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Posts Tagged ‘Paulistão’

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Em preto e branco para entrarmos no clima

Você que nos lê agora certamente gosta de futebol. Deve bater uma bolinha de vez em quando; quem sabe até faça parte de um time que já jogou o campeonato do bairro, da faculdade, da firma. Imagine então se sua equipe conseguisse ir além desse nível e pudesse disputar um torneio oficial. Seria certamente um dia histórico, não?

Pois é: esta foi a fronteira ultrapassada pelo Palestra Italia há exatos 100 anos. Foi em 13 de maio de 1916, 28º aniversário da abolição da escravatura, que o clube de menos de dois anos de idade entrou no campo da Floresta envergando a Cruz de Savoia para ganhar o primeiro ponto de sua história.

Desde 1915 o Palestra pleiteava inscrição à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), que organizava um dos torneios estaduais de então – na época vigia a cisão do Campeonato Paulista entre ela e a LPF, Liga Paulista de Foot-ball. O clube, contudo, foi recusado em seu primeiro ano de vida.

O quadro mudou em 1916 com a exclusão do Scottish Wanderers, acusado de profissionalismo. Talvez o Palestra até conseguisse vaga no torneio sem este fato (afinal eram sete os participantes), porém a saída dos escoceses facilitou a entrada da equipe tricolor (sim, verde, branco e um tantinho de vermelho). Justamente naquele ano, porém, o Corinthians estava na LPF (uma consequência do confronto entre clubes de elite e populares; mais sobre o tema pode ser lido aqui) e por esta razão o Derby só nasceria um ano depois.

Enfim, o fato é que às 16 horas daquele sábado o árbitro Irineu Malta deu início não só à partida e ao Campeonato Paulista daquele ano (era o jogo inaugural do torneio), como a uma história que hoje completa uma centena de anos. Veja como o match foi anunciado no jornal O Estado de S. Paulo daquele dia:

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Com a bola rolando, Zecchi abriu o placar para o Mackenzie; o Palestra Italia empatou ainda no primeiro tempo com Dante Vescovini (algumas fontes dizem Valle II, mas nos parece que isto está errado). E o placar não mais se alterou. O estreante do dia não foi dobrado por um clube que participava pela 11ª vez do torneio, e começou com um bom resultado sua trajetória rumo ao gigantismo nas competições que disputa. Eis o relato do jogo no Estadão:

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No fim das contas, acabou sendo um torneio de aprendizado: o Palestra venceu apenas 2 dos 12 jogos (Ypiranga, na segunda rodada, e o Santos, no primeiro jogo oficial do Alviverde que futuramente seria definido como clássico) e acabou em sexto, à frente somente do time que homenagearia 26 anos depois em meio à Segunda Guerra. O Mackenzie foi o terceiro, e o Paulistano terminou com o primeiro título da sequência que culminou no único tetracampeonato paulista – que não virou penta porque o jovem time de 1914 já não era tão jovem assim em 1920, e em seu quinto ano conquistou sua primeira taça.

O tempo passou, o nome mudou e hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras segundo nossas contas soma – tome fôlego – 4402 partidas oficiais, que nos renderam 44 taças (grosso modo, uma a cada cem partidas). Mas, como diz o provérbio, uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo – e é este passo que agora chega aos três dígitos e merece ser lembrado como capítulo fundamental de nossa história.

FICHA TÉCNICA (retirada do Mondo Palmeiras):

13/05/1916 – Palestra Italia 1 X 1 Mackenzie

Palestra: Fabbrini; Grimaldi e Ricco; Bianco, Fabbi I e De Biasi; Gobbato, Valle II, Dante Vescovini, Bernardini e Cestari

Mackenzie: Arnaldo; Plínio e Claudino; Campos, Pestana e Shelders; Jarbas, Oscar, Maciel, Zecchi e Cassiano

Local: estádio da Floresta

Gols: Vescovini (Palestra) e Zecchi (Mackenzie)

Árbitro: Irineu Malta

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Os primeiros cornetados

*

A seguir, uma relação dos jogos oficiais disputados pelo Palmeiras até hoje. Como toda lista do tipo, há casos dúbios. Alguns torneios foram retirados, como os Campeonatos Paulistas Extras, Torneio dos Campeões Rio-São Paulo, Copa Bandeirantes, Taças Cidade de São Paulo e os Torneios Início, porque… não sei, porque não me convenci de que deveria listá-los.

Os valores e competições alinhados à direita estão ali somente para destrinchar melhor os números (não foram somados duas vezes). Os jogos que valeram ao mesmo tempo pelo Paulista e Rio-São Paulo – entre eles o histórico 8×0 sobre o Corinthians – foram contados em ambas as competições mas descontados uma vez no final, de modo que o total reflete realmente o número de vezes que o Palestra Italia/Palmeiras entrou em campo.

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O que guardaremos desta primeira fase

Chegou ao fim a primeira fase do Paulistão. Já sabemos que a próxima pedra no caminho verde será o São Bernardo; no entanto, o resto do caminho verde até a taça ainda não está definido. Mas nós vamos mostrar como será.

Existem quatro combinações a cada partida: vitória do mandante no tempo normal, mandante nos pênaltis, visitante no tempo normal ou nos pênaltis. Sendo quatro confrontos nas quartas, temos um total de 44 combinações possíveis de resultados, ou 256. Dessas, podemos desprezar todas as que põem o time do ABC como vencedor. Não que sejam favas contadas – é que não faz sentido projetarmos o que vem por aí se nós não estivermos, certo?

Sobram então 128, e são essas possibilidades todas que apresentamos a você. Por sorte, este ano muitas de novo são redundantes: nos casos de Corinthians, Santos e São Bento, é indiferente para efeito de chave se eles passariam nos pênaltis ou no tempo normal. Essa é a razão pela qual você não contará 128 possibilidades abaixo, e sim 40 (pouco mais que as 36 do ano passado, mas bem melhor que as 81 de 2014).

Então é isso. Clique aqui para ampliar ou imprimir, brinque de captar o que cada figura representa, escolha o que você prefere e seque à vontade. Vamos ver se o time que vem se dando bem nos clássicos termina o campeonato do ano da Olimpíada com volta olímpica.

semi2016

 

 

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Será que vem mais um desses?

Será que vem mais um desses?

Chegou ao fim a primeira fase do Paulistão. Ao contrário do ano passado, desta vez os três grandes – e também o SPFC – conseguiram avançar de fase.

No entanto, o caminho verde até a taça ainda não está definido. Certo é que de cara vem o Botafogo, que ano passado nos derrotou no Santa Cruz, em jogo único no Allianz segunda à noite. Ou quem sabe em Barueri na madrugada de terça, Presidente Prudente quinta ao meio-dia… a Federação promete resolver o impasse ainda hoje. Daí pra frente, tudo depende dos resultados dos outros confrontos.

Existem quatro combinações a cada partida: vitória do mandante no tempo normal, mandante nos pênaltis, visitante no tempo normal ou nos pênaltis. Sendo quatro confrontos nas quartas, temos um total de 44 combinações possíveis de resultados, ou 256. Dessas, podemos desprezar todas as que põem o tricolor ribeirão-pretano como vencedor. Não que sejam favas contadas – é que não faz sentido projetarmos o que vem por aí se nós não estivermos, certo?

Sobram então 128, e são essas possibilidades todas que apresentamos a você. Por sorte, este ano muitas são redundantes: no caso de Ponte Preta, Red Bull e/ou XV se classificarem, é indiferentes para efeito de chave se for nos pênaltis ou no tempo normal. Essa é a razão pela qual você não contará 128 possibilidades abaixo, e sim 36 (bem menos que as 81 do ano passado, o que facilitou bastante o trabalho agora…)

Então é isso. Clique na imagem para ampliar ou imprimir, brinque de captar o que cada figura representa (uma dica: há duas fotos que representam o mesmo duelo, mas em estádios distintos), escolha o que você prefere e seque à vontade. Mas, venha quem venha, agora é hora de o Palmeiras mostrar que este ano o vento virou.

semi2015

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Kardec e Wesley colocaram o Palmeiras na semifinal

Kardec e Wesley colocaram o Palmeiras na semifinal

O primeiro triunfo de Gílson Kleina em partidas de mata-mata (a última classificação fora contra o Botafogo, na Sula/2012) veio sem grandes sustos, ainda que com um período preocupante ali no fim do primeiro tempo. Se este time não dá espetáculo, ao menos mostra consistência. Para encarar o Ituano, deve dar – ainda que sem contar com o peru de véspera. E na esperada decisão contra o Santos, não creiam em favoritismo alvinegro.

A escalação de hoje é provavelmente o que temos de melhor (eu ainda gostaria de ver Diogo atuar mais, mas ciente que não é certo que renda mais que Leandro). O time ganha muito no meio-campo com a entrada de Wesley, mesmo que ele não tenha feito grande partida hoje, com gol e tudo. Agora, Marcelo Oliveira volta a ficar sobrecarregado. Contra um time que só deu chuveirinho, OK, mas para a decisão (sim, sim, temos que chegar lá primeiro) será necessário ajustar este desequilíbrio.

O Palmeiras começou a partida com ímpeto, empurrando o Bragantino para trás. Salvo pequenos vacilos individuais, não deu brecha para o Massa Bruta tentar algo – e mesmo eles não estavam lá muito a fim de jogo, ou não fariam cera com 6 minutos. Assim, foi natural que pouco a pouco o Palmeiras chegasse, ainda que quase sempre à base de chutes de longa distância de Bruno César.

E foi num desses chutes, desviado para escanteio, que surgiu o primeiro tento. O zagueiro se atrapalhou, Alan Kardec foi mais ligeiro que o goleiro Rafael Defendi e deu a tranquilidade que o time precisava – o Bragantino bateu São Paulo e Corinthians muito por ter saído na frente e se trancado depois.

O problema é que a tranquilidade se transformou em apatia, e a Linguiça Mecânica tomou fumaças de ofensividade. Pressionou um bocado nos quinze minutos finais da primeira etapa, embora sem grande coordenação. Ficaram ciscando, alçando bolas, sem produzir nada efetivo, até porque a zaga estava bem postada.

O segundo tempo começou péssimo para os dois lados. A bola foi bastante maltratada, o que era melhor para nós; mesmo assim, perigoso. Demorou lá uns 10 minutos para o Palmeiras se lembrar que atacar ainda era permitido, e em cinco minutos foram criadas e desperdiçadas boas chances, até o lance que culminou no gol de Wesley. Faltava meia hora, mas era nítido que só um evento fora do comum poderia recolocar o Bragantino na briga.

Este evento poderia ser a expulsão do como de hábito esquentado Valdivia. Não aconteceu, mas não ficou longe disso. Ele, que agora está pendurado, reflete um problema que nos agoniará daqui por diante: o excesso de pendurados. Contra o Ituano, serão quatro titulares – Wendel, Marcelo Oliveira, Bruno César e o chileno. Mas isso é domingo. Hoje o resto da peleja transcorreu tranquilo, com o rival já se sabendo derrotado e o Palmeiras poupando energias fundamentais para um time que terá 25 horas a menos de descanso que seu próximo rival.

Em resumo: foi um passo sólido rumo à decisão. E aí, meus amigos, poderemos voltar a viver sentimentos já quase esquecidos; afinal, o Palmeiras não fez nenhuma final com clássico neste século XXI. Que comecemos ainda antes do centenário.

Avaliações

Fernando Prass – seguro nas poucas vezes em que foi exigido. 7

Wendel – o Bragantino forçou mais por seu lado, mas se virou bem. 7

Lúcio – atuação firme, parece ter assustado o rival com sua fama. 7,5

Tiago Alves – alguns titubeios (um logo no início), mas nas horas críticas não vacilou. 6,5

Juninho – só foi se soltar no último quarto do jogo. 6,5

Marcelo Oliveira – longe de ser craque, mas bem acima de França e Eguren. 7

Wesley – é o cara que faz o meio de campo ser mais ágil mesmo sem ir tão bem, apesar do gol. 7

Bruno César – não é omisso, mas ainda demora um pouco a engrenar no jogo. Como não aguenta os 90 minutos, tem um pico de rendimento reduzido. 7

Valdivia – partida de razoável para boa, aquém de seu potencial. Pilhado como quase sempre. 6,5

Leandro – sumido em boa parte do jogo, sem ser um desastre. 6

Alan Kardec – já fez o cheque, presidente? 7,5

Eguren – entrou para fazer exatamente o que fez: segurar sem comprometer. 6,5

Patrick Vieira – o jogo já estava resolvido, a bola nem chegou. S/N

Vinicius – aumentou sua estatística de garoto mais jovem a fazer trocentas partidas (quase todas ruins) pelo Verdão. S/N

Kleina – escalou certo, mexeu certo, tirou a inhaca. Vamos ver se dá o passo decisivo nos próximos dias.

Ficha Técnica

Local: Pacaembu, com 25.714 pessoas

Data: 27 de março de 2014, quinta-feira, 21:00

Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra, com os assistentes Vicente Romano Neto e Daniel Paulo Ziolli

Cartões amarelos: Bruno César, Marcelo Oliveira e Valdivia (PAL); Francesco e Geandro (BRA)

Gols: Alan Kardec, aos 21 minutos do 1º T, e Wesley, aos 17 minutos do 2º T

PALMEIRAS:  Fernando Prass; Wendel (Vinícius), Tiago Alves, Lúcio e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno César (Eguren) e Valdivia; Leandro (Patrik Vieira) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina

BRAGANTINO: Rafael Defendi; Yago, Guilherme Mattis e Alexandre; Robertinho, Francesco, Gustavo, Matheus e Léo Jaime; Magno Cruz (Diguinho) e Tássio. Técnico: Marcelo Veiga

Melhores Momentos

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Vai ter replay de 2008?

Vai ter replay de 2008?

Enfim sabemos quem são os oito times que restam na disputa pelo Paulistão. Com grandes equipes como Palmeiras, Santos e Corinthians na briga, a promessa é de fortes emoções já a partir de quarta-feira.

No entanto, o caminho até a taça ainda não está definido. Certo é que de cara vem o Bragantino, o destruidor de sonhos do fim da década de 80, em jogo único no Pacaembu, no qual empate força disputa de pênaltis. Daí pra frente, tudo depende dos resultados dos outros confrontos.

Existem quatro combinações a cada partida: vitória do mandante no tempo normal, mandante nos pênaltis, visitante no tempo normal ou nos pênaltis. Sendo quatro confrontos nas quartas, temos um total de 44 combinações possíveis de resultados, ou 256. Dessas, podemos desprezar todas as que põem o Bragantino como vencedor. Não que sejam favas contadas – é que não faz sentido projetarmos o que vem por aí se nós não estivermos, certo?

Sobram então 128, e são essas possibilidades todas que apresentamos a você. Por sorte, algumas são redundantes: eventuais classificações de Ponte e/ou Penapolense são indiferentes para efeito de chave se vierem nos pênaltis ou no tempo normal. Essa é a razão pela qual você não contará 128 possibilidades abaixo.

Então é isso. Clique na imagem para ampliar ou imprimir, escolha o que você prefere e seque à vontade. Mas, venha quem venha, é hora de o Palmeiras ser Palmeiras.

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Pode haver outro Choque-Rei na semi

Pode haver outro Choque-Rei na semi

Atualizado em 17/3

Faltam somente duas rodadas para a primeira fase do Paulista, mas muito do que diz respeito às quartas-de-final já está definido. Daí para frente, porém, existem muitas dúvidas sobre quem pega quem e com que mando. Vamos aqui explicar sucintamente o que for possível.

Como ainda há pontos em disputa, não dá para afirmar exatamente quem pegaremos, mas deixaremos o confuso regulamento um pouco mais claro.

Quando são as quartas? Daqui a uma semana e meia, em dias úteis: quarta 26 e quinta 27.

Quais serão os confrontos das quartas-de-final? Serão os jogos entre primeiro e segundo de cada grupo, com mando do líder. Havia uma regra que impedia mais de dois jogos na capital, mas como Portuguesa e Corinthians não têm condições de terminar na frente ela já não é necessária. As quartas serão:

São Paulo x Penapolense (Morumbi)

Botafogo x Ituano ou Audax (Santa Cruz)

Santos x Ponte Preta (Vila Belmiro)

Palmeiras x Bragantino ou, menos provável, Rio Claro (Pacaembu)

O Bragantino tem a faca e o queijo na mão: precisa só do empate contra o rebaixado Paulista. O Rio Claro depende de derrota alvinegra e também de bater a Lusa fora.

Difícil dizer qual será o jogo da TV. A Globo não é lá muito fã do Palmeiras, por isso nosso palpite que seja o do São Paulo e neste caso jogaríamos na quinta, dia 27. Melhor que às 22:00…

E se o jogo empatar? Vai direto para os pênaltis, sem prorrogação; não há vantagem para quem tem melhor campanha. Essa regra também vale para as semifinais.

Quando serão as semis? No fim de semana seguinte: domingo 30 e, talvez, sábado 29.

Como se define o cruzamento? Esta é a pergunta que gera mais confusão, mas é simples: dos quatro semifinalistas, aquele que tiver mais pontos pega o que tiver menos e tem o mando. O segundo e o terceiro fazem o outro jogo. Vale lembrar que os pontos das quartas se somam aos da primeira fase, e que vitórias nos pênaltis na verdade são empates e somam só um ponto.

Pode dar exemplos de confrontos possíveis? Vamos supor empate no clássico da Vila. Neste caso, uma situação bastante plausível baseada em simulação do resto da 1ª fase traria os jogos abaixo nas quartas.

São Paulo (24 pontos) x Penapolense (19)

Botafogo (32) x Ituano (28)

Santos (34) x Ponte Preta (27)

Palmeiras (37) x tanto faz – afinal, só vamos considerar o caso de o Verdão chegar à semi, certo?

Nesta situação, se todos os mandantes vencerem no tempo normal, teríamos nas semifinais Palmeiras x São Paulo no Pacaembu e Santos x Botafogo na Vila. Se der Ituano, fica com o Santos.

Ao que parece, se terminar em primeiro o Palmeiras só não pega o São Paulo nas semis se o Penapolense o tirar antes ou se no fim de semana que vem o São Paulo ganhar e Ituano ou Ponte tropeçarem.

Isto é: o Palmeiras está melhor que o São Paulo e levaria a vantagem de jogar em casa. Mas terminar em segundo não parece tão ruim, não é mesmo?

E a decisão? Será em dois domingos, 6 e 13 de abril, e vale a soma de pontos (óbvio, né?) seguida de saldo de gols e pênaltis. Não há prorrogação nem  gol fora. O finalista de melhor campanha decide em casa. Em chegando lá, o Palmeiras teria o mando da volta contra todos os times, à exceção talvez do Santos – depende do clássico de domingo e de eventuais disputas de pênaltis – e, com probabilidade irrisória, do Botafogo.

Então qual a diferença de ser primeiro ou segundo na 1ª fase? Na prática, apenas a de ter o mando na volta da decisão, e isso se não houver mudanças por causa dos pênaltis – isso aconteceu em 2011, quando o Corinthians se classificou em quarto e o Santos em quinto, mas o time da Vila passou batido pelo mata-mata, enquanto o rival enfrentou uma disputa de pênaltis (ah, Danilo. Ah, João Vítor…). Por isso, o jogo decisivo foi na Baixada.

Além disso, se a final for qualquer uma que não Palmeiras x Santos, essa disputa pela liderança da primeira fase não vale de nada. E, se querem saber, na opinião deste redator não valerá mesmo, pois não será este o duelo que definirá o campeão estadual. Para mim, vem por aí Bragantino, São Paulo e, para iluminar o centenário, a conquista no Derby (esta previsão não durou 6 dias…). Quem viver verá.

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Após uma semana de treinos e descanso, o líder do grupo D volta a campo com dois objetivos: encaminhar a classificação e seguir firme na luta pela liderança geral.

Horário e local: quinta-feira (06/03), as 19:30hrs, no Pacaembu (PPV).

Árbitro: será Vinicius Furlan, cujo histórico registra 8 jogos, com 4V/3E/1D:

– 2014: 2×1 XV Piracicaba (P,f)

– 2013: 1×1 Guaratinguetá (B,c) / 0×0 Bragantino (P,c)

– 2012: 2×3 Guarani (P,f)

– 2011: 1×0 Santos (P,f) / 3×1 Paulista (P,c)

– 2010: 3×1 XV Piracicaba (Amistoso)

– 2009: 1×1 Guaratinguetá (P,f)

Situação na tabela: o Palmeiras lidera o grupo D, com 26 pontos. A Portuguesa é a quarta colocada do grupo C, com 14.

Desfalques/Reforços: Welington, Victorino, Josimar, Leandro e Diogo estão liberados pelo departamento médico, mas permanecem de fora, aprimorando o condicionamento físico. A lista de desfalques é completada por Valdivia, convocado para seleção. Bruno César e França retornam de suspensão e ficam à disposição, mas a tendência é que nenhum dos dois inicie como titular.

Pendurados: Lúcio e Wellington. Próxima partida:  Paulista (fora).

Previsão IPE: Prass; Wendel, Lúcio, M.Oliveira e Juninho; Eguren, Wesley e Mendieta; Marquinhos Gabriel, Vinícius e Kardec.

Bola verde IPE: Prass segue absoluto, com média 8,08.

Destaques/Lusa: o meia Wanderson, suspenso, fica de fora. O volante William Magrão, que tem jogado improvisado de zagueiro, está recuperado de lesão e retorna à equipe. A provável escalação da Lusa deverá ter Gledson; Régis, William Magrão, Diego Augusto e Bryan; Diego Silva, Renan, Gabriel e Rondinelly; Henrique e Leandro.

Ex-palmeirenses na Lusa: o meia Rondinelly e o atacante Caio Mancha.

Palpite IPE: 2×0, gols de Kardec e Bruno César.

Último confronto: foi pelo BR2012, no Canindé – 0x3 – gols de Bruno Mineiro (2) e Moisés.

Última vitória como mandante: foi pelo BR2008, no Pacaembu – 4×2 – gols de Alex Mineiro (2), Kleber e Gustavo para o Palmeiras, e Jonas (2) para a Lusa.

Última derrota como mandante: foi pelo Paulistão 2005, no Palestra – 1×2 – gols de Osmar para o Palmeiras, e Rodriguinho e Alexandre para a Lusa.

Histórico: o primeiro encontro data de uma sexta-feira 13 nos idos de 1921, e foi uma goleada de 5 a 1 do Palestra Itália sobre a então Portuguesa-Mackenzie, pelo Paulista.

GERAL CAMPEONATO PAULISTA
J V E D GP GC J V E D GP GC
259 120 72 67 449 332 151 72 45 34 270 175

O IPE não se lembra: pelo Paulistão 1978, um chuva de gols e vitória palestrina – 5×3 – gols de Jorge Mendonça (2), Altimar, Amílton Rocha e Beto Fuscão para o Palmeiras, e Wilson Carrasco,  Camargo e Enéas para a Portuguesa.

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