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Posts Tagged ‘Copa do Brasil’

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Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

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Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

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Parte dos 40.000 que nos empurraram rumo ao tri

“Bate no peito e fala: o Palmeiras é grande”. O lendário discurso de Zé Roberto no primeiro jogo oficial da temporada no fundo era desnecessário; quem afinal poderia negar a grandeza do maior campeão nacional? Era, porém, compreensível: tão machucado nos últimos anos, a ponto de um presidente rival debochar de um tal “apequenamento”, volta e meia o clube tinha que relembrar seu tamanho a quem só via os resultados recentes.

Ontem, amigos, vimos que o Palmeiras não é grande: é gigante. Há muito tempo, hoje e eternamente. O próprio Zé Roberto disse isso e fico muito feliz que o tenha feito, pois eu havia pensado nessas palavras, neste título, antes mesmo de ouvi-lo.

No 11 contra 11 o Santos até podia ser mais qualificado. Mas no 40 mil contra 11, para não citar os tantos que entupiram a Turiassu (Palestra Itália, desculpem, é o estádio), não tinha como: a torcida apropriou-se do time como há tempos não se via, e como poucos conseguem. Esqueçam as derrotas no Allianz para os Goiases e Pontes: na hora do aperto já nos sentimos verdadeiramente em casa e rapidamente aprendemos a fazer dela um caldeirão – Inter, Flu e agora o Santos que o digam. Bons tempos ainda virão.

Este Palmeiras que empurrou o alvinegro contra as cordas desde literalmente os primeiros segundos, quando Gabriel Jesus podia ter aberto o placar, pode ter mantido seus incontáveis chutões pro alto, mas mesmo assim foi senhor do jogo. O leve time santista viu-se enredado e sofreu demais na primeira metade do primeiro tempo. Lá pelos 30 minutos, o ímpeto arrefeceu um pouco mesmo antes da saída do camisa 33, que forçou uma mudança de estratégia que não pôde ser efetivamente aplicada antes do intervalo. Foi nosso pior momento.

Em compensação, após o reinício… sim, tinha bicão; sim, tinha passe errado. Mas houve luta, apetite, gana, vontade. Se eu tinha uma certeza antes da decisão era que não seríamos derrotados pelo Santos tão facilmente quanto Corinthians e São Paulo haviam sido. E, num lance tão bem feito que surpreendeu até a própria torcida, Barrios, Robinho e Dudu fizeram o adversário provar de seu veneno: era o primeiro gol, e o adversário se encolheu ainda mais a partir de então. Mérito e muito também do tão criticado – por mim mesmo! – Marcelo Oliveira. Ontem, foi de se tirar o chapéu (chapéu? Dudu?).

Vieram mais mudanças, o Palmeiras começou a ceder um pouco de espaço, mas ainda estocava. E de tanto insistir, encontrou o segundo numa bola alçada, a que tanto criticam para dizer que o time não tem recurso mas que vale tanto quanto qualquer outra.

Dois a zero, era só segurar alguns minutos. Ou seja, era óbvio que vinha bucha – não seguramos as vantagens que chegamos a ter nas quartas antes de Andrei Girotto ter seu momento de herói e nas semis antes de um cambaleante Fred fazer o Flu ressurgir. E foi justo de Ricardo Oliveira, o Viola da vez.

A disputa de pênaltis fez com que Dudu deixasse de ser o nome do jogo, ele que nem jogou tão bem assim, mas estava no lugar certo na hora certa (e como isso conta, não, Betinho?). Era hora de surgir uma lenda. Um novo gigante.

Em 9 de julho de 1978 o Palmeiras arrancou um empate contra o São Paulo aos 42 do segundo tempo, gol de Beto Fuscão, e se manteve vivo na campanha que terminaria no vice-campeonato nacional. Mas hoje em dia isso pouco importa. O fato relevante foi que naquele dia, a 1100 km do estádio do Morumbi, mais precisamente na ex-capital gaúcha Viamão, veio ao mundo um piá que recebeu o nome de Fernando Büttenbender Prass. E que, 37 anos e 146 dias depois, este já legítimo membro do panteão que acolhe Oberdan, Valdir, Leão e Marcos colocou-se de vez na história alviverde. Com a diferença de que foi decisivo não só com as mãos mas também com os pés.

O que ele fez vocês viram; só digo que eu fiquei com inveja. Como eu queria ser Fernando Prass na hora que o chute forte, seco e reto decretou o tricampeonato da Copa do Brasil. Como eu queria ser o homem que, fazendo ainda mais do que dele se esperava – e dele se esperava muito, deixou em êxtase milhões de palmeirenses paulistanos, acrianos, suecos. Prass já tinha uma taça dessa mesma competição, erguida pelo Vasco, mas é impossível que ontem não tenha sido seu momento mais sublime calçando luvas e chuteiras.

O capitão e líder Zé Roberto fez as honras da casa ao levantar o troféu do dodecacampeonato nacional verde. E então fez a única coisa que podia fazer: entregá-lo a quem tornou sua conquista possível desde o jogo da ida, em que já havia sido monumental.

E eu quis ser Prass de novo.

*

Atuações:

Fernando Prass – há conquistas que, anos e anos depois, remetem imediatamente a um personagem. 1993 é Evair. 1994 é Rivaldo. 2015 será para sempre Fernando Prass.

João Pedro – era o ponto frágil e se mostrou como tal. Dou um desconto pois vinha sem jogar com regularidade, foi bem no ataque e é mesmo difícil marcar o bom ataque santista. 6

Jackson – boa partida apesar de ratear no gol. A ótima cobrança de pênalti (mais uma) limpou a barra. 8

Vítor Hugo – excelente. 9

Zé Roberto – o cara que tentava passar a bola enquanto os outros iam de bola pro mato. 8

Matheus Sales – jantou Lucas Lima e não tenho medo de cravar: tornou-se ídolo. 10

Arouca – mais calmo que no primeiro jogo, mas coadjuvante de seu jovem parceiro no meio-de-campo. 8

Robinho – não é o 10 que precisamos, mas se esforçou demais para ser o que ia resolver. Resolveu. 9

Gabriel Jesus – o gol perdido tira pontos. O resto do jogo soma. O resto do torneio, mais ainda. 8

Barrios – partida excepcional para um jogador que precisa urgente de férias após emendar uma temporada e meia sem descanso. Vai arrebentar em 2016. 10

Dudu – s.m. : “Volta por cima”. 10

Rafael Marques – participou do segundo gol. Fiquemos com isso. 7

Cristaldo –  não deve e não deveria ficar. Se for assim, fechou com 100% em pênaltis decisivos. 8

Lucas Taylor – se João Pedro entrou na fogueira, Taylor pegou um incêndio. Se virou como pôde. 7

Marcelo Oliveira – contra títulos há poucos argumentos. Vai ficar, sem sombra de dúvida. É ver o que fará com o elenco tendo o início do ano e o Paulista pra encaixar.

*

Ficha técnica:

PALMEIRAS 2 x 1 SANTOS
Data: 02/12/2015
Horário: 22h (de Brasília)
Competição: Copa do Brasil (final)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP)
Gol: Dudu aos 11 e aos 39 minutos do segundo tempo (Palmeiras); Ricardo Oliveira aos 41 minutos do segundo tempo (Santos).
Pênaltis: Palmeiras – Zé Roberto (gol), Rafael Marques (Vanderlei), Jackson (gol), Cristaldo (gol), Fernando Prass (gol); Santos – Marquinhos Gabriel (fora), Gustavo Henrique (Fernando Prass), Geuvânio (gol), Lucas Lima (gol), Ricardo Oliveira (gol)
Cartões amarelos: Gabriel (Santos); Matheus Sales, João Pedro e Dudu (Palmeiras)
PALMEIRAS: Fernando Prass, João Pedro, Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca, Dudu, Robinho e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Paulo Ricardo), Renato e Lucas Lima; Gabriel (Geuvânio), Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel. Técnico: Dorival Júnior.

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Um homem e seu destino

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StoAndre

Em 2011 eliminamos o Santo André

Terça-feira, 16 de dezembro, 11:00. O sorteio da Copa do Brasil já tem data marcada, e a CBF ainda não divulgou uma lista oficial de participantes, nem explicou os moldes da competição, nem… bom, basicamente ignorou o assunto.

Ainda assim, é possível especular com grande chance de acerto o que vem pela frente. O Instituto Palestrino de Estatística traz o caminho das pedras em primeira mão para o torcedor alviverde (queria dizer “brasileiro”, mas já há textos como esse, e sempre damos crédito a quem rala pra fazer esse trabalho na unha).

É importante notar que estamos supondo que em 2015 a CBF manterá o mesmo formato de 2014. De novo: não houve qualquer palavra da entidade até aqui.

Em princípio, teremos os seguintes mata-matas:

  • 1ª fase: Pote 1 x Pote 5; Pote 2 x Pote 6; Pote 3 x Pote 7; Pote 4 x Pote 8
  • 2ª fase: Pote 1 (ou 5) x Pote 4 (ou 8); Pote 2 (ou 6) x Pote 3 (ou 7)
  • 3ª fase Pote 1 (ou 4, 5, 8) x Pote 2 (ou 3, 6, 7)

A partir daí, os cinco times da Libertadores e mais o Fluminense (sexto no Brasileiro) se juntam aos dez sobreviventes.

Isto posto, eis a composição dos potes (clique para ampliar)

CB2015

Com isto, podemos traçar o cenário “fácil” e o “difícil”, sempre supondo que os times de potes mais bem ranqueados avancem:

  • Que tal se vierem Vitória da Conquista, Salgueiro e Portuguesa?
  • E se em vez disso forem Londrina, Sampaio Corrêa (de novo) e Sport?

Em termos de ineditismos ou repetições, temos na primeira fase dois times que já pegamos na CB (Santo André e Remo) e três times que jamais enfrentamos nem mesmo em amistosos (Campinense, Confiança e Vitória da Conquista).

*

E quando acabar a terceira fase?

Estaremos obviamente ou classificados para as oitavas ou eliminados. E daí?

  • Se classificado para as oitavas, é quase certo pegar pedreira. Os cabeças-de-chave serão os seis times que entram só ali mais os dois melhores ranqueados que sobrarem. Para o Palmeiras ser cabeça-de-chave, precisa que no máximo um entre os seis times acima dele sobreviva. Esqueçam. Ou seja, vamos pegar alguém entre Atlético-MG, Cruzeiro, Inter, SPFC, SCCP, Fluminense e provavelmente Flamengo e Grêmio.
  • Se eliminado, em primeiro lugar gritaremos VERGONHA VERGONHA TIME SEM VERGONHA. Aí torceremos para entrar na Sul-Americana. Serão seis vagas e há nove times na nossa frente. Portanto, precisaríamos que no mínimo quatro entre Flamengo, Grêmio, Santos, Atlético-PR, Coritiba, Goiás, Figueirense, Sport e Chapecoense cheguem às oitavas. Deve acontecer.

E então? Melhor ir para as oitavas e pegar um caminho difícil como neste ano ou ser eliminado por um Bragantino da vida e encarar uns Huachipatos por aí?

Somos pela honra, sempre. Não chegamos ao posto de maior campeão nacional por artimanhas.

Rumo ao tri!

Quero outro desse

Quero outro desse

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Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Luan fez o último gol da história dos mata-matas entre Palmeiras e Atlético

Palmeiras e Atlético-MG se encontrarão pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Um dos contendores foi campeão da América ano passado e, ainda que sem aquele futebol e aquele técnico, continua tendo um elenco forte; o outro já nem sabe se leva a competição a sério, uma vez que novamente está com a corda no pescoço no Brasileirão. Mas o jogo de ida será a primeira partida do nosso segundo século, o que pode dar um ânimo redobrado ao elenco. Além disso, há uma semana a vitória do Atlético em sua casa veio só no fim.

O favoritismo, claro, é deles, mas não dá para dizer que o exército de Brancoeverdeleone seja carta fora do baralho.

Ainda mais se considerarmos o histórico dos mata-matas entre as duas equipes. Os gigantes paulista e mineiro já se enfrentaram em duelos de ida e volta por três vezes, cada um por uma competição diferente, mas sempre com algo em comum: no fim, a vaga ficou com o Verdão. O confronto que se aproxima vale mais que todos os anteriores, e é indiscutível que o plantel mais vistoso é alvinegro, mas o Galo que bote a crista de molho, porque assim foram os embates passados:

1. Copa do Brasil 1996: o duelo também valeu pelas oitavas. O Palmeiras havia atropelado o Sergipe por 8 a 0, enquanto os mineiros passaram pelo Vila Nova goiano com duas vitórias (1×0 e 4×1). O time atleticano não era ruim; contava com jogadores como Taffarel e Euller. Mas pegou um Alviverde em momento arrasador, no auge da máquina que goleava seus adversários um a um.

Assim, nem dá para dizer que foi surpresa termos vencido no mesmo Independência que sediará o jogo sob mando deles (2×1 de virada, gols de Luizão – os dois – e Leandro) e aqui (um sonoro 5×0, Rivaldo 2, Cléber, Müller e Cafu). Afinal, essas duas partidas fizeram parte da sequência de 21 vitórias consecutivas daquele elenco que encantou o país – mas que foi parado justamente pelo arquirrival do Atlético na final desse mesmo torneio.

2. Copa Mercosul 2000: o Palmeiras já havia começado a nefasta política do bom e barato, mas mesmo assim o time chegou à semifinal da Mercosul após bater o Cruzeiro nas quartas, frustrando a expectativa por um clássico mineiro (o Atlético passara pelo Boca Juniors).

Só que, enquanto o Galo ia de Velloso, Claudio Caçapa, Mancini, Marques e Guilherme, nós tínhamos Paulo Turra, Tiago Silva e Thiago Matias (apesar de um Arce aqui, um Taddei ali). Mesmo assim, um começo arrasador decidiu prematuramente o confronto: após 3 dos 180 minutos, o Verdão já tinha 2 a 0. No fim, a partida do Palestra terminou 4 a 1 (Tuta 2, Paulo Turra e Basílio; Guilherme); na volta, o Atlético precisava vencer por 3, mas o Palmeiras soube cozinhar o galo (trocadilho involuntário, sério!) no primeiro tempo e liquidou de vez a esperança mineira ao marcar no primeiro minuto da segunda etapa. Acabou vencendo por 2 a 0 (Tuta, Juninho) e se classificando à final, em que daria vexame contra o Vasco.

3. Copa Sul-Americana 2010: na primeira competição por mata-mata de Felipão em sua segunda passagem pelo Palmeiras, o Atlético foi o adversário das quartas-de-final, após termos passado por Vitória e Universitario de Sucre; o Galo, por sua vez, tinha eliminado Grêmio Prudente e Independiente Santa Fé. Os interesses dos adversários, no entanto, eram bem distintos: o Palmeiras tinha a competição como prioritária, já que no Brasileirão estava na zona do não-ata-nem-desata. O Atlético, contudo, vinha passando sufoco no Nacional, e por isso vinha usando os reservas.

O favoritismo, portanto, era nosso dada a diferença de motivação. Na ida, em Sete Lagoas, o Verdão abriu o placar no começo do segundo tempo, e poderia ter ampliado em pênalti pouco depois… se o árbitro Marcelo de Lima Henrique não voltasse atrás com a pressão dos jogadores alvinegros e alegasse um suposto impedimento de Lincoln, sobre o qual o bandeira nada falou. Para completar, só ele viu outro penal, dessa vez a favor dos mineiros. Assim, o que podia ser uma vitória confortável virou um empate em 1 a 1 (Kléber; Obina).

Na volta, porém, não teve jeito. O Atlético, com a corda ainda mais apertada, até lutou – teve ótimas chances, e só foi desistir mesmo após levar o segundo gol depois dos 30 da etapa final – mas acabou caindo por 2 a 0 (Marcos Assunção num gol olímpico, Luan).

Resumo: até hoje foram seis jogos por mata-matas, com cinco vitórias palmeirenses e um empate, 16 gols a favor e 3 contra. Agora, porém, o desafio é maior que todos os anteriores. Será que o Palmeiras mantém a escrita, ou será mais um morto no Horto?

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Marrento que só...

Marrento que só…

Vexame vivo na memória, estádio vazio, chuva, muitos desfalques e uma escalação inicial de doer os olhos. Nem mesmo esse coquetel molotov foi capaz de impedir a vitória verde nesta noite.

O jogo começou bastante movimentado. Logo nos primeiros minutos o Palmeiras criou três chances, com Bruno César, Leandro e William Matheus, todos esbarrando em erros de finalização. O Vilhena não assustava, mas contava com alguns vacilos do nosso sistema defensivo para conseguir algumas jogadas de ataque.

Conforme o tempo avançou, o Palmeiras diminuiu um pouco o ritmo, enquanto o Vilhena aguardava a chance de um contragolpe. Aos 18, Marcelo Oliveira lançou William Matheus dentro da área. O lateral dominou bem mas foi bloqueado no chute.

A grande chance da primeira etapa veio aos 35. Leandro tocou para Mendieta, que de calcanhar encontrou Marcelo Oliveira entrando em velocidade. O volante driblou o zagueiro mas na conclusão preferiu encher o pé a deslocar o goleiro, e acabou perdendo o gol.

No segundo tempo a equipe retornou com Serginho no lugar do “atrapalhado” Wellington. A mudança deu mais presença ofensiva à equipe pela direita, mas por mais incrível que pareça, também ofereceu espaços ao Vilhena. Tanto aos 12, em bola defendida por Bruno, quanto aos 26, em bola na trave, os corações palestrinos congelaram.

Como quem não faz toma, no minuto seguinte à bola na trave, saiu o nosso gol. Marquinhos Gabriel, que entrara no lugar de um inoperante Mendieta, fez bela jogada pela direita e cruzou rasteiro para Bruno César que chegou finalizando de trás. Primeiro gol dele com a camisa do clube e comemoração discreta.

Minutos depois, o mesmo Bruno César foi inteligente e se aproveitou da cochilada da zaga do Vilhena para tirar a bola do goleiro, que o derrubou na sequência. Penalti que o próprio camisa 30 cobrou para anotar seu segundo gol na partida, o segundo com a camisa do clube, e dessa vez sem comemoração.

É claro que a classificação de hoje não apaga o vexame de domingo, mas ao menos é uma pitada de tranquilidade para o período de dezoito dias sem jogos que a equipe terá pela frente. Só esperamos que este tempo seja utilizado com inteligência, tanto pela comissão técnica como pela diretoria.

AVALIAÇÕES

– Bruno: justiça seja feita, desta vez evitou uma catástrofe – 7,5

– Tiago Alves: enquanto jogou de lateral até arriscou umas subidas, mas definitivamente não é a dele. No segundo tempo atuou como zagueiro e foi bem  -7

– Wellington: muitos erros de saída de bola que só não custaram caro porque o adversário era muito fraco – 4

– Lúcio: um erro de saída de bola e várias tentativas de levar a equipe ao ataque. Fica com saldo positivo pelo esforço – 7

– W.Matheus: no primeiro tempo se apresentou bastante como opção de ataque. No segundo tempo sumiu – 6,5

– Eguren: partida discreta – 6

– Marcelo Oliveira: ajudou o ataque e quase deixou o dele – 7

– Mendieta: uma centelha de bom futebol em 60 minutos é muito pouco – 5

– Bruno César: de longe o jogador mais acionado da equipe, errou alguns lances bobos, mas decidiu o jogo – 8

– Leandro: tentou algumas jogadas, mas nada de muito animador – 6

– Miguel: tocou na bola pela primeira vez somente aos 22 do primeiro tempo, e errou a maioria das jogadas que tentou – 4

– Serginho: melhorou as jogadas de ataque pela direita e participou da jogada do primeiro gol – 7

– Marquinhos Gabriel: muito bem jogando aberto pela ponta direita, foi dele a jogada do primeiro gol – 8

– Josimar: pegou na bola? Fica sem nota.

MELHORES MOMENTOS

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 0 VILHENA (RO)

Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 2 de abril de 2014, quarta-feira, às 22h
Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (CBF-MG)
Assistentes: Luciano Roggenbaum (CBF-PR) e Diego Grubba Schitkovski (CBF-PR)
Público/Renda: 4.430 pagantes / R$ 124.950
Cartões amarelos: Carlinhos, Edilsinho, Júnior, Tayron e Dalton (VIL); Bruno César, Leandro e Eguren (PAL)
Cartões vermelhos: nenhum

GOLS: Bruno César (27’/2ºT) e (31’/2ºT)

PALMEIRAS: Bruno; Tiago Alves, Lúcio, Wellington (Serginho, Intervalo) e William Matheus; Eguren, Marcelo Oliveira (Josimar, 29’/2ºT), Mendieta (Marquinhos Gabriel, 15’/2ºT) e Bruno César; Leandro e Miguel Técnico: Gilson Kleina

VILHENA: Dalton; Júnior, Marinho (Tayrão, 36’/1ºT) e Alex Barcellos; Portela, Maycon (Tiago Silva, 41’/2ºT), Carlinhos, Cucau e Edilsinho; Jaílson (Roallase, 23’/2ºT) e Sandro Técnico: Marcos Birigui

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bola-verde

A partir de hoje, nossos craques Alan Kardec, Valdivia e Mazinho começam a se estranhar. Um não passará mais para o outro, cada qual querendo aparecer mais que os colegas.

Afinal, eles já sabem que a estrela que brilhar mais será agraciada com o Troféu Bola Verde, a premiação que elege o melhor atleta palmeirense a cada competição baseada nas médias das avaliações que fazemos a cada partida – e que também aponta os craques eleitos pelos leitores nas enquetes pós-jogo.

Será a segunda edição referente à Copa do Brasil – em 2012, o Palmeiras campeão teve como destaque Thiago Heleno, e em 2013 a eliminação prematura abortou a premiação. Isso pode acontecer de novo – mas quem acredita em fiasco?

Sem mais, essas são as regras para participação:

– partidas das três primeiras fases têm peso 1. E se cairmos numa delas não há prêmio.

– oitavas e quartas-de-final têm peso 2. Se cairmos nelas, o jogador tem que ter atuado em ao menos metade destes jogos e mais dois de peso 1.

– semifinais e decisão têm peso 3. Se chegarmos lá, os atletas têm que jogar no mínimo uma partida de peso 3 e duas de peso 2.

E é isso. Esperamos que todos empatem com notas 10, e que tenham o mesmo destino de Thiago Heleno. Não necessariamente pelo que jogaram depois, mas por saírem do clube com o título de campeão da Copa do Brasil. Avanti Palestra!

Assunção levanta a taça que ficou com Thiago Heleno

Assunção levanta a taça que ficou com Thiago Heleno

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VILxSEP

Esta quarta é dia de estreia – aliás, de muitas estreias! O IPE, que adora confrontos inéditos, ficou muito satisfeito com o sorteio da Copa do Brasil, já que ele determinou a primeira visita do Palmeiras a Rondônia, para também o primeiro confronto contra um clube rondoniense, em toda sua quase centenária história.

Como esperamos que a diversão seja efêmera – a expectativa é eliminar o jogo de volta – vamos sem mais demora às informações e curiosidades deste curioso encontro.

Horário e local: quarta (12/03), as 19:30 (18:30 no horário local), no Estádio Arnaldo Lopes Martins, o Portal da Amazônia, em Vilhena (SporTV, com Milton Leite e Mauricio Noriega, e ESPN Brasil).

O Portal da Amazônia recebeu arquibancadas móveis com o intuito de permitir a capacidade de 10 mil pessoas amanhã. Parte delas foi usada na partida contra o Brasiliense, domingo passado. Confira aqui algumas fotos das instalações.

Árbitro: será Paulo Henrique Schleich Vollkopf (MS), que estreia em jogos do Palmeiras. Ele foi quarto árbitro na partida contra o Ceará pela Série B em que recebemos a taça, e já apitou jogos de séries B, C e D.

Curiosidade: o último sul-mato-grossense a apitar uma partida do Palmeiras foi Elvécio Zequetto (Goiás 3×1 Palmeiras, pelo Brasileiro de 2007)

Desfalques/Reforços: Wesley, Diogo, Marquinhos Gabriel, Josimar, Victorino e Thiago Martins estão lesionados ou em recuperação. Por outro lado, Lúcio, Wellington, Leandro, Valdivia e os poupados contra o Paulista voltam à equipe

Pendurados: daqui a duas rodadas, provavelmente Eguren e Valdivia (maldade…)

Próxima partida: se o Palmeiras não vencer por dois gols de diferença, a volta será quinta-feira, 10/4, às 21:50 no Pacaembu; cai na semana entre as duas decisões do Paulista, na qual esperamos estar. Se avançarmos, aí aguardaremos o vencedor de Interporto-TO x Sampaio Correa-MA; o IPE torce para os primeiros, pois também nunca jogamos em Tocantins.

Previsão IPE: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Wellington, Juninho; Marcelo Oliveira, França, Mendieta, Valdivia; Leandro e Alan Kardec

Bola verde IPE: começa amanhã!

Destaques/Vilhena: O VEC foi eliminado da Copa Verde pelo Brasiliense domingo passado, o que acabou com dois ANOS de invencibilidade em casa; pelo Rondoniense jogou duas vezes, ambas em casa, e tem 100% de aproveitamento.

O Lobo do Cerrado vem para sua quinta Copa do Brasil e nunca passou da primeira fase, tendo caído contra Fortaleza, Ponte Preta, Atlético-PR e Avaí, esta a mais recente, em 2011. Contra paulistas e paranaenses eles ao menos conseguiram forçar o jogo de volta.

Não descobrimos quem o técnico Marcos Birigui pretende escalar, mas domingo a escalação foi Wagner; Thiago Silva, Junior, Alex Barcellos, Marinho; Thiaguinho, Cucaú, Willian Santos, Edilsinho; Roallase e Fábio Buda. Nomes alternativos – daqueles que adoram marcar no Palmeiras – não faltam…

Agora, o destaque do Vilhena, mas destaque mesmo, é seu sensacional hino, quase uma mescla de Palmeiras e São Paulo.

Ex-palmeirenses no Vilhena: o lateral-direito chamado Igor Pontes, que passou pela base há nove anos.

Palpite IPE: 3×1, gols de Alan Kardec (2) e Valdivia.

Último jogo e última derrota no Norte: o Palmeiras nunca jogou em Rondônia, então ficamos com a derrota para o Paysandu por 1 a 0 na reta final da série B ano passado.

Última vitória no Norte: também foi contra o Papão – pela Copa do Brasil de 2010, vencemos por 2 a 1 em Belém, com gols de Lincoln e Ewerthon.

Histórico: primeira partida em Rondônia e contra um time local… temos que puxar outra efeméride, então fiquemos com a região: por nossa pesquisa, o Verdão atuou no Norte pela primeira vez em 1965, em amistoso contra o Remo no Baenão. Foi 1 a 1.

O IPE se lembra: a última vez que o Palmeiras estreou na Copa do Brasil jogando no Norte do país foi em 2004, quando batemos o Tuna Luso por 3 a 1 em Belém (Vágner Love 2, Muñoz)

*sobre o escudo do VEC: sabemos que não é o mais atual (agora tem amarelo no lugar do branco), mas não achamos nenhuma versão com resolução adequada para preparar nosso banner

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