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Posts Tagged ‘Libertadores’

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Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

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Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

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A principal imagem do ano

A principal imagem do ano

Se em 2012 o palmeirense viveu o céu e o inferno, 2013 foi o ano do purgatório. Voltamos à disputa da “obsessão”, defendíamos o escudo da Copa do Brasil e poderíamos beliscar um esvaziado Paulistão, mas a meta mesmo era uma só, e a mais fácil de todas: novamente expiar os pecados na série B, com não menos do que o indesejado título. E, se era isso, a missão do ano foi cumprida. As grandes expectativas se concentram agora em 2014, ano no qual na prática o Palmeiras já entrou há meses, desde que caiu contra o Atlético-PR.

Enquanto aguardamos os reforços e sonhamos com um centenário digno (leia-se “com taça”), revivamos o ano que passou e as histórias que este blog trouxe durante estes longos doze meses. O foco é dentro de campo, embora reconheçamos que há fatos importantíssimos que ocorreram fora dele, como o imbroglio com a WTorre e, não menos relevante, a chocante morte de um operário da Arena.

O 38°

O 38°

Janeiro começou em compasso de espera pelas eleições presidenciais. Antes dela, porém, falamos sobre a Assembleia Geral, que definiu o voto direto dos associados a partir do próximo pleito. Pleito este que decidirá o sucessor de Paulo Nobre, ungido o 38° presidente da história alviverde na noite de 21 de janeiro. Dia em que também lançamos uma longa série para homenagear os 20 anos da conquista do Paulistão de 1993.

Em campo, poucas novidades de nossa parte: a chocha estreia no ano foi num empate por 0 a 0 com o Bragantino, na qual apenas Fernando Prass e Ayrton debutaram. Ficou nítido que novidade mesmo só do outro lado do campo: enfrentaríamos alguns adversários inéditos no ano (e, no fim, perderíamos para todos…). Tirone não quis tomar grandes decisões (que novidade!) antes de passar o bastão, o que talvez tenha sido bom dados os passos mais que errados que dera antes – basta ver que seu último ato foi acertar salários de 500 mil reais com Riquelme. No fim, o principal motivo de espera pelo Paulistão não foi o time, e sim o concurso lançado pelo IPE que no fim premiaria o leitor Raphael Tanaka, na foto com sua camisa retrô superestilosa.

O mês ainda reservaria o primeiro mico do ano – a derrota em casa para o Penapolense – e vitórias contra o Oeste (no primeiro jogo com Nobre no leme) e São Bernardo. Na Copinha, mais um ano de jejum, mas a campanha foi boa, com o time parando somente na semifinal.

No tamo tan xunto

No tamo tan xunto

Os jogos do início de fevereiro pelo modorrento Estadual ficaram em segundo plano quando a bomba explodiu no dia 8: Barcos foi negociado para o Grêmio em um negócio que até hoje não foi resolvido – Leandro fica? Vai? E o tal quinto jogador?

O fato é que Nobre e Brunoro fizeram sua aposta: renovar o reduzido e rebaixado elenco alviverde. O primeiro desafio de parte da tropa (pois quem estava inscrito pelo tricolor gaúcho não pôde ser reinscrito aqui) foi a estreia na Libertadores, em triunfo por 2 a 1 contra o Sporting Cristal. E a semana cheia culminou no único Derby da temporada: um 2 a 2 que estivemos próximos de perder, depois de vencer e que pôde ser visto tanto pela ótica pessimista (os dois pontos que escaparam) quando pela otimista (era o time que caiu contra o que teve um 2012 que nunca mais se repetirá, assim esperamos).

O mês seguiu na toada de vitórias e empates pelo Paulista, mas terminou com uma derrota para o Libertad em que várias deficiências ficaram escancaradas. Mesmo assim, a classficação não parecia distante.

Vexame

Vexame

A frase que encerrou fevereiro foi por água abaixo na primeira partida de março. Uma exibição desastrosa contra o Tigre, em que o time teve tudo para ganhar mas perdeu na última bola da partida, nos fez lembrar por que estávamos na segunda divisão. Poucos dias depois, desperdiçamos ótima chance de acabar com o tabu no Morumbi ao empatar o Choque-Rei com um a mais.

Sim, nós com um a mais na casa do São Paulo: sinal de que a arbitragem paulista vem pouco a pouco melhorando, como fizemos questão de ressaltar. Só o que não melhorava muito era o time, que no fim do mês fez seu terceiro clássico e pela terceira vez empatou, em um zero a zero chatíssimo contra o Santos. Resultado que pareceu um milagre tendo em vista o que aconteceria alguns dias depois: os vexaminosos 6 a 2 que levamos do Mirassol.

Ah, os pênaltis...

Ah, os pênaltis…

Abril começou com a vaga no Paulista praticamente assegurada mesmo após o desastre. Era hora de retomar a Libertadores, e o Verdão o fez em grande estilo: bateu o Tigre, o que também não era lá muito difícil, e com quase 34000 pagantes fez o Pacaembu e o Libertad tremerem. Incrível: com uma rodada de antecedência, o time estava classificado!

Mais: no Paulista, uma vitória nunca simples contra a Ponte fora de casa e o Palmeiras engatilhava cinco triunfos sucessivos, no ponto mais tranquilo do semestre. Com as vagas nas duas competições definidas, era hora de ver os cruzamentos. Para a Libertadores, preparamos um manual completo para o dia do último jogo, a derrota em Lima que nos pôs diante do Tijuana. Estavam chegando as decisões – em 2013 e em 1993, quando um novo técnico acabava de chegar.

Com uma derrota besta, o Palmeiras manteve o Ituano na primeira divisão e não provocou o nono rebaixamento por nossos pés. Mais que isso: soube que teria um clássico fora de casa nas quartas-de-final. E o preço foi alto: no dia 27, mais uma vez o time foi até que decente, mas incapaz de vencer. O Santos cobrou melhor os pênaltis e o Paulistão caiu por terra, tendo consagrado Vílson como melhor jogador alviverde da competição.

A recuperação parecia ser rápida: nos últimos momentos do mês, o Verdão trouxe um bom zero a zero do gramado sintético de Tijuana.

Ay caramba!

Ay caramba!

Chegamos àquele que foi de longe o mês mais amargo do ano. A primeira partida de maio ocorreu já na metade do mês, e não poderia ser mais decepcionante: derrota para o Tijuana ante um Pacaembu abarrotado. Era o fim da Libertadores (na qual nosso melhor jogador foi Charles) e, pior, o começo do resto do ano de 38 intermináveis jornadas pela série B, que começou com duas vitórias naquele mesmo mês (para aquecer, lembramos toda a campanha de 2003). Aproveitamos para estimar a pontuação necessária para o acesso – e, revendo agora, acertamos na mosca (veja o último parágrafo), o que não chega a ser propriamente um feito.

Enfim, foi um mês que deixou quase todos os palmeirenses tristes. Mas um teve motivos para sorrir: aproveitando nova promoção do blog, que lançou a ainda esvaziada seção “Cultura Alviverde”, o leitor Diego Rodrigo levou um exemplar do livro 1942 – o Palestra vai à guerra.

Hã? 2013?

Hã? 2013?

Junho teve apenas quatro jogos, com duas vitórias e duas derrotas: a única como mandante em todo o campeonato e uma escandalosa, a de Recife. Tão bizarra que até o Mahatma Gandhi da camisa 18 levou cartão vermelho.

Durante a pausa para a Copa das Confederações, nos dedicamos a outros assuntos. O principal, claro, a lembrança dos 20 anos do inesquecível título de 1993 e o encerramento da série de 143 dias que a rememorou. Mas houve tempo para associar Mendieta a seus nove antecessores paraguaios, sugerir vários camisas 9 – Kléber não ficaria e Allan Kardec ainda não fora contratado – e até lembrar do centenário de nosso colega de Parmalat.

Kardec foi um dos estreantes

Kardec foi um dos estreantes

As férias se acabaram e o trabalho recomeçou. Com novos jogadores e um preparo físico muito acima dos rivais, o Palmeiras atropelou e viveu seu melhor período na temporada: cinco jogos, quatro vitórias e um empate, numa série que seguiria agosto adentro. E nos 4 a 1 contra o ABC houve um feito raro: três jogadores marcaram seus primeiros gols no clube. Gancho, claro, para lembrarmos outras “primeiras vezes”.

Não deixamos passar em branco os seis meses da gestão Nobre, trazendo as opiniões de Vicente Criscio e Marcelo Santa Vicca, e também aproveitamos a visita de Francisco para explicar o que o Papa tem a ver com o Porco.

Um mês tranquilo, que só não terminou melhor porque foi o da despedida de um dos gigantes de nossa história: Djalma Santos.

Libertadores, só em 2015

Libertadores, só em 2015

Agosto, mês do desgosto? Na Copa do Brasil, foi: nossa participação começou e acabou ali mesmo, no mês dos Pais, com uma surra em Curitiba que deixou claro que o elenco era mesmo de série B, na qual o time começava a atropelar, assumindo a liderança e só não se mantendo invicto no pós-Copa das Confederações por ter usado os reservas contra o Boa, em jornada sofrível.

O nonagésimo nono aniversário não foi lá muito feliz, mas ao menos o mês terminou com a vaga bem encaminhada.

Disparando

Disparando

Setembro foi o mês em que o ano já poderia ter se dado por encerrado. Sem Copa do Brasil mas com o título de campeão do primeiro turno após sonolento empate com a Chapecoense, o Palmeiras só fez abrir mais vantagem na liderança. Ao menos teve algumas atuações dignas de destaque, como nas vitórias sobre Avaí e Sport.

Em meio a mais do mesmo, aproveitamos a presença da Ponte na Sulamericana, sua primeira presença internacional, para pesquisar sobre nossas estreias nos torneios mundo afora.

De novo de volta

De novo de volta

A tortura acabou em outubro. Quer dizer, faltavam ainda partidas por jogar, mas o principal estava resolvido. Um empate chocho contra o São Caetano, em dia de roupa nova, bastou para colocar o Verdão de volta à série A – esta que até agora não sabemos que times terá e que, a seguir pelo exemplo de 2000, poderia ter o Palmeiras de todo jeito, ainda que por convite. Ainda bem que não precisaremos pagar esse king kong.

O acesso pôs uma pedra na série B, apagando com isso outros jogos marcantes do mês, como uma goleada fácil fácil no Figueirense e uma derrota contra o ABC em dia de casa cheia. Cheia demais, como ficou evidente pelas cenas tristes que o Brasil inteiro pôde ver.

Mas futebol é alegria, e encerramos o mês lembrando da Alegria do Povo – nos 80 anos de Garrincha, levantamos todas as partidas que ele fez contra nós.

Dever cumprido

Dever cumprido

Se outubro foi o mês de garantir o quarto lugar, novembro foi o de gritar BICAMPEÃO. Quer dizer, de os jogadores fazerem isso, pois torcedor eu não vi nenhum. A grande conquista veio ao despachar o Boa no Pacaembu. Depois disso, recebemos a taça em mais uma partida fora de casa – Campo Grande, a única em que jogamos fora sem ter sido por punição. E demos adeus ao ano com uma derrota para a Chapecoense que não deixa nenhuma lembrança.

Como 2013 já era passado mesmo com jogos por vir, nos debruçamos sobre 2014. E, a julgar pelo que vinha e ainda vem ocorrendo, temos um cenário parecido com o de 2004. Até que pegamos vaga na Libertadores daquela vez, mas que os reforços não foram grande coisa, ah, isso não foram.

O craque do ano

O craque do ano

Sem jogos e sem reforços de nome, dezembro foi de recapitulações e memórias. Primeiro, méritos a Fernando Prass, Bola Verde da série B em título roubado de Valdivia na reta final e também escolhido o craque do campeonato pelos leitores, junto com Wesley. O goleiro acabou sendo o destaque neste ano de 68 jogos, cujos números dissecamos.

E, como já era hora de encerrar o assunto 2013, contamos a história de conquistas que fizeram aniversário no finzinho do ano: os 80 anos do primeiro Rio-São Paulo, os 50 do Paulista de 1963, os 93 da primeira taça palestrina e os 15 da Copa Mercosul.

*

Tudo junto, 2013 não será um ano de grande saudade, e nem mesmo conseguiu deixar sementes plantadas para um futuro triunfal. Mas deverá ficar na memória por ser a última vez em que disputamos a famigerada segundona. Não é isso mesmo?

Feliz Ano Novo a todos nossos leitores! Sigam por aqui em 2014, o ano em que a Copa é apenas um pretexto para os 100 anos da gigante Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Mal cheguei e já garanti o meu

Mal cheguei e já garanti o meu

Encerrando a cobertura do IPE na Copa Libertadores 2013, chegou a hora de divulgarmos o resultado final do troféu “Bola Verde IPE 2013 – Libertadores”.

Antes do resultado final, vamos relembrar as condições e regras estipuladas pelo IPE para a Libertadores:

  • Caso o time não classificasse para o mata-mata, não haveria premiação;
  • As partidas da 1ª fase tiveram peso 1. As oitavas e quartas, peso 2. Semifinais peso 3, e finais peso 4;
  • Para um jogador entrar na disputa, é obrigatório que tenha participado de 40% dos jogos da primeira fase e ao menos metade dos jogos da fase mata-mata.
Relembradas as regas, vamos ao resultado final:
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 Pos. Jogador Média
1   Charles 6,25
2 Ayrton 6,14
3 Juninho 6,00
4 Maurício Ramos 5,90
5   Souza 5,44
6 Marcelo Oliveira 5,30
7 Márcio Araújo 5,30
8 Henrique 4,50
9 Vinícius 4,44
10 Tiago Real 4,33
11 Wesley 4,35
12   Maikon Leite 2,80
13 Kleber 2,67
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Portanto, o vencedor do “Troféu Bola Verde IPE 2013 – Libertadores” é o volante que chegou sob desconfiança pelas últimas temporadas repletas de lesões, mas que no Palmeiras engrenou boa sequência longe do departamento médico: Charles.
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PS: Não podemos deixar de fazer aqui menção honrosa ao goleiro Fernando Prass. O arqueiro liderava a disputa até se lesionar, com média 7,5. Entretanto, por ter ficado de fora das oitavas, acabou “desclassificado”.

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Paulo Nobre super-confia nele (Foto: Alex Silva/Estadão)

Paulo Nobre “super” confia nele (Foto: Alex Silva/Estadão)

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Ingressos esgotados com antecedência.

Estádio lotado empurrando o time(?).

Festa linda da torcida.

Apita o árbitro, começa o jogo.

Bola de Ayrton explode no travessão.

Bruno deixa a vaga para as quartas escapar de suas mãos…

Fim de Libertadores para o Palmeiras.

—-

Como um filme que se repete desde 2002, eis que a realidade mais uma vez nos aplica uma voadora na testa, daquelas que deixaria até mesmo Chuck Norris com inveja.

Não se pode dizer que foi por falta de aviso. Mais do que as cornetas que desde o ano passado clamam por mudanças, esses avisos vinham do desempenho do elenco.

Não é novidade para ninguém que a torcida vem carregando nosso clube nas costas a tempos. Foi assim na Copa do Brasil do ano passado, foi assim em anos anteriores, e será sempre assim. Será mesmo?

Nossa torcida é certamente a mais fanática do país. Parece não importar o quanto o time insista em nos humilhar, lá estamos nós. Torcendo, empurrando, acreditando. Nunca viramos as costas para o campo ou as faixas de cabeça para baixo. Não é de nossa natureza.

Mas será que isso durará para sempre? Será que aquele sentimento que foi talhado em nossas Almas Palestrinas, com muita luta e superação para alcançar as conquistas, permeará as novas gerações de torcedores que surgirão?

As pesquisas estão aí, e por mais que se deva olhá-las com desconfiança, o recado é claro: nossa torcida não está diminuindo, mas está se afastando do time.

Torcida! Quanto tempo vai demorar para as pessoas que comandam o clube perceberem que a chave do sucesso é trazer a torcida para perto do clube? (e antes que a patrulha venha me acusar de predador: estou falando de todas as últimas diretorias que passaram pelo clube, incluindo a atual)

Não é mudança oportunista em programa de sócio torcedor que faz isso. Não é videozinho viral, em HD e com musiquinha de efeito, convocando a massa, que faz isso. Não é ingresso mais barato que faz isso. Não é estádio novo. Não é desconto em produtos de grandes marcas. Não é a contratação de CEO, CFO, C-PQP que faz isso…

TORCIDA QUER TIME FORTE, DISPUTANDO TÍTULOS. Ponto final. Todo o resto é perfumaria, é modernidade inútil, é profissionalismo de fachada.

As regras do jogo mudaram, e por mais que os românticos (e eu gostaria muito que o futebol ainda fosse assim) defendam a valorização das tradições, o alambrado e o sanduíche de pernil nas portas dos estádios, a realidade atual do futebol são as arenas lotadas de torcedores, gerando receita, atraindo investidores dispostos a investir na força da torcida e do clube, e chamando a atenção da mídia.

São os três lados de um triângulo: time forte atrai torcida, que atrai receita, que viabiliza a manutenção de times fortes (ou a montagem de times mais fortes ainda).

Passou a hora de o Palmeiras decidir se será para sempre um clube com um grande passado que olha somente para trás em busca das respostas para o futuro (leia-se insistindo nos mesmos erros), ou se redescobrirá, se reinventará e se adaptará às novas regras do jogo. O qual, diga-se, estamos perdendo de goleada(s).

“Não tem dinheiro”, “o fluxo de caixa está comprometido”, “o time é esse aí”. Ah é!? Então que se explodam todos vocês e toda a super equipe perfumada e “profissional” que tomou conta do clube. Só não venham depois de mais um vexame pedir para a torcida não abandonar o time!

FORAM JUSTAMENTE VOCÊS, DIRIGENTES, QUE ABANDONARAM NOSSA TORCIDA.

Não adianta culpar a arbitragem e não adianta culpar o Bruno. Nossa história mostra que sempre jogamos 11 contra 14, e o Bruno não tem culpa de ser um goleiro fraquíssimo. Culpa tem quem achou por um segundo que qualquer um dos profissionais que participaram do rebaixamento poderia continuar no clube.

Não falo só de jogadores, mas de todo departamento de futebol. Se fala tanto em profissionalismo, pois bem: o que acontece quando um funcionário não produz, não atinge as metas mínimas estabelecidas ou não se comporta conforme as políticas do empregador? Rua! A não ser que a política do Palmeiras seja do bom e barato, daí não dá mesmo para cobrar nada…. opa, pera!

Clube de futebol não é S.A. (quer dizer, vai saber se a Palmeiras S.A. ainda existe né?), portanto no fim do ano fiscal o balanço não tem que apontar lucro, superávit, ou números azuis. Balanço de clube de futebol se faz em dezembro. Ganhou títulos? Meta atingida, acionistas ( = TORCIDA!) satisfeitos. Simples assim.

Portanto, não me venham com essa historinha para porco dormir de que não há dinheiro e que o objetivo é entregar o clube em melhores condições para o próximo.  O Palmeiras só melhorará quando voltar a conquistar títulos regularmente, como é da natureza de qualquer clube grande, ainda mais se tratando do CAMPEÃO DO SÉCULO XX. Ou será que alcançamos esse status quitando dívidas?

A verdade é a seguinte: ao invés de ficar choramingando que não há dinheiro, essa diretoria deveria estar correndo atrás de dinheiro novo. Não contrataram o fodão entre os diretores de futebol (desculpem, é CEO)? Não contrataram dois super (ô expressãozinha reveladora) marqueteiros? Cadê as receitas? Cadê jogador?

Cadê o Palmeiras?

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Baixou o Zetti no indivíduo (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Baixou o Zetti no indivíduo (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

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SEPXTIJ

Após longos quinze dias, o Palmeiras volta a campo precisando de uma vitória simples para avançar na Libertadores.

Horário e local: terça-feira (14/05), as 22:00, no Pacaembu (FOX Sport).

Árbitro: será Juan Soto (VEN), cujo histórico registra apenas 1 jogo:

2013 – 0x2 Libertad (Lib, f)

Situação na tabela: 90 minutos nos separam das quartas de final ou da depressão.

Desfalques/Reforços: Fernando Prass, Vilson, Patrick Vieira e Valdivia, lesionados, e Léo Gago, Leandro e Rondinelly, não inscritos, ficam de fora. Ronny, liberado para cuidar de problemas particulares, também fica de fora.

Pendurados: nenhum. Próxima partida: se avançarmos, será o Atlético-MG.

Previsão IPE: Bruno, Ayrton, Maurício Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira; Charles, Márcio Araújo,Wesley e Thiago Real; Vinicius e Kleber.

Destaques/Tijuana: o único problema para a partida é o zagueiro Núñez. Dois jogadores disputam a vaga: Madueña e Oliver Ortíz. A provável escalação deverá ter: Saucedo, Gandolfi, Aguilar, Madueña (Oliver Ortíz) e Castillo; Pellerano, Arce e Piceno; Riascos, Ruíz e Martínez.

Olho nele: o atacante Riascos é o motor do ataque.

Ex-palmeirenses no Tijuana: nenhum.

Palpite IPE: 2×1, saímos na frente com Vinícius, os xolos assustam empatando, mas Henrique dará números finais a peleja.

Histórico: a partida de ida foi o primeiro confronto da história entre as equipes.

GERAL LIBERTADORES
J V E D GP GC J V E D GP GC
1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0

O IPE se lembra: a última vez que recebemos uma equipe mexicana foi pelas quartas-de-final da Libertadores 2000. O adversário foi o Atlas e vencemos – 3×2 – gols de Rogério, Marcelo Ramos e Taddei.

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Pra variar né, juizão?

Pra variar né, juizão?

Adversário com 100% de aproveitamento em casa, viagem de mais de 17 horas, gramado artificial, e no fim das contas o bicho não era tão feio assim. A bem da verdade, se não fosse pelo juizão, teríamos voltado do México com a vitória.

Foi um jogo de dois tempos parecidos. O Palmeiras começou bem, pressionando o Tijuana em seu próprio campo e atacando no erro do adversário. As primeiras boas chances nasceram com Wesley e Kleber, em chutes de fora, nos minutos iniciais de partida.

Aos 8′, o lance que poderia ter mudado o jogo: Wesley invadiu a área em velocidade pela direita e foi pisado pro Pellerano. O árbitro uruguaio fingiu que não era com ele e mandou o jogo seguir.

A partir dos 15′, o Tijuana começou a se encontrar em campo e equilibrou as ações da partida. O primeiro lance de perigo surgiu as 24′ em chute de Martinez, após corte mal feito por Henrique. Aos 36′ Arce obrigou Bruno a fazer boa defesa em cobrança de falta, e aos 42′ a grande chance do adversário: Moreno invadiu pela direita sozinho, mas mandou a bola em San Diego, para alívio geral da nação alviverde.

O segundo tempo foi mais morno. O Palmeiras novamente começou melhor, mas foi caindo de produção, muito pela insistência nos erros de saída de bola. Bruno, em noite inspirada, fez outras duas boas defesas em chutes de fora da área, e o jogo terminou mesmo zerado.

A equipe agora volta a São Paulo e terá duas semanas livres para treinar antes da partida de volta, dia 14/05. Hora de fazer ajustes (especialmente na saída de bola) e recuperar fisicamente o elenco.

Notas

– Bruno: 3 excelente defesas, garantindo o empate – 8

– Ayrton: por incrível que pareça, foi bem na marcação do tal Martinez e ainda salvou uma bola na pequena área – 6

– Henrique: atuação bem abaixo de sua média habitual. Parece que está com a cabeça em Minas Gerais… – 5

– M.Ramos: com ele é uma no cravo e outra na ferradura. Sempre garantia de fortes emoções, mas dessa vez não comprometeu – 6

– M.Oliveira: bastante preso a marcação, fez bem a proteção do lado esquerdo – 6,5

– Araújo: suas melhores partidas são aquelas onde ouvimos pouco seu nome durante a transmissão – 7

– Charles: a vontade no piso sintético, melhor em campo ao lado de Bruno – 7,5

– Wesley: tecnicamente é o melhor jogador deste elenco, e acaba pagando o pato por isso, pois não tem com quem jogar – 6

– Tiago Real: abusou do direito de errar passes na saída de jogo, entregando contra-ataques ao Tijuana – 2,5

– Vinícius: normalmente já apanha um pouco da bola. Dessa vez tomou uma surra do gramado artificial – 4

– Kleber: não faz o pivô com qualidade e não consegue segurar a bola no ataque. Fraco demais – 2,5

– Souza: em um meio de campo com 3 volantes, ele não pode ser reserva – 6

– Ronny: em seu primeiro toque na bola fez mais do que o Vinícius o jogo todo – 6

– André Luiz: entrou no fim para ajudar a segurar a onda do Tijuana, fica sem nota.

Melhores momentos

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Ficha Técnica
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TIJUANA 0 X 0 PALMEIRAS

Local: Estádio Caliente, em Tijuana (MEX)
Data/Hora: 30/4/2013 – 22h30 (de Brasília)
Árbitro: Martin Vazquez (URU)
Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Marcelo Costa (URU)

Renda/Público: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Gandolfi, Aguilar e Pellerano (TIJ); Charles e Marcelo Oliveira (PAL)
Cartões Vermelhos: –
GOL: –

TIJUANA: Saucedo, Nuñes, Gandolfi (Madueña, 22’/2ºT), Aguilar e Castillo; Pellerano, Arce, Riascos, Corona e Martínez (Marquez, 31’/2ºT); Moreno (Ruiz, 11’/2ºT). Técnico: Antonio Mohamed.

PALMEIRAS: Bruno, Ayrton, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Márcio Araújo, Charles (André Luiz, 46’/2ºT), Wesley (Souza, 20’/2ºT) e Tiago Real; Vinícius (Ronny, 33’/2ºT) e Kleber. Técnico: Gilson Kleina.

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TIJxSEP

Eliminado nos penaltis do Campeonato Paulista, o foco agora é no que nos resta deste primeiro semestre.

Horário e local: terça-feira (30/04), as 22:30, no Estadio Caliente (FOX Sport).

Árbitro: será Martín Vasquez-URU, cujo histórico registra 4 jogos, com 3V/1E:

2013 – 2×1 Sporting Cristal-PER (Lib, c)

2008 – 1×0 Sport Áncash-PER (SA, c)

2006 – 0x0 Cerro Porteño-PAR (Lib, f)

2005 – 3×0 Dep.Táchira-VEN (Lib, c)

Situação na tabela: 180 minutos para matar ou morrer.

Desfalques/Reforços: Fernando Prass, L.Amaro, Vilson, Patrick Vieira e Valdivia, lesionados, e Léo Gago, Leandro e Rondinelly, não inscritos, ficam de fora. André Luiz e Serginho foram inscritos nos lugares de Marcos Vinícius e Edílson, e podem atuar.

Pendurados: nenhum (os cartões foram zerados ao final da primeira fase). Próxima partida: Tijuana-MEX (casa).

Previsão IPE: Bruno; Ayrton, M.Ramos, Henrique e Juninho; Araújo, Charles, Wesley e Tiago Real; Vinícius e Kleber.

Destaques/Tijuana: a provável escalação dos “xolos” deverá ter Saucedo; Nuñez, Gandolfi, Aguilar e Castillo; Arce, Pellerano e Corona; Riascos, Moreno e Martinez.

Olho nele: o jovem e veloz atacante equatoriano Fidel Martinez.

Ex-palmeirenses no Tijuana: nenhum.

Palpite IPE: 1×1, saímos na frente com Henrique, e Fidel Martinez empata para o Tijuana.

Histórico: será a primeira vez na história que enfrentamos o Tijuana, mas não será a primeira vez que jogamos contra uma equipe mexicana. Ao todo, já enfrentamos 10 equipes do país, totalizando 19 jogos, com 11V/4E/4D:

2000 – 2×0 Atlas (Lib, f) / 3×2 Atlas (Lib, c)

1997 – 1×4 Necaxa (Amistoso, f)

1991 – 3×2 América (Amistoso, f)

1963 – 2×2 Atlante (Amistoso, f) / 3×0 Atlas (Amistoso, f) / 1×2 Chivas (Amistoso, f) / 1×0 Monterrey (Amistoso, f) / 2×2 Nacional (Amistoso, f)

1959 – 2×1 Atlas (Amistoso, f) / 1×1 Irapuato (Amistoso, f) / 3×2 Irapuato (Amistoso, f) / 2×0 Morelia (Amistoso, f) / 1×0 Toluca (Amistoso, f)

1952 – 2×2 Atlante (Amistoso, f) / 0x1 Atlante (Amistoso, f) / 3×1 Chivas (Amistoso, f) / 0x3 Chivas (Amistoso, f) / 3×1 Necaxa (Amistoso, f)

O IPE se lembra: a última vez que visitamos o México foi pela fase de grupos da Libertadores 2000. O adversário foi o Atlas e vencemos – 2×0 – gols de Euller e Pena.

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