leitores (foi em fevereiro que tivemos um dos relatos mais tocantes de todos). Ao amigo que quer mandar sua história, o espaço está aberto.

Para encerrar fevereiro, um post que ou faríamos então ou só em 2016: um histórico dos jogos do Verdão em 29 de fevereiro. Quem diria, até taça conquistamos!

Brandão depois eu

Brandão depois eu

As águas de março fecharam o verão e a sequência invicta do Verdão: na 18ª partida do ano e 22ª de invencibilidade, o time caiu. Justo no Derby em que o Palmeiras fez honras ao recém-falecido Chico Anysio, Márcio Araújo preferiu emular os Trapalhões. Antes disso, porém, outra invencibilidade havia começado: na Copa do Brasil, o Palmeiras eliminou o Coruripe. Aliás, é incrível que o Alviverde tenha sido campeão invicto e que tenha começado o ano com tantas partidas sem derrotas e mesmo assim tenha terminado 2012 com o maior número de derrotas de sua históra, 28. A segunda delas, por sinal, veio logo depois do Derby: foi em casa contra o Mirassol, num prenúncio do que viria no Paulistão.

Também antes do Derby, uma marca histórica: Felipão se tornou o segundo técnico com mais partidas no clube nos 6 a 2 contra o Botafogo em Ribeirão Preto. Como homenagem, fizemos uma lista dos 10 principais jogos do gaúcho – claro, a Copa do Brasil deste ano ainda não podia ser contemplada.

Adeus Paulista

Adeus Paulista

Chegamos ao mês em que o Palmeiras afundou duplamente no Paulista: em abril o time principal colecionou tropeços (ah, o que uma derrota no Derby não faz…), terminou a primeira fase empatado com o Bugre – e, como desempates são um mau negócio, o time se despediu no Brinco de Ouro com uma atuação patética (ao que muitos podem replicar: e o que importa o Paulistão hoje em dia?). Enquanto isso, o time B era responsável pelo primeiro rebaixamento do ano: em 2013, vai disputar a série A3.

A queda no Estadual encerrou prematuramente o Troféu IPE (futuro Bola Verde), que criamos para avaliar os melhores jogadores em cada campeonato através das notas dos pós-jogos. O vencedor do Paulistão? Daniel Carvalho. Quem diria…

O que houve de bom no mês? Claro, o prosseguimento na Copa do Brasil, eliminando o Horizonte de cara e deixando o duelo com o Paraná bem encaminhado. E também os 70 anos de Ademir da Guia. Para um clube que infelizmente depende cada vez mais de seu passado, toda homenagem ao Divino é pouca.

Aliás, homenagens não faltaram nesse mês: falamos do centenário do América-MG e, claro, do Santos. Lembramos até da casa do nosso velho rival e freguês.

Esperança

Esperança

Quinze dias de folga e já em maio o Palmeiras voltou a campo para despachar Paraná e Atlético-PR na Copa do Brasil. O Verdão chegava às semifinais, mas estava longe de ser favorito contra Grêmio, Coritiba e São Paulo. Também foi nesse mês que começou o Brasileiro, com uma boa amostra do que viria: nos dois jogos de maio, um empate contra a Lusa (Luan fez o primeiro gol do Brasileiro) e uma derrota para o Grêmio. A zona de rebaixamento se aproximava muito cedo.

Mês de poucos jogos, mas muitas histórias: resgatamos os 10 anos do título baiano do Palmeiras, vimos que o time não é uma mãe no dia delas e levantamos o histórico do clube em finais em campo neutro (pois noticiou-se que a final da Copa do Brasil poderia ser em jogo único).

Por fim, concluímos uma série em que montamos seleções dos melhores jogadores que já tivemos nascidos em cada região do país.

Êxtase

Êxtase

O Palmeiras entrou em campo apenas seis vezes em junho, e só ganhou uma. Mas foi a mais importante delas: na principal atuação do ano, o time derrubou o Grêmio por 2 a 0 na última vez em que pisou no agora saudoso Estádio Olímpico; na volta, um empate bastou para eliminar nossa até então alma gêmea e colocar o clube novamente em uma final após quatro anos de jejum. Enquanto aguardava a decisão, os tropeços no Brasileirão iam se acumulando. Junho terminou com nova derrota no Derby (texto sobre Derby é sempre especial, mesmo na derrota. Por isso linkamos todos).

Aproveitamos junho para polemizar: a lenda de Porcus Tristis procede? E também mostramos que Valdivia estava a ponto de um recorde: o de rei dos cartões nesse século (para constar, obviamente ele conseguiu a proeza semanas depois).

Undecacampeão!

Undecacampeão!

É CAMPEÃO! Em julho, milhões de palmeirenses puderam após longos anos soltar o grito que sucede uma grande conquista. Pela 11ª vez, o Verdão conquistava um título nacional. Batemos o Coritiba na maior partida da história de Barueri e, naquele 11 de julho que sabíamos ser um dia para sempreseguramos o empate no Couto Pereira. Cada um a seu jeito, os três editores da casa fizeram questão de registrar a alegria daquele momento inesquecível. Sem seu principal atacante, com a contratação mais cara tendo se lesionado rapidamente e com o camisa 10 sequestrado e depois suspenso, o Palmeiras mostrou que ainda sabia como dar uma volta olímpica. Para tristeza do blog, fizemos um post com as capas dos noticiários do time seguinte, mas este que vos escreve cometeu um erro grotesco e o perdeu em definitivo.

Campeonato encerrado, Bola Verde também: desta vez, o prêmio ficou com Thiago Heleno. Mais uma vez: quem diria…

Foi também o melhor mês da equipe no Brasileirão – a única sequência de três partidas sem perder foi em julho, contra Coritiba, São Paulo e Náutico. Porém, logo depois julho se encerrou com duas derrotas em que a arbitragem pesou demais, contra Bahia e Cruzeiro. O mês terminava com alguma preocupação, mas muita alegria. Escapar da zona parecia questão de tempo.

Os posts especiais do mês falavam, claro, da decisão da Copa do Brasil: tivemos um quiz sobre Palmeiras x Coritiba, relembramos 1996 e 1998, desfiamos uma série de curiosidades sobre a final e mostramos como o histórico do Palmeiras e da Copa do Brasil indicavam que nossa vantagem era grande.

Também não sabíamos se Betinho jamais marcaria outro gol (no fim, fez mais um) e por isso relembramos aqueles que só partiram pro abraço uma única vez enquanto vestiram nosso manto. E, em mês de Olimpíadas, listamos quem foi aos Jogos disputar futebol vestindo as cores do Palmeiras.

O terror do Botafogo

O terror do Botafogo

As únicas alegrias de agosto vieram contra clubes cariocas: em que pese uma derrota para o Flu exatamente na hora no encerramento dos Jogos Olímpicos, o Palmeiras bateu o Flamengo e duas vezes o Botafogo (para este, perdeu uma mas mesmo assim levou a vaga na Sula). De resto, uma série de resultados ruins que, a partir do jogo contra o Santos que encerrou o primeiro turno, puseram o Verdão novamente na zona de rebaixamento, de onde o time não mais sairia. O mês terminou com o jogo símbolo da queda: os 0x3 contra a Lusa. Tivéssemos vencido aquele jogo, talvez não passássemos o resto do campeonato correndo atrás, o que é sempre pior.

A maratona de jogos impediu que o blog se dedicasse mais a outros temas. Mas deu tempo para falar dos estrangeiros convocados enquanto jogavam no Palmeiras – claro, em alusão a Barcos, chamado para a seleção argentina – e para listar os 98 maiores jogos dos 98 anos de vida do Verdão (OK, sejamos sinceros: só entraram partidas de 1988 pra cá…).

Caiu

Caiu

Em setembro, Felipão caiu após três derrotas seguidas, Narciso foi interino na terceira derrota da temporada contra o arquirrival (e pela primeira vez o Corinthians teve 100% de aproveitamento num ano com mais de duas partidas) e Kleina assumiu ganhando suas duas primeiras partidas. Setembro começou em queda livre, o Derby parecia nos ter levado às cordas, mas ainda assim o mês terminou com um sopro de esperança. Pena que o Pacaembu, que se mostrou tão vibrante contra a Ponte Preta, não poderia mais ser uma arma. Obrigado a você que atirou cadeiras no gramado, parte da queda é mérito seu.

Em meio à depressão com a iminente queda, só deu pra buscar ânimo no que a história dizia sobre troca de treinadores. E, no melhor estilo rir para não chorar, vimos por que Tirone e Frizzo quase fecharam com Falcão.

Último alento

Último alento

O efeito Kleina ainda durou na primeira partida de outubro, a vitória contra o Millonarios. A realidade, porém, veio rápido: três derrotas seguidas, entre elas o terrível tropeço contra o Coritiba, adversário direto na estreia em Araraquara, colocaram o Verdão a um passo do precipício. Um pequeno alento veio com a vitória contra o Bahia fora de casa, seguida por outra contra o Cruzeiro – que, não sabíamos, seria a última do ano.

Os sete dias seguintes, porém, foram outro balde de água fria: o time reserva caiu em Bogotá dando adeus ao treino pré-Libertadores e em seguida no jogo do gol de Barcos anulado por interferência externa (e qualquer outra coisa que se diga não muda a essência do que houve: um flagrante desrespeito às regras do jogo. Naturalmente não estamos falando do argentino).

Com apenas cinco jogos por fazer, terminava o outubro vermelho.

O fim

O fim

18 de novembro de 2012. Mais uma data negra para a rica história alviverde: dez anos e um dia após a primeira descida ao inferno, a Sociedade Esportiva Palmeiras, pseudodirigida por uma trupe de incompetentes, volta a encarar o lado B do Brasileiro.

O Palmeiras agonizou pouco a pouco: contra o Botafogo, um empate inútil ainda que tardio. Já ali o blog jogou a toalha; restava partir para a ironia. Mas o time ainda lutou contra o Fluminense; na primeira partida em que matematicamente o time podia ser rebaixado, nova derrota em uma exibição até decente guardadas as proporções do nível das equipes. No fim, servimos pelo segundo ano seguido de coadjuvante na festa do campeão brasileiro – taí algo que não vai acontecer em 2013…

E contra o Flamengo o tubo foi desligado – na verdade, não exatamente ali, mas pontualmente às 21:20 daquela noite de domingo, ao término de Portuguesa 2 x 2 Grêmio que deu à Lusa o ponto que precisava para não ser alcançada por nós. Alguns rojões estouraram em torno de São Paulo; como é certo que não eram torcedores rubroverdes, só podia ser uma homenagem ao respeito que o alquebrado alviverde imponente ainda impõe a seus rivais.

Trouxemos as capas de jornais do dia seguinte, pois não são só os dias de glória que devem ser lembrados. A dor pode mobilizar, embora isto não tenha ocorrido da outra vez. E o fato de que em 2013 a série B não deve ser complicada pode muito bem iludir a diretoria – a torcida, esta está escaldada.

A limpa começou nos dias seguintes, e um elenco renovado foi a campo nas duas rodadas/derrotas finais.

Só eu vim

Só eu vim

Em dezembro, apenas um jogo. Depois, o silêncio, as trevas e melhor nem falar o que se passou nos rivais. Reforços? Apenas Fernando Prass acertou neste mês. Como alento, um sorteio de Libertadores que nos remete a alguns períodos de brilho no ano que virá. Série B sim, mas ainda com altivez.

Quer dizer, altivez no que toca a qualquer um que não seja cacique no Palestra, porque nas entranhas da gestão alviverde tudo continua errado como em 2002. Que em 2013 o novo presidente faça um trabalho realmente bom (não basta desejar que seja melhor que Tirone, isso eu faria sem problemas), e nos devolva o orgulho novamente roubado. Mas os Tirones passam e o Palmeiras sempre ficará.

Números da temporada:

  • 78 jogos, com 30 vitórias, 16 empates e 28 derrotas
  • 107 gols marcados, 94 sofridos, saldo ainda incrivelmente positivo de 13
  • Artilheiros: Barcos 28, Marcos Assunção 10, Maikon Leite 9, Mazinho 6, Henrique e Luan 5, Juninho 4, Valdivia, Artur, Daniel Carvalho, Patrik, Leandro Amaro, Obina e Fernandão 3, Betinho, Correa, Thiago Heleno, João Vitor, Ricardo Bueno, Tiago Real e Patrick Vieira 2, Vinícius, Márcio Araújo, Román e Pedro Carmona 1 e um gol contra.

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O melhor lance foi antes do jogo

Finalmente acabou o ano e o Palmeiras pode descansar em paz (?). A conclusão não podia acontecer de outra forma: com o time se arrastando e torcendo para não ser goleado por um rival que a rigor só tinha um jogador digno – mas que sozinho fez cinco dos seis gols que o Santos fez no Palmeiras este ano (e o sexto foi entregue por ele de bandeja).

Porém, nem tudo foi de acordo com o script. Quem diria que Maikon Leite, o homem que corre e chuta à Usain Bolt, acertaria um petardo logo no início? Será que o Verdão se despediria deixando ao menos um gosto menos amargo? Doce ilusão. Em 20 minutos Neymar e Román se encarregaram de colocar as coisas de volta ao normal (observação 1: nunca é normal o Santos bater o Palmeiras, o que só mostra o tamanho do buraco. Observação 2: a expulsão do paraguaio foi rigorosa, mas foi bom: ele se despediu mais cedo, o que não se pode lamentar).

Da virada em diante, restava apenas esperar que o alvinegro não passasse o carro por cima do combalido campeão do Brasil. Por sorte, eles também tiveram um atleta expulso antes de consumarem o crime. Assim, só restou à calopsita fazer suas firulas de hábito, sempre com o inconfessado objetivo de tirar uma casquinha do drama verde. Paciência. É apenas uma parte ínfima do legado de Tirone e companhia.

Foi a penúltima partida do Palmeiras sob sua gestão. Ele se despede contra o Bragantino, na abertura da próxima temporada. Pelo que vemos, deixará um cenário de terra arrasada, com um elenco possivelmente ainda mais fraco que esse. O que esperar da Libertadores, e mais ainda, da série B?

Onde você foi amarrar seu burro, Kleina? O que estão tentando fazer com o maior campeão nacional?

Ficha Técnica

SANTOS 3 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 1 de dezembro de 2012, sábado
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e João Bourgalber Nobre Chaves (SP)
Renda: R$ 275.695,00
Público: 11.641 pagantes
Cartões amarelos e vermelhos: Alan Santos (Santos); Román (Palmeiras)
Gols:  Maikon Leite, aos 4, Victor Andrade, aos 12 e Neymar aos 22 (pênalti) e 38 do primeiro tempo;

SANTOS: Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Alan Santos, Arouca (Gérson Magrão), Felipe Anderson e Patito Rodríguez (Geuvânio); Neymar e Victor Andrade (Miralles)
Técnico: Muricy Ramalho

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ademir embaixo das pernas de pele

Encerrando mais um vexame histórico, o Palmeiras entra em campo embalado pela espetacular lista de dispensas e com o futuro incógnito a frente. Não será surpresa se sairmos de campo goleados, para coroar o excelente trabalho de Tirone e Frizzo no clube.

Horário e local: sábado, 01/12, as 19:30, no Urbano Caldeira (PPV).

Árbitro: a cada jogo vemos como o Palmeiras trabalha bem nos bastidores. Guilherme Ceretta de Lima (SP), o mesmo árbitro de Palmeiras x Santos no primeiro turno (gol do Santos em falta inexistente e penalti claro em Corrêa não marcado) será o árbitro. Seu histórico registra 12 jogos, com 8V/1E/3D:

2012 – 3X0 Ponte Preta (BR,c) / 1×2 Santos (BR, c)

2011 – 0x1 Santos (BR, f) / 2×1 Mirassol (P, c) / 2×1 S.André (CB, f) / 1×1 S.Caetano (P, f)

2010 – 1×0 Guarani (BR, c) / 1×3 S.André (P, c) / 1×0 Monte Azul (P, c)

2009 – 3×0 Mogi (P, c)

2008 – 3×0 Barueri (P, c)

2007 – 4×1 Juventus (P, c)

Desfalques/Reforços: Wesley, Marcos Assunção, João Denoni, Henrique, Valdivia, Tiago Real e Fernandinho, lesionados, ficam de fora. Além deles, também não atuam os jogadores dispensados e aqueles que foram colocados à disposição para negociação.

Pendurados: mais hein? Próxima partida: só em 2013.

Previsão IPE: Raphael Alemão, Artur, Maurício Ramos, Román e Juninho; Araújo, Correa, Dybal e Vieira; Barcos e Vinicius.

Bola verde IPE: Barcos continua na liderança.

Destaques/Santos: a única motivação dessa raça será fechar o ano nos afundando ainda mais. Para isso, a escalação deverá ter Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Gerson Magrão, Felipe Anderson e Arouca; Patito Rodriguez, Neymar e Miralles.

Ex-palmeirenses no Santos: nenhum.

Palpite IPE: como nada é tão ruim que não possa piorar, perdermos por 3×0.

Última vitória na Vilafoi pelo Paulista 2011 – 1×0 – gol de Kléber.

Última derrota em Vila: foi pelo BR2011 – 0x1 – gol de Borges.

Histórico: freguesia alvinegra no retrospecto geral e equilíbrio em brasileiros.

xxxxxxx GERALxxxxxxxx CAMPEONATO BRASILEIRO
J V E D GP GC J V E D GP GC
307 133 79 95 537 444 51 15 20 16 67 63

O IPE se lembra: pelo BR2000, vitória na raça – 3×2 – gols de Arce, Basílio e Adriano para o Palmeiras, com Edmundo (2) descontando para os santistas.

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